CERNE discute projetos com Governadora do RN e diretores da Voltalia

O Diretor-Presidente do CERNE, Darlan Santos, e a Diretora Administrativa e de Relacões Institucionais, Neli Terra, se reuniram nesta quinta-feira (18) com a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, e os diretores da empresa de energia Voltalia.

O grupo francês desenvolve projetos no estado há dez anos e detém um portifólio de empreendimentos com quase 6GW de capacidade instalada no Brasil. Desse total, cerca de 60% está concentrado no Rio Grande do Norte. São em 16 parques eólicos situados nos municípios de Areia Branca e Serra do Mel.

Até 2020 a empresa vai instalar quase 1GW com a operação de mais 9 usinas, atualmente em fase de construção. Isso representa mais R$ 1,5 bilhão em investimentos no nosso estado.

Na pauta foram discutidos o fortalecimento dos investimentos em segurança e geração de empregos. O presidente do CERNE falou sobre os projetos desenvolvidos pela entidade e destacou para governadora a realização do Fórum Nacional Eólico 2019, que este ano acontecerá de 14 a 16 de agosto.

Também participaram da reunião o senador Jean Paul Prates e o secretariado de desenvolvimento econômico do estado.

Fonte: CERNE Press | Daniel Turíbio

Projeto de ônibus elétrico perde recursos e lança campanha virtual para continuidade

Um projeto inovador de ônibus elétrico movido à energia solar está passando por situação crítica. O eBus, como é conhecido, foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Agora, o Laboratório de Fotovoltaica da UFSC está lançando uma campanha virtual para manter o projeto.

“Abrimos uma campanha de financiamento coletivo pela internet para captação de recursos e patrocínios com objetivo de dar continuidade ao programa”, explicou o professor e coordenador da iniciativa, Ricardo Ruther. O prazo estabelecido de financiamento do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações terminou em junho deste ano.

O eBus foi inaugurado em dezembro de 2016, por meio de licitação vencida pelo consórcio WEG-Marcopolo-Eletra-Mercedes, que teve um prazo de 12 meses para entregar o ônibus conforme as especificações. Em março de 2017, deu-se início ao serviço regular de transporte entre o Campus Trindade e o Sapiens Parque, em Florianópolis. O veículo foi o primeiro do país 100% elétrico movido a energia solar.

Financiamento

O projeto, iniciado em 29 de dezembro de 2014 com o nome “Desenvolvimento de ônibus elétricos para transporte público por energia solar fotovoltaica”, contou com a Fundação Stemmer para Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (Feesc) para receber e administrar os recursos do Ministério.

Criada pela Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc), a Feesc é credenciada pelos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações como fundação de apoio à UFSC, ao Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC) e à Universidade para o Desenvolvimento de SC (Udesc).

O eBus recebeu recursos na ordem de R$ 1 milhão do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações para ser construído e avaliado durante esse período. Além de analisar a viabilidade de veículos elétricos na mobilidade urbana, o projeto estudou a produção de energia solar para esta finalidade.

“Provamos que o veículo elétrico funciona e que o espaço que ele ocupa parado, se estacionado sob uma área coberta com placas solares, é o suficiente para gerar a energia que ele precisa para se locomover”, afirma Rüther.

eBus

Toda a energia elétrica utilizada para recarregar o veículo é gerada pelo sol, em placas fotovoltaicas instaladas nos telhados do laboratório.  O ônibus faz cinco viagens por dia durante a semana, totalizando cerca de cinco mil quilômetros por mês.

O veículo dispõe de internet sem fio, monitores e duas ilhas com mesas de reunião onde os passageiros podem trabalhar durante os trinta minutos de trajeto. Diferentemente do transporte coletivo público da cidade, todos os passageiros devem viajar sentados e o acesso é facilitado devido ao piso baixo. Por ser elétrico, o veículo é silencioso e não emite gases de efeito estufa.

Campanha

A continuidade do projeto depende da contribuição das pessoas com uma campanha de financiamento coletivo, na plataforma Catarse, para viabilizar a operacionalização do eBus por mais um ano, inicialmente. Os custos cobrem a manutenção e os salários dos motoristas. Detalhes e informações sobre o projeto, bem como o sistema para doação estão disponíveis pelo endereço: catarse.me/onibuseletrico-ufsc-2019

Fonte: Daniel Turíbio | CERNE Press

Brasil sobe em ranking e tem perspectiva de crescer mais em energia eólica

A energia eólica entrou com força no Brasil nos últimos anos e o país chegou até a oitava colocação do ranking mundial de capacidade instalada, que cresceu 15 vezes na última década.

O país passou de 1 GW de capacidade instalada em 2010 para 15,1 GW neste ano, distribuídas em 600 parques eólicos em 12 estados, segundo os últimos dados da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica).

A energia eólica ganhou espaço e atualmente representa 9,2% da matriz energética nacional, atrás apenas das usinas hidrelétricas, que têm 60,3%.

Apesar do sólido avanço, esta fonte de energia renovável ainda tem bastante espaço para crescer no país, segundo os especialistas, e espera-se que em 2023 haja cerca de 19,4 GW de capacidade eólica instalada, levando em conta os leilões já realizados e os contratos assinados no mercado.

“Temos uma perspectiva de crescimento muito grande. Vemos que a eólica e a solar são as fontes que mais vão crescer no Brasil nos próximos 30 anos”, explicou à Agência Efe, a presidente da ABEEólica, a economista Elbia Silva Gannoum.

Apesar das conquistas nos últimos anos, graças à melhoria da tecnologia, da competitividade e das boas perspectivas em relação ao futuro, Elbia ressaltou que a situação de fragilidade da economia brasileira representou um freio para o setor ao reduzir a contratação de energia nos leilões.

O Brasil entrou em uma profunda recessão entre 2015 e 2016, quando o Produto Interno Bruto (PIB) perdeu cerca de sete pontos percentuais e, entre 2017 e 2018, a economia cresceu apenas 2%.

As previsões para este ano continuam fracas e, segundo as projeções do mercado financeiro, o PIB brasileiro registrará um crescimento tímido de 0,8% em 2019.

“A economia está dificultando, quando houver crescimento econômico veremos um crescimento maior do setor. Mesmo assim, temos um mercado crescendo bastante na média e com uma perspectiva futura muito boa”, acrescentou a presidente de ABEEólica.

A região nordeste concentra a maior parte dos parques eólicos do Brasil, cujo território apresenta condições meteorológicas favoráveis, com ventos regulares e intensos, e onde proliferaram as turbinas de geração de energia eólica.

No município de Rio do Fogo, no Rio Grande do Norte, está a primeira instalação da Iberdrola no desenvolvimento de energias renováveis nesse país, inaugurada em 2006, e que representa o ponto de partida de um empreendimento que tem se expandido com força na última década.

A empresa espanhola Iberdrola, que está presente no país através da filial Neoenergia, conta com 17 parques eólicos em funcionamento, distribuídos nos estados de Rio Grande do Norte, Paraíba e Bahia (nordeste), com potência instalada de 516 megawatts (MW), e tem outros 15 em construção.

Com a conclusão da implantação de todos os projetos, a carteira de ativos em operação de Iberdrola em energia eólica totalizará em torno de 1 GW em 2022.

O crescimento dos projetos eólicos de Iberdrola no Brasil acompanhou o do próprio setor no país, onde já existe uma rede produtiva nacional, com seis fabricantes de turbinas em solo brasileiro.

Fonte: Agência EFE | Alba Santandreu

CERNE apresenta potencial energético do Rio Grande do Norte à comitiva chinesa

Dando continuidade à visita da comitiva chinesa liderada pela Cônsul Geral da China em Recife, a Sra. Yan Yuqing, a governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra, recebeu o grupo, nesta quarta-feira (10), para um encontro com lideranças e empresários dos principais setores econômicos do estado.

Representantes do primeiro escalão do Governo do Estado e algumas instituições convidadas, entre elas o CERNE, puderam apresentar aos investidores chineses um panorama das potencialidades e as oportunidades de negócio existentes nas diversas regiões do Rio Grande do Norte.

Foto: Fecomércio/RN

O Presidente do CERNE, Darlan Santos, ressaltou as potencialidades em energia renovável e citou alguns dos principais projetos desenvolvidos ou apoiados pela entidade. Ele traçou o cenário atual do setor eólico no estado, que produz 30% de toda a energia eólica do país, tendo mais de 150 projetos em operação. O RN detém a maior concentração de aerogeradores no país, com 1.500 máquinas, e investimento superior a R$ 15 bilhões. “Já estamos estudando a potencialidade do estado na exploração offshore (com equipamentos instalados no mar), e agregar também a exploração da energia solar, que complementa a energia eólica”, adiantou.

Darlan apresentou ainda à delegação chinesa, como uma proposta de investimento, um sistema de dessalinização operado com energia solar para a região do semiárido potiguar e um projeto de desenvolvimento de um veículo popular elétrico.

A comitiva do governo da China desembarcou em solo potiguar na última terça-feira, 9, para tratar de possíveis investimentos nas áreas de energia, mineral, agrícola, ferrovias e turismo. A Cônsul Geral chefia a delegação composta por 30 integrantes.

Fonte: CERNE Press

 

EDP Renováveis anuncia parque eólico de 126 MW no Brasil

Atualmente, a companhia tem 467 MW de tecnologia eólica onshore instalada no país.

A EDP Renováveis, braço de energia renováveis do grupo português EDP, firmou um contrato para venda de energia por 20 anos, viabilizando a construção de projetos eólicos no estado do Rio Grande do Norte, com capacidade total de 126 MW. O anuncio foi realizado nesta segunda-feira, 8 de julho.

Os parques eólicos Monte Verde VI e Boqueirão I-II têm previsão de entrar em operação até 2022. Com essa transação, a EDP Renováveis passa a ter contratos que somam 3,3 GW em capacidade global prevista para o período de 2019 a 2022. Atualmente, a companhia tem 467 MW de tecnologia eólica onshore instalada no Brasil.

“Com esse novo contrato de longo prazo, a empresa reforça a sua presença  em um mercado com baixo perfil de risco e recursos renováveis atrativos e fortes perspectivas para o sector a médio e longo-prazo”, disse a EDPR em nota.

Em detalhe, a EDPR tem atualmente mais de 1 GW de projetos de energia eólica em desenvolvimento, dos quais 0,2 GW têm início da operação previsto para 2021, 0,4 GW para 2022 e 0,5 GW até 2023, com todos os contratos de longo prazo assegurados.

Fonte: Wagner Freire | Canal Energia

Eólicas da Enel Green Power no Rio Grande do Norte são enquadradas ao Reidi

Ministério deu provimento para cinco usinas, num total de 205,8 MW de potência instalada e R$ 1,2 bilhão em investimentos sem encargos. UFVs da Solatio Energia também obtiveram isenções.

A Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia enquadrou as centrais de geração eólica Cumaru, I, II, III, IV e V junto ao Regime Especial para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi), segundo despachos publicados no Diário Oficial da União (DOU) e no portal do MME. O Reidi prevê a isenção de PIS/PASEP e Confins na aquisição de bens e serviços para empreendimentos de infraestrutura.

As usinas são controladas pela Enel Green Power e serão construídas até junho de 2022 em São Miguel do Gostoso e Pedra Grande, municípios do Rio Grande do Norte. Cada planta possui capacidade instalada de 42 MW distribuídas em dez aerogeradores de 4,2 MW e um sistema de Transmissão de Interesse Restrito. Com o enquadramento ao Regime Especial, o valor total a ser aplicado nos empreendimentos é de aproximadamente R$ 1,2 bilhão.

O MME também deu provimento à Solatio Energia e liberou as usinas fotovoltaicas Leo Silveira 4, 5 e 7, cada uma com 49,5 MW de capacidade entre 22 unidades geradoras, num total de 148,5 MW de potência em Várzea de Palma, Minas Gerais.

Outro projeto aprovado foi do Lote 14 do Leilão nº 02/2018 da Aneel, que compreende a construção de uma subestação em Cruz Alta, Rio Grande do Sul, e demais obras de conexões de unidades de transformação, entradas de linha, interligações de barramentos e demais instalações necessárias às funções de medição, supervisão, proteção, comando, controle, telecomunicação, administração e apoio, além de um trecho de Linha de Transmissão em 230 kV. O período de execução da obra é entre setembro do ano passado até março de 2022, num total de R$ 38,3 milhões sem os impostos.

Fonte: Canal Energia |

Leilão de energia contrata R$1,9 bi em usinas e tem recorde de preço para solares

Daniel Turíbio | CERNE Press com informações Reuters e Tribuna do Norte

O leilão de energia A-4 realizado na última nesta sexta-feira (28) surpreendeu ao contratar um volume de projetos ainda inferior às já pessimistas expectativas de analistas, com a economia em passo lento e a migração de consumidores para o mercado livre impactando a demanda no certame.

O resultado, no entanto, ainda foi visto como amplamente positivo pelo governo, por viabilizar empreendimentos que deverão demandar cerca de 1,9 bilhão de reais em investimentos e pela marca de um recorde histórico para as usinas solares, que registraram o menor preço já praticado pela fonte em licitações no Brasil.

O A-4 contempla empreendimentos que precisarão entrar em operação até 2023. No ano passado, o leilão contratou 1 gigawatt, um volume que analistas colocavam como a expectativa para a licitação desta semana, que acabou com menos da metade disso, quase 402 megawatts.

Resultados

O certame registrou deságio médio de 45% frente aos preços teto estabelecidos, com destaque principalmente para as solares, que bateram novo recorde, e as usinas eólicas, que viram os preços chegarem perto de mínimas históricas tocadas em 2018.

Os empreendimentos solares contratados somaram uma capacidade instalada de 203,7 megawatts, em seis projetos, que deverão exigir aportes de 856,2 milhões de reais. A fonte chegou a negociar energia a 64,99 reais, bem abaixo dos cerca do mínimo de 117 reais na licitação de 2018.

Já as eólicas somaram 95 megawatts, em três usinas, com preços de até 79,92 reais por megawatt-hora –patamar próximo, mas ainda superior aos 67 reais atingidos no leilão A-4 do ano passado.

Foram viabilizadas no leilão, ainda, cinco pequenas hidrelétricas, com total de 81,3 megawatts em potência, e uma central de geração à biomassa, com 21,4 MW.

O preço final médio do certame foi de 151,15 reais por MWh.

 

 

 

 

 

Nordeste

Dos 305 projetos de energias renováveis cadastrados para o Rio Grande do Norte no leilão, somente um foi contratado pela empresa VDB II. O empreendimento Vila Alagoas III terá como fonte a eólica. O investimento será de R$ 86,1 milhões divididos entre os 33 lotes do parque eólico, que terá potência de 21,000 megawatts. O vizinho Ceará foi o Estado campeão em contratações, com cinco empreendimentos. A Bahia, que cadastrou 456 projetos para o certame em referência, não teve nenhum deles contratado.

Questionado sobre o resultado do leilão, o diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), Darlan Santos, reconheceu que houve um resultado ruim. “Baixíssima contratação em todo o Brasil. Baixa expectativa de crescimento econômico, demanda baixa de contratação de energia”, argumentou. Ele destacou, ainda, que 76% dos projetos do Leilão A-4 foram recadastrados para o Leilão A-6 (previsto para ocorrer no fim do ano). “O mercado esperava baixa contratação. Não foi surpresa”, destacou Darlan Santos.

 

RN – Projetos cadastrados A-4 

Fotovoltaica / 124 projetos / 4.628 MW

Total: 10,5 GW

Fonte: Empresa de Pesquisa Energética (EPE)
RN – Projeto Contratado

Empresa: VDB IIEmpreendimento: Vila Alagoas III

Fonte: Eólica

Investimento: R$ 86.126.250,00

Potência: 21,000 MW

Lotes contratados: 33

Preço de referência: R$ 208,00/MWh