Mais de 50 GW de energia eólica foram instalados no mundo em 2017

Relatório do Conselho Global de Energia Eólica destaca competitividade da eólica em vários mercados e afirma que projetos híbridos, gerenciamento mais sofisticado de rede e opções de armazenamento mais acessíveis começam a mostrar como deve ser o futuro da energia totalmente livre de combustíveis fósseis.

O Conselho Global de Energia Eólica (Global Wind Energy Council – GWEC) divulgou nesta quarta-feira, 25 de abril, seu Relatório Anual Global de Energia Eólica. Mais de 52 GW de energia eólica limpa e livre de emissões foram adicionadas em 2017, levando o total de instalações a 539 GW globalmente. Veja, abaixo, os gráficos que mostram dados mundiais das novas quantidades de capacidade instalada de energia eólica ano a ano (gráfico vermelho) e a evolução da capacidade total instalada ao longo do tempo (gráfico azul).

Com novos recordes estabelecidos na Europa, na Índia e no setor offshore, os mercados retomarão um crescimento rápido após 2018, analisa o GWEC, em seu release distribuído para a imprensa nesta quarta. “A energia eólica está liderando a mudança na transição para longe dos combustíveis fósseis e continua a impressionar em competitividade, desempenho e confiabiliade. Tanto em projetos onshore quanto offshore, a energia eólica é a chave para definir um futuro energético sustentável”, avalia Steve Sawyer, Secretário Geral do GWEC.

O relatório também mostra a instalação de nova capacidade de energia eólica, divididas por região e por ano. Sobre a região “América Latina e Caribe”, que registrou uma nova capacidade de 2,57 GW em 2017, o relatório destaca o papel do Brasil: “O Brasil mais uma vez dominou o mercado, com seus 2,02 GW representando mais de três quartos das instalações no região”. Veja, abaixo, os dados por região de nova capacidade instalada:

O Brasil atingiu, em fevereiro deste ano, a marca de 13 GWs de capacidade instalada de energia eólica e já temos mais de 520 parques eólicos e mais de 6.600 aerogeradores operando. No ano passado, o montante gerado pelas eólicas foi equivalente ao consumo médio de cerca de 22 milhões de residências por mês. O relatório anual do GWEC, além de apresentar dados consolidados de 2017, também traz análises de cenário, informações específicas por país e previsões para os próximos anos. Para ler o material completo do GWEC, faça o download aqui.

Fonte: CERNE Press

 

Paraíba tem enorme potencial para gerar “energia dos ventos”

Quarenta e oito municípios de sete regiões da Paraíba foram identificados como os que detêm os maiores potenciais de geração de energia eólica no Estado. Estima-se que, juntos, eles teriam capacidade para produzir 9,88 gigawatts (GW) de energia eólica, caso todo o potencial possa ser utilizado. Isso seria suficiente para gerar energia elétrica para quase 30 milhões de habitantes – o equivalente às populações da Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará e Alagoas juntas.

O potencial do Estado, que já tem 157 megawatts (MW) de capacidade instalada, foi identificado e publicado no Atlas Eólico da Paraíba. Para especialistas e estudiosos da área, o mapeamento do potencial eólico por meio de um atlas é essencial para a definição de políticas públicas e de atração de investimentos para alavancar o setor. Isso porque o levantamento é capaz de apresentar detalhadamente os regimes de vento e respectivos potenciais de geração de energia na Paraíba.

De acordo com o atlas, o Estado importa em torno de 60% da energia que consome, além de ter aproximadamente 90% da capacidade de geração atrelada a fontes térmicas. Por isso, o estudo é importante por comprovar que possui excelentes condições geográficas para instalação de parques eólicos. Além disso, o momento mostra que a geração eólica cresce em larga escala no país, com a existência de inúmeros projetos em estudo, implantação e em operação.

Na Paraíba, comparativamente a outros estados da região, a energia eólica ainda pode ser considerada em estágio inicial de desenvolvimento, com gigantesco potencial a ser explorado. Empresas já perceberam a potencialidade e, no último leilão de energias renováveis realizado pelo Governo Federal, por meio do Ministério das Minas e Energia, 12 projetos para implantação de parques eólicos foram contratados. Atualmente, a Paraíba possui 15 parques de geração desse tipo de energia, 2 localizados em Mataraca e três no Complexo Santa Luzia.

Quando os 12 novos parques começarem a operar comercialmente – o que deverá acontecer entre 2019 e 2023 – a capacidade de geração de energia eólica na Paraíba poderá atingir os 371,4 MW.

Projetos em Santa Luzia

O grupo Neoenergia/Iberdrola, desde 2017, possui três parques eólicos na Paraíba, cada um com 15 aerogeradores, totalizando 45. As usinas Lagoa I e II e Canoas, que formam o Complexo Santa Luzia, conseguem gerar 94 megawatts de energia elétrica. “A quantidade atende facilmente uma população correspondente a três cidades como Patos. Toda a energia gerada é distribuída para a população de Santa Luzia e cidades circunvizinhas, incluindo Patos”, explicou o porta-voz da Neoenergia na Paraíba, Jussiê Dantas.

A região de Santa Luzia é uma das identificadas pelo atlas eólico como geradora de energia em potencial. Ao lado de mais sete municípios, a região, que fica no Seridó Ocidental da Paraíba, têm capacidade para gerar uma energia estimada em 1.452 megawatts. “A região foi escolhida pela Neoenergia devido ao posicionamento geográfico. Hoje, estamos localizados num corredor de vento que cruza todo o Sertão paraibano e propicia ventos de qualidade e que viabilizam negócios eólicos no local”, frisou o porta-voz da empresa.

Durante o processo de construção do parque, mais de 500 empregos, entre diretos e indiretos, foram gerados. Além disso, mais de R$ 600 milhões foram injetados na economia local.

“Dezenas de proprietários estão sendo beneficiados pela geração de energia eólica por meio das indenizações motivadas pelo arrendamento das propriedades. Atualmente, temos 50 empregos diretos e indiretos gerados”, frisou Dantas.

Investimento de R$ 2 bi

A empresa arrematou nove parques para a região de Santa Luzia, o que significa um investimento de mais de R$ 2 bilhões que serão injetados no estado.  Em dezembro do ano passado, a Neoenergia participou do leilão A-6 promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para contratar energia elétrica proveniente de diversas fontes, incluindo eólica, com início de suprimento em 1º de janeiro de 2023.

O porta-voz da Neoenergia afirmou que serão construídas mais de 144 máquinas nos nove parques eólicos, com capacidade para gerar até 281 megawatts – o que equivale ao atendimento de toda a população de João Pessoa. “Além de Santa Luzia, os novos parques vão abranger as cidades de São Mamede, São José de Sabugi e Baraúnas”, explicou Jussiê Dantas.

Capacidade eólica global aumentará em mais da metade nos próximos cinco anos, diz GWEC

O Conselho Global de Energia Eólica (GWEC) divulgou hoje (25) o seu Relatório Anual Global de Energia Eólica. O documento traz dados globais sobre o setor eólico e revela que já são 539 GW de energia eólica pelo mundo.

Até 2022, o GWEC estima que teremos cerca de 840 GW eólicos  instalados em todo o mundo, um aumento de 56%. O relatório também mostra a instalação de nova capacidade de energia eólica por região.

A América Latina e Caribe registrou uma nova capacidade de 2,57 GW em 2017. O relatório destaca o papel do Brasil: “O país mais uma vez dominou o mercado, com seus 2,02 GW representando mais de três quartos das instalações na região”.

Além de apresentar dados consolidados de 2017, o Relatório do GWEC também traz análises do cenário global do setor, informações específicas por país e previsões para os próximos anos. Faça o download do material em https://goo.gl/WKxj2k

Fonte: CERNE Press

Energia eólica já pode abastecer 22 milhões de casas no Brasil

No país, a água é o principal recurso de geração de eletricidade, mas os ventos já têm capacidade de produção semelhante à usina de Itaipu

A energia gerada pelos ventos tem ganhado força no Brasil. Considerada complementar na matriz de produção elétrica nacional, que conta principalmente com a hidroeletricidade, a geração a partir da fonte eólica já é suficiente para abastecer cerca de 22 milhões de casas por mês no país.

O dado é da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), que também informou um fato inédito ocorrido em fevereiro deste ano: o segmento atingiu potência instalada (capacidade máxima de produção de uma fábrica) de 13 gigawatts (GW), volume quase igual ao produzido pela usina de Itaipu (14 GW), a maior hidrelétrica em território nacional.

No Brasil, a água é o principal recurso utilizado para produzir a eletricidade fornecida para residências, comércios e setor industrial. Toda essa energia gerada por recursos hídricos, assim como por outras fontes (eólica, solar, biomassa, gás natural etc.), é transmitida de norte a sul do país por meio do Sistema Interligado Nacional (SIN).

Segundo a ABEEólica, o crescimento da geração elétrica por meio dos ventos conseguiu abastecer 11% de todo o território nacional no mês de setembro de 2017. Esse resultado tem como base a força de trabalho desempenhada por 518 parques eólicos e mais de 6.600 aerogeradores em operação.

“Além disso, abastecemos mais de 60% do Nordeste em vários momentos, na época que chamamos de ‘safra dos ventos’, que vai mais ou menos de junho a novembro”, explicou, em nota, Elbia Gannoum, presidente executiva da Abeeólica.

De acordo com dados do PDE 2026, publicação do Ministério de Minas e Energia (MME), a potência instalada do segmento eólico no Brasil chegará a 25,8 gigawatts (GW) em 2026 e terá participação de 12,5% na matriz total. Atualmente, o percentual é de 7,6%. Considerado detentor das condições mais favoráveis para esse tipo de produção, o litoral da Região Nordeste deverá registrar 90% da capacidade eólica total, estima a pasta.

Na avaliação do professor aposentado do curso de agronomia da Universidade de Brasília (UnB) Juan Verdésio, especialista em energias renováveis, as fontes eólica e fotovoltaica podem proporcionar segurança energética de forma complementar ao país, principalmente ao Nordeste, que atualmente sofre com déficit na geração de energia hidrelétrica, pois depende dos recursos hídricos do Rio São Francisco.

“O Nordeste é deficitário. Só tem usina no Rio São Francisco e, daqui a algum tempo, não será possível extrair água de lá para gerar energia. Ocorre, atualmente, o encaminhamento da eletricidade da Amazônia e da Região Sul para o Nordeste. Então, a produção eólica ajuda nesse sentido de dar segurança energética”, explicou.

O especialista também disse que a superfície terrestre é mais utilizada para a implantação de sistemas eólicos, mas o mar apresenta potencial considerável. “Há mais investimentos no litoral, em terra. Poderíamos ter usinas no mar, a turbulência do vento nesse ambiente é maior e acontece de forma mais uniforme. No exterior, existem muitas infraestruturas do tipo, mas requerem mais aplicação de recursos”, concluiu Juan Verdésio.

Ranking eólico nacional
Os líderes na produção de energia gerada pelos ventos em território nacional são: Rio Grande do Norte, primeiro colocado, com potência instalada de 3,7 gigawatts (GW); Bahia, na segunda posição, com 2,5 GW; e Ceará, em terceiro, com 1,9 GW.

Segundo o ranking mundial, divulgado em 15 de fevereiro deste ano pelo Global World Energy Council (GWEC), o Brasil ocupa o oitavo lugar. Em 2012, o país estava na 15ª posição.

Fonte: Jornal Metrópoles | Ingred Suhet

Baterias eliminarão combustíveis fósseis, é questão de tempo

A algumas semanas atrás, um órgão do governo dos EUA enviou o sinal mais claro até o momento de que os combustíveis fósseis estão com os dias contados.

É verdade que, do ponto de vista econômico, a queima de carbono já foi declarada em seu leito de morte inúmeras vezes. Mas desta vez o alerta é dado pelo cronograma relacionado à assassina: as baterias.

A Comissão Federal Reguladora de Energia Elétrica dos EUA (Ferc, na sigla em inglês) decidiu que as chamadas empresas de armazenagem de energia, como Tesla e AES, podem competir com usinas de energia tradicionais nos mercados atacadistas dos EUA até o fim de 2020.

“Isso é um divisor de águas”, disse Joel Eisen, professor de legislação de energia da Universidade de Richmond, não muito diferente do momento em que os órgãos reguladores abriram o mercado de telecomunicações na década de 1970 com decisões que inauguraram a era digital, dando aos computadores acesso justo a linhas telefônicas.

As baterias, antes relegadas a alimentar pequenos dispositivos, como controles remotos e relógios, agora estão prestes a abastecer coisas mais importantes para a vida cotidiana, como smartphones, carros e casas e escritórios inteiros.

E as petroleiras perceberam isso. Na programação da CERAWeek by IHS Markit — conferência anual que levou alguns dos nomes mais importantes do mundo dos combustíveis fósseis a Houston, EUA, nesta semana –, foram programados não um, mas dois debates sobre baterias.

“Não se pergunta mais se as baterias mudarão o setor de energia”, escreveu a IHS na descrição de uma das discussões, “e sim quanto e em que velocidade”. (Um indicativo do sentimento do setor a respeito é que a primeira sessão foi realizada em um restaurante em frente ao local da conferência, na quarta-feira. Lotou).

A seguir descrevemos três forças motrizes por trás das baterias que os executivos deveriam conhecer.

Carros elétricos
Discute-se há tempos que a ascensão das baterias de íons de lítio — duráveis, com alta densidade de energia e fáceis de recarregar — marcaria o início do fim da era dos combustíveis fósseis.

Os carros elétricos fabricados pela Tesla, General Motors e BYD, esta apoiada por Warren Buffett, substituíram os tanques de gasolina em mais de 3 milhões de carros que rodam pelo mundo afora.

A previsão é de que o número de carros elétricos movidos a baterias ultrapassará o número dos que rodam a gasolina em vendas até 2040. Segundo estimativa da Bloomberg New Energy Finance, isto eliminará 8,5 milhões de barris de demanda de combustíveis para transporte por dia.

Gás é pressionado
O avanço das baterias nos mercados de energia ameaça o reinado do gás natural, que atualmente gera cerca de um terço da eletricidade dos EUA. Nos estados americanos Califórnia e Arizona, empresas de serviços públicos como PG&E e Pinnacle West Capital estão abandonando as usinas de gás em favor de projetos de energia renovável.

Esses parques solares e eólicos agora são capazes de usar sistemas de armazenamento para conservar energia e liberá-la quando necessitam dela.

Queda dos preços
A revolução do armazenamento em baterias não é para já. Os custos dos conjuntos de íons de lítio precisam cair pela metade em relação aos níveis atuais para que os carros elétricos possam realmente competir com os modelos movidos a gasolina, disse Albert Cheung, diretor de análise da Bloomberg New Energy Finance.

O ritmo de fabricação precisa ser acelerado, e também a produção das matérias-primas necessárias para as baterias. Além disso, a tecnologia ainda depende de vontade política e de incentivos na maioria dos mercados

Fonte: Bloomberg

Chesf contrata chinesa Goldwind em tentativa de retomar parque eólico

A estatal Chesf, subsidiária da Eletrobras na região Nordeste, contratou a fabricante chinesa Goldwind para tentar retomar as obras de seu complexo de usinas eólicas Casa Nova I, na Bahia, que estão paralisadas há anos devido à crise financeira do que seria seu principal fornecedor, a argentina Impsa.

Uma das maiores produtoras de equipamentos eólicos do mundo, a Goldwind é atualmente a única empresa licenciada no Brasil para utilizar tecnologia da alemã Vensys, adotada pelos equipamentos da Impsa, disse à Reuters o gerente-geral da Goldwind para a América do Sul, Xuan Liang.

“A Goldwind… está em conversas com a Chesf para realizar uma ‘due dilligence’ no projeto Casa Nova I e entender melhor as condições técnicas desse projeto”, explicou o executivo, em nota.

A Chesf obteve autorização para construir o complexo Casa Nova I, que terá 180 megawatts em capacidade, em um leilão de energia para novos projetos realizado pelo governo brasileiro em 2010.

Mas a crise da Impsa atrapalhou o andamento do empreendimento, que originalmente precisaria iniciar operações em 2013.

A fabricante argentina entrou com um pedido de recuperação judicial no ano seguinte, e desde então a Chesf não conseguiu retomar a construção da usina, que ficou quase pela metade.

Segundo documentos da Chesf, a estatal já investiu mais de 600 milhões de reais no empreendimento, cujas obras tinham um avanço físico de 40 por cento quando foram paralisadas.

O presidente da Chesf, Sinval Gama, disse à Reuters que a Goldwind está avaliando quanto será necessário para concluir a implantação do empreendimento.

“O trabalho é para avaliar as máquinas montadas e apresentar relatório de custos para finalizar a montagem”, explicou.

Se ao final a Goldwind for contratada para a conclusão do empreendimento da Chesf, será mais um avanço da fabricante chinesa no Brasil, onde ela já fechou seu primeiro acordo de fornecimento, conforme publicado pela Reuters em meados de março.

Os esforços da Chesf para levar adiante o complexo de Casa Nova I vêm em meio a um trabalho da Eletrobras para acelerar obras e entregar uma série de projetos atrasados de suas subsidiárias.

O presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira, tem dito que a estatal pretende terminar até o final deste ano todas as obras em andamento nas subsidiárias do grupo, à exceção da usina nuclear de Angra 3 e da hidrelétrica de Belo Monte.

Fonte: Rodrigo Viga Gaier | Reuters

Renováveis irão compor 85% da matriz energética global até 2050, aponta Irena

Relatório internacional afirmou que será preciso aumentar em pelo menos seis vezes a agilidade na adoção das fontes limpas para reduzir emissões e evitar a escalada de ativos ociosos. Crescimento será de 60%, com destaque para geração solar e eólica

Em sua fala durante o Diálogo sobre Transição Energética de Berlim, nesta terça-feira, 17 de abril, a Agência Internacional de Energia Renovável – Irena, apresentou o estudo Transformação Energética Global: Um Roteiro para 2050, no qual aborda possíveis rumos de evolução do mercado energético global para os próximos 32 anos. Nele são avaliadas algumas soluções para o setor com vistas à diminuição das emissões de carbono previstas pelo Acordo de Paris, que devem limitar o aumento da temperatura global em dois graus.

De acordo com o relatório, será necessário aumentar a velocidade de adoção das energias renováveis em escala mundial em pelo menos seis vezes, através da eletrificação dos transportes e dos sistemas de aquecimento, além da utilização mais direto das fontes limpas. Estes dois fatores são os principais impulsionadores descritos no levantamento, podendo atuar em mais de 90% das reduções necessárias de emissão de CO2 relacionadas à energia.

Assim, a análise da Irena delineia um cenário no qual as renováveis ​​respondam por dois terços do consumo final total de energia, com um crescimento de participação deste tipo de energia no setor – de 25%, em 2017, para 85%, até 2050, principalmente através do maior desenvolvimento da geração de energia solar e eólica.

“A energia renovável e a eficiência energética formam a base da solução mundial para as emissões de CO2 relacionadas à energia e podem fornecer mais de 90% das reduções de emissão de CO2 relacionadas à energia necessária para manter o aumento da temperatura global em dois graus”, destacou o Diretor Geral da Irena, Adnan Z. Amin, que ainda acrescentou: “Se quisermos descarbonizar a energia global com rapidez suficiente para evitar os impactos mais severos da mudança climática, as energias renováveis ​​devem representar pelo menos dois terços da energia total até 2050. A transformação não apenas apoiará objetivos climáticos, como também resultados sociais e econômicos positivos em todo o mundo, tirando milhões da pobreza energética, aumentando a independência energética e estimulando o crescimento sustentável do emprego”.

O estudo também concluiu que 30% a mais de investimentos em energia limpa e eficiência energética até 2050 podem criar mais de 19 milhões de empregos na área, número que superaria as perdas no segmento de combustíveis fósseis, que teriam 7,4 milhões de vagas suprimidas com a transformação. Assim, haveria um saldo positivo de 11,6 milhões de novos empregos em energia renovável, eficiência energética e melhoria da rede e flexibilidade energética.

A ação imediata também reduzirá a escala e o valor dos ativos ociosos relacionados à energia no futuro. O relatório prevê até US$ 11 trilhões de ativos de energia ociosos até 2050 – um valor que pode dobrar se a ação sofrer mais atrasos.

“Existe uma oportunidade para aumentar o investimento em tecnologias de baixo carbono e mudar ainda na nossa geração o paradigma de desenvolvimento global – passando de escassez, desigualdade e competição para a prosperidade compartilhada. Essa é uma oportunidade que devemos aproveitar, adotando políticas fortes, mobilizando capital e impulsionando a inovação em todo o sistema energético”, avaliou o Diretor.

O fato é que os planos atuais dos governos ficam muito aquém das necessidades de redução das emissões. Segundo a pesquisa, na atual conjuntura o mundo exauriria seu “orçamento de carbono” relacionado à energia para 2ºC em menos de 20 anos, apesar do contínuo e forte crescimento nas adições de capacidade renovável. No final do ano passado, por exemplo, a capacidade de geração renovável mundial aumentou em 167 GW e atingiu 2.179 GW em todo o mundo – um crescimento anual de 8,3%. No entanto, sem um aumento significativo de escala, os combustíveis fósseis como petróleo, gás natural e carvão continuarão a dominar a matriz energética global até 2050.

O alento é que essas transformações, pertinentes ao compromisso ambiental e sustentável, são técnica e economicamente viáveis, pois dependem de tecnologias seguras, confiáveis, acessíveis e amplamente disponíveis.  Ou seja, alternativas não faltam. Para mais informações, basta acessar o relatório no site da IRENA.

Fonte: Agência Canal Energia

Sandoval Feitosa Neto é indicado para diretoria da Aneel

 O presidente da República, Michel Temer, encaminhou para aprovação do Senado o nome de Sandoval Feitosa Neto para a vaga de diretor na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Sandoval responde atualmente pela superintendência de fiscalização dos serviços de eletricidade da autarquia.

Sandoval, cuja indicação foi publicada nesta quarta-feira (18) no Diário Oficial da União (DOU), é o segundo nome sugerido pelo Planalto para a diretoria da agência elétrica. O outro nome é o de Rodrigo Limp Nascimento, consultor legislativo da Câmara dos Deputados, que já havia sido indicado no fim do ano passado.

O Senado ainda precisa sabatinar os dois indicados para depois votar a indicação no plenário da casa.

Hoje, a diretoria da Aneel está com apenas três das cinco vagas efetivamente ocupadas. Compõem a diretoria do órgão atualmente Romeu Rufino (diretor-geral), André Pepitone e Tiago Correia. Os três têm mandatos previstos para vencer em agosto de 2014. No caso de Tiago, cabe recondução.

Fonte: Rodrigo Polito | Valor

Vestas assume manutenção de parques eólicos da Queiroz Galvão

Empresa fechou contrato de serviços para operação e manutenção por 10 anos dos projetos com turbinas Suzlon

A fabricante dinamarquesa de equipamentos eólicos Vestas fechou um contrato para fornecer serviços de operação e manutenção a parques da Queiroz Galvão Energia no Brasil, disse nesta terça-feira o presidente da fornecedora no país, Rogério Zampronha.

O negócio vem após a saída do país da produtora indiana de máquinas Suzlon, que havia fornecido os equipamentos utilizados nas usinas eólicas da Queiroz Galvão. A empresa encerrou as atividades no Brasil em meados do ano passado.

“A Vestas fechou um contrato de serviços ‘full scope’ de 10 anos de duração para operação e manutenção dos projetos com turbinas Suzlon, da Queiroz Galvão Energia”, escreveu Zampronha em sua página no Linkedin.

Fonte: Luciano Costa | Reuters

Ceará é o primeiro estado a ter biogás injetado nos gasodutos da distribuidora estadual

Com a instalação da primeira estação de Gás Natural Renovável (GNR) em Fortaleza, o Ceará vai ampliar em 20% a oferta do produto pela Companhia de Gás do Ceará (Cegás) no Estado. A meta é expandir a capacidade da planta em 50%, em até dois anos, que hoje é de 100 mil m³/dia. O objetivo é que a produção diária chegue a 150 mil m³, tornando-se a maior estação do tipo no País. A usina GNR Fortaleza foi inaugurada ontem no Aterro Sanitário Municipal Oeste de Caucaia (Asmoc).

O empreendimento é o primeiro do gênero no Norte Nordeste e é fruto de uma parceria entre o governo do Ceará, prefeitura de Fortaleza, Cegás e a GNR Fortaleza. A Cegás será a primeira distribuidora brasileira a injetar gás natural renovável na rede de gasodutos que fornece o produto para clientes industriais, comerciais, residenciais e veiculares.

A Cegás investiu R$ 22 milhões na construção de uma estação de transferência e de um gasoduto de 23 km que transporta o gás natural produzido no ASMOC (Aterro Sanitário Municipal Oeste de Caucaia), que diariamente recebe cerca de 3 mil toneladas de resíduos sólidos domiciliares. O projeto se adequa à Política Nacional de Resíduos Sólidos, aprovada e sancionada em 2010.

O biogás é purificado e convertido em gás natural renovável pela GNR Fortaleza. Serão produzidos aproximadamente 84 mil m³ de biometano por dia, e, futuramente, a planta será ampliada para produzir até 150 mil m³ de gás diariamente, tornando-se, assim, a maior do país, até o momento, em volume de GNR especificado segundo as regras da Agencia Nacional do Petróleo e Biocombustíveis (ANP).

O gasoduto funciona desde dezembro passado e alimenta prioritariamente a Cerbrás, que foi homenageada na solenidade pela Cegás por ser a primeira indústria brasileira a usar gás natural renovável canalizado em seu processo produtivo. “Estamos muito orgulhosos dessa parceria e de usar um combustível limpo e eficaz”, disse Ana Mota, presidente da Cerbrás.

O governador Camilo Santana destacou o aspecto inovador da iniciativa. “Nós já somos, a partir de agora, a primeira unidade distribuidora. Esta é a única do Brasil que está entregando gás. A Cegás investiu mais de R$ 22 milhões para fazer o gás chegar até as empresas. Essa é a parceria, a ousadia e a inovação entre poder público e iniciativa privada. Ganha o meio ambiente, ganha a população e ganha também o setor produtivo”, afirmou.

O presidente da Cegás, Hugo Figueirêdo, ressaltou o impacto econômico do empreendimento. “É mais competitividade para o Ceará, mais benefício para as indústrias e uma grande redução de danos ao meio ambiente, seja através da redução das emissões de gases de efeito estufa que aquecem o planeta, como também pelo estímulo ao uso de aterros de resíduos sólidos controlados, onde você evita a contaminação dos mananciais hídricos do Estado”, disse Hugo Figueirêdo.

Fonte: Divulgação/Governo do Ceará

‘Estudamos oportunidades de aquisição no Brasil’, diz presidente da Iberdrola

José Ignacio Galán afirma que está de olho na privatização da Eletrobras, mesmo com incerteza eleitoral

Controladora da Neoenergia, maior distribuidora de energia do Brasil (abastecendo 40 milhões de pessoas), a Iberdrola estuda oportunidades de negócios no país, como as que podem surgir no processo de privatização da Eletrobras, mesmo com o cenário incerto das eleições. É o que diz o presidente mundial do grupo espanhol, José Ignacio Galán, que pretende investir R$ 24 bilhões até 2022 no Brasil. A Neonergia é a maior empresa do setor no Brasil em número de clientes, são 13,6 milhões – abastecendo 40 milhões de pessoas. A empresa vai investir € 6 bilhões (R$ 24 bilhões) até 2022 no país. É uma parcela significativa dos € 32 bilhões que a empresa tem para o seu plano de investimentos global até 2022. Na sexta-feira, a empresa reuniu em Bilbao, ao Norte da Espanha, cerca de 1 mil pessoas em sua assembleia geral de acionistas.

Está em discussão no Brasil uma reforma do setor elétrico. Na sua opinião, o que deveria mudar?

Falar agora, a cinco meses das eleições… Vamos esperar o novo presidente. A reguladora (a Aneel, Agência Nacional de Energia Elétrica) tem regras claras, e as respeitamos. As revisões tarifárias são feitas num clima de diálogo. De forma transparente. A prioridade do Brasil agora não é mudar o modelo. Há outras coisas mais importantes no Brasil.

O resultado das eleições pode mudar planos de investimentos no Brasil?

Reitero que nosso compromisso é com os brasileiros, não com o governo. Quem elege o presidente são vocês. Nosso compromisso é manter as pessoas conectadas. O Brasil passou pela maior crise de sua história. Mas, nesta manhã (quinta-feira), reunido com meu Conselho, fiquei muito contente porque as agências ratificaram o rating do Brasil (nesta semana, uma das agências melhorou a perspectiva da nota). Apesar do ano eleitoral, as agências de rating acreditam no Brasil. Nós negociaremos com qualquer governo que for eleito. Nosso compromisso com o país está intacto.

Nosso ministro de Minas e Energia acabou de mudar (Moreira Franco assumiu a pasta)…

Do Brasil, conheci sete, oito ministros de Minas e Energia e diferentes presidentes (da República). Dilma (Rousseff) esteve na Espanha quando ministra de Minas antes de ser presidente. Tenho uma boa relacão com ela. O ex- presidente Lula esteve aqui, tive uma boa relação com Cardoso (Fernando Henrique). Faz parte do nosso mundo. Cremos e respeitamos em quem os cidadãos elegem.

Há intenção de fazer novas aquisições no país?

Estudaremos as oportunidades e sempre estamos abertos. Em 2017, houve leilões para linhas de transmissão e renováveis, e ganhamos vários projetos. Seguiremos nessa linha. Vai haver uma série de oportunidades com a privatização da Eletrobras, e, por certo, as estudaremos. Não somos especuladores financeiros. Estamos há 120 anos nos dedicando a produzir, distribuir e vender energia. Sabemos que passamos momentos bons e e ruins, que mudam os governos e as políticas, passamos por guerras civis (em outros países), mundiais, ditaduras e revoluções e nosso compromisso é seguir mantendo as pessoas conectadas.

O risco de um crescimento global menor pode prejudicar o plano de investimento global de € 32 bilhões até 2022?

Ano passado o PIB global teve crescimento na ordem dos 3%. A economia de 180 países cresceu. As previsões apontam para crescimento nos próximos anos em todas as regiões geográficas. Europa, EUA e Espanha têm crescimentos importantes, a América Latina segue crescendo. O México e o Brasil crescem. O horizonte é esse. Todos os aspectos relacionados ao meio ambiente estão causando uma maior eletrificacão da economia. Isso significa, de acordo com as cifras da Agência Internacional de Energia, 60% de incremento de demanda por energia elétrica nos próximos 20 anos por essa maior eletrificacação. O que vai demandar investimentos na ordem de US$ 20 trilhões em todo o mundo em redes, geração e transfomarção da geração atual por nova geração, sustentável. Um horizonte brilhante de demanda mundial de energia elétrica que demanda uma transformacão das fontes de geração em fontes sustentáveis, e mais linhas de transmissão de energia para poder chegar a todos os usuários. Milhões ainda não têm acesso à energia. Estamos num bom setor e num bom momento de demanda de energia no mundo.

Quanto desse investimento será no Brasil?

No Brasil ficarão 18% desse montante. Algo como € 6 bilhões. Fundamentalmente em distribuição, linhas novas de distribuição e de transmissão e algo pequeno de renovável, alguns novos parques eólicos que já estão em andamento. Também vamos colocar energia renovável no mercado livre. No Brasil temos 17 parques eólicos, sete centrais hidrelétricas e 580 mil quilômetros de linhas elétricas.

Investimento em energia solar, fotovoltaica, está muito longe no Brasil?

Não estamos por essa ou aquela tecnologia. Mas por aquela que é mais eficiente naquele momento. No México, por exemplo, há regiões com ventos constantes (boas para a eólica) e outras magníficas de sol (para a solar). O Brasil tem mais vento do que sol. Para energia solar, o Brasil é muito plano e chuvoso.

Foto: Daiane Costa | O Globo

 

Solar, eólica e baterias formam trio imbatível contra combustíveis fósseis

Análise da Bloomberg New Energy Finance mostra que a redução dos custos das tecnologias verdes ofusca investimentos em carvão e gás

Os tempos do carvão e do gás como fontes de energia atrativas para se investir, tanto pelo baixo custo quanto pela flexibilidade de responder às altas e baixas da demanda na rede, estão cada vez mais próximos do fim.

Segundo uma análise da Bloomberg New Energy Finance, o carvão e o gás enfrentam uma ameaça crescente a sua posição no mix mundial de geração de eletricidade, como resultado das “espetaculares” reduções nos custos das tecnologias de geração eólica solar e, principalmente, com a expansão do mercado de baterias para armazenamento de energia.

Para todas as tecnologias, o relatório da BNEF analisou os custos nivelados da eletricidade (ou LCOE), que cobre todas as despesas de geração de uma planta nova, como custos de desenvolvimento de infraestrutura, licenciamento e permissões, equipamentos e obras civis, finanças, operações, manutenção e matéria-prima.

A análise destaca que as energias eólica e solar fotovoltaica vêm reduzindo sistematicamente seus custos nivelados de eletricidade e aumentando sua posição competitiva, graças à queda dos custos de capital com tecnologias mais baratas ganhos em eficiência e aumento de leilões em todo o mundo.

No primeiro semestre de 2018, por exemplo, o LCOE global de referência para a energia eólica terrestre é de US$ 55 por megawatt-hora (MWh), 18% abaixo dos primeiros seis meses do ano passado, enquanto o equivalente para a fotovoltaica solar é de US $ 70 por MWh, também 18% abaixo.

Além disso, o desenvolvimento do mercado de baterias de armazenamento tem aumentado a capacidade das fontes renováveis responderem às solicitações de rede para aumentar ou diminuir a geração de eletricidade a qualquer hora do dia, flexibilidade outrora garantida por usinas de carvão e gás.

Segundo a BNEF, as baterias independentes estão cada vez mais rentáveis ​​e começando a competir em preço com outras tecnologias. Desde 2010, os custos das baterias de íons de lítio para armazenamento caíram 79% desde 2010. Dados da consultoria indicam uma queda no preço de US$ 1.000 por kWh em 2010 para US$ 209 por kWh em 2017.

Segundo os analistas da BNEF, algumas usinas a carvão e gás existentes ainda exercerão um papel importante por muitos anos na matriz energética mundial, mas o “argumento econômico” para a construção de novas capacidades de carvão e gás está, claramente, perdendo espaço.

Fonte: Exame

Chamando o vento: Bahia é destaque em leilão para instalação de parques eólicos

Total de investimento é R$ 629 milhões; 16 cidades concentram 100 usinas em operação

Segunda colocada em capacidade de geração eólica no Brasil, que tem o Rio Grande do Norte na dianteira, com 3,7 gigawatts, a Bahia surge no cenário nacional com grande potencial para liderar o setor nos próximos anos.

Isso porque o estado, hoje com 100 parques em 16 cidades e 2,59 gigawatts de capacidade instalada, obteve bons resultados em leilões que definiram a instalação de mais 2 gigawatts para os próximos quatro anos.

O último deles, na semana passada, foi o leilão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), em São Paulo. A Bahia, no leilão, foi o único estado que recebeu projetos do setor.

No leilão foram quatro projetos contratados pela empresa francesa EDF, com capacidade para gerar 114,4 megawatts, o equivalente ao consumo anual elétrico de 290 mil lares. O total de investimento será de R$ 629 milhões na Bahia.

Prevista para 2021, a usina ficará em Campo Formoso, Norte do estado. A região é considerada por governo e empresas do setor como a melhor para geração de energia eólica no Brasil.

Para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), “o sucesso da Bahia no cenário nacional neste leilão confirma o trabalho que vem sendo realizado em parceria com o setor eólico, visando consolidar o Estado como o mais competitivo para esta fonte.”

“Políticas de atração de investimento, regularização fundiária e o relacionamento com órgãos que concedem autorizações para estes empreendimentos são a chave do sucesso da Bahia”, avalia a SDE em nota.

A construção da usina da EDF, segundo a Aneel, deve começar já em 2019 – o número de empregos diretos e indiretos a serem gerados não está definido, mas estima-se em pouco mais de mil durante esta fase.

Considerando o que já foi comercializado em leilões, incluindo-se os realizados em dezembro de 2017, serão mais 213 parques eólicos até 2023, num total de mais 4,8 gigawatts que estão em construção ou contratados.

Em expansão
Com novos leilões de 2018, este valor deve aumentar, alterando a curva de previsão para os próximos anos, informa a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), segundo a qual a capacidade eólica total instalada hoje no Brasil é de 13 gigawatts.

No país são mais de 6.600 aerogeradores instalados em 518 parques eólicos em 12 estados – as regiões Nordeste e Sul se destacam pelas características mais favoráveis dos ventos.

Em 2017, foram gerados 40,46 terawatts/hora de energia eólica ao longo do ano, um crescimento de 26,2% em relação a 2016. Essa geração representou 7,4% de toda a geração injetada no Sistema Interligado Nacional em 2017, segundo a CCEE.

A energia gerada ano passado dá para abastecer mais de 22 milhões de residências por mês, o equivalente a cerca de 67 milhões de habitantes, maior que o Nordeste (57 milhões de pessoas).

Ao todo, está prevista até 2026 a expansão de 18.500 MW de energia eólica, sendo 84% no Nordeste e 14% no Sul. Mas o Brasil só aproveita 40% de todo o potencial esperado para os próximos oito anos, informa a Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Em janeiro, de acordo com a CCEE, a geração das eólicas, que depende da incidência de ventos e da eficácia dos equipamentos, foi de 4.387 megawatts médios, sendo que a Bahia gerou 899 megawatts médios (20%).

“Além da Bahia, os estados do Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí também se destacam no Nordeste. Paraíba, Pernambuco e Sergipe também apresentam alguns projetos, mas em menor quantidade”, completa.

Mas entre os estados do Nordeste, é a Bahia que vem na dianteira da atração dos investimentos no setor, com 674,9 megawatss já contratados, e outros 1.750,85 megawatts em construção.

Enquanto isso, o Rio Grande do Norte, em terceiro na fila da atração dos investimentos, está com 467,93 megawatts contratados e 381,7 megawatts em construção. O segundo colocado é o Piauí: são 705 megawatts contratados e 207,9 megawatts em fase de construção.

Economia local
Atualmente, na Bahia, há parques em operação em Bonito, Brotas de Macaúbas, Brumado, Dom Basílio, Caetité, Cafarnaum, Campo Formoso, Casa Nova, Gentio do Ouro, Guanambi, Igaporã, Morro do Chapéu, Mulungu do Morro, Pindaí, Sento Sé e Sobradinho.

Os parques em teste, construção ou contratados estão em Caetité, Gentio do Ouro, Igaporã, Itaguaçu da Bahia, Licínio de Almeida, Morro do Chapéu, Mulungu do Morro, Ourolândia, Pindaí, Riacho de Santana, Sento Sé, Sobradinho, Urandi, Várzea Nova e Xique-Xique.

A cidade baiana de Sento Sé, no norte, é a que mais tem atraído investimentos no estado. Ao todo, há 45 projetos para futuros investimentos já aprovados. O município conta com um parque eólico pronto, da empresa Brennand Energia, com potência instalada de 247,45 megawatts.

Outros dois empreendimentos, ambos da Engie Brasil Energia, estão entre Sento Sé e Umburanas, cidade vizinha. O Complexo Campo Largo, com 326,7 MW de capacidade instalada em 121 aerogeradores, deve ficar pronto este ano.

Já o Complexo Eólico Umburanas, localizado no município de Umburanas e cujo projeto foi comprado no final do ano passado pela Engie Brasil Energia por R$ 15 milhões junto a Renova Energia S.A, terá capacidade instalada de 605 megawatts.

Os empreendimentos têm aumentado o caixa das prefeituras. Em Sento Sé, por exemplo, somente com Imposto Sobre Serviços (ISS) a arrecadação tem variado de R$ 800 mil a R$ 1,5 milhão desde maio do ano passado.

Geração de energia eólica bate recorde no Nordeste
No Nordeste, segundo a ABEEólica, a geração de energia do setor tem quebrado recordes, atendendo mais de 60% da carga em alguns dias. O último recorde de geração foi no dia 14 de setembro de 2017, com uma geração de 6.413 megawhats médio, o que representa 64% da carga do Nordeste foi atendida por geração eólica naquele dia.

“Os recordes são registrados na época que chamamos de ‘safra dos ventos’, que vai mais ou menos de julho a novembro”, diz a ABEEólica. “Outro exemplo de recorde, esse nacional, é que, no dia 16/07/2017, 12,6% da energia consumida no Brasil veio das eólicas, com fator de capacidade de 63%”, completa.

No que se refere ao consumo do Brasil todo, a associação destaca que em agosto de 2017 as eólicas atingiram pela primeira vez os dois dígitos na matriz daquele mês, abastecendo 10% do país na média do mês todo. Em setembro, esse valor foi de 11%.

Em 2016, foram gerados mais de 30 mil postos de trabalho, dado que se repetiu em 2017. O setor contabiliza de 1998 até hoje cerca de 195 mil postos de trabalho. O ano de 2017 encerrou com R$ 11,5 bilhões investidos no setor eólico, representando 58% dos investimentos realizados em renováveis (solar, eólica, biocombustíveis, biomassa e resíduos, PCHs e outros).

Considerando o período de 2010 a 2017, o investimento é de cerca de US$ 32 bilhões, segundo a Bloomberg New Energy Finance BNEF. Em fevereiro de 2018, o Brasil subiu mais uma posição no Ranking de Capacidade Instalada de energia eólica elaborado pelo Global World Energy Council e agora ocupa o oitavo lugar.

“A despeito de o Brasil ser o 8º colocado em capacidade instalada, o país é o 7º em termos de geração. Isso porque temos um dos melhores ventos do mundo, o que permite um aproveitamento melhor do nosso parque gerador eólico”, frisa a ABEEólica.

UF

Potência (MW)

Nº de Parques

RN

3.722,45

137

BA

2.594,54

100

CE

1.950,46

75

RS

1.831,87

80

PI

1.443,10

52

PE

781,99

34

SC

238,50

14

MA

220,80

8

PB

157,20

15

SE

34,50

1

RJ

28,05

1

PR

2,50

1

Total

13.005,95

518

Fonte: ABEEólica

Leilões de petróleo aquecerão investimentos até 2027

O diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Décio Oddone, relatou que espera um investimento de R$ 850 bilhões em produção até 2027, mediante continuidade dos leilões.

Ele lembrou ainda que o potencial de produção de petróleo do País pode superar 5 milhões de barris diários em 2027. O executivo comentou ainda que espera uma maior conexão entre o mercado financeiro e a indústria do petróleo, com a criação de empresas que dependam de financiamento.

A ANP tem o prazo até 13 de abril para publicar a regulamentação de “waivers” – solicitação de perdão pelo não cumprimento de índices de conteúdo local, lembrou o diretor-geral da agência, no fórum anual de investimentos do Bradesco BBI.

Segundo Oddone, a resolução vai gerar a possibilidade de aditivo a contratos passados. “Tivemos uma ampla discussão a partir de uma consulta pública no ano passado, que envolveu agentes do setor. A indicação é de flexibilização do conteúdo local”, disse.

Ele citou os percentuais de 40% para engenharia, 40% para construção e montagem e 40% em máquinas e equipamentos. “Acreditamos que com isso a questão estará pacificada”, disse Oddone.

O diretor do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis (IBP) Antonio Guimarães disse esperar que projetos sejam agora destravados. “O conteúdo local está sendo revisto. Ainda não foi fechada a revisão, mas as indicações são de que vamos conseguir destravar projetos do passado para nível factível”, opinou. Oddone disse, também nesta terça-feira, ter a percepção de que a discussão.

Sobre o Regime Aduaneiro Especial de Exportação e Importação (Repetro) na Assembleia do Rio de Janeiro, ele acredita que “vai acabar passando”. Guimarães, por sua vez, relatou que há uma discussão entre os legisladores sobre o que é o Repetro, bem como existe uma resistência política. Mas a expectativa do IBP é de continuidade do regime.

“Considerando a posição que o IBP tem, o apoio que temos do Rio de Janeiro, poderia dizer que há uma indicação bastante clara de que a probabilidade de que venha a continuar existindo no Rio de Janeiro, como já existe hoje, é grande”, disse Guimarães.

Fonte: Jornal do Commércio

Brasil, China e Índia fazem mais da metade dos investimentos em energia limpa

Países em desenvolvimento estão investindo mais em energias renováveis do que as nações mais ricas

Há alguns motivos para celebrar o novo relatório da Organização das Nações Unidas (ONU) sobre energia. Em 2017, os investimentos globais em fontes renováveis aumentaram 2%, para US$ 280 bilhões. Além disso, a capacidade de energia renovável aumentou mais do que a capacidade de energia fóssil. Mas os grandes responsáveis por esse incremento foram os países em desenvolvimento – mais notadamente ChinaÍndia e Brasil, que juntos foram responsáveis por mais da metade dos investimentos em energias renováveis em 2017.

Historicamente, os países em desenvolvimento investem mais nesses tipos de energia. Este ano, contudo, a ONU aponta que esses países aumentaram a liderança. Excluindo grandes projetos de energia hidroelétrica, as economias emergentes atraíram US$ 177,1 bilhões em investimentos no ano passado, 20% mais do que em 2016. Considerando apenas o grupo “big three”, que são China, Índia e Brasil, os investimentos alcançaram o recorde de US$ 143,6 bilhões, 24% a mais do que em 2016. Dentro desse grupo, a China foi ainda mais dominante do que nos anos anteriores.

Enquanto isso, os investimentos em países desenvolvidos caíram 18%, para US$ 102,8 bilhões, o menor nível desde 2006. A ONU lembra que esses números brutos escondem importantes reduções de custo da energia nos últimos anos.

No ano passado, o Brasil investiu US$ 6 bilhões em energias renováveis, sendo US$ 2,1 bilhões em energia solar, US$ 3,6 bilhões em energia eólica, US$ 2 milhões em biocombustíveis, e US$ 1 milhão em pequenas hidrelétricas. Isso representa um aumento de 8% na comparação com o ano anterior, mas ainda uma redução importante considerando o recorde de US$ 11,5 bilhões em 2008, quando os aportes no desenvolvimento de biocombustíveis tiveram um pico.

A China, enquanto isso, investiu US$ 126,6 bilhões, sendo que US$ 86,5 bilhões em energia solar. Os investimentos da Índia em 2017 foram de US$ 10,9 bilhões.

Fonte: Época Negócios

 

8ª Ecoenergy discute desafios e oportunidades da geração de energia renovável

De 22 a 24 de maio o setor irá discutir em São Paulo a diversificação da matriz energética brasileira. Evento contará com a participação do CERNE em painel sobre marco regulatório do setor elétrico.

A questão ambiental, tanto global quanto local, e os recentes avanços tecnológicos transformaram as energias renováveis na escolha prioritária para a expansão de capacidade de geração elétrica.  Segundo a Irena (Agência Internacional para as Energias Renováveis na sigla em inglês), desde de 2012 a instalação de capacidade de renováveis ultrapassou as não renováveis de forma crescente no mundo.

No Brasil, a importância histórica das usinas hidráulicas na matriz elétrica nacional o coloca muito acima dessa realidade mundial. Mas ainda caminhamos no esforço de ampliar as fontes alternativas de geração renovável de energia. Nos últimos anos, a matriz energética obteve sucessivas melhoras na oferta de energia eólica, fotovoltaica e de biomassa.

Para manter o debate sobre essa evolução da oferta de energia de fontes renováveis alternativas acontece, de 22 a 24 de maio, em são Paulo, a 8ª Ecoenergy – Feira e Congresso Internacional de Tecnologias Limpas e Renováveis para a Geração de Energia.

O objetivo é analisar a atual situação da geração de energia renovável no país e os empecilhos para o avanço no uso das fontes renováveis alternativas. Para Jean Paul Prates, diretor presidente do Cerne (Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia) a entrada da energia eólica e, em sua sequência, da energia solar em grande escala, foram conquistas recentes a partir da admissão delas nos leilões federais de compra de energia, que são os principais instrumentos de consolidação do setor energético nacional. A posição do Brasil de ter levado mais tempo para admitir essas fontes deu-se pelo fato de que também precisávamos nos preocupar com a chamada “modicidade tarifária”, ou seja, não repassar para o consumidor final o peso de eventuais subsídios e incentivos mais pesados para desenvolvimento dessas tecnologias.

Prates participará do painel “Marco regulatório e reformas do setor elétrico: oportunidades, desafios e impactos na geração de energia solar” que acontecerá no dia 22 de maio. Clique aqui , para ver a programação completa do evento.

Descontos Especiais até o dia 30/04/2018. Faça seu credenciamento online.

 

Atlas Eólico da Paraíba está disponível para download

O Atlas Eólico da Paraíba, desenvolvido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Infraestrutura, Recursos Hídricos, Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia (Seirhmact), apresenta detalhadamente os regimes de vento e os respectivos potenciais na geração de energia. Além disso, é um instrumento para a definição de políticas públicas e insere definitivamente a Paraíba na rota mundial de investimentos nacionais e internacionais em energia eólica, contribuindo para incentivar e alavancar o setor e a gerar mais empregos.

O Atlas foi desenvolvido por meio de convênio e de ações integradas entre o Ministério de Minas e Energia, a Eletrobrás, a Chesf, o Cepel, a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), a Associação Técnico-Científica Ernesto Luiz de Oliveira Júnior (Atecel) e o Governo do Estado da Paraíba. O Atlas está disponibilizado no portal do Governo do Estado, clique aqui para baixar o arquivo.

Fonte: Governo da Paraíba

Presidente da estatal de planejamento em energia EPE deixa o cargo

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Luiz Barroso, apresentou um pedido de renúncia ao comando da estatal, que é ligada ao Ministério de Minas e Energia e responsável pelo planejamento energético, informou a instituição nesta segunda-feira.

A saída de Barroso, antecipada mais cedo pela Reuters com base em fonte com conhecimento do assunto, acontece após o secretário-executivo da pasta de Minas e Energia, Paulo Pedrosa, também deixar o cargo na sexta-feira.

A decisão dos dois técnicos de deixar o governo vem em meio ao anúncio de que o atual ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco (MDB-RJ), será o novo ministro de Minas e Energia.

Ele substituirá na pasta o deputado federal Fernando Coelho Filho, que foi exonerado na sexta-feira para concorrer às eleições. []

“(Barroso) já saiu, renunciou há pouco, a carta de renúncia foi aceita”, disse a fonte, que atribuiu o pedido a “motivos pessoais”.

Para o lugar de Barroso, um ex-diretor da consultoria especializada em energia PSR, o Conselho de Administração da EPE indicou interinamente o nome de José Mauro Ferreira Coelho, diretor de estudos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis da estatal.

A nomeação de Ferreira Coelho como interino também havia sido antecipada pela Reuters.

Procurado, ele disse que a agenda da EPE e do setor de energia em geral não será paralisada pelas mudanças na estatal e no Ministério de Minas e Energia.

“Não há motivo de apavoramento e achar que tudo acabou… as reformas importantes para o país, vamos continuar tocando… a agenda não vai parar e não haverá descontinuidade”, garantiu.

Ele citou como temas prioritários a negociação com a Petrobras sobre a cessão onerosa, a privatização da Eletrobras, o programa de incentivo aos biocombustíveis RenovaBio e o programa Gás Para Crescer, dedicado ao gás natural.

“BOM NOME”

Apesar da saída de técnicos do Ministério de Minas e Energia, a definição de Moreira Franco como novo titular da pasta foi elogiada pelo presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Jr., que vê a escolha como favorável aos planos do governo de privatizar a companhia.

Na Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco é responsável pelo Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo federal, que gerencia programas de concessões e privatizações, incluindo a da Eletrobras.

“Ele é comprometido com o projeto (de privatização da Eletrobras). Acho ele bom… o Moreira tem importância política e poder para mover a privatização”, afirmou Ferreira, ao ser questionado sobre a escolha do político para a pasta.

Analistas de mercado apostavam na nomeação de Pedrosa para assumir o ministério, o que levou as ações preferenciais da Eletrobras a fecharem em queda de 8,17 por cento na sexta-feira, quando o secretário-executivo entregou o cargo.

Nesta segunda-feira, com a confirmação do nome de Moreira Franco para a pasta, as ações da Eletrobras operavam em baixa de mais de 5 por cento por volta das 13h50.

O presidente da Eletrobras também afirmou à Reuters que segue no cargo apesar das mudanças na área de energia do governo.

“Tenho muito trabalho em curso… aposto que vamos ter condições de seguir com o projeto maior que é o da democratização de capital da Eletrobras (privatização). Estou comprometido com tudo”, disse Ferreira.

Segundo ele, o cronograma do governo federal de concluir o processo de privatização da Eletrobras em 2018, no Congresso Nacional, ainda é viável, embora a emissão de novas ações da estatal que diluiria a União para uma participação minoritária na companhia possa ficar para o ano que vem.

“Dá muito tempo, e o ideal é que seja feita até o fim de dezembro de 2018. Mas poderá ser feita no começo de 19 também”, disse.

O governo federal espera levantar cerca de 12 bilhões de reais com a operação de desestatização da Eletrobras.

FORO PRIVILEGIADO

A nomeação de Moreira Franco para a pasta de Minas e Energia também garante proteção ao político próximo ao presidente Michel Temer.

Anteriormente, uma medida provisória (MP 782) havia sido editada para garantir ao cargo de Moreira na Secretaria-Geral da Presidência o status de ministério, dando-lhe foro privilegiado em um momento em que ele é alvo de investigações na Operação Lava Jato.

Essa MP tem sido questionada pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

 

Fonte: Reuters | Rodrigo Viga Gaier com reportagem adicional de Luciano Costa; edição de Roberto Samora

 

Governo agenda leilão de energia A-6 para 31 de agosto

O Ministério de Minas e Energia publicou na edição desta sexta-feira, 6 de abril, a Portaria  no. 121 de 2018 com as diretrizes para o Leilão de Energia Nova A-6 deste ano, que deverá ocorrer em 31 de agosto. O prazo para a entrega dos documentos por parte dos empreendedores interessados em participar do certame que visa contratar novos projetos para 2024 deverá ocorrer até o dia 8 de maio.

Na portaria veio a confirmação da notícia dada pelo secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do MME, Eduardo Azevedo, de que a partir desse certame a fonte eólica disputaria CCEARs por quantidade e não mais por disponibilidade, como vinha sendo até o último A-4.

A portaria exclui do certame empreendimentos de geração a partir de fonte não termelétrica cujo CVU seja superior a zero, hidrelétricas com capacidade instalada inferior a 1 MW, geração não hidrelétrica com potência menor do que 5 MW, da fonte eólica que não atenda ao disposto no art. 5º, § 3º, da Portaria MME nº 102, de 2016, de geração a partir de fonte termelétrica cujo CVU, calculado nos termos do art. 5º da Portaria MME nº 46, de 9 de março de 2007, seja superior a R$ 280,00/MWh, termelétrica com CVU diferente de zero, cuja inflexibilidade de geração anual seja superior a 50% e qualquer empreendimento de geração para o qual o empreendedor não apresente estudos de conexão quando solicitados pela EPE. Além disso, o Edital a ser publicado pela Aneel deverá prever que não poderão participar do A-6 os empreendimentos que entrarem em operação comercial até a data de sua publicação.

Como este leilão contará com a participação de térmicas a gás natural, os empreendedores têm até o dia 21 de maio para entregar os dados necessários para análise da viabilidade do fornecimento de gás natural ao empreendimento, conforme a Portaria MME nº 102, de 2016, deverão ser protocolados na Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Já os empreendedores cujos projetos tenham sido cadastrados junto à EPE para participação no A-4 realizado na última quarta-feira, 4 de abril, poderão requerer novamente o cadastramento com a dispensa da reapresentação de documentos. A obrigação é de que sejam mantidos inalterados os parâmetros, as características técnicas e demais informações dos projetos, sendo obrigatório o registro desta opção no Sistema AEGE no momento da inscrição do empreendimento. O ponto de conexão pode ser alterado ante o cadastrado no A-4.

Nessa oportunidade, continua a portaria, os investidores deverão declarar a validade de toda e qualquer documentação apresentada para fins de cadastramento no A-6. Fica vedada ainda a apresentação de quaisquer documentos em substituição aos protocolados na EPE por ocasião do cadastramento no último A-4, à exceção do Despacho de Requerimento de Outorga emitido pela Aneel, Licença Ambiental cujo prazo de validade tenha expirado, Parecer de Acesso ou documento equivalente definidos no art. 4º, § 3º, incisos V e VI, da Portaria MME nº 102, de 2016 e quaisquer outros documentos quando solicitados pela EPE.

 

Fonte: Canal Energia

 

Especialistas e gestores debatem crise hídrica no RN

As condições dos níveis de reservatórios e a atual situação das bacias hídricas e açudes do Rio Grande do Norte foi o tema da primeira edição do Ciclo de Debates do Conselho Técnico-Científico do CERNE de 2018. O auditório da Escola de Ciência e Tecnologia da UFRN ficou lotado de especialistas, pesquisadores, gestores e estudantes que debateram a crise hídrica no estado.

O Diretor do Instituto de Gestão de Águas do RN, Josivan Cardoso, apresentou números sobre a capacidade dos reservatórios hídricos monitorados pelo Governo do Estado. “A barragem Armando Ribeiro Gonçalves, maior reservatório do estado, nunca esteve com volume hídrico tão baixo em toda a história”, afirmou o diretor.

Atualmente, a barragem comporta cerca de 287 milhões de metros cúbicos de água. Em 2017 esse número chegou a 343 milhões de metros cúbicos. “Nessas condições, precisamos garantir a segurança hídrica para abastecimento das cidades. O cuidado deve ser redobrado”, disse.

Cardoso também enfatizou a importância da consciência quanto ao consumo sustentável da água diante da atual situação crítica dos níveis dos reservatórios. Dos 47 reservatórios com capacidade superior a cinco milhões de metros cúbicos no Estado, 19 continuam em volume morto e 11 estão secos.

A situação das reservas hídricas subterrâneas foi o tema apresentado pelo Técnico da SEMARH e ex-diretor da Agência Nacional de Águas, Paulo Varela. “Estudar as águas superficiais, seu potencial e fluxo é fazer gestão. As águas subterrâneas afetam diretamente a qualidade dos rios”, pontuou.

A Diretora de Empreendimentos da Companhia de Águas e Esgotos do RN (CAERN), Geny Formiga, apresentou um panorama sobre o abastecimento urbano e rural no estado e a perspectiva da CAERN para os próximos anos. “Estamos passando por uma crise hídrica que afeta grande parte do estado. São 15 municípios em colapso de abastecimento e outros 84 com o sistema de rodízio”, afirmou. Neste contexto a região oeste é a mais atingida.

O Rio Grande do Norte tem como fazer um planejamento para garantir segurança hídrica para a região do Seridó até 2070. O estudo sobre o balanço hídrico da região foi apresentado pelo Consultor e ex-Secretário da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (SEMARH), Rômulo Macedo. “Os reservatórios do Seridó, segundo a nossa pesquisa, têm capacidade de ofertar água para o consumo humano até 2070. Em breve vamos apresentar um estudo de alternativas de engenharia hídrica para resolver o problema hídrico da região, em seguida, vamos escolher as melhores e definir as questões de viabilidade econômica. Depois desses procedimentos, o estudo será entregue para a SEMARH, que vai em buscar de recursos para viabilizar os recursos para a construção das adutoras”, explicou.

Para o Gerente Regional do SEBRAE- Assu e integrante do Comitê de Águas do Centro SEBRAE de Sustentabilidade Regional, Fernando Leitão, é necessário que a sociedade possa ter maior acesso as leis que regulam o uso da água. Ele também ressaltou que esse recurso natural é insumo para empresas de todos os portes, setores e segmentos. Em alguns casos, é a própria matéria-prima. “As empresas precisam se adequar rapidamente as novas exigências para o consumo sustentável e racional da água”, afirmou.

O Ciclo de Debates terá outras edições ao longo do ano abordando temas relativos a recursos naturais e energia. Mais informações no site do CERNE em www.cerne.org.br.

Fonte: CERNE Press