Leilão A-5 encerra sem contratar eólicas

Aumento do nível dos reservatórios hídricos e queda no consumo de energia elétrica foram os principais fatores apontados como motivadores do fraco resultado para a eólica.

CERNE Press

O leilão de energia A-5 realizado na sexta-feira (29) fechou um total de 201,8 MW médios de energia e contratou 278,5 MW em capacidade instalada, ou 158,1 megawatts médios em garantia física. O preço médio geral do certame ficou em R$ 198,59 por MWh.

A UHE Santa Branca (PR, 62 MW), única cadastrada na disputa, foi negociada ao preço de R$ 150/MWh. Foram contratadas 21 pequenas hidrelétricas, a maior fonte em volume de empreendimentos do certame, com o preço médio em R$ 175,80/MWh.

Já nos produtos por disponibilidade, a fonte biomassa negociou sete empreendimentos e 815 lotes de 0,1 MW médio contratados ao preço médio de R$ 235,95/MWh.  Ainda foi viabilizada uma térmica a gás natural com ciclo combinado de 5,54 MW de capacidade instalada com o preço venda no teto de R$ 258/MWh. A fonte eólica não negociou projetos.

Segundo o diretor-técnico da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEolica), Sandro Yamamoto, um dos motivos que justificam o resultado das eólicas no leilão foi a redução do consumo de energia elétrica. “Somado a isso, as últimas chuvas aumentaram o nível dos reservatórios e também a produção de energia a partir de outras fontes renováveis”, explica Yamamoto. Tais fatos podem ser comprovados com a aplicação da bandeira verde na cobrança da energia, já prevista para o final de abril.

Outra observação apontada pelo diretor da ABEEolica é o fato de que a fonte eólica foi a última prioridade de contratação do certame, seguindo a política de manter a diversidade regional e de fontes na matriz energética.

De acordo com o Coordenador de Gestão de Dados e Estatísticas Setoriais do CERNE, João Agra, ainda há chance para maior participação da fonte eólica no 2º Leilão de Energia de Reserva (A-5), previsto para o dia 28 de outubro. “Será mais competitivo porque terá a participação das empresas que se programaram para concorrer nesse leilão com a adição das empresas que não foram vitoriosas no leilão realizado hoje”, finaliza Agra.

As principais compradoras no leilão desta sexta foram as distribuidoras Amazonas Energia, da Eletrobras, Celesc e Copel, que juntas responderam por mais de 70% da demanda. As demais compradoras foram Boa Vista Energia, Ceal e Cepisa, todas da Eletrobras, além da Empresa Luz e Força Santa Maria (ELFSM).

Leilão A-5 negocia 201,8 MW médios ao preço médio de R$ 198,59/ MWh

Após uma disputa de quase três horas chegou ao fim o 23º leilão de energia nova A-5 que negociou um total de 201,8 MW médios de energia que viabilizou a adição de 278,71 MW em capacidade instalada e 158,14 MW médios de garantia física. Segundo informações da agência Canal Energia, o preço médio geral do certame ficou em R$ 198,59 por MWh. O volume de energia negociado corresponde a um giro financeiro de R$ 9,772 bilhões.

A única UHE na disputa, Santa Branca (PR, 62 MW) foi negociada ao preço de R$ 150/MWh. O produto por quantidade da fonte PCH viabilizou 20 projetos o maior vencedor do certame em volume de empreendimentos. O preço médio do produto quantidade ficou em R$ 175,80/MWh.

Já nos produtos por disponibilidade, a fonte biomassa negociou sete empreendimentos e 815 lotes de 0,1 MW médio contratados. Nesse produto o preço médio ficou em R$ 235,95/MWh.  E ainda foi viabilizada uma térmica a gás natural com ciclo combinado de 5,54 MW de capacidade instalada e de propriedade da Oeste Canoas na região Norte com o preço venda no teto de R$ 258/MWh. A fonte eólica não negociou projetos.

Como esperado, houve baixa demanda com apenas sete distribuidoras comprando energia. A maior foi a Celesc-D com 13,562 milhões de MWh, seguida pela Amazonas Energia com 12,575 milhões de MWh. Participaram ainda a Boa Vista Energia, Ceal, Cepisa, Copel e ELFSM.

Segundo notícia da agência Reuters, o resultado de projetos contratados no leilão de energia A-5 foi o menor desde 2009, quando a economia estava impactada por uma das piores crises financeiras globais.

Com a recessão econômica e a crise política, a baixa contratação ficou na metade inferior das previsões de analistas, que esperavam demanda nula ou de no máximo 800 megawatts médios na licitação.

A expectativa quanto ao certame era baixa devido à redução de consumo de eletricidade no Brasil, registrada desde o ano passado devido a uma forte elevação das tarifas e à recessão econômica.

 

Fonte: CERNE Press com informações da Agência CanalEnergia e Agência Reuters

ANEEL realiza o Leilão A-5 nesta sexta-feira (29)

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) realiza nesta sexta-feira (29) o Leilão A-5, o primeiro nessa modalidade em 2016, para contratação de energia elétrica proveniente de empreendimentos de geração a partir das fontes hidrelétrica, eólica e termelétrica a carvão, a gás natural em ciclo combinado e a biomassa, com início de suprimento em 1o de janeiro de 2021.

O leilão será realizado pela Internet, com operacionalização da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), em São Paulo. A energia elétrica gerada será objeto de Contrato de Comercialização de Energia em Ambiente Regulado (CCEAR), nas modalidades por disponibilidade para os empreendimentos eólicos e termelétricos, e quantidade de energia para os hidrelétricos.

O Preço Inicial do Produto Disponibilidade será de R$ 251/MWh para fonte termelétrica a biomassa e carvão; R$290 para fonte termelétrica a gás natural; e de R$ 223/MWh para eólicas, enquanto o Preço Inicial do Produto Quantidade, para empreendimentos hidrelétricos será de R$ 227/MWh. Há ainda preços de referência para a PCH Santa Barbara, e empreendimentos com outorga sem contrato, e com outorga com contrato.

Para este certame, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) habilitou 802 empreendimentos, com 693 projetos de eólicas, duas hidrelétricas, 52 pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs); 40 termelétricas a biomassa; nove termelétricas a gás natural; cinco termelétricas a carvão; e uma termelétrica a biogás.

Fonte: Setor Energético

Eletrobras aposta em monitoramento do consumo na redução de perdas de distribuidoras

A Eletrobras espera reverter, até 2018, a perda anual em torno de R$ 500 milhões com o furto de energia nas distribuidoras do grupo que atendem os estados de Alagoas, Piauí, Amazonas, Rondonia, Roraima e Acre. Para atingir essa meta, a estatal investiu R$ 260 milhões em um sistema de monitoramento remoto de unidades consumidoras, feito a partir do Centro de Inteligência da Medição instalado em Brasília.

Resultante de um projeto conjunto com o Banco Mundial, o CIM foi inaugurado nesta terça-feira, 26 de abril, com a presença do ministro de Minas e Energia, Marco Antônio Almeida Martins. Nessa etapa inicial, 11 mil medidores eletrônicos de grandes consumidores já estão conectados à central, e a perspectiva de chegar a 15 mil unidades nos próximos dois meses. A troca dos equipamentos será feita paulatinamente, e a meta é substituir 150 mil medidores de clientes que representam 65% do consumo, até março de 2017.
O sistema instalado pelo consórcio Energia + Smart, formado pela Siemens, Itron e Telemont, tem capacidade para monitorar até 600 mil unidades consumidoras. Ele identifica com rapidez alterações no consumo de energia que possam indicar possíveis fraudes a qualquer hora do dia. Mas o monitoramento só é possível em áreas com cobertura do serviço de telefonia celular.
“Na parte dos grandes consumidores ele praticamente protege a arrecadação”, afirma o diretor Comercial das Distribuidoras, Luiz Armando Crestana. A partir do mês que vem, a troca de equipamentos de medição será iniciado nas unidades consumidoras conectadas em baixa tensão. As perdas das distribuidoras Eletrobras com fraudes nos medidores de energia é, em média, de 32%. Grande parte dos desvios é atribuída à urbanização desordenada, principalmente na região de Manaus (AM), com a ocupação de áreas às quais até mesmo a polícia tem dificuldades de acesso.
Para o diretor, a existência de uma central de medição não será impeditivo em uma eventual privatização das empresas, já que o sistema é replicado  nas seis distribuidoras do grupo. Nenhuma delas renovou ainda o contrato de concessão, o que será um primeiro passo para uma futura transferência de controle a investidores privados. O monitoramento em tempo real terá também, segundo Crestana, impactos positivos sobre os indicadores de qualidade que medem a duração (DEC) e a frequência (FEC) das interrupções no fornecimento de energia elétrica em cada área de concessão. Ele vai fornecer informações úteis para o planejamento de expansão e a modernização da rede.
Fonte: Sueli Montenegro, da Agência CanalEnergia, de Brasília, Negócios e Empresas

Banco do Nordeste volta a financiar grandes projetos de energia

Serão retomadas linhas de financiamento em geração centralizada para os setores de biomassa, energias eólica e solar fotovoltaica, além de PCHs.

Cerne Press, com informações da assessoria BNB

O Ministério da Integração publicou nesta segunda-feira (25/10/2016), no Diário Oficial, a Portaria nº 68, que altera as diretrizes do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste, operado pelo BNB – Banco do Nordeste, permitindo à instituição financeira retomar as linhas de financiamento em geração centralizada para projetos de grande porte nos setores de biomassa, energia eólica, energia solar fotovoltaica e PCHs.  O anúncio marca o fim da vedação que existia desde 2012.

Passam a ser financiáveis esses projetos em até 60% do valor, com prazo de até 20 anos e carência de até 8 anos. Taxas de Juros  de 12,95% a.a, c/ bônus de adimplência 15%, resultando em 11% a.a., para empreendimentos com faturamento anual de até R$ 90 milhões no ano de estabilização da receita da energia e de 11,18% a.a., c/ bônus de adimplência 15%, resultando em 9,5% a.a., para faturamento acima de R$ 90 milhões.

O Presidente do CERNE (Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia) Jean-Paul Prates comemorou a novidade: ”Num período de desafios políticos e econômicos para o empreendedor, esta notícia é extremamente positiva. E para o Nordeste, em especial, mais ainda. O Banco do Nordeste é uma entidade que conhece e sabe avaliar o potencial natural e humano da nossa região. Isso é fator crítico na relação de confiança entre um banco e seus financiados. Só temos as boas vindas para dar ao Banco do Nordeste. Uma notícia excelente, que contribuirá muito para a consolidação das fontes renováveis na nossa região”, afirmou Prates.

Segundo o Superintendente Estadual do BNB, José Mendes Batista: “O RN tem um grande potencial para produção de energias eólicas e fotovoltaicas,  consideradas ecologicamente limpas. O retorno do apoio financeiro do Banco do Nordeste  a esse setor,  através do FNE,  é importante,  considerando a pouca oferta de linhas de financiamentos com prazos e encargos adequados. Trata-se de segmento que possui uma estreita relação com o setor produtivo, possuindo uma boa aderência aos propósitos do Banco e do FNE.  Para 2016, temos orçamento que pode ser utilizado pelo setor.”

Os interessados em obter outras informações sobre o anúncio da linha de financiamento podem entrar em contato direto com o gerente da Agência Corporate do BNB, Thiago Dantas, pelo seguinte email: thiagods@bnb.gov.br.

Alunos aprendem sobre importância da energia renovável no RN

Crianças e adolescentes do Rio Grande do Norte vêm, há dois anos, aprendendo sobre a importância da energia renovável e seu uso correto no centro de pesquisa do Ecoposto da Área de Proteção Ambiental (APA) Estadual dos Recifes de Corais, em Maracajaú.

O curso, destinado a alunos com idades entre 11 e 14 anos e intitulado “Aulas de Energia”, segue a teoria de que os conhecimentos dados nessa época da vida sobre energias e sua aplicações são aplicados conscientemente no futuro, explicou à Agência Efe o gerente em eficiência energética da Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern), vinculada à Neoenergia, Júlio Machado.

“Os alunos têm a possibilidade de, através dos princípios de geração de energia, conhecer como é feita, como é produzida e como pode ser utilizada de uma forma segura e eficiente no dia a dia”, apontou Machado.

As crianças podem ver de perto a geração de energias eólica, hidráulica e solar e aprendem que o país está entre os cinco primeiros em geração de energia eólica, que os aerogeradores têm uma altura de 93 metros, quais eletrodomésticos consomem mais energia e como reduzir o gasto em casa mediante pequenos truques cotidianos, entre outras dicas.

Para tornar a experiência ainda mais atraente, os monitores acompanham as crianças em um jogo de videogame com perguntas sobre as possíveis despesas de energia em uma casa convencional, indicando o consumo de cada aparelho elétrico e como aproveitá-los melhor.

Uma parada obrigatória para os estudantes são o Parque Eólico Arizona e o Parque Eólico do Rio do Fogo, onde podem conhecer de perto como funcionam estas infraestruturas.

A iniciativa, fruto da parceria entre a Força Eólica do Brasil (FEV) – união da Neoenergia e da espanhola Iberdrola – e o Instituto de Desenvolvimento Econômico e Meio Ambiente do Rio Grande do Norte (Idema), é feita com grupos de alunos das redes pública e privada.

O projeto que busca instruir sobre o uso das distintas energias sustentáveis não é novidade para a Iberdrola. A empresa investe neste tipo de proposta nas áreas onde tem seus parques eólicos para apresentar sua infraestrutura e sanar dúvidas sobre suas vantagens.

“A energia eólica é uma fonte bastante confiável e segura. A crença de que não é viável foi um mito que conseguimos derrubar. A força eólica não é um problema”, diz à Efe a diretora da FEV, Laura Porto.

Fonte: UOL/Agência EFE

CERNE é novo co-realizador do All About Energy

Da redação CERNE

O Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia – CERNE e a empresa All About Energy, que realiza um dos maiores eventos focados em energias renováveis do Brasil, firmaram parceria e a partir de 2016 passarão a atuar juntos na realização do All About Energy. O contrato de cooperação prevê que o CERNE ficará responsável pelo suporte e aprimoramento da grade programática, organização e estruturação de painéis, debates e seminários técnicos e setoriais nas áreas de energia eólica, solar, biomassa, mobilidade elétrica e outras fontes energéticas e/ou recursos renováveis.  A realização e promoção do evento ficará a cargo da empresa All About Energy.

O acordo foi assinado nesta terça-feira, durante visita da Diretora Meiry Benevides ao CERNE, após reunião que finalizou os termos do documento e que contou com a participação do Diretor-presidente Jean-Paul Prates, do Diretor Financeiro Sergio Caetano Leite e da Coordenadora de Relações Institucionais do Centro, Neli Terra. O acordo é válido para os anos de 2016 a 2018.

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Bernardo Santana chefiará CERNE no Ceará

O  Coordenador Executivo do CERNE para o Estado do Ceará será Bernardo Santana, advogado, especialista em Direito Regulatório, com ênfase em energia e ambiental. Graduado em Direito pela Universidade de Fortaleza – UNIFOR. L.L.M. em Direito Empresarial e MBA do Setor Elétrico, ambas pela Fundação Getulio Vargas – FGV.

Santana esteve no Fórum Nacional Eólico – Carta dos Ventos e Solarinvest 2016 e aproveitou para realizar reuniões com a equipe técnica e com a equipe de relações institucionais do CERNE na sede de Natal/RN. Nesta quarta-feira, ele esteve reunido com o Diretor-Presidente, Jean-Paul Prates, o Coordenador Executivo, Wagner Porpino, e os diretores setoriais Olavo Oliveira (Tecnologia, Pesquisa e Inovação), Hugo Fonseca (Meio Ambiente e Sustentabilidade) e Milton Pinto (Engenharia e Infra-estrutura Elétrica), e a Coordenadora de Relações Institucionais, Neli Terra.

Na ocasião, foi definida a estrutura inicial do núcleo do CERNE no Ceará que deverá começar suas atividades a partir de maio. Também foi elaborada a pauta de questões setoriais e projetos que serão desenvolvidos pelo CERNE/CE ainda em 2016.

O CERNE/CE terá sede em Fortaleza e reunirá empresas interessadas na discussão de estratégias públicas e privadas quanto aos setores industriais ligados a recursos naturais e energia no Estado. Também atuará em parceria com as entidades empresariais e governamentais já atuantes nas áreas de energia, petróleo, mineração, infra-estrutura e recursos hídricos e fundiários.

De acordo com convênio de cooperação firmado ontem, em Natal, o CERNE será o co-organizador do All About Energy 2016, que será realizado em novembro, em Fortaleza. A equipe do CERNE em Fortaleza atuará também na reformulação temática, logística e institucional do evento para as edições de 2016, 2017 e 2018.

Fonte: CERNE Press

Vantagens em ser um empreendedor de energia solar encerram SolarInvest 2016

A energia fotovoltaica tem uma característica singular que é a sua versatilidade, podendo fazer com que o empreendedor desse setor possa trabalhar com vários tipos de clientes, além de trazer benefícios econômicos como a geração de emprego, nova cadeia produtiva e aquecimento da economia em âmbito local, estadual e nacional.
A afirmação do Presidente Executivo da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia, mostra o nível de otimismo que cerca as renováveis.  “O recurso solar no Brasil é diferenciado e bem distribuído, o que faz o RN ser privilegiado por estar localizado no Nordeste, que tem maior irradiação de energia solar do país, com destaque para a Mesorregião do Oeste e Central Potiguar”, explica Sauaia.
 A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) representa e promove o setor fotovoltaico no país e no exterior, junto com o governo, empresas, mídias, ONG’s e sociedade civil, sendo o representante do Brasil em fóruns internacionais. No Rio Grande do Norte é parceira e representada pelo CERNE.  “Acompanhamos o avanço fotovoltaico no mercado brasileiro e servimos de ponto de encontro e debate para o setor através de assembleias periódicas, grupos de trabalhos estratégicos e reuniões com autoridades e especialistas”, ressalta.
Roseane Azevedo, diretora regional do Senai/RN, destacou o CTGAS-ER e o funcionamento da instituição. “Analisamos o que o mercado está querendo e atendemos a indústria local com serviços em recursos solares, como a instalação, operação e manutenção de estações de medição e controle de qualidade dos dados, e serviços sócio-ambientais, com planos de monitoramento de condicionantes, análises ambientais e levantamentos topográficos”, explicou a diretora lembrando da importância dos cursos técnicos disponibilizados pelo Senai/RN nessa área.
Fernando Pessoa, representante da FG Energias Renováveis, explicou que a energia renovável não agrava o aquecimento global e é o setor que mais cresce no mundo, uma grande vantagem na hora de investir nesse setor. “Atualmente a energia solar é responsável por 0,02% da potência elétrica do Brasil e até 2050 a demanda deve triplicar”. Atualmente, existem em torno de 15 grandes investidores diretos em energia solar no Brasil e em 2015 foram gerados 50 mil postos de trabalho nesse setor, ocasionando uma alta agregação de valor.
O encontro de encerramento do evento foi destinado aos empreendedores que têm interesse em investir na energia solar, entendendo mais sobre o assunto e porque investir nesse recurso na sua cidade ou região.
Fonte: CERNE Press

“Os negócios que o vento traz”

No painel que encerrou a 8ª edição do Fórum Nacional Eólico – Carta dos Ventos e o SolarInvest 2016, o empreendedorismo foi o destaque.

O Diretor Meio Ambiente e Sustentabilidade do CERNE, Hugo Alexandre, apresentou o novo Cadastro de Terras com Potencial Eólico e Solar. O serviço, disponível no portal da entidade, destina-se aos proprietários de terras interessados em oferecer suas propriedades para arrendamento e instalação de empreendimentos de geração de energia eólica ou solar.

“O cadastro funciona como elo entre donos de terras e os mantenedores do CERNE. As empresas poderão ter acesso a um banco de dados confiável para analisar e planejar a instalação de futuros empreendimentos”, explicou. O advogado Diogo Pignataro, secretário geral do CERNE, complementou a apresentação falando sobre as implicações jurídicas e as precauções ao contratar arrendamento de terras.

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Lorena Roosevelt, gerente da Unidade de Desenvolvimento da Indústria – SEBRAE-RN, falou sobre o trabalho da instituição na inserção das pequenas empresas na cadeia produtiva das energias renováveis. “Nós buscamos captar as demandas das grandes empresas, em especial os parques eólicos, e inserimos as pequenas empresas nessa cadeia produtiva. O SEBRAE/RN oferece capacitação para essas microempresas com o objetivo de que elas atendam satisfatoriamente a demanda das empresas maiores”, explicou.

Durante a sessão, foi apresentado o Guia do Setor  Eólico do Rio Grande do Norte. Um dos idealizadores do projeto, o professor Renato Samuel Barbosa de Araújo, explicou que o guia é voltado especialmente para empreendedores que desejam começar seus negócios no ramo eólico.

A publicação dispõe de orientações desde a fase de prospecção até construção e montagem. “Realizamos cerca de 60 entrevistas com empresas nacionais e estrangeiras do setor eólico que resultaram na elaboração deste guia”, finaliza.  O trabalho foi realizado pelo Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do RN (IFRN), em parceria com outras entidades.

Fonte: CERNE Press

Aspectos econômicos e ambientais da atividade eólica pautaram 8º Fórum Nacional Eólico

O mapa econômico-social e ambiental da atividade eólica no Brasil foi o tema de um dos painéis da tarde no segundo dia do 8º Fórum Nacional Eólico – Carta dos Ventos –  SolarInvest 2016, realizado na Escola de Governo do RN, em Natal.

No encontro, especialistas apresentaram as regiões beneficiadas pela indústria dos ventos. O diretor da empresa Fugro in Situ, Steve Williams, falou sobre a geração de energia eólica offshore. Ele explicou toda a metodologia de trabalho da empresa, que vai desde a análise das fundações das turbinas eólicas no mar até a análise das condições climáticas. “Avaliamos a profundidade da lâmina  d’água, força do vento, tempestades, altura das ondas e correntes marítimas. Enfim, todas as etapas necessárias para instalação de um parque eólico offshore”, destaca Williams.

Representado pelo engenheiro José Augusto da Silva, o INCRA apresentou a atual situação da atividade eólica em assentamentos rurais .  “A presença da instituição no evento reforça que estamos inseridos nesse contexto e é preciso, antes de tudo, mostrar que a convivência dos assentados com as estruturas eólicas é possível”, ressalta o engenheiro.

Já os aspectos sócio-ambientais para a implantação de empreendimentos eólicos foi o tema abordado pela gerente de projetos da empresa Arcadis, Mirian Ribeiro. Em sua apresentação, ela destacou que a instalação de parques eólicos em regiões semi-áridas exige cuidados. “Corre-se o risco, por exemplo, de haver disputa no uso da água, um bem escasso nessas áreas,  pelo empreendimento em fase de construção e a comunidade. Isso precisa ser pensado pelas empresas de gestão ambiental e empreendedores”, afirmou.

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E finalizando o ciclo de palestras, o Coordenador de Gestão de Dados e Estatísticas Setoriais do CERNE, João Agra, mostrou o panorama eólico no Estado, apresentando  dados estatísticos atualizados. Em primeira mão, o engenheiro anunciou o relatório da EPE divulgado na manhã desta terça.  “O Estado possui 174 projetos habilitados e oferta de 4.169MW para o leilão A-5 2016. Esse resultado coloca o RN na segunda posição no ranking de projetos habilitados”, anunciou. O leilão está marcado para o próximo dia 29.

Após as apresentações, foi aberto espaço para perguntas do público aos palestrantes da mesa. O Fórum Nacional Eólico/SolarInvest prossegue até o final da tarde com a sessão “Os negócios que o vento traz”, para mostrar a energia eólica como pólo de atração de negócios para proprietários de terras, prestadores de serviços e empreendedores locais.

Fonte: CERNE Press

 

Alternativas de financiamento para empreendimentos são discutidos no 8º Fórum Nacional Eólico & SolarInvest 2016

O 8º Fórum Nacional Eólico – Carta dos Ventos e o SolarInvest 2016 continuam nesta terça-feira (19) debatendo os desafios do setor energético brasileiro. No período da manhã, empresários da cadeia produtiva setorial e executivos de grandes instituições financeiras do país se reuniram para discutir as alternativas de financiamento de projetos e empreendimentos na área de eólica e solar.

A sessão foi mediada pelo Diretor Financeiro do CERNE, Sérgio Leite.  O gerente regional do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), Thiago Dantas, apresentou o programa de financiamento à sustentabilidade ambiental da instituição.

Banco do Brasil e Caixa apresentaram linhas de financiamento  voltadas para  empresas de pequeno e médio porte. O gerente de atendimento da Caixa, Glenn Cunha ressaltou que os equipamentos de energia solar fotovoltaica e aerogeradores constam como itens financiáveis no Construcard. “É possível que o cliente obtenha um financiamento em até 240 meses”, afirmou.  Já o gerente do Banco do Brasil, Fabio Breves, ressaltou que os empréstimos a pequenas e médias empresas  podem ser viabilizados pelo BB por meio de acordos setoriais com companhias ‘âncoras’, que repassam pagamentos de fornecedores ao próprio banco. “É uma linha de financiamento que nos ajuda a ter maior controle sobre a inadimplência e detectar setores e regiões mais promissores”, explica Breves

Os investimentos internacionais também tiveram espaço para debate durante a sessão executiva. A coordenadora de Investimentos Estrangeiros Diretos da APEX Brasil, Juliana Vasconcelos, afirmou que somente no ano passado foram captados R$ 15 milhões de dólares em investimentos estrangeiros para o mercado brasileiro.

De acordo com a representante da Apex, um novo acordo desenvolvido com o CERNE pretende atrair mais investidores estrangeiros. “Estamos planejando um mapeamento de projetos em energias renováveis com potencial atratividade de investimentos no Brasil. A ideia é fazermos a ponte com os investidores estrangeiros”, afirmou.

O diretor financeiro do CERNE, Sérgio Leite, ressaltou que este trabalho será realizado através de um cadastro de projetos. “O cadastro permitirá a construção de um banco de dados onde empresas estrangeiras podem analisar potenciais empreendimentos para investir no país”.

Ao final das apresentações, o público teve a oportunidade de tirar dúvidas sobre as linhas de financiamentos e programas de crédito oferecidos pelas instituições financeiras. O 8º Fórum Nacional Eólico – Carta dos Ventos e o SolarInvest 2016 continuam a programação no período da tarde com diversos ciclos de palestras. Confira em www.cartadosventos.com.

Fonte: CERNE Press

Gerar minha própria energia é um bom negócio?

Essa foi a principal questão analisada em uma das palestras realizadas na tarde desta terça-feira (19) durante o SolarInvest 2016, o principal encontro político-econômico do setor fotovoltaico brasileiro, realizado na Escola de Governo do Rio Grande do Norte, no Centro Administrativo do Estado, em Natal.

No encontro, empreendedores apresentaram os benefícios e os dados financeiros relacionados com a micro e a mini geração de energia a partir de fonte solar, além de esclarecer as dúvidas a respeito do custo-benefício, tempo de retorno do investimento, garantias, assistência técnica e condições físicas e geográficas.
“A energia solar fotovoltaica é viável, limpa, sustentável, renovável e os benefícios ambientais de adquirir esse sistema é grandioso. Gerar sua própria energia é um bom negócio”, afirmou o diretor da New Energy, Paulo Morais, que ainda mostrou durante a plenária como é feita a instalação e quais os acessórios usados, lembrando que todas as peças devem está em conformidade com o prazo de garantia.
Algumas vantagens da energia fotovoltaica são: poder ser instalada em grandes empreendimentos, como shoppings e hipermercados; não ter a necessidade de adquirir terreno para a sua instalação; não requerer licenciamento ambiental; ter custo de conexão baixíssimo; desconto na fatura da eletricidade; ser uma forma de investimento equilibrado em todo o território nacional e reduzir o investimento na rede pública de energia elétrica.
A primeira empresa a instalar usina solar fotovoltaica no Rio Grande do Norte foi a ENERBRAS, representada no evento por Helder Ferreira. “A energia solar pode ser térmica  ou fotovoltaica, produzida a partir da luz solar e  pode ser produzida mesmo em dia nublados e chuvosos, no entanto quanto maior for a radiação solar, maior será a quantidade de eletricidade produzida. O Brasil tem um potencial de produção extraordinário nesse setor”. Em 2014 a empresa realizou 424 instalações e no ano passado 1731.
Em sua apresentação, o diretor acadêmico de Indústria do IFRN, Augusto Cesar Fialho, expôs os objetivos do instituto em utilizar a energia fotovoltaica. “Redução de despesas com a energia elétrica, desenvolvimento de pesquisas no setor, redução da emissão de gases do efeito estufa, disseminação da utilização da energia solar fotovoltaica no RN e no Brasil e, é claro, aprendizado”.  Atualmente, o IFRN conta com oito usinas em operação, com 811,2 kWp e mais quatro usinas serão instaladas até junho deste ano, chegando a produção de 388,4 kWp. A primeira usina do instituto entrou em operação em dezembro de 2013 e a maior está instalada no campus natal central.
Ao final da plenária os palestrantes tiraram as dúvidas do público, mostrando quais as possibilidades da geração da própria energia por meio da fonte solar fotovoltaica.
Fonte: CERNE Press