Geração renovável poderá representar até 90% da matriz mundial em 2050

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Pesquisa da consultoria McKinsey indica que renováveis devem se tornar a base do sistema elétrico na metade do século

Ricardo Casarin | Portal Solar

A geração renovável poderá representar até 90% da matriz elétrica mundial em 2050, impulsionado pelo avanço das fontes solar e eólica, aponta estudo da consultoria McKinsey. A expectativa é que a capacidade instalada de energia solar cresça em cinco vezes até a metade do século, respondendo por 43% da geração global.

Conforme a pesquisa, essa expansão se dará em função dos custos declinantes da tecnologia. “As renováveis devem se tornar a nova base da matriz elétrica, representando 50% em 2030 e 85% em 2050. Os custos da solar e da eólica já se apresentam menores que os de combustíveis fósseis existentes na maioria dos países e tendem a se tornar mais competitivos globalmente”, indica a análise.

A perspectiva é que a demanda por eletricidade triplique até 2050, conforme o hidrogênio e combustíveis derivados aumentem a participação de mercado, em razão da descarbonização. É esperado que a demanda global por combustíveis sustentáveis atinja de 8% a 22% em relação a todos os combustíveis líquidos em 2050.

Demanda por combustíveis fósseis e aquecimento global

A McKinsey prevê que o pico da demanda por combustíveis fósseis deve ocorrer nos próximos cinco anos, entre 2024 e 2027. A demanda por carvão atingiu o auge em 2013 e, após um crescimento temporário em 2021, é esperado que a trajetória siga descendente.

Já a demanda por gás natural deve chegar ao ápice após 2035, quando estará sujeita a incertezas em razão dos avanços do hidrogênio.

A consultoria ainda estima que, mesmo que todos os países que firmaram compromissos de descarbonização cumpram suas metas, o aquecimento global deverá atingir 1.7°C em 2100, ultrapassando o limite estabelecido pelo Acordo de Paris.

“Para manter o aquecimento global limitado a 1,5°, o sistema de energia global precisa acelerar significativamente sua transformação, se afastando dos combustíveis fósseis em direção a eficiência, eletrificação e novos combustíveis mais rapidamente que o planejado”, alertou o estudo.

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