Eólicas ganham espaço em áreas de assentamentos e mercado aposta na hibridização

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O mercado de geração eólica se renova a cada ano. O futuro do setor foi palco da 12ª Edição do Fórum Nacional Eólico – Carta dos Ventos 2020. Evento totalmente online reuniu, na quinta-feira (03), especialistas e gestores para debater as tendências tecnológicas e novas fronteiras.

Um projeto pioneiro do Incra no Rio Grande do Norte pretende disponibilizar terras dos assentamentos para geração de energia eólica, em troca de obras de infraestrutura e possível retorno financeiro para os assentados. De acordo com Leilianne Gurgel, superintendente regional do Incra/RN, a autarquia encomendou há dois anos esse estudo ao Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne). As instituições assinaram acordo de cooperação durante o 11º Fórum Nacional Eólico, realizado em 2019, considerado um dos maiores eventos do setor no país, realizado em Natal/RN.

Em agosto deste ano, o CERNE entregou oficialmente ao presidente da instituição, Geraldo Melo Filho, o caderno técnico “Ventos que Transformam Vidas”. O documento recomenda que os recursos obtidos com a cessão das áreas para os aerogeradores sejam utilizados para melhorar as condições de trabalho e de infraestrutura do assentamento. Segundo o Diretor-Presidente do CERNE, Darlan Santos, essa proposta prevista no estudo “será um recurso para o assentado comprar insumos agrícolas, peças e equipamentos e que manterá o objetivo da reforma agrária, que é manter o homem no campo”, disse.

A ampliação desse mercado foi reforçada com o case da DGE Energia. O diretor comercial da empresa, Guilerme Sari, apresentou um projeto desenvolvido pela equipe que envolveu a titulação de 254 lotes de terra, localizadas em uma área de assentamento rural no interior do Rio Grande do Norte. “Com isso, esperamos que as famílias realmente se tornem donos das suas áreas e, assim, consigamos uma maior adesão da comunidade na implantação de um empreendimento”, disse. De acordo com Sari, as unidades de terra já tituladas tem a potência estimada de 400 MW e podem gerar uma receita de R$ 1.500 para cada unidade familiar.

Usinas híbridas

O desenvolvimento de projetos híbridos – que unem a geração de duas fontes de energia em um mesmo espaço – é um dos focos de atuação da Voltalia. Fundada em 2005, a empresa disponibiliza ao mercado um diversificado portfólio de soluções sustentáveis integradas, com armazenamento e geração de energia renovável, a partir da produção solar, eólica, hídrica e biomassa.

No Brasil, a companhia realiza grandes investimentos. Com presença em 4 estados e 933 MW em operação, está à frente do maior empreendimento eólico-solar do mundo, o cluster de Serra Branca, com potencial de geração de 2.4 GW, no Rio Grande do Norte.No município de Mossoró, região Oeste do Estado, a Voltalia instalou ainda o Centro de Operações Eólico.

A unidade vai interligar todos os parques eólicos do Grupo em mais de 20 países e estará apta a operar complexos eólicos próprios e de terceiros no mundo inteiro e em tempo real. “Sabemos agora que os projetos solares, juntamente com os projetos eólicos, contribuirão para tirar proveito do potencial de 2,4 GW de Serra Branca”, disse Amaury Neto, Diretor de Operações da Voltalia no Brasil

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