Eólica e solar avançam em novas adições globais – carvão também

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Países continuaram construções de novas usinas de carvão em 2021, e o fóssil ainda representa a maior parcela da capacidade global, com 27%

Nayara Machado | Agência EPBR

Com quase 3.000 terawatts-hora (TWh) de eletricidade produzida, eólica e solar foram responsáveis ​​por 10,5% da geração global em 2021, segundo a BloombergNEF (BNEF).

A contribuição da energia eólica para o total global subiu para 6,8%, enquanto a solar subiu para 3,7%. Há uma década, essas duas tecnologias combinadas representavam bem menos de 1% da produção total de eletricidade.

Um passo para frente, outro para trás

Ao todo, 39% de toda a energia produzida globalmente em 2021 era livre de carbono. Os projetos hidrelétricos e nucleares atenderam a pouco mais de um quarto das necessidades mundiais de eletricidade.

Mas a produção abaixo do esperado das usinas hidrelétricas e os preços mais altos do gás natural também ajudaram a colocar a energia a carvão de volta aos holofotes.

A produção de usinas de carvão estabeleceu recordes saltando 8,5% de 2020-2021 (aumento de 750 TWh em base líquida), para 9.600 TWh. Mais de 85% dessa geração veio de 10 países, com China, Índia e EUA sozinhos respondendo por 72%.

O relatório Power Transition Trends observa que, apesar das adições de renováveis — desde 2017, a energia eólica e solar representam a maior parte da nova capacidade de geração adicionada às redes globais — há um enorme trabalho pela frente até o sistema de energia incorporar seu papel nas mudanças climáticas.

Isso porque a tendência é que a demanda por energia siga em alta, colocando novas pressões sobre a infraestrutura existente, além do desafio de levar energia firme e barata a toda a população mundial.

Enquanto isso, os países continuaram a concluir as construções de novas usinas de carvão em 2021, e o fóssil ainda representa a maior parcela da capacidade global, com 27%, diz o relatório.

“Foi um ano de altos e altos, pelas melhores e piores razões”, comenta Ethan Zindler, chefe das Américas da BNEF.

“As energias renováveis ​​cresceram muito rápido, mas o retorno do carvão e o fato de que os países — incluindo aqueles que se comprometeram a atingir emissões líquidas zero — continuam construindo carvão é realmente desconcertante”.

Um — pequeno — ponto positivo é que a velocidade com que o novo carvão está sendo adicionado à rede está diminuindo.

Cerca de 13 gigawatts de nova capacidade a carvão foram concluídos em 2021, abaixo dos 31 gigawatts em 2020 e 83 gigawatts em 2012.

No entanto, o resultado foi um aumento proporcional de 7% nas emissões globais de CO₂ do setor de energia em 2021 em comparação com 2020. As emissões do setor de energia estabeleceram um novo recorde de 13.600 mega toneladas de CO₂, estima a BNEF.

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