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Brasil atinge 250 MW em geração solar distribuída

Absolar estima que montante histórico representa R$ 1,9 bilhão em investimentos

O Brasil acaba de atingir a marca histórica de 250 MW de potência instalada em sistemas de microgeração e minigeração distribuída solar fotovoltaica em residências, comércios, indústrias, edifícios públicos e na zona rural. De acordo com mapeamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), o Brasil possui hoje 27.803 sistemas solares fotovoltaicos conectados à rede, trazendo economia a 32.924 unidades consumidoras, somando mais de R$ 1,9 bilhão em investimentos acumulados desde 2012, distribuídos ao redor de todas as regiões do país.

Em números de sistemas instalados, os consumidores residenciais estão no topo da lista, representando 77,4% do total. Em seguida, aparecem as empresas dos setores de comércio e serviços (16%), consumidores rurais (3,2%), indústrias (2,4%), poder público (0,8%) e outros tipos, como serviços públicos (0,2%) e iluminação pública (0,03%).

Em potência, os consumidores dos setores de comércio e serviços lideram o uso da energia solar fotovoltaica, com 42,8% da potência instalada no país, seguidos de perto por consumidores residenciais (39,1%), indústrias (8,1%), consumidores rurais (5,6%), poder público (3,7%) e outros tipos, como iluminação pública (0,03%), e serviços públicos (0,6%).

O presidente executivo da Absolar, Rodrigo Sauaia, ressalta que o crescimento da microgeração e minigeração distribuída solar fotovoltaica é impulsionado por três fatores principais: a forte redução de mais de 75% no preço da energia solar fotovoltaica ao longo da última década; o forte aumento nas tarifas de energia elétrica dos consumidores brasileiros; e o aumento no protagonismo e na consciência e responsabilidade socioambiental dos consumidores.

“Celebramos com otimismo este passo histórico para a fonte solar fotovoltaica no Brasil, com a certeza de que teremos um forte crescimento do setor nos próximos anos e décadas. O Brasil possui mais de 82 milhões de unidades consumidoras e um interesse crescente da população, das empresas e também dos gestores públicos em aproveitar seus telhados, fachadas e estacionamentos para gerar energia renovável localmente”, comenta Sauaia.

Para acompanhar de perto a evolução da microgeração e minigeração distribuída solar fotovoltaica nos estados brasileiros, a Absolar desenvolveu um Ranking Nacional Solar Fotovoltaico, que compara as potências instaladas em cada unidade da Federação.Atualmente, o Estado de Minas Gerais lidera o ranking nacional, com 22,9% da potência instalada no país, seguido pelo Rio Grande do Sul (13,9%), São Paulo (13,5%), Ceará (5,9%) e Santa Catarina (5,9%).

Fonte: Canal Energia

Fundos vão financiar uso de energia solar com R$ 3,2 bilhões

Às vésperas do prazo de desincompatilização dos ministros e do início da campanha eleitoral, o governo lançará na próxima semana a iniciativa mais abrangente até hoje para difundir a microgeração de energia solar no país.

Quase R$ 3,2 bilhões estarão disponíveis para financiar a instalação de placas fotovoltaicas nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Os recursos proveem dos fundos constitucionais, têm juros muito abaixo das taxas de mercado e prazos mais longos de pagamento. A ideia é incentivar a geração própria em residências e estabelecimentos comerciais. Uma reunião dos conselhos deliberativos das agências regionais de financiamento – Sudam, Sudene e Sudeco – está agendada para o dia 4 de abril a fim de aprovar essa nova fonte de crédito. O anúncio deve ser feito pelo presidente Michel Temer.

As linhas serão oferecidas pelas instituições públicas que atuam como operadores financeiros dos fundos constitucionais. O Banco do Nordeste terá as condições mais atrativas, com juros anuais de 6,24% e 12 anos para o pagamento do empréstimo, incluindo quatro de carência.

O Banco da Amazônia (Basa), que atende à região Norte, trabalhará com a mesma taxa, mas 36 meses de prazo para a quitação do financiamento (e dois meses de carência). No caso do Banco do Brasil, agente financeiro do Centro-Oeste, a taxa será de 7,33% ao ano – com 24 meses de prazo e seis meses de carência.

O ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, vê um esforço de popularizar o uso de placas fotovoltaicas. Até agora, o crescimento da energia solar tem sido impulsionado por usinas cuja produção é vendida nos leilões de suprimento organizados pelo governo. “Agora queremos levar ao cidadão uma iniciativa com impacto econômico e social gigantesco.”

Barbalho, que deixa o cargo no dia 7 de abril e disputará as eleições para governador do Pará pelo MDB, prevê uma boa procura por recursos onde as tarifas são mais altas. “O custo da energia é brutal”, diz o ministro, lembrando que ele mesmo vem de um Estado com grande superávit hidrelétrico, onde estão Tucuruí e Belo Monte. “E paga-se três vezes o valor da tarifa de outras capitais.”

O Brasil tem hoje 24.565 sistemas de mini ou microgeração distribuída, segundo dados compilados pela Absolar, entidade que reúne a cadeia produtiva do setor. Mais de 99% dos sistemas são baseados em placas fotovoltaicas. “Quando analisamos o perfil dos consumidores, porém, os gargalos ficam evidentes”, pondera o presidente-executivo da associação, Rodrigo Sauaia.

Cerca de 70% dos microgeradores estão no segmento de comércio, prestação de serviços ou residências de renda média e alta. “As pessoas jurídicas estão encontrando caminhos para se financiar”, avalia Sauaia. Segundo ele, o investimento em placas para a autoprodução de energia se paga em até cinco anos e os sistemas têm vida útil de pelo menos 25 anos. “É melhor do que qualquer outro investimento, como poupança ou fundos. A pessoa física, que poderia ter os maiores ganhos do ponto de vista do custo-benefício, não é contemplada.”

Quem gera energia própria e joga o excedente no sistema interligado, via distribuidora, deixa de pagar conta de luz e acumula créditos para usar no futuro.

Paralelamente, o ministério e a Absolar estão firmando um convênio para estudar juntos a possibilidade de troca do fornecimento de energia ao projeto de transposição do rio São Francisco. As nove bombas de elevação das águas – nos eixos leste (inaugurado em 2017) e norte (com entrega prevista para o segundo semestre) – vão consumir 746 mil megawatts-hora por ano e arcar com um gasto anual de energia em torno de R$ 300 milhões.

A ideia do governo – e a Absolar concluirá um estudo sobre o assunto daqui a 60 dias – é instalar placas fotovoltaicas nas margens dos canais. A faixa de 100 metros em cada margem já foi desapropriada e existe espaço suficiente para a instalação das placas, bem como 270 de linhas de transmissão de energia em alta tensão já construídas junto com o projeto de transposição.

Em uma terceira iniciativa do “pacote” de fomento à energia solar, o ministério vai propor a instalação das placas fotovoltaicas no perímetro de Itaparica (entre a Bahia e Pernambuco), que tem dez complexos de agricultura irrigada. Com cerca de 40 mil famílias, o complexo tem alto consumo de eletricidade e abastecimento subsidiado pela Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf). A conta paga pela estatal é de cerca de R$ 42 milhões anuais.

Se esse projeto der certo e o fornecimento de energia for mais barato, pode-se pensar no fim dos subsídios, diz Gustavo Canuto, presidente do conselho de administração da Codevasf. “O objetivo é que os agricultores possam se emancipar”, afirma.

Fonte: Daniel Rittner e Andréa Jubé | Valor Econômico

Ceará volta à vanguarda da energia renovável com mini e microgeração

Toda expertise adquirida desde o início da implantação dos primeiros projetos de energia renovável no Ceará tem ancorado e estimulado o desenvolvimento de um novo mercado para o Brasil: o da mini e microgeração distribuída no Estado. Atualmente, o território cearense conta com 472 unidades produtoras em operação, o que dota o Estado de uma potência instalada de geração de 20 megawatts (MW) e o torna novamente um pioneiro do setor.

Destas unidades, 94% são centrais geradora solar fotovoltaica, segmento que, nos últimos anos, vem se expandindo exponencialmente no País e no Estado, acompanhando o movimento já consolidado na Europa.

“Essa é a forma de distribuição de energia que está alterando o sistema de distribuição elétrica no mundo. Em países como Alemanha e Itália, por exemplo, houve um grande esforço para estimular esse tipo de geração”, diz Jurandir Picanço, consultor de Energia da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) e presidente da Câmara Setorial de Energias Renováveis do Ceará (CSRenováveis-CE). “No Brasil, isso ainda está muito no início, e o Ceará saiu na frente, com o setor muito organizado. Então, é provável que com o tempo o Ceará perca essa segunda posição”.

No País, hoje, são 12.331 mil pequenos produtores conectados à rede de distribuição elétrica, com uma potência total de 139 MW, sendo Minas Gerais o estado com o maior número de unidades (2.653) e com a maior potência instalada (29 MW). As unidades fotovoltaicas correspondem a 69% do total no País. “Essa é a tendência, com cada unidade consumidora produzindo energia, seja uma parte do que consome ou até mais do que o próprio consumo, retornando o excedente à rede. Além disso, há a possibilidade de geração remota, no modelo de condomínio ou consórcio”, diz Picanço.

Considerando os grandes empreendimentos, o Brasil tem hoje 50 usinas fotovoltaicas, com potência instalada total de 148,2 MW, o que corresponde a apenas 0,09% da capacidade de geração do País. No entanto, nos próximos anos, o potencial solar será multiplicado por 20, passando para 3,0 gigawatts (GW). Atualmente, são 37 usinas em construção no País, com 1,06 GW, e 70 empreendimentos fotovoltaicos contratados com construção não iniciada, com potência total de 1,79 GW.

Geração no Estado

No Ceará, entre os micro e minigeradores, Fortaleza conta com o maior número de unidades geradoras, 213 (2,3 MW), mas o maior potencial instalado está em Aquiraz, cujas 24 unidades têm uma potência total de 13,0 MW. Em outubro do ano passado, o Grupo Telles inaugurou em Pindoretama, na região Metropolitana de Fortaleza (RMF), a maior usina comercial de energia solar do País, com potência instalada de 3 MW, suficiente para garantir o abastecimento da fábrica de embalagens de papelão Santa Elisa, pertencente ao grupo. Com mais de 9 mil painéis fotovoltaicos, o investimento de cerca de R$ 30 milhões prevê o aumento da capacidade para 5 MW.

Gargalos

Com relação aos grandes empreendimentos, o Estado, que conta hoje com somente um empreendimento em operação, em Tauá, com 1,0 MW de potência, terá nos próximos anos, seis usinas, com potência instalada de 180 MW. Destas, quatro serão instaladas em Quixeré, uma em Banabuiú e uma em Massapê. Cada uma delas terá 30 MW de potência instalada.

O crescimento, no entanto, poderia ser percebido já no próximo ano caso os vencedores dos leilões realizados em 2015 estivessem concluindo seus empreendimentos. No entanto, a conjuntura econômica acabou adiando os planos. “Alguns projetos desistiram de implantar por causa da grande desvalorização do real. Eram projetos para serem entregues agora”, diz João Mamede Filho, consultor em energia. “O governo sinalizou o leilão para abril deste ano, depois passou para agosto, e já adiou para setembro ou outubro. O investidor precisa de segurança”, diz.

Fonte: Diário do Nordeste | Bruno Cabral

Gerar energia solar já é mais barato do que consumir da concessionária

Presidente Executivo da ABSOLAR, entidade que representa o setor, esteve em Natal e confirmou a viabilidade da fonte solar para geração própria

O presidente executivo da Associação Brasileira de Energia Solar (ABSOLAR), Rodrigo Sauaia, esteve em Natal para participar do Ciclo de Debates do Conselho Técnico-Científico do CERNE (Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia). Entrevistado pelos principais veículos de comunicação do Rio Grande do Norte, Sauaia falou sobre o crescimento da energia solar no país.

“Esta fonte de energia limpa renovável e de baixo impacto ambiental cresceu mais de 300% entre 2015 e 2016, e deverá crescer na mesma proporção este ano. Até o final do ano, a expectativa é que o Brasil supere 1GW de capacidade de geração  operando no Brasil, o que o colocará entre o seleto grupo dos 25 países do globo que já superaram esta marca”, afirmou o especialista.

Sauaia também confirmou a viabilidade e atratividade desta fonte na geração distribuída. “Gerar energia solar fotovoltaica já é mais barato do que comprar energia da distribuidora na sua residência. O período de recuperação do investimento varia entre 5 a 10 anos, com uma vida útil de mais de 25 anos”, explicou.

O anúncio da vinda da fábrica da empresa chinesa Chint para o Rio Grande do Norte, anunciada pelo Governo do Estado há alguns dias, também foi objeto dos debates. “A vinda de uma empresa importante do mercado global de fabricantes de componentes elétricos tem um aspecto estruturante para toda uma cadeia produtiva intensa em empregos a serem gerados e em novos investimentos a serem feitos no Estado”, confirmou o diretor-presidente do Sindicato das Empresas do Setor Energético do Estado do RN (SEERN) e do CERNE, Jean-Paul Prates.

Durante a visita ao RN, Rodrigo Sauaia e Jean-Paul Prates também descerraram a placa alusiva à cooperação entre  CERNE/SEERN e a ABSOLAR, que passou a contar com escritório regional em Natal.

Clique aqui para conferir na íntegra as entrevistas dos dois dirigentes à TV Tropical (Rede Record).

Fonte: CERNE Press

 

Desconto na conta de luz estimula popularização de usinas domésticas

Cresce no país o número de casas, comércios e indústrias que têm suas próprias usinas de produção de energia a partir de fontes renováveis.

De acordo com a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), desde que a geração distribuída (feita por consumidores independentes) foi regulamentada, em 2012, saltou de 4 para 9.819 o total de usinas próprias.

Arte - Folhapress

Arte – Folhapress

A maior parte delas (99%) é construída com painéis fotovoltaicos. O 1% restante é repartido entre as demais fontes renováveis, como a eólica. “É uma geração que reduz as perdas na distribuição e alivia a rede”, diz Marco Aurélio Castro, especialista em regulação da Aneel.

As casas tem o maior número (79%) de usinas. O comércio aparece com 15%. Fazendas e órgãos públicos reúnem 4%, e a indústria, 2%. Essa produção sustentável já é capaz de abastecer o consumo residencial de uma cidade como Santos (SP), de 434 mil habitantes. Mas ainda há muito a avançar. Toda a produção a partir de painéis fotovoltaicos representa hoje 0,02% da matriz elétrica nacional, diz a EPE (Empresa de Pesquisa Energética). O preço dos equipamentos é um dos entraves do setor.

Para o mercado, o consumidor que procura o serviço tem consciência ambiental. “Mas também é um público que não quer ficar refém dos aumentos feitos pelas distribuidoras”, diz Rodrigo Sauaia, presidente da Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica).

O valor médio da conta de energia no país, incluindo todas as classes de consumo e os impostos, cresceu 6,4% em 2016 em relação ao ano anterior, segundo a Aneel.

Quem quer aderir ao sistema precisa solicitar uma autorização da concessionária, que pode levar até 60 dias. O projeto precisa ser assinado por um engenheiro eletricista, e a instalação deve ser feita por uma empresa do ramo.

Além de sair da dependência tarifária, esse tipo de geração possibilita produzir energia num lugar e consumi-la em outro. Ou ainda usar o excedente em créditos para pagar uma conta futura.

Aluguel

Se comprar uma usina ainda pesa no bolso, já é possível contratar uma assinatura mensal de energia limpa.

A start-up Renova Green, de Curitiba, fornece o serviço, no momento, apenas para quem vive na cidade. Com R$ 19,90 por mês, o cliente aluga dois painéis fotovoltaicos que serão instalados em sua casa. “A economia pode chegar a R$ 40 na conta”, diz o sócio Reinaldo Cardoso. A empresa cobra a instalação dos equipamentos (R$ 299).

O bancário Nelson Lubas, 46, optou pelo plano mínimo. Ele diz que tem economizado entre 15% e 20% na fatura. “Quero mais três placas para economizar 60%.”

O governo prevê que 2,7 milhões de consumidores devam gerar energia até 2030, equivalente a uma geração de meia usina de Itaipu. “O preço dos equipamentos está menor agora, as empresas têm isenção fiscal, e o consumidor está mais consciente”, afirma Sauaia.

Fonte: Dhiego Maia | Folha de São Paulo

Financiamento e oportunidades dão novo fôlego para energia solar no Brasil

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) reformulou suas Políticas Operacionais em 2016, porém manteve a energia solar como prioridade, com a melhor condição atualmente disponível no banco, que é participação máxima de até 80% em Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), segundo afirmou o executivo do BNDES, Adriano Zanetti.

“Esse reforço no apoio às fontes alternativas vai aumentar ainda mais a participação da fonte solar na matriz energética brasileira e vai extinguir apoio a investimentos em usinas com maior emissão de poluentes como termelétricas a carvão e óleo combustível”, explicou Zanetti durante o Solar Invest 2017, realizado nesta quarta-feira (8) em Natal/RN.

Os investimentos internacionais também tiveram espaço para debate durante o evento. A representante da Agência Brasileira de Promoção a Exportação e Investimentos (Apex), Aline Oliveira, afirmou que no ano passado grandes players estrangeiros apostaram seus investimentos no mercado brasileiro, sobretudo no segmento das energias renováveis.

“A Canadian Solar, uma das maiores empresas globais no ramo das renováveis, anunciou investimentos de 2 bilhões em projetos de geração fotovoltaica no Brasil”, salientou a executiva.

O potencial econômico da cadeia produtiva foi discutido pelo diretor da empresa de consultoria Eolus, Rafael Valverde. Para ele, os fabricantes tem interesse no mercado solar brasileiro, mas é preciso vencer algumas barreiras: “É necessário mais oportunidades para os fornecedores, em especial no Nordeste. Também é importante que a questão tributária seja aperfeiçoada para a cadeia de valor”, frisa.

Paulo Morais, diretor de energia solar do CERNE e CEO da New Energy, e Helder Ferreira, diretor da empresa Enerbras, mostraram cases de projetos de sistemas fotovoltaicos como oportunidade para consumidores residenciais e empreendimentos reduzirem seus gastos na conta de energia. “Apesar do custo elevado para aquisição do sistema, o consumidor pode ter a certeza que, a médio e longo prazo, terá um retorno satisfatório do valor investido”, enfatiza.

A geração distribuída foi o assunto trazido pelo professor do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), Augusto Fialho. O docente mostrou os sistemas fotovoltaicos instalados nos Campi em todo o Estado. “Temos 12 usinas fotovoltaicas em operação e gerando cerca de 1.203MW de energia ao todo. Só o sistema instalado no Campus Central, em Natal, gera 197KW de potência. Teremos mais nove usinas solares instaladas em unidades localizadas no interior até março deste e que irão produzir mais 744,12KW de energia limpa”.

Fonte: CERNE Press

Aneel registra mais de 7,6 mil conexões de geração distribuída

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) registra 7.610 conexões de geração distribuída (geração de energia pelos próprios consumidores) até janeiro de 2017, totalizando potência instalada de 73.569 kW.

Entre as energias renováveis mais utilizadas, a fonte solar fotovoltaica é a que mais se destaca, com 7.528 conexões. Em termos de potência instalada, a energia gerada pelo sol também saí na frente com 57.606KW.

Na comparação por unidades da federação, Minas Gerais mantém o primeiro lugar (1.644) de número de conexões com geração distribuída, seguido de São Paulo (1.369) e Rio Grande do Sul (769).

A grande maioria das conexões de geração distribuída permanece nas residências. Segundo a Aneel, 5.997 das conexões de geração distribuída atendem essa classe de consumo. Já o comercio é responsável por 1.186 adesões.

ProGD

Em dezembro de 2015 foi lançado o Programa de Desenvolvimento da Geração Distribuída de Energia Elétrica (ProGD). Com R$ 100 bilhões em investimentos, a previsão é que até 2030, 2,7 milhões de unidades consumidoras poderão ter energia gerada por elas mesmas, entre residência, comércios, indústrias e no setor agrícola, o que pode resultar em 23.500 MW (48 TWh produzidos) de energia limpa e renovável, o equivalente à metade da geração da Usina Hidrelétrica de Itaipu. Com isso, o Brasil pode evitar que sejam emitidos 29 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera.

Fonte: Ministério de Minas e Energia (MME)

Pesquisa mostra que 72% dos brasileiros comprariam sistema de energia solar

Ainda engatinhando no país, mas com números crescentes a cada ano, a microgeração de energia solar parece estar caindo no gosto da sociedade. Pesquisa feita pelo Datafolha em parceria com o Greenpeace mostrou que 72% da população concordaria em comprar um sistema de energia solar fotovoltaica se houvesse linhas de crédito com juros baixos. A mesma pesquisa mostra também que a principal motivação para gerar a própria energia, é a redução na conta de luz, escolhida por 48% dos entrevistados. O Datafolha entrevistou 2.044 entrevistas no país entre os dias 20 e 24 de outubro de 2016 em 178 municípios de pequeno, médio e grande porte. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O desejo de não depender da distribuidora foi a segunda opção escolhida na pesquisa, ficando com 17% da preferência. A pesquisa mostrou também que o aspecto da sustentabilidade está presente nos entrevistados, com 16% inserindo os benefícios ambientais como motivação para aderir a microgeração solar. Embora o grau de conhecimento sobre microgeração seja elevado, alcançando o percentual de 80%, apenas 19% se consideram bem informados sobre o tema. Entre os bem informados, a região Sudeste lidera com 24%, seguida pelas regiões Norte/ Centro-Oeste, com 18%, Sul, com 14% e Nordeste, com 13% dos entrevistados bem informados.

O aspecto econômico se coloca forte ainda na microgeração quando a pesquisa revela que 54% dos entrevistados concordam que a energia solar é uma possibilidade apenas para quem tem dinheiro. O mesmo percentual se mostra disposto a entrar em um consórcio para ter acesso ao sistema de energia solar. A pesquisa mostrou que a adesão a uma cooperativa com sistema de energia solar fotovoltaica poderia ser uma opção para 63% da população, enquanto 28% não estariam dispostos e 9% dos entrevistados não souberam opinar sobre o tema.

O objetivo da pesquisa era medir o grau de informação, opinião e interesse sobre microgeração de energia entre a população brasileira. A possibilidade de compra de equipamentos de microgeração solar com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço ainda divide a sociedade. Metade é a favor e a outra metade é contra. O tema é objeto de projetos de lei na Câmara dos Deputados.

O perfil dos entrevistados é composto de 49% de homens e 51% de mulheres, 21% têm entre 16 e 24 anos, outros 21% entre 25 e 34 anos, 20% entre 35 e 44 anos, outros 20% de 45 a 59 anos e 19% têm 60 anos ou mais, 37% estudaram até o ensino fundamental, 45% até o ensino médio e 18% têm nível superior, 41% possuem renda familiar mensal de até dois salários mínimos, 22% mais de dois a três salários, 15% mais de três a cinco salários, 9% mais de cinco a dez, 3% mais de dez a vinte e apenas 1% mais de vinte salários mínimos.

Fonte: Pedro Aurélio Teixeira, da Agência CanalEnergia, Consumidor

Setores de tecnologia e energia solar continuarão em alta em 2017

Enquanto o País vive uma das maiores recessões de sua história, a geração de energia solar e alguns serviços da área de tecnologia estão no grupo em que a crise não bateu na porta. É o que mostra a reportagem do Jornal do Commercio desta segunda-feira, 02 de janeiro.

A geração solar ocorre de duas formas: a centralizada, na qual são implantados parques para produzir uma grande quantidade de energia, e a distribuída, formada por pequenos sistemas que geram energia que compensa o consumo geralmente feito pelo dono do sistema.

No início do ano passado, a geração distribuída solar fotovoltaica tinha 1.750 sistemas no País. Até novembro de 2016, esse número subiu 6,5 mil sem incluir os dados consolidados de dezembro último, segundo o presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia. Foi um crescimento de 270%.

“Isso demonstra claramente que a geração distribuída solar fotovoltaica avança mesmo em tempos de incertezas econômicas e políticas no País, comprovando sua solidez como uma tecnologia de grande potencial e oportunidade real de redução de custos para a população e as empresas brasileiras”, diz Sauaia. Em Pernambuco, há 165 pequenos sistemas solares, dos quais 108 foram instalados em 2016.

A geração centralizada – com os grandes parques solares – foi impulsionada pela resolução de nº 687 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que passou a permitir a implantação de parques de geração compartilhada nos quais a energia gerada pode ser compensada na conta de vários usuários ao mesmo tempo.

“Energia elétrica, principalmente solar, deve continuar crescendo. As primeiras previsões apontam um aumento da produção agrícola brasileira nas safras de soja, milho, algodão e de feijão”, comenta o economista do Santander Rodolfo Margato. O aumento da safra de feijão traz outra coisa boa: o grão deverá deixar de ser o vilão da inflação e o preço baixar.

TECNOLOGIA

Para o presidente da Associação das Empresas de Tecnologia de Informática (Assespro-PE), Italo Nogueira, o ano de 2017 não será fácil. Mas continuarão crescendo acima da média as empresas de TIC que oferecem soluções para o mundo financeiro e na área de logística. Ele cita, por exemplo, uma das startups que mais se destacaram no Recife em 2016. “Ela desenvolveu uma solução de roteirização na área de logística que resultou numa diminuição de custo de 15% a 20% na entrega da mercadoria”, diz.

Fonte: Jornal do Commercio

 

Mercado livre abre caminho para conta de luz menor

Novas regras para mini e microgeração distribuída de energia solar e as tarifas elevadas de energia no ambiente regulado estão levando os shoppings a migrar para o mercado livre de energia e estudar a geração compartilhada de energia, como forma de mitigar as contas de luz, um dos principais custos operacionais dos centros comerciais, segundo especialistas. Publicada em março deste ano, a Resolução 687 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) abre espaço para a geração distribuída em condomínios. A energia gerada pode ser repartida entre os condôminos em percentuais definidos pelos próprios consumidores.

Mesmo que o sistema esteja instalado num único medidor do condomínio, as cotas de crédito para compensação de energia são abatidas das contas dos participantes de forma independente, desde que a geração esteja na mesma área de propriedade do condomínio ou empreendimento. Outra novidade para instalar o sistema fotovoltaico está na possibilidade de usar áreas em locais remotos e distantes do ponto de consumo.

O autoconsumo remoto ampliou a oportunidade de uso da energia solar para diversos segmentos, além dos ganhos técnicos de possibilitar a instalação em local com maior irradiação e condições técnicas favoráveis para geração solar. Essa modalidade permite a compensação dos créditos nas áreas urbanas como prédios comerciais, escritórios, apartamentos, lojas em shopping centers, empresas de serviços e outros. “Os shoppings já começam a estudar esse assunto para ver como investir quando a situação econômica melhorar”, diz Hewerton Martins, presidente da Solar Energy.

De 2010 até este ano, o custo de implementação de energia solar caiu 60%, enquanto bancos públicos e privados já começam a disponibilizar linhas de crédito para financiamento de equipamentos e construção de minigeração solar distribuída. “Investidores de shopping podem pensar na locação de áreas do centro comercial para a instalação de painéis fotovoltaicos, existem modelos que podem ser criados para essa área”, destaca Martins.

A validade dos créditos de minigeração solar para compensação junto à distribuidora também sofreu alterações, estendida de 36 para 60 meses. “A resolução recente da Aneel poderá criar um negócio para a baixa tensão e para os shoppings, que têm cargas elevadas, mas têm lojas com baixa tensão”, diz Marcio Sant’anna, sócio da Ecom Energia.

Ele diz que há possibilidades para os shoppings. Seria possível usar o teto deles para a instalação de placas fotovoltaicas e utilizar o crédito nas lojas ligadas em baixa tensão dentro do shopping ou então esse crédito poderia ser usado por redes de lojas do centro comercial, mas em outros endereços que não o próprio shopping. “Grandes redes de varejo, bancos, prédios comerciais como os shoppings vão começar a estudar mais o tema”, diz Sant’anna. Esse movimento mais intenso rumo à mini e microgeração distribuída solar, no entanto, deve ocorrer em três a cinco anos, com a retomada da economia e da confiança do consumidor, que são termômetros para o setor de shoppings. As tarifas no mercado regulado deverão continuar em alta nesse período.

Para a classe A4 de consumo de energia, as tarifas devem ficar em R$ 375 o MWh em 2016, pular para R$ 390 o MWh no próximo ano e para R$ 430 o MWh. Além do acionamento das térmicas que torna a energia mais cara, em um momento em que as hidrelétricas perderam participação na matriz, há outro fator que pesará sobre as contas de luz: a indenização das transmissoras que renovaram seus ativos na MP 579.

A Aneel colocou em audiência pública a proposta de reajustar 5%, em média, as tarifas a partir de 1º de junho de 2017, percentual que será aplicado sobre o reajuste anual das companhias, estimado em 7,5% pela agência reguladora. O governo discute se a tarifa adicional deve vigorar por 8 ou 16 anos. O mercado livre continua a atrair shoppings. Exemplo do movimento pode ser visto na Comerc, uma das maiores comercializadores do país.

Em 2006, o primeiro shopping migrou para o ambiente livre de comercialização de energia elétrica e se tornou o único consumidor livre do setor por um bom tempo. Neste ano, 33 já migraram para o mercado livre, e a Comerc hoje registra 89 centros comerciais que estão selecionando o fornecedor de sua energia. “A perspectiva de redução de 25% a 30% no custo de energia é um grande atrativo e o movimento foi impulsionado após a alta das tarifas em 2015”, afirma o sócio da empresa, Cristopher Vlavianos.

Em 2015, as contas de luz subiram 50% em média, resultado do uso de térmicas e dos efeitos da MP 579, de renovação das concessões de geradoras e transmissoras. “Outros setores da economia também estão buscando o mercado livre para reduzir custos em uma conjuntura de desaceleração econômica e alta de custos com preços atraentes no ambiente livre, onde buscam contratos de três a cinco anos”, afirma Vlavianos.

Fonte: Valor Econômico

Mais três estados brasileiros isentam ICMS para geração distribuída

A população dos estados da Paraíba, Piauí e Rondônia poderá, em breve, instalar sistemas de geração própria de energia e contar com a isenção de impostos sobre a eletricidade trocada com a concessionária local. Os três estados se juntaram as outras 15 federações, mais o Distrito Federal, que aderiram ao convênio Confaz 16/2015. Isso significa dizer que mais 80% da população brasileira está contemplada com a isenção de ICMS, PIS e Confins na microgeração, segundo cálculos da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica.

“Agora atingimos 164 milhões de brasileiros beneficiados, o que representa mais de 80% da população”, afirmou Rodrigo Lopes Sauaia, presidente-executivo da Absolar, em entrevista à Agência CanalEnergia nesta segunda-feira, 25 de julho. A adesão dos três Estados ao Convênio Confaz 16/15 foi publicada na edição do Diário Oficial da União de 14 de julho. Para que a população possa, de fato, usufruir do benefício fiscal, os Estados precisam publicar um decreto incorporando o benefício a legislação tributária estadual.

“Com isso damos um passo importante ao incentivo da energia renovável e à micro e minigeração no Brasil. A Absolar cumprimenta e parabeniza os três estados pela adesão ao convênio e aproveita a oportunidade para incentivar os oito Estados remanescestes a não ficarem de fora desse processo nacional, de consolidação da atração de investimentos e de empregos de qualidade em energias renováveis através de migro e minigeração distribuída.”

No total, fazem parte do convênio Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, São Paulo, Tocantins e o Distrito Federal.  Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica, existem quase 4 mil pontos de geração distribuída instalados no Brasil, sendo 3,8 mil de origem solar fotovoltaica.

Atualização –  Sauaia alertou que o Convênio Confaz 16/15 precisará passar por uma atualização, de modo a contemplar os aperfeiçoamentos incorporados pela Resolução Normativa 687/2015. Segundo ele, os níveis de potência para micro e minigeração considerados na redação original do convênio Confaz estão desatualizados. Os níveis antigos eram de até 100 kW para microgeração e de 100 kW até 1 MW para minigeração. Os novos são de até 75 kW para microgeração e de 75 kw até 5 MW para minigeração.

“É fundamental essa atualização na faixa de potência e acima de tudo na consideração do convênio dos novos modelos de compensação de energia, que são modelo de geração condominial, compartilhada e autoconsumo-remoto”, disse o executivo. Ele alertou também para a necessidade de ajustes de redação no convênio a fim de afastar riscos de questionamentos jurídicos e tributários em relação a cobrança de impostos na TUSD.

Fonte: Wagner Freire, da Agência CanalEnergia, de São Paulo, Consumidor

Brasil registrou mais de 3,5 mil conexões de geração distribuída até maio

Energia solar fotovoltaica é a fonte que mais se destaca, com 3.494 conexões, seguida pela energia eólica, com 37 conexões

De 2012 até o mês de maio de 2016, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) registrou 3.565 novas conexões de geração distribuída – quando a energia elétrica é gerada nos centros de consumo, muitas vezes pelo próprio consumidor.

Entre os meses de janeiro a maio de 2016, foram feitas 1.781 novas conexões, valor 6,5 superior ao mesmo período de 2015, quando foram feitas 272 conexões novas. Com as novas instalações, o País já gera, de forma distribuída, 29,7 Megawatts (MW), computa a Aneel.

Entre as energias renováveis mais utilizadas, a solar fotovoltaica é a fonte que mais se destaca, com 3.494 conexões, seguida pela energia eólica, com 37 conexões. Em termos de capacidade total instalada, a energia gerada pelo sol também saí na frente com 24,1 MW (mais de 80% do total), seguida pela energia hidráulica, com 2,5 MW. Em terceiro, o biogás soma 1,6 MW instalados.

A grande maioria das conexões de geração distribuída está nas residências. Segundo a Aneel, 79% das conexões de geração distribuída atendem a essa classe de consumo. Os comércios são responsáveis por 14% das conexões de geração distribuída no País.

Por Estado, Minas Gerais reúne o maior número de geradores distribuídos (859); seguido por São Paulo (479); Rio de Janeiro (381); e Rio Grande do Sul (369).

Geração de energia elétrica

Para ampliar e aprofundar as ações de estímulo à geração de energia pelos próprios consumidores, o Ministério de Minas e Energia (MME) lançou, em dezembro de 2015, o Programa de Desenvolvimento da Geração Distribuída de Energia Elétrica (ProGD). Com R$ 100 bilhões em investimentos do ProGD, a previsão é que, até 2030, 2,7 milhões de unidades consumidoras poderão ter energia gerada por elas mesmas.

O Banco do Nordeste também lançou uma linha de crédito que ampliará ações de estímulo à geração distribuída. O financiamento utiliza recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) e tem prazo de pagamento de até 12 anos, com um ano de carência.

O crédito do Banco do Nordeste é destinado a empresas agroindustriais, industriais, comerciais e de prestação de serviços, além de produtores rurais, cooperativas e associações beneficiadas ou não com recursos do FNE.

Fonte: Portal Brasil e Ministério das Minas e Energia

Ceará é líder em microgeração de energia eólica no Brasil

O Ceará ocupa o primeiro lugar no mercado eólico brasileiro de geração distribuída, que é a geração elétrica realizada pelo próprio consumidor a partir de fontes renováveis ou de alta eficiência energética. Ao todo, são 20 unidades ou centrais geradoras eólicas com potência instalada de 56,1 KW (quilowatts), o que corresponde a 33,43% da potência instalada de geração distribuída no Brasil.

Essas usinas são chamadas de unidades de microgeração, ou seja, que têm potência instalada de até 75 KW. Os equipamentos estão localizados nos municípios de Fortaleza, Eusébio, Aquiraz, Maracanaú e Trairi, e a maioria deles tem uso residencial. De acordo com o secretário adjunto de Energia, Mineração e Telecomunicações da Seinfra, Renato Rolim, a expectativa é que  liderança do Ceará seja mantida e ampliada nos próximos anos com as novas regras da micro e minigeração distribuída que entraram em vigor no último dia primeiro de março.

As novas regras devem trazer ainda mais impacto no setor da microgeração fotovoltaica. “O sol favorece o Ceará. A nossa taxa de insolação é bem maior do que a dos estados do Sul e do Sudeste. Temos um insumo mais forte”, acrescenta Rolim. Hoje o estado ocupa a 13ª posição no mercado fotovoltaico de geração distribuída, sendo responsável por 1,99% da potência instalada nacional. São 63 unidades de microgeração, que possuem 370,6 KW de potência instalada. As unidades ou centrais estão localizadas nos municípios de Fortaleza, Aracati, Jaguaribe, Quixeramobim, Trairi, Aquiraz, Caucaia e Eusébio. A maioria é residencial, mas há unidades de uso comercial e industrial. Também existe uma unidade de minigeração, localizada no município de Tauá, que tem capacidade instalada de 1MW.

Novas regras

De acordo com as novidades da Resolução Normativa nº 482/2012 da ANEEL – Agência Nacional de Energia Elétrica, define-se microgeração distribuída como sendo uma unidade ou central geradora com potência instalada de até 75 kW. Já minigeração distribuída se refere a unidade ou central geradora com potência acima de 75 KW e menor ou igual 5.000 kW (5 MW) para fontes renováveis, exceto fontes hídricas que são até 3 MW. Entre as mudanças, estão ainda a permissão do uso de qualquer fonte renovável, além da cogeração qualificada, o aumento do prazo de validade dos créditos de 36 para 60 meses e a possibilidade de instalação de geração distribuída em condomínios. A ANEEL criou ainda a figura da “geração compartilhada”, possibilitando que diversos interessados se unam em um consórcio ou em uma cooperativa, instalem uma micro ou minigeração distribuída e utilizem a energia gerada para redução das faturas dos consorciados ou cooperados.

Fonte: Governo do Estado de Ceará

Consumidor brasileiro poderá se tornar autossuficiente na produção de energia elétrica

Você já imaginou que, em um futuro próximo, cada brasileiro poderá ser capaz de gerar a sua própria energia?

Essa ideia pode parecer absurda à primeira impressão, mas a possibilidade é real. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estima que, até 2024, pequenos geradores de fontes renováveis estarão instalados em cerca de 1,2 milhão de residências no Brasil. Esses geradores produzirão energia pelo sistema de geração distribuída, que permite que o próprio consumidor instale painéis solares e microturbinas eólicas. O objetivo do programa é que o consumidor troque energia com a empresa distribuidora de sua região, visando à redução do valor do consumo e da conta de luz.

O sistema de geração distribuída tem várias vantagens. Entre elas, o uso de fontes renováveis, reduzindo os investimentos em redes de distribuição de energia, e a possibilidade de geração compartilhada, que permite que um grupo de pessoas faça um consórcio ou uma cooperativa, instalando uma minigeração de distribuição.

Segundo Tiago Correia, diretor da Aneel, essa mudança vai estimular as pessoas a adotarem a geração compartilhada. “Quanto maior o sistema, mais barata é a instalação total, porque alguns custos são diluídos. Isso faz com que o retorno do investimento seja muito mais rápido, além de facilitar o acesso ao crédito cooperativado”, explica.

O sistema também permite ao consumidor gerar energia em um local diferente do consumo. Por exemplo, se ele tiver uma casa de campo ou de praia, a energia gerada aí pode ser consumida em seu apartamento na cidade. Condomínios também poderão fazer uso da geração compartilhada, que é repartida entre os moradores em porcentagens estabelecidas pelos consumidores.

Outra vantagem é a geração de crédito para o consumidor, que funciona da seguinte forma: se o consumo de energia produzida em um mês for superior à quantidade de energia consumida, o cliente fica com um bônus para ser utilizado nas faturas seguintes.

Só entre 2014 e 2016, o modelo de geração distribuída quadriplicou no Brasil, aumentando de 424 para 1.930 conexões. “O potencial de crescimento é muito grande, e a taxa de crescimento tem sido exponencial, até porque a base ainda é baixa”, afirma Correia. Os painés solares fotovoltaicos representam cerca de 90% das instalações de geração distribuída no país.

Segundo o presidente executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia, com as novas regras, o Brasil se torna uma referência internacional na área de incentivo ao uso da energia de geração distribuída, especialmente a solar.

Investimento

Embora o custo dos equipamentos para a instalação do sistema de geração de energia distribuída seja alto, a Aneel prevê que o investimento dê retorno no prazo de cinco a sete anos. “Se você pensar como um investidor, que tem um dinheiro disponível e gostaria de aplicar, traria um rendimento muito melhor do que qualquer aplicação financeira disponível hoje”, diz Tiago Correia.

O investimento é rentável, também, porque evita oscilações na tarifa de energia, já que você pode estocá-la, sem se preocupar com as suas possíveis variações de preço.

Fonte: Gisella Meneguelli | Greenme

Balanço: Geração distribuída chega a 1.731 conexões em 2015

A geração distribuída fechou o ano de 2015 com 1.731 conexões e uma potência instalada de 16,5 MW, de acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica. Em comparação com 2014, quando existiam 424 conexões, houve um aumento de 308%. Em outubro do ano passado, a Aneel já havia registrado 1.000 adesões de consumidores, número que foi ampliado em dois meses.

A fonte mais utilizada pelos consumidores continua sendo a solar, com 1.675 adesões e 13,3 MW de potência instalada, seguida da eólica, com 33 instalações e 121 kW. Existem ainda, segundo a Aneel, 14 projetos híbridos de solar e eólica, que totalizam 281 kW; seis de biogás, com 951 kW; dois de hidráulica, com 829 kW; e um a biomassa, com 1 MW de potência instalada.

Atualmente, o estado que possui mais micro e minigeradores é Minas Gerais, com 333 conexões. O Rio de Janeiro vem em seguida, com 203 conexões, e em terceiro lugar está o estado do Rio Grande do Sul, com 186 conexões. Os dados da agência mostram ainda que entre as classes de consumo, a residencial é expressivamente a que mais utiliza a micro e minigeração.

Fonte: Carolina Medeiros, da Agência CanalEnergia, Consumidor