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Eólicas atendem a demanda e evitam apagão no Nordeste

As eólicas estão salvando o Nordeste de um apagão. Essa confirmação foi anunciada com entusiasmo pelo diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), Jean-Paul Prates, na abertura da nona edição do Fórum Nacional Eólico – Carta dos Ventos 2017, que ocorreu em Natal na quarta (27) e quinta-feira (28). A energia eólica já abastece 66% da demanda do Nordeste, ou seja, em um ano a cobertura da energia dos ventos dobrou na região.

“Imagine que no Nordeste com todas as suas capitais de grande porte, a eólica está atendendo a dois terços da sua demanda energética. Isso significa que, com a crise hídrica que a região vive, se não fossem as eólicas estaríamos em racionamento com risco de sofrer apagão”, destacou Prates. E o desempenho tem sido crescente, há pouco mais de um ano. Em 19 de maio de 2016, as eólicas chegaram a produzir 35% da carga média do Nordeste.

Mas para chegar ao resultado foi preciso pensar e investir bem antes. Prates conta que esse processo começou há quase uma década. A crise internacional de 2008 fez despencar o consumo mundial de energia paralisando uma série de projetos e deixando as fábricas ociosas. Nesse contexto o Brasil recebeu a demanda,visto que o uso da energia por aqui crescia a taxas de dois dígitos e isso derrubou o preço das eólicas, atraindo investidores para os leilões a partir de 2009.

“Se não tivesse começado isso em 2008 e 2009, insistindo que essa modalidade fizesse parte dos leilões de energia, hoje estaríamos vivendo uma situação de apagão. Foi um importante passo pensar daquele jeito naquele momento porque energia tem que se projetar mesmo para o futuro”, ressalta  Prates. E o Nordeste, com seus ventos forte e constantes, foi a região que mais se destacou para receber as usinas eólicas.

Rio Grande do Norte, Bahia e Ceará são os estados com maior número de empreendimentos em construção ou com capacidade já contratada, sendo que o RN é líder nacional em produção de energia eólica, com ventos constantes e velocidade de 8 metros por segundo em 80% do tempo, condição ideal para geração eólica. “O Rio Grande do Norte se projetou como líder da energia eólica, geração efetiva, capacidade instalada e consumo de 100% do que produz”, pontua Jean-Paul Prates.

O estado deverá atingir a marca de 5 gigawatts (GW) de capacidade instalada em energia eólica nos próximos quatro anos, segundo dados do Cerne, e segue na liderança disparada no ranking nacional eólico, ​com 3.3GW de capacidade instalada em 125 parques que estão ​em operação. Isso representa quase o dobro dos números registrados pela Bahia, segunda colocada no ranking, com 1,7GW de capacidade instalada em 70 usinas eólicas.

A presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeolica), Élbia Melo, destaca que o estado tem o potencial necessário e que as eólicas se destacam na matriz energética. “O estado do Rio Grande do Norte é muito rico em recursos naturais para a produção de energia e é muito rico na produção de energia eólica. A eólica é a segunda fonte de energia mais competitiva e mais contratada nos últimos nove anos e em breve será a segunda da matriz energética nacional”, prevê.

Élbia Melo também esteve no 9º Fórum Eólico-Carta dos Ventos, onde pesquisadores, estudantes, empresários e autoridades discutiram sobre os desafios operacionais dos parques eólicos, pesquisa e inovação, entre outros assuntos pertinentes ao setor. Diferente das outras edições, não foi elaborada uma carta com reivindicações para o governo, mas os participantes externaram a necessidade da realização de leilões, que não ocorreram no ano passado.

 

Governador anuncia licença para ‘linhão’

Durante o 9º Forum Nacional Eólico – Carta dos Ventos o governador Robinson Faria anunciou a liberação da licença do linhão Esperanza (500KV), após uma espera de seis anos. O trecho vai passar por 14 municípios, desde o município de João Câmara, e escoar toda a energia gerada no estado para fora. Ele destacou que o estado tem buscado atrair investidores oferecendo as condições que lhe cabem.

“Nos últimos três anos demos, entre licença prévia, de instalação e de operação, 462 licenças. É um recorde na história do estado. Damos segurança jurídica, legislação e as condições naturais. E agora temos a boa notícia da licença para a implantação do linhão Esperanza que esperava há seis anos”, disse o governador.

A ausência de linhas de transmissão foi um grande problema para o setor, mas o problema já está sendo superado. Em abril passado, o nono lote colocado em disputa no leilão de transmissão era correspondente ao RN e foi vendido para RC Administração e Participação, que apresentou uma oferta de R$ 11,471 milhões. O lote é formado por uma linha de transmissão de 230 kV (Lagoa Nova II – Currais Novos II, CD) de 28 km; e Subestação Currais Novos II 230/69 kV, 2 x 100 MVA.

As instalações de transmissão deverão entrar em operação comercial no prazo de 36 a 60 meses a partir da assinatura dos respectivos contratos de concessão. Além do lote do RN, outros 35 lotes foram arrematados compreendendo os estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins, com geração de 28,3 mil empregos diretos.

 

Empresários e políticos cobram a realização dos leilões para manter regularidade de investimentos

À unanimidade, empresários e governos presentes ao Fórum dos Ventos salientaram a importância de regularidade de leilões. Eles destacaram que a ausência de leilões tem repercussões na cadeia produtiva, investimentos e economia.

“Esse ano não fizemos carta com reivindicações. O momento político não é propício para fazer exigências a um setor que está funcionando bem. Não justificava fazer documento só com essa necessidade de leilões, mas estamos discutindo aqui com sete estados e a comunidade industrial que pleiteam condições para que haja leilão e um ambiente operacional razoável”, explica o diretor-presidente do Cerne, Jean-Paul Prates.

Ele ressalta que o setor não está em crise, mas que é preciso manter o ritmo para que as usinas não fiquem paradas. Para que isso não ocorra, a presidente da Abeeolica, Élbia Melo, ressalta que o setor trabalha constantemente para que sejam realizados leilões. Eles servem para o país contratar fontes de energia para atender suas demandas unindo de um lado os geradores de energia, e de outro, as distribuidoras.

“Já superamos de certa forma a questão da transmissão, temos mais escoamento para levar essa energia”, diz Elbia Melo. No ano passado, mesmo sem leilões, o setor cresceu 23% em investimentos, gerando 30 mil postos de trabalho e tornando o Brasil o 5º país que mais investiu em eólica. “Temos R$ 20 bilhões para investir em eólica neste ano se tiver leilões. Não estamos pedindo ao governo, estamos oferecendo uma carta de investimentos em energia limpa, renovável, competitiva e que traz desenvolvimento”, destacou.

Fonte: Cláudio Oliveira | Novo Jornal

 

Geração eólica no Brasil cresce 28% no primeiro quadrimestre de 2017

A produção de energia das usinas eólicas no Brasil aumentou 28% nos quatro primeiros meses deste ano, segundo levantamento do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) com informações da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) divulgados no início de junho.

Entre os meses janeiro e abril, a geração de energia pela força dos ventos alcançou 13.179 megawatts (MW) médios,  um crescimento de 27,19%, comparado ao mesmo período do ano passado, que registrou 10.362 MW médios.

Somente em abril deste ano, as eólicas geraram 3.497 MW médios frente aos 3.169 MW produzidos no mesmo mês do ano passado, representando um acréscimo de 328MW.

Na análise da capacidade instalada (limite máximo de produção de energia) em operação por estado, o Rio Grande do Norte segue como líder no ranking nacional com 3,3GW gerados em 122 parques eólicos no estado.

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O CERNE dispõe em seu site a seção “Indicadores” com informações e gráficos atualizados sobre o setor energético. Confira os dados sobre energia eólica no Brasil e no mundo clicando aqui.

Fonte: CERNE Press

 

Energia eólica deu certo no Brasil, mas corre risco de recuar

No dia 11 de outubro, 48% da energia elétrica consumida na Região Nordeste foi gerada por usinas eólicas — um recorde. Em meio à pior crise hídrica da história da região, a energia produzida pelo vento está ajudando a abastecer milhões de nordestinos, evitando, por ora, o risco de racionamento. Em 2013, essa fonte era responsável por menos de 5% da energia da região. No Brasil, a energia eólica já representa 7% da matriz elétrica — fatia superior à soma das participações da energia nuclear e da gerada por carvão mineral.

Apesar do rápido crescimento das eólicas nos últimos anos, os empresários do setor nunca estiveram tão pessimistas em relação ao futuro. “O setor vive um nível de incerteza inédito. Devido à pouca demanda nos leilões, o mercado pode ter uma grande queda em 2019 e 2020”, afirma o consultor Brian Gaylord, da dinamarquesa Make, especializada em energias renováveis. “Isso causa muita preocupação em toda a cadeia produtiva.”

Desde que começou a ganhar força no país, em 2009, a energia eólica entrou na agenda positiva do governo. É fácil entender o motivo: ela é limpa, competitiva e sua implantação é mais rápida do que quase todas as outras fontes. Sua capacidade de geração cresceu de 600 megawatts para os atuais 10 gigawatts — expansão de mais de 1 000% em sete anos. Foram mais de 48 bilhões de reais de investimento no período.

Com as exigências de conteúdo nacional do BNDES para conceder financiamentos de longo prazo, uma grande cadeia produtiva cresceu em torno das encomendas para a implantação dos 741 parques eólicos previstos no país até 2020. O impulso ao setor foi dado pela crise financeira que derrubou mercados mundo afora em 2008. No ano seguinte, quando ocorreu o primeiro leilão no Brasil exclusivo para a eólica, a baixa demanda energética nos países desenvolvidos gerou ociosidade nas fábricas de componentes eólicos.

Sem muitas alternativas, gigantes multinacionais aceitaram os termos do BNDES e investiram bilhões de reais para nacionalizar sua produção no Brasil. Hoje há seis fabricantes de turbinas eólicas no país, entre elas a dinamarquesa Vestas, a americana GE e a espanhola Gamesa, e quatro fabricantes de pás, como a brasileira Tecsis. Juntas, elas têm capacidade anual para produzir equipamentos para gerar 3 gigawatts de energia, ou 20% da potência da usina hidrelétrica de Itaipu.

Com a desaceleração da economia, no entanto, a demanda energética caiu — e as empresas quebram a cabeça agora para encontrar uma saída para o excesso de capacidade produtiva. Para funcionar bem, o mercado de energia elétrica exige previsibilidade e planejamento. A razão é simples: o setor trabalha com antecedência de três a cinco anos. Ou seja, os projetos contratados em 2016 serão entregues, no mínimo, em 2019.

Por isso, a maioria dos fabricantes de componentes tem encomendas até o início de 2018 e a capacidade instalada ainda crescerá nos próximos dois anos como reflexo, em grande medida, das contratações de 7 gigawatts em leilões realizados em 2013 e 2014 — as maiores até agora. No ano passado, porém, a contratação caiu para 1,1 gigawatt. E, neste ano, está marcado para 19 de dezembro o único leilão para eólicas de 2016.

“Se a contratação continuar baixa por mais dois anos, corremos o risco de um colapso na cadeia de fornecedores”, diz João Paulo Gualberto, diretor de novas energias da catarinense WEG. “Quem veio atender ao conteúdo local com fábricas de baixo investimento pode facilmente ir embora.”

Vacas magras

Entre empresários do setor, a expectativa é que a contratação deste ano fique no mesmo patamar de 2015. “O cenário é desafiador, mas não catastrófico”, diz Élbia Gannoum, presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica. Para o governo, é preciso tomar cuidado para não inflar artificialmente o setor. “Não vai haver ruptura da cadeia, mas será um período de vacas magras”, afirma Eduardo Azevedo, secretário de Planejamento Energético do Ministério de Minas e Energia.

A crise atual, segundo especialistas, poderá acelerar o movimento de concentração do setor. Na área de turbinas, é consenso que há excesso de fabricantes — apenas quatro teriam espaço para atuar no país. Entre as produtoras de pás eólicas, a Tecsis já fechou duas fábricas neste ano e demitiu 1 500 funcionários.

Segundo fontes do mercado, a Tecsis teria ajustado sua produção não somente pela diminuição da demanda mas também em consequência da compra da francesa Alstom e da fabricante de pás LM pela GE, maior fabricante de turbinas do país. A incorporação dessas duas empresas pela GE já gerou o cancelamento de pedidos para a Tecsis.

Além da desaceleração da demanda, o setor enfrenta dificuldade para financiar seus empreendimentos. Falta de recursos, ao que parece, não é problema. Desde 2015 o BNDES destinou mais de 14 bilhões de reais a projetos eólicos. O problema é o hiato entre a contratação no leilão e a liberação dos recursos, o que pode demorar até 24 meses. Com isso, muitas usinas entram em operação sem o financiamento do banco.

Para contornar o problema, investidores costumam contratar empréstimos-ponte — a um custo maior — em bancos comerciais até conseguir a liberação do BNDES. Neste ano, com a transição do comando do banco e o aperto no mercado de crédito, a situação ficou mais difícil. “Se o recurso demora a chegar, há desaceleração ou até paralisação das obras”, diz José Roberto de Moraes, presidente da Atlantic Energias Renováveis, que investe em parques eólicos no país.

Apesar das incertezas, no longo prazo o Brasil é visto como um dos mercados mais promissores do mundo. Em setembro, o país ratificou seu compromisso com o Acordo de Paris de cortar 37% das emissões até 2025, o que incentiva as energias renováveis. Além disso, o plano decenal do governo prevê ampliar a energia eólica para 24 gigawatts até 2024. “É ingênuo acreditar que a queda de demanda ocorra sem dores”, diz Mauro Cruz, executivo da área de renováveis da GE. “Mas essa é uma oportunidade para melhorar a produtividade e diminuir o custo da energia.” Com um cenário de ajuste no horizonte, resta saber quem vai sobreviver para tocar esses projetos.

Fonte: Luciano Pádua | Exame

Aneel libera operação comercial de 52MW em eólicas no RN

A  Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) liberou a partir desta quinta-feira, 17 de novembro, a entrada em operação comercial  de dois parques eólicos no estado do Rio Grande do Norte.
Os parques eólicos de Cabeço Preto III e Cabeço Preto V, cada um com 26 MW, totalizam  52 MW em potência instalada. Ambos encontram-se instalados no município de João Câmara, na Região do Mato Grande, e são de propriedade da empresa espanhola Gestamp.
Fonte: CERNE Press

Aneel libera operação comercial de eólicas no RN

A Agência Nacional de Energia  Elétrica – Aneel –  liberou desde o ultimo dia 22 de outubro a entrada em operação comercial de mais três turbinas eólicas do parque eólico Vento de Santo Dimas, de propriedade da CPFL Renováveis.

Cada turbina tem potência instalada de 2,1 MW, passando  a instalação a ter 12 turbinas, somando um total de 25, 2  MW. O parque eólico encontra-se instalado no município de São Miguel do Gostoso.

Fonte: CERNE Press

Conselho da Renova Energia elege Carlos Figueiredo como CEO

O Conselho de Administração da Renova Energia elegeu Carlos Figueiredo para o cargo de diretor presidente da companhia, segundo comunicado na noite de terça-feira.

O cargo estava sendo ocupado interinamente por Cristiano de Barros, que continua como diretor vice-presidente de finanças da Renova Energia, empresa de geração renovável controlada pela Cemig.

Figueiredo foi responsável pela unidade de cargas da aérea Gol, diretor presidente da empresa Solaris e atuou como diretor para América Latina na unidade de extrusão da Alcoa Alumínio.

Fonte: Reuters | Priscila Jordão

Aneel libera operação comercial de complexos eólicos no Piauí e em Pernambuco

A Agência Nacional de Energia Elétrica liberou nesta sexta-feira, 18 de dezembro, o início da operação comercial dos complexos eólicos Ventos de Santa Joana e Ventos de Santo Onofre, que ficam localizadas no Piauí. Nas EOLs Ventos de Santo Onofre I, II e III, a Aneel autorizou 15 aerogeradores em cada parque, que totalizam 90 MW.  Nas EOLs Ventos de Santa Joana II, VI, VIII e XIV o aval também foi para 15 unidades em cada parque que juntas somam 120 MW.

A Aneel também liberou a operação comercial no complexo eólico Serra das Vacas, em Pernambuco. As EOLs Serra das Vacas I, II, III e IV tiveram 53 unidades liberadas, que somam 90,7 MW. Já a PCH Cantú 2, que fica em Nova Cantú e Laranjal, no Paraná, já pode operar em teste as unidades UG1, UG2 e UG3, que tem potência de 6 MW cada uma.

Fonte: Canal Energia