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Tarifa branca para energia elétrica começa a valer em 2018, entenda

Nova modalidade tarifária será aplicada, inicialmente, para quem consome a partir de 500 kw/h por mês. Adesão é voluntária.

nova tarifa branca para energia elétrica começa a valer a partir de janeiro de 2018. O presidente da Associação Nacional de Distribuidores de Energia Elétrica, Nelson Leite, explica que essa modalidade de cobrança poderá ser escolhida por quem consome a partir de 500 kw/h por mês.

Segundo ele, a tarifa branca varia ao longo do dia conforme os horário, de maior ou menor consumo médio de energia. O período mais caro é entre 18h e 21h. Já entre 17h e 18h e 21h e 22h o preço é moderado. “São os períodos intermediários que tem a tarifa média.”

“Visa oferecer uma tarifa mais barata para quem consome mais energia fora dos ‘horários de ponta’. É totalmente voluntário, mas é preciso fazer as contas para ver se vale a pena”, explicou Leite.

Assista a matéria, clique aqui.

Fonte: Vinicius Leal e Luiza Garonce, TV Globo e G1 DF

Governo aprova Plano Decenal de Expansão de Energia 2026

O Ministério de Minas e Energia aprovou o Plano Decenal de Expansão de Energia 2026, deixando a cargo da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Energético a coordenação e o aperfeiçoamento do projeto, segundo portaria publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira.

Com o plano, lançado em julho deste ano, o Brasil prevê uma expansão de cerca de 41 gigawatts na capacidade instalada de geração de energia até 2026, com predomínio das usinas eólicas e solares, que deverão responder por quase 19 gigawatts no período.

O plano, da estatal Empresa de Pesquisa Energética (EPE), aponta ainda que essa trajetória deverá demandar cerca de 174,5 bilhões de reais em investimentos no período.

Além disso, a perspectiva é que ao final do plano a participação das hidrelétricas, carro-chefe da geração no Brasil, caia para menos de 50 por cento da matriz elétrica, ante pouco mais de 60 por cento atualmente.

O prazo de consulta pública para o plano foi prorrogado várias vezes.

Detalhes sobre o Plano Decenal de Expansão de Energia 2026 podem ser encontrados na página da EPE, aqui.

Fonte: Reuters

BNDES prevê fechar o ano com R$ 14 bilhões em desembolsos para energia

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) espera fechar o ano com cerca de R$ 14 bilhões em desembolsos voltados para o setor elétrico, uma alta de 55% em relação aos R$ 9 bilhões do ano passado, disse Marilene Ramos, diretora de Energia, Transportes, Logística, Saneamento e Meio Ambiente do banco, ao participar de um evento em São Paulo.

Para 2018, a tendência é que o volume de desembolsos se repita, “dado o ‘pipeline’ de projetos que temos aprovados neste ano”, disse ela. “Creio que já aprovamos mais de R$ 20 bilhões em projetos neste ano, que vão começar a ter desembolsos no ano que vem”, afirmou.

Segundo Marilene, os elevados desembolsos vistos entre 2012 e 2015 dificilmente voltarão a se repetir, uma vez que, nessa época, o banco estava financiando os grandes projetos de geração hidrelétrica da região Norte. Agora, o foco está na diversificação da área de energia, com crescimento da fonte eólica e da fonte solar.

O BNDES é responsável por financiamentos de cerca de 12 gigawatts (GW) em projetos de energia eólica, 100% dos projetos implantados no país. “A parte solar também vem crescendo. Este ano aprovamos nosso primeiro projeto, mas temos mais quatro ou cinco no pipeline”, disse ela.

Logística e saneamento

Os desembolsos do banco para os segmentos de transporte, logística e saneamento devem somar R$ 8 bilhões neste ano, refletindo, em parte, os efeitos da operação Lava-Jato, que paralisaram muitos investimentos, como projetos de rodovias e de mobilidade urbana, disse Marilene.

“A boa notícia é que vários desses projetos estão em fase de conclusão da mudança de controle”, disse ela, lembrando da compra da Odebrecht Ambiental pela Brookfield, formando a BRK, e também a troca do controle do aeroporto de Galeão pela HNA.

Além disso, os leilões voltados para esses segmentos foram retomados neste ano, com as disputas de concessões de rodovias em São Paulo e o leilão de aeroportos. “Esses projetos estão em análise, mas só vão representar desembolsos no próximo ano”, disse a diretora.

Segundo ela, com essas mudanças, deve haver uma retomada dos investimentos no próximo ano.

Fonte: Camila Maia | Valor Econômico

Para preservar hidrelétricas, térmicas vão continuar em funcionamento neste mês

O Ministério de Minas e Energia informou que vai manter as usinas térmicas mais caras em funcionamento no início de novembro, mesmo após o custo da geração de energia no país ter sofrido “acentuada redução” devido ao início do período chuvoso.

A decisão foi tomada para preservar a água nas barragens das hidrelétricas. O ministério informou que a volta das chuvas não refletiu em aumento nos níveis dos reservatórios das usinas, que operam com os menores índices dos últimos anos.

A manutenção de mais térmicas em funcionamento encarece as contas de luz no país. O custo para gerar eletricidade sobe conforme aumenta a necessidade de despachar com o parque térmico.

A maior parte do custo extra é cobrado por meio das bandeiras tarifárias. Na semana passada, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu aumentar a taxa extra cobrada na bandeira vermelha 2 de R$ 3,50 para R$ 5,00 a cada 100 kilowatt-hora consumidos.

Quando a bandeira não consegue compensar a geração mais cara, o custo extra é colocado nos reajustes anuais das distribuidoras de energia. O próximo reajuste da Light e da Enel (ex-Ampla), por exemplo, está previsto para março de 2018.

Os reservatórios das usinas do Sudeste/Centro-Oeste (região que concentra as maiores hidrelétricas) operam com 17,76% da capacidade. No Nordeste, as barragens estão com apenas 5,78% do armazenamento disponível.

As barragens fecharam o mês de outubro na pior situação desde 2000, início da série histórica do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS). A situação está pior, inclusive, que os números registrados durante o racionamento de 2001. Desta vez, no entanto, o governo garante que não há risco de faltar energia.

A decisão desta sexta-feira foi tomada pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE). O órgão, que reúne as principais autoridades do governo no setor, vem se reunindo semanalmente para avaliar a situação de abastecimento de energia no país. O encontro de hoje foi extraordinário e não estava previsto na agenda.

Em nota, o Ministério de Minas e Energia informou que ficou decidido manter em operação usinas térmicas com custo de até R$ 702,50 por megawatt-hora. O ministério não informou o quanto caiu o custo de geração, mas disse que o início do período das chuvas não refletiu “em ganhos significativos nos níveis de energia armazenada dos reservatórios em todos os subsistemas brasileiros até o momento”.

“O CMSE mantém-se acompanhando permanentemente o comportamento do Sistema Elétrico Brasileiro, principalmente no que se refere ao nível dos reservatórios”, concluiu o texto.

A decisão do governo reconhece, no jargão do setor elétrico, o despacho de térmicas fora da ordem de mérito. Ou seja, serão acionadas as usinas com custo acima do preço da energia no mercado à vista. Até agora, o ONS vinha ligando as térmicas baseando-se a energia gerada pelo menor custo.

Pós-Lava Jato, a Petrobras fica cada vez mais enxuta e menos estatal

Empresa prioriza redução da dívida e foco nos resultados, abre mão de áreas de negócios, como fertilizantes e biocombustíveis, e deixa de lado papel de motor da indústria nacional

A Petrobras da era pós-Lava Jato é uma empresa menor e cada dia mais preocupada em gerar resultados para seus acionistas, não tão voltada aos interesses do Governo, dona de um terço de capital social. Nos últimos três anos, os investimentos caíram para menos da metade, e o número de trabalhadores vinculados à companhia foi drasticamente reduzido. Boa parte de seus ativos está à venda, e a empresa procura sócios internacionais. A Petrobras não subvenciona mais o combustível e tampouco vai privilegiar a indústria nacional se esta não for mais competitiva que a estrangeira. “Não podemos esperar que tenha uma lógica diferente. É a lógica do negócio. Somos uma empresa e temos que apresentar resultados”, alerta Nelson Silva, diretor de Estratégia, Organização e Sistema de Gestão da Petrobras.

A Operação Lava Jato, que começou em 2014 ao descobrir um complexo esquema de subornos na Petrobras para enriquecer diretores e políticos, passou como um rolo compressor sobre a estatal brasileira. O cálculo do prejuízo da petroleira com a corrupção na companhia chegou a 6 bilhões de reais, mas esse não foi o único golpe. Formava-se a tempestade perfeita: uma recessão que reduziu o consumo de combustíveis, instabilidade política e, sobretudo, a queda do preço do petróleo. O barril de Brent despencou de 100 dólares (311 reais) em 2014 para 50 (155 reais) em 2015, atingindo em cheio as previsões financeiras da estatal. O setor petroleiro no mundo todo, não só a Petrobras, viu-se obrigado a revisar seus planos.

A Petrobras se propôs a mudar, começando por suas normas internas, para se proteger da corrupção. As mudanças na governança – mais controle e rigidez na contratação de diretores e o fim das decisões monocráticas – começaram a ser implantadas após o escândalo que estourou durante o Governo de Dilma Rousseff. As reformas estruturais, paradoxalmente, consolidaram-se com Aldemir Bendine, hoje preso acusado de corrupção.

Dilma foi destituída, e Michel Temer, também denunciado por corrupção, prometeu uma Petrobras com uma gestão empresarial sem interferências políticas. A nova equipe, presidida por Pedro Parente, concentrou-se então na nova estratégia da companhia, baseada principalmente em fazer caixa vendendo ativos e em segurar a dívida, o calcanhar de Aquiles da maior empresa do Brasil. A nova Petrobras, segundo especialistas consultados pelo EL PAÍS, é uma companhia com uma visão mais empresarial, mais dedicada aos acionistas e menos ao seu lado estatal.

A petroleira mais endividada do mundo

Após conquistar o título de empresa de petróleo mais endividada do planeta, com cerca de 125 bilhões de dólares (387 bilhões de reais) no vermelho, a redução da dívida e da conta dos juros tornou-se uma medida urgente. Um abismo separa a companhia de seus competidores. “Enquanto a Petrobras paga cerca de 7,3 bilhões de dólares (22,6 bilhões de reais) de juros, a maioria das empresas integradas do setor desembolsa em torno de um bilhão a 1,5 bilhão (entre 3,1 e 4,65 bilhões de reais)”, afirma Nelson Silva. “Essa diferença de seis bilhões de dólares (18,6 bilhões de reais) por ano que estou pagando de juros tira a minha capacidade de investir e pagar dividendos.” Silva continua: “Se minha situação financeira fosse como a dos meus competidores, poderia investir todo ano numa unidade inteira de pré-sal. Com a plataforma, os poços, as linhas de produção capazes de produzir 150.000 barris por dia… O custo de oportunidade disso é imenso. Daí a urgência de reduzir a dívida.”

O valor devido atingiu um ponto tão crítico em 2015 que, para pagá-lo, a Petrobras teria precisado usar toda a sua geração de caixa durante mais de cinco anos. O limite considerado razoável internamente é metade disso. Não é o ideal, mas é a partir desse coeficiente que se considera que uma empresa possui condições de financiamento no mercado. “Grande parte dessa dívida foi contraída com decisões de investimento em projetos, hoje parados, que não deram retorno e causaram um grande estresse na empresa”, explica Silva.

Para fazer caixa, a empresa cortou gastos e começou a se desfazer de ativos não estratégicos e menos rentáveis – uma abordagem já iniciada em 2012. A nova Petrobras tende também a se dedicar quase exclusivamente à produção e venda de óleo e gás, deixando para trás os negócios de fertilizantes, petroquímica, produção de biocombustíveis e distribuição de gás liquefeito de petróleo, considerados “áreas não estratégicas” e que “não geravam valor para os acionistas”.

A saída da Petrobras dessas áreas incomoda os especialistas do setor. “Claro que é muito mais fácil que a Petrobras, cuja produção não se compara com a das outras petroleiras, seja apenas exportadora de petróleo”, afirma Luis Eduardo Duque, ex-assessor da direção da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). “É mais fácil exportar petróleo bruto do que abastecer o mercado interno, mas, nessa equação financeira de recuperação da Petrobras, não há uma política industrial para o Brasil. A Petrobras sempre foi um motor da industrialização do país.” Jean-Paul Prates, presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), também reivindica o papel da empresa na economia nacional. “A função da Petrobras não é só produzir petróleo e dar dinheiro aos acionistas. É fazer parte da gestão energética do país. Se não fosse assim, seria uma empresa privada qualquer.”

A venda de ativos tem também seus defensores. “Existe todo um argumento financeiro de que as empresas verticalmente integradas, que vão do poço de petróleo ao posto de gasolina, são mais rentáveis e enfrentam menos riscos. Mas, na prática, vimos ao longo de 20 anos que nem mesmo as grandes empresas internacionais conseguem adotar esse modelo”, explica Edmilson Moutinho, professor do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (USP). “No caso da Petrobras, havia também uma questão ideológica e de política de Estado, segundo a qual cabia à empresa ter a cadeia de abastecimento completa. Postos de gasolina, distribuição, refinarias… nenhum desses setores é tão estratégico que não possa estar em mãos de outras empresas”, diz o professor, que no entanto aponta uma preocupação. “Se há um segmento em que a gente precisa da Petrobras é a área de gás, que, antes de qualquer energia renovável, vai ocupar um papel importante na matriz energética mundial. Não acredito que o Brasil seja capaz de desenvolver estrategicamente esse setor através de agentes privados.”

Redução de custos

Após questionar cada uma das atividades e gastos da empresas e renegociar contratos, a companhia também reduziu o quadro de funcionários. Muitos deles foram convidados a sair. De 2014 a 2016, cerca de 15.000 trabalhadores também aderiram a um programa de demissão voluntária. Em dezembro de 2013, havia 320.152 funcionários subcontratados trabalhando interna ou externamente para a companhia, um número que em junho de 2017 já havia caído para 98.395, considerando apenas os profissionais terceirizados que trabalham regularmente nas instalações da empresa.

A redução do número de funcionários está diretamente relacionada com a paralisação dos investimentos da empresa. Em função da redução de investimentos, várias obras pararam porque não eram prioridade ou porque não geravam retorno. Grande parte desse número está relacionada a pessoas que deixam de trabalhar para a petroleira através de firmas contratadas, segundo a empresa.

Lógica empresarial

Seguindo uma lógica empresarial, não mais governamental, a Petrobras também mudou sua política de fixação do preço da gasolina e hoje reflete, quase diariamente, as variações do preço do petróleo.

Durante o Governo Dilma, que esteve ligada à Petrobras durante 13 anos, primeiro como ministra das Minas e Energia e depois como integrante do Conselho de Administração, a companhia foi usada como instrumento de política econômica. A Petrobras oferecia preços mais baratos que os do mercado internacional, subsidiando a diferença. Um relatório da Organização Mundial do Comércio (OMC) estima que essa política de preços de combustíveis gerou perdas de cerca de 60 bilhões de reais. A estatal, segundo a OMC, “cobria a diferença entre os preços do mercado mundial e o preço nacional de combustíveis”. Segundo o relatório, “essa política custou bilhões de dólares à empresa e contribuiu para transformá-la na petroleira mais endividada do mundo”.

Para Jean-Paul Prates, do CERNE, o debate do controle de preços sempre está inserido na discussão sobre qual deve ser o papel do Governo na estatal. Ou seja: se o Governo deve ser mais ou menos controlador. Prates defende um meio termo. “Não sou a favor de um controle total, mas sim de que o país possa aplicar o benefício de ser autossuficiente na produção de petróleo. O Brasil deve ter vantagens para a sua economia e indústria. Não tem por que se impor as mesmas condições e estar exposto ao mesmo risco e volatilidade do mercado que o Japão, que não produz uma gota de petróleo”, afirma. Para ele, é importante ter um mecanismo de ajuste periódico transparente e previsível, sujeito a critérios-chave como a inflação, o valor do dólar/euro e os preços internacionais do petróleo e dos combustíveis. “Assim, você deixa o mercado funcionar e não isola o Brasil, mas tampouco deixa o consumidor brasileiro tão exposto como o americano ou o japonês, que dependem totalmente do mercado global. Do contrário, de que adianta ser um país que alcançou a autossuficiência na produção de petróleo [em 2006]?”

Abertura ao capital estrangeiro

A busca do equilíbrio financeiro também levou a Petrobras a procurar sócios e investimentos estrangeiros. Mudanças aprovadas pelo Governo, como o fim da obrigatoriedade da Petrobras como operadora nos campos do pré-sal e a flexibilização das exigências para contratar um mínimo de serviços e produção de empresas brasileiras, hoje atraem companhias de fora do mercado nacional. “Essas mudanças que favorecem o investimento e a nossa necessidade de desinvestir, sob o ponto de vista financeiro e estratégico, estão criando condições para o investimento de capital. E não só estrangeiro”, afirma Silva.

“A nova estratégia da empresa mostra que ela precisa se capitalizar. E um dos caminhos é retomar o que foi feito na época de Fernando Henrique Cardoso [1995-2002], que estabelecia sociedades com outras petroleiras. Essa política está sendo estimulada porque é uma forma de colocar dinheiro na empresa”, explica o consultor do setor Adriano Pires, diretor fundador do Centro Brasileiro de Infraestrutura, muito crítico em relação à gestão petista da companhia. “Na época do Partido dos Trabalhadores [2003-2016], existia um discurso nacionalista de que o petróleo e o pré-sal eram nossos. Acreditava-se numa Petrobras [que podia existir] sozinha, sem precisar de mais ninguém”, lembra Pires. Mas ele observa que a concentração de poder sobre a petroleira vale para quando ela está em tempos de vacas gordas e magras. “Além de monopolista, era a única compradora de bens e serviços do Brasil graças às políticas de conteúdo local, o que acabou destruindo a cadeia produtiva. Quando a Petrobras começou a ter dificuldades, as empresas que trabalhavam para ela pararam”, diz Pires.

As empresas brasileiras não terão por que ser favoritas

Reduzir as exigências de conteúdo local, abrindo oportunidades para os chineses, canadenses e norte-americanos, é uma das questões mais polêmicas na indústria que orbita em torno da Petrobras. Dilma sempre defendeu que valia a pena a Petrobras pagar um pouco mais no início para priorizar a produção de equipamentos, plataformas e sondas nacionais. Em seguida, segundo ela, a indústria ganharia escala e seria competitiva. A estratégia seria recompensada no médio prazo porque os preços cairiam e a Petrobras contaria com uma rede de distribuidores, favorecendo a empresa e a indústria nacional. Mas o modelo fracassou.

“As políticas de conteúdo local foram questionadas e perderam sentido no mundo inteiro. Uma empresa quer o melhor distribuidor, o que entrega antes, mais barato e com maior qualidade”, explica Moutinho, do Instituto de Energia e Ambiente da USP. “Essa política gerou empregos e resgatou investimentos, mas estava replicando um vício: a criação de empresas pouco competitivas e sem nenhum compromisso com a tecnologia e a pesquisa. Boa parte desses negócios que dependem da Petrobras não tem nenhuma capacidade de vender seus equipamentos em nenhum outro lugar do mundo. É o conteúdo local que queremos? Não é sustentável”, afirma o professor.

Essa nova forma de fazer as coisas incomoda a indústria nacional, em muitos casos dependente das atividades da maior empresa do país. “A Petrobras sempre ajudou as empresas locais e se interessava em ter produtos e distribuidores nacionais. Isso agora deixou de ser importante – e enfrentará resistência de nossa parte”, lamenta César Prata, presidente do Conselho de Óleo e Gás da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). “Oitenta por cento das empresas brasileiras são pequenas e médias, e não têm essa facilidade para se desnacionalizar e sobreviver.” Duque, ex-assessor da direção da ANP, completa: “Ninguém nega que seja bom haver uma abertura no setor e mais empresas estrangeiras nesse cenário. Isso é bom para o Brasil. Mas os cortes da empresa não podem impor custos excessivos ao país. A Petrobras não pode fazer o que quer, tem que considerar o Brasil.”

Silva, que assumiu após o impeachment de Dilma, tem outra opinião: a Petrobras tem que contratar quem entregar mais rápido, barato e com a melhor qualidade, seja qual for a nacionalidade do distribuidor. “Como comprador de equipamentos, para fazer justiça aos meus acionistas, tenho que comprar o que for melhor, mais barato e mais rápido. Quero comprar o máximo possível no Brasil sempre que [o fornecedor] for competitivo. Não podemos esperar que tenha uma lógica diferente.”

Fonte: El País | Maria Martin

Por que fontes de energias ‘limpas’, mesmo mais caras, compensam

Por Rafael Iandoli | Nexo Jornal

O dinheiro economizado com saúde pública e políticas paliativas de meio ambiente compensa o custo mais caro de produção de energia por meios não poluentes. A conclusão é de um estudo de oito anos da Universidade da Califórnia em Berkeley, nos EUA, que mediu o impacto da redução na emissão de gases poluentes em outras áreas.

 Clique aqui para ver matéria na íntegra no site do Nexo Jornal.

Projetos de energia terão financiamento simplificado

O governo vai facilitar o processo de emissão de debêntures incentivadas para as distribuidoras de energia. Uma portaria para disciplinar a questão será publicada na edição do Diário Oficial da União desta quinta-feira (29).

A partir de agora, todos os projetos apresentados pelas concessionárias à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), no âmbito do plano de desenvolvimento de distribuição (PDD), serão elegíveis para debêntures incentivadas (títulos de crédito, com incentivo fiscal, que as empresas vendem para financiar seus projetos”.

Até então, para conseguir emitir as debêntures incentivadas, as empresas eram obrigadas a apresentar ao Ministério de Minas e Energia (MME) cada projeto separadamente, mesmo que fossem redes de postes em um mesmo bairro. De acordo com o secretário executivo do MME, Paulo Pedrosa, a mudança será positiva, pois o governo não tinha capacidade para analisar 300 projetos ao mesmo tempo. “Isso vai viabilizar investimentos em novas tecnologias, como geração distribuída e redes inteligentes”, disse.

O presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Nelson Leite, comemorou a decisão. Segundo ele, esse modelo, que considera o plano apresentado à Aneel, já era utilizado nos financiamentos do BNDES. “A vantagem é que isso desburocratiza e simplifica o processo de prestação de contas”, disse Leite.

Fonte: Estadão | Anne Warth

Desperdício de energia atinge R$ 61,7 bi em três anos

A desatualização de maquinário industrial, de lâmpadas e de eletrodomésticos é o principal motivo para que o País deixasse de economizar em energia elétrica, nos últimos três anos, o equivalente a 1,4 vezes a produção da Itaipu Binacional do ano passado. De acordo com relatório divulgado no início deste mês pela Abesco (Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia), o País deixou escapar pela tomada R$ 61,7 bilhões no período, o que poderia ser resolvido com incentivos governamentais à modernização industrial e à fabricação de produtos de consumo mais eficiente.

Sem tal desperdício, seria possível reduzir o uso de termelétricas em momentos de baixa nos reservatórios de usinas hidrelétricas e uma menor necessidade de investimentos na ampliação da rede, o que baratearia a tarifa. A quantidade de eletricidade que deixou de ser economizada é equivalente a 143,6 milhões de gigawatt-hora (Gwh), o que poderia abastecer por um mês uma cidade de 533 mil habitantes durante um mês, de acordo com a Abesco. O número é quase a população de Londrina, que fechou 2016 com 553 mil habitantes, segundo estimativa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

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É consenso entre especialistas que o País investiu muito nos últimos anos na geração de fontes renováveis. Dados da CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) apontam o crescimento neste ano de 38% na geração nacional de energia eólica. Entretanto, há poucos incentivos, por exemplo, para que usuários industriais ou mesmo residenciais invistam na própria geração, por meio da instalação de um sistema de aproveitamento de energia solar.

DESINDUSTRIALIZAÇÃO
O presidente da Abesco, Alexandre Moana, cita que a economia de eletricidade poderia ser ainda menor, caso o Brasil não tivesse passado por processos de crise econômica e desindustrialização. “O crescimento do consumo residencial nos últimos três anos foi de 82% no setor comercial, de 72% no residencial e de somente 5% no industrial”, afirma. “Fortalecer as políticas que auxiliam a renovação do parque produtivo seria uma solução muito melhor do que só estabelecer metas de eficiência. Uma linha do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) poderia ter um bom resultado.”

Mesmo assim, Moana também sugere a criação de um certificado de eficiência energética para o setor de serviços, para que o consumidor possa fazer uma escolha consciente na hora da contratação. O modelo poderia ser semelhante ao do Selo Procel de Economia de Energia, usado em equipamentos e eletrodomésticos.

O diretor de engenharia de infraestrutura elétrica do Cerne (Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia), Milton Pinto, afirma que é preciso racionalizar também a geração, que hoje tem origem em grandes hidrelétricas que estão distantes das maiores regiões consumidoras. Apesar do desperdício inerente à transmissão não ser o principal fator de perda, ele lembra que é possível evoluir. “A resolução 482 da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), que estabelece as condições para a microgeração de energia em residências, no comércio, é somente de 2012 e ainda foi pouco divulgada”, diz.

Pinto é outro que vê como necessário o uso de incentivos governamentais a investimentos na troca de equipamentos. “O próprio segmento eólico se desenvolveu assim, é preciso oferecer os mesmos benefícios em outras frentes”, diz. “É preciso vencer também o ceticismo do empresariado, porque existe um custo inicial, mas, se for diluído ao longo do tempo, vale a pena”, completa o diretor do Cerne.

País é vice-lanterna em ranking mundial
O Brasil é o vice-lanterna entre os 23 países responsáveis por 75% do consumo de energia e 80% do Produto Interno Bruto (PIB) do mundo, à frente apenas da Arábia Saudita, conforme o estudo do ACEEE (Conselho Americano para Eficiência Energética e Economia, na sigla em inglês). Nesse levantamento, o órgão leva em consideração ainda a eficiência em edificações, indústria, transporte e esforços nacionais para se desenvolver, o que inclui outros tipos de fontes, como combustíveis.

Quando considerados os outros países emergentes do BRICS, também fica atrás de China (6º), Índia (14º), Rússia (17º) e África do Sul (21º). “Houve um pouco de relaxo, porque o País investiu muito em energia renovável e pouco na renovação do parque industrial, o que exige mais energia para fazer o mesmo trabalho”, diz o presidente da Abesco (Associação Brasileira das Empresas de Serviços de Conservação de Energia), Alexandre Moana.

TAREFA DE CASA
Trocar a geladeira antiga por uma mais eficiente, usar lâmpadas de LED e fazer o uso racional de carregadores de telefone celulares, chuveiros e aparelhos de ar-condicionado são algumas das alternativas para economizar. No entanto, nada disso é novidade para os consumidores residenciais. “A eficiência passa por uma educação ambiental que todos os países precisam ter e que ainda começa a ser feita no Brasil”, diz o diretor de engenharia de infraestrutura elétrica do Cerne (Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia), Milton Pinto. (F.G.)

Fonte: Folha de Londrina | Fábio Galiotto

Gigante chinesa compra parques eólicos no Brasil

A gigante chinesa State Power Investment Corporation (SPIC) comprou os ativos da Pacific Hydro Brasil, uma companhia australiana com atividades de geração elétrica na Austrália, no Brasil e no Chile, incluindo dois parques eólicos no País: Millenium e Vale dos Ventos. O valor do negócio não foi divulgado.

Os parques eólicos brasileiros envolvidos na transação totalizam 58 MW de capacidade instalada no estado da Paraíba, no Nordeste, sendo que o grupo chinês já anunciou ter interesse em ativos de geração hidrelétrica de grande porte, ativos eólicos e a participação nos próximos leiloes eólicos a serem promovidos pelo governo brasileiro, como parte do seu plano de expansão no país e na América Latina  com foco em energias renováveis.

A SPIC possui ativos totais de US$ 113 bilhões pelo mundo e sua capacidade instalada total ultrapassa 110 GW, com cerca de 140 mil empregados ao redor do mundo. Seus negócios incluem geração, carvão, alumínio, logística, finanças, proteção ambiental e indústrias de alta tecnologia, e têm presença em 36 países e regiões no exterior, incluindo Malta, Japão, Turquia e Vietnã.

Já a Pacific Hydro opera há mais de 20 anos no desenvolvimento, construção e operação de projetos de energia renovável, trading de energia elétrica e créditos de carbono, possuindo projetos de energia eólica, solar e geotérmica, com mais de 850 MW de ativos hidrelétricos e eólicos em operação e mais de 2.000 MW em desenvolvimento de projeto.

Fonte: PetroNotícias

Biomassa supera gás natural como fonte mais importante na oferta interna de energia

A biomassa voltou a ser a segunda fonte de geração mais importante do Brasil na Oferta Interna de Energia Elétrica (OIEE) – energia necessária para mover a economia – com o registro de 8,8%, em 2016, superando os 8,1% de participação do gás natural. As informações são do Boletim Mensal de Energia (referência – dezembro/2016), elaborado pelo Ministério de Minas e Energia (MME).

De um total de geração de 54 TWh por biomassa em 2016, o bagaço e a palha da cana contribuíram com 36 TWh, ou 67%. Compõem a biomassa o bagaço e a palha da cana, os resíduos de madeira da produção de celulose, o biogás, a casca de arroz, dentre outros pouco significativos.

O bom desempenho da bioeletricidade e de outras fontes como hidráulica e eólica continuam impulsionando o crescimento da participação de renováveis no País. Segundo o boletim, o Brasil fechou o ano de 2016 com o total de 82,7% de fontes renováveis na Oferta Interna de Energia Elétrica, contra o indicador de 75,5% verificado em 2015.

Biomassa

A biomassa é uma matéria orgânica de origem animal ou vegetal que pode ser utilizada na produção de energia. Da mesma maneira que a energia hidráulica e outras fontes renováveis, a biomassa é uma forma indireta de energia solar, pois resulta da conversão da energia solar em energia química por meio da fotossíntese, base dos processos biológicos dos seres vivos.

Uma das principais vantagens da biomassa é o seu aproveitamento direto por meio da combustão da matéria orgânica em fornos ou caldeiras.

Fonte: Ministério de Minas e Energia 

Chesf entrega antecipadamente obra de ICG no Rio Grande do Norte

A Chesf concluiu e energizou a ampliação da ICG Lagoa Nova, no Rio Grande do Norte, com a implantação do 3º transformador de 150 MVA. A obra que foi concluída no dia 27 de novembro, tinha data autorizada, por resolução da Aneel, para conclusão em 31 de janeiro de 2017, sendo energizada com 64 dias de antecedência.

O empreendimento considerado pelo Setor Elétrico como prioritário, disponibiliza a energia dos novos parques da Força Eólica Brasil, correspondendo a um montante de geração próximo da capacidade da ampliação. O investimento aplicado foi de aproximadamente R$ 10.909.194,51, recursos frutos de financiamento obtido junto à Eletrobras, com uma receita anual permitida de R$ 1.565.228,72.

A energização antecipada ocorreu devido ao início da implantação, pela Chesf, de um novo modelo de gerenciamento de projetos, que entre outras ações, criou o gestor de empreendimento exclusivo, e ao comprometimento de todos os setores da companhia.

Fonte: Agência CanalEnergia , Operação e Manutenção

Decreto lista projetos prioritários do PPI nos setores de energia e de mineração

A relação abrange projetos já divulgados pelo conselho do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI)

O governo federal editou o Decreto 8.893/2016, que lista os empreendimentos do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) que serão tratados como prioridade nacional nos setores de energia e de mineração. A relação está publicada no Diário Oficial da União (DOU) e abrange projetos já divulgados pelo Conselho do PPI em setembro.

Na área de energia, os empreendimentos são: 14ª rodada de licitações de blocos exploratórios de petróleo e gás natural sob o regime de concessão; 4ª rodada de licitações de campos marginais de petróleo e gás natural (campos terrestres) sob o regime de concessão; 2ª segunda rodada de licitações sob o regime de partilha de produção (áreas unitizáveis); Amazonas Distribuidora de Energia; Boa Vista Energia; Companhia de Eletricidade do Acre; Companhia Energética de Alagoas; Companhia de Energia do Piauí; Centrais Elétricas de Rondônia; Usina Hidrelétrica de Volta Grande; Usina Hidrelétrica de Miranda; Usina Hidrelétrica São Simão; Usina Hidrelétrica de Pery; e Usina Hidrelétrica de Agro Trafo.

No caso dos ativos de titularidade da Companhia de Pesquisa e Recursos Minerais (CPRM), os projetos prioritários são: fosfato de Miriri, nos Estados de Pernambuco e da Paraíba; cobre, chumbo e zinco de Palmeirópolis, no Estado de Tocantins; carvão de Candiota, no Estado do Rio Grande do Sul; e cobre de Bom Jardim de Goiás, no Estado de Goiás.

O decreto ainda designa o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) como responsável pela execução e pelo acompanhamento do processo de desestatização das seis companhias concessionárias de distribuição de energia elétrica, todas do Grupo Eletrobras. A coordenação e o monitoramento do processo ficarão a cargo do Ministério de Minas e Energia.

Fonte: Agência Estado

Governo quer derrubar liminares do setor elétrico

O governo vai fazer uma ofensiva para derrubar liminares que atualmente travam o mercado de energia. O Ministério de Minas e Energia (MME), a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e a Advocacia-Geral da União (AGU) entraram com pedido para suspender uma ação que pode gerar efeito dominó e invalidar até 152 liminares que envolvem R$ 1,25 bilhão. Nessa verdadeira guerra de ações judiciais, hidrelétricas questionam a gestão do setor elétrico pelo governo em períodos de seca.

O assunto das liminares é o risco hidrológico, problema relacionado à seca. Para poupar água dos reservatórios das hidrelétricas, o governo usa uma regra que obriga usinas a produzirem menos energia em períodos em que os reservatórios estão mais baixos. Para compensar essa queda da produção, são acionadas as termoelétricas, que geram energia mais cara, de combustíveis fósseis. O problema é que o setor acaba pagando a conta, especialmente as hidrelétricas.

O uso desse modelo evitou um racionamento de energia há dois anos, mas gerou um custo elevado para todo o setor. Para os consumidores, o efeito mais claro foi o tarifaço de 50% no ano passado. Para as hidrelétricas, a consequência foi comercial: contratualmente, elas são obrigadas a comprar a energia que deixaram de produzir de outras usinas, como termoelétricas, eólicas e usinas a biomassa.

Essa situação gerou uma verdadeira guerra de ações judiciais, opondo hidrelétricas, térmicas, comercializadores e distribuidoras. Ao todo, são 152 liminares, mas a única que chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) é a da Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa (Abragel). A entidade, que representa pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), conseguiu limitar o risco hidrológico de seus associados e, consequentemente, o gasto extra.

A ofensiva do governo será no Supremo. O secretário executivo do Ministério de Minas e Energia, Paulo Pedrosa, deve pedir audiência para discutir o assunto com a presidente do STF, Cármen Lúcia. “Nossa disposição é a de enfrentar a questão, reduzir a judicialização no setor e evitar intervenções que gerem novos conflitos”, disse ele.

Autora da ação no STF, a Abragel informou que busca, por meio do processo, um novo acordo com o governo, com um prazo maior para o pagamento das dívidas. “A proposta de repactuação do governo exigiria um desembolso financeiro imediato muito grande”, disse o presidente executivo da entidade, Leonardo Sant’ana.

O governo, porém, já deixou claro que não fará outra proposta para repactuar as dívidas desses agentes. Se o STF suspender a liminar da Abragel, todas as outras liminares podem cair também. “Precisamos retomar a regularidade das liquidações no mercado”, afirmou Pedrosa.

O setor aguarda a solução do problema com ansiedade. A União da Indústria da Cana de Açúcar (Unica) defende a iniciativa do governo. A entidade representa usinas que geram energia da biomassa e que não recebem pagamento integral há mais de um ano por causa das liminares. “Há um inconformismo muito grande com essa situação. Cobramos uma ação do governo há meses nesse sentido”, disse o responsável pelo departamento jurídico da Unica, Jimir Doniak.

A Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica) também faz parte do grupo dos credores. A presidente da entidade, Elbia Gannoum, diz que parte de seus associados não consegue participar de novos leilões porque não recebe valores a que têm direito. Para o presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Nelson Leite, o impasse afeta o ambiente de negócios e afasta investidores.

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) admite que a judicialização tem provocado forte impacto nas liquidações do mercado. “Sua resolução de forma institucional, por meio do diálogo, ou judicial é fundamental para o mercado de energia”, informou a entidade por meio de nota.

Fonte: O Estado de S. Paulo.

Fortaleza debate a energia como matriz do futuro

O Power Future Symposium terá como mote principal o futuro da energia, desde a sua geração a partir de fontes renováveis até seu consumo de forma sustentável.

Até 2050, a demanda de energia elétrica deverá triplicar no Brasil, segundo estimativas da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e do Ministério de Minas e Energia. Atendê-la de modo eficiente, sustentável e acessível aos consumidores é o grande desafio para os próximos anos.

Essas e outras questões que nortearão o destino do setor energético serão debatidas no Power Future Symposium – 1º Simpósio Brasileiro Sobre o Futuro da Energia, que será realizado no dia 24 de outubro, no auditório principal do Centro de Negócios do SEBRAE-CE em Fortaleza, Ceará. O evento apresentará uma visão do futuro da energia no Brasil e no mundo, tanto do ponto de vista da oferta quanto em relação ao seu consumo de forma sustentável.

A realização do Power Future Symposium incorpora em sua programação quatro quadrantes temáticos: energia eólica, energia solar, bioenergia, e consumo sustentável. Autoridades irão debater a oferta e consumo de energia em plena era tecnológica e apresentarão as perspectivas sobre eficiência energética, construções ecológicas e mobilidade elétrica para o futuro.

Em sua primeira edição, o simpósio contará com a presença do especialista em energia e membro da Comissão Energética da Califórnia, Andrew MacAllister, que fará palestra especial sobre a energia e o mundo em 2030.

A programação do simpósio contará ainda com a participação dos debatedores:

– Presidente do Conselho da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica)
– Presidente Executivo da Associação Brasileira de Energia Solar (ABSOLAR)
– Coordenadora da Campanha Clima e Energia – Greenpeace Brasil
– Diretor do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento da Fiat-Chrysler América Latina, Jean-Paul Prates – Presidente do CERNE
– Diretor de Sustentabilidade e Novos Negócios da BYD Brasil

O Power Future Symposium tem o objetivo de preparar as diretrizes e temas da próxima edição bienal do All About Energy, o maior evento de energia renovável e consumo sustentável da América Latina, que será realizado no segundo semestre de 2017.

O evento é uma realização do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) e da empresa All About Eventos e conta com o apoio do SEBRAE-CE e do BNB. Podem participar profissionais técnicos e investidores da área energética, proprietários de ativos com potencial energético, gestores públicos, fornecedores, acadêmicos, estudantes e colaboradores da área de energia e ambiental. As inscrições podem ser feitas no site: http://powerfuturebrazil.com/.

Fonte: CERNE Press

Demanda global por energia vai atingir seu pico em 2030

Segundo previsão do Conselho Mundial de Energia, a demanda global por energia vai atingir seu pico em 2030 graças às novas tecnologias e a políticas governamentais restritas. O relatório também prevê que a demanda per capita de energia (incluindo combustível, aquecimento e eletricidade) vai começar a cair depois de 2030.

No entanto, apesar da demanda per capita de energia começar a cair, a demanda por eletricidade vai dobrar até 2060, segundo o conselho, o que vai exigir grande investimento em infraestrutura e sistemas inteligentes que promovam eficiência energética.

O crescimento fenomenal de energia solar e eólica vai continuar. Este tipo de energia era responsável por 4% da geração em 2014, mas pode pular para 39% até 2060. Além disso, espera-se que a energia hidrelétrica e nuclear também continue a crescer. Porém, os combustíveis fósseis vão continuar sendo a fonte número 1 de energia. Eles caíram apenas 5% de 1970 até 2014, de 86% para 81%.

O conselho disse que mudando os carros a base de combustível para tecnologias mais em conta como carros elétricos seria um grande passo para “descarbonizar” o mundo. Os combustíveis dominavam 92% dos veículos em 2014, mas é esperado que este número caia para algo entre 78% e 60% com a popularização dos veículos elétricos.

As previsões do relatório sobre as emissões de carbono, no entanto, vão depender da força das tentativas para resolver a questão energética.

Fonte: The Guardian

Fórum Estadual de Energia discute futuro do setor no Rio Grande do Norte

Consolidado no calendário estadual, evento vai debater desafios e perspectivas do setor energético e traz como convidado especial um especialista da Comissão Energética da Califórnia.

No próximo dia 26 de outubro Natal sedia a quarta edição do Fórum Estadual de Energia do Rio Grande do Norte (FEERN 2016​). O evento se consolida como um dos mais importantes do setor energético no estado e vai​ reunir autoridades, empresários, pesquisadores e demais interessados para debater o panorama do mercado energético no RN.

Esta edição recebe um convidado especial, que vai trazer a visão do mercado internacional sobre o futuro da energia no nordeste brasileiro. Andrew McAllister é Membro da Comissão Energética da California – CEC. Possui mais de 20 anos de experiência técnica, programática e política nas áreas de gestão, eficiência e geração de energia renovável.

O FEERN tem como principal proposta ser um espaço de discussão sobre o mercado energético e suas atividades em curso. Os desafios, investimentos e resultados obtidos em cada área, serão debatidos e analisados com o objetivo de apresentar ao público um balanço completo e exclusivo do setor energético em 2016.

O fórum é uma realização do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) em parceria com o Sindicato das Empresas do Setor Energético do RN (SEERN)​. Esta quarta edição conta também com o apoio do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) e da Universidade Federal do Rio Grande do Norte.

O FEERN 2016 será realizado no auditório do Campus Central do ​Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), em Natal, no dia 26/10/2016, das 13h às 17h. Para mais informações, acesse: www.feern.com.br.

Fonte: CERNE Press

Biocombustíveis: MME recebe propostas de aprimoramento do setor

Reafirmando o compromisso de diálogo com os diversos segmentos do setor de energia e mineração, o secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia, Márcio Félix, recebeu nesta quinta-feira (6/10) relatório com propostas de valorização dos biocombustíveis no país. O documento foi criado em conjunto pelas associações que representam produtores e consumidores de biodiesel no país.

O MME tem trabalhado para apresentar diretrizes a serem priorizadas em curto, médio e longo prazo para o setor de biocombustíveis. Entre os pontos elencados estão o papel dos biocombustíveis na matriz energética, a sustentabilidade econômica, as regras de comercialização e os novos tipos de biocombustíveis.

Durante o evento, o secretário destacou o papel dos biocombustíveis para atender a meta firmada na COP 21, para reduzir o percentual de emissões de gases de efeito estufa no Brasil. O secretário ainda salientou que deve atender, ainda no ano de 2016, associações e empresas privadas para debates que ajudem no avanço de políticas para o setor de biocombustíveis.

Após essas interlocuções com os agentes do setor, a intenção é criar propostas que incluam as sugestões do setor e realizar consulta pública sobre as possibilidades de aprimoramento do setor de Biocombustíveis, permitindo novas contribuições de especialistas e demais interessados. No final desse processo, o MME deve avaliar as contribuições e propor o encaminhamento às instâncias cabíveis.

Fonte: Ministério das Minas e Energia

Simpósio vai debater a energia como protagonista do futuro

Até 2050, a demanda de energia elétrica deverá triplicar no Brasil, segundo estimativas da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e do Ministério de Minas e Energia. Atendê-la de modo eficiente, sustentável e acessível aos consumidores é o grande desafio para os próximos anos.

Essas e outras questões que nortearão o destino do setor energético serão debatidas no Power Future Symposium – 1º Simpósio Brasileiro Sobre o Futuro da Energia, que será realizado no dia 24 de outubro, no auditório principal do Centro de Negócios do SEBRAE-CE em Fortaleza, Ceará. O evento apresentará uma visão do futuro da energia no Brasil e no mundo, tanto do ponto de vista da oferta quanto em relação ao seu consumo de forma sustentável.

A realização do Power Future Symposium incorpora em sua programação quatro quadrantes temáticos: energia eólica, energia solar, bioenergia, e consumo sustentável. Autoridades irão debater a oferta e consumo de energia em plena era tecnológica e apresentarão as perspectivas sobre eficiência energética, construções ecológicas e mobilidade elétrica para o futuro.

Em sua primeira edição, o simpósio contará com a presença do especialista em energia e membro da Comissão Energética da Califórnia, Andrew MacAllister, que fará palestra especial sobre a energia e o mundo em 2030.

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Andrew McAllister

O Power Future Symposium tem o objetivo de preparar as diretrizes e temas da próxima edição bienal do All About Energy, o maior evento de energia renovável e consumo sustentável da América Latina, que será realizado no segundo semestre de 2017.

O evento é uma realização do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) e da empresa All About Eventos. Podem participar profissionais técnicos e investidores da área energética, proprietários de ativos com potencial energético, gestores públicos, fornecedores, acadêmicos, estudantes e colaboradores da área de energia e ambiental. As inscrições podem ser feitas no site: http://powerfuturebrazil.com/.

Fonte: CERNE Press

 

Cresce o consumo de energia no mercado livre em setembro

O consumo do mercado livre em setembro cresceu 12,4% em setembro quando comparado com igual período de 2015. A grande onda de migração de empresas para o mercado livre impactou no aumento de 9% no consumo de energia entre os consumidores livres e de 62,9% entre os consumidores especiais. Os dados são preliminares e foram coletados entre os dias 1º e 20 deste mês, ponderou a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica. Sem a contabilização destas novas unidades consumidoras, há um crescimento de 2,4% no consumo entre os clientes livres e redução de 3,2% entre os clientes especiais. No geral, o consumo nacional de energia no período somou 59.108 MW médios com queda de 3,8% no mercado cativo.

A análise dos ramos da indústria monitorados pela CCEE, incluindo autoprodutores, consumidores livres e especiais, aponta índices positivos de consumo nos setores de comércio (+59%), serviços (+45,1%) e telecomunicações (+31,3%) por conta da migração. Apenas o setor de extração de minerais metálicos (-19,5%) apresentou queda no consumo em setembro.

No mesmo período, os dados indicam aumento de 68,9% na produção de usinas eólicas, com entrega de 5.239 MW médios frente aos 3.101 MW médios gerados no ano anterior. A geração de usinas hidráulicas, incluindo as PCHs, somou 41.741 MW médios, montante 2,9% superior ao registrado no mesmo período de 2015. A representatividade da fonte foi de 68,3% do total gerado no Sistema Interligado Nacional, índice 1,9 ponto percentual superior ao registrado no ano passado.

Já as usinas térmicas do sistema tiveram queda de 18,9% no desempenho. A retração ocorre devido à menor produção das usinas a óleo (-71,2%), a gás (-31,6%) e bicombustível (-20,2%). Ao todo, a geração se manteve estável em relação a setembro de 2015, registrando um aumento mínimo de 0,02%.

A CCEE estima que as hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia devem gerar, até a quarta semana operativa de setembro, o equivalente a 86,4% de suas garantias físicas, ou 43.984 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, este percentual foi de 84,3%.
Fonte: Da Agência CanalEnergia, Operação e Manutenção

Meirelles: investimentos previstos em infraestrutura somam US$ 269 bi até 2019

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, informou em Xangai, na China, onde participou do Seminário Empresarial de Alto Nível Brasil-China, sinais de melhoria na taxa de investimento, após a queda registrada nos últimos anos. As informações foram divulgadas há pouco pela assessoria do ministro.

“Agora, tem uma previsão de crescimento substancial. É importante mencionar que o investimento foi o primeiro setor da atividade econômica que reagiu, porque há um sinal claro de que a economia brasileira está crescendo”, disse.

Meirelles apresentou as oportunidades de investimento em infraestrutura no Brasil. Segundo ele, entre 2016 e 2019 o investimento total previsto em projetos de infraestrutura é de aproximadamente US$ 269 bilhões, divididos entre petróleo e gás, energia elétrica, telecomunicações, transporte, estradas, saneamento, estradas de ferro, aeroportos e mobilidade urbana, portos, entre outros. Outro setor citado é o do pré-sal.

Integrante da comitiva de Temer na China, Henrique Meirelles afirmou que há sinais claros de que a economia brasileira está crescendo (Foto: Beto Barata/PR)

Integrante da comitiva de Temer na China, Henrique Meirelles afirmou que há sinais claros de que a economia brasileira está crescendo (Foto: Beto Barata/PR)

O ministro integra a comitiva do presidente Michel Temer em Xangai, China, para participar da Cúpula do G20 e também para negociar a ampliação do comércio bilateral. Durante o seminário, Meirelles mostrou o potencial de crescimento da economia brasileira depois do recente período de retração da atividade.

A assessoria informou também que o ministro demonstrou a evolução dos investimentos estrangeiros diretos no Brasil. O ministro citou ainda indicadores que sinalizam para o processo de recuperação econômica do país, como a previsão do PIB de 1,6% para 2017 e 2,5% em 2018.

Oportunidades de Investimentos

Para o ministro, trata-se da exploração de campos de petróleo, “já que o Brasil tem uma vasta reserva offshore, que é o chamado pré-sal. É uma perfuração profunda, mas que tem oportunidades, de fato, substanciais.”

Henrique Meirelles disse aos presentes que o Brasil tem espaço na produção de bens e serviços, devido ao mercado de consumo amplo e em expansão, além de potencial agrícola a ser explorado. “O Brasil é hoje um dos grandes exportadores mundiais de grãos. Essa é uma área em que o país tem condições de continuar expandindo. Aqui, há uma complementaridade muito grande entre a economia brasileira e a economia chinesa”, enfatizou.

Citando o processo de substituição do governo no Brasil, o ministro afirmou que o país é seguro e estável, tanto do ponto de vista das instituições quanto para o investidor. “Não há conflitos políticos ou religiosos. Tivemos uma mudança de governo da maior importância, feita em paz e dentro das normas da constituição, segundo ritos definidos pela Justiça. As regras contratuais são sólidas, transparentes e claras. As instituições são estáveis e há movimento livre de capitais.”

Henrique Meirelles concluiu que o Brasil tem um ambiente favorável para cooperação maior entre as empresas brasileiras e chinesas. “Vamos tirar partido desse enorme mercado doméstico, de um lado, e da enorme capacidade de produção e de exportação de produtos agrícolas e minerais de outro.”

Fonte: Agência Brasil