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Novas tecnologias vão modificar a forma como consumimos energia elétrica

Setor debate as ações necessárias para preparar a regulação e os negócios para essa nova realidade

O surgimento e a popularização de novas tecnologias estão transformando a indústria de energia elétrica mundial e forma como a sociedade consome eletricidade. Essas novas tecnologias foram batizadas de recursos energéticos distribuídos. Na prática, elas permitem que o consumidor assuma um papel mais ativo e o setor elétrico brasileiro precisa se preparar para essa transformação. Nesta quarta-feira, 3 de outubro, os agentes do setor estiveram reunidos em São Paulo para debater as ações necessárias para preparar a regulação e os negócios para essa nova realidade.No modelo atual, o consumidor é passivo; sua ação rotineira é apertar o interruptor e honrar com o pagamento da conta de luz no final do mês. Com barateamento das tecnologias de produção de energia individual e de armazenamento, a tendência é que o consumidor será mais independente da concessionária local, passando a gerir o seu consumo com mais eficiência, por tanto, por um custo menor.

“O setor que já vivencia mudanças significativas e não tenho dúvida que passará por novas mudanças no futuro, principalmente por conta das novas tecnologias de armazenamento de energia, veículos elétricos e o desenvolvimento das smart grids. Esses avanços tecnológicos vão conduzir para uma mudança no papel do consumidor, com uma gestão mais ativa”, disse Rodrigo Limp, diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), órgão responsável pela regulação e fiscalização do setor elétrico no Brasil.

O termo smart grid se refere a um conjunto de tecnologias de monitoramento da rede elétrica que permite uma troca intensa de informações entre concessionária e consumidor. Em posse desses dados, diversas ações estratégicas podem ser tomadas em prol de um setor elétrico mais ágil e eficiente.

Atualmente existem diversas formas para o consumidor produzir sua própria energia. A mais tradicional é o uso de geradores que queimam combustíveis fósseis. Porém, esses geradores ocupam espaço, emitem ruídos e gases de efeito estufa. Hoje, com a redução de custos da tecnologia fotovoltaica, milhares de consumidores brasileiros estão instalando placas solares em suas casas, comércios e indústrias – produzindo energia limpa e pagando menos impostos.

Segundo a Aneel, existem atualmente 39,5 mil unidades consumidoras que produzem sua própria energia, representando uma capacidade instalada de 478 MW, o equivalente a uma hidrelétrica de médio porte. Limp informou que isso significa que para cada 2 mil unidades consumidoras brasileiras, pelo menos uma tem um sistema de produção de energia individual. “Na Austrália, é um gerador distribuído para cada seis consumidores. Temos muito em que avançar”, disse.

A Aneel vem adaptando suas regras para permitir a penetração dessas novas tecnologias, sempre com o cuidado de preservar o equilíbrio entre os diversos negócios existentes. Estão regulamentados temas como geração distribuída, recarga de veículos elétricos, pré-pagamento de energia, o uso de medidos eletrônicos, sendo que outras ações estão em andamento.

Neste momento, o setor brasileiro discute a abertura do mercado livre. Nesse mercado, o consumidor pode escolher o fornecedor de energia. Esse serviço já está disponível para consumidores com grandes demandas de eletricidade, como a indústria de automóveis, química e mineradoras.

Segundo Talita Porto, conselheira da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), há 12.530 unidades consumidoras no mercado livre. Por outro lado, o Brasil tem 83 milhões de unidades consumidoras no mercado cativo, situação em que o consumidor é atendido pela concessionária local.

O consumo do mercado de energia no Brasil soma 63.174 MW médios, sendo que 19.050 MW médios é a fatia do mercado livre, ou, 30% do consumo total. Mantidas as regras atuais, há estudos indicando que o mercado livre poderia chegar até 46% do consumo nacional.

Fonte: Wagner Freire | Canal Energia

Consumo de energia no Brasil segue menor que em 2014 apesar de recuperação, diz EPE

O consumo de energia elétrica, um importante indicador da atividade econômica, tem se recuperado no Brasil, mas a demanda ainda segue abaixo da registrada em 2014, quando o país ainda não havia entrado em crise econômica, disse a estatal Empresa de Pesquisa Energética (EPE) em relatório nesta segunda-feira.

A economia brasileira saiu oficialmente da recessão em 2017, ao registrar crescimento após dois anos consecutivos de retração do Produto Interno Bruto (PIB), e os números de consumo de eletricidade também têm mostrado alta, principalmente a partir do segundo semestre.

Mas a retomada tem sido lenta, o que é associado pela EPE tanto à situação econômica quanto a aumentos das tarifas para os consumidores.

“O consumo nacional de energia elétrica ainda se mantém abaixo dos níveis observados em 2014, a despeito da recuperação observada nos últimos meses”, apontou a estatal, que ressaltou sucessivas quedas do consumo industrial “influenciadas pelo cenário econômico desfavorável”, enquanto comércio e residências tiveram avanços menores que em anos anteriores.

No caso dos clientes residenciais, a EPE afirma que houve “efeitos do choque tarifário de 2015 (reajustes extraordinários combinados a ajustes anuais mais elevados)”.

De acordo com a EPE, o consumo acumulado até outubro deste ano é de 462.351 gigawatts-hora, ante 460.078 GWh em 2016, contra 464.085 GWh em 2015 e 474.823 GWh em 2014.

No relatório, a EPE apontou que tem havido crescimento do consumo em 2017 nos setores industrial e residencial, enquanto há estabilidade no segmento comercial.

A indústria é responsável por cerca de 35 por cento do consumo, seguida pelas residências, que respondem por quase 30 por cento.

Segundo projeções do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a carga de energia elétrica do sistema interligado do Brasil tem crescido nos últimos meses e deve avançar 4,3 por cento em dezembro na comparação do mesmo mês do ano anterior.

A carga representa a soma de consumo e perdas na rede elétrica.

Segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o consumo avançou 1 por cento em novembro ante mesmo mês de 2016.

Fonte: Reuters | Luciano Costa

Consumo de renováveis vai crescer 4,8% ao ano até 2035

O consumo de energias renováveis no Brasil vai mais que dobrar de 2015 até 2035, aumentando 4,8% ao ano, de acordo com o relatório BP Energy Outlook, divulgado nesta quarta-feira, 25 de janeiro. A projeção dele é que o país vai se tornar um exportador líquido de energia, com o crescimento das produções de petróleo, gás e energias hidroelétrica, nuclear e renováveis superando o crescimento da demanda por energia. A produção de energia no Brasil vai passar de 94% do consumo em 2015 para 112% em 2035.

O BP Outlook mostra que o único combustível que vai sofrer retração no seu consumo é o carvão, com queda de 16%. Os renováveis, incluindo biocombustíveis, vão crescer 157%; a hidrelétrica vai aumentar 37%; o petróleo cresce 16%, o gás natural, 43% e o nuclear, 149%. O relatório mostra ainda que o consumo de energia vai crescer 2,2% entre 2015 e 2035. O consumo de gás cresce 1,8% ao ano, mais que a média mundial, que vai ficar em 1,6%. Já a produção de gás natural sobe 1,7% ao ano no período, crescendo cerca de 1 Bcf/d até 2035.

O consumo de energia elétrica crescerá 2,2% a.a. entre 2015 e 2035. A fonte hidrelétrica continuará a ter posição de liderança, mas vai ter a participação reduzida de 63% para 56%, na medida em que as renováveis dobram no período. Outra revelação importante do relatório é que até o final da projeção, a fonte eólica vai ultrapassar o gás natural e vai ser a segunda maior fonte de geração de energia.

Vai ocorrer um aumento de 41% no consumo de energia no país e a intensidade energética, que é quantidade de energia necessária para gerar uma unidade do PIB, vai recuar 2% até 2035. O número é considerado baixo na comparação com a queda global, de 33%.

Fonte: Pedro Aurélio Teixeira, da Agência CanalEnergia, Planejamento e Expansão

Residências respondem por 40% do consumo de energia no RN

A recessão econômica do país influenciou diretamente no consumo de energia no Rio Grande do Norte nos últimos dois anos, conforme informou nesta semana o diretor-presidente da Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern), Luiz Antonio Ciarlini. De acordo com ele, o crescimento da distribuição energética potiguar ficou bem abaixo da média das últimas décadas.

Mesmo com recessão a Companhia investiu mais de R$ 240 milhões em obras de infraestrutura este ano no estado que tem a menor tarifa residencial do Nordeste (R$ 0,40) por kilowatt/hora, uma das menores do país e o maior consumo residencial da região.

Apesar da preocupação, Ciarlini considera que a situação do RN está melhor que em outros estados. “Se formos olhar os últimos dez anos, a gente crescia uma média de 4%. No ano passado foi 0,8% e em 2016 estamos um pouco acima de 1,5%, mesmo com uma base baixa como a do ano passado. Cresceu pouco”, aponta.

Para o diretor da Cosern, está claro que o baixo crescimento foi causado pela recessão, que diminui o consumo da indústria e do comércio, por exemplo. Embora 85% dos 1,38 milhão de clientes potiguares sejam residenciais, eles são responsáveis por 40% do consumo. A indústria representa 10% e o comércio 20%. Ele acredita e o estado só não teve uma queda maior porque o setor da indústria é pequeno.

Luiz Antonio Ciarlini ainda descartou que a estiagem tenha influenciado na distribuição de energia. Para ele, embora a seca cause mudança de comportamento de clientes rurais e das distribuidoras de água, não afeta a disponibilidade de energia, já que o sistema brasileiro é interligado, ou seja, existe um remanejamento da energia entre as regiões. Além disso, o presidente da Cosern lembrou que o Rio Grande do Norte é um grande produtor de energia eólica, que o deixa em uma situação confortável.

Em 2016, a companhia aportou R$ 240 milhões em obras de melhoria da rede, como construção e ampliação de subestações. “O maior investimento da história no estado”, diz. Apesar de ainda não ter concluído o planejamento para o próximo ano, Ciarlini garante que o valor será ainda maior.

O diretor destaca que a Cosern foi a distribuidora melhor avaliada em pesquisa da Agência Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) com os clientes de todas as empresas acima de 400 mil consumidores. Na pesquisa da Aneel, 77% dos usuários do serviço da Cosern afirmaram que ela presta um bom ou ótimo serviço. “Esse índice é bom no Brasil e fora do país. Entre os serviços públicos, a distribuição de energia também é o melhor avaliado do país. Isso aumenta nossa responsabilidade, nos obriga a manter a qualidade e melhorar ainda mais”, argumenta.

Automatização na operacionalização

A Cosern opera 62 subestações espalhadas pelo estado, todas automatizadas e operadas diretamente do Centro de Operações da empresa, sede em Natal. Elas são interligadas por 50 mil quilômetros de linhas. Também há 600 equipamentos espalhados para monitorar a qualidade do fornecimento. “Hoje para que a gente precise ter informação do cliente de que ocorreu uma falta de energia, só se essa ocorrência for em uma unidade ou em áreas muito pequenas  do estado. Os casos  de maior abrangência nós já identificamos, temos como antever, e isso é fruto de investimento contínuo em tecnologia. A Cosern está na vanguarda da tecnologia em distribuição”, defende.

Para Ciarlini, é importante continuar investindo mesmo em tempos de recessão, pois o consumidor está cada vez mais exigente. Ele assinala que se o distribuidor não ampliar a qualidade do serviço, a insatisfação será imediata. “O consumidor que está satisfeito hoje está cada dia mais existente. Se nós tivéssemos a qualidade de fornecimento de 15, de 20 anos atrás, o cliente hoje não estaria feliz. A cada ano ele quer uma melhor qualidade de serviço e nossa obrigação como prestadora de um serviço público tão importante, que entra na casa da família, que faz com que o estado cresça, é essa”, pondera.

Fonte: Ígor Jácome | Novo Jornal

Demanda global por energia vai atingir seu pico em 2030

Segundo previsão do Conselho Mundial de Energia, a demanda global por energia vai atingir seu pico em 2030 graças às novas tecnologias e a políticas governamentais restritas. O relatório também prevê que a demanda per capita de energia (incluindo combustível, aquecimento e eletricidade) vai começar a cair depois de 2030.

No entanto, apesar da demanda per capita de energia começar a cair, a demanda por eletricidade vai dobrar até 2060, segundo o conselho, o que vai exigir grande investimento em infraestrutura e sistemas inteligentes que promovam eficiência energética.

O crescimento fenomenal de energia solar e eólica vai continuar. Este tipo de energia era responsável por 4% da geração em 2014, mas pode pular para 39% até 2060. Além disso, espera-se que a energia hidrelétrica e nuclear também continue a crescer. Porém, os combustíveis fósseis vão continuar sendo a fonte número 1 de energia. Eles caíram apenas 5% de 1970 até 2014, de 86% para 81%.

O conselho disse que mudando os carros a base de combustível para tecnologias mais em conta como carros elétricos seria um grande passo para “descarbonizar” o mundo. Os combustíveis dominavam 92% dos veículos em 2014, mas é esperado que este número caia para algo entre 78% e 60% com a popularização dos veículos elétricos.

As previsões do relatório sobre as emissões de carbono, no entanto, vão depender da força das tentativas para resolver a questão energética.

Fonte: The Guardian

Cresce o consumo de energia no mercado livre em setembro

O consumo do mercado livre em setembro cresceu 12,4% em setembro quando comparado com igual período de 2015. A grande onda de migração de empresas para o mercado livre impactou no aumento de 9% no consumo de energia entre os consumidores livres e de 62,9% entre os consumidores especiais. Os dados são preliminares e foram coletados entre os dias 1º e 20 deste mês, ponderou a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica. Sem a contabilização destas novas unidades consumidoras, há um crescimento de 2,4% no consumo entre os clientes livres e redução de 3,2% entre os clientes especiais. No geral, o consumo nacional de energia no período somou 59.108 MW médios com queda de 3,8% no mercado cativo.

A análise dos ramos da indústria monitorados pela CCEE, incluindo autoprodutores, consumidores livres e especiais, aponta índices positivos de consumo nos setores de comércio (+59%), serviços (+45,1%) e telecomunicações (+31,3%) por conta da migração. Apenas o setor de extração de minerais metálicos (-19,5%) apresentou queda no consumo em setembro.

No mesmo período, os dados indicam aumento de 68,9% na produção de usinas eólicas, com entrega de 5.239 MW médios frente aos 3.101 MW médios gerados no ano anterior. A geração de usinas hidráulicas, incluindo as PCHs, somou 41.741 MW médios, montante 2,9% superior ao registrado no mesmo período de 2015. A representatividade da fonte foi de 68,3% do total gerado no Sistema Interligado Nacional, índice 1,9 ponto percentual superior ao registrado no ano passado.

Já as usinas térmicas do sistema tiveram queda de 18,9% no desempenho. A retração ocorre devido à menor produção das usinas a óleo (-71,2%), a gás (-31,6%) e bicombustível (-20,2%). Ao todo, a geração se manteve estável em relação a setembro de 2015, registrando um aumento mínimo de 0,02%.

A CCEE estima que as hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia devem gerar, até a quarta semana operativa de setembro, o equivalente a 86,4% de suas garantias físicas, ou 43.984 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, este percentual foi de 84,3%.
Fonte: Da Agência CanalEnergia, Operação e Manutenção

ANEEL aprova tarifa branca, nova opção para os consumidores a partir de 2018

A tarifa branca é uma nova opção de tarifa que sinaliza aos consumidores a variação do valor da energia conforme o dia e o horário do consumo. Ela será oferecida para as unidades consumidoras que são atendidas em baixa tensão (127, 220, 380 ou 440 volts, denominadas de grupo B) e para aquelas pertencentes ao grupo A optantes da tarifa de baixa tensão.  A medida foi aprovada nesta terça-feira (6/9), na reunião pública da Diretoria da ANEEL.

A partir de 1º de janeiro de 2018, todas as distribuidoras do país deverão atender aos pedidos de adesão à tarifa branca das novas ligações e dos consumidores com média mensal superior a 500 kWh. Em 2019, unidades com consumo médio superior a 250 kWh/mês e, em 2020, para os consumidores de baixa tensão, qualquer que seja o consumo.

A tarifa branca não se aplica aos consumidores residenciais classificados como baixa renda, beneficiários de descontos previstos em Lei, e à iluminação pública.

A possibilidade de optar pela tarifa branca amplia os direitos dos consumidores de energia elétrica. Da mesma forma que é possível aderir, se o consumidor perder a vantagem oferecida pela tarifa branca ele pode solicitar sua volta ao sistema tarifário anterior (tarifa convencional).

Controle do consumo. Com a tarifa branca, o consumidor passa a ter a possibilidade de pagar valores diferentes em função da hora e do dia da semana em que consome a energia elétrica.

Se o consumidor adotar hábitos que priorizem o uso da energia fora do período de ponta, diminuindo fortemente o consumo no horário de ponta (aquele com maior demanda de energia na área de concessão) e no intermediário, a opção pela tarifa branca oferece a oportunidade de reduzir o valor pago pela energia consumida.

Nos dias úteis, o valor tarifa branca varia em três horários: ponta, intermediário e fora de ponta. Na ponta e no intermediário, a energia é mais cara. Fora de ponta, é mais barata. Nos feriados nacionais e nos finais de semana, o valor é sempre fora de ponta.

Os períodos horários de ponta, intermediário e fora ponta são homologados pela ANEEL nas revisões tarifárias periódicas de cada distribuidora, que ocorrem em média a cada quatro anos. As distribuidoras deverão divulgar todas essas informações para possibilitar a opção dos consumidores pela tarifa branca.

Antes da criação da tarifa branca, havia apenas uma tarifa, a convencional, que tem um valor único (em R$/kWh) cobrado pela energia consumida e é igual em todos os dias, em todas as horas.

A tarifa branca cria condições que incentivam alguns consumidores a deslocarem o consumo dos períodos de ponta para aqueles em que a rede de distribuição de energia elétrica tem capacidade ociosa.

É importante que o consumidor, antes de optar pela tarifa branca, conheça seu perfil de consumo e a relação entre a tarifa branca e a convencional, que varia segundo a distribuidora. Quanto mais o consumidor deslocar seu consumo para o período fora de ponta e quanto maior for a diferença entre essas duas tarifas, maiores são os benefícios da tarifa branca.

A tarifa branca não é recomendada se o consumo for maior nos períodos de ponta e intermediário e não houver possibilidade de transferência do uso dessa energia elétrica para o período fora de ponta.

Para ter certeza do seu perfil, o consumidor deve comparar suas contas com a aplicação das duas tarifas. Isso é possível por meio de simulação com base nos hábitos de consumo e equipamentos do consumidor ou com o uso de um medidor, aprovado pelo Inmetro, que consiga registrar o consumo conforme os horários em que a energia elétrica é utilizada.

Para aderir à tarifa branca, os consumidores precisam formalizar sua opção junto à distribuidora. Quem não optar por essa modalidade continuará sendo faturado pelo sistema atual.

Fonte: Aneel

Consumo de energia sobe 11,6% no mercado livre em julho, diz CCEE

O consumo nacional de energia elétrica totalizou 57.686 MW médios, segundo dados coletados entre os dias 1º e 19 de julho. Na comparação com mesmo período do ano passado, o volume representou um crescimento de 2,1%, com alta de 11,6% para o mercado livre e queda de 1% no mercado cativo. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira, 21 de julho, pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica.

Segundo a CCEE, a expansão do consumo de energia no mercado livre pode ser justificada pela entrada de novas unidades que migraram neste ano para este ambiente. Desconsiderando estas novas unidades consumidoras, houve um crescimento de 3,9%, demonstrando uma pequena reação da atividade econômica do país. Dentre os ramos da indústria monitorados pela CCEE, incluindo autoprodutores, consumidores livres e especiais, todos os setores registram aumento no consumo, exceto o de extração de minerais metálicos (-12%). Os segmentos de comércio (+44,5%), de alimentos (+30,3%) e bebidas (+27,5%) registraram os maiores índices de consumo em julho.

Em relação à geração de energia, houve a entrega de 60.034 MW médios ao Sistema Interligado Nacional em julho, aumento de 2,1% na comparação com os primeiros 19 dias de julho de 2015. Destaque para a produção (4.127 MW médios) das usinas eólicas, que cresceu 57% frente ao mesmo período de 2015. A geração hidráulica, incluindo as PCHs, alcançou 44.075 MW médios, montante 10,4% superior ao registrado no ano passado. A representatividade da fonte foi de 73,4% sobre toda energia gerada no país, índice 5,5 pontos percentuais superior ao registrado em 2015. Os dados preliminares ainda apontam queda de 27,2% na produção das usinas térmicas, impactada pelo desempenho das usinas a óleo (-83,3%), bicombustível (-45,2%) e a gás (-39,5%).

A CCEE também apresenta estimativa de que as usinas hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia – MRE gerem, até a quarta semana de julho, o equivalente a 92,8% de suas garantias físicas, ou 45.597 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, este percentual foi de 89%.

Fonte: Da Agência CanalEnergia, Operação e Manutenção

Bandeira tarifária de junho será verde

A Agência Nacional de Energia Elétrica decidiu usar o superávit de R$ 3,6 bilhões da conta das bandeiras tarifárias para estabelecer a bandeira verde para o mês de junho. Segundo a Aneel, o saldo positivo está alocado nas distribuidoras e será suficiente para cobrir os custos com a aquisição de energia no próximo mês. Com a decisão, o consumidor não terá de pagar um valor adicional na tarifa de energia.

O Operador Nacional do Sistema Elétrico informou que para a definição da bandeira de junho o maior Custo Variável Unitário de usina despachada fora da ordem de mérito é o da termelétrica Celso Furtado, de R$ 259,43/MWh. Esse valor está dentro do limite de custo da bandeira amarela, que significaria custo extra de R$ 1,50 a cada 100 kW consumidos.

A UTE será despachada, no entanto, apenas na primeira semana operativa do mês, já que o despacho passará a ser feito apenas por ordem de mérito de custo. Com o desligamento de um conjunto de termelétricas mais caras a partir de março, desde abril tem sido aplicada a bandeira verde.

Implantado a partir de janeiro de 2015, o mecanismo de bandeiras tarifárias sinaliza mensalmente na conta do consumidor o custo mensal de produção de energia. Quando as condições são menos favoráveis e esse custo é maior, aciona-se as bandeiras vermelha (R$ 4,50 no patamar mais alto a cada 100 kW consumidos) ou amarela ( R$ 1,50 a cada 100 kW). A bandeira verde indica que nenhum valor adicional será cobrado na fatura naquele período.

Fonte: Sueli Montenegro, da Agência CanalEnergia, de Brasília, Consumidor

Consumo tem queda de 2% em março, aponta CCEE

Dados preliminares de medição coletados entre os dias 1º e 15 de março apontam queda de 2% no consumo e de 1,9% na geração de energia elétrica no país, na comparação com o mesmo período de 2015, segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica. A análise do desempenho da geração indica a entrega de 64.294 MW médios de energia ao Sistema Interligado Nacional em março. As usinas eólicas e térmicas movidas à biomassa aumentaram a produção em 50,5% e 18%, respectivamente, no período. Houve ainda aumento de 7,9% na geração das usinas hidráulicas, incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas. Os 51.650 MW médios produzidos representam 80,4% de toda energia gerada no país, índice 7,3 pontos percentuais superior ao registrado em 2015.

Segundo a CCEE, o consumo de energia 61.780 MW médios até 15 de março. As reduções foram de 1,4% no mercado cativo e de 3,6% no mercado livre. Dentre os ramos de atividade industrial analisados pela CCEE, que considera dados dos autoprodutores, consumidores livres e especiais, houve aumento no consumo dos setores de saneamento (+4,6%), madeira, papel e celulose (+4,6%), comércio (+4,4%) e alimentício (+3,7%). A retração no consumo foi registrada nos ramos de extração de minerais metálicos (-12,1%), minerais não metálicos (-10,8%), veículos (-7,7%) e bebidas (-6,4%).

O boletim InfoMercado Semanal da CCEE também apresentou estimativa de que as usinas hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia gerem, até a terceira semana de março, o equivalente a 97,6% de suas garantias físicas, ou 52.009 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, este percentual foi de 102,8%.

Fonte: Da Agência CanalEnergia, Operação e Manutenção