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Rio Grande do Norte integra rede nacional de pesquisa em biocombustíveis para aviação

Diminuir os impactos ambientais é um dos desafios dos que pensam em mobilidade urbana e que contam com novas pesquisas para ampliar o uso de combustíveis sustentáveis. O setor do transporte foi a segunda maior causa de emissões de dióxido de carbono (CO2) no Brasil no ano passado: representou 11% do total bruto de 1.927 bilhões de toneladas, ficando atrás apenas do setor agropecuário, segundo pesquisa realizada pelo Observatório do Clima.

Com a proposta de fomentar políticas públicas que promovam a produção de biocombustíveis para reduzir os níveis de emissões de CO2 foi lançada, em março deste ano, a Rede Brasileira de Bioquerosene e Hidrocarbonetos Renováveis para Aviação (RBQAV).

A iniciativa, que começou a ser articulada no final de 2016, é fruto do diálogo entre pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Universidade Federal da Paraíba (UFPB) e Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com apoio do Ministério de Minas e Energia, associações do setor e representantes da iniciativa privada.

Segundo o diretor superintendente da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), Donizete Tokarski, o investimento na produção de bioquerosene se mostra cada vez mais viável. “O bioquerosene se mostra como a alternativa mais viável para substituir o querosene fóssil sendo a opção que pode atender mais rapidamente essa necessidade do setor de aviação”, apontou.

Tokarski será um dos palestrantes do 5º Ciclo do Debates do Conselho Técnico-Científico do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CTC-CERNE). Ele vai apresentar a participação do biodiesel e bioquerosene na NDC brasileira e no contexto do programa federal RenovaBio. O evento, que nesta edição discute “Os desafios para o crescimento do uso de biocombustíveis no Brasil”, acontece no dia 29 de novembro, às 14 horas, no mini-auditório do Instituto Federal de Educação Tecnológica do Rio Grande do Norte (IFRN) – Campus Central.

O Ciclo de Debates tem como objetivo debater questões que envolvem do setor de recursos naturais e energia em suas diversas vertentes. “Nossa proposta é analisar e encontrar soluções que possam ser encaminhadas aos órgãos reguladores e executivos do setor, além de identificar potenciais parcerias entre as instituições participantes do evento”, afirmou o coordenador do CTC e Diretor de Tecnologia, Pesquisa e Inovação do CERNE, Olavo Oliveira.

Participam também do debate o Diretor Comercial da empresa HYTRON/RTB, Daniel Lopes, o Diretor do Instituto de Biociências da UFRN, professor Graco Viana, a professora do IFPB-Picuí, Jeane Martins, o Diretor de Operações da URBANA, Thiago Mesquita, e o professor da UFRJ, Donato Aranda.

O Ciclo é uma realização do CERNE e conta com apoio do IFRN, FIERN e SEBRAE. A inscrição é gratuita sendo necessário faze-la previamente pelo link: https://goo.gl/L2htKg. A programação completa está disponível no site www.cerne.org.br. Mais informações pelo telefone (84) 2010-0340.

Fonte: CERNE Press

CERNE discute ações para implantação de cidades inteligentes

O Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) recebeu nesta sexta-feira (13) a visita da diretora da Secretaria Municipal de Planejamento de Natal (SEMPLA), Irani Santos, e do professor da Universidade Aalto Helsinki (Finlândia), Álvaro de Oliveira.  A visita teve como objetivo apresentar os atuais projetos em andamento para implantação de cidades inteligentes e humanas, como já ocorre em Natal, através de uma parceria entre a Prefeitura e o Instituto Metrópole Digital (UFRN).

A reunião também teve como objetivo delinear ações conjuntas entre o CERNE, UFRN e Prefeitura de Natal para implantação desse modelo de plataforma sustentável em cidades no Rio Grande do Norte.

Irani dos Santos propôs ao CERNE a realização de um workshop voltado para o setor de energia dentro da Campus Party Natal, que será realizado em 2018.

Fonte: CERNE press

CERNE debate privatização da Eletrobrás em audiência no Senado

O diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), Jean-Paul Prates, foi Brasília a convite do Senado Federal para participar de debate na Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) sobre a privatização do Sistema Eletrobrás e suas consequências para o desenvolvimento regional.

Também participaram o conselheiro de Administração da Cemig, ex-Presidente da ANEEL, Nelson Hubner, a Secretária de Energia da Confederação Nacional dos Urbanitários, Fabíola Latino Antezana, e o Dr. Luiz Pinguelli Rosa, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e ex-presidente da Eletrobras.

Todos os representantes do setor elétrico nacional se declararam contrários à decisão do governo federal de privatizar o Sistema Eletrobrás, especialmente da forma e no momento propostos.

Prates destacou que a holding elétrica estatal tem papel estratégico nos rumos da eletricidade do país e salientou a importância da empresa e de suas subsidiárias (Eletronorte, CHESF, Furnas, Eletrosul, entre outras) para a gestão energética, segurança nacional e para o desenvolvimento regional: “é totalmente fora de propósito propor um processo tão complexo e demorado como este agora”, afirmou.

Segundo Prates, a privatização aventada pelo Ministério de Minas e Energia encontrará muitos entraves, não sem razão.
“Não estamos falando de uma geradora qualquer, mas de um complexo de geradoras que também administra os principais corpos de água doce de cada região brasileira. E também não estamos falando de uma rede de linhas de transmissão pura e simples, mas de quase a metade do gigantesco e sensível sistema de transmissão nacional. Em outras palavras, estamos falando do principal operador, implantador e mantenedor do sistema elétrico brasileiro que, além disso, tem em seu estatuto outras funções essenciais à gestão governamental da política energética nacional”, explicou.

A audiência pública da CDR do Senado Federal foi presidida pela Senadora Fatima Bezerra e pelo Senador Hélio José. Haverá continuidade de debates sobre este assunto em outras comissões do Senado e da Câmara.

Fonte: CERNE Brasil

Mobilidade, veículos elétricos e indústria do petróleo: uma conversa com Jean-Paul Prates

Presidente do CERNE, Jean-Paul Prates, concede entrevista exclusiva para a revista da Federação Nacional do Comércio de Combustíveis e de Lubrificantes (Fecombustíveis) e fala sobre mobilidade compartilhada, a expansão da tecnologia e o desenvolvimento de veículos elétricos e como essas mudanças poderão influenciar a dinâmica da indústria do petróleo no Brasil e no mundo  ao longo dos próximos anos.

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CERNE e Consulado Geral dos EUA discutem novas parcerias

À convite do Consulado Geral dos Estados Unidos em Recife, o Diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), Jean-Paul Prates, esteve presente na festa de 4 de julho, celebração da data nacional estadunidense. O evento marcou a despedida de Richard Reiter que ocupava o cargo de Cônsul Geral e a chegada do sucessor dele, John Barrett.

Jean-Paul Prates e o novo Consul Geral dos EUA para o Nordeste, John Barrett. (Foto: CERNE Press)

Jean-Paul Prates e o novo Consul Geral dos EUA para o Nordeste, John Barrett. (Foto: CERNE Press)

Na ocasião, Prates e Barrett conversaram sobre as conquistas da região Nordeste no campo das energias renováveis, sobre potenciais oportunidades para investimentos em infraestrutura, petróleo, mineração e energia no Rio Grande do Norte e no Ceará e a parceria entre o Consulado e o CERNE para o evento All About Energy 2017.

O novo Cônsul também se interessou pela história da presença dos americanos em Natal, durante a Segunda Guerra Mundial. “Contei que havia muito material histórico precioso preservado por pessoas abnegadas a quem falta apoio para reunir todo o acervo em um local bem montado, seguro e, ao mesmo tempo, acessível ao público, uma empreitada em que talvez pudéssemos reunir esforços dos dois países para tirar do papel”, explicou Prates.

Há mais de cinco anos, o CERNE já trabalha em cooperação com o Consulado Americano de Recife, entre outras representações diplomáticas interessadas no Nordeste Setentrional brasileiro. Além de trocar informações setoriais e intercambiar consultores e palestrantes, as entidades desenvolvem ações conjuntas de interesse das empresas mantenedoras nas regiões de atuação.

John Barrett trabalhou de Washington D.C., onde serviu como oficial sênior. A história com o Brasil, no entanto, começou em 2008, quando ele atuou na Embaixada dos Estados Unidos em Brasília.

Fonte: CERNE Press

Energia limpa: América Latina se destaca na liderança global

Confira a matéria especial da Bloomberg sobre o crescimento da energia renovável na América Latina, em especial no Brasil. O conteúdo original (em inglês) está disponível aqui.

A Costa Rica, que tem cinco milhões de habitantes e nenhum exército, não é exatamente uma potência. Nos últimos tempos, no entanto, este país da América Central, que tem as dimensões da Dinamarca, tem atraído a atenção para uma virtude menos óbvia: tem a matriz elétrica mais limpa do hemisfério. Em 2016, mais de 98% da eletricidade do país veio da fonte  hídrica, eólica, solar, biomassa e geotérmica (gerada a partir de vulcões). Foi o segundo ano consecutivo em que a maior parte da energia do país veio de fontes renováveis.

Costa Rica não é exceção. Desde os ventos que varrem o deserto Atacama até o escaldante Nordeste do Brasil, a energia limpa está na agenda. Apesar do progresso lento das reformas do mercado de energia no México, a crise de crédito no Brasil e os gargalos de infraestrutura no Chile, outros países foram afetados pela falta de investimentos, que no ano passado diminuíram 30% se comparado a 2015, de acordo com a Bloomberg New Energy Finance (BNEF). Países da América Latina e do Caribe tornaram-se pioneiros da energia de baixa emissão de carbono. Mais de um quarto da energia primária na região agora vem de fontes renováveis, mais que o dobro da média global.

O aumento do uso de energias renováveis pode representar uma dupla vitória para a América Latina, trazendo um sistema elétrico mais limpo e inteligente. A energia de baixo carbono, que os governantes negligenciaram durante muito tempo em nome dos poços de petróleo e a construção de grandes hidrelétricas (que é uma fonte renovável, mas não “verde”), recebeu poucos incentivos além de possuir uma estrutura regulatória muitas vezes incompleta. Consequentemente, a energia limpa teve de competir para sobreviver a um modelo de negócio difícil, que também é uma vantagem em uma região onde o nacionalismo de recursos tornou-se vítima de nepotismo, desperdício e falta de transparência.

Basta olhar para a Petrobras, a companhia petrolífera brasileira que se tornou grande vítima da corrupção generalizada. A energia limpa não é imune à corrupção: basta lembrar dos “senhores do vento” da Itália, que intervieram em licitações públicas para grandes contratos. Mas o mercado renovável na América Latina é muito aberto: não há Solarbras ou Vientomex que dificultem a concorrência. Entre 2010 e 2016, mais de 40% do investimento aberto em iniciativas locais de energia limpa vieram de fora.  O Brasil aderiu com apenas US $ 53.000 milhões em seu mercado. Isso faz com que a energia limpa na América Latina seja um dos mercados mais amigáveis do mundo para o capital internacional, segundo informou a BNEF em março.

Mas há muito para ser amigável. O sol brilha desde a Cordilheira Andes até as margens do Atlântico, enquanto a Patagônia é um parque eólico natural. Parte desse potencial já tem sido aproveitado. Desde o início dos anos 70, regimes políticos ambiciosos transformaram seus países em potências mundiais e ergueram grandes hidrelétricas que, juntos, fornecem dois terços da eletricidade na região. O Brasil foi um dos primeiros a adotar o biocombustível. Desde a década de 1970, o etanol de combustão limpa substituiu 2.400 milhões de barris de petróleo (cerca da produção anual do Brasil) e tem mantido a atmosfera livre de 1.000 milhões de toneladas de dióxido de carbono, disse o especialista em energia José Goldemberg, presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa de São Paulo.

Como em outras regiões, no entanto, o entusiasmo da América Latina para as energias renováveis diminuiu. Afinal, há décadas as plataformas de perfuração foram o monumento à soberania e o petróleo era o elixir de governos populistas que iam desde o mexicano Lázaro Cárdenas (1934-1940), que forçou seus compatriotas a penhorar jóias e gado para pagar a empresa de petróleo nacional, até o venezuelano Hugo Chávez, que transformou a empresa estatal de petróleo PDVSA  em uma caixa registradora do socialismo bolivariano. A descoberta do “pré-sal” brasileiro sob a plataforma continental – considerado um “bilhete de loteria premiado” pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva – prolongou o reinado do petróleo.

O Brasil nunca desistiu de energia hidrelétrica, mas a dependência do petróleo, especialmente quando os preços caíram, manchou a rede elétrica do país. Em 2012, apenas 6% da eletricidade gerada era proveniente de usinas térmicas. Mas em 2014, o Brasil teve quase um quarto de sua eletricidade produzida a partir de usinas térmicas a gás, carvão ou diesel, que emitem carbono. “A rede elétrica no Brasil é carbonizada”, disse Goldemberg. Erros na política fiscal agravaram a situação. Ao limitar artificialmente os preços da gasolina no início desta década para conter a inflação, o governo brasileiro subestimou a competitividade do etanol combustível, forçando dezenas de destilarias a fechar suas portas.

Ultimamente, no entanto, os formuladores de políticas estão à procura de alternativas. A queda do petróleo fez com que países como Equador, Venezuela e México permanecessem sem exportações de produtos. Além disso, cresce o consenso de que a menos que se ponha freio às emissões de carbono que aquecem o planeta, a América Latina vai pagar caro.

A adversidade e a resistência política também ajudaram a incentivar a inovação e o investimento em energia limpa. Sob a pressão de protestos e reivindicações, os governos têm procurado reduzir a quantidade de energia gerada por hidrelétricas, cujas enormes barragens provocaram o deslocamento de populações e o aumento das emissões de carbono, advindo da decomposição de florestas inundadas. Em toda a região, outras formas de energia com baixa emissão de carbono estão ganhando força. Entre 2006 e 2015, a capacidade renovável não-hídrica mais que triplicou na América Latina, concluiu BNEF.

O desenvolvimento tecnológico também fez com que o uso do vento, das ondas e do sol deixassem de ser um sonho exorbitante e passassem a se tornar uma opção viável e competitiva. Em um momento em que caem os preços para produzir eletricidade a partir de painéis fotovoltaicos, quatro países latino-americanos estavam entre os oito primeiros no índice de emissão de baixo carbono “Climate Scope” da Bloomberg, composto por 58 países.

Não que a energia renovável é livre de obstáculos. Para começar, há a inconstância inerente do vento e do sol, que tornam a fonte de energia instável e a maior preocupação dos investidores em relação ao risco. Outro grande obstáculo é a falta de linhas de transmissão, que não acompanharam o fornecimento de projetos eólicos e solares, deixando algumas novas plantas ociosas, informou a Bloomberg News. Não é um beco sem saída, mas são as dores do crescimento no que uma autoridade líder energia verde chamou de “alguns dos mercados de energia renovável mais dinâmicos do mundo.”

Entre os players vencedores figura o bilionário Mario Araripe, que construiu sua fortuna com a energia eólica. E, no entanto, enquanto investidores e alguns visionários se destacaram, os governantes estão abrindo caminho. Há uma década, nenhuma eletricidade vinda dos fortes ventos que sopram no nordeste do país alimentava o Rio Grande do Norte, um pequeno estado brasileiro do tamanho da República Dominicana. Graças a uma política inovadora, novas tecnologias, e os empréstimos subsidiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES), 85% da rede elétrica do estado é agora alimentado por cerca de 1.000 turbinas eólicas, muitos deles fabricados no Brasil, disse o ex-secretário de energia do estado, Jean-Paul Prates.

Prates, que preside o CERNE – think-tank de energia renovável – disse que atualmente a energia eólica brasileira compete em leilões públicos de energia juntamente com a eletricidade gerada por carvão, nuclear, gás natural e até mesmo energia hidrelétrica em pequena escala.

Os historiadores nos dizem que o Brasil foi descoberto graças aos navegantes portugueses que fugiram da inércia das marés da África, que dirigiram para o oeste e então apanharam as correntes marítimas das Américas e encontraram essa parte do Novo Mundo “, disse Prates. Meio milênio depois, uma redescoberta nascida no vento acaba de começar.

Fonte: Bloomberg View | Mac Margolis

CERNE participa de elaboração do primeiro Plano Diretor do Sistema Penitenciário do RN

O Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) esta participando junto ao Governo do Rio Grande do Norte na elaboração de propostas para o desenvolvimento do primeiro Plano Diretor do Sistema Penitenciário do Estado. Nesta quarta-feira (05) foi realizada mais uma reunião que integra o ciclo de encontros para o desenvolvimento do plano de trabalho.

Um dos objetivos é desenvolver soluções para geração de energia renovável nas unidades prisionais do Estado, permitindo maior eficiência e redução de custos no fornecimento de energia.

Foto: CERNE

Foto: CERNE

Plano Diretor Penitenciário

A confecção do plano diretor é conduzida por uma comissão criada pelo governador Robinson Faria, a qual reúne representantes de cinco secretarias – Justiça (Sejuc), Segurança (Sesed), Assistência Social (Sethas), Infraestrutura (Sin) e Saúde (Sesap) – além de contar com a participação nas discussões de representantes do Poder Judiciário, Ministério Público e sociedade civil organizada.
Fonte: CERNE Press

Especialistas do setor elétrico se reúnem em Brasília para debater pesquisa e inovação em eólica

O Diretor-Presidente do CERNE, Jean-Paul Prates, participou, a convite do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), de uma reunião realizada na manhã desta terça-feira (31) em Brasília com empresários e especialistas do setor elétrico brasileiro para debater a prospecção de tecnologias no setor de energia.

O encontro integra o projeto “Prospecção Tecnológica em Energia Elétrica”, realizado pelo CGEE a pedido da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A iniciativa tem como proposta de elaborar metas estratégicas, otimizar a distribuição dos recursos do P&D da Aneel e direcionar o investimento das empresas para o setor elétrico.

O ciclo de reuniões com especialistas é distribuído entre cinco grandes grupos temáticos: geração, transmissão, distribuição, eficiência energética e economia de energia. Hoje foram tratados assuntos a respeito da energia eólica, uma das 48 macrotemáticas caracterizadas no projeto.

Nesta etapa, foi tratada a visão de futuro para as eólicas – planejamento estratégico dos objetivos a médio e longo prazo – a caracterização do nível de maturidade das rotas de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) associadas a macrotemática e, por fim, e a priorização dessas rotas.

O CERNE contribuiu para o debate propondo a utilização mais efetiva das ferramentas de regulação e legislação como elemento indutivo das políticas de incentivo ao PD&I no setor. “Também sugerimos que fossem incorporadas linhas de pesquisa no sentido de simplificar tecnologias para o uso e manutenção através de empresas locais, que estão mais próximas dos projetos de geração de energia”, disse Jean-Paul Prates.

CGEE

É uma associação privada sem fins lucrativos, fundada em setembro de 2001, no âmbito da 2ª Conferência Nacional de Ciência e Tecnologia. No encontro, em que se elegeu a inovação como tema crucial para o desenvolvimento científico e tecnológico do país, 273 pesquisadores e especialistas, vinculados a aproximadamente 100 instituições de 22 estados, endossaram a proposta do então Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) de criar um órgão que subsidiasse a Política Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) e as decisões de longo prazo dos setores público e privado em temas relacionados. Em 2002, foi classificado como organização social, por meio do Decreto nº 4.078, de 9 de janeiro daquele ano.

Fonte: CERNE Press

Situação da água no semiárido nordestino é tema de debate pelo CERNE

Assunto será discutido com especialistas da área no dia 29 de março em Natal.

A água é um recurso estratégico para o desenvolvimento do Nordeste, especialmente em uma região pobre como o semiárido nordestino. O clima severo e as chuvas irregulares geram eventos extremos que frequentemente resultam em secas e cheias, representando um grave risco para as atividades econômicas, em particular para a agricultura de subsistência.

No Rio Grande do Norte, ações governamentais tem buscado aliviar a situação econômica e social dos moradores em regiões afetadas pela estiagem no estado. Em fevereiro, foram repassados pelo Ministério da Integração Nacional recursos na ordem de R$9,4 milhões para contratação de caminhões-pipa que irão ajudar no abastecimento de 65 municípios do interior potiguar.

A partir desse contexto, os desafios para suprimento de água na região semiárida será o tema do primeiro encontro do Ciclo de Debates do Conselho Técnico-Científico do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CTC-CERNE) que será realizado dia 29 de março, às 14 horas, no mini auditório do Instituto Federal de Educação Tecnológica do Rio Grande do Norte (IFRN) – Campus Central Natal.

O Ciclo de Debates tem como proposta debater os principais problemas do setor de recursos naturais e energia, buscando encontrar soluções que possam ser encaminhadas aos órgãos reguladores e executivos do setor, além de identificar potenciais parcerias entre as instituições participantes do evento.

Representantes de órgãos e instituições como a Empresa de Pesquisa Agropecuária (Emparn), Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEMARH) e Universidade Federal do Rio grande do Norte (UFRN) debaterão sobre o cenário hidrológico e os enfrentamentos que envolvem os recursos hídricos no Nordeste e RN.

O Ciclo terá outras edições ao longo do ano com temas que abordam recursos naturais e energia. A programação completa está disponível no site do CERNE pelo endereço www.cerne.org.br clicando na imagem do Ciclo situado a direita da página inicial. Mais informações pelo telefone (84) 2010-0340. O evento é aberto ao publico e a entrada é gratuita.

CTC-CERNE

O Conselho Técnico Científico do CERNE (CTC-CERNE) é composto por pesquisadores e professores de diversas instituições de pesquisas e universidades do país e visa dinamizar ainda mais as ações do CERNE e dar um suporte técnico-científico nas discussões das estratégias, dos projetos e dos seus programas.

CICLO DEBATES-01

Fonte: CERNE Press

Energia renovável é alternativa estratégica para estabilidade no preço da conta de luz

O brasileiro teve que preparar o bolso ao se deparar com a notícia da cobrança da bandeira tarifária amarela na conta de luz do mês de março. O anúncio, feito pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), determinou a cobrança extra de R$ 2 a cada 100 quilowatts/hora (kWh) consumidos no mês.

A mudança ocorreu depois que a bandeira tarifária estava verde desde dezembro, ou seja, não havia cobrança adicional na conta de energia. Segundo a Aneel, a previsão dos níveis nos reservatórios das hidrelétricas ficou abaixo do esperado para março. A situação levou ao aumento da geração termelétrica como medida para preservar os níveis de armazenamento e garantir o atendimento ao sistema elétrico.

O sistema das bandeiras é aplicado sempre que o custo de geração de energia no país sobe. Isso acontece quando é necessário acionar mais usinas termelétricas, que geram energia mais cara devido ao alto custo associado.

Para ter uma ideia, em 2013 o total de energia produzida pelas hidrelétricas foi de 560.450 MW médios, o que correspondia a 74,02% da energia gerada no país. Em 2015 esse número caiu para 484.464 MW médios (65,66%). No mesmo período, a geração termelétrica aumentou de 187.892 MW médios (24,81%) para 194.568 MW (26,37%), segundo dados do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE).

A matriz energética brasileira hoje depende predominantemente da energia hidrelétrica, além das usinas térmicas. A adoção de fontes alternativas como a eólica e solar podem reduzir a variação no preço da energia provocada pela bandeira tarifária.

Graças ao aumento da geração de energia eólica e o crescimento da participação da fonte na matriz energética nos últimos dez anos, as energias renováveis podem ser o caminho estratégico para garantir a segurança tarifária no país.

Nesse aspecto, o Rio Grande do Norte vem se destacando notoriamente na matriz renovável como polo do setor eólico no Brasil. De acordo o CERNE, o estado é líder nacional no ranking de geração eólica com 3,3 gigawatts de capacidade em 122 parques eólicos instalados e em operação.

Sistema Interligado Nacional

Toda a energia gerada é lançada diretamente no Sistema Interligado Nacional (SIN), responsável por coordenar e controlar todo o sistema de produção e transmissão de energia elétrica oriunda das diferentes fontes energéticas, possibilitando o suprimento do mercado consumidor brasileiro.

O SIN também assegura um melhor aproveitamento da água nas usinas hidrelétricas e o uso moderado de energia térmica. Esse equilíbrio, aliado a geração alternativa – eólica, solar, biomassa – influencia diretamente na cobrança das bandeiras e no reajuste do preço da conta de luz.

Tarifa

Em 2016, o aumento médio das tarifas de energia elétrica no Rio Grande do Norte foi de 7,73%. Para os clientes residenciais o reajuste chegou a 7,78% e para as indústrias, o aumento foi menor, de 7,61%. Todos os anos, as distribuidoras passam por um processo de reajuste de suas tarifas, que pode levar a aumento ou queda, dependendo do que for apurado pela Aneel.

De acordo com a Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern) está prevista no mês de abril uma reunião entre a distribuidora e a agência reguladora para iniciar as tratativas sobre reajuste da tarifa no Estado.

Fonte: CERNE Press

Piauí está prestes a atingir seu primeiro gigawatt eólico

O Piauí se aproxima de alcançar o seu primeiro gigawatt eólico. O Estado está com cerca de 919 MW em potência instalada e operação comercial em 34 parques eólicos, segundo levantamento do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE).

A perspectiva é que a marca seja alcançada antes mesmo que a Bahia ou Ceará cheguem aos seus 2 GW, respectivamente com 1,7 GW  e 1,5 GW em potência instalada.

Nesse aspecto, o Rio Grande do Norte é líder disparado no Brasil. Em 2014 o estado alcançou o seu primeiro gigawatt e desde então vem apresentando crescimento exponencial no setor. No ano seguinte, atingiu a marca dos 2 GW e em 2016 o estado quebrou a barreira dos 3 GW em potência instalada.

Fonte: CERNE Press

Inovação e competitividade movimentam setor elétrico em Natal

Em um período de desafios para a economia brasileira, a inovação tem sido um elemento-chave para o sucesso de muitas empresas, órgãos e instituições tanto da esfera pública quanto privada.

Com o setor elétrico não foi diferente. A partir da criação da Lei nº 9.991, de 24 de julho de 2000, as empresas de geração, transmissão e distribuição passaram a aplicar de 1% das receitas líquidas em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e em eficiência energética. O Plano Inovar, lançado à quatro anos pelo Governo Federal, investiu cerca de 3 bilhões para apoio à inovação tecnológica no setor elétrico.

É nesse panorama que será realizado hoje, 09 de fevereiro, o primeiro “Encontro da Inovação – Competitividade e Qualidade para o Setor Elétrico Brasileiro”, em Natal, Rio Grande do Norte. O evento propõe uma análise prática dos processos de inovação não apenas ligados à geração e distribuição, mas também nos processos e tecnologias para gestão ambiental, regulação, consumo, mobilidade e atendimento.

Lideranças empresariais e autoridades capazes de modificar o panorama do setor elétrico brasileiro vão debater, juntos, a inovação no campo da regulação, os incentivos à pesquisa e desenvolvimento existentes no país, políticas públicas vigentes, inteligência competitiva e P&D em energias renováveis.

O “Encontro da Inovação” é uma realização do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) e a empresa Viex Américas. A programação completa e inscrições podem ser realizadas no site do evento pelo endereço: http://viex-americas.com/conferencias/encontro-da-inovacao-setor-eletrico/

Fonte: CERNE Press

CERNE contribui em ação educativa no Rio Grande do Norte

O Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) contribuiu com informações sobre energia eólica para uma feira de ciências realizada em uma escola pública localizada no município de Nísia Floresta, distante cerca de 30km de Natal.

A professora do 5º ano da Escola Estadual Camilo de Souza, Marilza Vieira, entrou em contato com o CERNE para solicitar informações sobre os maiores parques eólicos em operação no Brasil.

Foto: Marilza Vieira

Foto: Marilza Vieira

Os dados foram utilizados como embasamento para uma feira científica realizada na escola em novembro do ano passado em que um dos temas apresentados foi sobre energia limpa.

Fonte: CERNE Press

Produção de petróleo em terra é incerta no RN, diz especialista

O Programa de Revitalização da Atividade de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural em Áreas Terrestres (REATE) lançado ontem em Salvador (BA), pode ser um passo para se discutir a retomada dos investimentos no setor no Rio Grande do Norte, mas o programa não dá essa certeza, considera o diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), Jean-Paul Prates.

Na solenidade de abertura, o ministro das Minas e Energias,  Fernando Coelho Filho, disse que o Programa Reate que incentivar produtores, fornecedores e financiadores dessa atividade para aumentar a exploração e produção com objetivo de tornar a indústria de exploração e produção forte e competitiva.

Segundo o ministro Fernando Coelho Filho, as centenas de empresas que atuam na produção onshore devem ser valorizadas. Essas empresas geram milhares de empregos no interior do país, reiterou. “Um poço que produz 2, 3, 5 mil barris ao dia, no interior do Nordeste, é tão importante quanto um poço do pré-sal que gera 50 mil barris ao dia”, disse.

Jean-Paul Prates explica que a atividade em terra se ressente de atenção governamental, principalmente quanto a um norte definido. Isso desde 1998, quando se iniciou o novo regime regulatório de concessões no Brasil, frisa.

A retomada dos investimentos, avalia Prates, não é um tema simples. De acordo com ele, ela envolve muito mais do que técnicas de revitalização e viabilidade econômica. “Para mim, a solução não é imediata e requer um processo de pelo menos 10 anos para ser implementado com sucesso. Perdemos quase 20 anos na inércia total. Estamos muito atrasados quanto a esta questão”, assinala o especialista em energias, que ressalva: “Evidentemente nunca é tarde para se começar a tratar do assunto, de forma consistente.”

A questão preliminar do Reate, segundo Jean-Paul, é saber se o programa conseguirá ser implementado, apesar de essa ser outra questão. Segundo ele, o declínio das atividades do petróleo decorre da exaustão das reservas já exploradas. “Os volumes vão declinando e as novas campanhas exploratórias não encontram novas reservas”.

O problema da produção terrestre no RN, como em todos os campos terrestres, é que a bacia vai amadurecendo e sobrevivendo apenas da produção que resta. Nesta fase, comenta, a única saída são os investimentos na chamada revitalização, que podem envolver processos físicos como bombeio, injeção de água, vapor ou gás, ou ainda processos químicos mais complexos. “Tudo para retirar do subsolo o restante de petróleo que ficou lá após a aplicação dos métodos convencionais”, sentencia.

De acordo com o especialista, normalmente, os investimentos em revitalização são realizados por empresas de configuração mais local, regional do que global. Porém, o erro das tentativas anteriores em repassar estes ativos para empresas privadas, avalia Prates, foi justamente forçar fazer pressão para vendê-los diretamente a empresas cuja  estrutura e os interesses tampouco eram locais. No caso, as empresas estrangeiras ou nacionais mas de porte e interesse diversos.

O Reate, por outro lado, não teve qualquer cuidado em lembrar que, por trás das operações atuais, mesmo decadentes, há um corpo de técnicos e funcionários que sofrerá consequências de uma transição sem oportunidade para que continuem trabalhando, argumenta Prates. Por isso, se explica a reação contrária de  sindicatos de trabalhadores e associações de empregados.

Jean-Paul Prates lembra que programas de revitalização da produção e exploração como o Reate não são novidades. “Já houve outras iniciativas deste tipo em 2002, 2007 e até em 2015”, ressalta.

Segundo Prates, o secretário de Petróleo, Márcio Félix, lhe disse que o evento na  Bahia visa coletar sugestões e avaliar o que foi feito até agora, e por que não deu certo. “Creio que a iniciativa de tornar a discutir o assunto, com objetivo de criar um plano para estimular a atividade de petróleo em terra é não apenas válida como essencial para situações como a do RN”, assinala Prates que quando foi secretário de Desenvolvimento do RN no governo Wilma de Faria, Fortes também era secretário da mesma área no Espírito Santo. “Estabelecemos algumas parcerias inclusive quanto à análise desta questão dos campos terrestres”, complementa.

Jean-Paul Prates adverte que será um erro ignorar o papel proeminente que a Petrobras e seus técnicos podem ter quanto a isso, caso seja caracterizada,  mais uma vez, uma situação de antagonismo de pequenos produtores contra a estatal. Caso isso aconteça, o programa estava fadado a não progredir como os anteriores, afirma.

“É preciso conciliar os interesses antes de partir para simples vendas de ativos. Uma das possibilidades, que tenho sugerido há mais de dez anos, é utilizar o modelo de parceria evolutiva: ou seja, traçar planos técnicos e financeiros para o investimento em revitalização, escolher grupos técnicos competentes e iniciar cedendo parcelas minoritárias nos ativos, submetendo as cessões de mais percentual no negócio ao desempenho técnico e ao atingimento de metas”, analisa. Dessa forma, adianta, isso tornaria a transição mais suave, tanto para quem assume os campos marginais quanto para quem sai deles.

Outra questão levantada por Jean-Paul Prates e que dificulta o interesse de investidores é a questão dos custos de abandono. “São os custos que o operador tem que incorrer para finalizar as operações”, destaca. Segundo ele, o operador atual (Petrobras ou outro) deveria ter provisionado uma conta de abandono para isso, ao longo das operações de 20 ou 30 anos de produção. “Mas isso não parece ter ocorrido, o que impõe a quem compra ou sucede a operação o custo total de abandono no futuro. Também o passivo ambiental deve ser dimensionado de forma a que a responsabilidade caiba a cada um dos períodos de operação separadamente. Como se vê, há muito o que discutir e decidir, antes de simplesmente vender os campos”, encerra.

Produção terrestre no Brasil

O ministro das Minas e Energias, Fernando Coelho Filho, disse ontem na Bahia, no lançamento do Programa de Revitalização da Atividade de Exploração  e Produção de Petróleo e Gás Natural em Áreas Terrestres (REATE) que a produção atual Onshore (em terra) no Brasil é de 143 mil barris diários de óleo e 26 milhões m3/dia, em 8 estados.

A proposta do REATE é que essa produção atual possa triplicar até 2030, chegando aos atuais patamares Onshore de Argentina e Equador, algo em torno de 500 mil barris diários. De acordo com ele, a iniciativa pode ainda ajudar a levar a exploração e produção no dobro de Estados, gerar mais de 10 mil novos empregos diretos e indiretos e movimentar a economia de centenas de municípios. Também é uma meta do programa aprimorar o ambiente de produção competitiva de gás natural, de modo a dar suporte a um desenvolvimento industrial regional, notadamente nas regiões Nordeste, Centro-Oeste e Norte do Brasil.

“Estamos juntando uma série de oportunidades, em todos os tipos de áreas de exploração e agora temos a ideia de lançar esse programa, ouvindo a indústria para poder aumentar sua participação, casando com a oportunidade de desmobilização de ativos da Petrobras. Estamos vendo de que forma podemos dinamizar essa produção”, afirmou Coelho Filho.

Fonte: Silvio Andrade | Novo Jornal

Natal sedia 9º SolarInvest e 1º Encontro da Inovação

Nos dias 8 e 9 de fevereiro, a cidade de Natal-RN vai sediar dois importantes eventos voltados para o setor energético e gestão: o 9º SolarInvest e o 1º Encontro da Inovação. Os encontros serão realizados no auditório do hotel Best Western Premier Majestic, em Ponta Negra.

Em sua nona edição, o SolarInvest reunirá novamente investidores e executivos em busca do aprimoramento da regulamentação para o desenvolvimento da geração de energia por fonte solar no Brasil. O encontro visa estreitar o relacionamento entre governo e empreendedores para discutirem juntos os atuais desafios da geração fotovoltaica em seus vários aspectos.

Serão debatidos temas como o potencial econômico na cadeia de produtos e serviços, a vocação e função da energia solar centralizada na matriz elétrica nacional, os efeitos projetados para o advento dos telhados solares, e exemplos de empreendedorismo no setor fotovoltaico.

O “Encontro da Inovação, Competitividade e Qualidade” propõe uma análise prática dos processos de inovação no setor de energia elétrica, não somente no campo das tecnologias diretamente ligadas à geração e distribuição, mas também nos processos e tecnologias para gestão ambiental, regulação, consumo industrial e residencial, mobilidade e atendimento. O evento reunirá as lideranças empresariais e autoridades capazes de modificar o panorama do setor elétrico brasileiro.

Os eventos são uma realização do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) e a Viex Americas. Outras informações estão disponíveis pelos seguintes links:

SolarInvest: http://viex-americas.com/conferencias/solarinvest/

Encontro da Inovação: http://viex-americas.com/conferencias/encontro-da-inovacao-setor-eletrico/

Fonte: CERNE Press

Líder em geração, o RN espera por novos leilões para eólicas

O Rio Grande do Norte,  maior gerador de energia eólica do Brasil, registra crescimento de 82% na geração, com 1.589 MW em 2016 em relação ao ano anterior. O crescimento se deve a entrada de novos parques que iniciaram a operação comercial junto ao Sistema Integrado Nacional, até novembro do ano passado. Dos 98 parques eólicos que  entraram em operação no Brasil, em 2016, 35 foram no RN (918,00 MW). Em todo o país, a geração de energia eólica em operação comercial totalizou 3,6 GW – um crescimento de 53,4%, até novembro de 2016.

Se por um lado, o setor comemora a ampliação da energia dos ventos  na matriz, por outro o clima é de incertezas quanto a retomada de novos leilões de energias renováveis e inclusão do RN nestes certames. Na última semana, governadores do Nordeste estiveram reunidos com o Ministério de Minas e Energias para reivindicar a realização de dois certames em 2017 – entre eles o 2LER 2016 cancelado ano passado. Ainda não há definição sobre o tema.

O diretor do Sindicato das Empresas do Setor Energético (SEERN) e do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia, Jean-Paul Prates, reforça a necessidade dos leilões para ampliar a oferta na matriz energética sem interrupções futuras em geração, em meio a manutenção da crise hídrica.

“É importante que os leilões mantenham a regularidade para ter recolocação de entradas de projetos em operação e evitar um gap (intervalo, em tradução livre do inglês) a partir de 2019”, afirma Prates.

Historicamente, de 2009 a 2014, a média anual contratada para energia eólica no Brasil, segundo dados do SEERN, foi de 2 GW. Em 2015, caiu para 1,1 GW. Em 2016, não houve. Isto por que o leilão exclusivo para  geração de energias solar fotovoltaica e eólica, que iria acontecer em  19 de dezembro, foi cancelado pelo Governo federal que alegou “falta de demanda”, frente a projeção de sobra de 9 mil megawatts (MW) em 2020.

O Rio Grande do Norte tinha  cadastrados 7,195 GW em 223 projetos eólicos e 58 projetos solares  – 20% dos 1.260 empreendimentos inscritos para a disputa -, mas acabou excluído juntamente com os estados da Bahia e Rio Grande do Sul devido a insuficiência atual estrutura das linhas de transmissão usadas para escoar a energia.

A decisão foi contestada pelo SEERN, à época, que pediu a reconsideração dos cálculos de capacidade de escoamento remanescente mediante autorização dada em agosto, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), para que a empresa Esperanza Transmissora de Energia assuma parte das obras de linhas de transmissão da Abengoa – espanhola que decretou falência – garante escoamento de 500 MW até 2017.

“Há tempo hábil para a revisão de cálculos sobre a capacidade de escoamento da produção para a inclusão do RN, visto que a resolução da Aneel autoriza a construção e conexão mesmo que parcial das linhas de transmissão necessárias à Esperanza se energizar”, lembra Prates.

Geração de Energia Eólica
Local     parques     mw
Brasil     98     2.514,49
RN     35      918,00
BA     22       539,85
PI     14     382,10
CE     13     311,03
PE     10     273,59
RS    4     89,92

Projeção para os Próximos Anos

Brasil 
Em construção: – 137 Parques Eólicos = 3.136,80 MW
Contratados (a construir): – 202 Parques Eólicos = 4.735,75 MW

RN
Em construção: 16 Parques Eólicos = 417,00 MW
4 Parques Eólicos = 108 MW do 4° LER – 2011
5 Parques Eólicos = 113,40 MW do 18° LEN (A-5) – 2013
7 Parques Eólicos = 195,60 MW do 6° LER – 2014

Contratado:
38 Parques Eólicos = 918,40 MW
2 Parques Eólicos = 52,50 MW do 4° LER – 2011
16 Parques Eólicos = 431,00 MW do 18° LEN (A-5) – 2013
7 Parques Eólicos = 132,00 MW do 5° LER – 2013
7 Parques Eólicos = 166,40 MW do 20° LEN (A-5) – 2014
2 Parques Eólicos = 40,00 MW do 6° LER – 2014
1 Parque Eólico = 25,20 MW 8° LER – 2015
3 Parques Eólicos = 71,30 MW do Mercado Livre

Fonte: Tribuna do Norte

RN encerra 2016 com 3,3GW eólicos

O estado do Rio Grande do Norte fechou o ano de 2016 com 122 parques eólicos em operação comercial, atingindo a expressiva marca de 3,311GW de produção de energia. O resultado equivale a 32,57% de toda a capacidade nacional em operação.

No dia 28 de dezembro, três parques eólicos entraram operação comercial no estado, ou seja, estão em pleno funcionamento para geração de energia. Confira os detalhes de cada empreendimento listado abaixo. Os dados são do CERNE  – Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia:

 

Parque eólico Santana I

Capacidade Instalada = 30 MW

Proprietário: Força Eólica do Brasil (Neo Energia / Iberdrola Renováveis do Brasil)

Município: Bodó/RN

 

Parque eólico Santana II

Capacidade Instalada = 24 MW

Proprietário: Força Eólica do Brasil (Neo Energia / Iberdrola Renováveis do Brasil)

Município: Lagoa Nova/RN

 

Parque eólico Calango 6

Capacidade Instalada = 30 MW

Proprietário: Força Eólica do Brasil (Neo Energia / Iberdrola Renováveis do Brasil)

Município: Bodó/RN

 

Brasil ultrapassa os 10GW

O país também encerrou o ano com bons números para o setor com a marca de 10,057GW de energia eólica em operação, distribuídos em 413 parques por todo o território nacional. O resultado ocorreu no dia 27 de dezembro com a entrada em operação comercial de um parque eólico no Piauí e dois no Rio Grande do Sul.

De acordo com a previsão do CERNE, com essa conquista, há boas chances do Brasil figurar entre os oito países que mais produzem energia eólica no mundo. O ranking global, realizado anualmente pelo Global Wind Energy Council (GWEC), deverá ser divulgado ainda no primeiro trimestre de 2017. Atualmente, o país está posicionado entre as 10 nações que mais geram energia eólica.

Confira tabela abaixo com dados atualizados:

Foto: CERNE/Divulgação

Foto: CERNE/Divulgação

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: CERNE Press

 

Alunos do curso em gestão eólica realizam visita técnica em Guamaré

A turma do Curso de Capacitação em Gestão da Energia Eólica, oferecido pelo CERNE em parceria com a Universidade Potiguar (UnP), realizou neste sábado (10) uma visita técnica ao Parque Eólico Alegria, situado no município de Guamaré/RN. A atividade encerrou oficialmente o período letivo do curso.

Os alunos puderam conhecer de perto as instalações, tecnologias e modo de operação da usina. O parque ocupa uma área total de cerca de 1.900 hectares, na Praia do Minhoto, a aproximadamente 170Km de Natal.

Foto: CERNE

Foto: CERNE

O parque é composto por duas unidades, Alegria I e Alegria II. A unidade Alegria I é composta por 31 aerogeradores com potência total de 51,15 MW, enquanto que na unidade Alegria II agrupa 61 aerogeradores instalados com potência total de 100,65 MW.

Os 92 aerogeradores do complexo foram fabricados pela empresa dinamarquesa Vestas, líder mundial na fabricação deste tipo de equipamento.

Fonte: CERNE Press

Eólicas: aspectos socioambientais e legislação são debatidos em Salvador

A cidade de Salvador, Bahia, sediou nesta segunda-feira, 05 de dezembro, o Seminário Socioambiental Eólico. O evento tem como proposta reunir empresários, órgãos ambientais, representantes governamentais e especialistas em torno de um debate para encontrar os caminhos da confluência dos interesses energéticos, ambientais, sociais, históricos e econômicos que envolvem o mercado eólico no Brasil.

Foto: CERNE /Divulgação

Foto: CERNE /Divulgação

O presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) e do Sindicato das Empresas do Setor Energético do Rio Grande do Norte (SEERN), Jean-Paul Prates, participou do seminário como mediador da sessão executiva sobre pendências legislativas ambientais para o desenvolvimento do setor elétrico.

No período da tarde, foi debatido o contexto do cenário político e as discussões que permeiam a legislação dos órgãos ambientais brasileiros na esfera estadual e federal. A nova Lei Geral do Licenciamento Ambiental (Proposta MMA), PEC 65/2012 e PL 654/2015 e propostas de resoluções do CONAMA também foram discutidas, além das impressões e expectativas do setor produtivo, dos especialistas e órgãos ambientais envolvidos.

Foto; CERNE/Divulgação

Foto; CERNE/Divulgação

Participaram da sessão executiva representantes do Ministério de Minas e Energia, Agência Estadual de Meio Ambiente de Pernambuco, Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente (Abema), Promotoria de Justiça do Meio Ambiente da Bahia, Renova Energia e escritórios de advocacia especializados na área ambiental e de energia.

O seminário é uma realização da Viex Américas e conta com o apoio do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) e do Sindicato das Empresas do Setor Energético do Rio Grande do Norte (SEERN).

Fonte: CERNE Press

 

 

CERNE participa do workshop Brasil-Israel sobre desenvolvimento do semiárido

O Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) participou nesta segunda-feira (21) do primeiro workshop internacional “Biward: Brazil – Israel Agriculture and Water Research and Development” realizado em Natal. O evento é uma parceria da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) com Universidade Ben Gurion de Israel.

Especialistas das áreas de água, bioenergia e agricultura em áreas desérticas participaram do workshop para trocar experiências e conhecimentos, uma vez que a região Nordeste do Brasil e algumas localidades em Israel lidam com desafios parecidos: vastas regiões áridas, pouco investimento em tecnologia e baixo índice de desenvolvimento humano.

O Diretor de Tecnologia, Pesquisa e Inovação do CERNE, Olavo Oliveira, participou da mesa “Semi-arid Sustainable development” e falou sobre os projetos desenvolvidos pela entidade na região semiárida do Rio Grande do Norte e Nordeste,  e as possibilidades de interface entre a instituição e a universidade israelense.

Fonte: CERNE Press