Energia eólica atinge 15 GW no Brasil e ocupa segunda posição na matriz elétrica

A energia eólica alcançou a marca de 15 GW em capacidade instalada, passando a ocupar o segundo lugar em relevância na matriz elétricas brasileira, informou a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) em boletim divulgado nesta quinta-feira, 11 de abril. Em números, são 601 parques eólicos, com 7 mil aerogeradores, espalhados em 12 estados.

As hidrelétricas seguem na liderança com principal forma de produção de energia do páis, com 104,5 GW de capacidade instalada. Em terceiro lugar estão as térmicas a biomassa (14,8 GW), seguida pelas térmicas a gás natural (13,4 GW).

Além dos 15 GW de capacidade instalada, há outros 4,6 GW já contratados ou em construção, o que significa que, ao final de 2023, serão pelo menos 19,7 GW considerando apenas contratos já viabilizados em leilões e com outorgas do mercado livre publicadas e contratos assinados até agora.

Enquanto a média mundial do fator de capacidade está em cerca de 25%, o fator de capacidade médio brasileiro em 2018 foi de 42%, sendo que, no Nordeste, durante a temporada de safra dos ventos, que vai de junho a novembro, é bastante comum parques atingirem fatores de capacidade que passam dos 80%. Isso faz com que a produção dos aerogeradores instalados em solo brasileiro seja muito maior que as mesmas máquinas em outros Países. Somos abençoados não apenas pela grande quantidade de vento, mas também pela qualidade dele”, disse.

Em 2018, os parques eólicos produziram 48,4 TWh, um crescimento de 14,6% em relação a 2017. “Se quisermos trazer isso para uma compreensão mais próxima da nossa realidade, dá para dizer que o que as eólicas produziram de energia no ano passado, em média, seria o suficiente para abastecer 25,5 milhões de residências ou cerca de 80 milhões de pessoas”, explicou Elbia.

Para 2019, já há dois leilões agendados, sendo o primeiro um A-4 no dia 28 de junho e um A-6 no dia 26 de setembro. Para o A-4, já está prevista a participação da fonte eólica. Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), foram cadastrados 751 projetos eólicos, ou 23,1 GW.

Fonte: Canal Energia | Abeeólica

Energia solar surpreende e supera eólica no cadastro para leilão A-4

A energia solar entrou de vez nas agendas dos leilões de energia elétrica do governo e superou a energia eólica na oferta de potência para o próximo leilão A-4, que visa aumentar a oferta de eletricidade no país a partir de 2023. O leilão, que terá somente fontes renováveis, está previsto para 28 de junho e somou 1.581 projetos cadastrados pela Empresa de Pesquisa de Energética (EPE), ou 51,2 gigawatts (GW) de capacidade instalada.

Os projetos agora serão avaliados para saber os que poderão efetivamente participar do leilão, levando em conta, entre outros critérios, a licença ambiental e as linhas de transmissão possíveis de conexão dos empreendimentos.

A energia solar fotovoltaica apresentou 751 projetos, com capacidade instalada total de 26,2 GW, superando os 23,1 GW da energia eólica, que também cadastrou 751 projetos. Em terceiro lugar ficaram as termelétricas a biomassa, com 19 projetos e 1 GW de potência. Foram ainda cadastrados pela EPE, 44 projetos de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) somando 606 megawatts (MW); 4 Hidrelétricas, com total de 164 MW; e 12 Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGH), com 32 MW.

Ranking

A Bahia continua sendo o estado com maior número de projetos, tantos fotovoltaicos como eólicos, com cadastro de 193 e 260, respectivamente. O Rio Grande do Norte vem em segundo lugar, com 124 projetos de energia solar e 181 de energia eólica, seguido pelo Piauí, com 178 projetos de energia solar e 80 de energia eólica.

Veja o Informe do Cadastramento para o Leilão A-4 de 2019 na lista de arquivos correspondentes ao leilão.

Leilões de energia: como funciona

Os leilões são a principal forma de contratação de energia no Brasil. Por meio desse mecanismo, concessionárias, permissionárias e autorizadas de serviço público de distribuição de energia elétrica do Sistema Interligado Nacional (SIN) garantem o atendimento à totalidade de seu mercado no Ambiente de Contratação Regulada (ACR). Quem realiza os leilões de energia elétrica é a CCEE, por delegação da Aneel.

O critério de menor tarifa é utilizado para definir os vencedores do certame, visando a eficiência na contratação de energia.

O certame configura-se como um processo licitatório, ou seja, é uma concorrência promovida pelo poder público com vistas a se obter energia elétrica em um prazo futuro (pré-determinado nos termos de um edital), seja pela construção de novas usinas de geração elétrica, linhas de transmissão até os centros consumidores ou mesmo a energia que é gerada em usinas em funcionamento e com seus investimentos já pagos, conhecida no setor como “energia velha”.

Sem os leilões, portanto, seria difícil para o setor elétrico conseguir equilibrar oferta e consumo de energia e, consequentemente, aumentariam-se os riscos de falta de energia e de racionamento. Os leilões de energia elétrica, ao definirem os preços dos contratos, definem, também, a participação das fontes de energia utilizadas na geração, o que impacta na qualidade da matriz elétrica de nosso país em termos ambientais (mais ou menos energia hidrelétrica, nuclear, eólica, queima de combustíveis, biomassa, etc.), bem como no valor das tarifas pagas pelos consumidores.

Fontes: Estadão | EPE

CERNE assina acordo de cooperação com a UFRN

Plano inclui ações conjuntas para atividades voltadas à pesquisa, ensino, extensão e inovação, além de consultoria técnica e facilitação do acesso à infraestrutura das respectivas instituições.

O Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) assinaram nesta segunda-feira (8), na Reitoria, o acordo oficial de cooperação para fomentar a participação conjunta em projetos de pesquisa, workshops, palestras e cursos.

O plano de trabalho inclui visitas e intercâmbio de profissionais para atividades voltadas à pesquisa, ensino, extensão e inovação, além de consultoria técnica e facilitação do acesso à infraestrutura das respectivas instituições. O acordo de cooperação tem vigência de cinco anos, podendo haver renovação do prazo após o término do período.

Diretor Presidente do CERNE, Darlan Santos, ao lado do Diretor Setorial de Tecnologia, Pesquisa e Inovação, Olavo Oliveira. (Foto: CERNE Press)

Entre as ações previstas no acordo estão a cooperação no projeto “Educação em Cidades Inteligentes”, na instalação do Parque de Ciência e Tecnologia da UFRN, em Macaíba, e na interação da universidade com entidades e associações do setor de energias renováveis.

Segundo a reitora da UFRN, Ângela Maria Paiva Cruz, o acordo consolida e amplia a parceria entre as duas instituições. Ela também destacou a importância da cooperação para aproximar a instituição do setor produtivo visto que a universidade “produz novos conhecimentos, forma recursos humanos e gera processos e produtos que podem ser usados pelo setor de energias”.

Foto: CERNE Press

O diretor-presidente do CERNE, Darlan Santos, complementou que a formalização do acordo viabiliza o apoio de pesquisadores para a ampliação das atividades em pautas de interesse nacional. “Vamos construir uma relação duradoura que traga benefícios ao nosso Estado, atualmente o maior produtor de energia eólica do país”, afirmou.

A reunião contou com a presença de representantes da Pró-reitoria de Extensão (PROEX), Pró-reitoria de Graduação (PROGRAD), Pró-reitoria de Pesquisa (PROPESQ), Pró-reitoria de Pós Graduação (PPG) e Pró-reitoria de Administração(PROAD), além do Instituto Metrópole Digital (IMD) e Escola de Ciência e tecnologia (ECT).

Ciclo de Debates

O CERNE, através do seu Conselho Técnico – Científico, trabalha desde 2017 com a realização periódica do Ciclo de Debates. A iniciativa foi criada com o objetivo de procurar discutir e debater os principais problemas do setor de recursos naturais e energia, além de buscar encontrar propostas de soluções que possam ser encaminhadas aos órgãos reguladores e executivos do setor.

O Conselho Técnico, criado em 2016, é composto por pesquisadores e professores de diversas instituições de pesquisas e universidades do país e visa dinamizar ainda mais as ações do CERNE e dar um suporte técnico-científico nas discussões das estratégias, dos projetos e dos seus programas. Atualmente ele consta com 22 membros efetivos, sendo em sua maior parte constituída de docentes da UFRN.

Em 2019, a primeira edição do Ciclo de Debates será realizada na próxima quinta-feira (11) na Sala 4 da Escola de Ciência e Tecnologia (ECT) e tratará sobre energia acessível e limpa. O evento contará com a participação de especialistas, pesquisadores e empresários que apresentarão um panorama das energias renováveis no Rio Grande do Norte e no Brasil.

Para mais informações acesse: www.cerne.org.br

Fonte: CERNE Press

Energia solar: RN alcança mil usinas fotovoltaicas em operação

O Rio Grande do Norte atingiu a marca de 1.000 usinas fotovoltaicas de micro e mini geração instaladas no Estado. O número totaliza cerca de 15MW de potência instalada. Os dados são do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) e apontam ainda que os municípios de Natal, Mossoró e Caicó são que mais apresentam unidades instaladas.

No Brasil, o recurso solar é bem mais difuso e capilarizado do que o vento. O mapa de potencial solar do RN aponta regiões como o Seridó (potiguar e paraibano) e a ‘tromba do elefante’ – Alto Oeste – como áreas de insulação máxima.

Projeções da Associação Brasileira de Geração Distribuída apontam que em 2040, daqui a duas décadas, só a energia impulsionada pelo sol vai representar 32% da matriz energética brasileira.

Fonte: CERNE Press

 

Siemens Gamesa lança novas turbinas eólicas, de 5,8 MW; prevê iniciar produção até 2021

A fabricante de equipamentos Siemens Gamesa lançou uma nova linha de turbinas eólicas para usinas em terra (onshore), com dois modelos que terão capacidade unitária de 5,8 megawatts, um deles com rotores de 170 metros, os maiores da indústria, segundo comunicado da companhia nesta quarta-feira.

Os primeiros protótipos estão previstos para meados de 2020, enquanto a produção deverá começar no final de 2020 e no início de 2021, de acordo com o modelo.

O movimento da companhia segue-se a anúncios de novas máquinas por outros fornecedores, como a dinamarquesa Vestas, que já tem negociado com clientes turbinas de 4,2 megawatts, e a norte-americana GE, que apresentou ano passado um modelo com 4,8 megawatts.

“O design e o desenvolvimento (da tecnologia) foram realizados em Brande (Dinamarca), Pamplona e Madri (Espanha). Os diferentes componentes serão produzidos nos principais ‘hubs’ produtivos da Siemens Gamesa ao mesmo tempo, para que o produto se estenda para diversas regiões/geografias”, disse a empresa em nota à Reuters.

O primeiro modelo das turbinas, com rotor de 155 metros (5.8-155), tem o início da produção agendado para o quarto trimestre de 2020, enquanto o segundo modelo (5.8-170), com rotor de 170 metros, deverá começar a ser fabricado no primeiro trimestre de 2021.

“Hoje estamos celebrando nosso segundo aniversário. Eu não posso imaginar um jeito melhor de fazer isso do que anunciando o lançamento dessa nova plataforma –uma prova tangível do comprometimento da Siemens Gamesa com inovação e pesquisa e desenvolvimento”, disse em nota o CEO da fabricante, Markus Tacke.

A alemã Siemens e a espanhola Gamesa anunciaram a fusão de suas operações de energia eólica em 2016, em um negócio que acabou aprovado por reguladores em 2017.

A Siemens Gamesa afirmou que o modelo 5.8-155 consegue cobrir uma área 14 por cento maior que a turbina de 4,5 megawatts da empresa, com rotor de 145 metros, com uma produção anual de energia mais de 20 por cento superior, considerando-se ventos de 8 metros por segundo.

Já a máquina 5.8-170 aumenta a geração anual em mais de 32 por cento frente ao modelo antigo, quando a ventos de 7 metros por segundo, de acordo com a companhia.

Fonte: Reuters | Luciano Costa

Encontro reúne fornecedores e empresas de energia eólica em João Câmara

Com o objetivo de  reunir fornecedores e empresas para obter informações sobre a cadeia de prestação de serviços  em energias renováveis no Rio grande do Norte, o Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) e o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) realizam, no dia 10 de abril, uma reunião de trabalho no IFRN Campus de João Câmara para definir ações que promovam o fortalecimento da cadeia de serviços, em especial na área de energia eólica.

Dos 150 parques eólicos em operação comercial no Estado, 85 deles estão instalados na Região do Mato Grande. Isso significa uma fatia de 56% das usinas de todo o RN.

O destaque vai para o municipio de João Câmara, que detém o maior número de empreendimentos com 29 parques instalados e que, juntas, somam 732, 36 MW de potência instalada.

O encontro deve contar também com a participação de representantes do Governo do Estado e da Prefeitura de João Câmara. Além de mapear a cadeia de serviços, a ocasião servirá como  oportunidade para que o CERNE possa apresentar seu portifólio de ações aos que ainda não o conhecem, mostrar o trabalho da Rede Renováveis e buscar oportunidades de capacitação que possam ser desenvolvidas pelo IFRN e CERNE.

As inscrições podem ser feitas pelo link https://bit.ly/2HTCenS mais informações podem ser obtidas pelo telefone (84) 2010-0340 ou email contato@cerne.org.br

Fonte: CERNE Press

MME confirma eólica no Rio Grande do Norte junto ao Reidi

Obra na usina vai até 2020 e irá angariar R$ 333,5 milhões em investimentos. Ministério também aprovou PCH Macacos (PR) e as CGHs Rio Vermelho I e II (SC)

O Ministério de Minas e Energia deliberou o enquadramento ao Regime Especial de Incentivos ao Desenvolvimento da Infraestrutura do projeto relativos à central de geração eólica denominada São Fernando I, localizada em São Bento do Norte, Rio Grande do Norte. A EOL é de posse da Ventos de São Fernando I Energia S.A, controlada pelo grupo Enerfin Enervento Exterior, e prevê 22 aerogeradores de 3,3 MW, somando 72,6 MW de capacidade instalada numa obra iniciada em fevereiro deste ano, e que tem previsão de conclusão para outubro de 2020, através de um aporte financeiro de R$ 333,5 milhões, sem levar em conta a incidência de taxas.

Nos mesmos moldes, o MME enquadrou a pequena central hidrelétrica Macacos, que compreende duas turbinas de 4,9 MW, totalizando 9,9 MW de potência nos municípios de Sengés e Jaguariaíva, ambos no Paraná. A PCH é da Pesqueiro Energia S.A e o projeto tem prazo de execução entre janeiro deste ano à outubro de 2020, com uma previsão de investimentos de R$ 65,8 milhões, sem contar os impostos.

O Ministério também deu provimento à Usina Rio Vermelho de Energia e aprovou junto ao Reidi as obras relativas às CGHs Rio Vermelho I e II, em São Bento do Sul, Santa Catarina, cujo calendário de execução vai de março de 2019 até o mesmo período de 2021, com uma estimativa de aplicação de recursos de aproximadamente R$ 11,3 milhões e R$ 7,7 milhões, livre de taxas. As respectivas decisões foram publicadas através das portarias nº 77, 80, 76 e 78, no portal do MME e no Diário Oficial da União.

Fonte: Canal Energia

Especialistas e investidores discutem no Piauí as oportunidades para energia solar

Representantes de vários estados brasileiros participaram da 10ª edição da Solar Invest – a Conferência Nacional de Energia Solar. O evento está sendo realizado pela primeira vez no Piauí e tratou da regulamentação da geração de energia por fonte solar no Brasil.

O Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) participou da 10º Conferência Nacional de Energia Solar – Solar Invest, nos dias 27 e 28 de março, em Teresina, Piauí. A ocasião reuniu executivos, especialistas e investidores do setor produtivo de energia fotovoltaica para debater o aprimoramento e regulamentação da geração de energia solar no Brasil.

O evento apresentou temas importantes para o setor, como as potencialidades econômicas da cadeia de serviços, a vocação da energia solar centralizada na matriz elétrica nacional, os efeitos projetados com o crescimento da aquisição de telhados solares e exemplos de empreendedorismo no setor fotovoltaico.

Solar Invest é uma realização do CERNE e Viex Américas. Da esquerda para direita: Darlan Santos (CERNE), Davi Farias (Viex), Olavo Oliveira (CERNE), Rodrigo Carvalho (Viex) e Eduardo Bonatto (Viex).

O Diretor Presidente do CERNE, Darlan Santos, destacou a importância de o evento ser realizado no estado em que os investimentos na implantação de projetos de geração fotovoltaica estão em evolução. “O Piauí está localizado numa região com grande recurso energético e com possibilidade para conexões ao Sistema Interligado Nacional (SIN), sendo esse atrativo de empreendedores para a realização de investimentos”, disse.

Para Olavo Oliveira, Diretor Setorial de Tecnologia, Pesquisa e Inovação do CERNE, foi observado a receptividade por parte do Governo do Estado em oferecer um ambiente bem regulado e convidativo para a implantação dos projetos “levando em consideração os possíveis impactos socioeconômicos na região como a geração de empregos e capacitação profissional dos municípios envolvidos“, completa Oliveira. Ele apresentou uma palestra sobre energia heliotérmica (CSP), e explicou a obtenção de energia elétrica através do aquecimento de um fluido pela energia solar.

O evento também serviu como elo entre a entidade e os centros de pesquisa. “Aproveitamos o encontro para estabelecer e fortalecer relações junto a instituições como IFRN e IFPI, com o SEBRAE e com a ABSOLAR, com a finalidade de promover uma agenda regional para as energias renováveis, como meio de desenvolvimento do setor na região nordeste”, concluiu Olavo.

Para o Governador do Piauí, Wellington Dias, a produção de energia através de matrizes renováveis é uma alternativa cada vez mais viável. “A possibilidade de integração da energia solar e energia gerada por hidroelétricas, eólicas ou de outras matrizes, permite que você possa fornecer energia, por exemplo, à rede da Equatorial Cepisa e receber um crédito de compensação. Em breve, seremos capaz de, não apenas ser autossuficiente, mas também exportar energia elétrica”, explicou.

Foto: Viex Américas

Atualmente, o Piauí é o quarto maior produtor de energia solar do Brasil. Há projetos para implantação de novos parques fotovoltaicos nos municípios de Lagoa do Barro e Queimada Nova. “O Estado já caminha para que, com esse investimento que está sendo feito pela Enel Green Power juntamente com essa de Ribeira do Piauí e outros, tenha chances de ficar em primeiro ou segundo lugar no Brasil em geração de energia solar”, concluiu Dias.

O presidente do Sebrae no Piauí, Freitas Neto, destacou o potencial do Estado em relação às fontes de energia renováveis. “Dentre as potencialidades o que chama atenção hoje, é exatamente a questão das renováveis, começamos com a eólica e agora a energia solar fotovoltaica”, disse. Neto complementou falando sobre o trabalho do Sebrae na região: “Temos um projeto de inserção do pequeno negócio, do microempresário nesse setor para que ele também possa desfrutar das vantagens e possa ter condições de competir com os maiores”.

A Vice – Reitora da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Profa. Dra. Nadir do Nascimento, ressaltou a importância da participação da academia como ferramenta propulsora de pesquisas e capacitação profissional. “A UFPI pode contribuir no desenvolvimento do setor renovável, por atualmente se encontrar em um ambiente de discussão com relação à energia sustentável e por sua responsabilidade na formação dos futuros profissionais que trabalharão nessa área”, concluiu a Vice-Reitora.

Fonte: CERNE Press

Teresina será sede de evento nacional de energia solar

Cidade vai receber empreendedores, investidores e fornecedores de energia renovável de várias regiões do país.

O Piauí confirma mais uma vez seu destaque nacional na área de energias renováveis ao ser escolhido como sede do 10º SolarInvest, conferência nacional de energia solar. O evento será realizado em Teresina, nos dias 26 e 27 de março. O Governo do Estado, em parceria com o Sebrae-PI, está recebendo o evento que atrairá executivos e investidores de todo o país. O SolarInvest é uma parceria entre o Centro de Estratégias em Recursos Naturais & Energia e a empresa Viex.

Segundo dados da Associação da Indústria Solar Fotovoltaica (Absolar), o Piauí abriga a maior usina de energia solar da América do Sul, situada em Ribeira do Piauí, município localizado a 490 km de Teresina. São quase um milhão de painéis distribuídos numa área do tamanho de 700 campos de futebol. A produção é suficiente para abastecer diariamente uma cidade com 1,2 milhão de pessoas.

Serão debatidos temas como o potencial econômico na cadeia de produtos e serviços, a vocação e função da energia solar centralizada na matriz elétrica nacional, os efeitos projetados para o advento dos telhados solares, e exemplos de empreendedorismo no setor fotovoltaico.

O SolarInvest 2019 tem a expectativa de atrair 250 participantes dentre eles empreendedores, empresas de energia renovável, investidores e financiadores e fornecedores de equipamentos e serviços da cadeia solar fotovoltaica. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site do evento. Mais informações pelo WhatsApp (11) 98913-3776.

Fonte: CERNE Press com informações da Viex

 

Energia limpa e acessível é discutida em Natal

Combinar a geração de energia limpa com um financiamento acessível pode tornar as fontes renováveis, como eólica ou solar, mais competitivas em custo, superando as tradicionais fontes de combustível fóssil. A geração de energia através da força dos ventos já é uma realidade consolidada no Brasil. Neste segmento, o Rio Grande do Norte alcança a liderança nacional com 151 parques e 4.019 GW de potência instalada. A geração de energia por fonte eólica já representa 86% de toda a potência instalada do estado potiguar.

“O Rio Grande do Norte tem aumentado sua capacidade instalada de maneira quase ininterrupta, sendo acompanhado por investimentos importantes nesse período”, explica o o Diretor Setorial de Energia Eólica do CERNE, Darlan Santos.

Dentro deste cenário promissor, a crescente atratividade da geração distribuída fotovoltaica, que visa a instalação de painéis solares em residências, estabelecimentos comerciais e indústrias, bem como a ampliação da oferta de crédito para este segmento, estão aumentando consideravelmente o acesso dessa tecnologia aos consumidores.

A geração distribuída superou a marca de 500 MW em capacidade instalada no país. Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), há 41.470 unidades consumidoras produzindo a sua própria energia a partir de fontes renováveis. Separando por tipo de fonte, a solar fotovoltaica segue liderando com 41.235 unidades ou 414 MW de potência instalada.

Esses e outros assuntos serão discutidos no Ciclo de Debates do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), que acontecerá no dia 11 de abril, as 19 horas, na Sala 04 da Escola de Ciência e Tecnologia (ECT) da UFRN. O tema desta edição vai tratar sobre os desafios e perspectivas para energia acessível e limpa no Brasil e Rio Grande do Norte.

“Nossa proposta é analisar e encontrar soluções que possam ser encaminhadas aos órgãos reguladores e executivos do setor, além de identificar potenciais parcerias entre as instituições participantes do evento”, afirmou o coordenador do CTC e Diretor de Tecnologia, Pesquisa e Inovação do CERNE, Olavo Oliveira.

O Ciclo de Debates do CERNE tem o apoio da Federação das Indústrias do RN (FIERN), UFRN, IFRN, Sindicato das Empresas do Setor Energético do Rio grande do Norte (SEERN), Conselho Regional de Economia (CORECON/RN) e SEBRAE. A programação completa está disponível no site do CERNE pelo endereço www.cerne.org.br e as inscrições podem ser feitas aqui. Outras informações pelo telefone (84) 2010-0340.

PROGRAMAÇÃO

Palestra 1:
O CRESCIMENTO DA ENERGIA EÓLICA NO RN
Eng. Milton Pinto–Assessor Técnico da SEPLAN/Governo do RN

Palestra 2:
A ENERGIA SOLAR FOTOVOLTAICA: O FUTURO DA GERAÇÃO DISTRIBUÍDA NO BRASIL
Helder Ferreira – Diretor sócio da empresa ENERBRAS: Energias Renováveis Ltda.

Palestra 3:
A REGULAÇÃO SOCIAL DO ACESSO À ENERGIA ELÉTRICA
Dr. Diogo Pignataro – Secretário Geral do CERNE

Palestra 4:
GERENCIAMENTO DE PARQUES EÓLICOS NO BRASIL: DESAFIOS E OPORTUNIDADES
Marrison Gabriel Guedes de Souza – Gerente de O&M de parques eólicos da empresa New Energy

DEBATE COM A PARTICIPAÇÃO DE TODOS (PÚBLICO PRESENTE E VIA WEB)

LANCHE DE CONFRATERNIZAÇÃO (TODOS) a partir das 18:30 h (Hall 3º andar Prédio ECT/UFRN)

MEDIADOR: Prof. Mario Orestes Aguirre González (UFRN)

 

Energia solar supera nuclear em capacidade instalada no Brasil

Com a atualização, a energia solar passou a ser a sétima maior fonte de energia elétrica do país, logo atrás do carvão (3.252 MW) e petróleo (8.867 MW). A principal fonte da matriz elétrica brasileira é a hidrelétrica (104.343 MW), seguida pela biomassa (14.768 MW), eólica (14.738 MW) e gás natural (13.369 MW).

A fonte nuclear é a oitava maior do país, com 1.990 MW, a partir das usinas de Angra 1 e 2, situadas no litoral sul do Estado do Rio de Janeiro.

De acordo com o presidente da Absolar, Rodrigo Sauaia, o Brasil possui atualmente 73 usinas de geração centralizada de energia solar fotovoltaica, contratadas por meio de leilões realizados pelo governo federal. “Desde o primeiro leilão federal realizado em 2014, o setor solar fotovoltaico trouxe ao Brasil mais de R$ 10 bilhões em novos investimentos privados e dezenas de milhares de empregos locais de qualidade”, afirmou o executivo, em nota.

Segundo o presidente do conselho de administração da Absolar, Ronaldo Koloszuk, a fonte solar possibilita a redução de perdas elétricas na rede nacional, a postergação de investimentos em transmissão e distribuição e o alívio do sistema elétrico em horários de alta demanda, entre outros benefícios.

Fonte: Rodrigo Polito | Valor

Matriz elétrica aumenta 444 MW até meados de fevereiro

País teve o acréscimo de fontes renováveis apenas sendo a solar a que mais contribuiu, conforme relatório com dados preliminares da Aneel

Nos primeiros 45 dias do ano o país verificou o incremento de sua matriz elétrica em 444,93 MW. O maior volume veio da fonte solar com 179 MW, seguida pela eólica com 133,7 MW, UHEs com 116,73 MW e mais 15,5 MW em PCHs. De acordo com dados preliminares da Agência Nacional de Energia Elétrica, somente nos primeiros 15 dias de fevereiro foram 186,73 MW. Nesse período não houve o acréscimo da capacidade de geração de energia térmica por fontes fósseis ou por biomassa.

O relatório mensal de acompanhamento da expansão em fevereiro teve os dados de janeiro atualizados. O primeiro mês do ano fechou com 258,2 MW de capacidade nova instalada no país, leve aumento ante os 239,7 MW apontados anteriormente. A maior diferença está na expectativa da expansão ao final de 2019. O volume esperado passou de 4,6 GW para quase 5,4 GW de energia nova, um aumento na previsão de 15,2% ao final deste ano.

Apesar desse aumento em 2019, o volume de nova potência contratada a ser instalada no Brasil recuou ante o relatório anterior. Anteriormente estavam previstos 18,4 GW, até 2026 enquadrados na classificação verde (sem restrições para a entrada em operação) e amarela (com restrições). Agora o total é de 18,2 GW, sendo 10 GW na sinalização verde e mais 8,2 GW na amarela. O volume sem previsão de entrada em operação recuou de 4,2 GW para 4 GW. Com isso, a volume total recuou de 22,6 GW para 22,2 GW do relatório de janeiro para fevereiro.

Fonte: Maurício Gódoi | Canal Energia

Voltalia: “Estamos investindo mais de R$ 1 bilhão adicionais no RN”

Com pouco mais de 10 anos de atuação no Rio Grande do Norte, a Voltalia já investiu cerca de R$ 2 bilhões na construção de parques eólicos em regiões diversas do Estado, e desembolsará outra monta, estimada em pouco mais de R$ 1 bilhão, na operacionalização de novos empreendimentos eólicos que irão gerar mais 290 megawatts de energia limpa. O Estado tem atraído cada vez mais investimentos da empresa não somente no setor eólico. A energia gerada a partir da incidência dos raios solares, chamada de fotovoltaica, tem se mostrado atraente e deverá ser a “nova menina dos olhos” da Voltalia em solo potiguar.

Apesar dos avanços registrados pela empresa ao longo dos anos, ainda há gargalos como a limitação das linhas de transmissão, imprescindíveis para o escoamento da energia gerada no Estado, para que os investimentos aumentem e novos postos de trabalho sejam gerados. Na entrevista a seguir, Robert Klein, CEO da Voltalia no Brasil, faz um balanço dos valores desembolsados no Rio Grande do Norte e os planos de expansão no Brasil e países vizinhos. Acompanhe:

O RN tem atraído cada vez mais investimentos da Voltalia para construção e operacionalização de parques eólicos. Quanto a empresa já destinou ao Estado e qual o retorno desse investimento?

Identificamos o potencial da região em 2007 quando o setor eólico ainda era incipiente no Brasil. O Rio Grande do Norte é uma região conhecida por suas excepcionais condições de vento e tem sido nosso principal foco. Para ter uma ideia, a Voltalia já construiu mais de 300 MW na região de Serra do Mel e Areia Branca, e 108 MW em São Miguel do Gostoso, que equivale a mais de 1 milhão de residências beneficiadas com energia limpa. O cluster de Serra Branca, localizado na região, ainda temos 1,5GW de possíveis expansões. Até hoje, a Voltalia, em conjunto com seus parceiros, já investiu mais de R$ 2 bilhões no Estado. E atualmente, com a construção dos 290 MW dos projetos Ventos Serra do Mel 1 (VSM 1) e VSM 2, estamos investindo mais de R$ 1 bilhão  adicionais.

Quais são os planos da empresa para o Rio Grande do Norte? Novas áreas estão sendo prospectadas?

Recentemente, a Voltalia adquiriu 83 aerogeradores que serão instalados nas novas usinas Ventos Serra do Mel 1 e 2. Estamos, também, construindo uma linha de transmissão, de 500KV, para conectar o cluster de Serra Branca à rede nacional, que fica a 50 km de distância, localizado no município de Assú. O site (sítio) tem potencial para se tornar um dos maiores de energia eólica do país e até da América Latina e isso, sem dúvida, acarreta desenvolvimento econômico e social para o estado. É importante lembrar que, além da geração de energia limpa e melhoria na economia, a Voltalia, através do subcrédito do BNDES, já destinou cerca de R$ 12 milhões a projetos sociais que proporcionam melhores condições de vida às comunidades da região. Já foram mais de 40 projetos sociais, nas áreas de educação, saúde e desenvolvimento social, no entorno dos parques eólicos, com mais de 100.000 pessoas impactadas direta e indiretamente.

A empresa avalia a possibilidade de expandir a atuação no Estado explorando a energia fotovoltaica? Como se dará esse processo?

O Nordeste brasileiro, em especial o Rio Grande do Norte, é o local ideal para construir um complexo eólico devido à sua topografia e, claro, ao vento. No entanto, a Voltalia também atua de maneira a produzir energia limpa e renovável por meio de outras fontes, tais como: solar, hidrelétrica e biomassa. Um dos motivos de termos adquirido a Martifer Solar em 2016 foi diversificar nosso portfólio e sermos mais atuantes no mercado solar internacional. Assim, além de continuarmos investindo no desenvolvimento de projetos eólicos, iniciamos, há quatro anos, o desenvolvimento de um portfólio significativo de projetos solares, tanto no Rio Grande do Norte como em outros estados do Nordeste do país. Para nós, o Rio Grande do Norte tem a grande vantagem de concentrar um potencial eólico junto com o fotovoltaico. Por exemplo, o nosso Cluster Serra Branca tem os dois potenciais e contamos aproveitar das sinergias das duas fontes (compartilhamento da linha, do O&M, complementariedade da intermitência) nos tornando ainda mais competitivos. O mercado eólico no Brasil continuará tendo uma grande relevância na matriz energética do país por ser uma fonte muito competitiva por cousa das boas condições de vento, assim como sua cadeia de fornecedores bem consolidada, mas é fato que a energia solar está ganhando cada vez mais competitividade no mundo pelos avanços tecnológicos, assim como a redução contínua dos preços dos equipamentos.

O Rio Grande do Norte é hoje o maior produtor de energia eólica do país, mas é um Estado pequeno em termos territoriais. A Voltalia pretende explorar outros Estados nordestinos, quais e por quê?

É verdade que a Voltalia está hoje muito concentrada no Rio Grande do Norte devido aos trabalhos conduzidos desde 2007. Vamos continuar investindo, pois, o nosso potencial no Estado continua muito grande. Mas além disto, já desenvolvemos um portfólio significativo em outros estados do Nordeste como Bahia e Pernambuco e estamos sempre avaliando novas oportunidades de negócios no Brasil. O país é um mercado chave para Voltalia e somos confiantes no forte crescimento da energia renovável no país devido à riqueza das suas fontes e as suas necessidades de energia cada vez mais limpas.

O que é necessário para o Rio Grande do Norte expandir ainda mais o potencial de geração de energia solar? Quais são os gargalos mais comuns na atualidade às empresas do setor?

Tanto para energia eólica como para solar, o maior gargalo do Rio Grande do Norte e de outros Estados do Nordeste é a capacidade limitada da transmissão, mas que está sendo resolvida aos poucos. Para realizar uma análise precisamos dividir as duas modalidades de geração solar fotovoltaica: Geração Centralizada (grandes usinas) / Geração Distribuída (usinas até 5 MW). Para Geração Centralizada, é fundamental o apoio do governo no licenciamento de grandes usinas (ambiental e operacional) e, principalmente, o reforço na infraestrutura elétrica para escoamento da energia gerada (subestações e linhas de transmissão). No âmbito federal, é importante dar continuidade aos leilões anuais e assim consolidar este mercado no país, tornando a energia solar cada vez mais competitiva e a matriz energética cada vez mais limpa. Já na Geração Distribuída, é prioritário que o estado conceda, similar ao que o estado de Minas Gerais realizou, a extensão da isenção da cobrança do ICMS sobre a energia gerada em usinas maiores que 1 MW. Lembrando que, pela resolução ANEEL 482/2012 e a revisão 687/2015, é considerada geração distribuída usinas de até 5 MW de potência. Por serem de mais rápida construção que as usinas de geração centralizada, estas usinas de 5 MW podem fazer com que o estado consiga aproveitar quase que em sua totalidade o potencial que possui de geração de energia através do sol. Hoje, são mais de 20 mil sistemas fotovoltaicos em operação no Brasil, segundo a Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica) e o Rio Grande do Norte é o sexto estado brasileiro em potência instalada de energia solar, segundo dados da ANEEL (128,96 MW).

O senhor acredita que o custo da energia elétrica no país tende a recuar com a expansão da exploração da energia solar? Quando poderemos sentir essa diferença?

Na medida em que mais parques eólicos e solares entram operação, aumenta a capacidade de fornecimento de energia barata. Como consequência, o reflexo sobre o preço para o consumidor final acontecerá. Isto é uma realidade no mercado livre, no qual muitas indústrias escolheram comprar diretamente de fontes renováveis, se tornando mais competitivas e mais limpas.

O ano de 2019 será de retomada do crescimento econômico no Brasil, do seu ponto de vista? Por quais motivos?

A retomada do crescimento econômico no Brasil vai depender bastante do sucesso das reformas previstas pelo governo. Acreditamos, contudo, que as energias renováveis desempenham um papel fundamental no crescimento econômico do Brasil, pois são fontes de empregos e de desenvolvimento da cadeia de fornecedores, além de beneficiar economicamente e socialmente os Estados do Nordeste, que precisam desta impulsão. Tudo isto fornecendo energia barata, necessária ao crescimento do país, e limpa, para que este mesmo crescimento seja também sustentável.

Fonte: Ricardo Araújo | Tribuna do Norte

Governo divulga calendário de leilões de energia para até 2021

O Ministério de Minas e Energia divulgou uma agenda dos leilões de energia elétrica que serão promovidos pela pasta entre 2019 e 2021, incluindo dois certames para contratar energia de novos projetos de geração programados para este ano.

Segundo despacho da pasta no Diário Oficial da União desta quarta-feira, está marcado para 27 de junho o chamado leilão A-4, que contratará novas usinas para operação a partir de 2023, enquanto o leilão A-6, para 2025, será em 26 de setembro.

Ainda estão previstos em 2019 dois leilões para contratar energia de projetos de geração existentes, os chamados “A-1” e “A-2”, ambos em 6 de dezembro.

Para 2020, o governo agendou um leilão A-4 para 23 de abril e um A-6 para 24 de setembro, além de leilões de energia existente A-1 e A-2 em 4 de dezembro.

Em 2021, o ministério programou um leilão A-4 em 29 de abril e um certame A-6 em 30 de setembro, além das licitações de energia existente A-1 e A-2 em 3 de dezembro.

Nos leilões de energia nova, investidores podem inscrever projetos próprios de geração ou disputar a concessão para a construção de empreendimentos hidrelétricos de grande porte. Os vencedores assinam contratos de longo prazo para venda da produção futura às distribuidoras de energia.

Já os leilões de energia existente são para que as distribuidoras comprem junto a geradores ou comercializadoras energia para atender seus clientes no curto prazo.

Fonte: Reuters | Luciano Costa

GWEC: Brasil é quinto maior mercado eólico do mundo

O Brasil foi o quinto maior mercado eólico onshore do planeta em 2018. Os dados do relatório anual do Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, sigla em inglês) divulgado nesta terça-feira (26), mostram que no final do ano passado foram instalados 591 GW de capacidade eólica no mundo.

De acordo com análise do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), o número representa um crescimento de 9,6% em comparação ao valor apurado no mesmo período de 2017.

O documento também destaca que em 2018 foi instalado 51,3 GW em energia eólica no planeta, isso representa um decréscimo de 3.6% em relação ao ano de 2017 (53,2 GW). “O mercado eólico global segue estável desde 2014, instalando cerca de 50 GW a cada ano”, disse o Diretor Setorial de Infraestrutura e Energia do CERNE, Milton Pinto.

O mercado offshore global, que compreende a instalação de usinas eólicas no mar, cresceu 0,5% no ano passado, com 4, 49 GW em novas instalações, comparado aos 4,47 GW em 2017.

Os relatório listou os cinco países que mais instalaram energia eólica onshore no último ano:

China (21,20 GW)
Estados Unidos (7,58 GW)
Alemanha (2,40 GW)
India (2,19 GW)
Brasil (1,93 GW)

Os números mais recentes divulgados pelo GWEC compõem as estatísticas do Relatório Global de Energia Eólica, principal publicação do Conselho. O relatório completo, que será divulgado em abril, oferece um cenário abrangente do setor global de energia eólica e uma visão geral das tendências, fornecimento corporativo e mudanças em modelos de negócio.

Fonte: CERNE Press

Rio Grande do Norte comemora 4GW de eólicas

Conquista mantém o Estado como líder em capacidade eólica instalada no Brasil.

O estado do Rio Grande do Norte atingiu, nesta quinta-feira (14), um novo recorde energético: 4 GW em potência instalada a partir de parques eólicos. A expressiva marca foi alcançada com a entrada em operação comercial dos parques eólicos São Miguel I e São Miguel III, cada um com 21 MW em potência instalada. Os dois parques são de propriedade da COPEL (Companhia Paranaense de Energia) e estão localizados no município de São Bento do Norte, no litoral potiguar.

Com a entrada em operação dos novos empreendimentos, o RN passa a ter exatos 4.019 GW, a partir de 151 parques eólicos.

A geração de energia por fonte eólica já representa 86% de toda a potência instalada do estado potiguar. A matriz, formada também por termelétricas e fontes fotovoltaicas soma, atualmente, 4,65GW.

Segundo o Diretor Setorial de Energia Eólica do CERNE, Darlan Santos, esse marco é motivo de comemoração não apenas pelo feito, mas também pela reafirmação do estado e da sua vocação para geração de energia eólica. “O Rio Grande do Norte tem aumentado sua capacidade instalada de maneira quase ininterrupta, sendo acompanhado por investimentos importantes nesse período”, explica.

A nova conquista mantêm o estado como líder absoluto em três quesitos: maior capacidade eólica instalada no Brasil, maior geração de energia por fonte eólica do país e a maior matriz eólica nacional.

Fonte: Daniel Turíbio | CERNE Press

Eólicas offshore: Comissão do CERNE estuda marco regulatório brasileiro em 2019

Comissão multi-institucional, coordenada pelo CERNE, reúne empresas e centros de pesquisa de todo o Brasil.

A Comissão Executiva para a Promoção e a Regulamentação do Offshore Eólico Brasileiro, iniciativa coordenada pelo Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), realizou na sexta-feira (01), uma reunião para discutir a elaboração de um estudo que visa a criação de um marco regulatório para a exploração de eólicas offshore no Brasil.

A discussão é de caráter multi-institucional, e reúne empresas e centros de pesquisa de todo o Brasil. Segundo o Diretor de eólicas do CERNE e presidente em exercício da entidade, Darlan Santos, a comissão possibilita equalizar as informações para todo o setor. “Queremos aliar as melhores práticas aplicadas na regulação e implantação de projetos offshore no mundo, além de, com base em características locais, sugerir um modelo regulatório para o setor no Brasil”, explica.

Fonte: CERNE/Petrobras

As usinas eólicas instaladas em alto mar já são realidade em países da Europa e Ásia. No Brasil, a fonte esbarra nos custos e na falta de regulação específica. Entretanto, a grande e rasa plataforma continental do país, que se estende até 40 km de distância ao longo dos 9.000 km de costa com profundidades de 8 a 12 metros, tem atraído os olhares para o potencial desenvolvimento do setor.

Segundo o Gerente de Negócios em Energias Renováveis da Petrobras, Clóvis Neto, o potencial offshore é muito expressivo e a companhia se beneficia de sua experiência em exploração e produção de petróleo offshore para participar desse processo. “Os litorais do Rio Grande do Norte e do Ceará contam com uma vasta área com profundidades inferiores a 50 metros. Essa condição permite a utilização de subestruturas mais simples para a geração eólica offshore”, explica.

Estudos técnicos já estão sendo realizados para medir a viabilidade e o potencial energético offshore no Brasil. De acordo com o professor e pesquisador do Instituto Federal de Educação Tecnológica do Rio Grande do Norte (IFRN), Sylvester Stallone, com base em possíveis cenários, pode-se estimar cerca de 3,4 TW de capacidade instalada. “Nesse cenário, atribui-se um peso maior ao vento, sendo a variável determinante, enquanto a profundidade e a distância da costa fossem pesos menores. Isso aumenta a área de viabilidade”, explica o pesquisador.

Fonte: IFRN

Apesar dos atuais custos elevados, os últimos resultados de leilões offshore na Europa atingiram valores de R$ 180,20 por MW/h. A análise desse cenário indicaria a possibilidade de que no Brasil se atingiria valores próximos a R$ 195,00 por MW/h em 2027, sendo esse valor equiparado a outras fontes de energia no Brasil.

O coordenador de Energias Renováveis da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Governo do RN, Hugo Fonseca, frisou durante a reunião que o processo de medição dos futuros projetos de eólica offshore deve acontecer junto com o processo de zoneamento. Esse mecanismo oferece maior segurança jurídica, ambiental e regulatória. “Além disso, os estados precisam ter participação ativa nesse processo, por que isso envolve questões socioambientais e turísticas locais”, destaca.

A previsão é que o documento, a ser preparado pela comissão do CERNE, seja publicado até o fim do primeiro semestre de 2019. A partir desse estudo, deve ser criado um Projeto de Lei contendo modelos de comercialização, processo de licenciamento ambiental, conexão das usinas e concessões de áreas marítima.

Participaram da reunião representantes da ABEEólica, UFRN, USP, Instituto Senai de Inovação, Iberdrola, Ecocil, Equinor Brasil, Ambipetro, Madronalaw Advocacia, Acadis, Usina Asa Branca, Bio Energia.

Fonte: Daniel Turíbio/CERNE Press

Voltalia investirá mais de R$ 1 bi em parques eólicos

Tribuna do Norte

A empresa de energia renovável Voltalia, que operacionaliza parques eólicos no Rio Grande do Norte, confirmou à TRIBUNA DO NORTE, com exclusividade, que investirá aproximadamente R$ 1 bilhão na aquisição de 36 aerogeradores para a usina eólica Ventos da Serra do Mel 2, no Alto Oeste do Estado. Os equipamentos serão divididos entre os complexos VSM I e II e já tiveram a construção iniciada conforme detalhado pela Voltalia.

A assinatura do contrato com a Siemens Gamesa, empresa fabricante dos aerogeradores, vai viabilizar a implementação do segundo maior projeto eólico da Voltalia no país. Com os equipamentos que estão em fase de instalação em Serra do Mel, a empresa ampliará a produção de energia elétrica a partir da força dos ventos em 128 MW. As novas turbinas que serão instaladas em VSM 2 (128 MW) são do modelo SG 3.4-132, com potência nominal de 3,55 MW cada. Rotores com um diâmetro de 132 metros se elevarão em 120 metros acima do solo.

“Depois de garantir vários contratos de venda de energia de longo prazo no Brasil desde o final de 2017, atualmente estamos construindo 291 MW de usinas de energia com uma antecipação significativa para comissioná-las no decorrer de 2020. Ao todo, instalaremos um número adicional de 83 turbinas eólicas em nosso cluster de Serra Branca, localizado em uma das áreas mais ventosas do Brasil. O projeto VSM 2 eleva nossa capacidade total em operação e construção para 911 MW”, comenta Sébastien Clerc, CEO da Voltalia.

Para Robert Klein, CEO da Voltalia no Brasil, esta expansão é estratégica para a empresa. “O projeto Ventos da Serra do Mel (1 e 2) é mais um importante investimento da Voltalia no país onde já operamos mais de 300 MW. Esta expansão faz parte da nossa estratégia de concentrar projetos numa mesma região, ganhando, assim, em escala e na facilidade de operação. Após a construção deste novo parque, teremos ainda mais de 1,5 GW de possíveis expansões, o que poderá fazer Ventos da Serra do Mel um dos maiores sites de energia eólica da América Latina”.

Os contratos de venda de energia de longo prazo foram garantidos para o VSM 2 com previsão para o início de 2021 (64 MW) e 2024 (64 MW). Os MW/hora produzidos entre o comissionamento da usina a partir dessas datas serão vendidos a preços atrativos no mercado.

Voltalia no Brasil

A equipe da Voltalia no Brasil foi criada em 2006 e desenvolveu um portfólio de projetos de grande porte. Atualmente, 724 MW estão em construção ou em operação, localizados no cluster da Serra Branca (eólica), em São Miguel do Gostoso (vento) e no Oiapoque (híbrido térmico / solar). Outros  2,7 GW de projetos estão em desenvolvimento, localizados principalmente nos estados do Rio Grande do Norte e Bahia, contando principalmente com energia solar e eólica.

Ceará registra alta de 146% na exportação de pás e geradores eólicos

Foram comercializados US$ 63,2 milhões em 2018

O Ceará exportou US$ 63,2 milhões em pás e geradores eólicos no ano passado. O crescimento foi de 146,8% com relação ao ano de 2017. O resultado consta no relatório Ceará em Comex (comércio exterior) divulgado pelo Centro Internacional de Negócios da Fiec.

Segundo o levantamento, o Ceará importou US$ 89,7 milhões em insumos do setor, sendo o 4° maior valor do País, tendo crescido 480,6% entre 2018 e 2017.

Os Estados Unidos foram o maior destino das exportações cearenses de pás e geradores eólicos. O total comercializado chegou a US$ 47 milhões. A Alemanha permanece em segundo lugar, com US$ 15 milhões, seguida da Argentina (US$ 194.613) e Índia (US$ 17.845).

Fonte: Focus.Jor

Consumo de energia bate recorde e atinge demanda máxima de 89.114 MW

As altas temperaturas têm levado o País a bater seguidos recordes de consumo. Segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), a demanda máxima no Sistema Interligado Nacional (SIN) alcançou os 89.114 MW na tarde desta quarta-feira, 23, no quarto recorde anotado este mês. O recorde anterior, de 87.489 MW, foi observado na terça-feira, às 15h26.

O ONS também observou novo recorde de carga no subsistema Sudeste/Centro-Oeste, com pico de 53.143 MW. O recorde anterior era de 52.771 MW, às 14h17, também no dia 22 de janeiro.

Em nota, o ONS comentou que o sistema está operando com algumas restrições, devido às indisponibilidades da usina de Angra 2 e dos polos 1 e 3 do linhão do Madeira, o que limita em 50% o escoamento da energia das hidrelétricas de Santo Antônio e Jirau. “Em função disso, foi necessário importar 1.200 MW da Argentina e 400 MW do Uruguai para atender a ponta”, comentou o operador, salientando que não houve interrupção no fornecimento de energia.

Fonte: Estadão Conteúdo