Absolar e Governo de Goiás inauguram primeiro residencial do projeto Casa Solar

A ABSOLAR participou de uma inauguração histórica para o setor solar fotovoltaico brasileiro: o primeiro conjunto habitacional do Estado de Goiás com energia solar fotovoltaica na habitação de interesse social!

Foram entregues pelo Governador Marconi Perillo 149 residências com energia solar fotovoltaica, capazes de reduzir em até 70% os custos com energia elétrica da população beneficiada.

Foto; Absolar
A iniciativa é parte do Programa Goiás Solar e também capacitou trabalhadores da comunidade para a operação e manutenção dos sistemas instalados.

O Governo do Estado de Goiás possui meta de entregar um total de 1.200 unidades residenciais com energia solar fotovoltaica até o final de 2017 e trabalha para incorporar a tecnologia renovável, limpa e sustentável no restante do programa habitacional do Estado.

Existe a expectativa do Estado de construir um total de 30.000 novas habitações de interesse social nos próximos anos.

Fonte: CERNE Press com informações da Absolar

Rio Grande do Norte pode chegar a 5GW de geração eólica em quatro anos

Líder nacional na geração de energia pela força dos ventos, RN vai sediar, novamenteo mais importante evento político-empresarial do setor.​

O Rio Grande do Norte deverá atingir a marca de 5 gigawatts (GW) de capacidade instalada em energia eólica nos próximos quatro anos. Segundo dados do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), o Rio Grande do Norte segue na liderança disparada no ranking nacional eólico, ​com 3.3GW de capacidade instalada em 125 parques que estão ​em operação. O resultado é quase o dobro dos números registrados pela Bahia, segunda colocada no ranking, com 1,7GW de capacidade instalada em 70 usinas eólicas.

O rápido crescimento do setor e os bons números alcançados nos últimos anos,​fizeram com que o Rio Grande do Norte se tornasse pólo da indústria eólica. É nesse contexto que o Estado recebe, nos próximos ​dias 27 e 28 de junho, o mais importante encontro político-empresarial do setor no país. O Fórum Nacional Eólico – Carta dos Ventos, que em neste ano chega à​ nona edição, será realizado no auditório da Escola de Governo, no Centro Administrativo, em Natal.

Neste ano, o evento promete superar expectativas em relação à edição anterior, que reuniu mais de 80​0 participantes em dois dias de debates que pautaram a gestão setorial energética no País até o momento. O Governo do Estado, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SEDEC) apoiou a mobilização de várias entidades empresariais do Estado.

A programação terá seções executivas, com reuniões fechadas pelas manhãs e plenárias com acesso gratuito, à tarde. “O setor eólico fica na operação e manutenção e nos licenciamentos sócio-ambientais dos parques eólicos, levando a discussão para a seara local, junto das cidades e comunidades envolvidas pelas atividades”, explica o diretor-presidente do CERNE, Jean-Paul Prates, um dos responsáveis pela realização do evento desde a sua primeira edição, em 2009.

O Fórum Nacional Eólico 2017 já conta com presença confirmada dos​ Governadores​do Rio Grande do Norte, Robinson Faria e de Pernambuco, Paulo Câmara, do ​Diretor-Presidente da CHESF, Sinval Zaidan, de​ representantes das secretarias de desenvolvimento dos Estados de Alagoas, Sergipe, Bahia e Ceará, além de parlamentares.

O evento tem como anfitrião o Governo do Rio Grande do Norte e conta com ​o apoio da ABEEólica. Conta também com o patrocínio da Força Eólica do Brasil, Ambientare, FINEP, Banco do Nordeste, Fecomercio RN​, CRN-Bio, A Lasca Arqueologia, CPFL Renováveis e New Wind Service.

A programação completa​, inscrições e participações podem ser encontradas no site: www.cartadosventos.com, e nas redes sociais das entidades participantes.

Fonte: CERNE Press

All About Energy 2017: Presidente do CERNE se reúne com lideranças no Ceará

WhatsApp Image 2017-06-23 at 01.35.06O Diretor-Presidente do CERNE, Jean-Paul Prates, e o Coordenador de Gestão de Projetos e Eventos Setoriais, Paulo Henrique Macedo, se reuniram com o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Beto Studart, para discutir os preparativos da décima edição do All About Energy – Congress & Expo (AAE 2017), que acontecerá no mês de outubro em Fortaleza. Neste ano o evento terá como mote principal o futuro da energia.

A reunião também contou com a participação do consultor de Energia da FIEC, Jurandir Picanço,  o presidente do Sindienergia, Benildo Aguiar, e a coordenadora da empresa All About Eventos, parceira do CERNE na realização do AAE 2017, Meiry Benevides.

 

Fonte: CERNE Press

 

Eólica Delta 3 VI é liberada para operação em teste no Maranhão

Em nota, o Canal Energia divulgou que a Agência Nacional de Energia Elétrica liberou a Eólica Delta 3 VI para operar em teste a unidade geradora UG1, de 2,3 MW de capacidade instalada, segundo despacho publicado pela Aneel no dia 21 de junho. A usina está localizada no município de Barreirinhas, no Maranhão.

Segundo dados levantados pelo Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), o empreendimento faz parte do Complexo Delta 3, que tem capacidade total instalada de 220 megawatts.

 

Fonte: CERNE Press

Governador de Pernambuco virá ao RN para o Fórum Nacional Eólico 2017

Paulo Câmara e diversas autoridades estarão em Natal nos dias 27 e 28 de junho para participar do maior encontro politico-empresarial da indústria eólica do país.

Natal, 21/JUN/2017 – O Governador do Estado de Pernambuco, Paulo Câmara, é uma das autoridades confirmadas para a nona edição do Fórum Nacional Eólico – Carta dos Ventos, o mais importante encontro político-empresarial do setor eólico brasileiro.  O evento será realizado nos dias 27 e 28 de junho, no auditório da Escola de Governo do Rio Grande do Norte, no Centro Administrativo, em Natal.

Recentemente o estado pernambucano ganhou notoriedade ao inaugurar o maior parque eólico do Brasil, o Complexo Ventos do Araripe III, situado na região da Chapada do Araripe, divisa entre Pernambuco e Piauí. Em solo pernambucano estão instalados cinco parques e 60 aerogeradores.  No total, o empreendimento tem a potência instalada de 360 megawatts (MW), energia suficiente para abastecer cerca de 400 mil residências.

Mais de dois terços das operações do setor eólico nacional estão concentradas na região Nordeste. Os estados do Rio Grande do Norte, Bahia, Ceará, Piauí e Pernambuco lideram o ranking de empreendimentos instalados e continuam atraindo novos investimentos graças aos ventos constantes e ações governamentais para expansão do setor.

Fórum Nacional Eólico

Desde 2009 o Fórum Nacional Eólico reúne as principais lideranças políticas e empresariais relacionadas com a chamada “indústria dos ventos” para discutir os aspectos regulatórios, operacionais e da política setorial de um dos principais segmentos econômicos do Brasil na atualidade.

Nesse contexto, em sua nona edição, o FNE contará com presenças confirmadas do Governador do Estado do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, o Diretor-Presidente da Eletrobrás CHESF, Sinval Zaidan Gama, Diretor-Presidente do CERNE, Jean-Paul Prates, representantes das secretarias de desenvolvimento dos Estados de Alagoas, Sergipe, Bahia e Ceará, além de parlamentares.

A programação subdivide-se em seções executivas, com reuniões fechadas pelas manhãs com a presença de autoridades políticas, empresários e investidores que debaterão questões específicas relacionadas à indústria eólica. Durante a tarde, o evento abre suas portas com palestras de interesse geral, para divulgar as novidades do setor, voltados aos empreendedores, gestores públicos, acadêmicos e todos os demais interessados em energia eólica.

O Fórum Nacional Eólico 2017 tem como anfitrião o Governo do Rio Grande do Norte e o apoio da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica). Conta também com o patrocínio da Força Eólica do Brasil, Ambientare, FINEP, Banco do Nordeste, CRN-Bio, A Lasca Arqueologia, CPFL Renováveis e New Wind Service. O evento é uma realização do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) e a empresa Viex Américas.

As informações completas sobre a programação, inscrições e participações podem ser encontradas no site: www.cartadosventos.com, e nas redes sociais das entidades participantes.

Fonte: CERNE Press

Chesf lança uma usina experimental de geração solar em Pernambuco

Até o fim do ano, Petrolina ganhará um centro de pesquisas na área de energia solar e uma usina fotovoltaica com capacidade de gerar 3 mil megawatts (MW). Com um custo total de R$ 150 milhões, a primeira etapa do projeto – orçada em R$ 54,3 milhões – será lançada hoje pela Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf).  A iniciativa tem como objetivo aprofundar os estudos sobre o funcionamento desses tipos de usinas, que são comuns no Nordeste.

“Estamos colocando em prática um projeto que já tinha sido pensado há quatro anos. Nós já tínhamos apresentado à Aneel um projeto de pesquisa para implantar essa usina, mas em função de dificuldades no caixa não foi possível”, explicou Sinval Gama, presidente da Chesf. Devido ao desenvolvimento de novas tecnologias ao longo dos últimos anos, a usina será dividida em dois módulos: um com capacidade de 2,5 MW, que funcionará por meio de sistemas tradicionais  e deve ser inaugurado ainda no segundo semestre; e outro que deve gerar 0,5 MW, com uso de tecnologias mais recentes, com previsão de inauguração para o primeiro semestre de 2017.
Conforme salientou Sinval, a geração de energia não tem como objetivo a distribuição e venda para o mercado. “Queremos estudar o desempenho dessas usinas. Esperamos que seja um local onde possamos ter acompanhamento dessa tecnologia. Teremos laboratórios onde haverá os dados, as pesquisas, o desempenho e a avaliação bem detalhadas (do funcionamento da usina)”.

A análise será possível graças ao Centro de Referência em Energia Solar, que funcionará  ao lado da usina, por meio de três estruturas de pesquisa: a primeira, cuja ordem de serviço será assinada hoje, deve entrar em operação até o fim do ano. Tanto o centro quanto a usina estão orçados em R$ 54,3 milhões, recursos federais obtidos por meio do projeto da Chesf junto à Aneel. A segunda estrutura será dotada de tecnologia heliotérmica (que armazena a energia elétrica em forma de calor) de calha parabólica; já a terceira terá, além da tecnologia heliotérmica, uma torre central. Elas devem ser inauguradas nos próximos anos.

A Chesf vai chamar as universidades interessadas em formar o corpo técnico responsável pelas pesquisas, a exemplo da Universidade Federal de Pernambuco e da Vale do São Francisco. Os recursos para a conclusão do projeto, segundo Sinval, estão garantidos. Dos cerca de R$ 100 milhões, metade também será liberada por meio do convênio da Chesf com a Aneel, enquanto a outra metade está garantida em uma parceria do governo de Pernambuco e com o Centro de Pesquisa da Eletrobras.
Fonte: Diário de Pernambuco

 

Eólicas entram em operação comercial no Rio Grande do Norte

Usinas Carnaúbas e Santo Cristo também foram autorizadas no estado

A usina eólica Reduto recebeu autorização para operação comercial das unidades geradoras UG1 a UG9, de 3 MW, totalizando 27 MW de capacidade instalada, a partir de 17 de junho de 2017, segundo despacho publicado pela Agência Nacional de Energia Elétrica na última segunda-feira, dia 19.

A usina fica localizada no município de São Miguel do Gostoso, no Rio Grande do Norte. No mesmo município, a usina eólica Carnaúbas também obteve autorização para operar comercialmente as unidades geradoras UG1 a UG9, de 3 MW, totalizando 27 MW de capacidade instalada. Outra usina a receber autorização comercial foi a Eólica Santo Cristo, que vai operar as unidades geradoras UG1 a UG9, de 3 MW, totalizando 27 MW de capacidade. O empreendimento está localizado no município de Touros, também no Rio Grande do Norte.

Fonte: CERNE/SEERN Press

Distribuidoras preveem demanda para leilão de energia nova, mas não de reserva

As distribuidoras de energia calculam a necessidade de contratação de novos projetos de geração para 2022, indicando a realização de um leilão do tipo A-5 (com entrada em operação em até cinco anos) ainda neste ano, depois de dois anos sem grandes novas contratações. Antes disso, o governo deve fazer também um leilão de energia existente, a fim de esgotar o uso da garantia física já instalada, sem onerar os consumidores com novos projetos de geração.

A realização de um leilão de energia de reserva (LER), porém, continua sendo vista com receio pelas principais entidades do setor elétrico, além da resistência dentro do próprio governo quanto à necessidade do certame.

Recentemente, o secretário de planejamento e desenvolvimento energético do Ministério de Minas e Energia (MME), Eduardo Azevedo, disse que haverá leilão de reserva ainda em 2017, possivelmente em setembro. A justificativa seria tanto o atendimento de uma “política industrial”, voltada para o fornecimento de máquinas e equipamentos para geração eólica e solar, quanto sinais que indicam a necessidade de novos projetos de geração, após cancelamento de muitos contratos.

“Nossa opinião é que a contratação de energia nova deve ser feita com base na necessidade de mercado. Ou seja, se não houver demanda, não faz sentido contratar e onerar os consumidores com isso”, afirmou Nelson Leite, presidente da Associação Brasileira de Distribuidoras de Energia Elétrica (Abradee).

Segundo dados coletados pela Abradee, haverá demanda para um leilão A-5 neste ano, para entrega a partir de 2022. A associação estima que as distribuidoras têm 98% da demanda projetada para 2017 já atendida. Para chegar em 102%, que é considerado um índice mais seguro, as distribuidoras contratariam mais cerca de 1,8 gigawatts (GW) médios no leilão deste ano. A contratação de projetos, contudo, dependeria da declaração de demanda pelas distribuidoras, não de uma política de governo voltada para um segmento específico.

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Luiz Barroso, explicou que o ideal seria a realização de um leilão de energia existente antes de tudo, para que o excedente dos projetos em operação possa ser aproveitado pelas distribuidoras.

A possibilidade surgiu com a Lei 13.360, de conversão da MP 735, que flexibilizou as datas de leilões e permitiu que sejam feitos certames de energia existente com prazos variados. Decreto do Ministério de Minas e Energia deve ser publicado em breve regulamentando esses leilões.

No caso dos leilões de energia de reserva, Barroso lembrou que a necessidade é calculada de forma técnica, dependendo se é preciso comprar novos projetos para garantir a conciliação entre a garantia física do sistema.

O problema na contratação da energia de reserva sem necessidade é que isso vai onerar os consumidores, por meio do encargo de energia de reserva, explicou Edvaldo Santana, presidente da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace). “Vai acabar sendo um subsídio, porque se contrataria uma energia desnecessária. Se há sobra de garantia física, não precisam de reserva”, disse Santana.

Outra questão que afeta o planejamento de leilões, principalmente de reserva, é a questão da margem de escoamento. Barroso lembrou que as restrições atuais de escoamento devem perdurar até 2022 ou 2023, devido ao atraso na construção de linhas de transmissão, como as da Abengoa, cujas obras estão paralisadas há quase dois anos.

Desde 2015, não há leilão de reserva ou certame que contrate um volume significativo de projetos novos de geração. Isso aconteceu por conta da redução brusca da demanda por energia, que fez com que as distribuidoras ficassem sobrecontratadas – ou seja, com sobras contratuais não remuneradas via tarifa.

Foram criados mecanismos para descontratar projetos, como o Mecanismo de Compensação de Sobras e Déficits (MCSD) de Energia Nova, que cancelou cerca de 1.300 MW médios em contratos permanentemente. Além disso, o governo cancelou o leilão de reserva programado para dezembro de 2016 e se prepara para implementar, até o fim de agosto, um mecanismo que vai permitir a descontratação de projetos de reserva, mediante o pagamento de uma contrapartida pelos geradores.

A revisão da garantia física dos projetos em operação também possibilitou uma redução de cerca de 1.300 MW médios no sistema.

Para grande parte dos agentes do setor elétrico, no entanto, isso não justificaria a realização de um leilão de reserva. “Isso me parece uma incoerência”, disse Santana, lembrando ainda que o mecanismo de descontratação de reserva vai cancelar projetos mais baratos do que os que provavelmente serão contratados em seguida.

Segundo Santana, a Abrace não é contra a contratação de projetos de eólica e solar, uma vez que a indústria se instalou no Brasil e não pode ser abandonada. “Mas não precisa ser energia de reserva”, disse. Uma possibilidade seria viabilizar projetos voltados para o mercado livre.

O presidente da Abrace sugeriu que o governo organize um leilão de renováveis voltado para o mercado livre, com contratos com duração entre 5 e 20 anos, e recursos do BNDES oferecidos na proporção inversa – mais recursos no prazo menor. Se o contrato no mercado livre vencer, essa energia passará para o mercado regulado, a um preço que será estabelecido também nesse leilão.

Fonte: Camila Maia | Valor Econômico

Sistema elétrico mudará com expansão eólica e solar, diz ONS

A operação do sistema elétrico brasileiro precisará mudar para se adaptar à acelerada expansão da geração eólica no país e ao início da introdução da energia solar na matriz, incluindo o crescimento nas instalações solares em residências, com placas fotovoltaicas em telhados, disse nesta terça-feira o diretor geral do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), Luiz Eduardo Barata.

Ele afirmou que essa preocupação já faz com que o ONS e as autoridades do setor preparem-se para rever o sistema computacional utilizado atualmente para programar a operação do sistema e para o cálculo dos preços spot da eletricidade, ou Preços de Liquidação das Diferenças (PLD).

“Estamos trabalhando de forma integrada para poder dispor a partir de 2020 de um novo modelo para o estabelecimento da política de operação e cálculo de preço, que tenha todos requisitos que entendemos como fundamentais”, disse Barata, ao participar de evento da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Segundo ele, o novo sistema a ser desenvolvido possibilitará que o sistema elétrico enfrente melhor a variabilidade da geração das usinas eólicas e solares, que dependem de vento e da incidência do sol.

“Entendemos que hoje o estágio de evolução do segmento exige uma permanente inovação em tecnologia e temos colocado como palavra de ordem no ONS a inovação. Precisamos melhorar nossos procedimentos”, disse o diretor.

De acordo com Barata, o novo sistema teria uma representação das usinas de forma individual e em base horária, e uma “adequada representação das fontes intermitentes”.

Ele disse que participou recentemente de encontros com representantes de órgãos semelhantes ao ONS que operam em outros países do mundo e que diversos deles relataram grandes desafios para se adaptar à expansão das fontes renováveis, principalmente na Europa, onde a tecnologia avançou rapidamente.

“O depoimento deles é realmente impressionante. A Itália chega a ter hoje quase 30 por cento da carga suprida por fotovoltaicas nos tetos. Isso significa dizer que você tem que aparelhar o sistema para operar durante o dia… e quando o sol se põe a configuração é outra”, comentou.

“E isso tem acontecido na Itália e vários outros países, todos enfrentaram problemas grandes de adaptação a essa nova realidade do setor.”

O diretor do ONS apontou, no entanto, que o Brasil deverá ter tempo para se preparar para essas transformações, ajudado principalmente pela crise econômica, que deverá limitar em algum nível a velocidade dessas mudanças.

Fonte: EXAME

Nota de pesar do CERNE pelo falecimento da ex-governadora Wilma de Faria

É com grande pesar que o Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), representado pelo Diretor-presidente, Jean-Paul Prates, lamenta o falecimento da ex-Governadora Wilma de Faria, que conduziu o Rio Grande do Norte por dois mandatos consecutivos entre os anos de 2003 a 2010, período em que Prates atuou como titular da Secretaria Estadual de Energia e Assuntos Internacionais.

Ressaltamos que este foi um período de grandes realizações na área energética. Em 2003, a capacidade instalada para a geração de energia no Rio Grande do Norte era zero. Em 2010, o Estado alcançou a auto-suficiência em capacidade de geração de energia, com a implantação da Usina Termoelétrica do Vale do Açu (Termoaçu), em 2008, e das usinas termoelétricas (UTEs) Potiguar 1 e 3. Somaram-se a estas unidades, os primeiros parques eólicos viabilizados no Estado, que entraram em operação entre 2006 e 2010. Além das construções terminadas em seu mandato, ainda foram assegurados, sob a sua gestão, mais de 1.2 GW em contratos vencidos nos leilões federais de energia, o que propulsionou o Estado à condição atual de líder na geração efetiva e potência instalada de energia eólica no Brasil.

Também marcaram a sua gestão a viabilização da Refinaria Potiguar Clara Camarão, cujo nome foi escolhido pessoalmente por Wilma, em homenagem à heroína potiguar – mulher e guerreira como ela. A RPCC tem sido expandida e aprimorada com sucesso, e hoje é capaz de refinar quase todo o petróleo produzido no Estado. Uma conquista que muitos desprezaram à época, mas que é a base para a revitalização efetiva da indústria de petróleo no Rio Grande do Norte. Inúmeros outros passos importantes foram dados durante a sua gestão quanto à energia e sustentabilidade no Estado, nas áreas de bioenergia, energia solar, infraestrutura de transmissão e cooperações sócio-ambientais que trouxeram resultado positivo para o interior, a áreas que viviam com dificuldades e sem atividade econômica consolidada.

Wilma esteve presente à inauguração da sede do CERNE, em 2011. A equipe e seus gestores fazem de sua rotina um exercício diário de preservação e aprimoramento das conquistas iniciadas no seu governo.

O Diretor-Presidente do CERNE, Jean-Paul Prates, diretores setoriais, coordenadores e demais integrantes da equipe expressam suas condolências aos familiares.

Fonte: CERNE Press

 

Produção eólica no RN avança 39% no primeiro quadrimestre de 2017

A produção de energia eólica em operação comercial no Sistema Interligado Nacional (SIN) ao longo dos primeiros quatro meses deste ano foi 30% superior à geração no mesmo período do ano passado, no Brasil. No Rio Grande do Norte, que mantém a liderança entre os estados do país, o avanço foi de 39% no período. Os dados são da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e foram divulgados ontem. Nacionalmente, as usinas movidas pela força dos ventos produziram 3.286 MW médios entre janeiro e abril, frente aos 2.532 MW médios gerados em 2016.

Com essa expansão, a representatividade da fonte eólica em relação a toda energia gerada no período pelas usinas do sistema alcançou 5,1%. Já a fonte hidráulica, incluindo grandes usinas e as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) foi responsável por 79,4% do total, enquanto as usinas térmicas responderam por 15,4% da geração no País.

Ao final de abril deste ano, havia 414 usinas eólicas em operação comercial no Brasil, que somavam 10.517 MW de capacidade instalada, o que corresponde a uma expansão de 17,6% frente às 352 unidades geradoras existentes no mesmo mês do ano passado.

Na avaliação por estados, o Rio Grande do Norte permanece como maior produtor do País, com 1.087,6 MW médios em 2017, aumento de 39% em relação ao mesmo período do ano passado. Em seguida, aparece a Bahia com 678 MW médios (+30%), o Rio Grande do Sul, que produziu 533 MW médios (+9%), e o Ceará, com 465 MW médios (+12%).

O Rio Grande do Norte também figura com a maior capacidade instalada, somando 3.209 MW, aumento de 19% em relação ao ano anterior. O Ceará – apenas quarto colocado em geração – aparece em segundo lugar, com 1.960 MW instalados (+21%). A Bahia se manteve com 1.750 MW e o Rio Grande do Sul registra 1.682 MW (+11%).

Expansão
Só no ano passado, 81 novos parques geradores de energia eólica adicionaram 2 gigawatts (GW) à matriz elétrica brasileira, divulgou em maio deste ano a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica).

De acordo com o Boletim Anual de Geração Eólica 2016, a adição destas capacidades fez com que o setor chegasse ao final de 2016 com 10,75 GW de capacidade instalada em 430 parques. Segundo a publicação, foram gerados mais de 30 mil postos de trabalho em 2016 e o investimento no período foi de US$ 5,4 bilhões. Citando dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, a ABEEólica destaca que no ano passado a geração de energia eólica cresceu 55% em relação a 2015.

No ano passado, diz a entidade, a energia eólica gerou energia equivalente ao abastecimento mensal de uma média de 17,27 milhões de residências por mês, o que equivale a cerca de 52 milhões de habitantes. Isso significa um avanço de 58% em relação ao ano anterior, quando a energia eólica abasteceu 33 milhões de pessoas.

No relatório, a ABEEólica cita ainda dados do GWEC (Global Wind Energy Council), que mostram que o Brasil ultrapassou a Itália e ocupa agora a nona posição no Ranking Mundial de capacidade instalada de energia eólica. Já no ranking de novas capacidades instaladas no ano, Brasil caiu uma posição e está em quinto lugar.

SETOR EÓLICO
O QUE
A energia eólica aproveita a energia do vento e a transforma em energia elétrica.

COMO
Seu aproveitamento ocorre por meio de turbinas eólicas, também chamadas aerogeradores. O parque ou usina eólica é um conjunto desses equipamentos.

ONDE
Normalmente essa energia é disponibilizada no Sistema Interligado Nacional (SIN), ao qual os estados estão conectados.

QUEM
Mais de 600 trabalhadores chegam a ser empregados na fase de obras em alguns parques eólicos.

CONSTRUÇÃO
Cerca de 90% da mão-de-obra ajuda a construir os caminhos de acesso e as fundações. São pedreiros, serventes, mestres de obras, encarregados e engenheiros, por exemplo. A equipe restante faz a montagem dos aerogeradores.

INDÚSTRIA
Há oportunidades fora da obra. As fábricas de turbinas, que lideram as contratações, absorvem 37% dos trabalhadores. Fábricas de componentes ficam com 22%, a área de desenvolvedores de parques com 16% e a instalação, operação e manutenção com 11%. (FONTES: ANEEL/EMPRESAS/ESTUDO WIND AT WORK: wind energy and jog creation in the EU.)

Fonte: Tribuna do Norte com informações da Agência Estado

Encontro de Biotecnologia do Nordeste está com inscrições abertas

No período de 8 a 11 de agosto, a cidade de Natal-RN vai sediar o Encontro de Biotecnologia do Nordeste – RENORBIO 2017, que ocorrerá no Praiamar Natal Hotel & Convention. O evento terá a participação de mais de 30 palestrantes de todo o Brasil e tem como objetivos promover um fórum de discussão científica e criar um ambiente para interação entre os setores produtivos e a academia.

LOGOrenorbio2017

Durante o encontro, serão discutidos os avanços alcançados em temas estratégicos, relativos à biotecnologia em saúde, agropecuária, recursos naturais e indústria. O evento tem como público alvo pesquisadores, estudantes e profissionais da área de Biotecnologia e áreas afins de todo o Brasil.

A programação vai contar com atividades como o Biomaker Battle, uma competição científica em empreendedorismo e startups promovido pela Biominas, minicursos, conferências, simpósios, apresentação de trabalhos científicos e patentes em biotecnologia (feira de negócios) na forma de pôster.

As inscrições estarão abertas até o dia 19 de junho. Para mais informações e inscrição visite o site: http://www.renorbio.or/congresso/renorbio2017

Obras do Complexo Eólico Lagoa do Barro têm início no Piauí

Neste mês de junho está sendo dado o pontapé inicial das obras do Complexo Eólico Lagoa do Barro. O empreendimento tem previsão de investimento de 1,3 bilhão de reais e é um marco para o desenvolvimento de Lagoa do Barro do Piauí, município com pouco mais de 5 mil habitantes localizado no sertão do estado. As obras vão gerar cerca de 500 empregos diretos e indiretos nos períodos de pico onde todas as empresas estarão atuando e movimentar a economia local de uma maneira inédita.

“O Complexo Eólico Lagoa do Barro é hoje um empreendimento do estado do Piauí. Temos certeza que esse é o primeiro passo para o desenvolvimento da região.”, reforça Wellington Dias, Governador do Estado do Piauí.

Neste início das atividades, 108 colaboradores (entre topógrafos, operadores de máquinas, técnicos de segurança do trabalho e do meio ambiente, técnicos administrativos, engenheiros e outros) realizam a limpeza da área onde será instalada a fábrica de componentes eólicos da Acciona Windpower e fazem melhorias nas estradas de acesso ao canteiro de obras.

Quanto estiver pronto, em 2018, o Complexo Eólico Lagoa do Barro contará com oito parques eólicos e potência instalada de 195 MW (megawatts), gerados por 65 aerogeradores distribuídos em uma área de 2.854 hectares.

O Complexo Eólico Lagoa do Barro é o quinto empreendimento da Atlantic Energias Renováveis, que já conta com o Complexo Eólico Morrinhos, na Bahia, o Complexo Eólico Santa Vitória do Palmar, no Rio Grande do Sul, e os Parques Eólicos Renascença V e Eurus II, ambos no Rio Grande do Norte.

Fonte: CERNE Press

Geração eólica no Brasil cresce 28% no primeiro quadrimestre de 2017

A produção de energia das usinas eólicas no Brasil aumentou 28% nos quatro primeiros meses deste ano, segundo levantamento do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) com informações da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) divulgados no início de junho.

Entre os meses janeiro e abril, a geração de energia pela força dos ventos alcançou 13.179 megawatts (MW) médios,  um crescimento de 27,19%, comparado ao mesmo período do ano passado, que registrou 10.362 MW médios.

Somente em abril deste ano, as eólicas geraram 3.497 MW médios frente aos 3.169 MW produzidos no mesmo mês do ano passado, representando um acréscimo de 328MW.

Na análise da capacidade instalada (limite máximo de produção de energia) em operação por estado, o Rio Grande do Norte segue como líder no ranking nacional com 3,3GW gerados em 122 parques eólicos no estado.

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O CERNE dispõe em seu site a seção “Indicadores” com informações e gráficos atualizados sobre o setor energético. Confira os dados sobre energia eólica no Brasil e no mundo clicando aqui.

Fonte: CERNE Press

 

Governo admite leilão de reserva em outubro

O governo federal atualizou a perspectiva de realização do leilão de energia de reserva no segundo semestre deste ano. Antes confirmado pelo Ministério de Minas e Energia para setembro, o certame – o primeiro para contratação de novos projetos de geração desde 2015 – já tem outubro como data mais provável para acontecer, de acordo com o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do MME, Eduardo Azevedo. “Não podendo ser em setembro, o deslocamento de prazo será de algumas semanas, para outubro”, disse, após participar nesta sexta-feira, 9 de junho, da cerimônia de inauguração do complexo eólico Ventos do Araripe III, em Araripina (PE).

Segundo o secretário, o processo de cadastramento e habilitação de empreendimentos junto à Empresa de Pesquisa Energética será bastante simplificado se comparado aos outros leilões. As regras serão divulgadas em portaria do MME nos próximos dias, com os detalhamento e os prazos para os proponentes empreendedores de projetos das fontes eólica, solar e biomassa – as três únicas que participarão da licitação. Mesmo com governo trabalhando com o mês de outubro, a data é considerada muito apertada pelos agentes envolvidos no negócio, entre investidores e fornecedores de equipamentos.

Na avaliação de Mário Araripe, presidente da Casa dos Ventos, a data considerada pelo governo é de difícil operacionalização, dada às necessidades de disponibilização do edital para consulta pública e de inscrição de projetos de interesse. Ele considera o último bimestre do ano, especialmente o mês de dezembro, como um cenário mais factível para a realização do leilão. O executivo, no entanto, não acredita na possibilidade de o processo licitatório deixar de ocorrer em 2017, em razão da decisão já tomada pelo governo de fazer este ano e também pela grande expectativa do mercado quanto à retomada do ciclo de leilões.

Fonte: Canal Energia

Potencial mapeado de geração eólica no interior da Paraíba chega a 2 GW

A cerca de 700 metros acima do nível do mar, em pleno sertão paraibano há uma mina de ouro quase inexplorada, mas que é encontrada na forma de ventos. Mapeamento feito pela Iberdrola aponta que ali naquela região há um enorme potencial no melhor estilo do polo de João Câmara (RN). Segundo estimativas da companhia são 2 GW que podem ser viabilizados nessa região, mas o investimento nessa área encontra duas barreiras, a primeira é a atual ausência de leilões, uma situação que deverá ser revertida com o tempo, a outra é estrutural, pois não há uma linha de transmissão para o escoamento desse potencial.

A primeira e única empresa a aportar na região é a Força Eólica do Brasil, joint venture que entre a Iberdrola e a Neoenergia. A companhia constrói três parques na região (Canoas, Lagoa 1 e 2) que juntos possuem 94,5 MW em capacidade instalada. Com esses empreendimentos a única forma de escoamento de energia existente, em duas subestações da distribuidora local, a Energisa, foram totalmente ocupadas. O escoamento será feito via duas linhas de transmissão de 69 kV com 57 km de extensão.

Com isso, novos aportes na região só devem ser feitos quando a transmissão estiver assegurada para a área que se encontra próximo à divisa entre a Paraíba e o Rio Grande do Norte, em pleno sertão nordestino. “Em cinco anos acredito que essa região poderá se comparar com a de João Câmara, no Rio Grande do Norte, que é um polo de geração eólica, com muitos outros parques, não somente nossos por aqui”, comentou a diretora da Força Eólica do Brasil, Laura Porto.

Somente a companhia possui cerca de 500 MW em projetos desenvolvidos na região. Contudo, novos aportes só sairão do papel caso haja a capacidade de transmissão por meio de linhas da Rede Básica. “Temos 94 MW de capacidade, mas fizemos um estudo e temos desenvolvidos 500 MW em projetos que serão analisados para futuros leilões”, comentou a executiva. “Antes precisamos de capacidade de escoamento, pois o que tinha foi utilizado. A EPE já fez a previsão e o projeto para ter uma linha que passe por aqui está encaminhado”, destacou.

Dos investimentos em energia eólica feitos pela FEB, a maior parte está no interior do Nordeste nos estados da Bahia, em Caetité, que está localizado a 1.200 metros acima do nível do mar, bem como na região de Currais Novos (RN). Ainda há outros parques no litoral potiguar. No total a empresa possuirá 466,5 MW em capacidade instalada ao final de 2017 com os três projetos em construção na Paraíba. Em sua carteira de ativos ainda consta o desenvolvimento de 1.500 MW dos quais 117 MW solares fotovoltaicos, que, por conta de sua característica, não serão feitos na Paraíba, mas podem ser construído no Piauí, por exemplo.

A previsão da FEB é de que os três parques estejam em operação em outubro de 2017, uma antecipação de 15 meses em relação ao cronograma oficial. Os três parques foram negociados no Leilão de Energia Nova A-5 realizado em 28 de novembro de 2014, a um lance de R$ 136,24/MWh que atualizado está na casa de R$ 167/MWh. Essa energia antecipada, comentou Laura, será comercializada no mercado livre junto à comercializadora do grupo.

investimento total dos projetos está em R$ 604 milhões, sendo que R$ 331 milhões serão por meio de empréstimos de longo prazo junto ao BNDES, e R$ 46 milhões via debêntures e o resto é equity da companhia. Ao final da obra serão 45 aerogeradores Gamesa com 80 metros de altura e 2,1 MW de capacidade de geração. Até o momento Canoas está em fase mais adiantada de execução, Lagoa 1 e 2 estão em fase de concretagem. As obras deverão ser finalizadas em setembro para que a companhia cumpra os prazos indicados.

A região conhecida como Seridó está a cerca de 350 km de distância da capital João Pessoa em direção ao interior do estado. É composta por montanhas com solo rochoso e escassez de água. Outro ponto que ainda afeta pelo menos a área de duas máquinas no parque Lagoa 2 são questões arqueológicas, com isso a empresa precisa aguardar para iniciar a montagem dos aerogeradores. Mas conta que apesar de estarmos no início de junho é fatível o prazo para a finalização da obra.

Outro plano da empresa é de ter um centro de operações no país, o quarto da companhia. Atualmente os aerogeradores são operados pelo centro espanhol em Toledo, próximo a Madri e por operadores nos sítios onde estão instalados. Além de Toledo ainda há centros nos Estados Unidos e Reino Unido. Quanto ao local do centro não há decisão sobre onde será. “A decisão está tomada mas não sabemos onde instalaremos o centro”, acrescentou Laura Porto.

Fonte: Canal Energia | Maurício Godoi

Câmara debate incentivos para geração de energias renováveis no Brasil

Debatedores pediram mais incentivos para a produção de energia solar no Brasil, além da manutenção dos leilões previstos para a contratação de energia eólica (do vento), em audiência pública na Comissão de Minas e Energia. A comissão debateu as políticas de incentivos à geração de energias renováveis nesta quarta-feira (7).

O deputado Sérgio Vidigal (PDT-ES), que propôs o debate, destacou que o Brasil é referência mundial em energias renováveis, mas observou que mais de 60% da matriz energética vêm de usinas hidrelétricas. Segundo ele, a geração de energia a partir de outras fontes limpas, como a solar, não tem crescido como desejado no País. “O impacto ambiental hoje de implantar novas hidrelétricas é muito grande”, disse.

O diretor-executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica, Rodrigo Sauaia, também ressaltou que o avanço da energia solar tem ficado aquém das expectativas do setor. Ele defendeu apoio do Congresso, do Ministério de Minas e Energia e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para que essa fonte de energia avance no Brasil. A projeção da entidade é que a energia solar, que hoje representa 0,02% da matriz energética brasileira, chegue a 10% da matriz em 2025. “Precisamos de arcabouço legal, regulatório e de incentivos para atingir esses objetivos”, afirmou.

Ele defendeu, por exemplo, a aprovação de projeto de lei que permite ao trabalhador investir recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) em sistemas fotovoltaicos em suas residências; a inclusão de energia solar nos imóveis financiados pelo Programa Minha Casa, Minha vida; o uso desse tipo de energia em prédios públicos; e uma política industrial para acelerar a produção de equipamentos fotovoltaicos no País.

Energia eólica

Já o representante da Associação Brasileira de Energia Eólica, Francisco Silva, ressaltou o grande crescimento na geração desse tipo energia no Brasil desde 2009. Hoje o País ocupa a 9ª posição do mundo na capacidade instalada de energia gerada pelo vento. Segundo ele, o grande incentivo foram os leilões regulares do governo para a contratação desse tipo de energia. Ele criticou, porém, o cancelamento do único leilão previsto para o ano passado, gerando insegurança nos investidores.

“Muitas das empresas não sabem se ficam no Brasil ou se vão embora”, afirmou Silva. Na visão dele, o governo precisa emitir “sinais adequados para que os investimentos em eólica continuem sendo realizados”. Ele pediu que seja mantida a previsibilidade dos leilões.

O deputado Vitor Lippi (PSDB-SP) lamentou o cancelamento do leilão, no ano passado, às vésperas de sua realização, e pediu a retomada dos certames. “Foi no mínimo um desrespeito e vai trazer consequências gravíssimas”, disse. O deputado José Rocha (PR-BA) também pediu que o governo realize mais leilões para a contratação de energia eólica.

Iniciativas em curso

O representante da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Hélvio Guerra, salientou que a geração de energia eólica está tendo avanço extraordinário no Brasil, mas admitiu que o País caminha “a passos tímidos” na geração de energia solar.

Ele defendeu que haja mais incentivos para essa fonte de energia, e explicou as iniciativas da agência nesse sentido. “Uma delas é essa chamada geração distribuída, que pode ser colocada na casa das pessoas, nas indústrias. A energia é gerada para consumo próprio, e uma parte não consumida na unidade pode ser disponibilizada para a rede elétrica. A Aneel regulamentou isso e tem tido um avanço extraordinário, especialmente na fotovoltaica”, afirmou.

Já o representante do BNDES, Alexandre Esposito, anunciou que o financiamento do banco para a energia solar deve crescer a partir deste ano. Conforme ele, pessoas físicas também poderão ser beneficiadas pelos financiamentos do banco para esse tipo de energia.

Fonte: Agência Câmara Notícias

Eólicas vão corresponder a quase 40% da nova geração em 2017

A Aneel estima que entrem em operação neste ano 3.783 MW de novas usinas, dos quais 1.501 MW de usinas eólicas. A fonte terá a maior participação na nova capacidade de geração adicionada no país em 2017, o equivalente a 39,7%.

Conforme o último relatório de fiscalização da agência, de acompanhamento do progresso de usinas em implantação no Brasil, também terão importante participação na nova capacidade de geração as grandes hidrelétricas. De acordo com o previsto pela Aneel, serão 1.222 MW desta fonte, ou 32,3% do total previsto.

Mesmo que as PCHs também sejam incluídas, a fonte hídrica ainda ficaria atrás da eólica em termos de novas instalações: estão previstos para entram neste ano 92,8 MW de pequenas centrais hidrelétricas, ou 2,4% do total.

As fotovoltaicas também terão participação importante, no ano em que entram as primeiras usinas centralizadas contratadas em leilão. A fonte será responsável por entregar 12,7% da nova capacidade de geração no país neste ano, ou 483 MW.

Seguem, por fim, as térmicas a biomassa, que devem adicionar 423 MW neste ano, ou 11,2% do total, e as térmicas a combustíveis fósseis, com a instalação de 60,4 MW, ou 1,6% do total.

Fonte: Brasil Energia | Lívia Neves

Maior parque solar do país entra em operação na Bahia

O parque solar Lapa, considerado o maior parque solar fotovoltaico do Brasil, entrou em operação hoje (5) com dois meses de antecipação em relação ao prazo estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Localizado em Bom Jesus da Lapa (BA), o parque é composto por duas usinas, a Bom Jesus da Lapa, com 80 MW, e a Lapa, com 78 MW, somando 158 megawatts de capacidade total instalada. A operação do parque é da Enel Green Power, subsidiária brasileira do grupo italiano Enel.

Lapa está localizada em uma área com altos níveis de radiação solar e, de acordo com a Enel, é capaz de gerar cerca de 340 gigawatts de energia por ano. A energia é suficiente para atender às necessidades anuais de consumo de energia de mais de 166 mil lares brasileiros, evitando a emissão de cerca de 198 mil toneladas de CO2 na atmosfera.

A Enel investiu cerca de US$ 175 milhões na construção do parque solar. O projeto foi concedido ao grupo em agosto de 2015 no leilão de reserva feito pela Agência Nacional de Energia Elétrica e o contrato de fornecimento é de 20 anos.

Na Bahia, a Enel Green Power Brasil Participações (EGPB), controlada pela Enel, opera 264 MW em energia eólica e está construindo os parques solares Ituverava (254 MW) e Horizonte (103 MW), assim como os projetos eólicos Morro de Chapéu (172 MW), Delfina (180 MW), e Cristalândia (90 MW).

A empresa tem um total de 442 MW em energia eólica e 649 MW em solar em construção no Brasil atualmente.

Fonte: Agência Brasil e Valor Econômico

Renováveis: “Capacidade de gerar emprego existe, mas é preciso qualificação”

O ano de 2016 não foi fácil para o setor energético brasileiro. Com a crise econômica, diminuiu também a demanda por energia elétrica como um todo. Ao mesmo tempo, com uma seca que há cinco anos atinge o Nordeste, os níveis dos reservatórios que enchem as usinas hidrelétricas, que constituem 61,2% da matriz energética brasileira de acordo com a Associação Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), também geraram sérias preocupações para o setor. Nas energias renováveis, não foi mais simples: ao invés dos esperados leilões de contratação de energia, o Governo Federal lançou um leilão de “descontratação”, que deverá ser realizado em agosto deste ano, a fim de cancelar projetos de usinas eólicas, solares e hídricas contratadas em anos anteriores.

Apesar do quadro adverso, apenas em 2016, foram instaladas 81 novas usinas eólicas, sendo 25 delas no Rio Grande do Norte, maior produtor da fonte de energia no Brasil. Com 10,75GW de potência instalada nacionalmente, a potência de energia eólica apresentou crescimento de 23,06% em relação a 2015. Mais do que gerar uma nova matriz de energia renovável no país, o setor de energia eólica, atualmente com 430 parques espalhados em território nacional, gerou mais de 30 mil postos de trabalho em 2016, com um investimento no setor que atingiu a casa dos R$ 5,4 bilhões, recolocando o país na lista dos 10 que mais investem em energias renováveis no mundo, na 7ª posição. Os números refletem um setor que, mesmo com a falta de leilões de energia em 2016, conseguiu conquistar 7% da matriz energética brasileira em pouco mais de 20 anos e que tem buscado atrair investidores e absorver experiências de países que já utilizam a eólica como uma de suas principais fontes de energia, como a Alemanha, que sozinha produz um terço da energia eólica no mundo.

Os desafios são muitos. As empresas têm, por exemplo, se deparado com dificuldades em relação a mão de obra especializada. Sobre esse e outros aspectos relacionados ao setor a TRIBUNA DO NORTE entrevistou nesta semana João Paulo Cavalcanti,  gerente de serviços e instalação da Wobben Windpower, empresa alemã que atua em território brasileiro há mais de 20 anos na fabricação de aerogeradores e que lida diretamente com a questão da produção, instalação e manutenção dos componentes das turbinas eólicas. João Paulo esteve em Natal para o “V German-Brazilian Renewable Energy Business Conference”, que aconteceu na última  terça-feira (30) no CTGAS-ER. Na entrevista, ele falou sobre os principais desafios dos parques eólicos em relação a cadeia de valor e mão de obra qualificada, tema que debateu no encontro. Confira:

Com a crise econômica, muitos especialistas têm apontado problemas em relação ao financiamento para novos projetos de parques. Mesmo assim o Brasil continua sendo um país atrativo para os investidores da energia eólica?

Com certeza. O vento no Brasil é um vento muito melhor para a produção de energia eólica do que no resto do mundo. Isso sozinho já é um bom motivo para gerar um bom investimento, mesmo com a crise econômica e a queda da demanda de energia como um todo. De qualquer forma, quando a gente fala em novos negócios, pensamos em dois momentos: o momento da venda dos equipamentos, para a parte da produção e instalação dos nossos projetos e, fora isso, tem o fato de que todo projeto que a gente monta temos que mantê-lo operando por 20 anos, então independente de novos negócios durante um ou dois anos, desses altos e baixos que nós vemos no mercado, a gente tem toda uma estrutura de manutenção de operação que permanece ativa e é muito importante, mantida independente do processo de venda. Uma das nossas estratégias foi criar fábricas exclusivamente para exportação, no mercado da América Latina. A partir do Brasil montamos uma estrutura que permite que nós façamos a produção para suprir os mercados do Uruguai, Chile, Argentina. Essa foi uma estratégia que encontramos para contornar essa situação da instabilidade econômica, por exemplo.

Uma das principais funções, como você mesmo disse, é realizar a manutenção e a instalação dos geradores. Isso exige qualificação da mão de obra. Vocês têm dificuldade em encontrar essa mão de obra qualificada no Brasil?

Sim, a gente vem sofrendo com isso há muitos anos. A Wobben já está instalada no Brasil há 25 anos. Ela começou apenas com a exportação. No início não tinha nada, nós tivemos que desenvolver toda a nossa estrutura de treinamento e formação do pessoal internamente. Hoje, como estamos mais próximos dos grandes centros como Natal, Fortaleza e Porto Alegre, nós já temos uma certa facilidade, porque houve um movimento nos últimos anos de buscar formar profissionais para essa área, mas ainda assim nós, enquanto fabricantes e responsáveis pela manutenção precisamos suprir uma grande parte da qualificação. Hoje, 50% já vem formado das escolas, dos cursos, mas outros 50% nós ainda temos que treinar e tentar suprir de alguma forma essa lacuna que é existente. A dificuldade, na verdade, está mais associada ao local.

Quando você fala que essa dificuldade está relacionada ao local, você se refere a esse distanciamento das capitais, onde normalmente os parques são instalados?
Dependendo do Estado, sim. Vou dar um exemplo: eu preciso agora para 2018 algo entorno de 200 pessoas para montar um projeto no sul da Bahia, e a cidade mais próxima, de 30 mil habitantes, não tem nem um caixa eletrônico, então dependendo do local, isso com certeza é um problema. Gera um problema de infraestrutura. Por mais que você consiga encontrar o local você tem a dificuldade de contratar a mão de obra especializada para este local. Mas como eu disse, isso varia de estado para estado. No Rio Grande do Norte isso já foi um problema maior, mas nos últimos anos deixou de ser um pouco mais, mas na Bahia essa dificuldade é maior, até porque a Bahia é bem maior em extensão, então a dificuldade e o tempo de distância de uma cidade para outra também é maior do que no RN, por exemplo, que é um estado menor e portanto mais fácil de circular por ele.

Como está a demanda de vocês para novos projetos em 2017? Há demandas já para 2018?
Nossa produção na Wobben está toda vendida até o final do ano que vem. Até o final de 2018, nós estamos em uma situação bem confortável, porque já estamos com todos os projetos vendidos e há novos projetos vindo. Nossa visão de longo prazo está voltada para desenvolver novos mercados justamente para não depender destas variações e instabilidades econômicas e políticas que estão ocorrendo no Brasil: muda uma administração e aí muda tudo. Hoje, até o fim de 2018, está confortável. A partir daí vamos buscar desenvolver novos negócios. A América Latina é um mercado muito rico para fontes renováveis de energia, como um todo. Gradativamente, vemos que elas vem ganhando espaço no mercado e na matriz energética dos países. O Brasil por exemplo tem um potencial gigantesco, tanto para a solar quanto para a eólica. Se houver de fato o compromisso em desenvolver a eólica, ela pode se tornar cada vez mais forte no mercado brasileiro.

Em termos de geração de empregos, quantas pessoas são necessárias para executar os serviços de produção e manutenção que vocês oferecem?

Bom, a Wobben hoje está com 1.700 funcionários, a maior parte deles nas fábricas, temos várias no Brasil. Na parte de instalação de novos projetos, nós temos cerca de 400 pessoas. Depois que você instala e que você mobiliza realmente uma grande quantidade  de pessoas para transporte, montagem e tudo isso, a parte da manutenção exige uma quantidade menor de mão de obra. Para a operação e manutenção, nós temos cerca de 150 pessoas, e mais ou menos 200 pessoas para a instalação em si, variando é claro de acordo com o tamanho da obra. É um setor que tem capacidade de gerar emprego mas que precisa de qualificação de mão de obra, se não de ensino superior, o que seria ideal, ao menos técnica, porque é um trabalho que exige certo conhecimento para ser executado da melhor forma possível.

Fonte: Tribuna do Norte | Mariana Ceci