Rio Grande do Norte cadastra 305 projetos em leilão

O Rio Grande do Norte deverá disputar, no próximo leilão de Energia Nova A-4 anunciado pelo Ministério de Minas e Energia para o dia 28 de junho, com a segunda maior oferta de energia renovável entre os Estados nordestinos. Foram cadastrados 305 projetos, com oferta de 10,5 GW (energia suficiente para alimentar pelo menos dois Estados nordestinos) nas fontes eólica e fotovoltaica. O maior número de empreendimentos cadastrados ficou com a Bahia (456 – entre eólica, fotovoltaica, PCH e termelétrica a biomassa) com oferta total de 14 GW.

Em média, por megawatt contratado, o valor de referência varia entre R$ 3 milhões e R$ 3,2 milhões. Caso o Rio Grande do Norte contrate 1 GW receberá investimentos da ordem de R$ 3,2 bilhões. O valor real, porém, só será conhecido ao final do leilão. Os projetos que serão habilitados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e que efetivamente irá concorrer, porém, só deverá ser divulgado às vésperas do leilão. Historicamente, o quantitativo contratado pelo Governo Federal gira em torno de 2 GW. “O valor ofertado pelo Rio Grande do Norte nos projetos cadastrado extrapola o que o Estado necessita para consumo. Apenas uma fração disso sairá vencedora do leilão”, avalia o diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), Darlan Santos.

Para o leilão em referência, ele destaca que o RN chega competitivo em relação aos demais Estados nordestinos por apresentar características diferenciadas para a geração não somente de energia eólica, mas também pela solar. “O RN chega competitivo porque o nosso recurso eólico é diferenciado, muito favorável aos projetos. O único problema que nós tínhamos era o de conexão, mas com a abertura de margem, ele tecnicamente desaparece”, ressalta Darlan Santos. Em nota técnica de maio deste ano, o Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) oficializou a alteração da metodologia da capacidade remanescente para escoamento da geração de energia, que abriu margem para o Rio Grande do Norte.

Para o leilão, as empresas que operam ou que estão interessadas em se instalar no Estado para explorar parques eólicos apresentaram 181 projetos com oferta de 5,8 GW. Em relação aos empreendimentos fotovoltaicos, os cadastrados somam 124 com oferta de 4,6 GW. A Bahia, líder em projetos cadastrados para o certame tem 260 na fonte eólica (7,7 GW) e outros 193 na geração fotovoltaica (6,1 GW).

Mesmo com um maior número de projetos em relação ao Rio Grande do Norte, a Bahia não deverá ultrapassar, num curto intervalo de tempo, os números de geração e potência instalada na fonte eólica no Estado potiguar. “Naturalmente, a Bahia irá ultrapassar o Rio Grande do Norte por causa da dimensão territorial, geográfica. Mas não será rápido e isso não é demérito para o RN”, argumenta Darlan Santos. Ele destaca, ainda, que a energia fotovoltaica deverá apresentar bons resultados no Estado nesse leilão e nos próximos, por se tratar de empreendimentos que demandam menos tempo para instalação e início das operações.

“Houve um incremento exponencial. Nós temos um recurso solar fantástico, com projetos bastante competitivos. Iremos explorar um novo momento com essa matriz”, ressalta o diretor-presidente do Cerne. Ele cita como exemplo que um empreendimento de energia eólica demora até oito anos para sair do papel, pela necessidade de apresentação dos projetos básico e executivo, medição e mais quatro anos a partir da contratação via leilão, por envolverem mega-engenharia. Os relativos à fonte fotovoltaica demandam menor intervalo de tempo, pois englobam engenharia menos complexa e estudos relativamente mais simples.

Fonte: Ricardo Araújo | Tribuna do Norte

 

 

IFRN inaugura Centro de Tecnologia em Energia Eólica

O campus João Câmara do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) inaugura dia 28/6, o Centro de Tecnologia de Energia Eólica (CT-Eólica). O espaço será destinado a pesquisas voltadas às necessidades da indústria eólica e promoverá treinamentos de especialização técnica e pós-graduação para interessados em atuar na área.

De acordo com o diretor-geral do campus, Matheus Avelino, o Centro terá duas linhas definidas de atuação, sendo elas a pesquisa com energia eólica e o oferecimento de cursos de capacitação em diversos níveis (incluindo pós-graduação).

“Em função dessas duas linhas de atuação, o Centro é fundamental para a região, pois analisará uma das principais fonte de renda local, além de oferecer qualificação para a população, que já atua ou que deseja atuar no setor eólico”, ressalta Matheus.

A cerimônia de inauguração do CT-Eólica acontecerá no auditório do campus, às 13h. Estarão presentes: o reitor do IFRN, Wyllys Tabosa; o diretor-geral do campus João Câmara, Matheus Avelino; o diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), Darlan Santos, além dos coordenadores do Programa para Desenvolvimento em energias renováveis e eficiência energética na Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (EnergIF) do Ministério da Educação (MEC).

Além da inauguração, estão previstas palestras sobre as temáticas de tecnologia e energias renováveis e visita às instalações do Centro.

Fonte: Assessoria de Comunicação do IFRN

Com mais de 100 GW, leilão A-6 bate recorde de oferta

Foram cadastrados de 1.829 empreendimentos para o certame deste ano, a maior quantidade já registrada para os leilões de energia

A Empresa de Pesquisa Energética concluiu o cadastramento de 1.829 projetos para participação no Leilão de Energia Nova “A-6” deste ano, a maior quantidade já registrada na história da modalidade. A oferta é de mais de 100 GW (100.874 MW), sendo cerca de 41,7 GW de empreendimentos termelétricos a gás natural, 29,7 GW de plantas fotovoltaicas e 25,1 GW de iniciativas eólicas, totalizando o mapa das projetos analisados pela EPE.Anunciado pelo Ministério de Minas e Energia, através da Portaria nº 222, de 6 de maio de 2019, o certame está previsto para ser realizado em 17 de outubro, com participação das fontes eólica, solar fotovoltaica, termelétrica a biomassa, carvão mineral nacional e gás natural e hidrelétrica com capacidade instalada de 1 a 50 MW. As fontes eólica e solar foram as que apresentaram as maiores ofertas de projetos cadastrados, com 845 e 825 cada, respectivamente.

Do total de empreendimentos catalogados, 74,7% optaram por aproveitar o cadastramento oriundo do Leilão de Energia Nova A-4 de 2019, com os projetos sendo dispensados da reapresentação da totalidade dos documentos, desde que mantidas inalteradas suas características técnicas em relação aos cadastros no Leilão A-4. Nesses casos, os empreendedores realizam todo trâmite exclusivamente pelo Sistema AEGE e eventuais documentos complementares deverão ser enviados à EPE através do e-mail aege@epe.gov.br.

O procedimento traz otimização ao processo de análise técnica, diminuindo a necessidade de retrabalho e aumentando a eficiência, tanto para os empreendedores quanto para a EPE, permitindo um cronograma mais enxuto para a competição. Cabe destacar que o fato de um empreendimento ter sido habilitado tecnicamente em um leilão não acarreta sua habilitação automática para o certame seguinte, necessitando de nova análise, porém, os que aproveitaram os documentos terão suas avaliações centradas em parâmetros específicos do leilão, como cronograma, orçamento e ponto de conexão.

Os proponentes deverão estar atentos às datas de apresentação dos documentos que podem excepcionalmente ser apresentados após a data final de cadastramento, casos da Outorga de Água e Licença Ambiental, com prazo de 80 dias antes da realização do certame (29/07/2019), além do Parecer de Acesso ou Documento de Acesso para Leilão (DAL), emitido pelas Distribuidoras, do Despacho de Requerimento de Outorga, emitido pela Aneel e da Comprovação de Combustível, tudo em 75 dias antes da realização do Leilão (05/08/2019).

Em relação às UTEs a gás natural, conforme estabelece a Portaria MME nº 222/2019, é preciso os dados necessários para análise da viabilidade do fornecimento de gás natural ao empreendimento serem protocolados na Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis – ANP até 19 de junho deste ano. Para maiores informações, basta acessar o documento do cadastramento através deste link.

Fonte: EPE

CERNE debate empregabilidade e empreendedorismo

A indústria de energia eólica deve gerar mais de 200 mil empregos no Brasil até 2026. Além de garantir luz acesa, os ventos também representam renda às famílias de muitos estados. Segundo dados da associação brasileira que representa o setor – ABEEólica – para cada novo megawatt instalado, 15 empregos diretos e indiretos sejam criados.

No Brasil, em 2017, havia 893 mil vagas para profissionais envolvidos com produção, geração e distribuição de energia renovável – excluindo as grandes hidroelétricas. Segundo o relatório da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena, na sigla em inglês), foram 795 mil oportunidades nos biocombustíveis líquidos, 42 mil em aquecimento solar, 34 mil em energia eólica, 12 mil em pequenas hidroelétricas e 10 mil em energia solar fotovoltaica.

De acordo com estimativas da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico do Rio Grande do Norte (Sedec) e de entidades ligadas ao setor, cerca de 30 mil empregos foram gerados desde a implantação da indústria eólica no estado, em 2009, especialmente na fase de construção dos parques. Diante desse cenário, mercado de energia exige profissionais capacitados e qualificados para atender satisfatoriamente a demanda das empresas.

A empregabilidade na área de energias renováveis é um dos temas da segunda edição do Ciclo de Debates do Conselho Técnico-Científico do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE). O evento será realizado dia 13 de junho na sala 4 (1º andar) da Escola de Ciências e Tecnologia (ECT) da UFRN.

O Ciclo de Debates tem como intuito procurar discutir os principais problemas do setor de recursos naturais e energia, buscando encontrar propostas de soluções que possam ser encaminhadas aos órgãos reguladores e executivos do setor. A iniciativa do CERNE conta com o apoio da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), SEBRAE/RN, Conselho Regional de Enconomia do RN (CORECON/RN) Instituto federal do Rio Grande do Norte (IFRN), Sistema FIERN e Sindicato das Empresas do Setor de Energia do RN (SEERN).

As inscrições estão abertas e podem ser realizadas pela plataforma Sympla, acesse: http://bit.ly/ciclodedebatescerne

 

PROGRAMAÇÃO

 

Palestra 1:
EMPREENDEDORISMO TECNOLÓGICO
Prof. Gláucio Bezerra Brandão – Diretor Executivo InPacta/UFRN

Palestra 2:
EMPREGABILIDADE E EMPREENDEDORISMO
Edwin Aldrin Januário da Silva – Gerente de Comunicação e Marketing do SEBRAE

Palestra 3:
CRESCIMENTO ECONÔMICO,INOVAÇÃO E EMPREENDEDORISMO
Prof. Carlos Alexandre Abreu – ECT/UFRN

Palestra 4:
EMPREENDEDORISMO NA INDÚSTRIA DE LATICÍNIOS
Francisco Belarmino – Empresário-Proprietário Laticínios Babi

DEBATE COM A PARTICIPAÇÃO DE TODOS (PÚBLICO PRESENTE E VIA WEB)
LANCHE DE CONFRATERNIZAÇÃO (TODOS) a partir das 18:30 h (Hall 3º andar Prédio ECT/UFRN)
MEDIADOR: Prof. Efrain Pantaleon Matamoros – ECT/UFRN

CERNE debate geração distribuída na Câmara dos Deputados

Presidente do CERNE, Darlan Santos, destacou potencial brasileiro para geração de energia fotovoltaica e fez considerações sobre o setor durante audiência pública.  

Na tarde desta terça-feira (04), o Diretor-Presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), Darlan Santos, participou na condição de palestrante da audiência pública promovida pela Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados, em Brasília. A iniciativa foi requisitada pelo deputado federal Rafael Motta e debateu a questão da geração distribuída de energia fotovoltaica no Brasil.

O Diretor-Presidente do CERNE ressaltou que a busca por geração de energia renovável está ganhando cada vez mais espaço no cenário atual. Nesse sentido, o segmento da geração distribuída vem ganhando força  no mercado brasileiro. “Representa o incentivo a geração de energia limpa e renovável, redução no custo da energia para o consumidor, além de promover uma sensibilização quanto ao modelo de eficiência energética. Também gera impacto no desenvolvimento da cadeia produtiva específica e aquecimento econômico”, elencou Santos.

Para ele, é necessário considerar uma análise mais aprofundada do impacto referente a alteração do modelo tarifário aos consumidores  finais. Para os empreendedores interessados na comercialização, o mercado livre de geração distribuída já possui jurisprudência consolidada e em fase de expansão.

“Além disso, achamos condizente a manutenção das regras atuais até a inserção atingir um patamar mais maduro. É preciso ter maior consolidação do mercado para alteração das regras”, explicou o especialista. Santos também destacou o acompanhamento das inovações disruptivas e seus impactos na forma de geração local em contraponto ao consumo.

O deputado federal Rafael Motta lembrou que esse tipo de energia renovável esbarra em algumas barreiras, econômicas, burocráticas ou interpretativas quanto à norma em vigência. Mesmo diante dessas dificuldades, o consumo de energia fotovoltaica cresce cada vez mais. Em 2016, por exemplo, o número de microgeradores de energia solar cresceu 407% em relação ao ano anterior, apontam dados da ANEEL.

Também participaram da audiência pública o Secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Reive Barros, o Diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), Rodrigo Limp, a representante da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), Stephanie Betz, a  representante da ALSolar, Eliana Cavalcanti, o representante da Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD), Carlos Evangelista, e pela Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (ABRADEE),o engenheiro Marco Delgado.

Fonte: CERNE Press | Daniel Turíbio

CERNE participa de grupo de trabalho na FIERN

Encontro tratou de governança e políticas publicas que ofereçam um ambiente favorável para as energias renováveis.

O Diretor Setorial de Tecnologia, Pesquisa e Inovação do CERNE, Olavo Oliveira, esteve reunido no último dia 04 de junho, com o grupo de trabalho da Comissão Temática de Energias Renováveis da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (FIERN).

O encontro teve como proposta discutir iniciativas em áreas como inovação, empreendedorismo, investimento, governança, políticas públicas e formação de mão de obra.

Foto: CERNE

O grupo de trabalho discutiu como principal frente de atuação a governança e políticas públicas. “Foram definidas as ações por intermédio das quais poderemos ter mecanismos para destravar e estimular o desenvolvimento do setor de energia renovável no Estado”, destacou Olavo Oliveira.

Fonte: Daniel Turíbio | CERNE Press

Aneel aprova edital do leilão A-4

Preços serão de R$ 288,00/MWh para hidrelétrica, de R$ 208,00/MWh para eólicas e de R$ 276,00/MWh para projetos solares com e sem outorga e sem contrato

Os preços iniciais do leilão A-4 para empreendimentos de geração sem outorga e para projetos com outorga mas sem contrato de comercialização de energia serão de R$ 288,00/MWh para a fonte hidrelétrica, de R$ 208,00/MWh para usinas eólicas e de R$ 276,00/MWh para projetos solar fotovoltaicos. Para térmicas a biomassa foi estabelecido o valor de R$ 311,00/MWh, que coincide com o custo marginal de referência do certame. Esses valores estão no edital com as regras do leilão, aprovado nesta terça-feira (28) pela Agência Nacional de Energia Elétrica.

O edital também traz o preço de referência para empreendimento com outorgas e com contratos. Para hidrelétricas, o valor será de R$ 156,56/MWh , para pequenas centrais hidrelétricas e centrais geradoras hidrelétricas de R$ 225,37/MWh e para usinas eólicas de R$ 173,08.

O certame marcado para 28 de junho é destinado à compra de energia de empreendimentos de fontes hídrica, eólica, solar e termelétrica a biomassa, com entrega a partir de 2023. Serão negociados contratos por quantidade de 30 anos para hidrelétricas e de 20 anos para usinas eólicas e solares. Para as térmicas, a contratação será por disponibilidade.

Dos 1.581 empreendimentos cadastrados na Empresa de Pesquisa Energética, 751 são de projetos fotovoltaicos, que totalizam 26.253 MW (51,3%) dos 51.201 MW inscritos para o certame. A fonte eólica também cadastrou 751 empreendimentos, com 23.110 MW de potencia instalada (45,1% do total). Usinas a biomassa tem 19 projetos com 1.039 MW cadastrados; pequenas centrais hidrelétricas 44, com 606 MW; usinas hidrelétricas entre 30 e 50 MW quatro, com 164 MW; centrais geradoras hidrelétrica 12, com 32 MW.

O edital também define a responsabilidade pelo custeio das instalações de transmissão que superarem os limites de nível curto-circuito, estabelecendo que serão usadas as regras de acesso previstas nas resoluções normativas 67 e 68, de 2004, que tratam das responsabilidades técnicas, contratuais e financeiras dos acessantes da Rede Básica do Sistema Interligado.

Foto: Sueli Montenegro | Canal Energia

Nordeste é responsável por 86% da produção de energia eólica no país

O Nordeste, sozinho, é responsável por 86% da produção de energia eólica do Brasil. Dados da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) mostram que o país já tem mais de 7 mil aerogeradores em 601 parques eólicos.

Os ventos passaram a ser o segundo recurso mais utilizado no Brasil para a geração de energia elétrica e já temos 15GW de capacidade instalada. São mais de 7 mil aerogeradores, em 601 parques eólicos, em 12 estados. Dos 15 GW de capacidade instalada, 86% estão no Nordeste.

Desse total, há outros 4,6 GW já contratados ou em construção, o que significa que, ao final de 2023, serão pelo menos 19,7 GW considerando apenas contratos já viabilizados em leilões e com outorgas do mercado livre publicadas e contratos assinados até agora. Novos leilões e novos contratos no mercado devem aumentar os números projetados consideravelmente.

Segundo dados da CCEE, em 2018, foram gerados 48,4 TWh de energia elétrica, o que representou 8,6% de toda a geração injetada no Sistema Interligado Nacional no período. Em relação a 2017, foi registrado um crescimento de 14,6% na geração de energia eólica, enquanto a geração como um todo cresceu 1,5% no mesmo período.

No ano passado, durante a Safra dos Ventos, a energia eólica chegou a atender quase 14% do Sistema Interligado Nacional (SIN).

O Boletim Mensal de Dados do Operador Nacional do Sistema – ONS, referente ao mês de setembro de 2018, por exemplo, mostra que, no dia 19 de setembro, uma quarta-feira, a energia eólica chegou ao percentual de 13,98% de atendimento recorde nacional na média do dia.

Nordeste

No caso específico do Nordeste, os recordes de atendimentos a carga já ultrapassam 70% em uma base diária, mas o dado mais recente de recorde da região é do dia 13 de novembro de 2018, um domingo às 09h11, quando todo o Nordeste foi atendido por energia eólica e ainda houve exportação dessa fonte, já que o volume de 8.920 MW atendou 104% daquela demanda com 86% de fator de capacidade. Nesta mesma data, além do recorde instantâneo é importante mencionar que, por um período de duas horas, o Nordeste foi abastecido em 100% por energia eólica. Vale mencionar também que, por diversos períodos, o Nordeste assume a figura de exportador de energia, uma realidade totalmente oposta ao histórico do submercado que é por natureza importador de energia.

Fonte: ABEEólica

 

Engie coloca à venda usinas solares no Rio Grande do Norte

Valor Econômico | Rodrigo Polito e Maria Luíza Filgueiras | Do Rio e de São Paulo

A francesa Engie vai colocar à venda um grupo de usinas de energia solar no Brasil, apurou o Valor. A companhia multinacional contratou o Goldman Sachs para realizar o negócio.

Conforme antecipado ontem pelo Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor, o processo, que está em etapa inicial, prevê a venda parcial ou integral dos complexos de Floresta, de 86 megawatts (MW) de capacidade, e de Assu V, de 30 MW, ambos instalados no Rio Grande do Norte. Existe também a possibilidade de venda do complexo solar de Paracatu, em Minas Gerais, de 133 MW.

Os projetos pertenciam inicialmente à Solairedirect, empresa desenvolvedora e operadora de instalações solares adquirida pelo grupo francês em 2015. Na ocasião, a Engie comprou 95% da empresa por € 200 milhões.

O objetivo da Engie, apurou o Valor, é buscar um sócio para administrar os projetos em parceria, ou se desfazer dos ativos, que já estão em operação. A estratégia faz parte do modelo de negócio do grupo que envolve a construção de projetos para vendê-los após concluídos, eventualmente mantendo a prestação do serviço de operação e manutenção (O&M), conhecido como “build and sell”.

Procurados, Engie e Goldman Sachs não comentaram o assunto.

A venda dos ativos faz parte da gestão de portfólio da companhia francesa. O investimento no setor de energia solar, contudo, continua sendo uma das prioridades do grupo francês, inclusive no Brasil, dentro da estratégia de descarbonização e descentralização da companhia.

Maior gerador privado de energia do Brasil, a Engie recentemente assinou contrato para adquirir 90% da Transportadora Associada de Gás (TAG), da Petrobras, junto com o fundo canadense Caisse Dépôt et Placement du Québec (CDPQ), por US$ 8,6 bilhões. A expectativa é que a operação seja concluída entre maio e junho.

O grupo francês continua estudando novas oportunidades nas áreas de energia elétrica e gás natural. No mercado de gás, a companhia também tem interesse no segmento de distribuição. No setor elétrico, as atenções são voltadas para as áreas de geração e transmissão, podendo participar de leilões de novos projetos ou negociando a aquisição de ativos já em construção ou operacionais.

Heineken vai instalar parque eólico no Ceará

O Grupo Heineken no Brasil anunciou recentemente sua estratégia de sustentabilidade e as metas para contribuir com o desenvolvimento socioambiental do país nos próximos três anos. O novo compromisso, que reforça a consolidação do Grupo no mercado brasileiro, é firmado juntamente com a inauguração de seu parque eólico em Acaraú, no Ceará.

Distante 238 quilômetros de Fortaleza, o município receberá equipamentos com capacidade de gerar 112 mil megawatt-hora (MWh) por ano. Serão investidos R$ 200 milhões, 14 aerogeradores e tem estrutura capaz de gerar o equivalente a 30% de toda a energia elétrica consumida pelas 15 cervejarias da companhia no Brasil. A iniciativa é a primeira instalação de uma cervejaria no país e o maior da Heineken no mundo.

Com o início do pleno funcionamento do parque, a Heineken deixará de emitir 12 mil toneladas de CO2 por ano, proporcional a novas 400 mil árvores plantadas. A operação reforça o posicionamento do Grupo e dá dimensão a um importante pilar de sustentabilidade da companhia, que tem como objetivo reduzir as emissões de CO2 no meio ambiente.

No Brasil, além do parque eólico, o Grupo Heineken conta com outras unidades produtoras de energia limpa, como caldeiras de biomassa nas unidades de Ponta Grossa/PR, Araraquara/SP, Alexânia/GO, Caxias/MA e Itu. Na unidade paranaense, a caldeira já é responsável por 100% da energia térmica para o funcionamento da cervejaria, o que, em 2017, representou uma redução de 57% nas emissões de CO2 nos processos produtivos na localidade.

Fonte: Heineken Brasil

Os 10 anos de leilões de eólicas no Brasil

O papel fundamental desempenhado pelos bancos de fomento estatal, os estados protagonistas e os investidores.

Fonte: Oldon Machado | Canal Energia

Na primeira metade desta reportagem especial, publicada na semana passada, contextualizamos boa parte do ambiente político-institucional que levou à explosão da energia eólica no Brasil ao longo da última década, fundamentalmente por meio da participação nos leilões de contratação de energia promovidos pelo governo federal. Passados quase dez anos do primeiro certame exclusivo para a fonte, os resultados para o segmento foram além das expectativas mais otimistas naquele momento: de uma presença residual menor que 1% na matriz elétrica da época, com 602 MW instalados, a eólica é hoje a segunda fonte nacional, com 8,7% e 15.000 MW em operação. As contratações via leilões já somam 17,7 GW, entre projetos já em funcionamento e em fase de construção. Um salto de sucesso.

O esforço conjunto envolveu personagens que estiveram no centro das decisões que garantiram as condições necessárias para investidores e fabricantes de equipamentos aportarem no país, entre áreas do Executivo, associações do setor elétrico e consultorias especializadas. Além deles, outros atores tiveram papel destacado no pacote de medidas de estímulo formatado para dar competitividade à geração dos ventos no Brasil, criando um ambiente permanente de negócios: as instituições de fomento. Inicialmente com o maior deles, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, seguido do Banco do Nordeste do Brasil, os organismos de apoio vêm diversificando seus mecanismos de incentivo e ampliando o acesso a crédito destinado a empreendedores e fornecedores.

No caso do BNDES, principal agente financeiro indutor das políticas públicas no Brasil, o suporte ao desenvolvimento eólico brasileiro veio antes mesmo do Leilão de Reserva de 2009. O banco apoiou, em 2003, a viabilização do primeiro complexo de ventos país, em Osório (RS – 300 MW), negociado no Programa de Incentivo às Fontes Alternativas. “Foi um pioneirismo, pois o segmento não existia no Brasil. Como tratar estudo de ventos, como precificar os riscos inerentes à geração eólica sob o ponto de vista bancário… Tudo isso envolvendo uma tecnologia que ainda não existia no país”, explica Carla Primavera, superintendente da Energia do BNDES. Ela destaca que a lógica aplicada ao apoio à Osório seguiu a dos demais projetos de infraestrutura: atrelar os riscos do negócio aos recebíveis do projeto.

Após a “curva de aprendizado” adquirida com a participação nos primeiros parques do Proinfa, o banco passou a atuar mais massivamente a partir da entrada da fonte no processo competitivo de leilões. No consolidado dos quinze anos em que vem participando diretamente de operações estruturadas em projetos do segmento, de 2003 a 2018, o BNDES já liberou R$ 37,5 bilhões para a construção de 102 parques eólicos no país somando capacidade instalada de 12.754 MW, montante que equivale a cerca de 58,2% dos investimentos totais aplicados nesses projetos, de cerca de R$ 64,4 bilhões. Os recursos financiados representam a segunda maior carteira dentro da fatia de geração de energia ao longo desse período, atrás apenas do financiamento de R$ 73,7 bilhões a hidrelétricas.

(Foto: Arquivo)

A superintendente do BNDES destaca que, como resultado desse processo, houve uma pulverização na participação de players para além das utilities tradicionais, a partir da entrada de novos investidores – numa parcela de 45%. “São várias as empresas que vieram para cá acreditando no setor elétrico brasileiro, entenderam que era um setor regulado, com uma boa governança, dotado de uma boa estabilidade regulatória e de financiamento. Ou seja, que tinha credibilidade o suficiente para o investimento de longo prazo”, detalha Carla Primavera. Entre os aprimoramentos ao longo nos últimos anos, ela aponta a visão colada à do mercado de capitais sobre os projetos eólicos, numa carteira que cujas garantias são compartilhadas tanto em relação aos financiamentos quanto a debêntures.

O caminho que ela enxerga não só para a atuação do BNDES, mas para a expansão do segmento, aponta para o mercado livre. Se no Ambiente de Contratação Regulado os contratos são de longa duração, no Ambiente de Contratação Livre eles se baseiam no curto prazo. “Queremos correr mais riscos no mercado livre, onde os contratos não acompanham o mesmo prazo dos financiamentos”, diz ela. A configuração encontrada pelo BNDES para ganhar esse novo mercado passou pela criação de um “PLD de Suporte” interno para fins de endividamento, que no ano de 2018 foi definido em R$ 90/MWh. O preço serve de referência para o banco ao analisar projetos com um mix de contratação, tendo uma parcela da produção alocada no ambiente regulado, outra no livre e parte descontratada.

A iniciativa, de acordo com a superintendente da estatal, acabou movimentou a indústria. “Investidores passaram a discutir qual o prazo de comercialização no ambiente livre que eles estariam dispostos a arriscar o capital deles. Ao oferecer uma solução de financiamento para projetos que vendam energia no mercado livre ou que tenham alguma parcela de energia descontratada, o banco fez com que investidores do segmento eólico se dedicassem a olhar qual a estratégia de comercialização que eles desejam para viabilizar a capacidade instalada deles”, afirma Primavera. Ela ressalta que, nos últimos leilões de eólica, as ofertas bidadas pela maior parte dos empreendedores contemplaram planos de comercialização combinando parte da energia no mercado regulado e o restante no livre.

As perspectivas da Associação Brasileira de Energia Eólica atestam que a entrada da eólica no mercado livre, desde o ano passado, deve ampliar a previsão de contratação agora em 2019. Se em 2018 a contratação chegou a 3,2 GW – sendo a maior parcela correspondente ao mercado não-regulado, pela primeira vez no país – a estimativa da Abeeólica para este ano é que a contratação de projetos eólicos nos leilões deva variar de 1,5 a 2 GW, volume de pode chegar a 2,5 GW quando contabilizadas as negociações no mercado livre, ainda que as previsões estejam amparadas, em boa parte, no cenário macroeconômico. “A retomada da economia ajuda, mas não é determinante. As contratações têm sido boas, e vão continuar assim”, avalia a presidente da associação do setor, Elbia Gannoum.

Além do BNDES, um outro ator importante no apoio financeiro a projetos eólicos no país nesta década tem sido o Banco do Nordeste do Brasil, cujo foco de atuação mira justamente a região Nordeste, disparado o maior polo gerador nacional de energia dos ventos com 86% da atual capacidade instalada do país – ou 12.987 MW. Os números quanto ao volume de recursos liberados impressionam: cerca de 35% de todo o ativo de infraestrutura do banco corresponde a parques eólicos, o que equivale a aproximadamente R$ 12 bilhões. Somando as liberações concedidas em 2017, 2018 e no primeiro quadrimestre de 2019, o BNB financiou a indústria eólica nordestina em R$ 8,6 bilhões. Em 2019 já são R$ 2,15 bilhões contratados, sendo que a expectativa é fechar o ano com um total de R$ 5,5 bilhões.

Essa presença, na avaliação do superintendente de Negócios de Atacado e Governo do BNB, Helton Mendes, decorre do processo de aperfeiçoamento da estrutura das garantias exigidas. Com isso, explica, os recebíveis dos projetos passaram a ser considerados de alta liquidez, podendo ser utilizadas na estruturação das operações. Assim como no caso do BNDES, o trabalho desenvolvido na estatal passa tanto pela entrada em ativos do mercado regulado quanto no livre. O retorno para o órgão tem sido satisfatório: a adimplência nas operações com o ACR chega a 100%. “A experiência tem sido muito boa para o banco. São projetos que dão alta liquidez para os nossos investimentos”, diz Mendes. No caso do BNB, as operações no ACL ainda carecem de garantias mais robustas.

O suporte financeiro, dado por duas das principais instituições de fomento do país, foi um dos indutores de um efeito virtuoso gerado com a instalação de centenas e centenas de parque eólicos no Brasil, em particular no Nordeste: o desenvolvimento econômico regional. Como num capricho do destino, a maior parte dos melhores sítios de ventos do país se encontram justamente em estados com baixos índices de industrialização e muitas carências sociais. Ao longo dos últimos dez anos, a vantagem competitiva das características naturais favoráveis veio acompanhado de trabalhos internos de governos locais para mapear com precisão os melhores locais para instalação das plantas e, paralelamente, atrair parte dos investidores de empreendimentos e dos fabricantes de equipamentos.

Um dos trabalhos mais destacados observados desde a realização do primeiro Leilão de Reserva, em 2009, ocorreu no Rio Grande do Norte. À época à frente da Secretaria Estadual de Infraestrutura, o hoje senador potiguar pelo Partido dos Trabalhadores, Jean-Paul Prates, relembra que a preparação desenvolvida pelo estado no sentido de dar atratividade ao aporte de investimentos em usinas eólicas foi desenvolvida com mais de um ano de antecedência do processo licitatório, com uma chamada pública para cadastramento de empresas de medição de ventos. Segundo ele, a medida foi essencial para o sucesso que o governo local já no primeiro leilão de eólicas no país no ano seguinte, tanto no número de usinas contratadas – 23, ou 32% do total negociado – quanto em capacidade instalada – 657, ou 36% do total comercializado.

O parlamentar recorda ainda que uma das ações que deram suporte político não apenas ao Rio Grande do Norte, mas a outros estados do país, ao desenvolvimento da geração eólica daquele momento em diante foi a assinatura da Carta dos Ventos em junho de 2009, em Natal. O conjunto de princípios pautava ações conjuntas dos governos locais a partir de objetivos em comum, envolvendo tanto incentivos econômicos quanto criação de condições técnicas, mercadológicas e governamentais para instalação dos parques. A iniciativa envolveu os ministérios de Minas e Energia, Meio Ambiente e Comércio Exterior; Assembleias Legislativas e Secretarias de Infraestrutura estaduais; Confederação Nacional da Indústria e Abeeólica. Para o Rio Grande do Norte, o resultado se reflete na liderança no leilão de 2009 e nos dois de 2010.

“Esse esforço conjunto envolvendo várias áreas do governo federal, estados com grandes potenciais de geração e entidades industriais e de investidores acabou quebrando várias barreiras. Uma delas, por exemplo, se deu no atendimento logístico para a entrada de equipamentos importados. Houve uma agilidade grande, que incentivou não apenas a chegada dos componentes, mas, se de certa maneira, a entrada das próprias empresas aqui”, observa Prates.

Especificamente para o Rio Grande do Norte, os benefícios econômicos e sociais desse novo negócio foram diversos. Uma das áreas mais carentes do estado, a região do Mato Grande apresenta hoje a maior concentração de aerogeradores por m² do mundo.

Apesar do protagonismo potiguar em grande parte dos leilões realizados ao longo desta década, o senador admite certa frustração pelo fato de o estado ainda não ter conseguido atrair, nesses dez anos, nenhuma grande fábrica de equipamentos e de componentes associados a cadeia industrial da eólica. Na visão dele, a ausência de uma grande zona portuária e de desenvolvimento econômico, como as de Suape (PE) e Pecém (CE), prejudicaram as pretensões do estado na disputa com outras unidades da federação para atrair novas empresas e todos os benefícios que vêm a reboque, entre eles, a geração de empregos diretos e indiretos. Foi essa vantagem competitiva econômica, além das características naturais atrativas, que pôs o estado do Ceará em destaque, desde antes do Leilão de Reserva de 2009, no mapa da geração eólica brasileira.

Com um mapa diversificado de produção de energia dos ventos, o Ceará desenvolveu até o momento um total de 81 parques eólicos, o que corresponde a 13,2% da quantidade total em operação no país, com 2.055 MW de capacidade, ou 13,6% da totalidade do país. Se no início do processo de leilões o estado já contava com uma expertise prévia por já contar com 315 MW em operação oriundos de usinas contratadas no Proinfa, ao longo da última década a participação cearense no ranking dos maiores estados geradores eólicos foi diminuindo. “Isso ocorreu basicamente porque os outros estados passaram a se interessar por um negócio novo, com grande potencial de crescimento. Surgiu uma competição interna”, explica Joaquim Rolim, coordenador do Núcleo de Energia da Federação das Indústrias do Estado do Ceará.

Essa competição interna refletiu numa perda de espaço em nível nacional. Se em 2011 o Ceará detinha 35% dos projetos eólicos em operação no Brasil, a parcela em 2019 é de 13,6%. Na visão da Fiec, a retomada da presença do Ceará no segmento vai passar pelo cadastramento de projetos nos leilões federais. Uma das causas da não habilitação tem sido a indisponibilidade na capacidade de escoamento da produção pelas linhas do Sistema Interligado Nacional. A apresentação do plano de transmissão é parte das condicionantes exigidas pela EPE para habilitar tecnicamente parques eólicos nos leilões. Mesmo com o entrave na conexão com a Rede Básica, a previsão é que sejam instalados mais 13 parques no estado, adicionando 334,8 MW ao SIN e injetando mais de R$ 10 bilhões em investimentos diretos e indiretos.

Entre as dezenas de grandes grupos e médios investidores, locais e estrangeiros, que entraram na janela de oportunidade aberta com a criação do mercado eólico brasileiro nesta década está a norueguesa Statkraft. Presente no Brasil desde 2008, a companhia ampliou sua presença no país em 2012, quando comprou uma fatia da até então Desenvix, uma das empreendedoras que investiu em projetos leiloados nos primeiros leilões brasileiros, entre 2009 e 2010. Após assumir o controle da empresa brasileira em 2015 e alterar seu nome para Statkraft Energias Renováveis, a companhia com sede na Noruega, onde ocupa a posição de terceira maior geradora hidrelétrica, incluiu de vez em seu portfólio de negócios no Brasil outras fontes renováveis, em especial as energias eólica e a solar.

Atualmente a carteira de projetos eólicos da Statkrafit no Brasil inclui projetos na região Nordeste. O maior deles é o Complexo Eólico Statkraft Bahia, com 95,2 MW de capacidade e formado pelas usinas Macaúbas, Novo Horizonte e Seabra. O projeto demandou investimentos de aproximadamente R$ 450 milhões. A empresa é majoritária ainda no Parque Eólico Barra dos Coqueiros, em Sergipe. O empreendimento é constituído por 23 unidades aerogeradoras totalizando com potência de 34,5 MW e 10,5 MW médios de garantia física, perfazendo capacidade instalada total de 450 MW. “Temos atuado em fusões e aquisições nos últimos anos, mas queremos voltar a participar dos próximos leilões, já em 2019, especialmente no A-6”, afirma Fernando De La Puerta, presidente da empresa.

Assim como os demais players no setor eólico, a Statkraft enxerga no ACL uma via de expansão para o setor eólico tão relevante quanto os leilões do governo. “Existem muitas formas de viabilizar um investimento em energia eólica atualmente além dos leilões, e o que vemos hoje é a maior parte dos projetos negociarem parte da energia no mercado livre. Estamos buscando um modelo adequado de negócio, que maximize a nossa rentabilidade”, explica De La Puerta. Também presente no segmento eólico desde o leilão de 2009, quando na oportunidade conseguiu comercializar a produção do Complexo Santa Clara (RN – 188 MW), a CPFL Renováveis nasceu em 2011, quando os negócios com geração dos ventos já eram relevantes no Grupo CPFL Energia e motivaram a criação da subsidiária.

Hoje, dos pouco mais de 2,1 GW em operação na estrutura da companhia, considerando plantas de PCHs e de biomassa, cerca de 1,3 GW correspondem a projetos de energia eólica, que demandaram investimentos da ordem de R$ 8 bilhões. De acordo com o diretor Financeiro e de Relações com Investidores da CPFL Renováveis, Alessandro Gregori, o pipeline de projetos da empresa conta, além da capacidade instalada atual, com mais 2,4 GW em projetos a serem viabilizados, dos quais 1,5 GW em eólicas. “Aproximadamente metade disso já está apto a ser cadastrado nos próximos leilões”, diz. A geradora participou do Leilão de Energia A-6 do ano passado, realizado em agosto, quando obteve sucesso na negociação do Complexo Gameleira (RN – 69,3 MW), orçada em cerca de R$ 400 milhões.

 

Carro elétrico: prós e contras

Toda evolução gera resistência. No final do século XIX, o rei alemão Wilhelm II protestou e disse que seria provisória a substituição do cavalo pelo motor na carruagem. Com o carro elétrico não é diferente, mesmo que na Noruega, por exemplo, já seja mais vendido que o carro a combustão.

Kaiser Wilhelm II morreu há tempos, mas deixou sucessores: já se tentou provar – na Alemanha –  que o elétrico polui mais que o diesel.

A argumentação contra o elétrico mescla o emocional (apaixonados como eu) e o racional. Pode até demorar um pouco mais em países sem infraestrutura para recebê-lo. Mas virá, mais dia, menos dia…

Os prós do carro elétrico

1. Mais “limpo”

Não polui, mas a produção de energia elétrica nem sempre é das mais limpas.Quem o defende alega que, na pior das hipóteses, a poluição é deslocada dos centros urbanos para o campo.

2. Eficiente

Nem se compara a eficiência do elétrico (95%) com o motor a combustão (35%), que já deveria ter virado peça de museu há tempos.

3. Prático

Não tem o enorme espaço roubado por motor e transmissão, sobrando muito mais para passageiros e bagagem.

4. Manutenção

Motor elétrico não tem centenas de peças móveis nem troca de óleo, água, ou correias. Nem caixa de marchas, diferencial ou cardã. Tem uma única peça móvel. E não ferve…

5. Custo por km

Cerca de três vezes mais eficiente, reduz o custo do km rodado.

6. Desempenho

Torque total desde que se encosta o pé no acelerador. Pode ter tração integral sem o peso nem o espaço ocupados pelo eixo cardã dentro de um túnel: um motor no eixo dianteiro, outro no traseiro. E centro de gravidade lá em baixo pois as baterias ficam sob o assoalho.

7. Opções de fontes de energia

A corrente elétrica não necessita de pesadas baterias: pode ser gerada no próprio carro por uma célula a combustível, alimentada por hidrogênio ou outro combustível (liquido ou gasoso) do qual se extrai o H2. Ou ter geração limpa: eólica, solar, biomassa ou hidroelétrica.

Os contras do carro elétrico

1. Baterias

Estão em processo de desenvolvimento mas ainda pesadas, caras e de reciclagem complicada;

2. Emissões

O elétrico roda limpo, mas a produção de baterias e sua recarga podem gerar emissão de CO2. O que depende de como se gera energia elétrica no país: na China e na Alemanha, por exemplo, parte dela ainda vem de usinas de carvão.

3. Autonomia

Desde os primeiros elétricos, no início do século XX, este problema ainda não foi bem resolvido.

4. Recarga

Ao contrário do combustível líquido, baterias demandam horas para serem completamente recarregadas.

5. Pontos de recarga

Este é um dos complicadores: onde instalar o equipamento de carga rápida? E quem não tem garage em casa? E numa viagem, quando existirão suficientes pontos de recarga rápida na estrada?

6. Investimento inicial

O carro elétrico custa mais que o convencional pois as baterias ainda são muito caras.

7. “Fantasma”

Por maior que seja a autonomia (que já pulou de 100 para 400 km nos últimos dois anos), ainda não se afastou o fantasma de ficar na rua com as baterias arriadas. Exceção: elétricos com um motor a combustão para recarregá-las. Mas, tudo tem seu custo…

8. Opções

Ainda são poucos os fabricantes de carros elétricos e as opções para o consumidor.

Solução doméstica

No Brasil, solução adequada seria do carro elétrico sem bateria. Uma célula de hidrogênio (fuel cell) produziria a eletricidade para os motores. O tanque seria abastecido com etanol de onde se extrairia o hidrogênio para a fuel cell.

Somos o único país no mundo que já tem uma rede de postos com bombas de etanol. E a Unicamp já desenvolve um projeto (parceria com a Nissan) para reduzir custo e peso do reformador, equipamento que extrai o H2 do etanol.

Fonte: Estadão | Blog do Boris Feldman

Líder indiana de energia vai investir R$ 600 milhões em linhas de transmissão no Rio Grande do Norte

Com investimentos na ordem de R$ 600 milhões para o Rio Grande do Norte e expectativa de geração de 800 a 1200 empregos diretos, a empresa indiana Sterlite Power Grid apresentou à governadora Fátima Bezerra e equipe nesta segunda (29) o projeto Dunas, que prevê a construção de 421 km de linhas de transmissão de energia interligando doze cidades do Ceará e sete do RN. O empreendimento inclui a ampliação de três subestações e construção de mais três subestações, sendo uma na cidade de Caraúbas, na região do Seridó, viabilizando o desenvolvimento desse importante polo do interior potiguar.

“Estamos tratando de um tema fundamental, porque não adianta ter produção de energia e não ter como transmitir”, declarou a governadora ao destacar a importância da expansão das linhas de transmissão, uma vez que o estado é um dos líderes na produção de energia limpa. O diretor de projetos Carlos Frederico Pontual informou que o empreendimento está em fase de licenciamentos ambientais e que estão aguardando a convocação do Ibama para uma audiência pública, que deverá ser realizada no segundo semestre. “O valor da empresa é fazer projetos desafiadores, utilizando inovação e comprometidos com o impacto social”, afirmou.

No RN, as linhas de transmissão passarão pelas cidades de Assú, Upanema, Caraúbas, Governador Dix-sept Rosado, Mossoró, Baraúna e Tibau. O coordenador de desenvolvimento energético da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Hugo Fonseca, enfatizou a relevância do projeto Dunas por contemplar principalmente a região do Seridó. “Serão viabilizados novos projetos de geração de energia no interior, favorecendo em especial as usinas fotovoltaicas”. Participaram também da reunião o vice-governador Antenor Roberto, o titular da Sedec, Jaime Calado e o secretário da Infraestrutura, Gustavo Rosado.

A gerente de tributação da Sterlite Tatiana Navarro informou que a empresa realiza trabalhos sociais de acordo com as demandas apresentadas pelas comunidades nas audiências públicas. “Estamos aqui para ajudar a desenvolver a região Nordeste”, afirmou, complementando que a Sterlite tem com premissa ter pelo menos 35% de mulheres no seu quadro de pessoal. De acordo com o contrato assinado em setembro com a Aneel (Agencia Nacional de Energia Elétrica), o projeto deverá ser concluído até 2023, mas a empresa pretende adiantar o quanto antes a execução do Dunas.

No Brasil, a Sterlite está investindo quase 2 bilhões de dólares no setor de transmissão de energia. A companhia chegou ao país em 2017, quando venceu três certames de transmissão de energia, inclusive o maior deles, no valor de 1 bilhão de dólares.

Fonte: Governo do RN

China instala 5,2 GW em projetos de energia solar no 1° tri; eólica avança 4,78 GW

A China acrescentou 5,2 gigawatts em nova capacidade de energia solar no primeiro trimestre, incluindo 2,4 GW de usinas solares e 2,8 GW de novos projetos de geração solar distribuída, informou a Administração Nacional de Energia (NEA, na sigla em inglês) em comunicado nesta segunda-feira.

O país também adicionou 4,78 GW em capacidade de geração de energia eólica entre janeiro e março, segundo a NEA.

A capacidade total instalada de energia eólica na China atingiu com isso 189 GW ao final de março, acrescentou o órgão.

Fonte: Reuters

Aneel define que bandeira tarifária em maio será amarela

Custo adicional é de R$ 1,00 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumido

As contas de luz vão ficar mais caras em maio. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) definiu que a bandeira tarifária de maio será amarela, o que implicará em um custo adicional de R$ 1,00 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumido. De dezembro até abril, estava em vigor a bandeira verde, em que não há cobrança de taxa extra.

As duas variáveis que definem o sistema de bandeiras tarifárias são o preço da energia no mercado de curto prazo (PLD) e o nível dos reservatórios das hidrelétricas, medido pelo indicador de risco hidrológico (GSF, na sigla em inglês).

“Maio é o mês de início da estação seca nas principais bacias hidrográficas do Sistema Interligado Nacional (SIN). Embora a previsão hidrológica para o mês indique tendência de vazões próximas à média histórica, o patamar da produção hidrelétrica já reflete a diminuição das chuvas, o que eleva o risco hidrológico (GSF) e motiva o acionamento da bandeira amarela”, diz a nota divulgada nesta sexta-feira, 26, pela Aneel.

Com relação ao PLD, a Aneel avalia que, diante da perspectiva de que as afluências aos principais reservatórios fiquem perto da média, o PLD deve permanecer próximo ao registrado nos últimos meses.

Sistema de bandeiras tarifárias

Na bandeira verde, não há cobrança de taxa extra. Na bandeira amarela, a taxa extra é de R$ 1,00 a cada 100 kWh consumidos. No primeiro nível da bandeira vermelha, o adicional é de R$ 3,00 a cada 100 kWh. E, no segundo nível da bandeira vermelha, a cobrança é de R$ 5,00 a cada 100 kWh.

O sistema indica o custo da energia gerada para possibilitar o uso consciente de energia. Antes das bandeiras, o custo da energia era repassado às tarifas no reajuste anual de cada empresa e tinha a incidência da taxa básica de juros. A Aneel deve anunciar a bandeira tarifária que vai vigorar em junho no dia 31 de maio.

Fonte: Sandra Manfrini, O Estado de S.Paulo

Piauí contará com usinas de energia solar em barragens

A ideia é aproveitar melhor a reserva de água, gerando energia para abastecer arranjos produtivos

O Governo do Piauí vai encomendar um estudo de viabilidade para implantação de usinas fotovoltaicas (energia solar) em barragens espalhadas pelo estado. O governador Wellington Dias discutiu o tema nessa segunda-feira (22), em audiência com o deputado estadual Francisco Costa (PT). A ideia é aproveitar melhor a reserva de água, gerando energia para abastecer arranjos produtivos.

“A barragem de Boa Esperança, em Guadalupe, foi escolhida para um projeto diretamente com o governo federal, que abriu a possibilidade com esse mesmo know how, tratarmos por meio de parceria público-privada, as barragens de Salinas e Poço de Marruás”, pontuou o governador.

Existem cerca 10 barragens de maior volume no Piauí. Elas serão avaliadas tecnicamente antes de qualquer definição. Francisco Costa sugeriu a barragem de Salinas, em São Francisco do Piauí, para o projeto piloto.

“Estaríamos consorciando a geração de energia agregado a um projeto produtivo na área de irrigação, viabilizando uma estrutura como essa, gerando emprego e oportunidades”, explicou o parlamentar.

O estudo de viabilidade do projeto deve ser desenvolvido pela Superintendência de Parcerias e Concessões (Suparc).

Fonte: Fala Piauí

Exportação de pás eólicas cresce seis vezes no Ceará

Número de equipamentos embarcados via Pecém passou de 61, no primeiro trimestre de 2018, para 471 em igual período deste ano

A exportação de pás eólicas e aerogeradores produzidos no Ceará cresceu seis vezes (672%) no primeiro trimestre deste ano, na comparação com igual período de 2018. O número de equipamentos que saiu do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp) rumo ao exterior saltou de 61 para 471. Dados do estudo “Ceará em Comex”, do Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), apontam que o produto já é o segundo mais exportado da balança comercial cearense (US$ 48,7 milhões de janeiro a março), atrás apenas de ferro e aço (US$ 242,2 milhões).

Os principais compradores das pás produzidas no Ceará são os EUA, Alemanha e Argentina. O Estado é líder no Brasil na comercialização de produtos para geração eólica e possui duas fábricas instaladas no Cipp. A Aeris Energy, fornecedora da Vestas, e a Wobben. As duas lideram as exportações para os EUA, país que iniciou processo de desenvolvimento de seu parque produtor de energia limpa, o que beneficia o mercado local.

“É uma situação muito favorável. A Vestas tem projetos fora do País e leva as pás eólicas daqui. A Wobben permanece fornecendo para os parceiros internacionais”, observa Jurandir Picanço, consultor da área de Energia da Fiec e presidente da Câmara Setorial de Energias Renováveis do Estado.

 Em relação ao ano passado, a exportação de pás em 2019 deve triplicar. Até o fim de novembro de 2018 foram enviadas ao exterior, pelo Porto do Pecém, 522 equipamentos, de acordo com a Cipp/SA. Neste ano, cerca de duas mil unidades devem ser comercializadas. No primeiro semestre deste ano, praticamente um terço do previsto já foi atingido.

O CEO da Cipp/SA, Danilo Serpa, destaca que houve amplo crescimento da movimentação devido à exploração do potencial competitivo do Ceará no mercado internacional de energia eólica. “A nossa capacidade de operação de alta performance, rápida e eficiente, nosso posicionamento geográfico estratégico em relação aos principais mercados estrangeiros, junto com o material de alta qualidade produzido pelas empresas instaladas no Complexo, nos dão esse destaque no mercado de pás eólicas”, observa.

Os aerogeradores de energia eólica possuem altura de aproximadamente 100 metros. No Ceará, as operações de carga e/ou descarga de equipamentos eólicos são administradas pela Cipp S/A e conduzidas pela Tecer Terminais Portuários. “Temos nos dedicado para conquistar cada vez mais eficiência nos processos de movimentação de embarque e desembarque das cargas sem perder o foco nos padrões internacionais de manuseio e na segurança, não só para as cargas”, diz o gerente comercial da Tecer Terminais, Carlos Alberto Alves. “É preciso que a operação ocorra em sincronia, pois estamos lidando com uma carga que possui, muitas vezes, 66 metros de comprimento, cada pá”, acrescenta. (Samuel Pimentel).

Fonte: O Povo

Mercado livre começa a mostrar sinais de recuperação

Depois de sentir o impacto dos acontecimentos do início do ano volume de negócios na BBCE acelera e deve chegar em maio ou junho plenamente recuperado

O mercado livre de balcão começa a dar sinais de que está se recuperando do baque sofrido no início do ano. O volume de negócios apenas em 15 dias no mês de abril já está próximo de se igualar ao registrado em fevereiro. É o que relata o presidente do Balcão Brasileiro de Comercialização de Energia, Victor Kodja, que acredita na plena normalidade para os meses de maio e junho.

“Nosso volume foi ruim no mês de março, obviamente para os nossos parâmetros atuais, foram 2 mil MW na plataforma de trading e cerca de 10 mil MW em registro de negócios via boleta eletrônica”, revelou o executivo.”Em fevereiro os volumes estavam na casa de 4.500 MW e 12 mil MW, respectivamente, e em 15 dias abril já mostra que deverá alcançar os volumes equivalentes ao segundo mês do ano”, comparou.

A queda de volume pode ser atribuída aos eventos acontecidos no início do ano no segmento devido a problemas com comercializadoras de energia alavancadas. Segundo ele, esses eventos levaram a um posicionamento mais conservador e com menor aversão ao risco e refletiu nas operações de março. Contudo, comentou ele, na primeira metade de abril já se nota uma retomada das operações e a tendência é de retomada da curva ascendente que a plataforma vem reportando nos últimos anos.

“Aos poucos o ambiente está recuperando e a confiança volta. O importante é que estamos evoluindo na elaboração do mercado, principalmente com a criação do derivativo que depende de autorização da CVM”, comentou.

De acordo com a curva forward de preços da BBCE para o produto convencional no submercado Sudeste/Centro-Oeste, o valor para abril está em R$ 192,26/MWh e a tendência é de elevação ao longo dos meses com valores R$ 214,93/MWh em maio e de R$ 256,59/MWh em junho. O pico está em agosto e setembro com R$ 331,71/MWh.

Fonte: Canal Energia | Mauricio Godoi

Energia eólica atinge 15 GW no Brasil e ocupa segunda posição na matriz elétrica

A energia eólica alcançou a marca de 15 GW em capacidade instalada, passando a ocupar o segundo lugar em relevância na matriz elétricas brasileira, informou a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) em boletim divulgado nesta quinta-feira, 11 de abril. Em números, são 601 parques eólicos, com 7 mil aerogeradores, espalhados em 12 estados.

As hidrelétricas seguem na liderança com principal forma de produção de energia do páis, com 104,5 GW de capacidade instalada. Em terceiro lugar estão as térmicas a biomassa (14,8 GW), seguida pelas térmicas a gás natural (13,4 GW).

Além dos 15 GW de capacidade instalada, há outros 4,6 GW já contratados ou em construção, o que significa que, ao final de 2023, serão pelo menos 19,7 GW considerando apenas contratos já viabilizados em leilões e com outorgas do mercado livre publicadas e contratos assinados até agora.

Enquanto a média mundial do fator de capacidade está em cerca de 25%, o fator de capacidade médio brasileiro em 2018 foi de 42%, sendo que, no Nordeste, durante a temporada de safra dos ventos, que vai de junho a novembro, é bastante comum parques atingirem fatores de capacidade que passam dos 80%. Isso faz com que a produção dos aerogeradores instalados em solo brasileiro seja muito maior que as mesmas máquinas em outros Países. Somos abençoados não apenas pela grande quantidade de vento, mas também pela qualidade dele”, disse.

Em 2018, os parques eólicos produziram 48,4 TWh, um crescimento de 14,6% em relação a 2017. “Se quisermos trazer isso para uma compreensão mais próxima da nossa realidade, dá para dizer que o que as eólicas produziram de energia no ano passado, em média, seria o suficiente para abastecer 25,5 milhões de residências ou cerca de 80 milhões de pessoas”, explicou Elbia.

Para 2019, já há dois leilões agendados, sendo o primeiro um A-4 no dia 28 de junho e um A-6 no dia 26 de setembro. Para o A-4, já está prevista a participação da fonte eólica. Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), foram cadastrados 751 projetos eólicos, ou 23,1 GW.

Fonte: Canal Energia | Abeeólica

Energia solar surpreende e supera eólica no cadastro para leilão A-4

A energia solar entrou de vez nas agendas dos leilões de energia elétrica do governo e superou a energia eólica na oferta de potência para o próximo leilão A-4, que visa aumentar a oferta de eletricidade no país a partir de 2023. O leilão, que terá somente fontes renováveis, está previsto para 28 de junho e somou 1.581 projetos cadastrados pela Empresa de Pesquisa de Energética (EPE), ou 51,2 gigawatts (GW) de capacidade instalada.

Os projetos agora serão avaliados para saber os que poderão efetivamente participar do leilão, levando em conta, entre outros critérios, a licença ambiental e as linhas de transmissão possíveis de conexão dos empreendimentos.

A energia solar fotovoltaica apresentou 751 projetos, com capacidade instalada total de 26,2 GW, superando os 23,1 GW da energia eólica, que também cadastrou 751 projetos. Em terceiro lugar ficaram as termelétricas a biomassa, com 19 projetos e 1 GW de potência. Foram ainda cadastrados pela EPE, 44 projetos de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) somando 606 megawatts (MW); 4 Hidrelétricas, com total de 164 MW; e 12 Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGH), com 32 MW.

Ranking

A Bahia continua sendo o estado com maior número de projetos, tantos fotovoltaicos como eólicos, com cadastro de 193 e 260, respectivamente. O Rio Grande do Norte vem em segundo lugar, com 124 projetos de energia solar e 181 de energia eólica, seguido pelo Piauí, com 178 projetos de energia solar e 80 de energia eólica.

Veja o Informe do Cadastramento para o Leilão A-4 de 2019 na lista de arquivos correspondentes ao leilão.

Leilões de energia: como funciona

Os leilões são a principal forma de contratação de energia no Brasil. Por meio desse mecanismo, concessionárias, permissionárias e autorizadas de serviço público de distribuição de energia elétrica do Sistema Interligado Nacional (SIN) garantem o atendimento à totalidade de seu mercado no Ambiente de Contratação Regulada (ACR). Quem realiza os leilões de energia elétrica é a CCEE, por delegação da Aneel.

O critério de menor tarifa é utilizado para definir os vencedores do certame, visando a eficiência na contratação de energia.

O certame configura-se como um processo licitatório, ou seja, é uma concorrência promovida pelo poder público com vistas a se obter energia elétrica em um prazo futuro (pré-determinado nos termos de um edital), seja pela construção de novas usinas de geração elétrica, linhas de transmissão até os centros consumidores ou mesmo a energia que é gerada em usinas em funcionamento e com seus investimentos já pagos, conhecida no setor como “energia velha”.

Sem os leilões, portanto, seria difícil para o setor elétrico conseguir equilibrar oferta e consumo de energia e, consequentemente, aumentariam-se os riscos de falta de energia e de racionamento. Os leilões de energia elétrica, ao definirem os preços dos contratos, definem, também, a participação das fontes de energia utilizadas na geração, o que impacta na qualidade da matriz elétrica de nosso país em termos ambientais (mais ou menos energia hidrelétrica, nuclear, eólica, queima de combustíveis, biomassa, etc.), bem como no valor das tarifas pagas pelos consumidores.

Fontes: Estadão | EPE