Líder indiana de energia vai investir R$ 600 milhões em linhas de transmissão no Rio Grande do Norte

Com investimentos na ordem de R$ 600 milhões para o Rio Grande do Norte e expectativa de geração de 800 a 1200 empregos diretos, a empresa indiana Sterlite Power Grid apresentou à governadora Fátima Bezerra e equipe nesta segunda (29) o projeto Dunas, que prevê a construção de 421 km de linhas de transmissão de energia interligando doze cidades do Ceará e sete do RN. O empreendimento inclui a ampliação de três subestações e construção de mais três subestações, sendo uma na cidade de Caraúbas, na região do Seridó, viabilizando o desenvolvimento desse importante polo do interior potiguar.

“Estamos tratando de um tema fundamental, porque não adianta ter produção de energia e não ter como transmitir”, declarou a governadora ao destacar a importância da expansão das linhas de transmissão, uma vez que o estado é um dos líderes na produção de energia limpa. O diretor de projetos Carlos Frederico Pontual informou que o empreendimento está em fase de licenciamentos ambientais e que estão aguardando a convocação do Ibama para uma audiência pública, que deverá ser realizada no segundo semestre. “O valor da empresa é fazer projetos desafiadores, utilizando inovação e comprometidos com o impacto social”, afirmou.

No RN, as linhas de transmissão passarão pelas cidades de Assú, Upanema, Caraúbas, Governador Dix-sept Rosado, Mossoró, Baraúna e Tibau. O coordenador de desenvolvimento energético da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), Hugo Fonseca, enfatizou a relevância do projeto Dunas por contemplar principalmente a região do Seridó. “Serão viabilizados novos projetos de geração de energia no interior, favorecendo em especial as usinas fotovoltaicas”. Participaram também da reunião o vice-governador Antenor Roberto, o titular da Sedec, Jaime Calado e o secretário da Infraestrutura, Gustavo Rosado.

A gerente de tributação da Sterlite Tatiana Navarro informou que a empresa realiza trabalhos sociais de acordo com as demandas apresentadas pelas comunidades nas audiências públicas. “Estamos aqui para ajudar a desenvolver a região Nordeste”, afirmou, complementando que a Sterlite tem com premissa ter pelo menos 35% de mulheres no seu quadro de pessoal. De acordo com o contrato assinado em setembro com a Aneel (Agencia Nacional de Energia Elétrica), o projeto deverá ser concluído até 2023, mas a empresa pretende adiantar o quanto antes a execução do Dunas.

No Brasil, a Sterlite está investindo quase 2 bilhões de dólares no setor de transmissão de energia. A companhia chegou ao país em 2017, quando venceu três certames de transmissão de energia, inclusive o maior deles, no valor de 1 bilhão de dólares.

Fonte: Governo do RN

China instala 5,2 GW em projetos de energia solar no 1° tri; eólica avança 4,78 GW

A China acrescentou 5,2 gigawatts em nova capacidade de energia solar no primeiro trimestre, incluindo 2,4 GW de usinas solares e 2,8 GW de novos projetos de geração solar distribuída, informou a Administração Nacional de Energia (NEA, na sigla em inglês) em comunicado nesta segunda-feira.

O país também adicionou 4,78 GW em capacidade de geração de energia eólica entre janeiro e março, segundo a NEA.

A capacidade total instalada de energia eólica na China atingiu com isso 189 GW ao final de março, acrescentou o órgão.

Fonte: Reuters

Aneel define que bandeira tarifária em maio será amarela

Custo adicional é de R$ 1,00 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumido

As contas de luz vão ficar mais caras em maio. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) definiu que a bandeira tarifária de maio será amarela, o que implicará em um custo adicional de R$ 1,00 para cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumido. De dezembro até abril, estava em vigor a bandeira verde, em que não há cobrança de taxa extra.

As duas variáveis que definem o sistema de bandeiras tarifárias são o preço da energia no mercado de curto prazo (PLD) e o nível dos reservatórios das hidrelétricas, medido pelo indicador de risco hidrológico (GSF, na sigla em inglês).

“Maio é o mês de início da estação seca nas principais bacias hidrográficas do Sistema Interligado Nacional (SIN). Embora a previsão hidrológica para o mês indique tendência de vazões próximas à média histórica, o patamar da produção hidrelétrica já reflete a diminuição das chuvas, o que eleva o risco hidrológico (GSF) e motiva o acionamento da bandeira amarela”, diz a nota divulgada nesta sexta-feira, 26, pela Aneel.

Com relação ao PLD, a Aneel avalia que, diante da perspectiva de que as afluências aos principais reservatórios fiquem perto da média, o PLD deve permanecer próximo ao registrado nos últimos meses.

Sistema de bandeiras tarifárias

Na bandeira verde, não há cobrança de taxa extra. Na bandeira amarela, a taxa extra é de R$ 1,00 a cada 100 kWh consumidos. No primeiro nível da bandeira vermelha, o adicional é de R$ 3,00 a cada 100 kWh. E, no segundo nível da bandeira vermelha, a cobrança é de R$ 5,00 a cada 100 kWh.

O sistema indica o custo da energia gerada para possibilitar o uso consciente de energia. Antes das bandeiras, o custo da energia era repassado às tarifas no reajuste anual de cada empresa e tinha a incidência da taxa básica de juros. A Aneel deve anunciar a bandeira tarifária que vai vigorar em junho no dia 31 de maio.

Fonte: Sandra Manfrini, O Estado de S.Paulo

Piauí contará com usinas de energia solar em barragens

A ideia é aproveitar melhor a reserva de água, gerando energia para abastecer arranjos produtivos

O Governo do Piauí vai encomendar um estudo de viabilidade para implantação de usinas fotovoltaicas (energia solar) em barragens espalhadas pelo estado. O governador Wellington Dias discutiu o tema nessa segunda-feira (22), em audiência com o deputado estadual Francisco Costa (PT). A ideia é aproveitar melhor a reserva de água, gerando energia para abastecer arranjos produtivos.

“A barragem de Boa Esperança, em Guadalupe, foi escolhida para um projeto diretamente com o governo federal, que abriu a possibilidade com esse mesmo know how, tratarmos por meio de parceria público-privada, as barragens de Salinas e Poço de Marruás”, pontuou o governador.

Existem cerca 10 barragens de maior volume no Piauí. Elas serão avaliadas tecnicamente antes de qualquer definição. Francisco Costa sugeriu a barragem de Salinas, em São Francisco do Piauí, para o projeto piloto.

“Estaríamos consorciando a geração de energia agregado a um projeto produtivo na área de irrigação, viabilizando uma estrutura como essa, gerando emprego e oportunidades”, explicou o parlamentar.

O estudo de viabilidade do projeto deve ser desenvolvido pela Superintendência de Parcerias e Concessões (Suparc).

Fonte: Fala Piauí

Exportação de pás eólicas cresce seis vezes no Ceará

Número de equipamentos embarcados via Pecém passou de 61, no primeiro trimestre de 2018, para 471 em igual período deste ano

A exportação de pás eólicas e aerogeradores produzidos no Ceará cresceu seis vezes (672%) no primeiro trimestre deste ano, na comparação com igual período de 2018. O número de equipamentos que saiu do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (Cipp) rumo ao exterior saltou de 61 para 471. Dados do estudo “Ceará em Comex”, do Centro Internacional de Negócios da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), apontam que o produto já é o segundo mais exportado da balança comercial cearense (US$ 48,7 milhões de janeiro a março), atrás apenas de ferro e aço (US$ 242,2 milhões).

Os principais compradores das pás produzidas no Ceará são os EUA, Alemanha e Argentina. O Estado é líder no Brasil na comercialização de produtos para geração eólica e possui duas fábricas instaladas no Cipp. A Aeris Energy, fornecedora da Vestas, e a Wobben. As duas lideram as exportações para os EUA, país que iniciou processo de desenvolvimento de seu parque produtor de energia limpa, o que beneficia o mercado local.

“É uma situação muito favorável. A Vestas tem projetos fora do País e leva as pás eólicas daqui. A Wobben permanece fornecendo para os parceiros internacionais”, observa Jurandir Picanço, consultor da área de Energia da Fiec e presidente da Câmara Setorial de Energias Renováveis do Estado.

 Em relação ao ano passado, a exportação de pás em 2019 deve triplicar. Até o fim de novembro de 2018 foram enviadas ao exterior, pelo Porto do Pecém, 522 equipamentos, de acordo com a Cipp/SA. Neste ano, cerca de duas mil unidades devem ser comercializadas. No primeiro semestre deste ano, praticamente um terço do previsto já foi atingido.

O CEO da Cipp/SA, Danilo Serpa, destaca que houve amplo crescimento da movimentação devido à exploração do potencial competitivo do Ceará no mercado internacional de energia eólica. “A nossa capacidade de operação de alta performance, rápida e eficiente, nosso posicionamento geográfico estratégico em relação aos principais mercados estrangeiros, junto com o material de alta qualidade produzido pelas empresas instaladas no Complexo, nos dão esse destaque no mercado de pás eólicas”, observa.

Os aerogeradores de energia eólica possuem altura de aproximadamente 100 metros. No Ceará, as operações de carga e/ou descarga de equipamentos eólicos são administradas pela Cipp S/A e conduzidas pela Tecer Terminais Portuários. “Temos nos dedicado para conquistar cada vez mais eficiência nos processos de movimentação de embarque e desembarque das cargas sem perder o foco nos padrões internacionais de manuseio e na segurança, não só para as cargas”, diz o gerente comercial da Tecer Terminais, Carlos Alberto Alves. “É preciso que a operação ocorra em sincronia, pois estamos lidando com uma carga que possui, muitas vezes, 66 metros de comprimento, cada pá”, acrescenta. (Samuel Pimentel).

Fonte: O Povo

Mercado livre começa a mostrar sinais de recuperação

Depois de sentir o impacto dos acontecimentos do início do ano volume de negócios na BBCE acelera e deve chegar em maio ou junho plenamente recuperado

O mercado livre de balcão começa a dar sinais de que está se recuperando do baque sofrido no início do ano. O volume de negócios apenas em 15 dias no mês de abril já está próximo de se igualar ao registrado em fevereiro. É o que relata o presidente do Balcão Brasileiro de Comercialização de Energia, Victor Kodja, que acredita na plena normalidade para os meses de maio e junho.

“Nosso volume foi ruim no mês de março, obviamente para os nossos parâmetros atuais, foram 2 mil MW na plataforma de trading e cerca de 10 mil MW em registro de negócios via boleta eletrônica”, revelou o executivo.”Em fevereiro os volumes estavam na casa de 4.500 MW e 12 mil MW, respectivamente, e em 15 dias abril já mostra que deverá alcançar os volumes equivalentes ao segundo mês do ano”, comparou.

A queda de volume pode ser atribuída aos eventos acontecidos no início do ano no segmento devido a problemas com comercializadoras de energia alavancadas. Segundo ele, esses eventos levaram a um posicionamento mais conservador e com menor aversão ao risco e refletiu nas operações de março. Contudo, comentou ele, na primeira metade de abril já se nota uma retomada das operações e a tendência é de retomada da curva ascendente que a plataforma vem reportando nos últimos anos.

“Aos poucos o ambiente está recuperando e a confiança volta. O importante é que estamos evoluindo na elaboração do mercado, principalmente com a criação do derivativo que depende de autorização da CVM”, comentou.

De acordo com a curva forward de preços da BBCE para o produto convencional no submercado Sudeste/Centro-Oeste, o valor para abril está em R$ 192,26/MWh e a tendência é de elevação ao longo dos meses com valores R$ 214,93/MWh em maio e de R$ 256,59/MWh em junho. O pico está em agosto e setembro com R$ 331,71/MWh.

Fonte: Canal Energia | Mauricio Godoi

Energia eólica atinge 15 GW no Brasil e ocupa segunda posição na matriz elétrica

A energia eólica alcançou a marca de 15 GW em capacidade instalada, passando a ocupar o segundo lugar em relevância na matriz elétricas brasileira, informou a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) em boletim divulgado nesta quinta-feira, 11 de abril. Em números, são 601 parques eólicos, com 7 mil aerogeradores, espalhados em 12 estados.

As hidrelétricas seguem na liderança com principal forma de produção de energia do páis, com 104,5 GW de capacidade instalada. Em terceiro lugar estão as térmicas a biomassa (14,8 GW), seguida pelas térmicas a gás natural (13,4 GW).

Além dos 15 GW de capacidade instalada, há outros 4,6 GW já contratados ou em construção, o que significa que, ao final de 2023, serão pelo menos 19,7 GW considerando apenas contratos já viabilizados em leilões e com outorgas do mercado livre publicadas e contratos assinados até agora.

Enquanto a média mundial do fator de capacidade está em cerca de 25%, o fator de capacidade médio brasileiro em 2018 foi de 42%, sendo que, no Nordeste, durante a temporada de safra dos ventos, que vai de junho a novembro, é bastante comum parques atingirem fatores de capacidade que passam dos 80%. Isso faz com que a produção dos aerogeradores instalados em solo brasileiro seja muito maior que as mesmas máquinas em outros Países. Somos abençoados não apenas pela grande quantidade de vento, mas também pela qualidade dele”, disse.

Em 2018, os parques eólicos produziram 48,4 TWh, um crescimento de 14,6% em relação a 2017. “Se quisermos trazer isso para uma compreensão mais próxima da nossa realidade, dá para dizer que o que as eólicas produziram de energia no ano passado, em média, seria o suficiente para abastecer 25,5 milhões de residências ou cerca de 80 milhões de pessoas”, explicou Elbia.

Para 2019, já há dois leilões agendados, sendo o primeiro um A-4 no dia 28 de junho e um A-6 no dia 26 de setembro. Para o A-4, já está prevista a participação da fonte eólica. Segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), foram cadastrados 751 projetos eólicos, ou 23,1 GW.

Fonte: Canal Energia | Abeeólica

Energia solar surpreende e supera eólica no cadastro para leilão A-4

A energia solar entrou de vez nas agendas dos leilões de energia elétrica do governo e superou a energia eólica na oferta de potência para o próximo leilão A-4, que visa aumentar a oferta de eletricidade no país a partir de 2023. O leilão, que terá somente fontes renováveis, está previsto para 28 de junho e somou 1.581 projetos cadastrados pela Empresa de Pesquisa de Energética (EPE), ou 51,2 gigawatts (GW) de capacidade instalada.

Os projetos agora serão avaliados para saber os que poderão efetivamente participar do leilão, levando em conta, entre outros critérios, a licença ambiental e as linhas de transmissão possíveis de conexão dos empreendimentos.

A energia solar fotovoltaica apresentou 751 projetos, com capacidade instalada total de 26,2 GW, superando os 23,1 GW da energia eólica, que também cadastrou 751 projetos. Em terceiro lugar ficaram as termelétricas a biomassa, com 19 projetos e 1 GW de potência. Foram ainda cadastrados pela EPE, 44 projetos de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) somando 606 megawatts (MW); 4 Hidrelétricas, com total de 164 MW; e 12 Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGH), com 32 MW.

Ranking

A Bahia continua sendo o estado com maior número de projetos, tantos fotovoltaicos como eólicos, com cadastro de 193 e 260, respectivamente. O Rio Grande do Norte vem em segundo lugar, com 124 projetos de energia solar e 181 de energia eólica, seguido pelo Piauí, com 178 projetos de energia solar e 80 de energia eólica.

Veja o Informe do Cadastramento para o Leilão A-4 de 2019 na lista de arquivos correspondentes ao leilão.

Leilões de energia: como funciona

Os leilões são a principal forma de contratação de energia no Brasil. Por meio desse mecanismo, concessionárias, permissionárias e autorizadas de serviço público de distribuição de energia elétrica do Sistema Interligado Nacional (SIN) garantem o atendimento à totalidade de seu mercado no Ambiente de Contratação Regulada (ACR). Quem realiza os leilões de energia elétrica é a CCEE, por delegação da Aneel.

O critério de menor tarifa é utilizado para definir os vencedores do certame, visando a eficiência na contratação de energia.

O certame configura-se como um processo licitatório, ou seja, é uma concorrência promovida pelo poder público com vistas a se obter energia elétrica em um prazo futuro (pré-determinado nos termos de um edital), seja pela construção de novas usinas de geração elétrica, linhas de transmissão até os centros consumidores ou mesmo a energia que é gerada em usinas em funcionamento e com seus investimentos já pagos, conhecida no setor como “energia velha”.

Sem os leilões, portanto, seria difícil para o setor elétrico conseguir equilibrar oferta e consumo de energia e, consequentemente, aumentariam-se os riscos de falta de energia e de racionamento. Os leilões de energia elétrica, ao definirem os preços dos contratos, definem, também, a participação das fontes de energia utilizadas na geração, o que impacta na qualidade da matriz elétrica de nosso país em termos ambientais (mais ou menos energia hidrelétrica, nuclear, eólica, queima de combustíveis, biomassa, etc.), bem como no valor das tarifas pagas pelos consumidores.

Fontes: Estadão | EPE

CERNE assina acordo de cooperação com a UFRN

Plano inclui ações conjuntas para atividades voltadas à pesquisa, ensino, extensão e inovação, além de consultoria técnica e facilitação do acesso à infraestrutura das respectivas instituições.

O Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) e a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) assinaram nesta segunda-feira (8), na Reitoria, o acordo oficial de cooperação para fomentar a participação conjunta em projetos de pesquisa, workshops, palestras e cursos.

O plano de trabalho inclui visitas e intercâmbio de profissionais para atividades voltadas à pesquisa, ensino, extensão e inovação, além de consultoria técnica e facilitação do acesso à infraestrutura das respectivas instituições. O acordo de cooperação tem vigência de cinco anos, podendo haver renovação do prazo após o término do período.

Diretor Presidente do CERNE, Darlan Santos, ao lado do Diretor Setorial de Tecnologia, Pesquisa e Inovação, Olavo Oliveira. (Foto: CERNE Press)

Entre as ações previstas no acordo estão a cooperação no projeto “Educação em Cidades Inteligentes”, na instalação do Parque de Ciência e Tecnologia da UFRN, em Macaíba, e na interação da universidade com entidades e associações do setor de energias renováveis.

Segundo a reitora da UFRN, Ângela Maria Paiva Cruz, o acordo consolida e amplia a parceria entre as duas instituições. Ela também destacou a importância da cooperação para aproximar a instituição do setor produtivo visto que a universidade “produz novos conhecimentos, forma recursos humanos e gera processos e produtos que podem ser usados pelo setor de energias”.

Foto: CERNE Press

O diretor-presidente do CERNE, Darlan Santos, complementou que a formalização do acordo viabiliza o apoio de pesquisadores para a ampliação das atividades em pautas de interesse nacional. “Vamos construir uma relação duradoura que traga benefícios ao nosso Estado, atualmente o maior produtor de energia eólica do país”, afirmou.

A reunião contou com a presença de representantes da Pró-reitoria de Extensão (PROEX), Pró-reitoria de Graduação (PROGRAD), Pró-reitoria de Pesquisa (PROPESQ), Pró-reitoria de Pós Graduação (PPG) e Pró-reitoria de Administração(PROAD), além do Instituto Metrópole Digital (IMD) e Escola de Ciência e tecnologia (ECT).

Ciclo de Debates

O CERNE, através do seu Conselho Técnico – Científico, trabalha desde 2017 com a realização periódica do Ciclo de Debates. A iniciativa foi criada com o objetivo de procurar discutir e debater os principais problemas do setor de recursos naturais e energia, além de buscar encontrar propostas de soluções que possam ser encaminhadas aos órgãos reguladores e executivos do setor.

O Conselho Técnico, criado em 2016, é composto por pesquisadores e professores de diversas instituições de pesquisas e universidades do país e visa dinamizar ainda mais as ações do CERNE e dar um suporte técnico-científico nas discussões das estratégias, dos projetos e dos seus programas. Atualmente ele consta com 22 membros efetivos, sendo em sua maior parte constituída de docentes da UFRN.

Em 2019, a primeira edição do Ciclo de Debates será realizada na próxima quinta-feira (11) na Sala 4 da Escola de Ciência e Tecnologia (ECT) e tratará sobre energia acessível e limpa. O evento contará com a participação de especialistas, pesquisadores e empresários que apresentarão um panorama das energias renováveis no Rio Grande do Norte e no Brasil.

Para mais informações acesse: www.cerne.org.br

Fonte: CERNE Press

Energia solar: RN alcança mil usinas fotovoltaicas em operação

O Rio Grande do Norte atingiu a marca de 1.000 usinas fotovoltaicas de micro e mini geração instaladas no Estado. O número totaliza cerca de 15MW de potência instalada. Os dados são do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) e apontam ainda que os municípios de Natal, Mossoró e Caicó são que mais apresentam unidades instaladas.

No Brasil, o recurso solar é bem mais difuso e capilarizado do que o vento. O mapa de potencial solar do RN aponta regiões como o Seridó (potiguar e paraibano) e a ‘tromba do elefante’ – Alto Oeste – como áreas de insulação máxima.

Projeções da Associação Brasileira de Geração Distribuída apontam que em 2040, daqui a duas décadas, só a energia impulsionada pelo sol vai representar 32% da matriz energética brasileira.

Fonte: CERNE Press

 

Siemens Gamesa lança novas turbinas eólicas, de 5,8 MW; prevê iniciar produção até 2021

A fabricante de equipamentos Siemens Gamesa lançou uma nova linha de turbinas eólicas para usinas em terra (onshore), com dois modelos que terão capacidade unitária de 5,8 megawatts, um deles com rotores de 170 metros, os maiores da indústria, segundo comunicado da companhia nesta quarta-feira.

Os primeiros protótipos estão previstos para meados de 2020, enquanto a produção deverá começar no final de 2020 e no início de 2021, de acordo com o modelo.

O movimento da companhia segue-se a anúncios de novas máquinas por outros fornecedores, como a dinamarquesa Vestas, que já tem negociado com clientes turbinas de 4,2 megawatts, e a norte-americana GE, que apresentou ano passado um modelo com 4,8 megawatts.

“O design e o desenvolvimento (da tecnologia) foram realizados em Brande (Dinamarca), Pamplona e Madri (Espanha). Os diferentes componentes serão produzidos nos principais ‘hubs’ produtivos da Siemens Gamesa ao mesmo tempo, para que o produto se estenda para diversas regiões/geografias”, disse a empresa em nota à Reuters.

O primeiro modelo das turbinas, com rotor de 155 metros (5.8-155), tem o início da produção agendado para o quarto trimestre de 2020, enquanto o segundo modelo (5.8-170), com rotor de 170 metros, deverá começar a ser fabricado no primeiro trimestre de 2021.

“Hoje estamos celebrando nosso segundo aniversário. Eu não posso imaginar um jeito melhor de fazer isso do que anunciando o lançamento dessa nova plataforma –uma prova tangível do comprometimento da Siemens Gamesa com inovação e pesquisa e desenvolvimento”, disse em nota o CEO da fabricante, Markus Tacke.

A alemã Siemens e a espanhola Gamesa anunciaram a fusão de suas operações de energia eólica em 2016, em um negócio que acabou aprovado por reguladores em 2017.

A Siemens Gamesa afirmou que o modelo 5.8-155 consegue cobrir uma área 14 por cento maior que a turbina de 4,5 megawatts da empresa, com rotor de 145 metros, com uma produção anual de energia mais de 20 por cento superior, considerando-se ventos de 8 metros por segundo.

Já a máquina 5.8-170 aumenta a geração anual em mais de 32 por cento frente ao modelo antigo, quando a ventos de 7 metros por segundo, de acordo com a companhia.

Fonte: Reuters | Luciano Costa

CERNE participa de workshop na EPE

O Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) participou ontem (02) de um workshop para debater a questão da eólica offshore no Brasil. O evento foi realizado na sede da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) no Rio de Janeiro. Na ocasião, o Diretor Presidente do CERNE, Darlan Santos, apresentou o histórico de atuação da entidade no Nordeste Setentrional e ressaltou que o CERNE já se adiantou a esse assunto e desde 2018 discute o tema, tendo formado uma comissão que estuda e desenvolve uma proposta para a regulamentação da eólica offshore no país.

O evento contou com mais de 100 participantes, que lotaram o auditório da EPE,  reunindo os mais diversos setores, como academia, associações de classe, agências de cooperação internacional, instituições governamentais, pesquisadores, consultores e empreendedores do setor eólico onshore e offshore.

Foto: CERNE Press

No decorrer do evento, foram apresentados os resultados preliminares dos estudos de potencial eólico marítimo que estão sendo desenvolvidos pela EPE. Estes estudos fazem parte do Roadmap, que tem a finalidade de identificar oportunidades, barreiras e caminhos para que a energia eólica marítima possa ter condições de competição com as demais alternativas de geração de energia elétrica no Brasil. Assim, poderá auxiliar o aperfeiçoamento de políticas e esclarecimento da regulação aplicável a esse tipo de projeto.

O evento foi organizado pela Empresa de Pesquisa Energética, com apoio da Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável, por intermédio da GIZ e teve parceria do CERNE.

Fonte: CERNE Press

Encontro reúne fornecedores e empresas de energia eólica em João Câmara

Com o objetivo de  reunir fornecedores e empresas para obter informações sobre a cadeia de prestação de serviços  em energias renováveis no Rio grande do Norte, o Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) e o Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) realizam, no dia 10 de abril, uma reunião de trabalho no IFRN Campus de João Câmara para definir ações que promovam o fortalecimento da cadeia de serviços, em especial na área de energia eólica.

Dos 150 parques eólicos em operação comercial no Estado, 85 deles estão instalados na Região do Mato Grande. Isso significa uma fatia de 56% das usinas de todo o RN.

O destaque vai para o municipio de João Câmara, que detém o maior número de empreendimentos com 29 parques instalados e que, juntas, somam 732, 36 MW de potência instalada.

O encontro deve contar também com a participação de representantes do Governo do Estado e da Prefeitura de João Câmara. Além de mapear a cadeia de serviços, a ocasião servirá como  oportunidade para que o CERNE possa apresentar seu portifólio de ações aos que ainda não o conhecem, mostrar o trabalho da Rede Renováveis e buscar oportunidades de capacitação que possam ser desenvolvidas pelo IFRN e CERNE.

As inscrições podem ser feitas pelo link https://bit.ly/2HTCenS mais informações podem ser obtidas pelo telefone (84) 2010-0340 ou email contato@cerne.org.br

Fonte: CERNE Press

MME confirma eólica no Rio Grande do Norte junto ao Reidi

Obra na usina vai até 2020 e irá angariar R$ 333,5 milhões em investimentos. Ministério também aprovou PCH Macacos (PR) e as CGHs Rio Vermelho I e II (SC)

O Ministério de Minas e Energia deliberou o enquadramento ao Regime Especial de Incentivos ao Desenvolvimento da Infraestrutura do projeto relativos à central de geração eólica denominada São Fernando I, localizada em São Bento do Norte, Rio Grande do Norte. A EOL é de posse da Ventos de São Fernando I Energia S.A, controlada pelo grupo Enerfin Enervento Exterior, e prevê 22 aerogeradores de 3,3 MW, somando 72,6 MW de capacidade instalada numa obra iniciada em fevereiro deste ano, e que tem previsão de conclusão para outubro de 2020, através de um aporte financeiro de R$ 333,5 milhões, sem levar em conta a incidência de taxas.

Nos mesmos moldes, o MME enquadrou a pequena central hidrelétrica Macacos, que compreende duas turbinas de 4,9 MW, totalizando 9,9 MW de potência nos municípios de Sengés e Jaguariaíva, ambos no Paraná. A PCH é da Pesqueiro Energia S.A e o projeto tem prazo de execução entre janeiro deste ano à outubro de 2020, com uma previsão de investimentos de R$ 65,8 milhões, sem contar os impostos.

O Ministério também deu provimento à Usina Rio Vermelho de Energia e aprovou junto ao Reidi as obras relativas às CGHs Rio Vermelho I e II, em São Bento do Sul, Santa Catarina, cujo calendário de execução vai de março de 2019 até o mesmo período de 2021, com uma estimativa de aplicação de recursos de aproximadamente R$ 11,3 milhões e R$ 7,7 milhões, livre de taxas. As respectivas decisões foram publicadas através das portarias nº 77, 80, 76 e 78, no portal do MME e no Diário Oficial da União.

Fonte: Canal Energia