GWEC: Brasil é quinto maior mercado eólico do mundo

O Brasil foi o quinto maior mercado eólico onshore do planeta em 2018. Os dados do relatório anual do Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, sigla em inglês) divulgado nesta terça-feira (26), mostram que no final do ano passado foram instalados 591 GW de capacidade eólica no mundo.

De acordo com análise do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), o número representa um crescimento de 9,6% em comparação ao valor apurado no mesmo período de 2017.

O documento também destaca que em 2018 foi instalado 51,3 GW em energia eólica no planeta, isso representa um decréscimo de 3.6% em relação ao ano de 2017 (53,2 GW). “O mercado eólico global segue estável desde 2014, instalando cerca de 50 GW a cada ano”, disse o Diretor Setorial de Infraestrutura e Energia do CERNE, Milton Pinto.

O mercado offshore global, que compreende a instalação de usinas eólicas no mar, cresceu 0,5% no ano passado, com 4, 49 GW em novas instalações, comparado aos 4,47 GW em 2017.

Os relatório listou os cinco países que mais instalaram energia eólica onshore no último ano:

China (21,20 GW)
Estados Unidos (7,58 GW)
Alemanha (2,40 GW)
India (2,19 GW)
Brasil (1,93 GW)

Os números mais recentes divulgados pelo GWEC compõem as estatísticas do Relatório Global de Energia Eólica, principal publicação do Conselho. O relatório completo, que será divulgado em abril, oferece um cenário abrangente do setor global de energia eólica e uma visão geral das tendências, fornecimento corporativo e mudanças em modelos de negócio.

Fonte: CERNE Press

Rio Grande do Norte comemora 4GW de eólicas

Conquista mantém o Estado como líder em capacidade eólica instalada no Brasil.

O estado do Rio Grande do Norte atingiu, nesta quinta-feira (14), um novo recorde energético: 4 GW em potência instalada a partir de parques eólicos. A expressiva marca foi alcançada com a entrada em operação comercial dos parques eólicos São Miguel I e São Miguel III, cada um com 21 MW em potência instalada. Os dois parques são de propriedade da COPEL (Companhia Paranaense de Energia) e estão localizados no município de São Bento do Norte, no litoral potiguar.

Com a entrada em operação dos novos empreendimentos, o RN passa a ter exatos 4.019 GW, a partir de 151 parques eólicos.

A geração de energia por fonte eólica já representa 86% de toda a potência instalada do estado potiguar. A matriz, formada também por termelétricas e fontes fotovoltaicas soma, atualmente, 4,65GW.

Segundo o Diretor Setorial de Energia Eólica do CERNE, Darlan Santos, esse marco é motivo de comemoração não apenas pelo feito, mas também pela reafirmação do estado e da sua vocação para geração de energia eólica. “O Rio Grande do Norte tem aumentado sua capacidade instalada de maneira quase ininterrupta, sendo acompanhado por investimentos importantes nesse período”, explica.

A nova conquista mantêm o estado como líder absoluto em três quesitos: maior capacidade eólica instalada no Brasil, maior geração de energia por fonte eólica do país e a maior matriz eólica nacional.

Fonte: Daniel Turíbio | CERNE Press

Eólicas offshore: Comissão do CERNE estuda marco regulatório brasileiro em 2019

Comissão multi-institucional, coordenada pelo CERNE, reúne empresas e centros de pesquisa de todo o Brasil.

A Comissão Executiva para a Promoção e a Regulamentação do Offshore Eólico Brasileiro, iniciativa coordenada pelo Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), realizou na sexta-feira (01), uma reunião para discutir a elaboração de um estudo que visa a criação de um marco regulatório para a exploração de eólicas offshore no Brasil.

A discussão é de caráter multi-institucional, e reúne empresas e centros de pesquisa de todo o Brasil. Segundo o Diretor de eólicas do CERNE e presidente em exercício da entidade, Darlan Santos, a comissão possibilita equalizar as informações para todo o setor. “Queremos aliar as melhores práticas aplicadas na regulação e implantação de projetos offshore no mundo, além de, com base em características locais, sugerir um modelo regulatório para o setor no Brasil”, explica.

Fonte: CERNE/Petrobras

As usinas eólicas instaladas em alto mar já são realidade em países da Europa e Ásia. No Brasil, a fonte esbarra nos custos e na falta de regulação específica. Entretanto, a grande e rasa plataforma continental do país, que se estende até 40 km de distância ao longo dos 9.000 km de costa com profundidades de 8 a 12 metros, tem atraído os olhares para o potencial desenvolvimento do setor.

Segundo o Gerente de Negócios em Energias Renováveis da Petrobras, Clóvis Neto, o potencial offshore é muito expressivo e a companhia se beneficia de sua experiência em exploração e produção de petróleo offshore para participar desse processo. “Os litorais do Rio Grande do Norte e do Ceará contam com uma vasta área com profundidades inferiores a 50 metros. Essa condição permite a utilização de subestruturas mais simples para a geração eólica offshore”, explica.

Estudos técnicos já estão sendo realizados para medir a viabilidade e o potencial energético offshore no Brasil. De acordo com o professor e pesquisador do Instituto Federal de Educação Tecnológica do Rio Grande do Norte (IFRN), Sylvester Stallone, com base em possíveis cenários, pode-se estimar cerca de 3,4 TW de capacidade instalada. “Nesse cenário, atribui-se um peso maior ao vento, sendo a variável determinante, enquanto a profundidade e a distância da costa fossem pesos menores. Isso aumenta a área de viabilidade”, explica o pesquisador.

Fonte: IFRN

Apesar dos atuais custos elevados, os últimos resultados de leilões offshore na Europa atingiram valores de R$ 180,20 por MW/h. A análise desse cenário indicaria a possibilidade de que no Brasil se atingiria valores próximos a R$ 195,00 por MW/h em 2027, sendo esse valor equiparado a outras fontes de energia no Brasil.

O coordenador de Energias Renováveis da Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Governo do RN, Hugo Fonseca, frisou durante a reunião que o processo de medição dos futuros projetos de eólica offshore deve acontecer junto com o processo de zoneamento. Esse mecanismo oferece maior segurança jurídica, ambiental e regulatória. “Além disso, os estados precisam ter participação ativa nesse processo, por que isso envolve questões socioambientais e turísticas locais”, destaca.

A previsão é que o documento, a ser preparado pela comissão do CERNE, seja publicado até o fim do primeiro semestre de 2019. A partir desse estudo, deve ser criado um Projeto de Lei contendo modelos de comercialização, processo de licenciamento ambiental, conexão das usinas e concessões de áreas marítima.

Participaram da reunião representantes da ABEEólica, UFRN, USP, Instituto Senai de Inovação, Iberdrola, Ecocil, Equinor Brasil, Ambipetro, Madronalaw Advocacia, Acadis, Usina Asa Branca, Bio Energia.

Fonte: Daniel Turíbio/CERNE Press