Copel começa operação em teste de eólicas no RN

Complexo Cutia tem 180,6 MW e é composto por sete parques eólicos. Energia gerada será negociada no MCP

O complexo eólico Cutia (RN – 180,6 MW), de propriedade da Copel, começou a sua operação em teste. O complexo é formado pelos parques Cutia, Guajuru, Esperança do Nordeste, Jangada, Maria Helena, Paraíso dos Ventos do Nordeste e Potiguar. Em comunicado ao mercado na última quarta-feira, 20 de setembro, a empresa paranaense explicou que 50% dos aerogeradores estão operando em fase de testes, enquanto os outros vão entrar em operação em seguida de forma escalonada.

Ainda de acordo com o comunicado, na fase de testes a energia será comercializada no mercado de curto prazo e, após a obtenção da licença operacional, a produção será entregue conforme contratado. O Complexo Cutia compõe, em conjunto com o Complexo Bento Miguel, o Empreendimento Eólico Cutia, que é formado por 13 parques, totalizando 312,9 MW de capacidade instalada.

Fonte: Canal Energia

Petrobras e Equinor vão desenvolver negócios de energia eólica offshore

Estadão Conteúdo

A Petrobras assinou nesta quarta-feira, 26, com a empresa norueguesa Equinor ASA – Equinor (ex-Statoil) um memorando de entendimentos (MoU) visando ao desenvolvimento conjunto de negócios no segmento de energia eólica offshore no Brasil.

“No âmbito da parceria estratégica entre as duas empresas, a Petrobras e a Equinor vêm investigando outras áreas potenciais de cooperação, incluindo desenvolvimento de iniciativas em energias renováveis”, diz a estatal.

Segundo a empresa, a realização de estudos conjuntos com a Equinor faz parte da estratégia da Petrobras em desenvolver negócios de alto valor em energia renovável, em parceria com grandes players globais, visando à transição para uma matriz de baixo carbono.

O MoU não estabelece obrigações para as partes empreenderem quaisquer negócios, mas indica a intenção das empresas em trabalhar conjuntamente para desenvolver projetos no segmento de energia eólica offshore.

A Petrobras possui quatro parques eólicos onshore em parceria, no Estado do Rio Grande do Norte, totalizando 104 MW instalados. Esses parques foram negociados no Ambiente de Comercialização Regulado (ACR) no leilão de energia de reserva de 2009 e entraram em operação em 2011. A companhia também possui uma unidade de pesquisa e desenvolvimento em energia solar fotovoltaica de 1,1 MW no Rio Grande do Norte, onde estão sendo avaliadas as operações de quatro tipos de tecnologia.

EDP Renováveis estreia em energia solar no Brasil com contrato privado de 199 MW

A elétrica EDP Renováveis, do grupo português EDP Energias de Portugal, entrou no mercado brasileiro de energia solar, ao assegurar um contrato privado com duração de 15 anos para a venda da produção futura de um parque solar que terá capacidade instalada de 199 megawatts, segundo comunicado da empresa.

A companhia disse que o contrato entrará em vigor em 2022 e viabilizará a construção do chamado parque solar Pereira Barreto, no Estado de São Paulo. O negócio foi fechado pela subsidiária EDP Renováveis Brasil.

“Com este contrato a EDPR entra no mercado brasileiro de energia solar, reforçando e diversificando a sua presença num mercado com baixo perfil de risco, através do estabelecimento de contratos de longo-prazo, com recursos renováveis atrativos e fortes perspectivas para o sector a médio e longo-prazo”, afirmou a companhia no comunicado, divulgado na noite de quinta-feira.

A EDP Renováveis disse que, com o novo contrato, o grupo passa a somar atualmente um portfólio de 1 gigawatt em capacidade em projetos de energia renovável em construção e desenvolvimento que deverão iniciar operações até 2024. Segundo a empresa, todos esses empreendimentos têm a venda da energia assegurada em contratos de longo prazo.

Além dos investimentos da EDP Renováveis, a EDP também opera no Brasil por meio da EDP Energias do Brasil, que controla duas distribuidoras de eletricidade e possui ativos de geração e transmissão de energia no país.

Fonte: Luciano Costa | Reuters

Disparada do petróleo pode elevar gasolina em 25% até o fim do ano

Os preços da referência global do petróleo, do tipo Brent, saltaram mais de 3%, ficando acima dos 80 dólares por barril. É o maior valor em quatro anos

Fabiana Futema | Veja Online

Devido à política de preços empregada pela Petrobras – de repasses automáticos das oscilações da cotação do petróleo –, consumidores brasileiros podem sofrer com uma alta adicional de 25% no valor da gasolina ainda este ano. Segundo especialistas na commodity, o barril pode chegar a 100 dólares até o fim de 2018. Mantidos os repasses automáticos, isso poderia elevar o preço médio da gasolina para algo próximo de 5,80 reais o litro.

Os preços têm subido no mercado internacional devido à decisão da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de não aumentar a produção de seus associados. Os valores de referência global do petróleo, do tipo Brent, saltaram mais de 3% nesta segunda-feira, ficando acima de 80 dólares por barril. É o maior valor dos últimos quatro anos.

“Barril a 100 dólares é uma expectativa que há anos o mundo persegue”, afirma Rafael Weber, gerente de portfólio da corretora Austro. “O que pode impedir a Opep de alcançar esse patamar são outras fontes de energia substitutas o petróleo, mas que são mais caras. No momento, há uma busca por esse equilíbrio”, diz Weber.

Outro fator que está pressionando a commodity é o crescimento global, impulsionado por Estados Unidos e China. Isso tem reduzido os estoques e atingido a demanda. Sem o aumento da produção, a margem de operação, principalmente dos Estados Unidos, fica menor. Ou seja, demanda maior, preços mais altos.

Por que isso acontece?

Desde julho de 2017, após uma decisão do então presidente da Petrobras, Pedro Parente, a estatal começou a fazer reajustes diários nos preços dos combustíveis. Com a depreciação do real frente ao dólar e a recuperação do petróleo no mercado internacional, a gasolina e o diesel encareceram. A principal reação a isso foi a greve dos caminhoneiros, no fim de maio deste ano.

O governo, para abafar a greve, mudou a política para o diesel, criou a tabela de frete e adicionou gatilhos que podem fazer ajustes na tabela toda vez que o principal combustível dos caminhões subir mais do que 10%. Mas, para a gasolina, pouca coisa mudou. A Petrobras continuou a repassar as variações da commodity para as refinarias.

“Desde Getúlio, o Brasil faz um esforço colossal para ser autossuficiente em petróleo. E por que foi feita essa política de Estado? Justamente porque você pode amenizar os efeitos da oscilação dos preços do petróleo no mercado internacional”, afirma o consultor Jean-Paul Prates, do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne). “Não sou a favor do controle de preços, como era feito no passado. Essas oscilações são contornáveis pelo país”, conclui.

E o etanol?

Uma das formas de controlar o preço da gasolina é adicionar etanol em sua composição. Atualmente, a gasolina tipo C, que é a vendida nos postos regulares, já leva 27% de álcool.

“O aumento da taxa de etanol na gasolina atende a dois interesses: um é em razão da disponibilidade do álcool. O segundo é para segurar o preço da gasolina. Mas há uma limitação técnica”, afirma André Crisafulli, presidente da consultoria Andrade & Canellas.

A última vez que ampliou-se o porcentual de etanol na gasolina foi em junho de 2015, quando Dilma Rousseff ainda era presidente. À época, o governo aumentou de 25% para 27% o limite de etanol na mistura.

Segundo dados divulgados nesta segunda-feira, 24, pela Agência Nacional do Petróleo, o preço médio do etanol representa cerca de 61% do valor da gasolina nos postos de combustíveis.

Geração de energia eólica cresceu 17,8% em 2018

Representatividade da fonte chega a 7% do total gerado no Sistema Interligado Nacional. Rio Grande do Norte segue liderando produção e capacidade instalada.

A geração de energia eólica em operação comercial no país cresceu 17,8% nos sete primeiros meses de 2018. A informação consta na última atualização do boletim InfoMercado mensal da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e indica também que as usinas eólicas somaram 4.470 MW médios entregues entre janeiro e julho, frente aos 3.793,9 MW médios gerados em 2017.

A representatividade eólica em relação a toda energia gerada no período pelas usinas do Sistema alcançou 7% em 2018. A fonte hidráulica (incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas) foi responsável por 74,5% do total e as usinas térmicas responderam por 18,1%.

A CCEE contabilizou 520 usinas eólicas em operação comercial no país, ao final de julho, somando 13.2 GW de capacidade instalada, incremento de 17% frente aos 11.3GW de capacidade das 446 unidades geradoras existentes em julho de 2017.

Análise por estado

Quanto a análise focada na geração por estado, o Rio Grande do Norte se mantém como maior produtor de energia eólica no Brasil, com 1.244,8 MW médios de energia entregues nos primeiros sete meses de 2018. Na sequência aparecem a Bahia com 1.094,8 MW médios produzidos, o Piauí com 576,9 MW médios, o Rio Grande do Sul com 569,9 MW médios e o Ceará, com 553,4 MW médios.

Dados levantados pelo Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) confirmam ainda o estado do Rio Grande do Norte com a maior capacidade instalada, somando 3.592,25 MW. Em seguida aparecem Bahia, com 2.907,64 MW, Ceará com 2.249,06 MW, Rio Grande do Sul com 1.777,87 MW e Piauí, com 1.443,10 MW de capacidade.

“Estamos no período que o setor chama de ‘safra dos ventos’, que vai de junho a novembro, onde a produtividade é ainda maior. No Nordeste brasileiro a produtividade é cerca do dobro da média mundial, por isso podemos afirmar que temos os melhores ventos do mundo para a produção de energia eólica”, destacou o Presidente do CERNE, Jean-Paul Prates.

Fonte: CERNE Press com informações da CCEE

Geração de energia solar e dos ventos bate recorde no Nordeste

Energia eólica atingiu 8.665 MW no pico de geração no último dia 13

Ao mesmo tempo em que a forte estiagem vem reduzindo cada vez mais a água armazenada nos reservatórios das principais usinas hidrelétricas do país, o forte sol e os ventos estão batendo recorde de geração de energia. De acordo com o Operador Nacional do sistema Elétrico (ONS), no último dia 13 de setembro,foi registrado recorde de geração instantânea (no pico) das duas fontes no Nordeste. . A geração de energia eólica chegou a 8.665 Megawatts (MW) às 8 horas e 24 minutos, atendendo 83% da carga do Nordeste. O fator de capacidade chegou a 86% (quanto que a usina consegue gerar de sua capacidade máxima). Segundo o ONS, o recorde anterior tinha acontecido um dia antes, em 12 de setembro, quando foram produzidos 8.330 MW às 8 horas e 31 minutos.

Já a geração solar instantânea no pico chegou a 722 MW às 10 horas e 52 minutos, com fator de capacidade de 86%. O último recorde tinha acontecido no dia 11 de setembro, quando foram produzidos 710 MW às 9h57min.

A geração eólica média diária no Nordeste também bateu recorde no dia 13 de setembro ao serem produzidos 7.716 MW médios, com um fator de capacidade de 76%. Segundo o ONS, esse volume de energia foi suficiente para atender 74% da carga do Nordeste no dia. O recorde anterior foi registrado no dia 12 de setembro, quando foram gerados 7.319 MW médios.

Considerando a produção total de energia eólica no páis, incluindo outras regiões, no último dia 13 atingiu 8.718 MW médios, representando 13,6% da geração total do país de 64.285 MW. Já a energia solar contribuiu com 0,5% da geração total de energia do país com um total de 372 MW médios.

Fonte: Ramona Ordones | O Globo

EDP Renováveis reforça produção de energia eólica no Brasil

A EDP Renováveis Brasil, subsidiária da eléctrica de energia limpas portuguesa, fechou contratos de Aquisição de Energia (CAE) a 20 anos para a venda de electricidade no mercado regulado brasileiro.

A energia necessária a este abastecimento vai ser gerada em dois parques eólicos, os quais serão ainda instalados no estado de Rio Grande do Norte. Um, em Jerusalém, terá a capacidade registada de 176 MW e um segundo, em Monte Verde, de 253 MW.

“O preço atribuído aos contratos de longo prazo foi de R$94/MWh e R$87/MWh respectivamente, sendo que ambas as tarifas estão indexadas à inflação brasileira”, informa ainda a empresa no comunicado publicado na Comissão de Mercado e Valores Mobiliários (CMVM).

Estas novas operações só deverão ter início em 2024. Contudo, considerando estes contratos, a EDP Renováveis já tem contratualizados projectos de longo prazo que somam 0,8 GW de energia. Alguns têm o início das operações marcado já para este ano, e os restantes a partir de 2023.

Somando aos projectos já em actividade, a EDP Renováveis conta agora com 1,1 GW de energia a ser produzida em território brasileiro.

Fonte: Jornal de Negócios Portugal | Ana Batalha Oliveira

Aneel libera 88 MW eólicos para operação comercial na Bahia

A Agência Nacional de Energia Elétrica aprovou a operação comercial de três usinas de geração eólica denominadas Ventos da Bahia III, IX e XVIII, segundo despacho publicado nesta quarta-feira, 12 de setembro, no Diário Oficial da União. Cada EOL teve 13 unidades geradoras de 2,2 MW liberadas, a não ser pela primeira usina, que teve 14 turbinas contempladas pela decisão, somando ao todo 88 MW de potência liberada no município de Mulungu do Morro, na Bahia.

Outro empreendimento a contar com o provimento do órgão regulador foi a eólica Aura Lagoa do Barro 01, que poderá testar nove aerogeradores de 3 MW cada, totalizando 27 MW de capacidade instalada em Barro do Piauí, no Piauí.

Fonte: Canal Energia

Acordo entre Voltalia e Echoenergia é de até 500 MW

Venda de 197 MW em parques eólicos da francesa é o primeiro passo de um acordo que ainda tem 303 MW que poderão ser assumidos pela geradora ligada ao fundo britânico Actis

A Voltalia vendeu 197 MW em parques eólicos que estão desenvolvidos e faltam ser implementados à Echoenergia como parte de um acordo que pode chegar a 500 MW em capacidade instalada em projetos futuros, todos localizados no cluster de Serra Branca (RN). O valor do negócio não foi revelado e em comunicado a companhia informa que essa região possui um potencial de 2 GW, dos quais apenas 309 MW estão em operação, 223 MW estão para ficar prontos em 2020 e um grande volume para ser desenvolvido e colocado em  futuros leilões ou por meio de projetos destinados ao mercado livre.

O acordo assinado com a Echoenergia, empresa do fundo britânico Actis, tem 500 MW como volume máximo a ser assumido por esta no mesmo cluster, já incluindo os 197 MW anunciados. Ou seja, sobram 303 MW adicionais que poderão, no futuro, ficar com a geradora no escopo acertado entre as duas partes.

Os ativos recém-adquiridos estão em um estágio avançado de desenvolvimento quanto à locação de terras, medição de vento, permissão e conexão à rede. Cabe agora à Echoenergia garantir contratos de venda de energia a longo prazo e investir para financiar sua construção. Em seu comunicado, a Voltalia aponta que a Echoenergia já garantiu 197 MW em contratos para a venda de energia no mercado livre e que deverá buscar outros novos PPAs até o máximo de 500 MW. A geradora já possui cerca de 700 MW em capacidade instalada por diversos estados no Nordeste.

Fonte: Canal Energia

Petroleiras querem explorar vento e sol no Brasil além de óleo

As grandes petroleiras europeias estão em busca de algo mais que os poços de petróleo em águas profundas do Brasil. Planejam lucrar também com o que ventos e o sol abundantes do país.

A Royal Dutch Shell, a Total e a Equinor prometeram nas últimas semanas investir em energias renováveis no Brasil. O esforço pode mais que dobrar a participação das energias eólica e solar na matriz energética do Brasil até 2026, para 18 por cento, segundo a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), do Brasil.

A diversificação para a energia limpa se dá em um momento em que os investidores europeus manifestam medo de encolhimento das empresas de petróleo pelo fato de o mundo estar se distanciando dos combustíveis fósseis para combater as mudanças climáticas. A geologia única do Brasil já o transformou em exportador de petróleo e também no maior produtor de energia eólica da região. E apesar de o sol fornecer apenas uma pequena fração da eletricidade do país no momento, o Brasil tem em média 4,25 a 6,5 horas de sol por dia, um dos níveis mais altos do mundo.

Os produtores precisam começar a se preparar para a transição para uma economia de baixo carbono, mesmo que gradual, disse Bassam Fattouh, diretor do Oxford Institute for Energy Studies, em entrevista, em 3 de setembro.

“Em um ambiente de incertezas como este, é preciso começar a ajustar o portfólio para se proteger”, disse.

“A transição para uma era de baixo carbono começou”, disse Décio Oddone, diretor-geral da Agência Nacional do Petróleo (ANP). “O Brasil precisa explorar seus recursos de petróleo e gás agora, ou vamos deixar petróleo debaixo da terra.”

A Petrobras já é parceira da Total, que tem sede em Paris, em alguns dos maiores campos offshore do país. As empresas assinaram um memorando de entendimento em julho para explorar projetos eólicos e solares. A unidade brasileira da Total anunciou recentemente o início da operação de sua primeira unidade solar brasileira no estado da Bahia, com capacidade para 25 megawatts oferecida por quase 78.000 painéis.

A empresa lançou também outros dois projetos solares com o objetivo de produzir 140 megawatts.

Noruega

A Petrobras também negocia com a Equinor para replicar as unidades de energia eólica que possui nas águas ao largo da costa da Noruega. Em entrevista coletiva, em agosto, executivos da empresa disseram que as melhores perspectivas que já tiveram para o petróleo são os cinco projetos brasileiros que a empresa está preparando para perfuração nos próximos dois anos. Eles também mencionaram interesse em energias renováveis no Brasil.

“Nosso objetivo é crescer ainda mais, também em nosso negócio de energia solar”, disse Anders Opedal, vice-presidente-executivo da empresa no Brasil, na ONS Conference, em Stavanger, Noruega. “Além do nosso negócio de energia solar, estamos mirando oportunidades para a energia eólica offshore.”

A Shell, que comprou a sétima maior fornecedora de energia do Reino Unido no ano passado, montou uma equipe de 10 pessoas para avaliar os projetos brasileiros de energia limpa, afirmou André Araújo, principal executivo da Shell no Brasil, a jornalistas, no mês passado. A empresa estuda projetos eólicos colocados à venda pela estatal Centrais Elétricas Brasileiras (Eletrobras), disse.

“O ritmo da transição dependerá da rapidez com que esses projetos se tornarem lucrativos”, disse Araújo.

Fonte: Bloomberg | Sabrina Valle

Ibama prepara agenda regulatória para eólica offshore

Técnicos do órgão ambiental vão visitar projetos em Portugal, Itália, Holanda e Bélgica em 2019

O Ibama está criando uma agenda regulatória para o licenciamento de projetos de eólica offshore no país. A ideia, conta o coordenador-geral de Licenciamento Ambiental de Empreendimentos Fluviais e Pontuais Terrestre da Diretoria de Licenciamento Ambiental Federal, Amado Pereira de Cerqueira Netto, é fazer frente a percepção de aumento de demanda por projetos do tipo que já é sentida pelo órgão ambiental.

A agenda regulatória prevista pelo Ibama é divida em etapas. A primeira é a capacitação dos servidores. O órgão ambiental, que ainda não tem expertise nesse tipo de licenciamento, pretende qualificar seus funcionários para fazer frente ao aumento da demanda por licenciamento no país.

Em março do próximo ano, funcionários do Ibama devem fazer um tour pela União Europeia para visitar países que já possuem experiência no licenciamento de projetos do tipo. Serão conhecidos projetos em Portugal, Itália, Holanda e Bélgica, em busca de conhecimento que possa ser compartilhado.

A ideia, antecipa Netto, é conhecer a fundo os impactos dos projetos para que no próximo seja estudada uma instrução normativa para licenciamento de eólicas offshore, que depois de audiência e consulta pública deve ser publicada em 2020. “A gente enxerga com muito bons olhos este tipo de projeto de geração de energia”, comenta.

Por aqui, o Ibama licencia – em fase inicial – três projetos de eólica offshore. O projeto da Petrobras para o campo de Ubarana, em águas rasas da Bacia Potiguar, no Rio Grande do Norte, deve ser um modelo para outros projetos do tipo, com o aumento de investimentos de petroleiras em energia renovável para compensar suas emissões de carbono e estar alinhadas com o Acordo de Paris.

Em alguns países produtores de petróleo a produção eólica offshore atrelada a produção offshore de petróleo tem reduzido custos e trazido bons resultados. É o caso da Noruega, onde a Equinor tem investidos em projetos deste tipo.

Recentemente, a empresa anunciou que está estudando investimento da ordem de US$ 600 milhões para interligar os campos de Gullfaks e Snorre a um parque eólico offshore que seria responsável por 35% da demanda de energia de cinco plataformas instaladas nas duas áreas. O projeto tem como meta a redução de mais de 200 mil toneladas/ano, o equivalente a emissão de 100 mil carros.

Por aqui, Equinor também está avaliando a instalação de eólicas offshore e novos projetos de energia solar no Brasil, contou o presidente da empresa no Brasil, Anders Opedal. A empresa tem meta global de redução de emissões de CO2 fixada em 8 kg por barril de óleo equivalente produzido. Os projetos fazem parte de uma carteira de investimentos que contém US$ 15 bilhões até 2030.

Fonte: Felipe Maciel | E&P Brasil

Licenciamento ambiental para projetos de energia solar tem novo marco regulatório

Os processos de licenciamento e autorização ambiental para empreendimentos de energia solar vão ficar mais ágeis no Ceará. O Conselho Estadual do Meio Ambiente (Coema) modernizou e estabeleceu novos critérios e parâmetros para esses processos, a exemplo do que já havia feito em julho com o licenciamento de projetos de energia eólica. A resolução que estabelece o marco regulatório para o setor foi aprovada na última quinta-feira (6/9) e deverá desencadear mais oportunidades em energias renováveis no Ceará, atraindo novos investimentos.

Para o coordenador do Núcleo de Energia da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Joaquim Rolim, as novas regras para o licenciamento ambiental da geração eólica e solar irão propiciar melhores condições para o desenvolvimento e ampliação da quantidade de projetos em energias renováveis, aumentando as possibilidades de os empreendimentos cearenses serem contratados em leilões. “O Ceará agora passa a ter uma regulamentação para licenciamento ambiental, tanto na geração distribuída (até 5MW) quanto na geração centralizada (acima de 5MW), mais moderna e bem definida”, opina.

De acordo com ele, isso foi possível após um minucioso trabalho de benchmarking conduzido pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente (Sema) e Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace), com recomendações importantes da FIEC, através dos Núcleos de Energia e Meio Ambiente, Sindienergia e Câmara Setorial de Energias Renováveis

“Essa nova regulamentação de licenciamento de projetos de energias renováveis aprovado pelo Coema atende aos anseios do setor. A Câmara Setorial de Energias Renováveis do Ceará identificou essa necessidade e foi atendida pelo secretário Artur Bruno, que mobilizou a Sema e a Semace com esse propósito”, avalia Jurandir Picanço, consultor de energia da FIEC e presidente da Câmara Setorial de Energias Renováveis do Ceará.

O secretário estadual do Meio Ambiente, Artur Bruno, que também preside o Coema, ressalta que a nova regulamentação para o licenciamento de empreendimentos de energia solar veio após muita discussão em grupos de trabalho e câmaras técnicas, tendo sido inclusive modificado com emendas que foram propostas no âmbito desses grupos de trabalho. “Essa resolução é importante para o desenvolvimento econômico e social do estado. O Ceará e as políticas de meio ambiente ganham muito com isso”, destacou.

Fonte: Federação das Indústrias do Estado do Ceará

Aneel autoriza mais de 50 MW eólicos para testes no Rio Grande do Norte

Usinas Dreen Cutia e Esperança do Nordeste foram contempladas pela liberação

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou a operação em teste da usina de geração eólica denominada Dreen Cutia, de acordo com despacho publicado na terça-feira, 4 de setembro, no Diário Oficial da União. A usina eólica teve 11 unidades geradoras de 2,1 megawatts (MW) contempladas pelo parecer da agência, somando 23,1 MW de potência liberada no município de Pedra Grande, no Rio Grande do Norte.

A Aneel também liberou os testes em 13 aerogeradores de 2,1 MW cada da usina Esperança do Nordeste, somando 27,3 MW de potência instalada em São Bento do Norte, no Estado.

Fonte: Agência Canal Energia

Rio Grande do Norte lidera leilão de energia e arremata R$ 3,5 bi em projetos eólicos

Por Daniel Turíbio | Comunicação CERNE

Do total de 48 novos projetos eólicos inscritos no certame, 27 foram arrematados no estado. Serão adicionados mais 743 MW de capacidade instalada com usinas em operação até 2024.

O Rio Grande do Norte liderou a contratação de projetos para produção de energia eólica, no 28º Leilão de Energia Nova A-6 de 2018 realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na última sexta-feira, 31 de agosto. Do total de 48 novos projetos inscritos no certame, 27 foram arrematados no estado. Eles totalizam mais 743 MW de capacidade instalada e deverão começar a operar em 2024.

Os projetos vendidos irão assegurar cerca de R$ 3,5 bilhões em investimentos no estado nos próximos 6 anos. “Desse montante, cerca de R$1,5 bilhão deverá ser injetado diretamente nas regiões produtoras”, disse o Presidente do Centro de Estratégias em recursos Naturais e Energia CERNE, Jean-Paul Prates.

A maior parte dos projetos estão na região do Mato Grande, onde se encontram a maior parte das usinas instaladas no estado e com melhores infraestruturas. O projeto com maior fator de capacidade (67,5%) será instalado no município de Riachuelo. A usina Ventos de Santa Martina, desenvolvido pela empresa Casa dos Ventos, terá turbinas da fabricante global Vestas.

Os estados com os empreendimentos contratados foram o Rio Grande do Norte (27 usinas), a Bahia (21 usinas), o Paraná (5 usinas), São Paulo (2 usinas), Minas Gerais (2 usinas), além de Goiás, Mato Grosso, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Maranhão com uma usina em cada estado.

O certame negociou Contratos de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado na modalidade por quantidade (hidrelétricas – suprimento de 30 anos e eólicas – suprimento de 20 anos) e por disponibilidade (biomassa, carvão e gás natural – suprimento de 25 anos).
O leilão movimentou, ao todo, R$ 23,6 bilhões em contratos. O preço médio ao final das negociações foi de R$ 140,87 por MWh, com deságio de 46,89% em relação aos preços-tetos estabelecidos, representando uma economia de R$ 20,9 bilhões para os consumidores de energia.

Ao final das negociações, foram contratados 62 empreendimentos de geração, sendo 11 hidrelétricas, 48 usinas eólicas, 2 usinas térmicas movidas a biomassa e uma térmica a gás natural , o que soma 835 MW médios de energia contratada.

Leilões de energia: como funciona

Os leilões são a principal forma de contratação de energia no Brasil. Por meio desse mecanismo, concessionárias, permissionárias e autorizadas de serviço público de distribuição de energia elétrica do Sistema Interligado Nacional (SIN) garantem o atendimento à totalidade de seu mercado no Ambiente de Contratação Regulada (ACR). Quem realiza os leilões de energia elétrica é a CCEE, por delegação da Aneel.

O critério de menor tarifa é utilizado para definir os vencedores do certame, visando a eficiência na contratação de energia.

O leilão de energia nova, realizado na semana passada, tem como finalidade atender ao aumento de carga das distribuidoras. Neste caso são vendidas e contratadas energia de usinas que ainda serão construídas.

Eólicas no RN (atualizado com os resultados do Leilão de A-6 de 31/08/2018)

– 138 parques eólicos em operação comercial, somando 3,72 GW em potência instalada.
– 15 parques eólicos em construção, somando 366,10 MW em potência instalada.
– 45 parques eólicos contratados, somando 1,187 GW em potência instalada.

Ranking dos maiores produtores eólicos:

1° Rio Grande do Norte (3,7GW)
2° Bahia (2,5GW)
3° Ceará (1,9GW)
4 ° Rio Grande do Sul (1,8GW)

 

Voltalia prevê antecipar em mais de 3 anos usinas eólicas negociadas em leilão

A empresa de energia renovável francesa Voltalia espera antecipar em mais de três anos a conclusão de parques eólicos que vai construir no Rio Grande do Norte, após obter contratos para a venda da produção futura das usinas em leilão do governo brasileiro na semana passada, disse à Reuters o principal executivo da companhia no Brasil.

A Voltalia negociou 60 megawatts médios em energia na licitação, realizada na sexta-feira, o equivalente a usinas com 115 megawatts em capacidade instalada que precisariam por contrato iniciar as operações em janeiro de 2024.

Mas os projetos ficarão na mesma região de outros viabilizados pela empresa em um leilão em dezembro, que já têm trabalhos em andamento e providenciarão uma infraestrutura que poderá acelerar o projeto e reduzir custos nas novas unidades, como canteiros de obras e a linha de transmissão que ligará os parques à rede, explicou o chefe da Voltalia no Brasil, Robert Klein.

“Isso nos permitiu justamente contar com uma antecipação de mais de três anos a contar da data inicial do contrato regulado, em janeiro de 2024. Isso, evidentemente, nos faz ganhar competitividade”, afirmou o executivo.

Além disso, a Voltalia disse que a conclusão acelerada dos projetos permitirá que a energia produzida entre o segundo semestre de 2020 e o início de 2024 seja vendida pelas usinas no mercado livre de eletricidade para grandes clientes, como indústrias, a preços mais de 60 por cento superiores aos obtidos na licitação do governo.

A estratégia de antecipação do cronograma e das vendas foi importante para que a Voltalia tivesse sucesso no leilão, onde os parques eólicos vitoriosos apresentaram ofertas com tarifas em média 60 por cento abaixo do teto estabelecido pelo governo.

Os empreendimentos da empresa obtiveram preços finais de 93 reais por megawatt-hora, contra 227 reais da tarifa-teto para as eólicas.

A expectativa da Voltalia é que com esses novos projetos seja possível ultrapassar em 2020 a meta do grupo de alcançar 1 gigawatt em projetos de geração de energia em operação pelo mundo.

Segundo a empresa, a marca deve ser alcançada com quase 70 por cento da capacidade no Brasil, enquanto projetos na Europa devem responder por quase 20 por cento e na África por 12 por cento.

EXPANSÃO BRASILEIRA

A Voltalia possui atualmente cerca de 433 megawatts em operação no Brasil, além de cerca de 170 megawatts em construção, sendo quase toda a capacidade em empreendimentos eólicos.

Sem contar esses empreendimentos e os negociados no último leilão, a companhia tem projetos em carteira suficientes para chegar próxima de 2 gigawatts no país, o que significa que ela deverá seguir atenta às próximas licitações para novos projetos.

Segundo Klein, a empresa pretende expandir agora sua atuação em energia solar no Brasil, uma vez que possui hoje apenas um pequeno projeto de 4 megawatts no Amapá.

“Acreditamos que esses 2 gigawatts serão alcançados com um misto entre eólica e solar”, apontou.

Segundo ele, a companhia está avaliando empréstimos junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e ao Banco do Nordeste Brasileiro (BNB) como alternativas de financiamento de suas usinas, além de possíveis operações no mercado de capitais.

Fonte: Luciano Costa | Reuters