Desconto na conta de luz estimula popularização de usinas domésticas

Cresce no país o número de casas, comércios e indústrias que têm suas próprias usinas de produção de energia a partir de fontes renováveis.

De acordo com a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), desde que a geração distribuída (feita por consumidores independentes) foi regulamentada, em 2012, saltou de 4 para 9.819 o total de usinas próprias.

Arte - Folhapress

Arte – Folhapress

A maior parte delas (99%) é construída com painéis fotovoltaicos. O 1% restante é repartido entre as demais fontes renováveis, como a eólica. “É uma geração que reduz as perdas na distribuição e alivia a rede”, diz Marco Aurélio Castro, especialista em regulação da Aneel.

As casas tem o maior número (79%) de usinas. O comércio aparece com 15%. Fazendas e órgãos públicos reúnem 4%, e a indústria, 2%. Essa produção sustentável já é capaz de abastecer o consumo residencial de uma cidade como Santos (SP), de 434 mil habitantes. Mas ainda há muito a avançar. Toda a produção a partir de painéis fotovoltaicos representa hoje 0,02% da matriz elétrica nacional, diz a EPE (Empresa de Pesquisa Energética). O preço dos equipamentos é um dos entraves do setor.

Para o mercado, o consumidor que procura o serviço tem consciência ambiental. “Mas também é um público que não quer ficar refém dos aumentos feitos pelas distribuidoras”, diz Rodrigo Sauaia, presidente da Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica).

O valor médio da conta de energia no país, incluindo todas as classes de consumo e os impostos, cresceu 6,4% em 2016 em relação ao ano anterior, segundo a Aneel.

Quem quer aderir ao sistema precisa solicitar uma autorização da concessionária, que pode levar até 60 dias. O projeto precisa ser assinado por um engenheiro eletricista, e a instalação deve ser feita por uma empresa do ramo.

Além de sair da dependência tarifária, esse tipo de geração possibilita produzir energia num lugar e consumi-la em outro. Ou ainda usar o excedente em créditos para pagar uma conta futura.

Aluguel

Se comprar uma usina ainda pesa no bolso, já é possível contratar uma assinatura mensal de energia limpa.

A start-up Renova Green, de Curitiba, fornece o serviço, no momento, apenas para quem vive na cidade. Com R$ 19,90 por mês, o cliente aluga dois painéis fotovoltaicos que serão instalados em sua casa. “A economia pode chegar a R$ 40 na conta”, diz o sócio Reinaldo Cardoso. A empresa cobra a instalação dos equipamentos (R$ 299).

O bancário Nelson Lubas, 46, optou pelo plano mínimo. Ele diz que tem economizado entre 15% e 20% na fatura. “Quero mais três placas para economizar 60%.”

O governo prevê que 2,7 milhões de consumidores devam gerar energia até 2030, equivalente a uma geração de meia usina de Itaipu. “O preço dos equipamentos está menor agora, as empresas têm isenção fiscal, e o consumidor está mais consciente”, afirma Sauaia.

Fonte: Dhiego Maia | Folha de São Paulo

Revolução da energia barata chegou e o carvão está de fora

As energias eólica e solar estão prestes a se tornarem invencíveis, a produção de gás natural e petróleo está se aproximando do pico e os carros elétricos e baterias para as redes de eletricidade esperam o momento de assumir o controle. Este é o mundo que Donald Trump herdou como presidente dos EUA. E ainda assim o plano energético dele é eliminar restrições para ressuscitar um setor que nunca voltará: o de carvão.

As instalações de energia limpa quebraram novos recordes em todo o mundo em 2016 e as energias eólica e solar estão recebendo duas vezes mais financiamento que os combustíveis fósseis, segundo novas informações divulgadas na terça-feira (25) pela Bloomberg New Energy Finance (BNEF). Isso se deve em grande parte ao fato de os preços continuarem caindo. A energia solar está se tornando, pela primeira vez, a forma mais barata de gerar eletricidade nova no mundo.

Mas com os planos de desregulamentação de Trump, o que “vamos ver é a era da abundância — turbinada”, disse o fundador da BNEF, Michael Liebreich, durante apresentação em Nova York. “É uma boa notícia economicamente, mas há um pequeno senão: o clima.”

Queda nos custos

Os subsídios governamentais têm ajudado as energias eólica e solar a garantirem presença nos mercados globais de energia, mas as economias de escala são o verdadeiro motor por trás da queda dos preços. As energias eólica e solar não subsidiadas estão começando a ganhar a concorrência contra o carvão e o gás natural em um grupo cada vez maior de países.

Os EUA podem não liderar o mundo em energias renováveis enquanto porcentagem da produção de sua rede, mas vários estados estão superando as expectativas.

As energias eólica e solar decolaram — a tal ponto que as operadoras de rede da Califórnia estão enfrentando alguns dos mesmos desafios de regular as oscilações das energias renováveis de alta densidade que têm afetado a revolução energética da Alemanha. A expansão nos EUA não é a primeira, mas tem sido notável.

A demanda por eletricidade nos EUA vem caindo, em grande parte devido à eficiência energética maior em tudo, de lâmpadas e TVs à indústria pesada. Em um ambiente como esse, o combustível mais caro perde, e este perdedor, cada vez mais, tem sido o carvão.

Com a entrada das energias renováveis na matriz, até mesmo as usinas de combustíveis fósseis que ainda estão em operação estão sendo usadas com menor frequência. Quando o vento está soprando e o sol está brilhando, o custo marginal dessa eletricidade é essencialmente gratuito, e energia gratuita sempre ganha. Isso significa também lucros menores para usinas de energia baseadas na queima de combustível.

A má notícia para as produtoras de carvão fica ainda pior. Os equipamentos de mineração dos EUA se tornaram maiores, melhores e muito mais eficientes. Talvez o que mais afeta os empregos na indústria do carvão sejam os equipamentos de mineração melhores. O estado da Califórnia atualmente emprega mais gente na indústria de energia solar do que a indústria do carvão em todo o país.

Fonte: Bloomberg | Tom Randall

Comissão do Senado aprova relatório que avalia implantação de energias alternativas no Brasil

A Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) aprovou, nesta terça-feira (25), relatório do senador Hélio José (PMDB-DF) sobre a avaliação da implantação de energias alternativas e renováveis no Brasil. No texto, o parlamentar conclui que o país avançou de forma tímida, embora tenha crescido a participação de outras fontes além das usinas hidrelétricas.

De acordo com o relator, as reclamações mais comuns dos diversos setores de energias alternativas são inconstância nas políticas; falta de segurança em relação a futuros leilões para o mercado regulado; incertezas em relação a financiamentos; problema de conexão das novas usinas às redes elétricas; e demora na regulamentação das Leis 13.203/2015 e 13.299/2016, que tratam do desconto nas tarifas de uso do sistema de transporte.

Para Hélio José, alguns subsídios estão sendo concedidos de forma a gerar situações injustas, como o caso da energia solar. Ele explicou que, como os custos de instalação de equipamentos solares são altos, somente os consumidores de renda mais elevada conseguem utilizar a energia solar e usufruir das subvenções.

– Uma política eficaz é aquela que estimula a combinação mais eficiente das diversas fontes, cada uma contribuindo com o que tem de melhor, e competindo entre si em igualdade de condições. Nosso sistema só será verdadeiramente eficiente quando não houver estímulos ocultos e injustos a algumas fontes, em detrimento de outras – disse o senador.

No final do relatório, Hélio José lamenta a ausência de respostas do Ministério de Minas e Energia a vários questionamentos feitos nas audiências públicas, o que, segundo ele, deixou lacunas na compreensão das políticas públicas que estão sendo gestadas para o setor.

O senador Roberto Muniz (PP-BA) afirmou que faltam indicadores para avaliar as políticas públicas do governo. A inexistência desses dados, segundo o senador, prejudica a análise do que funcionou ou não teve bom desempenho, e inclusive de recomendações do fim de determinada ação.

O presidente da CI, Eduardo Braga (PMDB-AM), concordou com Muniz e pediu aos consultores do Senado que elaborem indicadores para fundamentar a avaliação de políticas públicas.

Fonte: Agência Senado

Capacidade eólica instalada no mundo pode chegar a 800 GW até 2021

O Conselho Mundial de Energia Eólica (GWEC, em inglês) prevê que cerca de 60 gigawatts (GW) de energia eólica serão instalados no mundo em 2017 e a instalação anual subirá para 75GW em 2021. Até lá, se espera que o total de megawatts eólicos no mundo atinja a marca de 800GW, que seria quase o dobro da energia atual, de acordo com o Global Wind Report: Annual Market UpdateRelatório Global do Mercado Eólico lançado nesta terça-feira (25) pela entidade.

Segundo o relatório, o ano de 2016 terminou com uma potencia instalada global de 486,79 GW, o que representa um crescimento de 12,6%  em relação ao ano de 2015. Foram instalados mais de 54 GW eólicos em mais de 90 países, sendo nove deles com mais de 10 GW instalados e 29 ultrapassaram os 1 GW – vale lembrar que no Brasil o estado do Rio Grande do Norte em maio de 2014  atingiu esta marca.

A China continua a sua liderança no ranking global com  168,73 GW em potencia instalada,seguida pelos Estados Unidos com 82,18 GW e  em terceiro lugar vem a Alemanha com  50 GW. A Índia estabeleceu um novo recorde para as instalações no ano passado e tem potencial para atingir as metas do governo para o setor, com vista para novos mercados.

Brasil

Em 2016, o Brasil adicionou 2.014 MW de nova capacidade eólica, com a instalação de 947 turbinas eólicas em 81 parques, e criando 30 mil novos empregos, representando um investimento de 5,4 bilhões. O país subiu uma posição no ranking global, de 10º lugar em 2015 (quando alcançou 8,72 GW em potência instalada), para o 9º lugar em 2016

O relatório menciona que a capacidade eólica chegou a 10,74 GW no final de 2016, representando um investimento total de R$ 70 bilhões (21,5 / USD 22,8 bn). O setor emprega cerca 160 000 pessoas, fornece eletricidade a cerca de 17 milhões de casas e reduz as emissões de CO2 Cerca de 16 milhões de toneladas por ano.

Segundo dados levantados pelo Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), o Rio Grande do Norte tem total destaque nestes números, uma vez que dos atuais 10,38 GW instalados em eólica no país, mais de 3,3 GW estão instalados no Estado, representando assim mais de 30% da capacidade da matriz nacional, sendo também  o líder isolado em geração de eletricidade por este tipo de fonte.

O CERNE também destaca que entre 2014 e 2016, o Brasil acumulou 7,24 GW em operação comercial, contra 3,447 GW do  Reino Unido, 3,676 GW da França e 4,079 GW do Canadá.

Se esse perfil de crescimento se mantiver para os próximos dois anos, o Brasil deverá ultrapassar o Canadá e a França e em até quatro anos poderá passar à frente do Reino Unido. Com isso, o país poderá ocupar a 6ª posição no ranking global de países produtores de energia eólica até 2020, no mais tardar em 2021.

Leilão de transmissão

Com o resultado do leilão de transmissão realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) nesta segunda-feira (24), o setor eólico brasileiro deverá ter novo fôlego para sua expansão. O certame foi classificado pelo governo brasileiro como bem sucedido ao licitar 97% dos lotes em disputa. O deságio médio foi de 36,5%, o que representa um investimento de R$ 12,7 bilhões projetados pela agência reguladora. Dos projetos que estavam no leilão, foram negociados 7.068 quilômetros de linhas de transmissão.

Fonte: CERNE Press com informações Gwec

Governo comemora resultado do leilão de transmissão

O leilão de transmissão no. 5/2016, realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica e operacionalizado na sede da B3 (antiga BM&FBovespa), na cidade de São Paulo, foi classificado pelo governo como bem sucedido ao licitar 97% dos lotes em disputa. Os integrantes da cúpula do governo destacaram o deságio médio de 36,5%, obtido por meio de uma participação média de sete participações por lote, investimentos de R$ 12,7 bilhões de um total de R$ 13,1 bilhões projetados pela agência reguladora. A RAP somada é de R$ 1,6 bilhão com o desconto ofertado pelos empreendedores.

Dos projetos que estavam no certame, foram negociados 7.068 quilômetros e linhas de transmissão, 96% do ofertado, e 100% dos 14.132 MVA de capacidade de transformação. De acordo com os números da Aneel, foram 50 agentes habilitados originados de 21 empresas que formaram consórcios ou que entraram na disputa de forma individual.

Esses números foram citados pelas autoridades como o reflexo do posicionamento do governo que procurou trazer maior previsibilidade regulatória, respeito aos contratos e justa remuneração aos investidores. Tanto que desde o leilão de outubro do ano passado é possível se ter essa percepção com o retorno do interesse da iniciativa privada no segmento de transmissão.

O Ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, que esteve presente durante o leilão, destacou que essa impressão é reforçada justamente pelo fato de que esse é o segundo certame que não conta com a presença estatal da Eletrobras, um agente de peso nos leilões passados. “Todos nós estávamos desafiados a manter o sucesso que tivemos no ano passado e melhorar. Essa melhoria foi capturada no deságio que tivermos, e sinceramente, não cabe ao planejamento, à Aneel e EPE acertar o preço do lance e sim abrir espaço para a competição. No passado tivermos lances que apresentaram altos deságios, mas tínhamos as estatais nos leilões e desde outubro do ano passado não. Isso mostra que a empresa privada volta a investir mais fortemente no Brasil”, comemorou.

O diretor geral da Aneel, Romeu Rufino, por sua vez, comentou que o aperfeiçoamento dos editais foram importantes para a atração desses players privados. Entre os pontos estão a gestão de contratos que foi implantada para essa oportunidade e que coloca a agência reguladora como uma gestora de contrato ao invés de apenas ser a fiscalizadora desses acordos com os agentes.

“Nós já faremos reunião com os investidores, como sempre, para o acompanhamento e para conhecer o plano de negócio. A meta é a de evitar o descolamento do cronograma do contrato com a sua execução e assegurar assim a efetiva execução do que foi  contratado”, comentou ele na entrevista coletiva concedida após o leilão.

Próximos leilões – Outro diretor da Aneel, Reive Barros destacou que o próximo certame começa justamente quando acaba o de hoje com a avaliação do que ocorreu das disputas dessa oportunidade. E André Pepitone apontou que ainda esse ano deverá ser realizado outra licitação, esta no segundo semestre do ano com cerca de R$ 4,4 bilhões em possíveis investimentos, incluindo os quatro lotes que não foram negociados nesta segunda-feira.

E ainda há a possibilidade de se colocar os ativos não operacionais da Abengoa em disputa e que somariam outros R$ 8,8 bilhões em aportes. Mas essa questão ainda é incerta em função da disputa judicial que se arrasta em relação a esses ativos. Para 2018, a agência reguladora ainda espera os relatórios técnicos da EPE que podem colocar de R$ 5,3 bilhões em projetos.

Fonte: Mauricio Godoi, da Agência CanalEnergia, de São Paulo, Planejamento e Expansão

Leilão de transmissão da Aneel termina com 31 de 35 lotes arrematados e contrata R$ 12,7 bi

O leilão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para linhas de transmissão de energia terminou com 31 de 35 lotes arrematados nesta segunda-feira (24). Quatro não tiveram interessados e encalharam.

Foram oferecidas concessões para construção, operação e manutenção de 7,4 mil quilômetros de linhas de transmissão em 20 estados, com investimento previsto de R$ 13,1 bilhões. Como quatro lotes não tiveram interessados, o investimento total ficou em R$ 12,7 bilhões.

Dos 31 que receberam propostas, 28 foram disputados e 3 tiveram interessado único (2, 14 e 31). Dois grupos arremataram 4 lotes: Elektro (4, 20, 22 e 27) e CTEEP (5, 6, 25 e 29). Dois levaram três lotes: EDP (7, 11 e 18) e RC (9, 23 e 30). Outros três ficaram com dois: Sterlite (10 e 15), Energisa (3 e 26) e Arteon (8 e 28).

O lote mais disputado foi o 8, no Rio de Janeiro, com 15 propostas. O lance mais agressivo foi feito pela Sterlite, que levou o Lote 10, no Rio Grande do Sul, com um deságio de 58,86%. A proposta foi de R$ 34,53 milhões.

Os quatro lotes encalhados foram para repescagem, mas não houve interessados.

As instalações de transmissão deverão entrar em operação comercial no prazo de 36 a 60 meses a partir da assinatura dos contratos.

No último leilão, realizado em outubro do ano passado, 3 dos 21 lotes oferecidos ficaram encalhados. O deságio médio foi de 12,07% e a remuneração anual contratada das vencedoras ficou em R$ 2,124 bilhões.

As instalações terão prazos de 36 a 60 meses para entrarem em operação comercial.

Confira os lotes ofertados:

Lote 1 – linhas no Paraná – O consórcio Columbia, composto pelas transmissoras Taesa e Cteep, venceu a disputa pelo Lote 1. O vencedor ofereceu uma receita anual permitida (RAP) de R$ 267,316 milhões, deságio de 33,24% em relação ao valor máximo estabelecido pelo regulador, de R$ 400,462 milhões.

Lote 2 – linhas no Paraná – O consórcio Cesbe-Fasttel ficou com o Lote 2 ao oferecer uma receita anual permitida (RAP) de R$ 28,058 milhões, deságio de 12,5% em relação ao valor máximo estabelecido pelo regulador, de R$ 32,067 milhões. Foi a única oferta.

Lote 3 – linhas em Goiás (Jataí a Rio Verde) – A Energisa venceu a disputa pelo Lote 3, com oferta de receita anual permitida (RAP) de R$ 36,7 milhões, deságio de 37,6% em relação ao valor máximo estabelecido pelo regulador, de R$ 58,8 milhões. Houve ainda outras oito ofertas.

Lote 4 – linhas entre Mato Grosso do Sul e São Paulo – A Elektro Holding venceu a disputa pelo Lote 4 ao oferecer deságio de 34,64% em relação ao valor máximo estabelecido pelo regulador, de R$ 100,238 milhões.

Lote 5 – linhas entre São Paulo e Paraná – A empresa Cteep venceu a disputa pelo Lote 5, propondo receita anual permitida (RAP) de R$ 18,37 milhões, deságio de 32,2%.

Lote 6 – subestação em Araraquara (SP) – A Cteep também ficou com o Lote 6 ao propor receita anual permitida (RAP) de R$ 46,183 milhões, deságio de 44,51% em relação ao valor máximo estabelecido pelo regulador, de R$ 83,235 milhões.

Lote 7 – linhas no Maranhão – A EDP Energias do Brasil levou o Lote 7 ao oferecer deságio de 36,5% em relação ao valor máximo estabelecido pelo regulador, de R$ 104,357 milhões. Houve também outras três ofertas.

Lote 8 – subestação em Resende (RJ) – A Arteon Z Energia e Participações venceu a disputa pelo Lote 8 com deságio de 37,5% em relação ao valor máximo estabelecido pelo regulador, de R$ 14,9 milhões. No total, o lote recebeu 15 lances, incluindo o da vencedora.

Lote 9 – linhas no Rio Grande do Norte (Currais Novos e Lagoa Nova) – RC Administração e Participações saiu vitoriosa ao propor receita anual permitida (RAP) de R$ 11,47 milhões, deságio de 31,75%.

Lote 10 – linhas no Rio Grande do Sul –  Empresa indiana Sterlite Power Grid Ventures ofereceu deságio de 58,86% em relação ao valor máximo estabelecido pelo regulador, de R$ 83,9 milhões, e levou o lote.

Lote 11 – linhas no Maranhão – EDP Energias do Brasil venceu a disputa pelo Lote 11 com deságio de 4,91% ante o valor máximo de R$ 31,759 milhões.

Lote 12 – linhas entre Maranhão e Tocantins – não houve interessados.

Lote 13 – linhas entre Alagoas, Bahia, Sergipe e Pernambuco – Vencedor foi o consórcio Renascença, formado por dois fundos da gestora Vinci e pela empresa CMN Solutions, com deságio de 18,5% em relação ao valor máximo de R$ 54,565 milhões.

Lote 14 – linhas entre Alagoas e Sergipe – Sem deságio, vencedor foi o consórcio LT Norte, formado por FM Rodrigues & Cia e pela Hersa Engenharia e Serviços, o único a fazer proposta.

Lote 15 – linhas em Pernambuco – Sterlite Power Grid Ventures propôs deságio de 25,87% ante valor máximo de R$ 33,185 milhões e venceu disputa, que teve outras três ofertas.

Lote 16 – linhas entre Piauí e Maranhão – não houve interessados.

Lote 17 – linhas no Rio Grande do Sul – não houve interessados.

Lote 18 – linhas entre Minas Gerais e São Paulo – Ao propor deságio de 47,49% perante o valor máximo de R$ 390,842 milhões, a EDP acabou vencedora nessa disputa, que contou ainda com três outras propostas.

Lote 19 – linhas entre São Paulo e Rio de Janeiro – Consórcio Olympus II, composto pela Alupar e pela Apollo 12 Participações, foi vitorioso ao oferecer deságio de 48% em relação ao valor máximo de R$ 190,595 milhões.

Lote 20 – subestação em Atibaia (SP) – A Elektro Holding levou o Lote 20 com deságio de 52,93% em relação ao valor máximo estabelecido pelo regulador, de R$ 28,216 milhões. Além da proposta vencedora, houve outras sete.

Lote 21 – linhas em Santa Catarina – O consórcio Aliança, formado por EDP Energias do Brasil e Celesc, fez uma oferta com deságio de 34,99% pelo Lote 21, vencendo a disputa, que foi para o lance viva-voz.

Lote 22 – subestação em Biguaçu (SC) – A Elektro saiu vencedora na disputa pelo lote 22 ao oferecer deságio de 46,17% ante o valor máximo de R$ 24,252 milhões. Houve outras oito ofertas.

Lote 23 – linhas na Paraíba – A RC Administração e Participações ofereceu deságio de 29% ante o valor máximo de R$ 27,450 milhões e arrematou o Lote 23.

Lote 24 – linhas em São Paulo – Não houve interessados.

Lote 25 – subestação em Bauru (SP) – A Cteep propôs deságio de 57,55% ante montante máximo de R$ 25,279 milhões e levou o Lote 25, que foi para o lance viva-voz.

Lote 26 – linhas no Pará – A Energisa venceu a disputa com deságio de 29,57% ante o valor máximo estabelecido de R$ 65,776 milhões.

Lote 27 – subestação em Sobral (CE) – A Elektro Holding ofereceu deságio de 48,93% e conseguiu bater as demais ofertas pelo Lote 27. No total, foram dez propostas.

Lote 28 – subestações em Caxias (MA), São João dos Patos e Teresina (PI) – Com deságio de 37,29% em relação ao valor máximo de R$ 25,860 milhões, a Arteon Z Energia levou o Lote 28.

Lote 29 – linhas em São Paulo – A Cteep ofereceu deságio de 52,69% e saiu vitoriosa.

Lote 30 – linhas de transmissão entre os Estados do Piauí, Pernambuco e Ceará – RC Administração e Participações ofereceu receita anual permitida (RAP) de R$ 63,9 milhões, deságio de 32,07% em relação ao valor máximo estabelecido pelo regulador, de R$ 94,070 milhões.

Lote 31 – linhas no Pará – A Equatorial Energia ofereceu uma receita anual permitida (RAP) de R$ 126,080 milhões, deságio de 9,5% em relação ao valor máximo estabelecido pelo regulador, de R$ 139,315 milhões. Foi a única proposta apresentada.

Lote 32 – Linhas em Roraima – A Cobra Brasil Serviços Comunicações e Energia ofereceu uma receita anual permitida (RAP) de R$ 72,446 milhões, deságio de 22,20% em relação ao valor máximo estabelecido pelo regulador, de R$ 93,119 milhões.

Lote 33 – linhas no Pará – Consórcio Pará, composto por Malv Empreendimentos e Participações, Primus Incorporação e Construção e Disbenop – Distribuidora de Bebidas ofereceu receita anual permitida (RAP) de R$ 20,5 milhões, deságio de 16,14% em relação ao valor máximo estabelecido pelo regulador, de R$ 24,446 milhões

Lote 34 – linhas no Pará – A Omnium Energy ofereceu uma receita anual permitida (RAP) de R$ 5,786 milhões, deságio de 40,5% em relação ao valor máximo estabelecido pelo regulador, de R$ 9,724 milhões.

Lote 35 – linhas no Pará – O consórcio formado por Brasil Digital Telecomunicações, BREnergias Renováveis e Lig Global Service ofereceu uma receita anual permitida (RAP) de R$ 18,070 milhões, deságio de 30,42% em relação ao valor máximo estabelecido pelo regulador, de R$ 25,972 milhões.

Repescagem

Os lotes 12, 16, 17 e 24 não receberam propostas na repescagem do leilão de transmissão realizado nesta segunda-feira.

Além propostas válidas ao longo do leilão, esses lotes voltaram a ser oferecidos após o fim do certame, mas continuaram sem investidores interessados.

Fonte: Valor Econômico | Camila Maia e Victoria Mantoan

G1 | Luísa Melo

Lote do RN é arrematado em leilão de linhas de transmissão da Aneel

O nono lote colocado em disputa no leilão de transmissão que acontece nesta segunda-feira, 24 de abril, foi vendido para RC Administração e Participação, que apresentou uma oferta de de R$ 11,471 milhões, representando um deságio de 31,75% sobre a RAP máxima estabelecida pelo empreendimento.

O lote é formado por uma linha de transmissão de 230 kV  (Lagoa Nova II – Currais Novos II, CD) de 28 km; e Subestação Currais Novos II 230/69 kV, 2 x 100 MVA, ambos localizados no Rio Grande do Norte.

Fonte: CERNE Press com informações Aneel

Aneel leiloa linhas de transmissão e subestações nesta segunda (24)

Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realiza nesta segunda-feira (24) o leilão de 7,4 mil quilômetros de linhas de transmissão, além de subestações, de 20 estados do país.

A disputa está marcada para as 8h30 e vai ocorrer na sede da B3 (antiga BM&FBovespa), em São Paulo.

O leilão será dividido em 35 lotes. Caso todos eles sejam arrematados, a Aneel prevê investimentos R$ 13,1 bilhões na construção das novas linhas. A receita anual permitida (RAP) máxima é de R$ 2,7 bilhões.

Os empreendimentos serão localizados em Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Paraná, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins, e devem gerar 28,3 mil empregos diretos, de acordo com a agência.

As concessionárias vencedoras deverão colocar as instalações de transmissão em operação comercial dentro de 36 a 60 meses, contados a partir da assinatura do contrato.

Regras

Vence a concessão de cada lote do leilão o grupo que aceitar receber a remuneração mais baixa pela construção e operação da linha de transmissão.

Nesta edição, o teto (remuneração máxima) para todos os lotes fixado pela Aneel é de R$ 2,7 bilhões anuais.

Fonte: G1

Governo publica diretrizes para leilão de descontratação de energia

O Ministério de Minas e Energia publicou as diretrizes para o inédito leilão de descontratação de projetos de energia elétrica, que tem como objetivo permitir o cancelamento sem a aplicação de multa rescisória de projetos de geração que enfrentaram problemas nos últimos anos e não saíram do papel.

Portaria publicada no Diário Oficial da União define que o leilão deverá ser realizado até 31 de agosto de 2017.

Em entrevista à Reuters na última terça-feira (18), no entanto, o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Eduardo Azevedo, disse que a expectativa do governo é realizar o leilão até julho.

A portaria determina que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) elabore o edital do leilão e os termos de distrato dos contratos.

Os vencedores do leilão terão que pagar um prêmio para o governo.

O ministério definiu que o valor do prêmio, em reais, será pago em parcela única. A Aneel irá definir, no edital, um valor mínimo de lance por megawatt-hora.

O valor total do prêmio corresponderá ao lance oferecido pela empresa, multiplicado pelo montante da energia contratada de um ano, não bissexto, expresso em megawatt-hora.

Veja detalhes da publicação: http://pesquisa.in.gov.br/imprensa/jsp/visualiza/index.jsp?jornal=1&pagina=60&data=20/04/2017

Fonte: Reuters | Gustavo Bonato

EDP Renováveis aumenta produção no Brasil em 170%

A EDP Renováveis produziu no Brasil um total de 147 gigawatts hora (GWh) durante o primeiro trimestre, a partir dos seus parques eólicos, mais 170% do que no mesmo período do ano passado, segundo as informações publicadas pela empresa do grupo EDP.

O Brasil foi o mercado no qual a EDP Renováveis teve o maior crescimento de produção em termos relativos, beneficiando de um aumento do fator de utilização dos parques eólicos de 30% para 33% e também de um acréscimo da capacidade instalada.

No final de março a EDP Renováveis tinha ainda em construção 127 megawatts (MW) de nova potência, nos projetos Jau e Aventura, que se irão somar aos 203 MW que a empresa já tem em operação no mercado brasileiro.

A companhia terminou o primeiro trimestre com 10.410 MW de capacidade instalada a nível mundial, mais 702 MW do que em março do ano passado.

Globalmente a produção da EDP Renováveis subiu 2%, para 7.719 GWh. O aumento da capacidade instalada acabou por compensar a descida que o grupo registou no fator médio de utilização dos seus parques, com a empresa a lembrar que o primeiro trimestre de 2016 teve um recurso eólico especialmente elevado.

EDP Brasil aumenta número de clientes

No mercado brasileiro o grupo EDP também divulgou alguns dos seus dados operacionais, revelando que no negócio de distribuição de energia fechou o primeiro trimestre com 3,34 milhões de clientes, mais 2,3% do que no mesmo período do ano passado.

Em volume de energia distribuída a EDP Brasil teve um ligeiro aumento de 0,2%, para 6.268 GWh, informou a companhia num comunicado ao mercado.

A distribuidora EDP Espírito Santo registou um decréscimo de 1,4% no volume de energia distribuída, enquanto a EDP São Paulo teve um crescimento de 1,4% em termos homólogos.

Fonte: Portugal Digital

Gigante chinesa compra parques eólicos no Brasil

A gigante chinesa State Power Investment Corporation (SPIC) comprou os ativos da Pacific Hydro Brasil, uma companhia australiana com atividades de geração elétrica na Austrália, no Brasil e no Chile, incluindo dois parques eólicos no País: Millenium e Vale dos Ventos. O valor do negócio não foi divulgado.

Os parques eólicos brasileiros envolvidos na transação totalizam 58 MW de capacidade instalada no estado da Paraíba, no Nordeste, sendo que o grupo chinês já anunciou ter interesse em ativos de geração hidrelétrica de grande porte, ativos eólicos e a participação nos próximos leiloes eólicos a serem promovidos pelo governo brasileiro, como parte do seu plano de expansão no país e na América Latina  com foco em energias renováveis.

A SPIC possui ativos totais de US$ 113 bilhões pelo mundo e sua capacidade instalada total ultrapassa 110 GW, com cerca de 140 mil empregados ao redor do mundo. Seus negócios incluem geração, carvão, alumínio, logística, finanças, proteção ambiental e indústrias de alta tecnologia, e têm presença em 36 países e regiões no exterior, incluindo Malta, Japão, Turquia e Vietnã.

Já a Pacific Hydro opera há mais de 20 anos no desenvolvimento, construção e operação de projetos de energia renovável, trading de energia elétrica e créditos de carbono, possuindo projetos de energia eólica, solar e geotérmica, com mais de 850 MW de ativos hidrelétricos e eólicos em operação e mais de 2.000 MW em desenvolvimento de projeto.

Fonte: PetroNotícias

Geração de energia eólica cresce 61,5% em 2017

Usinas movidas pela força dos ventos produziram 3.495 MW médios nos dois primeiros meses do ano; capacidade instalada da fonte chegou a 10,4 GW

Dados consolidados do boletim InfoMercado mensal da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE apontam que a produção de energia eólica em operação comercial no Sistema Interligado Nacional – SIN foi 61,5%. Resultado superior à geração no mesmo período de 2016.

As usinas da fonte produziram um total de 3.495 MW médios em janeiro e fevereiro frente aos 2.164 MW médios gerados no primeiro bimestre do ano anterior. A representatividade da fonte eólica em relação a toda energia gerada no período por todas as usinas do Sistema alcançou 5,3%. A fonte hidráulica (incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas – PCHs) foi responsável por 81,7% do total e as usinas térmicas responderam por 13% da geração no país.

Ao final de fevereiro deste ano, havia 409 usinas em operação comercial no país, que somam 10.393 MW de capacidade instalada, aumento de 23% frente às 332 unidades geradoras existentes no mesmo mês do ano passado.

Eólica por Estado

Os dados da CCEE indicam que o Rio Grande do Norte permanece como maior produtor do país com a produção de 1.267,5 MW médios em 2017, aumento de 98% em relação ao mesmo período do ano passado. Em seguida, aparece o estado da Bahia com 685 MW médios (+92%) produzidos, o Ceará com 587,5 MW médios (+51%) e o Rio Grande do Sul, que alcançou 430 MW médios (-6,3%) nos dois primeiros meses do ano.

O relatório também mostra que o Rio Grande do Norte aparece no ranking dos Estados com a maior capacidade instalada, somando 3.181 MW, aumento de 25% em relação ao ano anterior. Em seguida, aparece o Ceará com 1.960 MW (+23,5%), a Bahia com 1.750 MW (+17,5%) e o Rio Grande do Sul com 1.667 MW (+10%).

Rio Grande do Norte

A análise do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) sobre o ranking mostra que o RN produz em eólica  praticamente o dobro da produção dos segundo e terceiros lugares juntos (Bahia e Ceará) e ainda é superior a toda a produção eólica restante dos  7 outros estados (953 MW médios).
Sem título

Fonte: CCEE

Fonte: CERNE Press com informações do CCEE

Ceará tem potencial para 6 usinas de dessalinização

O Ceará tem potencial para receber em sua costa seis usinas de dessalinização da água do mar. Esse foi um dos pontos citados pelo técnico de Projetos, Construções e Montagens de uma estatal, Roberto Viana Dantas, em sua apresentação realizada ontem, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), durante a 56ª reunião ordinária da Câmara Setorial de Energias Renováveis do Estado do Ceará (CSRenováveis-CE).

Segundo Dantas, essas usinas poderiam ser construídas nas regiões dos municípios de Acaraú, Trairi, Pecém, Fortaleza, Beberibe e Icapuí. O técnico ainda apontou que a água das usinas seria distribuída através da construção de uma malha de adutoras lançada na faixa de domínio das rodovias estaduais (CEs).

Dantas já enviou a sugestão ao gabinete do Governo do Estado, à Secretaria de Recursos Hídricos (SRH) e à Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece), juntamente com outra proposta, que aponta o potencial de geração de energia solar em áreas sujeitas à desertificação.

De acordo com o técnico, o Ceará possui aproximadamente 11% de seu território (cerca de 16 mil km²) de áreas propensas à desertificação, que poderiam ter o seu potencial avaliado para a instalação de plantas solares.

Edital

O governo do Estado já havia lançado no dia 13 de março um edital para Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) a fim de selecionar a empresa responsável por elaborar os estudos para uma usina de dessalinização na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

O Executivo estadual prevê que a planta comece a ser construída no segundo semestre do próximo ano e entre em operação apenas no ano de 2020, devendo custar, em média, R$ 500 milhões à empresa que vencer a licitação para o investimento.

Parque Eólico Offshore

Roberto Viana Dantas também destacou em sua apresentação na Fiec a potencialidade da costa de Paracuru para a recepção de investimentos em torres eólicas offshore (no oceano).

A ideia seria aproveitar a infraestrutura da plataforma de exploração de petróleo da Petrobras localizada na região – que engloba os ativos da estatal que já foram anunciados à venda para a iniciativa privada – como parte da infraestrutura necessária para a criação de um parque eólico no mar.

O vice-presidente da CSRenováveis-CE, Adão Linhares, entretanto, contesta esse ponto, dentre outros motivos, por a estrutura já ser bastante antiga, com cerca de 35 anos de atividade. “Como não foi feito nenhuma avaliação técnica, eu não acho viável. A ideia é muito boa, no sentido de despertar essa avaliação”, destacou.

Vestas

A reunião da câmara também contou com a exposição do head of Public Affairs for South America da Vestas, Adriano Leite de Barros, que apresentou alguns números de balanço da unidade da produção de aerogeradores da empresa, situada em Aquiraz, inaugurada em janeiro de 2016. A fábrica encerrou o ano passado com mais de 130 funcionários diretos e produziu um total de 150 turbinas.

De acordo com Adão Linhares, a apresentação de ontem na Fiec fez parte das intenções da empresa de prospectar mais fornecedores locais. “Eles querem transformar o entorno da fábrica deles num grande espaço de fornecedores. A pretensão deles é que eles, de repente, não precisem mais importara nada”, salientou o vice-presidente da CSRenováveis-CE.

Fonte: Diário do Nordeste

Leilão comercializa 733,9 milhões de litros de biodiesel

Ao todo, foram arrematados 733,9 milhões de litros de biodiesel no 54º Leilão de Biodiesel da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Desse total, 99,9% é oriundo de produtores detentores do selo Combustível Social, certificação dada a indústrias produtoras de biodiesel que comprar matéria-prima de agricultores familiares.

O total de 733,5 milhões de litros foram destinados à mistura obrigatória. O preço médio foi de R$ 2,108/L, sem considerar a margem Petrobras. Já o valor total negociado foi de R$ 1,546 bilhão, refletindo deságio médio de 28,4% na comparação com o preço máximo de referência médio (R$ 2,944/L).

A apresentação das ofertas de biodiesel teve início no dia 4 de abril, com 34 produtores disponibilizando volume total de 872,380 milhões de litros, sendo 96,6% de produtores detentores do selo Combustível Social.

Mistura voluntária

A apresentação e a seleção de ofertas de biodiesel para mistura voluntária ao óleo diesel ocorreram no dia 11 de abril, quando foram disponibilizados 22,5 milhões de litros, sendo 55,6% do volume oriundo de produtores detentores do selo Combustível Social.

Esse volume representa 9% do saldo total de oferta não vendida para fins de adição obrigatória. O preço médio ofertado foi de R$ 2,340/L, sem considerar a margem Petrobras.

O valor total negociado para a mistura voluntária foi de R$ 1,156 milhão, com deságio médio de 24,8% quando comparado com o preço máximo de referência médio (R$ 3,113/L).

Leilão

Os Leilões de Biodiesel destinam-se a atender ao disposto na Lei nº 13.033/14, que estabelece em 8% o percentual mínimo obrigatório de adição de biodiesel ao óleo diesel vendido ao consumidor final (B8) a partir de 1º de março de 2017.

O 54º Leilão (L54) visa garantir o abastecimento de biodiesel no mercado nacional, durante o período de 1º de maio a 30 de junho de 2017, conforme diretrizes das Portarias do Ministério de Minas e Energia nº 476, de 15/08/12, e nº 516, de 11/11/2015, e critérios estabelecidos no Edital de Leilão Público nº 001/17-ANP.

Os volumes comercializados somente serão validados após homologação pela diretoria da ANP.

Fonte: Portal Brasil, com informações da ANP

Automóvel Clube e CERNE firmam cooperação em mobilidade sustentável

A grande maioria das cidades e estradas brasileiras ainda não consideram, em seus projetos viários, atualizações e reformas, os inúmeros avanços em tecnologias de materiais, sinalização e rotinas de monitoramento já disponíveis na era digital. Também são deixados em segundo plano, aspectos sócio-ambientais importantes quanto à redução de poluentes atmosféricos e sonoros, novos conceitos de infra-estrutura para mobilidade eficiente e os procedimentos logísticos para a consolidação dos veículos elétricos ou híbridos, tecnologia receptiva para veículos autônomos, entre outros pontos relevantes da evolução do automóvel rumo ao seu próprio futuro entre nós.

Neste contexto, o Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), núcleo de pensamento estratégico mantido por empresas de energia renovável e recursos naturais, com sede em Natal e área de atuação em todo o  Nordeste Setentrional brasileiro (PE, PB, RN, CE, PI, MA) firmou, nesta terça-feira (11/04), acordo de cooperação tecnológica e institucional com o Automóvel Clube Brasileiro (ACBr), associado à Federação Internacional de Automobilismo (FIA).

Pelo acordo, as entidades se comprometem a elaborar um plano de ação conjunta alinhado com os programas da FIA e da ONU – Organização das Nações Unidas para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável 2030. As atividades conjuntas terão como foco o aprimoramento do turismo sobre rodas, a mobilidade sustentável,  a segurança no trânsito e a promoção de campanhas educativas de segurança viária e conscientização ecológica e social nas cidades e estradas.

“O Brasil, em especial o Nordeste, ainda incorpora poucos aspectos das novas tecnologias e práticas relacionadas com veículos automotores”, explica o diretor executivo do ACBr, Mario Divo Motter Junior. “Esta parceria vai propiciar a análise de novos horizontes e diretrizes para os setores automotivo e viário na região”.

Presidente do CERNE, Jean-Paul Prates (dir.) ao lado do vice-presidente da ACBr, Patrick Van de Weyer (Foto: CERNE Press)

Presidente do CERNE, Jean-Paul Prates (dir.) ao lado do vice-presidente da ACBr, Patrick Van de Weyer (Foto: CERNE Press)

O diretor-presidente do CERNE, Jean-Paul Prates, explicou que a entidade encontra um parceiro integrado com as metas globais da FIA e da ONU, às quais o ACBr está associado como representante brasileiro no setor. “Mais de 3.500 pessoas ainda morrem por dia no mundo, em acidentes rodoviários, por exemplo. Em plena era digital, com tantos recursos tecnológicos de automação, monitoramento e comunicação disponíveis, não é possível que ainda nos restrinjamos a lombadas eletrônicas e quebra-molas para planejar e controlar nossa malha viária. Nos atrasaremos para alcançar a era dos veículos ecológicos e autônomos se não pensarmos no futuro, agora.”

O plano de trabalho conjunto entre as entidades incorporará aspectos da infra-estrutura viária, regulamentação do trânsito, segurança veicular, aprimoramento estatístico, financiamento de políticas públicas, integração de ações municipais, estaduais e federais, bem como os aspectos tecnológicos, sociais e ambientais de cada um destes temas, aplicáveis à região Nordeste Setentrional do Brasil.

“Tenho a certeza de que esta cooperação viabilizará a realização de projetos voltados à queda do número de acidentes no trânsito, com educação e prudência viária. E ainda incorporar novas tecnologias e sustentabilidade ao se pensar o futuro da região”, celebrou o Vice-Presidente do ACBr, Patrick Van de Weyer.

Prates disse ainda que irá iniciar avaliações para incorporar o projeto “Rota dos Ventos”, através do qual o CERNE promove a discussão do futuro da região beneficiada pela BR-406 (Natal/RN – Macau/RN), como piloto da cooperação entre as duas entidades. “Trata-se de um importante eixo de desenvolvimento industrial e turístico para o Rio Grande do Norte, e tem todas as condições de ser um excelente laboratório de políticas públicas intermunicipais e estaduais para aplicação dos resultados desta parceria inédita entre o setor automotivo e os segmentos de energia renovável e sustentabilidade”, finalizou.

 

Fonte: CERNE Press

Mundo tem queda drástica de novas usinas a carvão

O boom das fontes de energia renovável nos últimos anos tem transformado o setor elétrico mundial radicalmente. Mas os investimentos verdes não são os únicos responsáveis por esse processo. Um forte movimento de “desinvestimento” nas fontes poluidoras mais tradicionais também contribui para a transição energética.

Só no ano passado, o número total de centrais de energia a carvão em desenvolvimento despencou em todo o mundo, com um declínio de 48% na atividade de pré-construção e um declínio de 62% em novos projetos.

Os dados são de um relatório lançado nesta semana pela Ong ambientalista Greenpeace, Sierra Club e CoalSwarm. Segundo o estudo, a  queda drástica em 2016 está associada às mudanças nas políticas energéticas em países como China e Índia, altamente dependentes dessa fonte poluente.

Houve uma dramática restrição a novos projetos de usinas de carvão pelas autoridades centrais chinesas e uma redução financeira por parte de apoiadores de usinas a carvão na Índia. Só nos dois países, mais de 100 projetos estão congelados.

Além do declínio no desenvolvimento de novos projetos, a pesquisa também aponta que um recorde de 64 gigawatts de usinas de carvão foram desativados nos últimos dois anos, principalmente na União Europeia e nos EUA, o equivalente a quase 120 grandes unidades geradoras.

De acordo com o relatório, a combinação da desaceleração no planejamento e construção de novas usinas e o aumento expressivo no número de fechamentos de unidades obsoletas traz uma esperança: de que seria possível manter o aumento da temperatura global abaixo de 2°C em relação aos níveis pré-industriais, e evitar os piores efeitos das mudanças climáticas, desde que os países continuem a acelerar a ação.

Alguns países, no entanto, não conseguiram desenvolver seus setores de energia renovável em sintonia com a tendência mundial e continuam a construir e planejar novas usinas de carvão altamente poluentes. É o caso do Japão, Coréia do Sul, Indonésia, Vietnã e Turquia.

Fonte: Exame | Vanessa Barbosa

Eólicas são liberadas para operar em teste no Rio Grande do Norte

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou nesta segunda-feira, 10 de abril, o começo da operação em teste das unidades geradoras UG9 a UG13, da usina eólica Vila Acre I, de propriedade da empresa Voltalia. Cada unidade tem 2,1 MW, que somam 10,5 MW.

O parque eólico está localizado no município de  Serra do Mel, no Rio Grande do Norte.

 

Fonte: CERNE Press