Ministro confirma chance de leilão de reserva

O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Bezerra Filho, confirmou nesta quinta-feira, 12 de janeiro, à Agência CanalEnergia que existe a possibilidade da realização de um leilão de reserva até o fim do primeiro semestre de 2017. Porém Coelho Filho, que participou da posse de Décio Odone e Felipe Kury na diretoria da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, no Rio de Janeiro (RJ), também deixou claro que a realização desse certame só aconteceria caso a revisão no cenário energético que será feita até fevereiro seja exitosa.

Governadores da região Nordeste se reuniram com o ministro e mostraram que o cancelamento do leilão de reserva, que ocorreria em dezembro de 2016 traria um impacto econômico negativo forte para os estados, além de poder causar fuga de investidores, uma vez que o leilão foi cancelado poucos dias antes da sua realização.

O titular da pasta também disse que o processo de venda das seis distribuidoras da Eletrobras continua a todo vapor e que as privatizações têm que ser feitas até o fim do ano. No início de janeiro, a PwC e a Ceres foram declaradas vencedoras da licitação feita pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social para prestar consultoria ao processo.

Fonte: Pedro Aurélio Teixeira, da Agência CanalEnergia, do Rio de Janeiro, Planejamento e Expansão

Chesf vai investir em energia eólica no PI para recuperar nível de barragem

Após a barragem de Boa Esperança atingir nível mais baixo da história no ano passado (5,8%), a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) prevê para 2017 um investimento ainda maior nas fontes alternativas para recuperar os níveis dos reservatórios. No Piauí, a expectativa é que 50% da produção no estado venha da energia eólica.

“Este ano estamos com nível de 24% em janeiro, o que mostra 2017 mais favorável  na barragem de Boa Esperança. Apesar disso, vamos manter somente a geração de energia de 90 megawalts, 140 a menos da capacidade total. A intenção é apostar na geração eólica e térmica durante o ano para recuperar os níveis dos reservatórios do Nordeste. É uma tendência depender menos da hidroelétrica para superar estes momentos de crise”, declarou o diretor de operação da Chesf, João Henrique Franklin,.

De acordo com o diretor, o Nordeste vive um período adverso em termo de bacia hidrográfica. A situação mais crítica é na bacia do Rio São Francisco, considerada a maior da região, que desde 2013 vem registrado queda no nível de capacidade e por consequência na geração de energia. A bacia do Parnaíba também segue em baixa.

“A falta de chuvas tem feito com que o Nordeste tenha essa dependência energética de hidroelétrica, que sempre foi muito forte no país. Ano passado tívemos uma situação crítica, o nível do reservatório do Piauí atingiu 5.8% no início de 2016. Por conta disso, nós temos procurado utilizar menos energia hidrelétrica e mais de outras fontes, a exemplo da eólica”, explicou o diretor.

O Piauí iniciou o ano com 130 cidades piauienses em situação de emergência por causa da seca. O último município a ser reconhecida pelo Ministério da Integração foi Coivaras, localizada ao Norte do estado, onde as chuvas irregulares prejudicou a produção agrícola e falta água para os animais.

Para João Henrique Franklin, apesar da previsão de poucas chuvas, a estimativa do nível da barragem de Boa Esperança deve ser melhor do que 2016, quando o reservatório fechou o ano com 30% da capacidade. Segundo ele, os meses de março e abril devem recuperar o nível da barragem e o mínimo previsto é de 15%.

Produção no Litoral
Ainda tímida, a produção de energia eólica é responsável por apenas 7% da matriz elétrica no Brasil, segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica. O Piauí tem ampliado a sua participação nas energias renováveis. Um exemplo disso é a cidade de Parnaíba, cuja capacidade instalada atualmente atenderia seus mais de 140 mil habitantes, a tornando autossuficiente, caso funcionasse apenas como uma rede local. A produção dos dois parques instalados no município é de 88 megawaltts.

O Parque Eólico Complexo Delta da Ômega Energia, localizado no litoral do estado, está em processo de ampliação. Com o aumento do Delta 1 e Delta 2, os parques, que hoje têm uma capacidade instalada de 70 MW, passam a produzir mais 40 MW.

Atualmente, o complexo possui 36 turbinas eólicas, sendo que cada uma possui 90 metros de altura e gera 2 MW de energia. Para a circulação dos 110 MW, serão implantados de 20 a 25 geradores, que devem entrar em operação até o segundo semestre deste ano.

Fonte: Catarina Costa | G1 Piauí

Produção de energia eólica cresce 53,4% entre janeiro e novembro de 2016

A geração de energia eólica em operação comercial no Sistema Integrado Nacional (SIN) entre janeiro e novembro de 2016 totalizou 3.667 MW médios, um crescimento de 53,4% ante os 2.390 MW médios produzidos no mesmo intervalo de 2015, informou nesta terça-feira, 10, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

De acordo com a entidade, a geração total das usinas do sistema no período em questão alcançou 61.543 MW médios, o que implica uma alta de 0,3% na base anual. Os dados constam no boletim InfoMercado, divulgado mensalmente pela CCEE.

Assim, a produção de energia eólica nos primeiros 11 meses de 2016 representa 6% da geração total. A fonte hidráulica, que engloba usinas hidrelétricas de pequeno e grande porte, respondeu por 45.371 MW médios, o que equivale a 73,7% do total, enquanto a geração térmica foi responsável por 12.505 MW médios, ou 20,3%.

Eólica por Estado

Ao analisar os números por Estado em novembro, os dados da entidade mostram que o Rio Grande do Norte segue como o maior produtor do País de energia eólica, com 1.589 MW médios, uma alta de 82% em relação ao mesmo mês do ano passado. Em sequência, aparecem Ceará, com 1.038 MW médios (+68%), e Bahia, com 684 MW médios (+87,6%).

Fonte: Estadão Conteúdo

Ministro analisa novo leilão de energia após pleito de governadores

O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, prometeu responder a governadores do Nordeste sobre realização de Leilão de Energias Renováveis nos próximos 30 dias. A informação foi dada ontem, em Brasília, após reunião do ministro com os governadores do Ceará, Camilo Santana, de Pernambuco, Paulo câmara, do Piauí, Wellington Dias, além de representantes dos governos da Bahia e Rio Grande do Norte. Os estados pleiteiam a reversão do cancelamento do leilão de geração com fontes renováveis que ocorreria no mês passado.

“Questionamos a decisão por compreender que um País que se propõe a retomar o crescimento, não pode abrir mão de ampliar suas reservas energéticas”, afirmou o governador Camilo Santana em seu Facebook, após a reunião. Acrescentou que a expectativa é de que, “diante dos nossos fortes argumentos, essa decisão seja repensada e uma nova data do leilão seja marcada para breve, o que irá representar ótimas perspectivas de investimentos para nosso Estado nos próximos anos”, completou.

Durante a reunião, Camilo Santana considerou um contrassenso o Governo Federal sinalizar a retomada do crescimento econômico entre 2017 e 2018 e cancelar um leilão que é importante para movimentar a economia do Estado com novos projetos. Avalia que o cancelamento definitivo iria prejudicar tanto os estados quanto a iniciativa privada, causando insegurança jurídica para os investidores.

O ministro Fernando Filho se mostrou sensível à reivindicação dos governos para que o leilão seja realizado o mais rápido possível. Explicou que teria até março para apresentar a decisão mas que iria antecipar para 30 dias. Considera a possibilidade de rever mesmo que seja realizando um leilão menor.

Fonte: O Povo | Artumira Dutra

Brasil tem recorde histórico de aumento de capacidade de geração

O Brasil registrou em 2016 o maior volume de aumento de capacidade instalada desde 1998,  ano em que começou a ser divulgado esse dado. Até dezembro foram adicionados ao sistema elétrico nacional 9.526 MW. Esse resultado foi obtido como consequência da expansão hidrelétrica, que contribuiu com cerca de 5.000 MW, o equivalente a 53% do total. A informação é da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Nesse período, segundo a Aneel, os destaques ficaram para a conclusão da motorização da UHE Jirau (RO, 3.750 MW), que adicionou 975 MW em nova capacidade de geração. E ainda, a UHE Teles Pires (MT/PA, 1.092 MW) que entrou em operação comercial em sua totalidade; a UHE Santo Antônio (RO, 3.568 MW) que acrescentou 652 MW ao sistema; e a maior de todas veio da UHE Belo Monte (PA, 11.233 MW) que somente em 2016 incrementou o SIN com 1.989 MW em operação comercial. A segunda fonte com maior capacidade instalada acrescida foi a eólica, com 2.564 MW, 27% do total da capacidade instalada em 2016, até novembro.

A fonte eólica, no ano, teve um aumento superior a 20% com relação à capacidade instalada em 2015. Até dezembro de 2016, havia 10.092 MW nas usinas eólicas em operação. O estado do Rio Grande do Norte foi o que mais contribuiu para o incremento da potência eólica instalada no país, com cerca de 920 MW, seguido pelo Ceará, com acréscimo de aproximadamente 600 MW, e o estado da Bahia, com 520 MW incrementados.

As usinas termelétricas contribuíram para um acréscimo de 1.758 MW, representada por 18% do total. Destaque foi dado para a UTE Maranhão III com 518,8 MW de capacidade em operação comercial. As Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) somaram 203 MW, 2% do total, em 2016.

Previsões

Para 2017, a fonte com maior expectativa de crescimento absoluto é a hidrelétrica, a partir de grandes usinas, com aproximadamente 4.000 MW. O crescimento relativo da fonte eólica novamente deverá ser expressivo, com um incremento de cerca de 2.400 MW.

Também se destacam a continuidade da motorização da UHE Belo Monte, a entrada em operação comercial de complexos eólicos e da UTE Mauá 3 (590 MW), em construção na cidade Manaus-AM.

O acompanhamento da expansão da oferta de geração de energia elétrica abrange todos os empreendimentos em implantação no território nacional, qualquer que seja a fonte de energia, e pode ser consultado aqui.

Fonte: CERNE Press com informações da Aneel

Pesquisa mostra que 72% dos brasileiros comprariam sistema de energia solar

Ainda engatinhando no país, mas com números crescentes a cada ano, a microgeração de energia solar parece estar caindo no gosto da sociedade. Pesquisa feita pelo Datafolha em parceria com o Greenpeace mostrou que 72% da população concordaria em comprar um sistema de energia solar fotovoltaica se houvesse linhas de crédito com juros baixos. A mesma pesquisa mostra também que a principal motivação para gerar a própria energia, é a redução na conta de luz, escolhida por 48% dos entrevistados. O Datafolha entrevistou 2.044 entrevistas no país entre os dias 20 e 24 de outubro de 2016 em 178 municípios de pequeno, médio e grande porte. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O desejo de não depender da distribuidora foi a segunda opção escolhida na pesquisa, ficando com 17% da preferência. A pesquisa mostrou também que o aspecto da sustentabilidade está presente nos entrevistados, com 16% inserindo os benefícios ambientais como motivação para aderir a microgeração solar. Embora o grau de conhecimento sobre microgeração seja elevado, alcançando o percentual de 80%, apenas 19% se consideram bem informados sobre o tema. Entre os bem informados, a região Sudeste lidera com 24%, seguida pelas regiões Norte/ Centro-Oeste, com 18%, Sul, com 14% e Nordeste, com 13% dos entrevistados bem informados.

O aspecto econômico se coloca forte ainda na microgeração quando a pesquisa revela que 54% dos entrevistados concordam que a energia solar é uma possibilidade apenas para quem tem dinheiro. O mesmo percentual se mostra disposto a entrar em um consórcio para ter acesso ao sistema de energia solar. A pesquisa mostrou que a adesão a uma cooperativa com sistema de energia solar fotovoltaica poderia ser uma opção para 63% da população, enquanto 28% não estariam dispostos e 9% dos entrevistados não souberam opinar sobre o tema.

O objetivo da pesquisa era medir o grau de informação, opinião e interesse sobre microgeração de energia entre a população brasileira. A possibilidade de compra de equipamentos de microgeração solar com recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço ainda divide a sociedade. Metade é a favor e a outra metade é contra. O tema é objeto de projetos de lei na Câmara dos Deputados.

O perfil dos entrevistados é composto de 49% de homens e 51% de mulheres, 21% têm entre 16 e 24 anos, outros 21% entre 25 e 34 anos, 20% entre 35 e 44 anos, outros 20% de 45 a 59 anos e 19% têm 60 anos ou mais, 37% estudaram até o ensino fundamental, 45% até o ensino médio e 18% têm nível superior, 41% possuem renda familiar mensal de até dois salários mínimos, 22% mais de dois a três salários, 15% mais de três a cinco salários, 9% mais de cinco a dez, 3% mais de dez a vinte e apenas 1% mais de vinte salários mínimos.

Fonte: Pedro Aurélio Teixeira, da Agência CanalEnergia, Consumidor

Piauí fornecerá minérios e produzirá energia limpa com Ceará

O secretário Estadual de Mineração, Petróleo e Energias Renováveis, Luís Coelho, esteve presente em audiência com o secretário de Relações Internacionais do Governo do Estado do Ceará, Antônio Balmahm, e o Presidente da Zona de Processamento e Exportação (ZPE) do Ceará Mário Lima. O objetivo do encontro entre gestores interestaduais, realizado no Palácio do Governo do Ceará, visa o intercâmbio entre os dois estados para o fortalecimento institucional e o melhor aproveitamento das energias renováveis e minerais entre os territórios vizinhos.

“Queremos mostrar para a ZPE e para o governo do Ceará o que nós temos e o que podemos fornecer para o estado”, explicou o secretário do Piauí.

Entre os principais pontos acordados na audiência estiveram a produção de energia eólica na Serra da Ibiapaba, a logística de câmbio de mercadorias com a TransNordestina – que ligará o Piauí ao porto cearense de Pecém -, e o fornecimento, por parte do Piauí, de matérias primas para indústrias siderúrgicas e de materiais químicos.

“Trata-se de um contato para se abrir fronteiras, abrir diálogos e negócios casados com os interesses empresariais. Eu acho de grande valia porque estamos num momento de muitos acontecimentos. No Piauí já estamos no nível de Plano de Avaliação Econômica (PAE). Já sabemos os minérios que temos e como extraí-los, agora vamos abrir as portas para saber quais serão os objetivos da nossa produção interna. Estamos mostrando e buscando nos empresários e Estados vizinhos o que necessitam para que forneçamos minérios e outras matérias”, destaca Luiz Coelho.

Com o PAE foi possível concluir que o Piauí possui duas grandes reservas de minério de ferro que abrigam uma faixa de um bilhão de toneladas cada. O Ceará possui indústrias de siderurgia, mas não possui reservas de ferro. O objetivo é abrir um leque de conversar entre o estados e fazer do Piauí um fornecedor próximo de matérias primas. Municípios piauienses como Curral Novo, Simões e outras na região de São Raimundo Nonato, como Fartura, São Lourenço e Dirceu Arcoverde podem fornecer ferro e atrair empresas siderúrgicas para o estado.

Outro ponto estratégico entre os dois estados é a ferrovia que vai ligar o Sul do Piauí ao Porto de Pecém, a Transnordestina.  A obra, com mai de 1.700 km de ferrovia liga o município de Eliseu Martins, no cerrado piauiense, aos portos de Pecém, no Ceará, e Suape, no Pernambuco.

“Essa foi só uma prévia e no final deste mês, início de fevereiro, outra conversa está agendada. Nela serão apresentadas as necessidades empresariais específicas do Estado do Ceará com o calcário, fosfato, minério de ferro e outros minerais que eles assim desejam. Não se trata só de minério de ferro, outras empresas que estão na ZPE cearense tem interesses em adquirir matérias primas que estejam mais próximas da zona de processamento. Estamos abrindo um leque de conversas no sentido de unir interesses, para saber o que pode ser feito para alinhar as classes empresariais dos dois estados”, relatou o secretário de mineração.

A energia renovável também se configura como uma importante área de convergência de interesses. O Piauí, que já é uma fronteira de produção de energia eólica pode estender sua produção com a potência da região da Serra da Ibiapaba, que faz fronteira com o estado do Ceará. Para o governo do Piauí, a serra tem potência para se tornar uma grande fonte de produção de energia eólica e um divisor das águas nas energias renováveis dos dois estados.

“No lado de cá do nosso estado nós temos um trabalho de pesquisa em fase terminal que apontam para a possibilidade de implantação de mais de 2 mil torres, algo em torno de 4 Gigas. É uma previsão para a Serra da Ibiapaba que envolve os municípios de São Miguel do Tapuio, Assunção, Buriti dos Montes e outros municípios da divisa com o Ceará”, adiantou Coelho.

Ainda de acordo com o secretário de Mineração, Petróleo e Energias Renováveis do Piauí, 2017 continua com boas notícias na área de energia eólica e solar. “Acredito que este ano será de grande avanços nesses dois setores renováveis. As empresas estão determinadas para investir no estado. Outro ponto é que estamos vendo no início do ano uma aumento na taxa de energia elétrica para o consumidor, com ao aumento das temperaturas e diminuição das chuvas. A opção é fazer que as energias renováveis sejam fundamentais para a geração de energia elétrica. Por isso devemos investir cada vez mais em energias limpas como a eólica e a solar”, concluiu o secretário.

A audiência interestadual deve ser proposta também para conciliar interesses econômicos com os estados do Maranhão e da Bahia.

Fonte: Valmir Macêdo | Governo do Piauí

Energia solar se torna mais barata que combustíveis fósseis

As energias renováveis atingiram um importante marco em 2016. De acordo com relatório divulgado pelo Fórum Econômico Mundial (WEF), em 30 países, incluindo o Brasil, as energias solar e eólica já podem ser produzidas gastando-se menos do que com algumas oriundas de combustíveis fósseis, caso do carvão e do gás.

Carvão e gás são responsáveis atualmente por 62% da geração total de energia do mundo, segundo dados do Banco Mundial.

Enquanto o custo da energia, o chamado LCOE (Custo Nivelado de Energia), do carvão gira em torno de US$ 100 o megawatt/hora, o preço da energia solar caiu de US$ 600, como era há uma década, para US$ 300 há cinco anos e atualmente já está próximo ou abaixo de US$ 100. O LCOE da energia eólica já chegou em alguns lugares próximo a US$ 50. A análise do WEF não leva em conta o custo da energia gerada pelo petróleo.

Foto: Época Negócios/Reprodução

Foto: Época Negócios/Reprodução

Os 30 países analisados, segundo o WEF, atingiram “um ponto de inflexão”, onde a energia solar custa o mesmo ou até menos do que a energia produzida pelas fontes tradicionais e mais poluentes. Chile, México, Brasil  e Austrália são alguns dos países citados que alcançaram o “ponto de inflexão”. O WEF projeta que dois terços dos países do mundo vão chegar neste nível em alguns anos. Em 2020, a energia solar fotovoltaica terá um custo menor que o carvão e gás em todo o mundo. “As energias renóveis atingiram esse ponto”, disse Michael Drexler, que lidera a área de investimentos de infraestrutura e desenvolvimento do WEF, ao Quartz. “Não tornaram-se apenas uma opção viável comercialmente, mas bem como uma opção atrativa, pensando no longo prazo, estabilidade e considerando a inflação futura”.

Um ponto importante é avaliar que a redução de preço ocorreu sem necessariamente incremento de subsídios. “Segundo a International Energy Agency (IEA) , os combustíveis fósseis receberam US$ 493 bilhões em subsídios em 2014, quatro vezes mais do que os subsídios endereçados às energias renováveis”, analisa o relatório.

O levantamento também cita uma análise recente da International Energy Agency mostrando que a capacidade instalada de energia limpa cresceu 153 gigawatts, superando a estrutura instalada para carvão por exemplo. Na prática, isso significa que cerca de 500 mil paineis solares são instalados no mundo todos os dias.

Segundo o Fórum Econômico Mundial, um dos maiores desafios para investidores nos próximos anos será lidar com um cenário de poucas oportunidades – e a necessidade crescente de alocar um maior capital considerando um maior número de passivos. Isso porque um dos maiores desafios do mundo é lidar com o aquecimento global e seus impactos econômicos e negativos para a humanidade.

Nesse sentido, segundo o fórum, as infraestruturas “renováveis” já atingiram um nível de maturidade que constituem um sólido investimento e aumentam as chances de reverter os impactos causados pelo aquecimento.  Entre as barreiras para esse tipo de investimento estão incertezas regulatórias, contratos não padronizados e falta de ativos específicos dentro das instituições financeiras.

BNDES divulga novas políticas operacionais e condições de financiamento

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulga, hoje, suas novas políticas operacionais, que especificam os critérios adotados para a aprovação de financiamentos e determinam as condições para futuros empréstimos. Com isso, conclui o processo de revisão de suas políticas operacionais, uma vez que as condições para os modais aeroportuários e rodoviários, e para saneamento, mobilidade e energia já foram anunciadas em setembro de 2016.

As novas políticas entram em vigor neste mês de janeiro e refletem as mudanças na atuação do BNDES, no seu papel de indutor do desenvolvimento sustentável e da adoção das melhores práticas nas empresas apoiadas. A prioridade passa a ser a de conceder maiores incentivos, com financiamentos em TJLP, a investimentos com retornos para a sociedade superiores aos obtidos pelo investidor privado, conciliando apoio a projetos relevantes para a retomada do crescimento com retorno social expressivo, independentemente do setor em que se originam.

A expectativa é de que as mudanças contribuam para o aumento da produtividade e da competitividade das empresas, o crescimento econômico e a geração de empregos. Espera-se, ainda, ampliar a transparência nos critérios de financiamento; melhorar o gerenciamento dos projetos; simplificar formas de apoio, com consolidação de programas e linhas; obter mais agilidade nos processos de concessão de crédito; retroalimentar a atuação do Banco com a mensuração e avaliação de projetos e fortalecer a governança nas instituições apoiadas pelo BNDES.

As políticas operacionais serão revisadas anualmente. A transição tem como objetivo assegurar que todas as condições de financiamento tenham como foco os tipos de projetos e não os setores.

Atuação horizontal

As novas condições de financiamento passam a refletir atributos, qualificadores, dos projetos apoiados, e não mais a lógica setorial. Trata-se de mudança relevante que traduz uma atuação horizontal do BNDES em suas políticas operacionais, refletindo a prioridade do Banco em financiar projetos que apresentem benefícios para a sociedade e, não apenas, para o investidor, tomador do crédito.

A mudança está em linha com o processo de convergência entre os diversos setores, o que dificulta, cada vez mais, a definição de fronteiras entre eles e, portanto, a utilização de critérios setoriais na concessão do crédito.

Qualificadores de prioridades

Investimentos em educação, saúde, inovação, exportação, MPMEs e meio ambiente, assim como projetos de infraestrutura, são prioritários. Os projetos que se enquadrarem nesses qualificadores terão melhores condições de financiamento (juros e prazos).

Em função disso, projetos de setores diferentes receberão condições semelhantes, desde que estejam enquadrados no mesmo conceito dos qualificadores definidos. E projetos semelhantes podem ser tratados de maneira diferente, dependendo do seu impacto ambiental. Exemplo disso é a produção de uma máquina a diesel, em relação à produção do mesmo equipamento a biodiesel.

A ênfase do BNDES ao apoio a projetos ambientalmente limpos já se refletiu no fim do financiamento a termelétricas a carvão e, agora com as novas medidas, está presente no incentivo dado a investimentos com tecnologia verde, que terão maior parcela de crédito em TJLP.

Por exemplo, ônibus e caminhões híbridos, elétricos ou movidos a combustíveis limpos contarão com financiamento de até 80% em TJLP. O financiamento para a comercialização dos mesmos veículos movidos a diesel será de, no máximo, 50% em TJLP em 2017, decrescente ao longo dos próximos dois anos, para até, no máximo, 40% em 2018 e de até, no máximo, 30% em TJLP em 2019, para as grandes empresas.

Maior seletividade em TJLP

Nos financiamentos atrelados à TJLP haverá maior seletividade para assegurar melhores condições a investimentos com impactos relevantes sobre a geração de empregos, aumento de produtividade e melhoria de qualidade de vida da população. O apoio a projetos financiados em TJLP estará condicionado à geração de benefícios nas dimensões econômica, social, ambiental e regional.

Avaliação e monitoramento

Para aprimorar a mensuração desses impactos, o Banco criou um Departamento de Monitoramento e Avaliação. Todos os projetos terão um “quadro de resultados”, no qual serão definidas, previamente, metas a serem alcançadas nos empreendimentos financiados. Essas metas serão mensuradas e, ao seu fim, o projeto terá seu impacto avaliado.

O Banco também utilizará serviços externos de avaliação para os projetos de infraestrutura de grande porte (financiamento superior a R$ 1 bilhão), prática já adotada por outros bancos de desenvolvimento internacionais, e para projetos dos demais setores, com crédito superior a R$ 500 milhões.

Participação máxima de 80%

Com a simplificação de suas linhas, o BNDES passa a ter participação máxima de 80% em todos os projetos financiados. O nível de participação em TJLP no investimento total está atrelado à prioridade do projeto, em linha com as novas diretrizes estabelecidas.

O financiamento em condições de mercado, também com participação de até 80%, não terá restrições, a não ser as usuais, como índice de cobertura do serviço da dívida, entre outras.

Revisão de processos

Os processos de concessão de financiamentos estão sendo revistos e simplificados, com uso mais intensivo da tecnologia. Com isso, busca-se reduzir o período de tramitação interna, dando maior agilidade às operações.

Principais diretrizes estratégicas

Infraestrutura – Participação permanece relevante, com destaque para projetos de saneamento e transporte pelas suas características de grande externalidade socioambiental e impacto no aumento da competitividade e produtividade do País;

Indústria e Serviços – O BNDES mantém seu apoio à indústria, privilegiando iniciativas voltadas para o aumento de produtividade, competitividade, inovação e difusão de tecnologia. O apoio será horizontal, sem distinção de setores, tendo o projeto como foco;

Exportação – Ênfase na inserção de empresas brasileiras em cadeias globais de valor, estimulando a produtividade e competitividade;

Desestatização – O BNDES atuará como estruturador das operações de concessão ou privatização de ativos federais e estaduais. No papel de articulador, trará novos financiadores para viabilizar operações;

Fortalecimento do mercado de capitais e da governança das empresas – Estímulo ao desenvolvimento do mercado brasileiro de capitais por meio de instrumentos como debêntures e fundos, e à promoção de melhores práticas de governança corporativa;

Meio ambiente – Ênfase em energias alternativas e proteção ambiental. Prioridade para projetos de alta efetividade, que combinem as dimensões de impacto e sustentabilidade econômica, social e ambiental;

Desenvolvimento regional – Objetivo é contribuir para a elevação da presença do BNDES em territórios com predominância da população de baixa renda e nas regiões Norte e Nordeste.

Principais mudanças operacionais

1 – Novas linhas de financiamento – O BNDES passa a contar com duas linhas para financiamento direto e indireto não automático a projetos de grande porte na economia brasileira, que são: linha Incentivada e linha Padrão, subdivididas em incentivada A e B e padrão A e B. Não estão incluídos nas duas novas linhas os financiamentos a projetos de infraestrutura e os realizados de forma indireta automática.

A simplificação das políticas operacionais do BNDES decorreu da consolidação dos vários instrumentos de financiamento. O resultado foi uma maior transparência nas diversas opções disponíveis de crédito do Banco. Além de eliminar superposições de programas, produtos e linhas, a fusão permitiu maior sinergia e aproveitamento dos recursos.

Linha Incentivada – Com a criação dessa linha, o BNDES explicita os investimentos considerados prioritários pelo seu maior impacto positivo para a sociedade. As operações inseridas na linha Incentivada A terão o menor custo de financiamento do Banco, que são de, no máximo, 80% de TJLP; os da linha incentivada B, terão, no máximo, 60% em TJLP.

Linha Padrão – Os projetos inseridos na linha Padrão, aqueles com retornos sociais menos expressivos, são todos os demais que não estão incluídos na Incentivada. A linha Padrão A concederá financiamento em, no máximo, 30% a custo de TJLP. As operações da linha Padrão B não terão acesso a créditos em TJLP e contarão  com recursos a taxas de mercado.

BNDES - imagem ilustrativa

Linha de Infraestrutura – Em infraestrutura – que este ano ainda continuará parcialmente com a lógica setorial, embora já se tenha avançado no caso da energia, diferenciando as condições de financiamento para solar, hídrica e eólica – estão sendo anunciadas as condições para: financiamento a projetos de ferrovias, hidrovias, transporte e distribuição de gás e de biocombustíveis, transporte de petróleo, portos e de tecnologia da informação e da comunicação. A divulgação atual complementa as condições já anunciadas para projetos de saneamento, energia, rodovia e aeroportos.

BNDES - imagem ilustrativa

2 – Fortalecimento da governança das empresas – O BNDES vai incentivar a adoção de boas práticas corporativas por parte das empresas financiadas, que devem abranger questões relativas a melhorias dos ativos intangíveis das companhias, tais como: governança, transparência, gestão e práticas socioambientais, capital humano, competências inovadoras, relacionamento com clientes e fornecedores, entre outras. A iniciativa amplia para as operações de crédito a experiência bem sucedida da BNDESPAR na criação de valor, no mercado de capitais, por meio de incentivo às melhores práticas de governança.

3 – Alteração da classificação de porte das MPMEs – A mudança na classificação de porte das MPMES, de R$ 90 milhões para R$ 300 milhões de Receita Operacional Bruta (ROB) anual, ampliará o acesso ao crédito para esse segmento. Estima-se que cerca de 1,5 mil empresas passem a poder obter  financiamento em melhores condições no BNDES.

4 – Limitação de distribuição de dividendos – A nova política estabelece restrições ao pagamento de dividendos, além do mínimo legal de 25%, por parte dos beneficiários de empréstimos em TJLP em percentual igual ou superior a 50% do total do financiamento obtido. Caso a proporção do crédito seja superior a 50% do total, em custo de mercado, não haverá restrição a pagamento de dividendos.

Um dos objetivos é garantir que os financiamentos do BNDES gerem adicionalidades nos investimentos. Ou seja, que impulsionem bons projetos que não ocorreriam sem os recursos do Banco.  A decisão parte do princípio de que ao ter acesso ao crédito do Banco, o investidor não tenha recursos próprios para financiar seu projeto e, portanto, não consiga distribuir dividendos além do percentual mínimo legal.

5 – Capital de Giro – Progeren – Para fazer frente à redução da oferta de crédito do sistema bancário para capital de giro, a linha BNDES de Apoio ao Fortalecimento da Capacidade de Geração de Emprego e Renda (BNDES Progeren), foi ampliada e passa a ser oferecida também na modalidade direta, sem a intermediação de agentes financeiros.

A nova linha tem orçamento de R$ 5 bilhões e vigência, a princípio, até o final de 2017. O valor mínimo de financiamento é de R$ 10 milhões por operação.

A nova modalidade busca preservar a atividade econômica e os postos de trabalho em empresas com dificuldade de acesso a crédito de curto prazo. A linha poderá ser acessada, também, por empresas-âncora para financiar o desenvolvimento de cadeias de fornecedores e franqueados.

6 – Recebíveis como garantia – O BNDES poderá aceitar  a constituição de garantia sobre recebíveis, inclusive provenientes de cartão de crédito, com o objetivo de ampliar o acesso ao crédito para segmentos com forte impacto no emprego e que enfrentam restrições para obterem financiamentos, por não contarem com as garantias reais usualmente exigidas. Em tal análise serão considerados o risco da empresa/operação e a previsibilidade de sua receita de vendas.

BNDES Automático (operações com valores inferiores a R$ 20 milhões)

Consolidação de programas anteriores em quatro linhas de financiamento:

1 – Micro, Pequena e Média Empresas, que terão prioridade de financiamento em até 80% em TJLP;

2 – Grande Empresa Incentivada, com participação do BNDES de, no máximo, 60% em TJLP, se o projeto estiver nos segmentos incentivados (energia, educação, saúde, saneamento, produção de alimentos, bens de capital e produção de biocombustíveis);

3 – Grande Empresa Padrão, com participação máxima de 80% a taxas de mercado, válida para todos os projetos não incluídos na linha Incentivada;

4 – Linha Emergencial, voltada para a retomada econômica de empresas situadas em municípios afetados por calamidades naturais, com financiamento de 100% do investimento em TJLP.

Essas mudanças entrarão em vigor a partir da emissão e carta circular às instituições financeiras, o que ocorrerá na primeira quinzena de janeiro. Durante o processo de transição não haverá descontinuidade das operações em curso.

Finame

Ampliação do prazo de financiamento para 10 anos, o dobro do anterior, de cinco anos. O financiamento a máquinas e equipamentos passa a contar com apenas três linhas: aquisição de bens de capital, produção e modernização. O Finame incorpora o Finame Agrícola e extingue o Finame Leasing. O custo será integralmente em TJLP e a participação máxima do BNDES variará de acordo com as prioridades definidas abaixo.

Para aquisição de bens de capital por grande empresa, a condição padrão passa a ser de participação máxima de 60% em TJLP. Para estas empresas, as condições incentivadas (participação máxima de 80% de TJLP) serão destinadas, exclusivamente, para bens com maior eficiência energética, incluindo ônibus e caminhões híbridos, elétricos ou movidos a combustíveis limpos.

No caso da aquisição, por grandes empresas, de ônibus e caminhões movidos a diesel, o banco irá diminuir sua participação gradualmente, de, no máximo, 50% em TJLP em 2017, para, no máximo, 40% em 2018 e, no máximo, 30% em TJLP em 2019. O objetivo é incentivar o aumento da frota de caminhões e ônibus menos poluentes e com combustíveis mais limpos, como, por exemplo, os veículos elétricos e híbridos.

A mesma medida vale para as MPMEs, mas com condições de redução gradual de participação no financiamento em TJLP diferentes. O Banco reduzirá  a aquisição de ônibus e caminhões movidos a diesel de, no máximo, 80% em TJLP em 2017, para, no máximo, 70% em TJLP em 2018 e, no máximo em 60% em TJLP em 2019. Os veículos com tecnologia limpa manterão a participação máxima de 80% em TJLP.

Fonte: BNDES

Óleo de palma no Brasil e suas potencialidades para as indústrias

Os especialistas já não usam mais o nome dendezeiro para designar a Elaeis guineensis Jacq, ou simplesmente: palma. Ela é uma das dezenas de espécies de palmeira existentes nas regiões tropicais do planeta e que ganha cada vez mais destaque no cenário mundial devido à sua utilização na indústria de alimentos, cosméticos, higiene e limpeza, agroenergia e biocombustíveis.

Palma de óleo é o termo usado no meio técnico e o mais aceito mundialmente quando se quer falar da palmeira que encontrou no solo e no clima tropical, condições ideais para seu desenvolvimento. A expressão dendezeiro está, portanto, restrita ao uso popular, que integrou a palavra ao vocabulário brasileiro e enriqueceu ainda mais o nosso idioma.

Originária provavelmente do golfo da Guiné, na África, a palma atravessou o Atlântico trazida pelos escravos. A palmeira logo se aclimatou por aqui. As primeiras populações da nova espécie foram registradas no Rio de Janeiro e na Bahia.

Atualmente é na Amazônia que a palma de óleo tem sua maior produção, sendo desenvolvida em larga escala, sobretudo em áreas já desmatadas ou em alto grau de degradação. A combinação de clima e solo faz da região amazônica uma área preferencial para a produção da palma.

Óleo da palma no dia a dia

Por ser um óleo comestível, extraído da polpa dos frutos que crescem nos cachos das palmeiras, é hoje o principal óleo vegetal em produção e comercialização no mundo.

Atualmente, cerca de 80% dessa produção vai para a indústria alimentícia, para servir de matéria prima para produtos de largo consumo, como margarinas e cremes, sorvetes, biscoitos, chocolates, recheios, substitutos de manteiga de cacau e óleo de cozinha.

É excelente para frituras, pois é um dos poucos óleos que mantêm suas propriedades mesmo em altas temperaturas. E, além disso, é um produto com textura macia e de grande aplicação culinária, pois não possui odores que interferem no sabor dos alimentos. O óleo, obtido por meio da prensagem dos frutos, contém conservantes naturais que aumentam a vida útil dos produtos, apresenta maior rendimento se comparado aos demais óleos e o mais importante é que ele não apresenta gorduras “Trans”, nem tampouco organismos geneticamente modificados.

O óleo da palma também serve para a fabricação de produtos de higiene e limpeza, cosméticos, fármacos, lubrificantes, sem contar seu emprego em biocombustíveis e bioenergia.

O palmiste

Outro subproduto da palma de grande aplicação industrial é o palmiste, um óleo vegetal derivado da amêndoa da palma. O palmiste é um óleo que se mantém semissólido em temperatura ambiente, sendo mais saturado do que o óleo de Palma e bastante semelhante ao óleo de coco.

O óleo de palmiste bruto possui características muito diferentes daquelas encontradas no óleo de palma. Por possuir principalmente ácidos graxos de cadeia curta (C12:0, C14:0), ele apresenta particularidades físicas específicas de grande interesse para a indústria de cosméticos que utiliza essa matéria-prima na fabricação de sabonetes ou como substituto da manteiga de cacau. Por apresentar baixo grau de insaturação em seus ácidos graxos, o palmiste tem alta estabilidade oxidativa.

Assim como outros óleos vegetais, o insumo também pode ser usado na produção de biodiesel para motores de combustão interna.

Palma e sustentabilidade

O histórico da produção da palma, principalmente na Indonésia e Malásia, que respondem por 85% da produção mundial, tem sido relacionado a problemas de desmatamento e degradação da biodiversidade. Além de substituírem florestas primárias, as lavouras de palma em alguns países também foram plantadas sobre terrenos de turfa, provocando significativas emissões de gases de efeito estufa.

Para buscar um caminho sustentável, o Brasil está seguindo um caminho inverso ao do resto do mundo. A produção de palma no país está cercada de vários cuidados para que esse cultivo não seja um vetor de degradação e desmatamento. Parte do setor tem o interesse em agregar valor ao óleo produzido no Brasil e, com isso, ganhar competitividade no mercado internacional.

A produção da palma no território brasileiro deve seguir à risca o que determina o Zoneamento Agroecológico, Produção e Manejo para a Cultura da Palma de Óleo na Amazônia – ZAE da Palma. Entre as várias recomendações do documento orientador, estão a que os produtores devem respeitar o limite de 50% da área total tal como Reserva Legal nas áreas aptas e a proibição implícita do desmatamento de novas áreas.

Do ponto de vista social, os produtores também devem cumprir exigências como a norma regulamentadora – a NR 31, que dispõe da segurança e saúde do trabalho. O respeito às questões sociais e ambientais coloca o país em uma situação de vanguarda em relação às outras nações produtoras.

A somatória dessas ações ambientais e sociais cria um ambiente único no mundo para a produção do óleo de palma no Brasil, destacando-se o balanço negativo na emissão de carbono, a liberdade sindical dos trabalhadores e o desenvolvimento de vetores sociais que melhoram a qualidade de vida dos trabalhadores e das comunidades vizinhas.

Protocolo Socioambiental

O governo do estado do Pará oficializou em setembro de 2014 o Protocolo de Intenções Socioambientais da Palma de Óleo. A iniciativa une o poder público e a iniciativa privada em busca de ações conjuntas voltadas ao desenvolvimento sustentável da cadeia produtiva do óleo de palma.

O protocolo é resultado de um esforço de um trabalho executado em 3 anos com a intenção de colaborar para que a expansão da atividade ocorra de forma sustentável, em áreas já antropizadas, ou seja, que já foram desmatadas e podem ser utilizadas para o plantio.

O documento marca o compromisso do setor com a sustentabilidade e foi assinado por representantes das Secretarias de Estado do Pará (Agricultura; Desenvolvimento Econômico e Incentivo à Produção; Meio Ambiente), Instituto de Terras do Pará, Programa Municípios Verdes, Federação de Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural; Emater, Banco da Amazônia, Banco do Esado do Pará, Serviço Nacional de Aprendizagem Rural e Associação Brasileira dos Produtores de Palma (Abrapalma).

Balanço de carbono

O óleo de palma é um recurso para a produção de combustível renovável com potencial de se tornar 100% carbono neutro. Ao contrário dos combustíveis fósseis, a queima de biocombustível feito a partir do óleo de palma não eleva o nível de dióxido de carbono na atmosfera. É que existe um balanço positivo entre o que se emite com o uso desse combustível e o dióxido de carbono capturado no processo de fotossíntese, sem contar a liberação de oxigênio na atmosfera, que é bem maior do que em cultivos como a canola, por exemplo.

A partir do Zoneamento da Palma no Brasil, as novas plantações podem ocorrer apenas em terras degradadas, cuja reabilitação favorece o sequestro de carbono significativo durante a fotossíntese para formar sua biomassa.

A produção de óleo de palma pode contribuir para acelerar ou reduzir o ritmo das mudanças climáticas, dependendo de como as operações agrícolas e industriais forem planejadas, implantadas e realizadas.

Enquanto as plantações de palma podem sequestrar de 6 a 10 toneladas de CO2eq/há/ano, a mudança do uso da terra para o estabelecimento das mudas e o tratamento dos efluentes industriais são as principais fontes de emissões de GEE e podem superar o carbono sequestrado pelas plantações. Queima de combustíveis fósseis e aplicação de fertilizantes também contribuem para aumentar as emissões de gases de efeito estufa.

Para que a produção de óleo de palma contribua para mitigar as mudanças climáticas, a primeira atitude a ser adotada pelas empresas é o estabelecimento de novas plantações somente em áreas previamente desmatadas no passado e que possuam baixo conteúdo de carbono na vegetação remanescente. O estabelecimento de sistemas de tratamento de efluentes que não geram metano e a racionalização do uso de fertilizantes e combustíveis também devem ser considerados nas estratégias de redução das emissões.

Agricultura familiar

A legislação brasileira que define o conceito de agricultor familiar respalda-se na Constituição brasileira e na Lei nº 11.326/2006. Considera-se agricultor familiar aquele que desenvolve atividades econômicas no meio rural e atende a requisitos básicos, tais como não possuir propriedade rural maior que 4 módulos fiscais, sendo esta uma definição que muda conforme a região em que ela está localizada, pois o módulo fiscal varia de 5 a 100 hectares, conforme o município.

Agricultura familiar

A agricultura familiar utiliza, sobretudo, mão de obra da própria família nas atividades econômicas e possui a maior parte da renda familiar proveniente das atividades agropecuárias desenvolvidas nesse estabelecimento rural.

No ano de 2006, o IBGE realizou o Censo Agropecuário Brasileiro. Nele, verificou-se a força e a importância da agricultura familiar para a produção de alimentos no país. De acordo com os dados oficiais, aproximadamente 85% dos estabelecimentos agropecuários do país são da agricultura familiar. São cerca de 4,36 milhões de estabelecimentos agropecuários que se encaixam na definição da lei.

O principal programa de incentivo à agricultura familiar é o Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar – Pronaf, que financia projetos ao pequeno produtor rural, com baixas taxas de juros.

Por meio do Pronaf, o Ministério do Desenvolvimento Agrário – MDA dispõe de uma linha específica de crédito para a palma, com condições e juros diferenciados. Isso serve de incentivo e apoio ao pequeno produtor.

O Pronaf Eco Dendê transfere os recursos aos agricultores familiares por intermédio dos Bancos do Brasil e Banco da Amazônia – Basa, que assinam juntamente com a Abrapalma e outros parceiros o Protocolo Socioambiental da Palma.

Agricultura familiar e a palma

Em todo o mundo, a plantação da palma de óleo envolve aproximadamente 5 milhões de famílias de agricultores em 44 países nas Américas Central e do Sul, África, Ásia e Oceania, gerando a redução do êxodo rural, alternativas econômicas, novos arranjos produtivos locais e incremento da renda no campo.

No estado do Pará, onde se concentra a maior parte da produção brasileira de óleo de palma, 1070 famílias de agricultores estão incorporadas ao processo produtivo dessa, entre pequenos e médios produtores. Essas famílias estão distribuídas em 27.526 de hectares.

A palma no Brasil e no mundo

Mundialmente, a cultura ocupa 8% das terras alocadas para o cultivo de oleaginosas. A palma fornece quase um terço da produção global de óleos vegetais.

A Malásia e a Indonésia são responsáveis por 85% da produção mundial. Nigéria, Tailândia, Colômbia, Equador e Papua Nova Guiné representam juntas 6,6% da produção. O saldo de 8,4% divide-se entre outros 36 países, incluindo o Brasil – que está longe de ser considerado um grande produtor do óleo de palma.

Maiores produtores de óleo de palma no mundo

O Brasil produz cerca de 300 mil toneladas de óleo de palma. A maior parte provém do território paraense. No entanto, a produção nacional não consegue suprir a demanda interna que hoje é de, aproximadamente, 500 mil toneladas por ano, ou seja, o país importa o produto em vez de produzi-lo em áreas degradadas, o que ajudaria a melhorar o balanço de emissões de gases de efeito estufa na agricultura amazônica.

Além disso, a palma é a oleaginosa de valor econômico mais produtiva que se tem conhecimento. Sua produtividade média de 4 toneladas de óleo por hectare/ano, dez vezes mais que o óleo de soja, por exemplo. Ou seja, ele é mais competitivo no mercado mundial do que os produtos similares.

Vantagens da palma

Produz até 10 vezes mais do que outras oleaginosas;

Bem orientada, seguindo os critérios sociais e ambientais exigidos pela legislação brasileira e pelos modernos critérios internacionais de sustentabilidade, a cultura do óleo de palma pode ter importante papel na redução da pobreza das regiões produtoras;

No Brasil, só pode ser plantada em áreas degradadas, que não teriam outra utilização;

Pode ajudar no sequestro de carbono, contribuindo para mitigar os problemas relacionados às mudanças climáticas.

 

Fonte: Canal da Bioenergia | Com informações da ABRAPALMA

 

Vestas recebe pedido de 42 MW em turbinas eólicas da Gestamp para parques no RN

A fabricante dinamarquesa de equipamentos eólicos Vestas informou nesta terça-feira que recebeu um pedido firme e incondicional de 21 turbinas eólicas, em um total de 42 megawatts em capacidade instalada, para os parques eólicos do Cabeço Vermelho e Cabeço Vermelho II, localizados no Rio Grande do Norte.

Além do fornecimento e instalação das turbinas eólicas, a encomenda feita pela espanhola Gestamp inclui um contrato de serviço de gerenciamento de produção, segundo nota da empresa.

“A Gestamp tem sido uma grande parceira nesses anos e foi o cliente da Vestas Brasil a receber a primeira turbina produzida em nossa fábrica no Ceará…”, disse o presidente da Vestas Brasil, Rogério Zampronha.

As turbinas serão produzidas no Brasil, com a entrega prevista para começar no quarto trimestre de 2017, e o comissionamento é esperado para o segundo trimestre de 2018.

O pedido da eleva a capacidade instalada e em construção da Vestas para mais de 1,5 GW em cinco Estados do Brasil, segundo a nota.

Fonte: Roberto Samora | Reuters

Governo de Pernambuco promove leilão de venda de energia solar no ACL

A Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco divulgou edital nesta terça-feira, 3 de janeiro, para a realização de leilão de venda de energia solar no ambiente de contratação livre.

O período de suprimento vai de 1º de janeiro de 2017 até 31 de maio de 2017 e o ponto de entrega é o submercado Nordeste. A modulação é do tipo flat. Os interessados terão até às 18 horas do próximo dia 13 de janeiro de 2017 para enviar os documentos necessários para a AD Diper das 10 às 18 horas de 19 de janeiro de 2017 para enviar a proposta de compra. O resultado será divulgado no dia 20 de janeiro.

Mais informações pelo e- mail energia@addiper.pe.gov.br ou pelo telefone (81) 3181-7354.

Fonte: Canal Energia

RN encerra 2016 com 3,3GW eólicos

O estado do Rio Grande do Norte fechou o ano de 2016 com 122 parques eólicos em operação comercial, atingindo a expressiva marca de 3,311GW de produção de energia. O resultado equivale a 32,57% de toda a capacidade nacional em operação.

No dia 28 de dezembro, três parques eólicos entraram operação comercial no estado, ou seja, estão em pleno funcionamento para geração de energia. Confira os detalhes de cada empreendimento listado abaixo. Os dados são do CERNE  – Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia:

 

Parque eólico Santana I

Capacidade Instalada = 30 MW

Proprietário: Força Eólica do Brasil (Neo Energia / Iberdrola Renováveis do Brasil)

Município: Bodó/RN

 

Parque eólico Santana II

Capacidade Instalada = 24 MW

Proprietário: Força Eólica do Brasil (Neo Energia / Iberdrola Renováveis do Brasil)

Município: Lagoa Nova/RN

 

Parque eólico Calango 6

Capacidade Instalada = 30 MW

Proprietário: Força Eólica do Brasil (Neo Energia / Iberdrola Renováveis do Brasil)

Município: Bodó/RN

 

Brasil ultrapassa os 10GW

O país também encerrou o ano com bons números para o setor com a marca de 10,057GW de energia eólica em operação, distribuídos em 413 parques por todo o território nacional. O resultado ocorreu no dia 27 de dezembro com a entrada em operação comercial de um parque eólico no Piauí e dois no Rio Grande do Sul.

De acordo com a previsão do CERNE, com essa conquista, há boas chances do Brasil figurar entre os oito países que mais produzem energia eólica no mundo. O ranking global, realizado anualmente pelo Global Wind Energy Council (GWEC), deverá ser divulgado ainda no primeiro trimestre de 2017. Atualmente, o país está posicionado entre as 10 nações que mais geram energia eólica.

Confira tabela abaixo com dados atualizados:

Foto: CERNE/Divulgação

Foto: CERNE/Divulgação

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: CERNE Press

 

Ações da Renova disparam com expectativa de venda de parque eólico

Em crise desde o ano passado por causa de uma parceria frustrada com a americana SunEdison, que entrou em recuperação judicial em abril, a Renova Energia negocia a venda de um parque eólico na Bahia para reforçar o caixa. Entre os interessados estão a americana AES, que administra a distribuidora Eletropaulo, fundos de investimentos e grupos chineses. Segundo fontes, a expectativa é que a venda seja concluída nas próximas semanas.

A notícia sobre a expectativa de venda do ativo fez as ações da empresa dispararem ontem. Durante o pregão, chegou a subir 22%, mas recuou e fechou com alta de 10% (o Ibovespa, índice da bolsa paulista, caiu 1,13%). No período de um ano, no entanto, os papéis da empresa – uma as maiores geradoras de energia eólica do Brasil – recuaram 73,45%.

O negócio em andamento envolve cifras de mais R$ 700 milhões com a venda do parque eólico Alto Sertão II, de 386 megawatts (MW) de potência. Se concluída a transação, a Renova vai usar o dinheiro para reduzir a alavancagem da empresa, cuja dívida soma R$ 1,6 bilhão, e para concluir a obra do parque Alto Sertão III, também na Bahia.

Fontes afirmam que a AES já teria concluído uma due diligence nos ativos e feito uma oferta formal à Renova. O negócio ainda não foi fechado porque há outros três investidores no páreo. Em nota, a AES Tietê – subsidiária do grupo americano – afirmou que está avaliando várias oportunidade de negócios Brasil afora.

Dinheiro em caixa. No mercado, especialistas afirmam que o grupo americano tem caixa para fazer aquisições já que vendeu por R$ 1,7 bilhão a AES Sul para a CPFL em meados do ano passado. Sob novo comando, o grupo tem procurado novas alternativas no País. A empresa estava preparada, por exemplo, para participar de leilão de reserva previsto para o fim de 2016, mas que foi cancelado pelo governo, afirmou uma fonte do setor.

A ideia era participar com projetos de energia solar. Por outro lado, o principal ativo da AES no Brasil, a Eletropaulo, continua sendo analisado por investidores para possível compra.

Na Renova, além da venda de Alto Sertão II, os acionistas buscam um novo sócio para capitalizar a empresa. A Cemig chegou a organizar um processo competitivo para vender uma fatia na empresa de energia renovável no qual houve participação de diversas empresas multinacionais, mas o negócio não foi adiante. O processo, no entanto, continua, afirma uma fonte próxima da companhia.

Os problemas da empresa, uma das pioneiras nos investimentos de energia eólica no Brasil, começaram após o fracasso da parceria com a SunEdison. Em junho de 2015, a Renova vendeu 14 parques eólicos à SunEdison, por cerca de R$ 1,6 bilhão.

Desse valor, cerca de R$ 500 milhões entraram no caixa da empresa em dinheiro, e o pagamento restante foi em ações. Com dificuldades financeiras nos Estados Unidos, os papéis da SunEdison despencaram e a Renova teve de contabilizar as perdas. Apesar dos prejuízos, a Renova tinha uma série de investimentos a cumprir e dívidas a pagar. No ano passado, o rating da companhia foi rebaixado pela agência de classificação de riscos Fitch Ratings devido à preocupação de calote.

Mas, nos últimos meses, a empresa conseguiu pagar parte da dívida e renegociar outra fatia, dissipando a preocupação. Agora, com o dinheiro esperado com a venda do parque, a companhia espera desafogar o caixa.

Para conseguir honrar os compromissos no ano passado, a Renova teve de fazer uma forte reestruturação interna, que envolveu a revisão do cronograma de algumas obras, cancelamento de contrato com sócios, corte despesas e um aumento de capital de R$ 731 milhões feito pelos sócios, entre eles a estatal Cemig, de Minas Gerais, e a Light. A reportagem procurou a Renova, mas não encontrou porta-voz./ COM REUTERS

Fonte: Renée Pereira , O Estado de S. Paulo

Renova diz que não há decisão formal sobre venda de ativos

A Renova afirmou na terça-feira (03/12) que até o momento não existe qualquer decisão formal sobre venda de ativos, após a Reuters noticiar na véspera que a companhia negocia a venda de um parque eólico na Bahia para a subsidiária brasileira da norte-americana AES.

A empresa esclareceu que tem avaliado diversas opções para reduzir seu endividamento e adequar seu plano de negócios, dentre as quais a venda de ativos ou a entrada de novos sócios na companhia.

Fonte: Roberto Samora | Reuters

 

Vestas fecha mais dois contratos de fornecimento de turbinas eólicas no Brasil

A fabricante dinamarquesa de turbinas eólicas Vestas Wind Power fechou mais dois contratos no Brasil, informou a companhia em comunicado na semana passada. A empresa vai fornecer e instalar 53 turbinas eólicas modelo V 110, de 2 MW cada, comprados pela francesa EDF Energias do Brasil para a segunda fase do parque eólico Ventos da Bahia (117 MW), em construção na região nordeste do Estado da Bahia. A entrega e o comissionamento das turbinas estão previstos para terceiro trimestre de 2018. Quando finalizada a implantação do parque, a Vestas contará com 700 MW instalados na Bahia.

Segundo o comunicado, os equipamentos serão produzidos no Brasil (na unidade de Fortaleza, Ceará) de acordo com as regras de conteúdo local exigidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O contrato firmado entre as empresas incluí o serviço de operação e manutenção das turbinas pelo período de 15 anos. “A EDF é um parceiro forte que escolhe a melhor e mais confiável tecnologia e a escolha da turbina V110-2.0 MW evidencia que a turbina tem um histórico inigualável. Estamos ansiosos para entregar o projeto e fortalecer a parceria com a EDF-EN “, disse Rogério Zampronha, Gerente Geral da Vestas Brasil.

A Vestas também assinou um contrato com a Gestamp para o fornecimento de 21 turbinas (V110- 2MW) para os parques eólicos Cabeço Vermelho 1 e 2 (42 MW), localizados no Rio Grande do Norte. O contrato incluí o fornecimento e instalação das turbinas, bem como a manutenção e operação por um período de 10 anos. As turbinas também vão ser produzidas no Brasil com previsão de entrega no quarto trimestre de 2017 e expectativa de comissionamento no segundo trimestre de 2018.

“A Gestamp tem sido um grande parceiro nestes anos e também o cliente Vestas que recebeu a primeira nacelle produzida em nossa unidade no Ceará, certificada pela Finame II. Temos muita sorte em compartilhar com um cliente de alto nível como a Gestamp as nossas experiências, ideias de projetos e oportunidades “, disse Zamprona. A Vestas não informou os valores dos contratos. Com esses dois pedidos, a fabricante ultrapassa a marca de 1,5 GW no Brasil.

Fonte: Wagner Freire, da Agência CanalEnergia, de São Paulo, Negócios e Empresas

Setores de tecnologia e energia solar continuarão em alta em 2017

Enquanto o País vive uma das maiores recessões de sua história, a geração de energia solar e alguns serviços da área de tecnologia estão no grupo em que a crise não bateu na porta. É o que mostra a reportagem do Jornal do Commercio desta segunda-feira, 02 de janeiro.

A geração solar ocorre de duas formas: a centralizada, na qual são implantados parques para produzir uma grande quantidade de energia, e a distribuída, formada por pequenos sistemas que geram energia que compensa o consumo geralmente feito pelo dono do sistema.

No início do ano passado, a geração distribuída solar fotovoltaica tinha 1.750 sistemas no País. Até novembro de 2016, esse número subiu 6,5 mil sem incluir os dados consolidados de dezembro último, segundo o presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia. Foi um crescimento de 270%.

“Isso demonstra claramente que a geração distribuída solar fotovoltaica avança mesmo em tempos de incertezas econômicas e políticas no País, comprovando sua solidez como uma tecnologia de grande potencial e oportunidade real de redução de custos para a população e as empresas brasileiras”, diz Sauaia. Em Pernambuco, há 165 pequenos sistemas solares, dos quais 108 foram instalados em 2016.

A geração centralizada – com os grandes parques solares – foi impulsionada pela resolução de nº 687 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que passou a permitir a implantação de parques de geração compartilhada nos quais a energia gerada pode ser compensada na conta de vários usuários ao mesmo tempo.

“Energia elétrica, principalmente solar, deve continuar crescendo. As primeiras previsões apontam um aumento da produção agrícola brasileira nas safras de soja, milho, algodão e de feijão”, comenta o economista do Santander Rodolfo Margato. O aumento da safra de feijão traz outra coisa boa: o grão deverá deixar de ser o vilão da inflação e o preço baixar.

TECNOLOGIA

Para o presidente da Associação das Empresas de Tecnologia de Informática (Assespro-PE), Italo Nogueira, o ano de 2017 não será fácil. Mas continuarão crescendo acima da média as empresas de TIC que oferecem soluções para o mundo financeiro e na área de logística. Ele cita, por exemplo, uma das startups que mais se destacaram no Recife em 2016. “Ela desenvolveu uma solução de roteirização na área de logística que resultou numa diminuição de custo de 15% a 20% na entrega da mercadoria”, diz.

Fonte: Jornal do Commercio