Com usina fotovoltaica em Lajes, IFRN bate meta de produção energética

Na segunda-feira desta semana, dia 26 de dezembro, entrou em funcionamento a 12ª usina fotovoltaica do IFRN, a do Campus Lajes, após inspeção e autorização da Cosern. A expectativa é que o gerador forneça anualmente 85,2 MWh, cobrindo cerca de 40% do consumo anual atual da unidade de ensino. De acordo com o engenheiro eletricista do IFRN Franclin Róbias, isso representará uma economia de no mínimo R$ 28,9 mil na despesa bruta com o fornecimento de energia elétrica. “Além do benefício econômico, cerca de 11 T/ano de CO2 deixarão de ser lançados na atmosfera”, completa.

Este é o 12º gerador fotovoltaico instalado no Instituto. “Assim a Instituição fecha 2016 batendo a meta com a expressiva marca de 1,2 MWp fotovoltaico distribuídos no estado, potência superior à da maior usina fotovoltaica em operação no RN, a Usina Fotovoltaica Alto do Rodrigues (UFVAR), com 1,1 MW, pertencente à Petrobras”, comemora o engenheiro.

Para o professor Alexandro Vladno, que já foi coordenador do curso Tecnólogo de Energias Renováveis do Campus João Câmara e hoje é diretor acadêmico do Campus Lajes, a experiência do IFRN com as usinas fotovoltaicas é um exemplo para todo o país. “Além de contribuirmos com a diversidade na produção de energia, ainda oferecemos um espaço de pesquisa para nossos estudantes e professores. Isso tem atraído a atenção de profissionais e outros pesquisadores da área, comentou.

USINAS FOTOVOLTAICAS NO IFRN

Em 2017, serão instalados minigeradores de 110 kWp nos campi Natal-Zona Norte e Santa Cruz. Mossoró também será contemplado com um gerador de 137,5 kWp. A expectativa da Diretoria de Engenharia do Instituto, focada na sustentabilidade, é conseguir contratar, ainda em 2017, usinas de energia solar para todas as outras unidades do IFRN. Hoje, além do Campus Lajes, há usinas na Reitoria e nos campi Caicó, Canguaretama; Ceará-Mirim; Currais Novos; João Câmara; Natal-Central; Parelhas;  Pau dos Ferros; São Gonçalo e São Paulo do Potengi.

Com potência instalada de 50 kWp, o gerador do Campus Lajes seguiu o mesmo projeto do equipamento instalado no Campus Parelhas (em 2015), composto de 200 painéis solares policristalinos de 250 Wp (Watt pico), da Canadian Solar, ocupando área de 320m² sobre a cobertura do prédio principal. Dois inversores trifásicos de 27 kW, modelo Trio da ABB, realizam a conversão da energia gerada em corrente contínua para corrente alternada, utilizada pelas cargas elétricas da unidade.

O IFRN foi a primeira instituição pública do estado a aderir ao sistema de compensação de energia regulamentado pela Resolução Normativa 482/2012 da ANEEL. Conforme a REN 482/2012, um consumidor de energia elétrica que instale pequenos geradores em sua casa, condomínio ou empresa (como, por exemplo, painéis solares fotovoltaicos e pequenas turbinas eólicas) pode utilizar a energia gerada para abater o consumo de energia elétrica da unidade. Quando a geração for maior que o consumo, o saldo positivo de energia poderá ser creditado na fatura dos meses seguintes.​

Fonte: Novo Jornal

Brasil e Comissão Europeia devem desenvolver biocombustíveis avançados

Por Camila Souza Ramos | Valor Econômico

Uma parceria público-privada entre Brasil e Comissão Europeia realizará pesquisas para desenvolver biocombustíveis avançados. O projeto BioValue – Valorização de Cadeia Produtiva foi selecionado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e contará com a participação de pesquisadores de 11 universidades públicas e das empresas Petrobras, Embraer, Boeing, Fibria, Klabin e Valmet.

O objetivo do projeto é desenvolver novos sistemas agrícolas, considerando a diversificação de culturas e resíduos lignocelulósicos para a produção de biocombustíveis. A pesquisa também visa aprimorar a logística e os processos de conversão eficientes para as biomassas, incluindo as rotas bioquímicas e termoquímicas. Isso, além de avaliações integradas da sustentabilidade técnica, econômica, ambiental e social das cadeias de valor.

A pesquisa será coordenada pelo pesquisador Antonio Bonomi, do Laboratório Nacional de Ciência e Tecnologia do Bioetanol (CTBE) – que integra o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM).

O projeto foi aprovado na chamada de propostas conjunta da Comissão Europeia, Fapesp, Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC) e Conselho Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap).

Eólica: Brasil ultrapassa a marca dos 10GW em operação comercial

O Brasil atingiu a expressiva marca dos 10,057GW de energia eólica em operação, distribuídos em 409 parques por todo o território nacional. O resultado ocorreu na última terça-feira, 27 de dezembro. Os dados são do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE).

A marca foi atingida com a entrada em operação do parque eólico Ventos de Santo Augusto VIII com capacidade instalada de 18,4MW, localizado no município de Simões, no Piauí, e dos parques Aura Mangueira VII e Aura Mirim II, com 24MW e 30MW de capacidade, respectivamente, instalados em Santa Vitória do Palmar, no Rio Grande do Sul.

Liderança

O estado do Rio Grande do Norte permanece como líder nacional em geração eólica com 119 parques produzindo 3,227 GW de energia.

Confira a seguir o ranking completo:

 

Fonte: CERNE/SEERN/ANEEL

Fonte: CERNE/SEERN/ANEEL

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: CERNE Press

Energia eólica deu certo no Brasil, mas corre risco de recuar

No dia 11 de outubro, 48% da energia elétrica consumida na Região Nordeste foi gerada por usinas eólicas — um recorde. Em meio à pior crise hídrica da história da região, a energia produzida pelo vento está ajudando a abastecer milhões de nordestinos, evitando, por ora, o risco de racionamento. Em 2013, essa fonte era responsável por menos de 5% da energia da região. No Brasil, a energia eólica já representa 7% da matriz elétrica — fatia superior à soma das participações da energia nuclear e da gerada por carvão mineral.

Apesar do rápido crescimento das eólicas nos últimos anos, os empresários do setor nunca estiveram tão pessimistas em relação ao futuro. “O setor vive um nível de incerteza inédito. Devido à pouca demanda nos leilões, o mercado pode ter uma grande queda em 2019 e 2020”, afirma o consultor Brian Gaylord, da dinamarquesa Make, especializada em energias renováveis. “Isso causa muita preocupação em toda a cadeia produtiva.”

Desde que começou a ganhar força no país, em 2009, a energia eólica entrou na agenda positiva do governo. É fácil entender o motivo: ela é limpa, competitiva e sua implantação é mais rápida do que quase todas as outras fontes. Sua capacidade de geração cresceu de 600 megawatts para os atuais 10 gigawatts — expansão de mais de 1 000% em sete anos. Foram mais de 48 bilhões de reais de investimento no período.

Com as exigências de conteúdo nacional do BNDES para conceder financiamentos de longo prazo, uma grande cadeia produtiva cresceu em torno das encomendas para a implantação dos 741 parques eólicos previstos no país até 2020. O impulso ao setor foi dado pela crise financeira que derrubou mercados mundo afora em 2008. No ano seguinte, quando ocorreu o primeiro leilão no Brasil exclusivo para a eólica, a baixa demanda energética nos países desenvolvidos gerou ociosidade nas fábricas de componentes eólicos.

Sem muitas alternativas, gigantes multinacionais aceitaram os termos do BNDES e investiram bilhões de reais para nacionalizar sua produção no Brasil. Hoje há seis fabricantes de turbinas eólicas no país, entre elas a dinamarquesa Vestas, a americana GE e a espanhola Gamesa, e quatro fabricantes de pás, como a brasileira Tecsis. Juntas, elas têm capacidade anual para produzir equipamentos para gerar 3 gigawatts de energia, ou 20% da potência da usina hidrelétrica de Itaipu.

Com a desaceleração da economia, no entanto, a demanda energética caiu — e as empresas quebram a cabeça agora para encontrar uma saída para o excesso de capacidade produtiva. Para funcionar bem, o mercado de energia elétrica exige previsibilidade e planejamento. A razão é simples: o setor trabalha com antecedência de três a cinco anos. Ou seja, os projetos contratados em 2016 serão entregues, no mínimo, em 2019.

Por isso, a maioria dos fabricantes de componentes tem encomendas até o início de 2018 e a capacidade instalada ainda crescerá nos próximos dois anos como reflexo, em grande medida, das contratações de 7 gigawatts em leilões realizados em 2013 e 2014 — as maiores até agora. No ano passado, porém, a contratação caiu para 1,1 gigawatt. E, neste ano, está marcado para 19 de dezembro o único leilão para eólicas de 2016.

“Se a contratação continuar baixa por mais dois anos, corremos o risco de um colapso na cadeia de fornecedores”, diz João Paulo Gualberto, diretor de novas energias da catarinense WEG. “Quem veio atender ao conteúdo local com fábricas de baixo investimento pode facilmente ir embora.”

Vacas magras

Entre empresários do setor, a expectativa é que a contratação deste ano fique no mesmo patamar de 2015. “O cenário é desafiador, mas não catastrófico”, diz Élbia Gannoum, presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica. Para o governo, é preciso tomar cuidado para não inflar artificialmente o setor. “Não vai haver ruptura da cadeia, mas será um período de vacas magras”, afirma Eduardo Azevedo, secretário de Planejamento Energético do Ministério de Minas e Energia.

A crise atual, segundo especialistas, poderá acelerar o movimento de concentração do setor. Na área de turbinas, é consenso que há excesso de fabricantes — apenas quatro teriam espaço para atuar no país. Entre as produtoras de pás eólicas, a Tecsis já fechou duas fábricas neste ano e demitiu 1 500 funcionários.

Segundo fontes do mercado, a Tecsis teria ajustado sua produção não somente pela diminuição da demanda mas também em consequência da compra da francesa Alstom e da fabricante de pás LM pela GE, maior fabricante de turbinas do país. A incorporação dessas duas empresas pela GE já gerou o cancelamento de pedidos para a Tecsis.

Além da desaceleração da demanda, o setor enfrenta dificuldade para financiar seus empreendimentos. Falta de recursos, ao que parece, não é problema. Desde 2015 o BNDES destinou mais de 14 bilhões de reais a projetos eólicos. O problema é o hiato entre a contratação no leilão e a liberação dos recursos, o que pode demorar até 24 meses. Com isso, muitas usinas entram em operação sem o financiamento do banco.

Para contornar o problema, investidores costumam contratar empréstimos-ponte — a um custo maior — em bancos comerciais até conseguir a liberação do BNDES. Neste ano, com a transição do comando do banco e o aperto no mercado de crédito, a situação ficou mais difícil. “Se o recurso demora a chegar, há desaceleração ou até paralisação das obras”, diz José Roberto de Moraes, presidente da Atlantic Energias Renováveis, que investe em parques eólicos no país.

Apesar das incertezas, no longo prazo o Brasil é visto como um dos mercados mais promissores do mundo. Em setembro, o país ratificou seu compromisso com o Acordo de Paris de cortar 37% das emissões até 2025, o que incentiva as energias renováveis. Além disso, o plano decenal do governo prevê ampliar a energia eólica para 24 gigawatts até 2024. “É ingênuo acreditar que a queda de demanda ocorra sem dores”, diz Mauro Cruz, executivo da área de renováveis da GE. “Mas essa é uma oportunidade para melhorar a produtividade e diminuir o custo da energia.” Com um cenário de ajuste no horizonte, resta saber quem vai sobreviver para tocar esses projetos.

Fonte: Luciano Pádua | Exame

Capacidade instalada de geração elétrica do Brasil atinge 148.555 MW

Em outubro, a capacidade instalada total de geração de energia elétrica do Brasil atingiu 148.555 MW. Comparando-se com outubro de 2015, foram acrescentados no período 9.283 MW, sendo 5.215 MW de geração de fonte hidráulica, 2.980 MW de fonte eólica, 1.087 MW de fontes térmicas e 2 MW de fonte solar.

Entre as fontes renováveis, a fonte eólica foi a que apresentou maior crescimento percentual, atingindo 44% de evolução na comparação com o mesmo mês do ano passado. A capacidade instalada de geração a partir dos ventos é de 9.660 MW, oriundos de 395 usinas eólicas no Brasil. Com o montante atual, a energia eólica já representa 6,5% da matriz de capacidade instalada, o que mostra a gradativa inserção dessa fonte em nossa matriz.

Em relação à produção de energia elétrica, a geração hidráulica correspondeu a 69,1% do total no do país em setembro de 2016, 1,4 p.p. inferior ao verificado no mês anterior. A participação da fonte eólica alcançou 8,0%. Já a participação de usinas térmicas se manteve estável. De outubro de 2015 a setembro de 2016, produção acumulada de energia elétrica no Brasil atingiu 541.306 GWh.

Com relação à expansão no mês de outubro, entraram em operação 394,68 MW de capacidade instalada de geração, 65,0 km de linhas de transmissão e 100 MVA de capacidade de transformação na Rede Básica. Em 2016, a expansão do sistema totalizou 7.745,2 MW de capacidade instalada de geração, 4.137,4 km de linhas de transmissão de Rede Básica e conexões de usinas e 9.247,0 MVA de transformação na Rede Básica.
Fonte: Canal Energia

Aneel libera funcionamento de 10.500Kw para eólica Santa Mônica, no RN

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) liberou nesta segunda-feira (22) a entrada em operação comercial de mais cinco turbinas do parque eólico Santa Mônica, instalado no município de Touros, Rio Grande do Norte. São 10.500 kW agregados ao parque e que agora alcança a potência instalada de 29.400 kW.

No início de dezembro a CPFL Renováveis, empresa detentora da usina eólica, comemorou a marca de 2 GW de capacidade instalada no Brasil, com a entrada total em operação dos complexos eólicos Campo dos Ventos e São Benedito, também instalados no RN. O estado continua como líder isolado em potência instalada e geração de energia elétrica através dos ventos.

Fonte: SEERN Press

Fator de disponibilidade de eólicas e térmicas com CVU nulo ficará suspensa em 2017

Sueli Montenegro, da Agência CanalEnergia,

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica foi autorizada a suspender, em 2017, a aplicação do Fator de Disponibilidade na contabilização da energia de usinas eólicas e termelétricas inflexíveis com Custo Variável Unitário nulo, que tiveram a garantia física estabelecida em legislação especifica. A decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica deverá ser considerada para 15 usinas eólicas e 48 térmicas com F-Disp inferior a 1,ou seja, abaixo de 100% da disponibilidade de geração para o ano que vem. A CCEE vai adotar o valor 1.

As Regras de Comercialização de Energia Elétrica estabelecem que o cálculo da garantia física apurada – que corresponde à energia produzida por cada usina – será feito a partir da aplicação do fator de disponibilidade sobre a garantia física estabelecida para o empreendimento. Os valores são publicados pela CCEE até o dia 31 de agosto de cada ano, e valem para o ano seguinte.

No mês passado, a Câmara de Comercialização solicitou orientação da Aneel sobre o procedimento a ser adotado em relação ao fator de disponibilidade das termelétricas a biomassa com CVU nulo. Havia o receio de que, com a revisão das garantias físicas dessas UTEs a partir de janeiro de 2017, houvesse uma “possível degradação em duplicidade dos montantes” definidos para os empreendimentos. A revisão dos valores da energia destinada à contratação foi definida em setembro pelo Ministério de Minas e Energia para quatro usinas eólicas, e em outubro para 51 UTEs a biomassa.

EPE publica nota técnica sobre cancelamento do leilão de energia de reserva 2016

Certame seria realizado na última segunda-feira, 19

A Empresa de Pesquisa Energética publicou nota técnica sobre a contratação e o cancelamento do leilão de energia de reserva, que seria realizado na última sexta-feira, 19 de dezembro. A nota apresenta os aspectos conceituais que norteiam a estimativa da necessidade de contratação de energia de reserva e explica razão do cancelamento do certame.

Clique aqui para visualizar a nota técnica.

Fonte: Pedro Aurélio Teixeira, da Agência CanalEnergia,

Governo brasileiro prepara incentivo para biocombustíveis

As ações do Brasil para cumprir as metas climáticas acertadas na COP 21, realizada no ano passado em Paris, começam a tomar forma. O País se comprometeu a cortar em 43% as emissões de gases do efeito estufa (GEEs) até 2030, tendo como base as emissões de 2005. Uma das propostas envolve biocombustíveis, principalmente o etanol, e deve integrar o RenovaBio, programa do governo federal lançado esta semana que pretende impulsionar a produção de combustíveis não fósseis.

A ideia é fixar um limite para o lançamento de poluentes na atmosfera e, a partir daí, aumentar o uso de fontes renováveis para que o teto de emissões, calculadas em toneladas de gás carbônico equivalente, seja respeitado.

Na última terça-feira, a presidente da União da Indústria de Cana de Açúcar (Unica), Elizabeth Farina, disse, no evento realizado no Ministério de Minas e Energia (MME), em Brasília, que o modelo apresentado pelo setor sucroenergético prevê que os agentes privados tenham metas individuais, não podendo ultrapassar o teto de emissões definido pelo governo. “As empresas distribuidoras (de combustíveis) terão de, gradativamente, ampliar a participação do etanol em relação à gasolina, de forma a cumprir suas metas anuais”, afirmou.

Inspirado em projetos já adotados nos Estados Unidos, como o Renewable Fuel Standard (RFS), esse programa de controle de emissões valeria para o volume de biocombustíveis destinado à frota de veículos leves, o que inclui motocicletas, automóveis e caminhonetes. Assim, para que as emissões desses veículos se reduzam ao longo dos anos, mais etanol terá de ser distribuído pelas companhias.

“Esse mecanismo inclui vários tipos de energia renovável e outras que possam surgir daqui para a frente. Além disso, teríamos metas anuais ou bianuais (de redução de emissões de GEEs). Trata-se do método menos intervencionista”, explicou Elizabet ao Broadcast Agro, serviço de notícias do agronegócio em tempo real do Grupo Estado. A intenção é que a proposta entre em vigor em 2019, após toda a tramitação do RenovaBio.

Sustentabilidade

Ainda em fase de elaboração, o RenovaBio é um programa do governo federal que tem como horizonte o ano de 2030. Entre as premissas do projeto está a definição do papel dos biocombustíveis na matriz energética e das regras de comercialização desses produtos, além do apelo à sustentabilidade ambiental e ao desenvolvimento de novas tecnologias renováveis. O RenovaBio receberá propostas até o fim do ano, vai para consulta pública no primeiro trimestre de 2017 e deverá ser encaminhado como projeto de lei entre 2017 e 2018.

Representantes do setor sucroenergético chegaram a se reunir com o presidente Michel Temer na terça-feira passada para discutir o programa e apresentar a proposta que liga emissões de GEEs aos volumes de uso de biocombustíveis.

Para o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho (PSB-PE), que participou do encontro, a cadeia produtiva de açúcar e etanol foi “uma das que mais sofreram nos últimos anos” em razão de políticas energéticas que acabaram por privilegiar a gasolina. “Nosso tempo é muito curto para olhar para trás. Temos de pensar em uma agenda para o País, para o meio ambiente, para o setor sucroenergético. Temos de iniciar uma nova fase.” Segundo ele, o objetivo com o RenovaBio é “melhorar a integração entre o governo e o setor privado”.

Investimentos

A boa relação entre essas partes é de vital importância para que o Brasil cumpra suas promessas. De acordo com a Unica, o País terá de produzir 50 bilhões de litros de etanol carburante em 2030 – hoje, esse volume é inferior a 30 bilhões de litros. Para que essa expansão ocorra, a entidade avalia que será necessário construir 75 unidades produtoras de álcool, considerando uma moagem média, por usina, de 3,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra. Ao todo, o investimento seria de US$ 40 bilhões.

Na avaliação do governo, o controle de gastos pelos próximos 20 anos, estipulado pela proposta de emenda constitucional (PEC) aprovada nesta semana, não deve ter efeito sobre o RenovaBio. Ao Broadcast Agro, o diretor do Departamento de Biocombustíveis do MME, Miguel Ivan Lacerda, salientou que o programa não prevê transferência de recursos e, por essa razão, não seria prejudicado pela limitação dos gastos públicos. “O RenovaBio é uma sinalização para o mercado e pode se tornar a grande agenda microeconômica do governo.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Brasil inaugura uma das 20 maiores usinas hidrelétricas do mundo

Folha de São Paulo, com informações da AFP

A usina hidrelétrica brasileira de Jirau, entre as 20 maiores do mundo por sua capacidade de geração de energia, foi inaugurada na última sexta-feira (16), informou em Paris o grupo francês Engie, um dos acionistas junto com empresas japonesa e brasileiras.

Erguida ao longo do Rio Madeira, no Estado de Rondônia, a barragem exigiu um investimento de US$ 5,3 bilhões ao longo de sete anos de trabalho.

Equipada com 50 turbinas, a hidrelétrica tem uma capacidade instalada de geração de 3.750 megawatts, o equivalente a um quinto do que pode gerar a represa de Itaipu, ou a capacidade de quatro usinas nucleares.

Localizada a 120 quilômetros de Porto Velho, a hidrelétrica “pode garantir o crescimento industrial na região”, indica um comunicado da Engie, que detém participação de 40% no projeto, entregue em concessão por 35 anos.

Outros 40% do capital são detidos por filiais da empresa estatal brasileira Eletrobras e 20% da empresa japonesa Mitsui.

ANEEL vai licitar 7.373 km de linhas de transmissão no primeiro semestre de 2017

A ANEEL aprovou abertura de audiência pública para receber contribuições ao edital do leilão de transmissão nº 5/2016, destinado a contratar concessões de serviço público de transmissão de energia elétrica e previsto para o primeiro semestre de 2017.

Serão licitados 34 lotes de empreendimentos localizados em 16 estados: Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Paraná, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe, com expectativa de investimentos da ordem de R$ 12,7 bilhões e geração de 27.415 empregos diretos.

As instalações de transmissão deverão entrar em operação comercial no prazo de 36 a 60 meses a partir da assinatura dos respectivos contratos de concessão. Serão implantados aproximadamente 7.373 km de linhas de transmissão e 13.172 em capacidade de transformação.

Fonte: ANEEL

Pela primeira vez, usinas solares se tornam mais baratas que eólicas

Por anos, a energia solar foi considerada promissora, mas pouco competitiva por causa do alto custo de geração. Este cenário, porém, está mudando. O relatório Bloomberg New Energy Finance (BNEF), relativo ao ano de 2015, mostra que, pela primeira vez, o custo de instalação por megawatt de novas usinas solares ficou abaixo do preço das usinas eólicas. O custo de geração também está despencando. Em alguns casos, é mais barato do que a geração de energia por carvão e outros materiais fósseis.

O relatório da Bloomberg avalia o desempenho de novas fontes de energia em 58 mercados emergentes, incluindo o Brasil. Na média, o custo de instalação por megawatt de novas usinas solares chegou a US$ 1,65 milhão, cerca de um terço do valor de 2010, enquanto o custo das usinas eólicas ficou em 1,66 milhão. Embora a energia solar estivesse destinada a ficar mais barata que a eólica, por causa de avanços tecnológicos, poucos previram que isso aconteceria tão rápido.

— O investimento em energia solar passou do nada — literalmente nada —, há cerca de cinco anos, para muito — disse Ethan Zindler, diretor de análise de políticas dos EUA na BNEF. — Grande parte dessa situação se deve à China, que está desenvolvendo rapidamente a energia solar.

ENERGIA MAIS BARATA DA HISTÓRIA

Em 2016, a tendência de queda nos custos se manteve. Quando todas as finalizações de 2016 forem contabilizadas nos próximos meses, é provável que a quantidade total de energia solar adicionada globalmente supere o total de energia eólica pela primeira vez. As últimas projeções da BNEF preveem 70 gigawatts de energia solar instalados em 2016, em comparação com 59 gigawatts de energia eólica.

“Este foi um ano notável para a energia solar”, escreveu o analista Tom Randall. “Os leilões, onde empresas privadas concorrem por contratos enormes de fornecimento de eletricidade, bateram um recorde atrás do outro de energia solar barata”.

O ano começou com um contrato em janeiro para produção de eletricidade por US$ 64 por megawatt-hora na Índia, valor já considerado baixo. Mas em agosto, um contrato no Chile fixou o preço por megawatt-hora em US$ 29,10, a energia mais barata da história, aproximadamente metade do preço da geração com carvão.

Fonte: O Globo

Ministério de Minas e Energia aprova diretrizes para rodadas de leilão de petróleo e para o setor energético

Ministro Fernando Coelho presidiu a reunião, com pauta de temas relevantes

O Ministério de Minas e Energia (MME) realizou nesta quarta-feira (14/12) a 33ª Reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). O encontro foi presidido pelo Ministro Fernando Coelho Filho e contou com a presença do ministro de Planejamento, Orçamento e Gestão, Dyogo Oliveira.

Representantes dos ministérios integrantes do colegiado participaram da reunião. Esta foi a primeira reunião com a participação dos novos integrantes do CNPE, como representantes da sociedade civil e de universidade brasileira, respectivamente, Plínio Nastari e Ivan Camargo.

Na abertura da reunião, o ministro fez um balanço sobre as ações do MME sob sua gestão e desejou boas-vindas aos novos integrantes. “Apesar de tanta turbulência que o país está vivendo, o MME, junto com o Planejamento, Casa Civil, e Fazenda, que são os Ministérios que dialogamos mais, conseguimos uma série de ações de pautas bastante positivas nesses primeiros sete e oito meses”, destacou o ministro.

Entre as principais deliberações do colegiado e definições da reunião de hoje estão a aprovação em questões referentes às rodadas de petróleo do ano que vem; definição de diretrizes para o setor de gás natural; definição de preço mínimo do barril de petróleo para fins de apuração de royalties; e sobre modelos computacionais do setor elétrico.

Um dos destaques foi a inclusão de dez blocos de águas ultra-profundas na 14ª. Rodada, localizados na porção norte da Bacia de Campos, com elevado potencial. A ANP publicará os mapas relativos a essa rodada. Também foram divulgadas as regras quando à unitização e de conteúdo local.

Durante o CNPE, os membros debateram ainda as recentes revisões nas projeções de crescimento da demanda de energia elétrica para 2017. Diante do cenário atual exposto, foi decidido que o 2º Leilão de Energia de Reserva de 2016, previsto para ser realizado na próxima segunda-feira (19/12), será cancelado.

Ao final da reunião, o secretário-executivo do MME, Paulo Pedrosa, e o secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis, Márcio Félix, explicaram os principais pontos da reunião à imprensa. Pedrosa destacou que foi uma reunião muito intensa, com grandes avanços para o setor.

Confira abaixo os principais pontos deliberados no CNPE, que objeto de resolução ou encaminhamento pelo colegiado:

Mudança das datas de início da alteração dos percentuais de biodiesel adicionado ao Biodiesel

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, em reunião realizada nesta quarta-feira (14 de dezembro de 2016), a Resolução que estabelece nova data para início da vigência da mistura de biodiesel ao diesel, conforme cronograma previsto na lei  13.263/ 2016.

De acordo com a resolução, será antecipado para 1o. de março de cada ano a data de início da vigência dos novos teores da adição obrigatória de biodiesel ao diesel.  As datas são:

  • 01/03/2017 início do B8;
  • 01/03/2018 inicio do B9; e
  • 01/03/2019 início do B10

O objetivo da medida é evitar a coexistência de dois diferentes percentuais da adição em um mesmo mês, dificultando a fiscalização.

Diretrizes para acordos de individualização da produção envolvendo áreas não contratadas

O CNPE aprovou Resolução que estabelece diretrizes para os procedimentos de individualização da produção em situações onde as jazidas de petróleo e gás natural se estendam para áreas não contratadas.

As principais regras aprovadas foram:

  • O CNPE decidirá a contratação das áreas não contratadas internas ao polígono do pré-sal. A regra geral nesses casos será a realização de licitações e em caso de não contratação, será realizado procedimento simplificado.
  • Nas áreas externas ao polígono do pré-sal, a ANP fica autorizada a licitar essas áreas.
  • Quanto às regras de conteúdo local nas áreas não contratadas, será aplicado o mesmo percentual aplicável na área sob contrato adjacente.
  • Enquanto não houver a contratação, o operador da área individualizada será o operador da área sob o contrato adjacente.

A individualização da produção de petróleo, de gás natural e de outros hidrocarbonetos fluidos é um instituto jurídico mundialmente adotado e eficaz para evitar a produção predatória de jazidas petrolíferas que se estendam além da área outorgada.

O estabelecimento de critérios para os procedimentos de individualização da produção (unitização), nos casos de jazidas que se estendam para áreas não contratadas (a partir de blocos já concedidos, cedidos onerosamente ou sob o regime de partilha de produção), é necessário para a continuidade das atividades de exploração e produção em muitas dessas áreas, destravando uma série de investimentos que se encontram praticamente paralisados atualmente.

Essa diretrizes viabilizarão novos investimentos para o setor, com o consequente aumento da produção e das receitas governamentais.

Diretrizes estratégicas para o setor de Gás Natural

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou, em reunião realizada nesta quarta-feira (14 de dezembro de 2016), a Resolução que estabelece as diretrizes para o desenho de novo mercado de gás natural, bem como cria o Comitê Técnico para o Desenvolvimento da Indústria do Gás Natural, no âmbito da iniciativa Gás para Crescer.

A Resolução submetida ao CNPE é resultado da análise das contribuições recebidas durante o processo de consulta pública. Ficaram definidas as premissas e diretrizes estratégicas para o setor de gás natural, tais como adoção de boas práticas internacionais; atração de investimentos; diversidade de agentes; maior dinamismo e acesso à informação;  e respeito a contratos.

Dentre as diretrizes estratégicas, estão a promoção de maior transparência e da redução dos custos de transação; estímulo à concorrência e à formação de mercado de curto prazo e secundários; reforço da separação entre as atividades potencialmente concorrenciais; acesso não discriminatório de terceiros aos gasodutos de escoamento, UPGNs e Terminais de Regas; aperfeiçoamento da estrutura tributária do setor de gás natural no Brasil; harmonização entre as regulações estaduais e federal; promoção da integração entre os setores de gás natural e energia elétrica.

Também fica criado o Comitê Técnico para o Desenvolvimento da Indústria do Gás Natural (CT-GN), para transição gradual, segura e célere, com prazo de 120 dias para apresentar proposta de medidas a ser encaminhada ao Congresso Nacional para aprimorar o marco legal do gás natural.

O Comitê será composto por representantes dos diversos órgãos do Governo Federal e de associações e agentes da indústria do gás natural, da sociedade civil e da universidade brasileira.

A iniciativa Gás para Crescer foi lançada pelo Ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, em 24 de junho de 2016, a partir da observação da atual conjuntura do setor de gás natural, em especial no que diz respeito à redução da participação da Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras) e o consequente ingresso de novos agentes privados, ao mesmo tempo em que se apresenta como uma grande oportunidade de investimento.

4ª Rodada de Áreas com Acumulações Marginais de O&G

O CNPE aprovou a inexigibilidade de Conteúdo Local obrigatório para a 4ª Rodada de áreas com acumulações marginais de petróleo e gás natural.  Considerando-se o perfil de empresas atuantes nas áreas de acumulações marginais (nacionais e de pequeno e médio porte), bem como o montante de investimentos requeridos para a operação nessas áreas de economicidade marginal, muitíssimo mais baixo que aqueles de outras áreas onshore, considera-se que sejam desproporcionais as exigências de conteúdo local para esses atores e para a cadeia de fornecimento que atende a esse segmento, nos moldes daqueles praticados para os demais contratos de concessão.

Por se tratarem de campos marginais, o conteúdo local nessas atividades já é bastante elevado, e exigências de conteúdo local (como certificações e processos de apurações do percentual) dificultariam a viabilidade de exploração desses campos.

14ª Rodada de Licitações de Blocos Exploratórios

O CNPE aprovou Resolução que autoriza a ANP a realizar a 14ª Rodada de Licitações de blocos para a exploração e produção de petróleo e gás natural segundo as regras da Lei nº 9.478, de 1997, na modalidade concessão. Para esse certame foram selecionados 291 blocos exploratórios, distribuídos em 29 setores, de 9 bacias sedimentares, localizadas em áreas de interesse dos estados do Maranhão, Piauí, Rio Grande do Norte, Alagoas, Sergipe, Bahia, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Foi aprovada a inclusão de 10 blocos de águas ultra-profundas, localizados na porção norte da Bacia de Campos, com elevado potencial. A ANP publicará os mapas relativos a essa rodada.

O pré-edital e a minuta de contrato deverão ser publicados no início de 2017, visando à realização das ofertas no terceiro trimestre do mesmo ano. Estima-se que as áreas que venham a ser arrematadas nessa Rodada poderão no primeiro momento contribuir para a geração de emprego e renda para as populações locais e, no caso de descoberta de recursos petrolíferos comerciais, haverá ainda o benefício aos entes federados com a arrecadação de participações governamentais, tributos e aumento da segurança energética do País.

O Conteúdo Local para essa Rodada será definido em janeiro de 2017.

Prorrogação da Fase de Exploração dos blocos offshore da 11ª Rodada de Licitações

O CNPE aprovou Resolução com recomendação à ANP para priorizar a análise das solicitações de prorrogação da Fase de Exploração dos contratos de exploração e produção de blocos localizados em mar da 11ª Rodada de Licitações vigentes no País, visando garantir o cumprimento das atividades contratadas, mesmo que com dilação de prazo. Tal medida permitirá que a sociedade não fique privada da realização de investimentos em prol do aumento do conhecimento geológico das bacias sedimentares brasileiras, que são fundamentais para a descoberta dos recursos petrolíferos.

2ª Rodada de Partilha de Produção

O CNPE autorizou a realização da 2ª Rodada de Licitações sob o regime de Partilha de Produção, que está prevista para ocorrer no terceiro trimestre de 2017. A Rodada será composta por quatro áreas com jazidas unitizáveis envolvendo áreas não contratadas à União, na região do Pré-sal, nas bacias de Campos e Santos. As áreas citadas são relativas às descobertas denominadas por Gato do Mato e Carcará, e os campos de Tartaruga Verde e Sapinhoá.

Esse certame tem grande importância em relação à continuidade dos investimentos no desenvolvimento da produção de petróleo e gás natural a partir dessas áreas. Ademais, cabe mencionar que os contratos das áreas de Gato do Mato e Carcará encontram-se com seus contratos de exploração e produção suspensos pela ANP, aguardando a definição das ações necessárias para a avaliação da parte ainda não contratada.

Conforme diretrizes da Unitização, será aplicado o mesmo percentual de conteúdo local aplicável na área sob contrato adjacente.

Diretrizes para a comercialização do óleo e gás natural da União nos Contratos de Partilha da Produção

O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) aprovou em reunião realizada no dia 14 de dezembro de 2016 a Resolução que estabelece a política de comercialização do óleo e gás natural da União.

A Resolução apreciada pelo CNPE contempla uma política de comercialização com diretrizes gerais e de caráter transitório, com vigência de até 36 meses, que permitirá à União a comercialização dos hidrocarbonetos aos quais faz jus, ao mesmo tempo em que seja adquirida a experiência fundamental para a construção de um modelo de longo prazo, que levará em conta não só as questões operacionais como também estratégicas para o interesse nacional.

A Resolução define as diretrizes gerais da comercialização, como a maximização do resultado econômico; a prioridade ao abastecimento nacional no caso do Gás Natural; a comercialização será preferencialmente em cargas combinadas; e será buscada a minimização dos riscos da União.

A resolução também define que os depósitos das receitas serão feitos à conta única do Tesouro Nacional e define os direitos e obrigações da PPSA, com mecanismos de prestação de contas da atividade.

Ainda foi definido que sejam realizados, sempre que possível, leilões de curto prazo para a venda do gás natural no mercado nacional pelo agente comercializador, a ser contratado pela PPSA.

O estabelecimento da política viabilizará a atividade de comercialização do petróleo e do gás natural destinados à União, cujas receitas advindas dessa atividade já foram consideradas no Orçamento da União na ordem de R$ 800 milhões (arrecadação estimada em 2017, já considerando valores a receber relativos aos anos de 2015 e 2016), considerando-se a expectativa de produção de hidrocarbonetos no prospecto de Libra e nas áreas unitizáveis no terceiro semestre de 2017.

Governança dos modelos computacionais

Foi aprovada pelo CNPE a proposta de governança dos modelos computacionais do Setor Elétrico, definindo as competências e diretrizes para alteração dos dados de entrada, dos parâmetros e das metodologias da cadeia de modelos computacionais utilizados pelo setor elétrico.

Entre os pontos que constam na Resolução aprovada está a definição da competência da Comissão Permanente Para Análise de Metodologias e Programas Computacionais do Setor Elétrico (CPAMP) de propor e revisar, com periodicidade não inferior a um ano, a representação do sistema físico, dos parâmetros e das metodologias dos modelos computacionais. Essas aprovações devem entrar em vigor na primeira semana operativa do ano civil seguinte, desde que aprovadas até 31 de julho. As propostas de alteração deverão ser submetidas a consulta pública.

Fica definido o novo valor do patamar da função de custo do déficit de energia, em R$ 4.650,00/ MWh (data-base janeiro/2017).

Também ficam definidas na resolução as competências da ANEEL na gestão dos dados de entrada, parâmetros e algoritmos. Por exemplo, cabe à Aneel trazer ao MME as estimativas de entrada  em operação comercial de empreendimentos que serão consideradas no planejamento.

As mudanças visam melhorar a governança da formação de preços, proporcionando mais transparência e previsibilidade aos agentes.  Esse é um movimento importante para a melhoria do ambiente para investimentos.

Definição sobre preço mínimo

O CNPE debateu a questão do preço mínimo do barril de petróleo, para fins de apuração de royalties. Os estudos apresentados pela ANP, decorrentes da audiência pública, estão sendo analisados pelo MME e serão cotejados com estudos sobre a competitividade do Brasil no cenário internacional desse setor.  Após essa etapa, serão definidas diretrizes que valorizem o preço de mercado e preservem o preço mínimo como parâmetro às transações no mesmo grupo econômico, estabelecendo antecedência e periodicidade para as revisões de regras e transição para sua implementação.

Além disso, a ANP, que tem a responsabilidade técnico-regulatória para estabelecimento de preço mínimo, deverá assegurar que todas as características ligadas aos óleos nacionais sejam consideradas.

Angra III

O MME informou ao CNPE que estão sendo concluídos por parte da Eletrobras e do MME estudos sobre a viabilidade da retomada as obras e alternativas, que serão apresentadas no início do próximo ano.

 

Fonte: Ministério das Minas e Energia

Geração de energia solar está em alta

A energia solar é a bola da vez. Dois novos empreendimentos de geração fotovoltaica compartilhada começam a operação nos dois primeiros meses de 2017 em Pernambuco. Em Gravatá, a Insole instalará a planta Solar Vencer, a primeira usina fotovoltaica no modelo condomínio solar para autoconsumo remoto. A usina ocupará uma área de 10 mil metros quadrados e terá a capacidade de geração de 4,3 milhões kW/ano. O outro projeto é a a fazenda solar Tacaimbó do grupo Global Sun instalada numa área de 300 hectares, cuja capacidade total instalada é de 200 megawatts médios. A expectativa é de geração de 310 kW nesta fase do projeto, cujo investimento previsto é de R$ 700 mil.

O parque solar da Global Sun entrará em operação em meados de janeiro. A empresa transformou uma propriedade agrícola em fazenda de geração solar fotovoltaica. O diretor da empresa, Pedro Nunes, explicou que o formato de geração compartilhada permite que os clientes (pessoas juirídica e física) contratem empresas especializadas para gerar energia num ponto distante da unidade de consumo, jogar na rede da distribuidora de energia (Celpe), e obter o desconto na conta de luz. Segundo ele, a primeira etapa do projeto vai atender a demanda de quatro clientes empresariais.

RETORNO

Pelas projeções da Global Sun, uma empresa de pequeno porte gasta em torno de R$ 200 mil para instalar um parque de geração solar fotovoltaica. O retorno do investimento é estimado em 5 anos e meio com a economia na conta de energia. Nunes explicou que o contrato de arrendamento com a Global Sun inclui a instalação e a manutenção dos equipamentos da usina. A taxa de arrendamento corresponde a 5% do valor mensal de geração. “É um investimento feito agora para se despreocupar com as oscilações de preço de energia no futuro”. A empresa oferece também projetos para pessoa física (grupos de 20 pessoas) no formato condominial com a potência mínima de geração de 50 kW/mês.

A planta Solar Vencer da Insole, em Gravatá, fornecerá energia para uma rede de academias de ginástica e outra de lanchonetes com unidades no Recife. O projeto completo prevê a instalação de 1.100 placas fotovoltaicas com a capacidade de geração de 4,3 milhões kW/ano. De acordo com o diretor executivo da Insole, Ananias Gomes, os clientes poderão acompanhar remotamente a geração de energia solar da usina. “O cliente não paga para aderir a esse novo modelo de negócio e ainda obtém descontos na sua conta de energia, garantindo o preço antecipadamente já que a energia gerada pela usina é conectada à sua rede elétrica”. A previsão de funcionamento é a segunda quinzena de fevereiro do próximo ano.

Segundo Ananias, a Insole pretende lançar no próximo ano mais 20 projetos de usinas fotovoltaicas nos municípios de Belo Jardim, Arcoverde, Garanhuns, Itacuruba e Floresta. Todos os projetos em parceria com outros investidores utilizarão tecnologia com estrutura de rastreadores solares aumentando assim a eficiência e a geração das usinas. O executivo não informou os valores dos investimentos.

Outro projeto de geração solar fotovoltaica em construção no estado é o condomínio solar Asa Branca, localizado em Caruaru. O empreendimento das empresas EngeSol Renováveis e ALS Prospecções é voltado para atender exclusivamente as unidades residenciais. Os clientes interessados comprarão lotes com a capacidade de geração de energia que varia entre 400 e 800 kWh/mensais. A expectativa é que o condomínio entre em funcionamento em três meses. A área tem a capacidade de produzir cerca de 21 mil kWh por mês, o suficiente para abastecer mais de 180 residências.

Fonte: Rosa Falcão | Diário de Pernambuco

Governo cancela leilão de energia eólica e solar

O setor de energia limpa brasileiro levará um banho de água fria no final deste ano. O leilão de reserva de energia, marcado para o dia 19 de dezembro, que contrataria apenas energia vinda de fontes eólicas e solares, será cancelado pelo Ministério de Minas e Energia.

Com isso, 2016 será um ano sem contratação para energia eólica, o que prejudica o planejamento do setor para 2019 e 2020, quando a energia contratada agora surtiria efeito na produção.

Há grande receio na indústria de que a cadeia produtiva criada no Brasil nos últimos seis anos passe por uma ruptura pela falta de demanda energética no país. De 2009 a 2014, a média contratada para energia eólica foi de 2 GW. Em 2015, apenas 1,1 GW. Agora, só em 2017.

Segundo o secretário do ministério, Paulo Pedrosa, o cancelamento do leilão foi motivado pela nova previsão de queda na demanda por energia para este ano e para o próximo ano.

Como haverá sobra de energia nas distribuidoras, o governo entendeu que não há necessidade de realizar o leilão.

O leilão de reserva é feito para atender a uma margem de segurança entre a energia contratada pelas distribuidoras e o mercado consumidor.

Fonte: Exame | Luciano Pádua e G1 | Laís Lis

 

Geração eólica tem aumento de 53% em 2016

Entre janeiro e outubro de 2016, a geração de energia eólica em operação comercial no Sistema Interligado Nacional (SIN) cresceu 52,7%. As usinas da fonte produziram 3.577 MW médios frente aos 2.343 MW médios gerados ao longo dos dez primeiros meses do ano passado. Os dados são do boletim InfoMercado mensal da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

A geração total das usinas do Sistema, por sua vez, alcançou 61.517 MW médios entre janeiro e outubro de 2016, montante 0,4% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando foram produzidos 61.258 MW médios.

Na geração eólica por estado, os dados consolidados da CCEE indicam que o Rio Grande do Norte permanece como maior produtor do país com a produção de 1.580 MW médios em outubro, aumento de 49,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Em seguida, aparece o estado do Ceará com 922 MW médios (+23,2%) produzidos, a Bahia com 824 MW médios (+52,9%) e o Rio Grande do Sul, que alcançou 760 MW médios (+33,1%) no mês de outubro.

A fonte hidráulica, que engloba usinas hidrelétricas de pequeno e grande porte, também teve incremento na produção e registrou 45.535 MW médios, volume de energia 7% superior ao registro em 2015 quando as usinas da fonte geraram 42.559 MW médios. Já a geração térmica (12.404 MW médios) teve um desempenho 24,1% inferior ao alcançado no ano passado, quando as usinas da fonte geraram 16.334 MW médios.

Fonte: Agência CanalEnergia , Operação e Manutenção

União abre crédito suplementar de R$ 1,1 bilhão para estatais de energia

O Governo Federal abriu um crédito suplementar ao Orçamento de Investimento da União de 2016 no valor de R$ 1,13 bilhão em favor de oito empresas, entre elas estão a concessionária goiana Celg-D – que foi comprada recentemente pela multinacional italiana Enel – e a Eletroacre, distribuidora que atende ao Estado do Acre. A maior parte dos recursos, R$ 1,1 bilhão, será disponibilizada para a Petrobras, segundo portaria publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 9 de dezembro, pelo ministro do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, Dyogo Henrique de Oliveira.

As demais empresas beneficiadas são: Ativos S.A – Securitizadora de Créditos Financeiros, Banco do Nordeste, Companhia de Docas do Espírito Santo, Companhia de Docas do Rio de Janeiro, Companhia Integrada Têxtil de Pernambuco. O crédito suplementar é um crédito adicional destinado ao reforço de dotação orçamentária já existente no orçamento. É autorizado por lei e aberto por decreto do executivo.

Fonte: Wagner Freire, da Agência CanalEnergia, de São Paulo, Regulação e Política

Eólicas entram em operação comercial no RN

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) liberou desde o dia 09 de dezembro a  entrada em operação comercial de 4 turbinas eólicas do parque Santa Mônica, localizada no município de Touros no Rio Grande do Norte. Cada turbina tem  2,1 MW, somando um total de 8.400 kW em capacidade instalada.
No mesmo dia, a Aneel também liberou a entrada em operação comercial  de mais uma unidade geradora, de 2,1 MW,  no parque eólico Santa Úrsula, também instalado  em Touros. O empreendimento, de propriedade da CPFL Renováveis, alcança  27, 3 MW em capacidade instalada.
Fonte: CERNE Press

Alunos do curso em gestão eólica realizam visita técnica em Guamaré

A turma do Curso de Capacitação em Gestão da Energia Eólica, oferecido pelo CERNE em parceria com a Universidade Potiguar (UnP), realizou neste sábado (10) uma visita técnica ao Parque Eólico Alegria, situado no município de Guamaré/RN. A atividade encerrou oficialmente o período letivo do curso.

Os alunos puderam conhecer de perto as instalações, tecnologias e modo de operação da usina. O parque ocupa uma área total de cerca de 1.900 hectares, na Praia do Minhoto, a aproximadamente 170Km de Natal.

Foto: CERNE

Foto: CERNE

O parque é composto por duas unidades, Alegria I e Alegria II. A unidade Alegria I é composta por 31 aerogeradores com potência total de 51,15 MW, enquanto que na unidade Alegria II agrupa 61 aerogeradores instalados com potência total de 100,65 MW.

Os 92 aerogeradores do complexo foram fabricados pela empresa dinamarquesa Vestas, líder mundial na fabricação deste tipo de equipamento.

Fonte: CERNE Press