Nordeste recebe duas novas fábricas de painéis solares

O Nordeste terá pelo menos duas novas fábricas de painéis solares, atraindo investimentos de R$ 325 milhões. Já credenciada pelo BNDES para fornecer os equipamentos com conteúdo nacional de sua unidade produtiva em Valinhos (SP, com capacidade de 180 MW/ano), a Globo Brasil levará uma linha para Camaçari, na Bahia, com investimentos de R$ 245 milhões. A companhia assinou na última quarta-feira (14/9) protocolo de intenções com o governo do estado.

A empresa pretende iniciar a operação da nova fábrica em 15 meses. O entendimento é de que instalar uma unidade na Bahia, que concentra a maior parte dos projetos solares contratados em leilões, pode ser estratégico.

Já Pernambuco, estado onde nasceu o mercado brasileiro de energia solar centralizada, receberá uma fábrica da S4 Solar, empresa que inicialmente tinha planos de levar uma fábrica de painéis para Goiás. O investimento da S4 é de R$ 80 milhões, para colocar em operação uma linha de 200 MW ao ano, a partir de fevereiro. A intenção é que, em julho, essa capacidade seja aumentada.

A linha de produção será instalada em um galpão de propriedade da Cone S.A., uma das empresas que vendeu usinas solares no leilão estadual de Pernambuco, o primeiro a contratar grandes projetos fotovoltaicos no país. A ideia da companhia era, desde a realização do leilão, em 2013, a de atrair um fornecedor de painéis para seu projeto, de 23 MWp. Isto porque, apesar de ter entrado no negócio da geração solar, a companhia tinha como core business o aluguel de espaços no complexo industrial de Suape.

Em boa hora

Os anúncios das novas fábricas chegam em um momento em que as regras de nacionalização do BNDES estão sendo discutidas. Além disso, para empresas que venderam energia solar nos leilões de reserva de 2014 e primeiro de 2015, que precisam entregar seus projetos no ano que vem, o aumento da oferta de painéis financiáveis pelo banco é positivo. Ainda são aguardadas no Brasil as unidades produtivas da Canadian Solar, que terá capacidade produtiva de 350 MW ao ano e da BYD, de 200 MW ao ano. Ambas iniciam operação a pleno vapor em 2017.

Atualmente, estão credenciadas para fornecer painéis com financiamento do BNDES, a própria Globo Brasil, e as empresas Tecnometal DYA (Campinas, SP); Minas Sol (Araguari, MG); e Sunew (Belo Horizonte, MG), embora as última tenham capacidades menores e foquem no fornecimento para projetos de geração distribuída.

Fonte: Brasil Energia

Setor de energias renováveis emprega 8,1 mi de pessoas no mundo

O setor de energias renováveis empregou mais de 8,1 milhões de pessoas no mundo no ano passado, um aumento de 5% que vai na direção contrária da tendência geral de queda do mercado, segundo relatório divulgado pela Agência Internacional de Energias Renováveis (IRENA, sigla em inglês) durante a 11º reunião do Conselho.

Na sua revisão anual do setor, a IRENA  atribuiu o aumento do emprego à queda dos custos de tecnologia e ao aumento das políticas energéticas.

No setor de energia tradicional, os produtores de petróleo vêm registrando perdas de receita desde que o preço do barril começou a cair, em meados de 2014.

China, Brasil, Estados Unidos, Índia, Japão e Alemanha foram os países que mais ofereceram empregos em energias renováveis em 2015, segundo o relatório, acrescentando que o setor de energia solar fotovoltaica continua sendo o maior empregador, com 2,8 milhões de vagas.

O setor de biocombustíveis líquidos foi o segundo maior empregador mundial, com 1,7 milhão de empregos, seguido pela energia eólica, que empregou 1,1 milhão de pessoas.

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Fonte: Future Energy Web

Enzimas promovem produção mais limpa de biodiesel

A Embrapa Agroenergia constituiu um banco de microrganismos produtores de lipases, enzimas que podem ser utilizadas na produção de biodiesel, tornando o processo mais limpo. Atualmente, as usinas utilizam um catalisador químico – geralmente, metilato de sódio – para acelerar a reação química entre óleo e álcool que dá origem ao biocombustível, além de gerar glicerina. As enzimas justamente substituiriam esse catalisador.

Líder dos trabalhos nessa área, a pesquisadora da Embrapa Agroenergia Thaís Salum explica que a adoção das lipases seria vantajosa principalmente quando o biodiesel fosse produzido com óleos ácidos, como o de dendê. Essa característica da acidez associada à presença do catalisador químico faz com que seja formado sabão durante a produção do biocombustível, dificultando inclusive a separação deste e da glicerina. Isso gera muitos problemas e reduz a rentabilidade do processo.

As indústrias que utilizam óleos não ácidos, como o de soja, também encontrariam benefícios no uso das enzimas. Elas facilitam a separação do biodiesel e geram uma glicerina de melhor qualidade, conta Thaís. Além disso, são biodegradáveis.

A condução das pesquisas na Embrapa Agroenergia prevê ainda outra vantagem: o reaproveitamento das lipases. Por isso, os cientistas estão buscando produzir essas enzimas cultivando os microrganismos em substratos sólidos, como fibras e tortas residuais da extração de óleos. As lipases, assim, ficam “presas” às partículas desses materiais, que podem ser adicionadas aos reatores de produção de biodiesel. Ao final do processo, elas podem ser retiradas por métodos simples como filtração e utilizadas em uma nova batelada de produção.

Com a recuperação das enzimas, consegue-se reduzir o custo do processo, um dos principais empecilhos atualmente para adoção desse insumo. Além disso, evitam-se as várias lavagens pelas quais o biodiesel hoje passa para remover o catalisador químico, o que gera toneladas de efluentes a serem tratados antes do descarte.

O trabalho de pesquisa com lipases na Embrapa Agroenergia já passou por uma extensa etapa de busca e seleção de fungos e bactérias que fossem bons produtores desse tipo de enzimas para produção de biodiesel. Foram avaliados dezenas de microrganismos, isolados dos frutos e do ambiente associado ao cultivo de dendê, das fibras de prensagem desse fruto, além de raízes e folhas de cana-de-açúcar e da torta de pinhão-manso.

Após análises qualitativas e quantitativas, os cientistas chegaram a três cepas de fungos e uma de bactéria com grande potencial. Agora, estão trabalhando na otimização do processo de produção de lipases a partir desses microrganismos. Nessa etapa, eles testam diferentes condições de pH, temperatura, umidade e meio de cultivo, com o objetivo de chegar à combinação de parâmetros que permite obter o máximo rendimento com o menor custo.

Numa etapa seguinte, serão avaliadas também as melhores condições de produção do biodiesel utilizando as enzimas obtidas. “As espécies de microrganismos com as quais estamos trabalhando agora estão mostrando boa atividade enzimática e, por isso, estamos com grandes expectativas de chegar a bons resultados”.

A linha de pesquisa conta com recursos financeiros da própria Embrapa e da Agência Brasileira de Inovação (Finep). Colaboram nas ações pesquisadores da Embrapa Agroindústria de Alimentos, Embrapa Instrumentação e Universidade de Brasília (UnB).

Fonte: Embrapa | Canal Bioenergia

Brasil poderá ter uma matriz 100% limpa em 2050, aponta relatório

A Coppe/UFRJ junto com o Greenpeace lançaram na terça-feira (13), o relatório (R)evolução Energética 2016. O documento faz uma estimativa para até 2050 de um Brasil com 100% de participação de fontes renováveis em sua matriz. O relatório detalha as projeções para cada setor produtivo diminuir gradativamente o uso de combustíveis fósseis até a completa eliminação, no meio do século, além de mostrar em detalhes como funcionará a operação do sistema elétrico baseado apenas nessas fontes renováveis, como eólica, biomassa, solar e energia oceânica.

O documento está dividido em cinco partes: Mudanças Climáticas e Energia; A Geração de Energia; O Setor Elétrico no (R)evolução Energética; Eficiência Energética; e Transportes e Mobilidade.

Confira:

[R]evolução Energética – 2016

 

Fonte: Portal O Eco | Sabrina Rodrigues

Governo lança 25 novos projetos de concessão para energia, transporte e saneamento

Nesta terça-feira (13), o governo federal lançou o novo pacote com 25 projetos de infraestrutura envolvendo os setores de transportes, energia e saneamento. Os projetos são a primeira leva do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI). Dentro do pacote, o Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil tem 11 empreendimentos, sendo quatro aeroportos, dois terminais portuários, duas rodovias e três ferrovias, totalizando R$ 36,6 bilhões em investimentos.

Os aeroportos que serão concedidos são o de Fortaleza, Salvador, Florianópolis e Porto Alegre. Os editais serão publicados até o fim deste ano e os leilões estão previstos para o 1º trimestre de 2017. No total, os aeroportos receberão investimento de R$ 6,5 bilhões. Na área de portos, os terminais de combustíveis de Santarém (04 e 05) e o terminal de Trigo do Rio de Janeiro terão investimentos estimados de R$ 92,6 milhões e os leilões devem acontecer no 2º trimestre de 2017.

Na área de rodovias são dois projetos, a BR-364/365 (entre Goiás e Minas Gerais) e as BR-101/116/290/386 (no Rio Grande do Sul). São esperados investimentos da ordem de R$ 14,8 bilhões. Entre as ferrovias estão a Norte-Sul (entre Tocantins e São Paulo), Ferrogrão (Mato Grosso e Pará) e a Integração Leste-Oeste (de Ilhéus a Caetité na Bahia), com investimentos de R$ 14,3 bilhões. As datas dos leilões dos trechos rodoviários e ferroviários devem ocorrer no segundo semestre do próximo ano.

Os editais começam a ser publicados no fim deste ano e todos os leilões estão previstos para o ano que vem. Embora tenha definido novos modelos de concessão para cada modal de transporte, com o objetivo de aumentar a atratividade dos negócios e facilitar o financiamento dos empreendimentos, as regras das concessões só serão definidas em detalhes com a publicação dos editais.

Conheça as principais novidades nos modelos das concessões, a agenda de lançamento dos editais e leilões e clique em cada um dos projetos para conhecê-los em detalhes:

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EPE habilita 64 projetos para o 1º Leilão de Reserva

A Empresa de Pesquisa Energética habilitou 64 projetos dos 133 cadastrados anteriormente para o 1º Leilão de Energia de Reserva, que deve acontecer no dia 23 de setembro. Do total, 47 são Pequenas Centrais Hidrelétricas e 17 Centrais Geradoras Hidrelétricas (CGHs). Essa é a primeira vez que a energia das CGHs será comercializada em leilões do governo.

Ao todo, segundo a EPE, foi habilitada uma oferta de 641 MW, mas o total de energia disponível no leilão dependerá ainda do depósito das garantias de participação, que será feito na Agência Nacional de Energia Elétrica até 13 de setembro de 2016. A energia comercializada terá início de suprimento em 1º de março de 2020 pelo prazo de 30 anos. O preço-teto estabelecido para o leilão foi de R$ 248/MWh.

Pela primeira vez, a EPE está publicando os motivos que levaram à inabilitação de projetos. No documento também é explicada a metodologia de contabilização, antes aplicada apenas às usinas eólicas e fotovoltaicas e agora estendida às PCHs e CGHs, com o objetivo de minimizar o risco do negócio. Por essa metodologia, o empreendedor terá maior flexibilidade na geração de energia, sendo possível compensar períodos de baixa e alta produção. Para ver o documento, clique aqui.

Fonte: Carolina Medeiros, da Agência CanalEnergia, Planejamento e Expansão

CERNE lança Conselho Técnico Científico

O Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) realizou nesta terça-feira, 13 de setembro, o lançamento do seu Conselho Técnico Científico (CTC). A iniciativa tem como objetivo dinamizar ainda mais as ações do CERNE e fortalecer a discussão de estratégias na área de recursos naturais e energia.

O CTC-CERNE é formado por professores e pesquisadores de diversas instituições de ensino e PD&I (Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação) para desenvolver e realizar análises periódicas de projetos, programas e estratégias na área de recursos naturais e energia, além de dar suporte na realização de debates e ações que possam difundir o uso racional e sustentável de fontes energéticas, entre outras atividades.

Foto: Cerne Press

Foto: Cerne Press

A reunião de abertura contou com a presença do Diretor-Presidente do CERNE, Jean-Paul Prates, do Diretor-Setorial de Tecnologia, Pesquisa e Inovação e coordenador do CTC, Olavo Oliveira e dos membros integrantes do conselho.

Jean-Paul Prates explicou que a criação do conselho irá aprimorar a integração da comunidade científica e acadêmica com os setores relativos recursos naturais e energia. “Nossa proposta é promover aplicações práticas e desenvolver conjuntamente projetos específicos que interessem à indústria dos setores de energias renováveis, bioenergia, petróleo, gás, mineração, entre outros”, disse Prates.

Foto: CERNE Press

Foto: CERNE Press

Como há participantes de instituições de vários estados (RN, CE, PI, PE, PB e MA), o conselho terá a mediação do Diretor Setorial de Tecnologia, Pesquisa e Inovação do CERNE, Olavo Oliveira. “Nossa intenção é manter o fluxo de informações e a troca de idéias e tarefas constantemente ativas”, informou o diretor. Ele também ressaltou que novos membros poderão fazer parte do CTC: “Não há limite de participantes, mas a afinidade com os temas e trabalhos relacionados com eles no Nordeste Setentrional é o critério básico para participar do grupo”, explicou Oliveira.

Para o chefe da unidade do INPE no Rio Grande do Norte, Manoel Jozeane Mafra de Carvalho, “a iniciativa de integrar indústria e academia é muito rara no Brasil e esta abordagem é muito bem vinda”.

“É com grande entusiasmo e expectativa que o IFRN tem a satisfação de participar de um grupo de alto nível como este”, celebrou Alexandro Rocha, professor do Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) Campus João Câmara.

Já o professor do Departamento de Energia Elétrica da Universidade Federal do Piauí (UFPI), Marcos Lira, afirmou que o momento e a iniciativa em são pertinentes. “Nosso departamento acaba de ganhar o prêmio Desafio da Sustentabilidade, promovido pelo MEC e queremos manter discussões sobre o tema”.

Foi definido que o CERNE elaborará um cadastro de PDI visando à captação de projetos já em curso nas universidades e centros de pesquisa participantes. Então, será feita uma seleção destes projetos e encaminhados para discussão com empresas e entidades setoriais, além disso, poderão ser configurados e inscritos para editais de financiamento.

Fonte: CERNE Press

ANEEL aprova tarifa branca, nova opção para os consumidores a partir de 2018

A tarifa branca é uma nova opção de tarifa que sinaliza aos consumidores a variação do valor da energia conforme o dia e o horário do consumo. Ela será oferecida para as unidades consumidoras que são atendidas em baixa tensão (127, 220, 380 ou 440 volts, denominadas de grupo B) e para aquelas pertencentes ao grupo A optantes da tarifa de baixa tensão.  A medida foi aprovada nesta terça-feira (6/9), na reunião pública da Diretoria da ANEEL.

A partir de 1º de janeiro de 2018, todas as distribuidoras do país deverão atender aos pedidos de adesão à tarifa branca das novas ligações e dos consumidores com média mensal superior a 500 kWh. Em 2019, unidades com consumo médio superior a 250 kWh/mês e, em 2020, para os consumidores de baixa tensão, qualquer que seja o consumo.

A tarifa branca não se aplica aos consumidores residenciais classificados como baixa renda, beneficiários de descontos previstos em Lei, e à iluminação pública.

A possibilidade de optar pela tarifa branca amplia os direitos dos consumidores de energia elétrica. Da mesma forma que é possível aderir, se o consumidor perder a vantagem oferecida pela tarifa branca ele pode solicitar sua volta ao sistema tarifário anterior (tarifa convencional).

Controle do consumo. Com a tarifa branca, o consumidor passa a ter a possibilidade de pagar valores diferentes em função da hora e do dia da semana em que consome a energia elétrica.

Se o consumidor adotar hábitos que priorizem o uso da energia fora do período de ponta, diminuindo fortemente o consumo no horário de ponta (aquele com maior demanda de energia na área de concessão) e no intermediário, a opção pela tarifa branca oferece a oportunidade de reduzir o valor pago pela energia consumida.

Nos dias úteis, o valor tarifa branca varia em três horários: ponta, intermediário e fora de ponta. Na ponta e no intermediário, a energia é mais cara. Fora de ponta, é mais barata. Nos feriados nacionais e nos finais de semana, o valor é sempre fora de ponta.

Os períodos horários de ponta, intermediário e fora ponta são homologados pela ANEEL nas revisões tarifárias periódicas de cada distribuidora, que ocorrem em média a cada quatro anos. As distribuidoras deverão divulgar todas essas informações para possibilitar a opção dos consumidores pela tarifa branca.

Antes da criação da tarifa branca, havia apenas uma tarifa, a convencional, que tem um valor único (em R$/kWh) cobrado pela energia consumida e é igual em todos os dias, em todas as horas.

A tarifa branca cria condições que incentivam alguns consumidores a deslocarem o consumo dos períodos de ponta para aqueles em que a rede de distribuição de energia elétrica tem capacidade ociosa.

É importante que o consumidor, antes de optar pela tarifa branca, conheça seu perfil de consumo e a relação entre a tarifa branca e a convencional, que varia segundo a distribuidora. Quanto mais o consumidor deslocar seu consumo para o período fora de ponta e quanto maior for a diferença entre essas duas tarifas, maiores são os benefícios da tarifa branca.

A tarifa branca não é recomendada se o consumo for maior nos períodos de ponta e intermediário e não houver possibilidade de transferência do uso dessa energia elétrica para o período fora de ponta.

Para ter certeza do seu perfil, o consumidor deve comparar suas contas com a aplicação das duas tarifas. Isso é possível por meio de simulação com base nos hábitos de consumo e equipamentos do consumidor ou com o uso de um medidor, aprovado pelo Inmetro, que consiga registrar o consumo conforme os horários em que a energia elétrica é utilizada.

Para aderir à tarifa branca, os consumidores precisam formalizar sua opção junto à distribuidora. Quem não optar por essa modalidade continuará sendo faturado pelo sistema atual.

Fonte: Aneel

R​N bate novo recorde e atinge 3GW de eólica​​

Sozinho, o R​io Grande do ​​N​orte​ responde por mais de 30% de toda capacidade eólica​ instalada​​ ​no Brasil.

A marca recorde dos 3GW de potência eó​l​ica instalada  foi atingida no dia 10 de setembro, com a entrada em operação comercial do parque eólico Vila Pará I, localizado no município de Serra do Mel. O empreendimento é de propriedade da empresa francesa Voltalia. Os dados são do Departamento de Pesquisas do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE).

Com a conquista, o RN chega a uma capacidade efetiva de 3.008,76 MW, o que representa 31,86% de toda a capacidade eólica instalada no Brasil. No total, são 1.562 aerogeradores em funcionamento, distribuídos em 110 usinas instaladas por todo o Estado.

Os municípios de João Câmara e Parazinho são os que mais concentram atividade eólica, juntos eles geram mais de 1000MW em 46 parques eólicos.

Para efeito de comparação, essa capacidade de energia produzida pela força dos ventos é capaz de abastecer aproximadamente 4,7 milhões de residências mensalmente.

Ao todo, a energia eólica representa entre 10 e 12 bilhões de dólares em investimentos somente no Estado. Aproximadamente 1/3 desse valor é formado por investimentos locais.

Fonte: CERNE Press

Gigantes do setor de óleo e gás têm interesse em novos campos no Brasil

Gigantes petroleiras mundiais já sinalizaram ao governo brasileiro que pretendem voltar a investir no Brasil em novos campos caso sejam promovidas importantes mudanças regulatórias. A principal delas envolve o pré-sal, com o fim da obrigatoriedade de a Petrobras atuar como operadora única e de deter, no mínimo, 30% das áreas no regime de partilha.

Segundo uma fonte do setor, as companhias americanas se preparam para investir no pré-sal brasileiro em 2017. Já procuraram até o governo. Entre as maiores dos EUA, estão Exxon Mobil, Chevron e ConocoPhillips. “As companhias estão querendo voltar ao Brasil com força porque o pré-sal vem se mostrando muito atrativo nesses últimos anos”, disse essa fonte.

Advogados e especialistas do setor também ressaltam a maior procura pelo Brasil.”O mundo está de olho no Brasil, porque tem reservas significativas de petróleo. Todas as grandes petroleiras estão observando o país com interesse, como a Ecopetrol da Colômbia, a Total e a Statoil, entre outras, não só no pré-sal, mas em todo o potencial geológico”,  destacou Alexandre Chequer, advogado da Tauil & Chequer Advogados.

Conteúdo local

Mas, para que o país volte a atrair um volume maior de investimento no setor, empresários e especialistas afirmam que será fundamental o governo alterar a regulamentação. Além da abertura da exploração do pré-sal por empresas privadas e as novas regras para o conteúdo local, um ponto destacado é a extensão do prazo do Repetro, regime aduaneiro do setor que vence em 2019. Segundo Edmar Almeida, do Grupo de Economia da Energia da UFRJ, a renovação é importante, pois permite reduzir a carga tributária sobre os investimentos.

Sônia Agel, advogada especialista em petróleo e gás do L.O. Baptista-SVMFA, ressaltou que o fim da exigência de a Petrobras atuar como operadora única no pré-sal e a extensão do prazo do Repetro são medidas fundamentais a serem adotadas no curto prazo para voltar a estimular os investimentos na indústria petrolífera no país. Mas acrescenta que é preciso estabilidade.

“Para atrair investimentos não basta apenas acabar com o operador único no pré-sal. É preciso ter primeiro estabilidade econômica e também estabilidade regulatória. Não deveria se considerar o conteúdo local como um dos itens para declarar o vencedor de um leilão. Isto porque o parque industrial brasileiro não está preparado para atender 100% do conteúdo local. Ainda mais agora que teve uma redução da oferta desses produtos nacionais em função da crise interna e dos efeitos da Operação Lava-Jato, que atingiu muitas empresas”, destacou Sônia.

Agenda regular de leilões

O diretor-geral da Total E&P do Brasil, sócia da Petrobras em Libra, Maxime Rabilloud, disse ainda que, como a indústria petrolífera trabalha com investimentos a longo prazo, é fundamental ter regras tributárias estáveis e um calendário de leilões.

“Ter um regime tributário estável e uma agenda transparente e regular de leilões também é essencial para manter o crescimento das empresas. Mesmo diante desses desafios, o Brasil continua sendo uma região importante para a estratégia de crescimento da Total nos próximos anos”, garantiu.

Carlos Assis, sócio líder do Centro de Energia da EY (ex-Ernst & Young), lembrou que as mudanças na regulação que estão sendo feitas pelo governo trazem uma sinalização positiva para os investidores.

“Para as grandes companhias do setor, o pré-sal é uma área muito atrativa. O acordo entre a Petrobras e a Statoil é uma sinalização disso. As mudanças nas regras já deveriam ter sido feitas”, disse Assis.

Fonte: Portal O Petróleo

Ministério de Minas e Energia publica portaria cancelando leilão A-3

O Ministério de Minas e Energia publicou a portaria 453/2016  (clique aqui para visualizar) nesta quinta-feira (8), cancelando o leilão de energia A-3.

O cancelamento já havia sido anunciado no fim de agosto pelo secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do MME, Eduardo Azevedo. Ele alegou a baixa demanda de energia para não realizar o certame.

Fonte: Canal Energia

Costa Rica está há mais de 70 dias usando somente energia renovável

A Costa Rica está cada vez mais perto de bater um recorde, no mínimo, muito nobre. O país tem se mantido só com energia renovável há mais de 70 dias seguidos. São 150 dias só em 2016, segundo o órgão governamental Grupo ICE.

O recorde de 2015 é de 285 dias. No total, a Costa Rica teve 99% de suas necessidades energéticas no ano passado supridas por energia limpa.

Muito se deve, claro, à geografia local. A revista FastCompany aponta que a maior parte dessa energia vem das usinas hidrelétricas, viabilizadas pelo grande volume de chuva e muitas montanhas. Mas não é só. O país também tem diversificado com empreendimentos em energia geotérmica e solar. Natural. Uma nação não quer depender de uma única fonte, especialmente em tempos de mudanças climáticas imprevisíveis.

Em cinco anos, a Costa Rica quer ser um país neutro em carbono. E no que diz respeito à eletricidade, isso é bem possível. O problema ainda são  os carros, que se alimentam de gasolina — mudar toda a frota para veículos elétricos não seria tarefa fácil. Por isso, o governo tenta compensar de outras formas tais emissões.

A Costa Rica tem outros fatores que a ajudam a cumprir suas metas ecológicas. Não é um lugar que depende tanto da indústria. Ou seja, as necessidades energéticas são mais modestas. O consumo entre a população — mais pobre — também é menor.

As energias renováveis ​​vêm ganhando força em diversos lugares do mundo. A Alemanha já conseguiu passar dias inteiros com energias renováveis. Portugal bateu quatro dias seguidos no início do ano. Curiosamente, os países com os piores desempenhos no assunto ainda são os muito ricos, como os EUA. E como são justamente eles que usam mais energia, a situação só se complica.

Fonte: Época Negócios

Sistema de energia solar inédito pode ser instalado em Pernambuco em 2017

Um sistema de energia solar inédito no Brasil, que está sendo estudado como alternativa às hidrelétricas, pode ser implantado no semiárido pernambucano, no município de Petrolina, a partir do ano que vem. Com a ajuda de um instituto alemão, a Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) e a Universidade Federal do Ceará (UFC) pretendem construir um projeto-piloto na cidade para testar a tecnologia heliotérmica que, ao contrário dos equipamentos solares já usados no país, pode armanezar energia para ser usada, inclusive à noite.

A geração de energia heliotérmica usa o sol como fonte indireta de eletricidade. Ela funciona com um conjunto de captadores espelhados, distribuídos em uma área plana. Os espelhos se movimentam de acordo com a posição do sol e refletem os raios para uma torre – chamada de torre solar -, onde o calor é armazenado e transformado em energia. Ela é diferente da geração de energia solar fotovoltaica, já explorada no Brasil, que não é capaz de guardar o calor produzido.

“No caso dos fotovoltaicos, você teria que ter um sistema de baterias bem caro e complexo para operar. Com o armazenamento térmico é bem mais viável que a energia fique guardada em forma de calor para, no momento em que for necessária, ela ser acionada, inclusive à noite”, explica o professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) e coordenador do Laboratório de Energia Solar e Gás Natural da instituição, Paulo Alexandre Rocha.

A inviabilidade de armazenamento da energia produzida pelos painéis fotovoltaicos deu a esse sistema a classificação de forma secundária de energia, usada para complementar a matriz energética brasileira. “A fotovoltaica tem limite de aleatoriedade. Se não tiver sol ela para, então sempre tem que ter a hidrelétrica dando suporte como complementação. No caso da eólica, é muito similar. Se você não tem vento, precisa acionar turbinas da hidrelétrica para compensar a baixa produção. Já com o sistema de armazenamento térmico, as turbinas seriam acionadas em caso extremo”, informa o pesquisador.

As hidrelétricas, capazes de armazenar energia, são geradoras de 65% da eletricidade do país, de acordo com o Balanço Energético Nacional 2015, do Ministério de Minas e Energia. A intenção é mudar esse quadro, argumenta o assessor de Planejamento Estratégico da Chesf, Benedito Parente. “À medida que os recursos hídricos estão exíguos e deficitários, e até por uma questão de hidrologia estão com pouca água, se faz necessário que rapidamente a gente encontre outra alternativa para armazenamento de blocos de energia”.

Localizada no meio do semiárido nordestino, Petrolina foi escolhida pela intensidade solar acentuada, de acordo com Benedito Parente. “A maioria do território brasileiro tem vocação, mas o semiárido tem ainda mais”, reforça. Para ele, a energia solar heliotérmica é “uma grande esperança para a produção enérgetica do futuro, uma das mais atraentes”. O projeto terá tamanho reduzido, compatível com um projeto de pesquisa, mas a intenção da Chesf, segundo o assessor, é descobrir meios de produzir a tecnologia em larga escala.

Ar no lugar de fluidos

Outro ponto considerado inovador pelo coordenador do Laboratório de Energia Solar da UFC é uma variação no mecanismo de captação de calor da torre. Enquanto iniciativas de outras regiões do mundo operam essa etapa com sal fundido, a tecnologia escolhida pelos cientistas usa o ar. O nome do sistema é “receptor volumétrico aberto”, diz o professor Paulo Rocha.

“Com isso, a gente não se preocupa com grandes vazamentos. Em sistemas que usam sal fundido, às vezes você tem esse problema, porque está trabalhando com grandes variações de temperatura em tubulações onde passa um fluido líquido pressurizado”, explica o acadêmico.

Esse receptor é usado em uma usina heliotérmica piloto, construída na Alemanha pelo Instituto solar de Jülich (SIJ), parceira da Chesf e da UFC no desenvolvimento da torre solar de Petrolina, que deve ser semelhante ao modelo implantado na cidade alemã. A empresa alemã Kraftanlagen München GmbH fornecerá a tecnologia necessária.

Para que a ideia seja concretizada, o grupo tenta conseguir os recursos – cerca de R$ 45 milhões – com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), por meio da chamada pública nº19/2015 – Desenvolvimento de Tecnologia Nacional de Geração Heliotérmica de Energia Elétrica – do Programa de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico do Setor de Energia Elétrica. Segundo Benedito Parente, o prazo para receber uma resposta da agência é de até 60 dias.

Em agosto, a proposta passou por adequações a pedido da Aneel. Caso seja aprovada, começará em 2017 e será desenvolvida em 40 meses – ou três anos e meio. O estudo deve dar mais detalhes em relação ao armazenamento da energia: qual a capacidade, por quanto tempo ela pode ser “guardada”. Os autores da iniciativa também esperam descobrir a viabilidade econômica da tecnologia, ou seja, qual o custo-benefício do equipamento.

Sistema contra perda energética

O projeto de construção da torre solar não previa inicialmente a etapa de geração da energia, mas a Aneel exigiu que essa parte fosse incluída na proposta. O professor Paulo Rocha, do laboratório de Energia Solar da UFC, disse que para aproveitar a oportunidade de ganho com pesquisa e desenvolvimento de novas tecnologias, o sistema escolhido foi o Ciclo Rankine Orgânico, que tem o potencial de reduzir perdas de calor e, consequentemente, de energia. “No Brasil, até onde a gente sabe, não existe nenhuma planta que utilize”, acrescenta.

O ORC, a sigla em inglês do equipamento, é uma alternativa ao Ciclo Rankine padrão, que opera com temperatura mais alta. “O Orgânico se mostra interessante porque opera com menor calor, então consegue se adaptar em situações corriqueiras de rejeito de energia, que ocorrem muito na indústria”, compara Rocha. “Todo sistema de geração de energia elétrica com vapor, principalmente, precisa jogar calor para fora para funcionar. Isso que a gente chama de rejeito de calor. O ciclo alternativo vai viabilizar o seu aproveitamento. De alguma forma estamos conseguindo economizar recursos”, afirma.

Segundo Parente, a previsão é de que esse bloco de produção gere energia suficiente para alimentar as próprias instalações da Chesf, com a expectativa de atender inclusive ao local onde serão desenvolvidas as pesquisas do projet- piloto. A viabilidade econômica da aplicação desse sistema também vai ser estudado no decorrer dos 40 meses de trabalho.

Fonte: Sumaia Villela | Agência Brasil

Produção de petróleo e gás no Brasil bate novo recorde em julho

A produção total de petróleo e gás natural no Brasil no mês de julho totalizou 3,255 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), ultrapassando o recorde anterior obtido em junho de 2016, quando foram produzidos 3,21 MMboe/d. A produção de petróleo foi de aproximadamente 2,581 milhões de barris por dia (bbl/d), um aumento de 0,9% na comparação com o mês anterior e de 4,7% em relação ao mesmo mês em 2015. A produção de petróleo superou o recorde alcançado em junho de 2016, quando foram produzidos 2,558 MMbbl/d. Já produção de gás natural totalizou 107,2 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), superando o recorde anterior de 103,5 MMm3/d obtido em junho de 2016, o que representa um aumento de 3,5% frente a junho de 2016 e de 12,4% na comparação com julho de 2015.

Pré-sal

A produção do pré-sal, oriunda de 65 poços, foi de aproximadamente 1,060 milhão de barris de petróleo por dia (bbl/d) de petróleo e 40,8 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d) de gás natural, totalizando aproximadamente 1,317 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), um aumento de 6,2% em relação ao mês anterior. A produção de petróleo no pré-sal superou os aproximadamente um milhão de barris diários obtidos em junho de 2016 e a de gás natural ultrapassou os 38,1 MMm3 produzidos em junho de 2016. A produção total também superou o recorde do mês anterior, de 1,240 MMboe/d. Os poços do “pré-sal” são aqueles cuja produção é realizada no horizonte geológico denominado pré-sal, em campos localizados na área definida no inciso IV do caput do art. 2º da Lei nº 12.351, de 2010.

Queima de gás

O aproveitamento de gás natural no mês foi de 95,9%. A queima de gás em julho foi de 4,4 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), um aumento de 24% se comparada ao mês anterior e de 9,6% em relação ao mesmo mês em 2015.

Campos produtores

Os campos marítimos produziram 94,2% do petróleo e 76,6% do gás natural. A produção ocorreu em 8.818 poços, sendo 794 marítimos e 8.024 terrestres. Os campos operados pela Petrobras produziram 93,4% do petróleo e gás natural.

O campo de Lula, na Bacia de Santos, foi o maior produtor de petróleo e gás natural, produzindo, em média, 558,2 mil bbl/d de petróleo e 24,6 milhões de m³/d de gás natural.

Estreito, na Bacia Potiguar, teve o maior número de poços produtores: 1.074. Marlim, na Bacia de Campos, foi o campo marítimo com maior número de poços produtores: 62.

A FPSO cidade de Mangaratiba, produzindo no campo de Lula, produziu, por meio de 6 poços a ela interligados, 186,5 mil boe/d e foi a UEP (Unidade Estacionária de Produção) com maior produção.

As bacias maduras terrestres (campos/testes de longa duração das bacias do Espírito Santo, Potiguar, Recôncavo, Sergipe e Alagoas) produziram 154,1 mil boe/d, sendo 126,1 mil bbl/d de petróleo e 4,4 milhões de m³/d de gás natural. Desse total, 149,5 mil barris de óleo equivalente por dia foram produzidos pela Petrobras e 4,6 mil boe/d por concessões não operadas pela Petrobras, sendo 384 boe/d em Alagoas, 1.760 boe/d na Bahia, 58 boe/d no Espírito Santo, 2.386 boe/d no Rio Grande do Norte e 14 boe/d em Sergipe.

Outras informações

Em julho de 2016, 296 concessões, operadas por 24 empresas, foram responsáveis pela produção nacional. Destas, 81 são concessões marítimas e 215 terrestres. Do total das concessões produtoras, uma encontra-se em atividade exploratória e produzindo através de Teste de Longa Duração (TLD) e outras sete são relativas a contratos de áreas contendo acumulações marginais.

Fonte: ANP

Meirelles: investimentos previstos em infraestrutura somam US$ 269 bi até 2019

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, informou em Xangai, na China, onde participou do Seminário Empresarial de Alto Nível Brasil-China, sinais de melhoria na taxa de investimento, após a queda registrada nos últimos anos. As informações foram divulgadas há pouco pela assessoria do ministro.

“Agora, tem uma previsão de crescimento substancial. É importante mencionar que o investimento foi o primeiro setor da atividade econômica que reagiu, porque há um sinal claro de que a economia brasileira está crescendo”, disse.

Meirelles apresentou as oportunidades de investimento em infraestrutura no Brasil. Segundo ele, entre 2016 e 2019 o investimento total previsto em projetos de infraestrutura é de aproximadamente US$ 269 bilhões, divididos entre petróleo e gás, energia elétrica, telecomunicações, transporte, estradas, saneamento, estradas de ferro, aeroportos e mobilidade urbana, portos, entre outros. Outro setor citado é o do pré-sal.

Integrante da comitiva de Temer na China, Henrique Meirelles afirmou que há sinais claros de que a economia brasileira está crescendo (Foto: Beto Barata/PR)

Integrante da comitiva de Temer na China, Henrique Meirelles afirmou que há sinais claros de que a economia brasileira está crescendo (Foto: Beto Barata/PR)

O ministro integra a comitiva do presidente Michel Temer em Xangai, China, para participar da Cúpula do G20 e também para negociar a ampliação do comércio bilateral. Durante o seminário, Meirelles mostrou o potencial de crescimento da economia brasileira depois do recente período de retração da atividade.

A assessoria informou também que o ministro demonstrou a evolução dos investimentos estrangeiros diretos no Brasil. O ministro citou ainda indicadores que sinalizam para o processo de recuperação econômica do país, como a previsão do PIB de 1,6% para 2017 e 2,5% em 2018.

Oportunidades de Investimentos

Para o ministro, trata-se da exploração de campos de petróleo, “já que o Brasil tem uma vasta reserva offshore, que é o chamado pré-sal. É uma perfuração profunda, mas que tem oportunidades, de fato, substanciais.”

Henrique Meirelles disse aos presentes que o Brasil tem espaço na produção de bens e serviços, devido ao mercado de consumo amplo e em expansão, além de potencial agrícola a ser explorado. “O Brasil é hoje um dos grandes exportadores mundiais de grãos. Essa é uma área em que o país tem condições de continuar expandindo. Aqui, há uma complementaridade muito grande entre a economia brasileira e a economia chinesa”, enfatizou.

Citando o processo de substituição do governo no Brasil, o ministro afirmou que o país é seguro e estável, tanto do ponto de vista das instituições quanto para o investidor. “Não há conflitos políticos ou religiosos. Tivemos uma mudança de governo da maior importância, feita em paz e dentro das normas da constituição, segundo ritos definidos pela Justiça. As regras contratuais são sólidas, transparentes e claras. As instituições são estáveis e há movimento livre de capitais.”

Henrique Meirelles concluiu que o Brasil tem um ambiente favorável para cooperação maior entre as empresas brasileiras e chinesas. “Vamos tirar partido desse enorme mercado doméstico, de um lado, e da enorme capacidade de produção e de exportação de produtos agrícolas e minerais de outro.”

Fonte: Agência Brasil

Energia solar se torna atrativa ao reduzir contas

Bombas de combustível e carros abastecendo no pátio. Sobre o “teto” do posto, painéis fotovoltaicos garantem a energia – e economia – para fazer toda a estrutura funcionar. O Eco Posto Amigão, na zona Sul de Natal, é, segundo o empresário Emídio Melo, o primeiro do país a adotar sistema de geração de energia solar e os resultados refletem no caixa da empresa: uma redução de 90% na conta de luz, que chegava a R$ 3 mil por mês em outubro do ano passado.

“Vi essa tecnologia sendo usada em outros países e pensei porque não em Natal que temos sol ano inteiro? O investimento já se reflete em economia grande e em oito anos tiramos esse valor. Agora em setembro vou pagar R$ 150,00, ou seja, 5% do que pagava antes”, conta o empresário.

O sistema – formado por 84 placas fotovoltaicas, inversores (que transformam a energia gerada de Corrente Contínua para Corrente Alternada) e medidor bidirecional ligado diretamente na rede elétrica – custou R$ 130 mil e gera o equivalente ao consumo médio diário de 100 kW fazendo a conta despencar para menos de R$ 300 ao mês – 10% do valor antes do sistema. “O projeto foi planejado para 90%, mas dependendo da irradiação gero mais ou menos e isso se equilibra. E em caso de ter crédito posso compensar até em outro endereço, se quiser, pelo mesmo CPF”, observa o empresário. Os painéis abastecem a pista de bombas, escritório, conveniência, praça de alimentação e lojas do posto.

Assim como Emídio Melo mais usuários tem optado por gerar a própria energia. No Rio Grande do Norte, o número de unidades geradoras de energia fotovoltaica conectadas ao sistema elétrico da Cosern cresceu 4 vezes em pouco mais de um ano, segundo dados da Companhia Energética do RN (Cosern). Passando de 23 unidades geradoras [no primeiro quadrimestre de 2015] para 109 em julho deste ano – sendo 73 delas residenciais.

Ao todo, as 109 unidades [96 microgeradores e 13 minigeradores] geraram no mês de julho aproximadamente 85 mil kWh, o que representa cerca de 0,02% do consumo mensal de todo o estado. Até agosto, já são 145 projetos aprovados de energia solar junto a Cosern (94 residenciais), o que demonstra o crescimento por esta fonte de energia.

O aumento crescente do interesse nesta tecnologia se deve aos ganhos ambientais e principalmente financeiros para as empresas, observa o economista José Maria Vilar, consultor da JVilar Consultoria Empresarial Ltda., empresa que presta consultoria técnica e de crédito para instalação de sistemas de geração de energia solar fotovoltaica em empresas e também residências.

Economia

A economia gira em torno de 90% já a partir da primeira conta ao completar um ciclo inteiro de medição após a instalação do sistema e com previsão de resgate do investimento no prazo entre cinco a oito anos. A cobrança – apenas da diferença entre o que gerou e o que consumiu – é feita normalmente pela concessionária e havendo crédito a ser compensado no prazo de até 5 anos.

A economia foi o que atraiu o funcionário público Willian Rocha, 45 anos, que decidiu há um ano e meio instalar as placas fotovoltaicas no teto de casa. Todo o consumo com iluminação, quatro aparelhos de ar condicionado e uso de aparelhos eletroeletrônicos é da família é feito com geração própria.  O investimento de R$ 17 mil em 12 placas e sem demandar manutenção, segundo ele, deverá ser amortizado em mais 3 anos e meio devido aos aumentos de energia no último ano.

“Considero um investimento a medida que reduzo a conta de energia, antes de R$ 450 para R$ 160, em junho, que não usamos o ar condicionado foi ainda muito menor. E o sistema se integra a casa”, conta Willian Rocha.

Investimento vale a pena dependendo do consumo

Apesar de poder reduzir para cerca de 10% o valor da conta, é preciso avaliar o porte e o consumo antes de optar em gerar a própria energia. Segundo as empresas de instalação, devido o investimento ainda ser considerado alto – a partir de R$ 15 mil para sistemas residenciais e a partir de R$ 26 mil para empresas, dependendo do tamanho e demanda – em geral, a instalação é recomendada para contas a partir de R$ 300 mensais.

O diretor geral da Enerbras, empresa especializada em sistemas de geração de energia fotovoltaica, Helder Ferreira observa que, mesmo com a recessão da economia, a procura por sistemas  de geração fotovoltaica se mantém. A empresa responde por 40 projetos de micro e minigeração em residências, padarias, postos de gasolina, escolas e outros empreendimentos na região Nordeste e mantém uma usina, na sede em Ponta Negra. “Energia elétrica é um dos insumos mais altos no custo de produção de qualquer empresa. A possibilidade de economia proporcionada com a geração própria é a principal razão da busca ser constante”, diz.

A economia é constatada na conta de luz do mês seguinte ao início da operação e o tempo de retorno do investimento é estimado em oito anos. “Para casas com contas inferiores a R$ 200 o investimento inicial de 15 mil não compensa, acima desse valor de conta, sim é vantajoso”, esclarece ele. Com o avanço da tecnologia, ele afirma que o preço do sistema de placas já caiu cerca de 80% em dez anos.

Além disso, acrescenta José Maria Villar, da JVilar Consultoria Empresarial Ltda., optando pela energia solar distribuída, o consumidor – residencial ou empresarial -, fica livre dos reajustes futuros nas contas de energia elétrica, proporcionando o domínio sobre os custos desse insumo.

Por mais que a geração do mês ou a soma desta com créditos remanescentes seja suficiente para abater integralmente o consumo, a fatura, porém, não é  “zerada”, devido a cobrança de taxas mínimas de consumo e iluminação pública por parte da Cosern.

Procura por crédito sobe em bancos públicos e privados

A demanda para instalação de energia solar em empresas e residências cresce e impulsiona a busca por crédito nos bancos.

De janeiro a 15 de agosto, o Banco do Nordeste fechou 15 operações para fotovoltaica, que somam pouco mais de R$ 3,6 milhões com a linha FNE Sol e há em prospecções R$ 11,7 milhões.

O FNE Sol é constituído com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste para energias renováveis. Era o FNE Verde, que financiou cerca de R$ 10 milhões para investimento no Rio Grande do Norte.

“A procura pelos financiamentos do FNE Sol é crescente. Somando projetos contratados e em prospecção, temos R$ 17,5 milhões. E isso só para a energia fotovoltaica. Podemos fechar 2016 com mais que o dobro do ano passado pela linha do FNE Verde, que incluía outras fontes de geração”, afirma o superintendente regional José Mendes Batista.

O Banco Santander projeta financiar, em todo o país, 1 mil sistemas fotovoltaicos até o final do ano – sendo 60% para pessoa física e 40% empresas. Dentro da linha para projetos fotovoltaicos de financiamento a energias renováveis que, em 2015, alcançou cerca de R$ 86 bilhões. O banco não informa dados por estado.

O Banco do Brasil dispõe de linhas linhas de crédito Proger Urbano Empresarial e Proger Turismo Investimento que podem ser usadas para os investimentos de micro e pequenas empresas (com faturamento anual até R$ 25 milhões) em sistemas de geração e redistribuição de energia elétrica a partir da energia solar (fotovoltaica) ou eólica. Em 2016, até o momento, são R$ 322,2 milhões e contratadas 4.036 operações em crédito concedido para as finalidades de investimento abrangidas pelas linhas, incluindo aquisição de tecnologias renováveis.

Desafios

Apesar de existir, o crédito para geração de energia solar, segundo empresas, ainda é restrito. “Poucos bancos tem linhas próprias para energia solar. Os demais, tem outras linhas que se o cliente quiser pode financiar, mas é preciso que abram as financiamento específicos para que tenha melhores condições de prazo, taxas de juros”, afirma Helder Ferreira, da Enerbras.

O diretor da Injesolar, empresa de instalação de sistemas fotovoltaicos que atua há dois anos no mercado potiguar, Alexandre Lopes da Silva, explica que empresas buscam mais gerar a própria energia na tentativa de baratear os custos.

“Com o sistema, a prestação do financiamento fica em torno de R$ 2,5 mil equivalente a conta de energia de algumas empresas e amortizado ao final de 6 anos”, afirma.

Segundo Alexandre, o prazo entre projeto e instalação leva cerca de 3 meses – sem contar o prazo para aprovação do financiamento pela instituição bancária. “Muitos bancos só cobrem 70% do valor do projeto total e pedem garantia real, que apresente imóveis, o que tem dificultado o acesso”, disse.

Condições oferecidas

Veja detalhes sobre a oferta de crédito em alguns bancos:

BNB
As condições para acesso ao crédito do FNE Sol incluem prazo de pagamento de até 12 anos, com até um ano de carência; financiamento de até 100% do investimento e bônus de adimplência de 15%. A linha de financiamento é destinada a empresas de todos os portes e setores, produtores e empresas rurais, cooperativas e associações. Podem ser financiados sistemas completos envolvendo geradores de energia, inversores, materiais auxiliares e instalação.

Banco do Brasil
As as linhas de crédito Proger Urbano Empresarial e Proger Turismo Investimento para empresas que faturam até R$ 10 milhões por ano, financiando até 80% do valor do projeto. O limite é de até R$ 1 milhão por empresa com taxa de juros a partir de TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo) mais 4,50% ao ano (equivalente a 0,97% ao mês – taxa mínima). E prazo de pagamento de 72 meses, com até 12 meses de carência, para o Proger Urbano Empresarial. Já para o Proger Turismo Investimento, 120 meses, com carência de até 30 meses.

Santander
Linha de crédito especifica para financiar maquinas, equipamentos e projetos que promovam eficiência energética e a produção de energia renovável. Ela tem prazo de até 60 meses, com carência de até 3 meses, taxa que gira em torno de 2,2% a.m. e é contratada diretamente na empresa que fez/ofertou o projeto ao cliente final – com 157 fornecedores credenciados.

Estruturar a cadeia é um dos desafios

O Rio Grande do Norte também tem ‘geração em escala’ de energia solar (parques e usinas). Uma das vantagens para a geração em escala é que o Estado já dispõe de infraestrutura de linhas de transmissão nos parques eólicos que poderão ser usados para instalações das usinas de solar. Mas é preciso avançar  na infraestrutura de estradas e portuária para reduzir custos e promover incentivos fiscais para atração de indústrias de grande porte para o Estado.

A ampliação da geração de energia solar no país também ainda enfrenta o preço do quilowatts/hora mais caro em relação ao de outras fontes de energia e, ao contrário do visto com e energia eólica, este segmento não esteve programas de subsídios como o ProInfa e Proeolica.

O setor de geração de energia solar também sentiu o “pé no freio” com a crise econômica, segundo o coordenador de gestão de dados e estatísticas setoriais do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energias Renováveis (Cerne), João Agra Neto. Muitos dos investidores seguraram os recursos e a participação em leilões reduziu, bem como a oferta de crédito para o setor.

“Ano passado, com a crise, os bancos enxugaram os financiamentos, o volume de investimentos caiu. Mas já começa a liberar novas linhas. O recurso natural existe e é preciso desenvolver a cadeia produtiva”, disse Agra.

Políticas

Um mapeamento da cadeia produtiva de energia solar  e a implementação de políticas públicas para o setor são algumas das necessidades apontadas pela gerente Unidade de Desenvolvimento da Indústria no Sebrae-RN, Lorena Roosevelt, para que a geração no estado avance à exemplo do corrido com a energia dos ventos.

Tais medidas devem ser prioritárias, frisa ela, para aumentar a competitividade do Rio Grande do Norte em relação a estados vizinhos.

“As políticas de incentivo fiscal, melhorias de infraestrutura e logística foram adotadas nos estado de Pernambuco, Bahia e em Minas Gerais que estão a frente da geração. É preciso melhorar mais a participação do estado por meio de iniciativas como estas”, destaca.

O Sebrae, segundo ela, está em fase de prospecção para desenvolver consultoria em energia solar e realizar estudo similar ao feito com a eólica e lançado no ano passado. “A ideia é  mapear oportunidades, vendo como inserir as micro e pequenas empresas nesta cadeia produtiva e criar meios do estado  crescer neste setor”, explica Lorena Roosevelt.

BATE PAPO
Paulo Fernando Isabel dos Reis – Diretor de Tecnologias do CTGAS-ER

Como o senhor avalia a geração de energia solar no RN? 
O Rio Grande do Norte é um dos Estados do Brasil atualmente com grandes investimentos na área de renováveis, especificamente em energia eólica. Isso mostra um interesse no Estado em se destacar nessa indústria e inserir a cadeia fotovoltaica é algo bastante natural. O recurso do Estado na área solar é bastante promissor e viabiliza diversos projetos de implantação de sistemas de geração.

Que vantagens trazem para o Estado?
A Energia solar tem uma vantagem frente às outras tecnologias por ser modular. Isso faz com que possam ser instalados sistemas na ordem de Watts a MegaWatts. Isso gera não somente uma cadeia de fornecimento de equipamentos e materiais, mas também uma série de empregos nas áreas de projetos, instalação, operação em manutenção de sistemas de pequeno e grande porte.

E qual a tendência?
A tendência é que os leilões atraiam uma maior quantidade de fabricantes de componentes, mas há uma grande possibilidade de expansão do mercado de micro e mini geração distribuída, ou seja, a geração que todo consumidor residencial ou comercial já pode ter em suas unidades consumidoras.

Ainda é pequeno o número de geradores, sejam usinas ou micro e mini no RN, por quê?

Os projetos de geração fotovoltaica possuem uma vida útil de aproximadamente 25 anos. Sistemas de geração tem o seu retorno financeiro, ou seja, “pagam-se” em um período entre 6 e 8 anos do investimento. Considerando esses números, tem-se uma geração de receita pelos próximos 19 a 17 anos de funcionamento do sistema. Acredito que o número pequeno de sistema de micro e mini geração se deve à falta de disponibilidade de recurso financeiro para investir em um sistema. Sua viabilidade econômica já é justificada, um dos gargalos são as condições financiamentos específicos para essa aplicação. Tramita no Senado projeto que permite a utilização de recursos do FGTS para aquisição e instalação de sistemas fotovoltaicos que pode contribuir para uma maior disseminação.

Fonte: Tribuna do Norte | Sara Vasconcelos