A-5: Aneel e CCEE consideraram positivo o leilão

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Projetos que negociaram energia somam 375 MW médios de garantia física e R$ 3 bilhões em investimentos

Em um cenário de sobrecontratação das distribuidoras e migração de cargas para o mercado livre, já era previsto que o leilão de Energia Nova A-5 tivesse baixa demanda. O certame viabilizou 860,8 MW de potência instalada de 40 usinas, ao preço médio de R$ 238,37/MWh. Apesar disso, os agentes envolvidos avaliam como positiva a contratação, já que o evento contou com deságio de 17,47%  e os empreendimentos totalizam R$ 3 bilhões em investimentos com operação a partir de 2026.

Além do fato de que boa parte das distribuidoras estão contratadas, ainda há bastante insegurança rondando o mercado. Mesmo assim, o presidente do Conselho de Administração da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), Rui Altieri, avalia que o certame teve um bom desempenho.

“Especificamente na contratação de térmicas, nós conseguimos um deságio de 25,68%, com a comercialização de energia de usinas a biomassa. O resultado vai ao encontro do nosso objetivo de modernizar o parque brasileiro e substituir usinas mais caras por empreendimentos mais baratos”, diz.

Por outro lado, as eólicas e solares, que foram maioria no certame, tiveram os deságios abaixo da média, com 16,04% e 12,63%, respectivamente. No total, foram vendidas 20 usinas solares fotovoltaicas, que somam potência instalada de 236,396 MW, uma usina de resíduo sólido urbano, novidade no leilão, com potência instalada de 20 MW, além de sete termelétricas movidas à biomassa, com capacidade instalada de 301,200 MW, 11 projetos eólicos, que contam com 161,300 MW de potência instalada, e uma usina hidrelétrica, de 141,9 MW.

No lado comprador, apenas cinco distribuidoras apresentaram demanda para adquirir a energia oferecida pelas usinas participantes (CELPA, CEMAR, CPFL Jaguari, CPFL Paulista e Light). Com os acordos firmados, elas serão abastecidas pelos empreendimentos contratados por até 25 anos, a depender do tipo de fonte.

O gerente executivo da Secretaria Executiva de Leilões da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) André Patrus também considera que o leilão foi bem-sucedido, tendo em conta que houve a contratação de toda a demanda declarada pelas distribuidoras.

“O cadastramento dos empreendimentos pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) mostrou o interesse dos empreendedores em participar do certame e o nível de competição. Essa oferta provavelmente se refletirá em boa competição e bons deságios também nos futuros leilões”, avalia.

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