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Voltalia arremata novos projetos eólicos para o RN

O Rio Grande do Norte foi o único estado brasileiro gerador de energia eólica com projetos contemplados no leilão realizado nesta segunda-feira, 18, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A empresa francesa Voltalia, que recentemente inaugurou parques eólicos na região de São Miguel do Gostoso, no litoral Norte, arrematou dois projetos no certame. Eles garantiram, quando em operação integral, a geração de 64 megawatts (MW) de potência, com investimentos estimados em R$ 355 milhões nos próximos três anos.

Em comunicado enviado ao mercado financeiro no exterior, a Voltalia anunciou a vitória no leilão e nomeou os parques a serem construídos como Vila Paraíba II e Vila Paraíba III. Cada um deles gerará 32 MW de energia. No texto, em inglês, a empresa sediada na França informa que os contratos terão duração de 20 anos com início programado para o final de dezembro de 2020. A Voltalia relembrou que o leilão desta segunda-feira, 18, foi o primeiro desde 2015, além de ter confirmado presença no próximo certame marcado para a quarta-feira, 20.

No geral, o leilão desta segunda-feira contratou pouco e registrou deságios elevados. “O leilão contratou pouco, devido a várias limitações impostas pelo edital. Mas teve competição acirrada com deságios bem acentuados”, destacou o presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), Jean-Paul Prates. Ele acrescenta que os resultados podem melhorar no próximo leilão, marcado para esta semana.

“Na quarta-feira (20), com a realização do leilão A-6,  deverão sair mais projetos eólicos vitoriosos, pois muitas limitações do edital de hoje (segunda-feira, 18) aparecem modificadas nas regras do A-6. Isso pode garantir boas perspectivas para Rio Grande do Norte, Ceará, Paraíba, Piauí, Bahia e Pernambuco”, analisou Jean Paul Prates.

De acordo com informações publicadas pela Aneel, o leilão de geração nº 04/2017 movimentou, ao todo, R$ 5,6 bilhões em contratos, equivalentes a um montante de 39.113.822,400 MWh (megawatt hora) de energia. O preço médio ao final das negociações foi de R$ 144,51 por MWh, com deságio de 54,65% em relação aos preços-tetos estabelecidos, o que representou uma economia de R$ 6,8 bilhões para os consumidores de energia.

Negociações
Ao final das negociações, foram contratados 25 empreendimentos de geração, sendo uma Pequena Central Hidrelétrica – PCH (5 MW médios), uma Central de Geração Hidrelétrica – CGH (0,8 MW médio), uma térmica movida a biomassa (8,6 MW médios), duas usinas eólicas (35,6 MW médios) e outras 20 usinas solares fotovoltaicas (170,2 MW médios), o que soma 220,2 MW médios de energia contratada.

Ao todo, os projetos que foram contratados correspondem a 228,7 MW médios de garantia física e as usinas deverão iniciar o fornecimento de energia elétrica a partir de 1º de janeiro de 2021. O preço médio final do leilão para as usinas hidráulicas foi de R$ 181,63/MWh. No caso da usina térmica movida a biomassa, o preço médio foi de R$ 234,92/MWh, para as plantas eólicas foi de R$ 108/MWh e para as usinas solares o preço médio fechou em R$ 145,68/MWh.

Os estados com os empreendimentos contratados foram o Piauí (8 usinas), Pernambuco (5 usinas), Bahia (4 usinas), São Paulo (3 usinas), Rio Grande do Norte (2 usinas) e Mato Grosso, Espírito Santo e Goiás (1 usina).

Participaram do certame, como compradoras da energia negociada, sete concessionárias de distribuição: CEA, CEAL, Cepisa, Coelba, Copel D, EDP ES, Elektro. Os contratos são de 30 anos para as usinas hidrelétricas na modalidade por quantidade e 20 anos para as usinas a biomassa, eólicas e solares.

Fonte: Tribuna do Norte

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