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Setor solar fotovoltaico deve movimentar R$ 4,5 bilhões no país este ano

O setor solar fotovoltaico brasileiro vai movimentar mais de R$ 4,5 bilhões este ano, quando deve alcançar a marca histórica de 1 mil megawatts (MW) de projetos operacionais na matriz elétrica nacional. O aumento da capacidade instalada representa alta de mais de 11 vezes em relação aos cerca de 90 MW observados em janeiro deste ano. As projeções são da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), que espera ainda a criação de 20 mil novos empregos por conta da evolução do setor.

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O crescimento deste ano colocará o Brasil no radar dos principais mercados solares fotovoltaicos do planeta e no grupo das 30 nações que mais investem nessa fonte de energia. Porém, 2017 também concentra a entrega de projetos contratados em leilões de 2014 e 2015 e novos desenvolvimentos do setor dependem de mais parques. A expectativa é que o leilão de energia nova, em dezembro, viabilize mais empreendimentos.
Com a evolução do setor em 2017, a ABSOLAR projeta a criação de cerca de 20 mil novos empregos no País. Segundo estatísticas internacionais do setor, para cada megawatt instalado em um determinado ano, são gerados de 25 a 30 novos postos de trabalho qualificados.

“O Brasil possui um dos melhores recursos solares do mundo e, com um programa nacional estruturado para desenvolver este setor, poderá se tornar um dos dez maiores mercados fotovoltaicos nos próximos anos. Hoje já somos referência em energia hidrelétrica, biomassa e eólica e não podemos ficar para trás na área solar, cada vez mais estratégica no setor elétrico internacional”, comenta Sauaia.

Fonte: Estadão

Energia solar: ‘Não somos líderes, mas saímos da lanterninha’, diz associação

Até dezembro, o País terá o seu primeiro gigawatt (GW) vindo da energia solar

O ano de 2017 será um marco para a energia solar no Brasil. Até dezembro, o País terá o seu primeiro gigawatt (GW) vindo da energia solar. Isso significa quase uma hidrelétrica de Sobradinho, na Bahia, cuja represa está no menor nível da história. “Há hoje no mundo entre 25 e 30 países com essa capacidade instalada. Estamos longe da liderança, mas saímos da lanterninha”, afirma o presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia.

Para chegar a essa marca, foram investidos cerca de R$ 5 bilhões em toda a cadeia produtiva. Hoje, o País tem 282 MW instalados de energia solar – muito pouco para o potencial brasileiro, que é da ordem de 28.500 GW, diz Sauaia. Para se ter ideia do que isso significa, o potencial hídrico do Brasil é de 172 GW e o eólico, de 440 GW.

Efeito dos leilões realizados pelo governo nos últimos anos, o setor chegará a 2018 com 3,3 GW de potência instalada. “Se todos os projetos forem entregues na data prevista, teremos um salto importante.” Daí para a frente, no entanto, é preciso aguardar novos leilões. Em dezembro, o governo vai realizar uma disputa para contratar energia que será entregue em quatro anos, e a solar poderá participar.

Mas a crise econômica, que reduziu o consumo de eletricidade no País, atrasou a expansão da fonte, que vinha em ascensão. O dólar mais alto encareceu o preço dos equipamentos e tirou a viabilidade de alguns projetos, a ponto de serem devolvidos para o governo federal. “Mas essa foi uma decisão de poucos investidores. A maioria manteve seu plano de investimento”, diz Sauaia. No total, 250 MW (ou 0,25 GW) foram devolvidos. Nos primeiros leilões, o preço da energia solar ficou entre R$ 200 e R$ 300 o MWh.

Sauaia diz que, em alguns países, a solar já é mais barata que a eólica. Isso é resultado do avanço tecnológico, que dá mais eficiência e torna os equipamentos mais baratos. Só no ano passado, houve um incremento de 75 GW na matriz mundial, que conta com capacidade de 305 GW – o dobro de toda a matriz brasileira.

Desafio 

Por aqui, um dos principais desafios do setor é desenvolver a cadeia produtiva de forma a baratear o custo da energia, como ocorreu com a energia eólica. O presidente da Absolar diz que o cenário vem mudando e que já há cerca de 20 fabricantes no País. O difícil, no entanto, é competir com o preço dos chineses.

Apesar dos desafios, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Luiz Augusto Barroso, diz que o futuro elétrico está na energia renovável. “Daqui para a frente, não vamos ter uma expansão de geração por meio de hidrelétricas de grande porte, como ocorreu até agora.” Nesse vácuo, as novas fontes vão ganhar espaço, especialmente a eólica e a solar. “Todas tiveram um período de maturação das tecnologias que culminaram na redução de custos.”

De acordo com o Plano Decenal de Energia 2021-2026, a fonte solar deverá alcançar cerca de 7 GW no período. Barroso explica que, assim como a eólica, a solar é complementar às demais fontes, com o benefício de produzir mais no horário de pico. Mas, como são fontes intermitentes, que não produzem o tempo todo, haverá necessidade de elevar a participação das térmicas a gás na matriz elétrica para dar segurança ao sistema. “Teremos uma matriz bem mais diversificada e robusta.”

Fonte: Renée Pereira | O Estado de São Paulo

Absolar e Governo Federal alinham implementação energia solar em casas populares

O estudo desenvolvido pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), em parceria com Furnas e a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), para implementação de energia solar fotovoltaica no Programa Minha Casa, Minha Vida deve se transformar em portaria.

O anúncio foi feito pelo Ministro das Cidades, Bruno Araújo, durante um encontro na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em São Paulo, no dia 10 de agosto, com representantes da ABSOLAR, Furnas, FIESP e comitiva de entidades do setor da construção civil.

A iniciativa é fruto de análises de viabilidade e de modelos de negócio, desenvolvidas por meio de um protocolo de intenções, assinado em 2016 entre o Ministério das Cidades, Ministério do Trabalho e FIESP. Os estudos contaram com a coordenação da Fiesp e trabalhos técnicos da ABSOLAR, Furnas e demais instituições parceiras.

Foto: Absolar

Foto: Absolar

Em seu discurso, o Ministro das Cidades, Bruno Araújo, indicou que a medida entrará em vigor ainda em 2017. “Na próxima semana, realizaremos a assinatura de uma Portaria para incorporar, já a partir deste ano, a energia solar fotovoltaica no Programa Minha Casa Minha Vida”, esclareceu o Ministro.

O presidente da FIESP, Paulo Skaf, agradeceu o apoio das entidades parceiras no desenvolvimento dos trabalhos. “Esta iniciativa marca um passo rumo à renovação, à modernidade, com a incorporação de novas alternativas e geração de emprego, renda e riqueza para o nosso país”, ressaltou Skaf.

O presidente executivo da ABSOLAR, Dr. Rodrigo Sauaia, elogiou o anúncio do Ministro e destacou os benefícios da energia solar fotovoltaica ao país. “A energia solar fotovoltaica deixou de ser cara e está acessível a todas as faixas de renda, como comprovado hoje pela inserção desta tecnologia no Programa Minha Casa Minha Vida. Com um sistema de dois módulos fotovoltaicos e um microinversor será possível reduzir em até 70% os gastos com energia elétrica da população de baixa renda”, celebrou Sauaia.

Com informações da Absolar

Brasil constrói ponte para a eficiência com novas usinas solares

Em 2017, o Brasil deve ter a capacidade de produzir seu primeiro gigawatt de energia solar fotovoltaica, estima a ABSolar (associação do setor).

O montante seria suficiente para atender a cerca de 800 mil residências, de acordo com Rafael Kelman, diretor da consultoria PSR.

Se confirmado, o marco vai representar um salto gigantesco sobre os 84 MW (megawatts) registrados em 2016 pela EPE (Empresa de Pesquisa Energética), do Ministério de Minas e Energia. O número, contudo, continua tímido se comparado aos 9,65 GW de capacidade das usinas hidrelétricas em 2015, último dado disponível.

Reforço para o segmento, a EGPB (Enel Green Power Brasil), subsidiária da italiana Enel, deve colocar em funcionamento neste ano quatro parques solares, adicionando 807 MW à capacidade instalada no país.

Três das estações ficam na Bahia e uma no Piauí. As plantas de Nova Olinda (PI), com 292 MW, e Ituverava (BA), de 254 MW, serão, segundo a empresa, as maiores da América Latina. A EGPB estima que, juntas, as quatro plantas serão capazes de gerar o suficiente para atender ao consumo anual de 845 mil famílias.

A empresa venceu leilões em 2014 e 2015 e investiu cerca de US$ 980 milhões nos projetos. “A vantagem do Brasil em relação à Europa é que o maior potencial solar está em áreas semiáridas do Nordeste não aproveitáveis para agricultura”, diz Carlo Zorzoli, presidente da Enel no Brasil.

DESAFIOS

O Brasil assumiu objetivos ambiciosos dentro do Acordo de Paris, ratificado no ano passado. A contribuição do setor energético inclui expandir a participação de energias renováveis na geração elétrica, além da hídrica, para pelo menos 23% até 2030. Em 2015, a oferta hídrica representava 64% da matriz brasileira; a solar não passava de 0,01%.

Ítalo Freitas, presidente da AES Tietê, diz que a empresa tem um investimento pronto para uma planta solar de 150 MW em Ouroeste (interior de São Paulo), mas que está em espera. Isso porque o governo cancelou o leilão para energia de reserva em dezembro último, após a EPE concluir que não havia necessidade.

“Com a entrada de megaprojetos e o derretimento da demanda pela crise, o governo pode esperar para avançar com novos leilões, o que desanima o mercado no curto prazo”, diz Kelman, da consultoria PSR.

Rodrigo Sauaia, presidente da ABSolar, ressalta que a manutenção dos leilões é fundamental. “Sem eles, nada vai avançar. É preciso ter um calendário que planeje o setor por, pelo menos, cinco a dez anos.”

Em nota, o Ministério de Minas e Energia disse que está sendo estudada a realização de um leilão de reserva de fontes renováveis ainda neste ano.

Fonte: O Estado de São Paulo | Bruno Benevides e Anaís Fernandes

CERNE debate os desafios e oportunidades para energia solar

Em 2017, o mercado brasileiro de energia solar deverá comemorar a produção do seu primeiro gigawatt. A entrada em operação de novas usinas e as negociações envolvendo aquisições de empreendimentos devem expandir os números do setor, que ainda cresce aos poucos no país, mas tem muito potencial a ser explorado.

No Rio Grande do Norte, líder em geração eólica, a energia solar também engatinha no segmento. Segundo dados do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), o estado conta com 1.105 MW (megawatts) de potência em operação e espera-se mais 106 MW em potência em projetos contratados.

Além do crescimento puxado pelas usinas solares, o Brasil tem demonstrado potencial para a instalação de placas solares em residências e indústrias – a chamada geração distribuída – um segmento que tem ganhado destaque e novos adeptos, registrando um aumento de 300% em 2016, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).

O Presidente Executivo da Absolar, Rodrigo Sauaia, será um dos palestrantes convidados para discutir essas e outras questões no segundo encontro do Ciclo de Debates do Conselho Técnico-Científico do CERNE que será realizado dia 05 de maio, às 14 horas, no mini auditório do Instituto Federal de Educação Tecnológica do Rio Grande do Norte (IFRN) – Campus Central Natal.

O Ciclo de Debates tem como proposta debater os principais problemas que envolvem o setor de energia e recursos naturais, especialmente no Nordeste Setentrional, região de atuação do CERNE, buscando encontrar soluções que possam ser encaminhadas aos órgãos reguladores e executivos do setor. A iniciativa conta com a parceria do IFRN, FIERN e Sebrae/RN.

Além da Absolar, estarão presentes pesquisadores do IFRN e da Universidade do São Paulo (USP) que discutirão as oportunidades e desafios da energia solar fotovoltaica no nordeste em seus diversos aspectos – mercadológico, tributário, financeiro e regulatório – e a aplicação de sistemas híbridos, uma tecnologia inovadora no mercado brasileiro.

O Ciclo terá outras edições ao longo do ano. A programação completa está disponível no site do CERNE pelo endereço www.cerne.org.br clicando na imagem situada a direita da página inicial na sessão “Novidades”. Mais informações pelo telefone (84) 2010-0340. O evento é aberto ao publico e a entrada é gratuita.

O evento também será transmitido ao vivo pela internet através do seguinte link: https://www.youtube.com/watch?v=arJkTKnnEG8

Contribua e interaja com os debates enviando sua pergunta ou sugestão nos comentários, pelo nosso twitter (@cernebrasil) ou em nossa página no Facebook (CerneBrasil)

Fonte: CERNE Press