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Rio Grande do Norte pode chegar a 5GW de geração eólica em quatro anos

Líder nacional na geração de energia pela força dos ventos, RN vai sediar, novamenteo mais importante evento político-empresarial do setor.​

O Rio Grande do Norte deverá atingir a marca de 5 gigawatts (GW) de capacidade instalada em energia eólica nos próximos quatro anos. Segundo dados do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), o Rio Grande do Norte segue na liderança disparada no ranking nacional eólico, ​com 3.3GW de capacidade instalada em 125 parques que estão ​em operação. O resultado é quase o dobro dos números registrados pela Bahia, segunda colocada no ranking, com 1,7GW de capacidade instalada em 70 usinas eólicas.

O rápido crescimento do setor e os bons números alcançados nos últimos anos,​fizeram com que o Rio Grande do Norte se tornasse pólo da indústria eólica. É nesse contexto que o Estado recebe, nos próximos ​dias 27 e 28 de junho, o mais importante encontro político-empresarial do setor no país. O Fórum Nacional Eólico – Carta dos Ventos, que em neste ano chega à​ nona edição, será realizado no auditório da Escola de Governo, no Centro Administrativo, em Natal.

Neste ano, o evento promete superar expectativas em relação à edição anterior, que reuniu mais de 80​0 participantes em dois dias de debates que pautaram a gestão setorial energética no País até o momento. O Governo do Estado, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SEDEC) apoiou a mobilização de várias entidades empresariais do Estado.

A programação terá seções executivas, com reuniões fechadas pelas manhãs e plenárias com acesso gratuito, à tarde. “O setor eólico fica na operação e manutenção e nos licenciamentos sócio-ambientais dos parques eólicos, levando a discussão para a seara local, junto das cidades e comunidades envolvidas pelas atividades”, explica o diretor-presidente do CERNE, Jean-Paul Prates, um dos responsáveis pela realização do evento desde a sua primeira edição, em 2009.

O Fórum Nacional Eólico 2017 já conta com presença confirmada dos​ Governadores​do Rio Grande do Norte, Robinson Faria e de Pernambuco, Paulo Câmara, do ​Diretor-Presidente da CHESF, Sinval Zaidan, de​ representantes das secretarias de desenvolvimento dos Estados de Alagoas, Sergipe, Bahia e Ceará, além de parlamentares.

O evento tem como anfitrião o Governo do Rio Grande do Norte e conta com ​o apoio da ABEEólica. Conta também com o patrocínio da Força Eólica do Brasil, Ambientare, FINEP, Banco do Nordeste, Fecomercio RN​, CRN-Bio, A Lasca Arqueologia, CPFL Renováveis e New Wind Service.

A programação completa​, inscrições e participações podem ser encontradas no site: www.cartadosventos.com, e nas redes sociais das entidades participantes.

Fonte: CERNE Press

Eólicas entram em operação comercial no Rio Grande do Norte

Usinas Carnaúbas e Santo Cristo também foram autorizadas no estado

A usina eólica Reduto recebeu autorização para operação comercial das unidades geradoras UG1 a UG9, de 3 MW, totalizando 27 MW de capacidade instalada, a partir de 17 de junho de 2017, segundo despacho publicado pela Agência Nacional de Energia Elétrica na última segunda-feira, dia 19.

A usina fica localizada no município de São Miguel do Gostoso, no Rio Grande do Norte. No mesmo município, a usina eólica Carnaúbas também obteve autorização para operar comercialmente as unidades geradoras UG1 a UG9, de 3 MW, totalizando 27 MW de capacidade instalada. Outra usina a receber autorização comercial foi a Eólica Santo Cristo, que vai operar as unidades geradoras UG1 a UG9, de 3 MW, totalizando 27 MW de capacidade. O empreendimento está localizado no município de Touros, também no Rio Grande do Norte.

Fonte: CERNE/SEERN Press

Produção eólica no RN avança 39% no primeiro quadrimestre de 2017

A produção de energia eólica em operação comercial no Sistema Interligado Nacional (SIN) ao longo dos primeiros quatro meses deste ano foi 30% superior à geração no mesmo período do ano passado, no Brasil. No Rio Grande do Norte, que mantém a liderança entre os estados do país, o avanço foi de 39% no período. Os dados são da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e foram divulgados ontem. Nacionalmente, as usinas movidas pela força dos ventos produziram 3.286 MW médios entre janeiro e abril, frente aos 2.532 MW médios gerados em 2016.

Com essa expansão, a representatividade da fonte eólica em relação a toda energia gerada no período pelas usinas do sistema alcançou 5,1%. Já a fonte hidráulica, incluindo grandes usinas e as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) foi responsável por 79,4% do total, enquanto as usinas térmicas responderam por 15,4% da geração no País.

Ao final de abril deste ano, havia 414 usinas eólicas em operação comercial no Brasil, que somavam 10.517 MW de capacidade instalada, o que corresponde a uma expansão de 17,6% frente às 352 unidades geradoras existentes no mesmo mês do ano passado.

Na avaliação por estados, o Rio Grande do Norte permanece como maior produtor do País, com 1.087,6 MW médios em 2017, aumento de 39% em relação ao mesmo período do ano passado. Em seguida, aparece a Bahia com 678 MW médios (+30%), o Rio Grande do Sul, que produziu 533 MW médios (+9%), e o Ceará, com 465 MW médios (+12%).

O Rio Grande do Norte também figura com a maior capacidade instalada, somando 3.209 MW, aumento de 19% em relação ao ano anterior. O Ceará – apenas quarto colocado em geração – aparece em segundo lugar, com 1.960 MW instalados (+21%). A Bahia se manteve com 1.750 MW e o Rio Grande do Sul registra 1.682 MW (+11%).

Expansão
Só no ano passado, 81 novos parques geradores de energia eólica adicionaram 2 gigawatts (GW) à matriz elétrica brasileira, divulgou em maio deste ano a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica).

De acordo com o Boletim Anual de Geração Eólica 2016, a adição destas capacidades fez com que o setor chegasse ao final de 2016 com 10,75 GW de capacidade instalada em 430 parques. Segundo a publicação, foram gerados mais de 30 mil postos de trabalho em 2016 e o investimento no período foi de US$ 5,4 bilhões. Citando dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, a ABEEólica destaca que no ano passado a geração de energia eólica cresceu 55% em relação a 2015.

No ano passado, diz a entidade, a energia eólica gerou energia equivalente ao abastecimento mensal de uma média de 17,27 milhões de residências por mês, o que equivale a cerca de 52 milhões de habitantes. Isso significa um avanço de 58% em relação ao ano anterior, quando a energia eólica abasteceu 33 milhões de pessoas.

No relatório, a ABEEólica cita ainda dados do GWEC (Global Wind Energy Council), que mostram que o Brasil ultrapassou a Itália e ocupa agora a nona posição no Ranking Mundial de capacidade instalada de energia eólica. Já no ranking de novas capacidades instaladas no ano, Brasil caiu uma posição e está em quinto lugar.

SETOR EÓLICO
O QUE
A energia eólica aproveita a energia do vento e a transforma em energia elétrica.

COMO
Seu aproveitamento ocorre por meio de turbinas eólicas, também chamadas aerogeradores. O parque ou usina eólica é um conjunto desses equipamentos.

ONDE
Normalmente essa energia é disponibilizada no Sistema Interligado Nacional (SIN), ao qual os estados estão conectados.

QUEM
Mais de 600 trabalhadores chegam a ser empregados na fase de obras em alguns parques eólicos.

CONSTRUÇÃO
Cerca de 90% da mão-de-obra ajuda a construir os caminhos de acesso e as fundações. São pedreiros, serventes, mestres de obras, encarregados e engenheiros, por exemplo. A equipe restante faz a montagem dos aerogeradores.

INDÚSTRIA
Há oportunidades fora da obra. As fábricas de turbinas, que lideram as contratações, absorvem 37% dos trabalhadores. Fábricas de componentes ficam com 22%, a área de desenvolvedores de parques com 16% e a instalação, operação e manutenção com 11%. (FONTES: ANEEL/EMPRESAS/ESTUDO WIND AT WORK: wind energy and jog creation in the EU.)

Fonte: Tribuna do Norte com informações da Agência Estado

Regiões Nordeste e Sul se destacam na geração de energia gerada pelos ventos

Quando o assunto é energia eólica logo vem a imagem do Nordeste brasileiro. Mas a energia proveniente dos ventos pode ser gerada de qualquer parte do país. O Brasil possui ventos de ótima qualidade, acima da média. Segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), enquanto o fator de capacidade mundial está de 20 a 30%, o brasileiro passa dos 50%.

A capacidade instalada em fevereiro deste ano de energia eólica foi de 10,88 GW, o que representa em torno de 7% da matriz nacional. Atualmente o Brasil tem 419 parques eólicos em operação, destes mais de 340 estão localizados no Nordeste. Apenas no Rio Grande do Norte, um dos menores estados brasileiros com 52.811 km², tem 125 parques e gera 3,3 mil GW de energia a partir do vento.

Mas a Região Sul também se sobressai com 87 parques. O Rio Grande do Sul se destaca devido a boa qualidade dos ventos. São 73 parques distribuídos pelo Estado com a produção de 1.671,4 MW e em testes têm mais 42 MW. O estado está na quarta posição no ranking de geração. (Confira no gráfico)

Assim, segundo a ABEEólica o maior gerador de energia eólica no Brasil é o Rio Grande do Norte, seguido pela Bahia , Ceará , Rio Grande do Sul, Piauí, Pernambuco, Santa Catarina, Paraíba, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná.

Áreas de geração

Os principais polos de geração de energia são o Nordeste e Sul, sendo o primeiro responsável por mais de 70% da energia gerada por essa fonte. A energia eólica tem sido extremamente representativa para o País. Também é importante destacar a presença maciça no Nordeste de fabricantes de componentes eólicos e aerogeradores.

Em diversos momentos da história, toda a produção eólica foi responsável por suportar 10% de toda a carga do sistema interligado nacional. Para o Nordeste esse valor é ainda mais expressivo, sendo cerca 40% do subsistema é suprido por energia dos ventos.

Para a ABEEólica nos últimos seis anos, o investimento feito pelas empresas da cadeia produtiva de energia eólica 80% já é nacionalizada, foi de R$ 48 bilhões. Se contarmos de 1998 até hoje, já foram aplicados cerca de R$ 60 bilhões. Os investimentos são calculados em relação aos MW instalados.

Ainda muitos projetos estão em estudo de viabilidade nessas duas regiões e até em outras. A Associação destaca que novos projetos dependem de novos leilões do Governo Federal que ainda não tem novas datas.

Segundo o Coordenador de Gestão de Dados e Estatísticas Setoriais do Centro de Estratégias em Recursos Naturais & Energia (Cerne), João Agra, nos últimos leilões de energia os estados cresceram em número de novas contratações, isto é, de parques eólicos que serão instalados,  foram o Piauí e Pernambuco. “Estes estados possuem grande potencial para o desenvolvimento da energia eólica, ficando atrás apenas dos líderes Rio Grande do Norte, Bahia, Ceará e Rio Grande do Sul”, pontua.

De 2017 a 2020, por exemplo, a ABEEólica estima um investimento total de aproximadamente de R$ 50 bilhões, considerando o que está previsto para ser instalado com os contratos atuais –  que somam 7 GW.

Fonte: Jornal da Bioenergia | Cejane Pupulin

Aneel libera operação em teste de 108MW em eólicas no RN

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) liberou desde a última sexta-feira, 20 de maio, a operação em fase de teste de quatro parques eólicos da empresa francesa Voltalia, no Rio Grande do Norte.
As usinas Carnaúbas, Reduto, Santo Cristo e São João, cada uma  com 27 MW em potência instalada devem entrar em operação comercial até o dia  30 de junho, de acordo com a Aneel. Os empreendimentos somam um total de 108 MW em potência instalada a partir de 9 aerogeradores de 3 MW cada.
Os parques estão localizados no município de São Miguel do Gostoso, exceto o parque de Santo Cristo, instalado no município de Touros.
Fonte: CERNE Press

Gerar energia solar já é mais barato do que consumir da concessionária

Presidente Executivo da ABSOLAR, entidade que representa o setor, esteve em Natal e confirmou a viabilidade da fonte solar para geração própria

O presidente executivo da Associação Brasileira de Energia Solar (ABSOLAR), Rodrigo Sauaia, esteve em Natal para participar do Ciclo de Debates do Conselho Técnico-Científico do CERNE (Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia). Entrevistado pelos principais veículos de comunicação do Rio Grande do Norte, Sauaia falou sobre o crescimento da energia solar no país.

“Esta fonte de energia limpa renovável e de baixo impacto ambiental cresceu mais de 300% entre 2015 e 2016, e deverá crescer na mesma proporção este ano. Até o final do ano, a expectativa é que o Brasil supere 1GW de capacidade de geração  operando no Brasil, o que o colocará entre o seleto grupo dos 25 países do globo que já superaram esta marca”, afirmou o especialista.

Sauaia também confirmou a viabilidade e atratividade desta fonte na geração distribuída. “Gerar energia solar fotovoltaica já é mais barato do que comprar energia da distribuidora na sua residência. O período de recuperação do investimento varia entre 5 a 10 anos, com uma vida útil de mais de 25 anos”, explicou.

O anúncio da vinda da fábrica da empresa chinesa Chint para o Rio Grande do Norte, anunciada pelo Governo do Estado há alguns dias, também foi objeto dos debates. “A vinda de uma empresa importante do mercado global de fabricantes de componentes elétricos tem um aspecto estruturante para toda uma cadeia produtiva intensa em empregos a serem gerados e em novos investimentos a serem feitos no Estado”, confirmou o diretor-presidente do Sindicato das Empresas do Setor Energético do Estado do RN (SEERN) e do CERNE, Jean-Paul Prates.

Durante a visita ao RN, Rodrigo Sauaia e Jean-Paul Prates também descerraram a placa alusiva à cooperação entre  CERNE/SEERN e a ABSOLAR, que passou a contar com escritório regional em Natal.

Clique aqui para conferir na íntegra as entrevistas dos dois dirigentes à TV Tropical (Rede Record).

Fonte: CERNE Press

 

Rio Grande do Norte amplia capacidade instalada de energia solar

Em quatro anos, o Rio Grande do Norte ampliou em mais de 4000% sua capacidade instalada de geração em energia solar fotovoltaica distribuída – aquela que é feita em sistemas instalados, em casas, prédios públicos, comércios e indústrias. Passou de 56 kilowatts em 2013 para 2.219 kw neste primeiro semestre de 2017, que ainda tem dois meses para acabar. As quatro unidades consumidoras instaladas naquele ano transformaram-se em atuais 168 – a grande maioria na zona urbana.

De acordo com a Absolar – Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica – o crescimento segue a tendência nacional. Nos últimos levantamentos, as taxas de avanço superam os 300% anuais. E ainda tem muito espaço para crescer, já que a fonte representa menos de 1% da matriz energética brasileira. O estado sequer figura entre os principais geradores no país.

Apesar da evolução do setor ser animadora para a indústria, ela está abaixo das projeções da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), explica o diretor-executivo da Absolar, Rodrigo Sauaia. O Brasil encerrou o ano com cerca de 7,5 mil sistemas instalados, quando o governo federal esperava ter 14 mil no mesmo período. A projeção para 2017 era de 40 mil, mas as empresas do setor preveem 21 mil sistemas instalados até o final do ano.

As razões para isso são simples, aponta Sauaia: a falta de alternativas de financiamento a juros baratos e a alta tributação sobre o setor.

Rodrigo Sauaia, diretor-executivo da Absolar. (Foto: Fábio Cortez)

Rodrigo Sauaia, diretor-executivo da Absolar. (Foto: Fábio Cortez)

“A maior parte das linhas de crédito que existem é voltada para pessoas jurídicas. Falta opção para pessoa física. Isso é importante quando a gente repara que 70% dos entrevistados em uma pesquisa do Datafolha com o Greenpeace, feita no início do ano, investiriam nesses sistemas se houvesse financiamento a juros baixos. Esses consumidores representam uma demanda reprimida”, assinala o presidente da Absolar.

De acordo com ele, a associação tem tentado dialogar com o governo federal na expectativa de que bancos públicos como Banco do Brasil e Caixa Econômica forneçam esse tipo de opção aos consumidores.

O outro ponto da pauta, a tributação, é dividido pelo representante do setor em duas áreas. A primeira é a tributação sobre os equipamentos utilizados para geração e distribuição de energia. “A fonte solar fotovoltaica não precisa de incentivos diferenciados. A gente só quer o mesmo tratamento que já é dado a outras fontes renováveis, que têm uma carga tributária muito menor que a nossa. É preciso equalizar isso”, argumenta.

Do outro lado, está a taxação sobre a energia gerada. A maior parte dos estados brasileiros já assinou o convênio do ICMS 16/2015, com exceção do Amazonas, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina. O acordo isenta a energia gerada pelas unidades do imposto estadual. Sauaia argumenta que, por mais que o estado perca uma parte pequena de sua arrecadação – a geração ainda é irrisória – a isenção é compensada pelo aumento da arrecadação na fabricação, distribuição e instalação dos equipamentos. “Antes de terminar a instalação, o governo já ganhou”, aponta.

Rodrigo Sauaia esteve em Natal na última sexta-feira (8), participando de um encontro promovido pelo Conselho Técnico e Científico do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne) no campus central do IFRN, em Natal. A reunião foi a segunda de uma série de cinco que serão realizadas ao longo do ano. “É um evento voltado para a interação entre a academia, a parte científica, e as empresas. Faz parte das atividades do conselho que é justamente onde estão professores, orientadores e pesquisadores que são convidados por nós para se juntarem a nós, com várias universidades do país na área de energia e recursos naturais. Esse conselho visa essa interação entre essas universidades e delas com as empresas”, explica Jean-Paul Prates, diretor-presidente do Cerne.

SETOR TEM PREJUÍZO SEM LEILÕES

Nove bilhões de reais deixaram de ser investidos ano passado no Brasil, por causa do cancelamento dos dois leilões de compra de energia que foram anunciados pelo governo federal e eram aguardados pelos investidores. O dado é da Absolar. Desse total, o setor não sabe quanto poderia ter vindo para o Rio Grande do Norte. A certeza é que seria pouco. Esse tipo de compra é o de energia concentrada, fornecida por grandes usinas construídas pelas empresas contratadas para fornecer energia ao sistema nacional.

Rodrigo Sauaia explica que o Rio Grande de Norte, assim como outras unidades federativas do Nordeste, encontra dificuldade na atração deste tipo de investimento por falta de infraestrutura, como disponibilidade de linhas de transmissão – diferente de São Paulo e Minas Gerais. Embora os estados do Sul e Sudeste tenham menos disponibilidade de sol, contam com infraestrutura, logística e demanda de consumo.

Para Jean-Paul Prates, do Cerne, a região nordestina precisa criar um ambiente favorável, como foi feito no caso da energia eólica. Nesse sentido, ele aponta que o estado está caminhando positivamente.

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Jean-Paul Prates,diretor-presidente do Cerne. (Foto: Fábio Cortez)

“Quando nós começamos o trabalho em relação à eólica, havia um deserto de circunstância e tivemos que criar um ambiente favorável para a energia eólica. É a mesma coisa com a solar”, pontua Prates. Ele salienta que o estado não pode esperar apenas pelos leilões e pelo investimento do governo federal em linhas de transmissão. O diretor do Cerne considera que, sem um calendário de leilões, os fabricantes tendem a não investir no país. Isso poderia inclusive ter afastado o investimento da chinesa Chint Eletrics, que anunciou instalação de fábrica de placas fotovoltaicas no município de Extremoz, Região Metropolitana de Natal. “Os leilões são cruciais para indicar o caminho, principalmente para os fabricantes”, pondera. Sem geração concentrada e sem fornecedores, a expansão do sistemas de geração distribuída (aqueles instalados individualmente pelo consumidor final) também têm maior dificuldade de crescimento, pois se torna mais caro.

Prates atribui a garantia do investimento chinês ao trabalho da administração do estado e de instituições como da Federação das Indústrias (Fiern). “Os estados também podem se mover. E temos feito coisas acertadas. No caso da solar, é importante atrair fabricantes. Tivemos o anúncio da fábrica da Chint. É um agente muito importante e sério no mercado internacional, nessa área de fabricação de painéis e de equipamentos em geral. É um gigante na fabricação de equipamentos elétricos. Não foi dada a devida importância a esse anúncio, porque caso essa fábrica venha se viabilizar, tem um enorme potencial de geração de empregos, contratação de outros subcontratados e fornecedores que vão gravitar no entorno dela”, aponta.

Prates lembrou que, diferente da energia eólica, a matriz solar tem uma gama maior de modelos de geração e que a atração de empresas, mesmo internacionais, também pode fortalecer o parque tecnológico do estado, tornando-o referência no país.

Se na eólica o desafio era primeiro ter uma melhor infraestrutura de portos para poder atrair fabricantes, no caso da solar, o estado deve primeiro se concentrar em atrair esses fornecedores. Criando uma “massa crítica”, o Rio Grande do Norte teria maior poder de atração de infraestrutura de linhas de transmissão, destaca Prates. “Quando você tem uma tecnologia competitiva, fabricada no Brasil, você passa a dominar essa tecnologia e ter controle sobre isso. A política é diferente”.

USINAS MENORES

Para Rodrigo Sauaia, mesmo sem leilão, o estado pode aproveitar  o sol para geração concentrada.   “O estado tem dados mais granulares (mais detalhados) a respeito da sua estrutura de transmissão e distribuição, de modo que existem espaços potenciais em que usinas podem ser instaladas para atender uma demanda local. Para isso é preciso que o governo faça um mapeamento, e ajude a indicar para o setor onde existem esses espaços”, explica. De acordo com ele, a Cosern (Companhia Energética do RN) também pode ser uma base de dados para que o governo faça um mapeamento na área de distribuição: “Ele pode receber usinas de porte menor, por exemplo, de cinco megawatts. Já é um porte significativo. Essas usinas não participam de leilão, portando o fornecedor não está competindo com o custo de geração, mas com a tarifa cheia, incluindo impostos e encargos. Nesse sentido, a energia solar se mostra bastante competitiva, barata”.

Fonte: Igor Jácome | Novo Jornal

Chineses confirmam fábrica para energia solar no Rio Grande do Norte

O grupo chinês Chint Electrics Co. deverá iniciar até o fim de 2018 a operacionalização de uma fábrica de placas fotovoltaicas para geração de energia solar no Rio Grande do Norte, cuja instalação foi confirmada ontem para o município de Extremoz, na Região Metropolitana de Natal (RMN).

O governador Robinson Faria (PSD) informou que a fábrica de placas fotovoltaicas será a primeira do grupo chinês a ser instalada na América Latina. Na primeira fase o investimento será de R$ 112 milhões e vai demandar 1.300 empregos diretos e indiretos, conforme informaram os diretores da companhia chinesa Jackie Xiang e Charles Zang.

A confirmação da instalação da fábrica numa área de 25 hectares, próximo à praia de Pitangui, em Extremoz, ocorre após encontro  de representantes do Governo do Estado com o grupo, na China.  Em fevereiro desta ano o governador Robinson Faria e auxiliares da administração visitaram o país para manter contatos com os investidores e consolidar a atração da indústria. Na ocasião, foi assinado um protocolo de intenções com a empresa.

“Foi muito produtiva a nossa missão comercial à China, porque fizemos contatos importantes e apresentamos as potencialidades do Rio Grande do Norte, não só na área de energia, mas também em relação às exportações de frutas, peixes, camarão”, afirmou o governador, que ainda enxerga a chegada da Chint como a abertura de um grande mercado para as empresas do RN.

A unidade da Chint no Rio Grande do Norte atenderá o mercado brasileiro e das Américas. “Faremos todo o esforço para instalar a unidade o mais breve possível aqui no estado, aproveitando esse ambiente economicamente favorável”, disse Jackie Xiang.

Robinson Faria destacou: “O nosso Governo trabalha para recuperar a economia, para criar oportunidades de emprego e renda. Hoje iniciamos uma nova etapa para o desenvolvimento do Estado com a confirmação dos investimentos da Chint, que é a segunda maior fabricante de placas fotovoltaicas do mundo e que vai atrair outros investimentos, inclusive no fornecimento de produtos e peças à Chint”.

À solenidade na sede da Governadoria em Natal também participaram os secretários de Estado do Gabinete Civil, Tatiana Mendes Cunha, do Desenvolvimento Econômico, Flávio Azevedo, da Comunicação, Juliska Azevedo, os diretores do Idema, Rondinelli Oliveira, da Potigás, Carlos Alberto Santos, os dirigentes da FIERN, Pedro Terceiro e Vilmar Pereira, os prefeitos de Extremoz, Joaz Oliveira e de Macau, Túlio Lemos.

Fonte: Tribuna do Norte

Lote do RN é arrematado em leilão de linhas de transmissão da Aneel

O nono lote colocado em disputa no leilão de transmissão que acontece nesta segunda-feira, 24 de abril, foi vendido para RC Administração e Participação, que apresentou uma oferta de de R$ 11,471 milhões, representando um deságio de 31,75% sobre a RAP máxima estabelecida pelo empreendimento.

O lote é formado por uma linha de transmissão de 230 kV  (Lagoa Nova II – Currais Novos II, CD) de 28 km; e Subestação Currais Novos II 230/69 kV, 2 x 100 MVA, ambos localizados no Rio Grande do Norte.

Fonte: CERNE Press com informações Aneel

Conheça os cinco estados brasileiros com mais capacidade instalada de energia eólica

O Brasil já conta com 10,74 GW de capacidade de energia eólica instalada em 430 parques. Quando pensamos nestes números, é comum já imaginarmos os aerogeradores nas paisagens do Nordeste. Isso acontece porque de fato a região é a grande produtora de energia eólica, mas a realidade é que já temos parques eólicos em outros estados também. Veja, abaixo, o ranking levantado pela Abeeólica com os cinco estados brasileiros com mais capacidade instalada de energia eólica e o que está previsto até 2020, considerando os leilões já realizados e contratos fechados. Importante mencionar que, com novos leilões, os valores previstos para os próximos anos devem aumentar.

Rio Grande do Norte

Com 125 parques eólicos e 3,4 GW de capacidade instalada de energia eólica, o Rio Grande do Norte é atualmente o primeiro do ranking. O Estado tem cerca de 1.700 aerogeradores. Se considerarmos o que já está contratado para o RN, serão mais 1,2 GW e mais 50 parques até 2020.

Bahia

Segunda colocada no ranking, a Bahia está bem perto de completar 2 GWs de capacidade instalada: atualmente está com 1,9 GW, 73 parques eólicos e mais de 1.000 aerogeradores. Se considerar capacidade já contratada e em construção, o Estado ainda vai ganhar mais 3,5 GW e 159 parques até 2020.

Ceará

Com 1,7 GW de capacidade instalada, 68 parques e mais de 900 aerogeradores, o Ceará é o terceiro colocado no ranking. Até 2020, serão mais 37 parques e 838 MW de capacidade instalada.

Rio Grande do Sul

Saindo do Nordeste, temos o Rio Grande do Sul como quarto colocado no ranking, com 1,65 GW e 72 parques. São quase 800 aerogeradores no Estado. Até 2020, o Rio Grande do Sul terá mais 11 parques e 181 MW, considerando leilões já realizados. Importante mencionar que, em 2016, o Complexo eólico de Osório completou dez anos e inaugurou um Centro de Visitantes com informações detalhadas sobre o local.

Piauí

Com 914 MW e 36 parques, o Piauí é quinto colocado. Até 2020, serão mais 934 MW e 34 parques.

Além destes estados, também há considerável capacidade instalada em Pernambuco, Santa Catarina, Paraíba, Sergipe, Rio de Janeiro e Paraná. No gráfico abaixo, você verifica a capacidade instalada por cada Estado atualmente e o número de parques:

formato

 

Fonte: Abeeólica

Líder em geração, o RN espera por novos leilões para eólicas

O Rio Grande do Norte,  maior gerador de energia eólica do Brasil, registra crescimento de 82% na geração, com 1.589 MW em 2016 em relação ao ano anterior. O crescimento se deve a entrada de novos parques que iniciaram a operação comercial junto ao Sistema Integrado Nacional, até novembro do ano passado. Dos 98 parques eólicos que  entraram em operação no Brasil, em 2016, 35 foram no RN (918,00 MW). Em todo o país, a geração de energia eólica em operação comercial totalizou 3,6 GW – um crescimento de 53,4%, até novembro de 2016.

Se por um lado, o setor comemora a ampliação da energia dos ventos  na matriz, por outro o clima é de incertezas quanto a retomada de novos leilões de energias renováveis e inclusão do RN nestes certames. Na última semana, governadores do Nordeste estiveram reunidos com o Ministério de Minas e Energias para reivindicar a realização de dois certames em 2017 – entre eles o 2LER 2016 cancelado ano passado. Ainda não há definição sobre o tema.

O diretor do Sindicato das Empresas do Setor Energético (SEERN) e do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia, Jean-Paul Prates, reforça a necessidade dos leilões para ampliar a oferta na matriz energética sem interrupções futuras em geração, em meio a manutenção da crise hídrica.

“É importante que os leilões mantenham a regularidade para ter recolocação de entradas de projetos em operação e evitar um gap (intervalo, em tradução livre do inglês) a partir de 2019”, afirma Prates.

Historicamente, de 2009 a 2014, a média anual contratada para energia eólica no Brasil, segundo dados do SEERN, foi de 2 GW. Em 2015, caiu para 1,1 GW. Em 2016, não houve. Isto por que o leilão exclusivo para  geração de energias solar fotovoltaica e eólica, que iria acontecer em  19 de dezembro, foi cancelado pelo Governo federal que alegou “falta de demanda”, frente a projeção de sobra de 9 mil megawatts (MW) em 2020.

O Rio Grande do Norte tinha  cadastrados 7,195 GW em 223 projetos eólicos e 58 projetos solares  – 20% dos 1.260 empreendimentos inscritos para a disputa -, mas acabou excluído juntamente com os estados da Bahia e Rio Grande do Sul devido a insuficiência atual estrutura das linhas de transmissão usadas para escoar a energia.

A decisão foi contestada pelo SEERN, à época, que pediu a reconsideração dos cálculos de capacidade de escoamento remanescente mediante autorização dada em agosto, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), para que a empresa Esperanza Transmissora de Energia assuma parte das obras de linhas de transmissão da Abengoa – espanhola que decretou falência – garante escoamento de 500 MW até 2017.

“Há tempo hábil para a revisão de cálculos sobre a capacidade de escoamento da produção para a inclusão do RN, visto que a resolução da Aneel autoriza a construção e conexão mesmo que parcial das linhas de transmissão necessárias à Esperanza se energizar”, lembra Prates.

Geração de Energia Eólica
Local     parques     mw
Brasil     98     2.514,49
RN     35      918,00
BA     22       539,85
PI     14     382,10
CE     13     311,03
PE     10     273,59
RS    4     89,92

Projeção para os Próximos Anos

Brasil 
Em construção: – 137 Parques Eólicos = 3.136,80 MW
Contratados (a construir): – 202 Parques Eólicos = 4.735,75 MW

RN
Em construção: 16 Parques Eólicos = 417,00 MW
4 Parques Eólicos = 108 MW do 4° LER – 2011
5 Parques Eólicos = 113,40 MW do 18° LEN (A-5) – 2013
7 Parques Eólicos = 195,60 MW do 6° LER – 2014

Contratado:
38 Parques Eólicos = 918,40 MW
2 Parques Eólicos = 52,50 MW do 4° LER – 2011
16 Parques Eólicos = 431,00 MW do 18° LEN (A-5) – 2013
7 Parques Eólicos = 132,00 MW do 5° LER – 2013
7 Parques Eólicos = 166,40 MW do 20° LEN (A-5) – 2014
2 Parques Eólicos = 40,00 MW do 6° LER – 2014
1 Parque Eólico = 25,20 MW 8° LER – 2015
3 Parques Eólicos = 71,30 MW do Mercado Livre

Fonte: Tribuna do Norte

RN encerra 2016 com 3,3GW eólicos

O estado do Rio Grande do Norte fechou o ano de 2016 com 122 parques eólicos em operação comercial, atingindo a expressiva marca de 3,311GW de produção de energia. O resultado equivale a 32,57% de toda a capacidade nacional em operação.

No dia 28 de dezembro, três parques eólicos entraram operação comercial no estado, ou seja, estão em pleno funcionamento para geração de energia. Confira os detalhes de cada empreendimento listado abaixo. Os dados são do CERNE  – Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia:

 

Parque eólico Santana I

Capacidade Instalada = 30 MW

Proprietário: Força Eólica do Brasil (Neo Energia / Iberdrola Renováveis do Brasil)

Município: Bodó/RN

 

Parque eólico Santana II

Capacidade Instalada = 24 MW

Proprietário: Força Eólica do Brasil (Neo Energia / Iberdrola Renováveis do Brasil)

Município: Lagoa Nova/RN

 

Parque eólico Calango 6

Capacidade Instalada = 30 MW

Proprietário: Força Eólica do Brasil (Neo Energia / Iberdrola Renováveis do Brasil)

Município: Bodó/RN

 

Brasil ultrapassa os 10GW

O país também encerrou o ano com bons números para o setor com a marca de 10,057GW de energia eólica em operação, distribuídos em 413 parques por todo o território nacional. O resultado ocorreu no dia 27 de dezembro com a entrada em operação comercial de um parque eólico no Piauí e dois no Rio Grande do Sul.

De acordo com a previsão do CERNE, com essa conquista, há boas chances do Brasil figurar entre os oito países que mais produzem energia eólica no mundo. O ranking global, realizado anualmente pelo Global Wind Energy Council (GWEC), deverá ser divulgado ainda no primeiro trimestre de 2017. Atualmente, o país está posicionado entre as 10 nações que mais geram energia eólica.

Confira tabela abaixo com dados atualizados:

Foto: CERNE/Divulgação

Foto: CERNE/Divulgação

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: CERNE Press

 

Residências respondem por 40% do consumo de energia no RN

A recessão econômica do país influenciou diretamente no consumo de energia no Rio Grande do Norte nos últimos dois anos, conforme informou nesta semana o diretor-presidente da Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern), Luiz Antonio Ciarlini. De acordo com ele, o crescimento da distribuição energética potiguar ficou bem abaixo da média das últimas décadas.

Mesmo com recessão a Companhia investiu mais de R$ 240 milhões em obras de infraestrutura este ano no estado que tem a menor tarifa residencial do Nordeste (R$ 0,40) por kilowatt/hora, uma das menores do país e o maior consumo residencial da região.

Apesar da preocupação, Ciarlini considera que a situação do RN está melhor que em outros estados. “Se formos olhar os últimos dez anos, a gente crescia uma média de 4%. No ano passado foi 0,8% e em 2016 estamos um pouco acima de 1,5%, mesmo com uma base baixa como a do ano passado. Cresceu pouco”, aponta.

Para o diretor da Cosern, está claro que o baixo crescimento foi causado pela recessão, que diminui o consumo da indústria e do comércio, por exemplo. Embora 85% dos 1,38 milhão de clientes potiguares sejam residenciais, eles são responsáveis por 40% do consumo. A indústria representa 10% e o comércio 20%. Ele acredita e o estado só não teve uma queda maior porque o setor da indústria é pequeno.

Luiz Antonio Ciarlini ainda descartou que a estiagem tenha influenciado na distribuição de energia. Para ele, embora a seca cause mudança de comportamento de clientes rurais e das distribuidoras de água, não afeta a disponibilidade de energia, já que o sistema brasileiro é interligado, ou seja, existe um remanejamento da energia entre as regiões. Além disso, o presidente da Cosern lembrou que o Rio Grande do Norte é um grande produtor de energia eólica, que o deixa em uma situação confortável.

Em 2016, a companhia aportou R$ 240 milhões em obras de melhoria da rede, como construção e ampliação de subestações. “O maior investimento da história no estado”, diz. Apesar de ainda não ter concluído o planejamento para o próximo ano, Ciarlini garante que o valor será ainda maior.

O diretor destaca que a Cosern foi a distribuidora melhor avaliada em pesquisa da Agência Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) com os clientes de todas as empresas acima de 400 mil consumidores. Na pesquisa da Aneel, 77% dos usuários do serviço da Cosern afirmaram que ela presta um bom ou ótimo serviço. “Esse índice é bom no Brasil e fora do país. Entre os serviços públicos, a distribuição de energia também é o melhor avaliado do país. Isso aumenta nossa responsabilidade, nos obriga a manter a qualidade e melhorar ainda mais”, argumenta.

Automatização na operacionalização

A Cosern opera 62 subestações espalhadas pelo estado, todas automatizadas e operadas diretamente do Centro de Operações da empresa, sede em Natal. Elas são interligadas por 50 mil quilômetros de linhas. Também há 600 equipamentos espalhados para monitorar a qualidade do fornecimento. “Hoje para que a gente precise ter informação do cliente de que ocorreu uma falta de energia, só se essa ocorrência for em uma unidade ou em áreas muito pequenas  do estado. Os casos  de maior abrangência nós já identificamos, temos como antever, e isso é fruto de investimento contínuo em tecnologia. A Cosern está na vanguarda da tecnologia em distribuição”, defende.

Para Ciarlini, é importante continuar investindo mesmo em tempos de recessão, pois o consumidor está cada vez mais exigente. Ele assinala que se o distribuidor não ampliar a qualidade do serviço, a insatisfação será imediata. “O consumidor que está satisfeito hoje está cada dia mais existente. Se nós tivéssemos a qualidade de fornecimento de 15, de 20 anos atrás, o cliente hoje não estaria feliz. A cada ano ele quer uma melhor qualidade de serviço e nossa obrigação como prestadora de um serviço público tão importante, que entra na casa da família, que faz com que o estado cresça, é essa”, pondera.

Fonte: Ígor Jácome | Novo Jornal

RN mantém liderança nacional com 3,2GW eólicos de produção

Dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) indicam que o Rio Grande do Norte tem atualmente 3,2 GW eólicos em potência instalada, ao passo que a Bahia ocupa a segunda colocação no ranking nacional, com 1,7 GW.

Para o Diretor Setorial de Infraestrutura e Engenharia Elétrica do CERNE, Milton Pinto, apesar da disputa entre os dois Estados pela primeira colocação, o RN segue a liderança com folga. “Temos uma diferença de 1,5 GW do RN para a BA, de 1,55 GW para o segundo lugar, que é o estado do Rio Grande do Sul e mais que o dobro de parques eólicos do terceiro lugar, ocupado pelo Ceará”, analisa.

O Rio Grande do Norte tem 600,4 MW em projetos com construção já iniciada e a Bahia detém 1025 MW. “Quando se analisa os projetos já contratados, mas com obras ainda não iniciadas, a Bahia tem 2.616,4 MW, contra apenas 918,4 MW do RN. Mesmo assim, pelo menos a curto e médio prazo, a Bahia não deve superar o RN”, conclui Milton Pinto.

Fonte: CERNE Press

Aneel libera operação comercial de 52MW em eólicas no RN

A  Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) liberou a partir desta quinta-feira, 17 de novembro, a entrada em operação comercial  de dois parques eólicos no estado do Rio Grande do Norte.
Os parques eólicos de Cabeço Preto III e Cabeço Preto V, cada um com 26 MW, totalizam  52 MW em potência instalada. Ambos encontram-se instalados no município de João Câmara, na Região do Mato Grande, e são de propriedade da empresa espanhola Gestamp.
Fonte: CERNE Press

Produção eólica atinge 3,3 GW médios entre janeiro e setembro

A produção das usinas eólicas em operação comercial no país alcançou 3.383 MW médios entre janeiro e setembro de 2016, o que na comparação com o mesmo período de 2015 representa um crescimento de 55,4%. De acordo com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, a capacidade instalada dos 381 empreendimentos eólicos totalizou 9.713 MW, incremento de 37,7% na comparação com os 7.055 MW registrados em setembro de 2015, quando havia 276 projetos em operação.

Em setembro, dados consolidados da CCEE, por estado, indicam que o Rio Grande do Norte permanece como maior produtor de energia eólica do país, com 1.619 MW médios produzidos, aumento de 59,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Em seguida, aparece o estado do Ceará com 942 MW médios produzidos (+17,3%), a Bahia com 880 MW médios (+73,9%) e o Rio Grande do Sul que alcançou 602,6 MW médios (+42,7%) no mês de setembro.

Os dados sobre a capacidade instalada ainda indicam a liderança do Rio Grande do Norte com um total de 2.956 MW, aumento de 33,6% em relação ao mesmo período do ano passado. Em seguida, aparece o Ceará com 1.881,6 MW (+226,8%), a Bahia com 1.750 MW (+45,6%) e o Rio Grande do Sul com 1.522,3 MW (+8,3%).

Fonte: Agência CanalEnergia, Operação e Manutenção

R​N bate novo recorde e atinge 3GW de eólica​​

Sozinho, o R​io Grande do ​​N​orte​ responde por mais de 30% de toda capacidade eólica​ instalada​​ ​no Brasil.

A marca recorde dos 3GW de potência eó​l​ica instalada  foi atingida no dia 10 de setembro, com a entrada em operação comercial do parque eólico Vila Pará I, localizado no município de Serra do Mel. O empreendimento é de propriedade da empresa francesa Voltalia. Os dados são do Departamento de Pesquisas do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE).

Com a conquista, o RN chega a uma capacidade efetiva de 3.008,76 MW, o que representa 31,86% de toda a capacidade eólica instalada no Brasil. No total, são 1.562 aerogeradores em funcionamento, distribuídos em 110 usinas instaladas por todo o Estado.

Os municípios de João Câmara e Parazinho são os que mais concentram atividade eólica, juntos eles geram mais de 1000MW em 46 parques eólicos.

Para efeito de comparação, essa capacidade de energia produzida pela força dos ventos é capaz de abastecer aproximadamente 4,7 milhões de residências mensalmente.

Ao todo, a energia eólica representa entre 10 e 12 bilhões de dólares em investimentos somente no Estado. Aproximadamente 1/3 desse valor é formado por investimentos locais.

Fonte: CERNE Press

Geração eólica cresce 53% em 2016, aponta CCEE

Rio Grande do Norte permanece como maior produtor de energia eólica do país

A produção de energia eólica nos primeiros cinco meses do ano somou 2.703 MW médios, crescimento de 53% na comparação com os 1.762 MW médios produzidos de janeiro a maio de 2015. A capacidade instalada dos 356 empreendimentos eólicos em operação no sistema alcançou a expressiva marca de 9.092 MW, incremento de 46,5% na comparação com os 6.211 MW registrados em maio de 2015, quando havia 244 projetos em operação. Os dados foram apresentados nesta terça-feira, 26 de julho, pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica.

Em maio, a análise por Estado indica que o Rio Grande do Norte permanece como maior produtor de energia eólica do país. As usinas potiguares produziram um total de 960,5 MW médios no mês, aumento de 33,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Em seguida, aparece o estado da Bahia com 712,6 MW médios (+54%) produzidos, o Ceará com 470 MW médios (+24%) e o Rio Grande do Sul, que alcançou 461 MW médios (+41%) em maio.

Os dados sobre a capacidade instalada ainda indicam a liderança do Rio Grande do Norte com um total de 2.711 MW, aumento de 29% em relação ao mesmo período do ano passado. Em seguida, aparece a Bahia com 1.750 MW (+82%), o Ceará com 1.615,5 MW (+24%) e o Rio Grande do Sul com 1.569 MW (+20,8%).
RKN dez mais
RKN dez mais 2
Fonte: Da Agência CanalEnergia, Operação e Manutenção

RN ultrapassa marca de 1.500 turbinas eólicas em operação

O Rio Grande do Norte ultrapassou a barreira de 1500 turbinas eólicas em operação comercial. O recorde foi alcançando na última sexta-feira (23) com a entrada em operação comercial do parque eólico Macambira II. O empreendimento é composto por 9 aerogeradores de 2 MW, somando um  total de 18 MW em potência instalada. O feito destaca, mais uma vez, o pioneirismo do estado frente as eólicas. Os dados são do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE).

A usina Macambira II, de propriedade da empresa espanhola Gestamp, encontra-se instalada no município de Lagoa Nova, na região da Serra de Santana. Com a  entrada em operação comercial do parque, o RN atinge o total de 1508 turbinas em funcionamento, provenientes de 106 parques eólicos e que juntos somam 2.8 GW em potência instalada em todo o Estado.

“Cerca de 80% da energia eólica de grande porte instalada no Brasil é proveniente do Nordeste, com o RN sendo o líder, tanto em potência instalada como em geração efetiva de eletricidade. O Estado detém também a maior matriz eólica estadual do país”, explica o Diretor Setorial de Engenharia e Infraestrutura Elétrica do CERNE, Milton Pinto.

Segundo o engenheiro, a tendência é de crescimento e novos recordes para o setor. “O Brasil se aproxima de quebrar a barreira dos 10 GW em potência instalada e o Rio Grande do Norte se aproxima de quebrar 3 GW. Ou seja, o estado potiguar responde por um terço das eólicas de todo o Brasil. Não é um feito qualquer”, conclui. Atualmente, o RN é o líder brasileiro em potência eólica instalada, seguido pelo estado da Bahia com 1.7 GW, e Rio Grande do Sul, com 1,5 GW.

Para efeitos comparativos, o RN sozinho tem mais de três vezes a potência eólica instalada de todos os outros oito países da América do Sul e ainda ultrapassa Japão e Nova Zelândia, além de países europeus como Áustria, Bélgica, Bulgária,Croácia, Republica Checa, Finlândia, Grécia, Hungria, Noruega,Suíça e Ucrânia.

 

Fonte CERNE/SEERN Press

Bons ventos impulsionam eólicas no RN

Energia eólica atrai investidores ao Rio Grande do Norte, como a Companhia Paranaense de Energia (Copel), que pretende concluir a construção de cinco complexos até 2019. Ao todo, o setor já gerou cerca de 40 mil empregos no estado

Por Chirlei Kohls

De Curitiba (PR)

Era tarde de sábado. O céu estava azul com algumas nuvens no município potiguar de São Bento do Norte. De voz suave carregada por um sotaque potiguar misturado a vivências fora do Rio Grande do Norte, Milton Duarte de Araújo, 52 anos, contou como viu sua história e a do estado onde cresceu mudar com o despontamento da energia eólica a partir de 2009.

“É loucura!”, exclamou. Lá fora, o barulho da força dos ventos que fazia funcionar os sete aerogeradores de um dos parques eólicos da Companhia Paranaense de Energia (Copel) lembrava Araújo de que era tudo real. A Copel começou a operação de parques eólicos próprios no RN em fevereiro do ano passado e até 2019 pretende alcançar 663,6 MW de capacidade eólica em cinco complexos. A quantidade é suficiente para abastecer uma cidade com cerca de dois milhões de habitantes, o equivalente a cerca de duas vezes a população de Natal somada aos residentes de Mossoró.

foto 01Araújo é proprietário de terras arrendadas em território potiguar para construção de parques eólicos – sendo três áreas para a Copel – e é projetista no setor desde 2008. No caso de arrendamento de terras, o proprietário recebe royalties durante a vida útil do projeto pela concessão para exploração de energia eólica. Além disso, é advogado e sócio-diretor da MDA Serviços, empresa do ramo de energia com sede em Natal (RN) que atua desde a captação e identificação de áreas para possível instalação de parques eólicos até a contratação da área, por exemplo. A empresa é projetista de seis parques da companhia paranaense e presta serviços para empresas do ramo de energia com atuação em todo o Brasil e com sede nas regiões Sul-Sudeste.

Tão logo, Araújo descreveu o desenvolvimento das cidades potiguares que têm parques eólicos em operação ou construção. “Você vê casas sendo reformadas, mais pessoas comprando na região, aquisição de bens, uma economia movimentada. É uma situação visível. A mudança é substancial. Urbanização e higienização também são mais adequadas”.

O diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), Jean-Paul Prates, ressalta que o desenvolvimento em energia eólica no RN é interiorizado e considera a injeção de capital na economia um ciclo virtuoso. “Normalmente eram cidades esquecidas pelo mundo, que viviam basicamente da agricultura familiar e do programa Bolsa Família. Aí chega a energia eólica e transforma a economia local. As cidades se beneficiam diretamente com o investimento de capital. É serviço de hospedagem, mecânicos, oficinas, alimentação”.

foto 03Para ele, o segundo maior ganho é a capacitação de pessoas. Ao recordar a visita que fez ao município de João Câmara em 2008, comenta que a cidade estava no limbo, no nada e hoje tem um Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN) e cursos especializados em eólica. “A transformação é absurda”, enfatiza Prates.

Natural do município de Santo Antônio, interior do Rio Grande do Norte, Araújo deixou o estado aos 26 anos em busca de oportunidades na região Sul-Sudeste do país. Durante os cerca de 20 anos em que esteve fora do local de origem, se formou em Direito e trabalhou em empresas de geração de energia hidráulica e térmica. Voltou ao estado em que construiu a maior parte de sua história com o desafio de desenvolver a energia eólica. “Meus filhos me questionavam se eu não estava ficando maluco com a história de vender vento. Hoje vemos que a dimensão que a energia eólica tomou aqui é muito grande. Não consigo entender como em tão pouco tempo trouxe tudo isso”, diz Araújo.

Potencial

foto 02Ele conta que a implantação da maioria dos parques começou em 2010. No RN, 26 municípios têm participação eólica, sendo que 16 já possuem parques operando comercialmente, um total de 97, e dez possuem parques em construção ou já contratados. De acordo com dados do Cerne, até 2020 projeta-se a operação comercial de 412 parques eólicos. Um parque que em média tem 30 MW de capacidade instalada pode abastecer cerca de 69.500 residências.

Ainda segundo o Cerne, o RN é o estado que mais produz energia proveniente da fonte eólica, em média um pouco mais de 1.000 MW de energia por mês. A previsão é que até 2020 tenha aproximadamente cinco GW de capacidade instalada, sendo possível gerar em torno de 2.250 MW médios de energia elétrica por mês. Hoje é exportador de energia, pois o que é produzido por fonte eólica já abastece as necessidades do território potiguar. O restante de energia escorre na rede elétrica pelas linhas de transmissão e é distribuído para municípios de outros estados.

Prates explica que a partir de 2009, quando ocorreu o primeiro leilão federal de compra de energia eólica, esta energia foi considerada competitiva por si só. “As tecnologias de fontes renováveis evoluíram e as tornaram competitivas.

Houve uma redução significativa no custo de equipamentos. A dinâmica de leilões em energia no Brasil é referência no mundo. Subsídios governamentais em outros países estão sendo revistos com base no modelo brasileiro de leilões reversos”, explicou.

Os investimentos feitos para parques eólicos são feitos via leilões reversos de energia (Ambiente de Contratação Regulada – ACR) e mercado livre (Ambiente de Contratação Livre – ACL), quando a empresa produtora de energia negocia diretamente com a empresa que comparará a energia e o contrato entre ambas é registrado na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCCEE). “O ACL permite que você contrate energia direto. Mas isso é minoria e ocorre com contratadores de relevância, como shoppings, redes de supermercado etc. A regra é fazer o leilão”, explica Prates. Nos leilões, o projeto apresentado normalmente já tem locação definida, com indicação de onde o parque funcionará. “É uma competição de projetos” complementa.

O vento não para

A força dos ventos do Rio Grande do Norte já trouxe investimentos de cerca de 10 bilhões de reais, segundo dados do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), com aproximadamente 1/3 desse valor disseminado em compras diretas nas cidades potiguares com parques eólicos. As características favoráveis já atraíram investimentos de grupos estrangeiros, como Voltalia (França), Gestamp (Espanha), Força Eólica (Grupo Neoenergia – Espanha), e grupos brasileiros, como Companhia Paranaense de Energia (Copel – Sociedade de Economia Mista) e os paulistas Serveng, CPFL Renováveis e Renova.

O diretor-presidente do Cerne, Jean-Paul Prates, acredita que o sucesso do estado com a energia eólica não se deve apenas a condições ambientais favoráveis dos ventos. “Criou-se condições para os leilões. Houve um trabalho do governo do Estado com uma atenção especial aos projetos de eólicas, como licenciamento ambiental de projetos complexos, preocupação com infraestrutura, planejamento de linhas de transmissão, entre outros”.

Até o final do ano passado, a Copel instalou no estado 330,5 MW de potência em 15 parques de três diferentes complexos. Os cinco complexos que a companhia paranaense pretende operar no RN até 2019 abrigarão 28 parques eólicos em seis cidades: São Bento do Norte, São Miguel do Gostoso, Touros, Parazinho, João Câmara, Pedra Grande. No total, o investimento é de R$ 3,5 bilhões.

foto 04Diretor da Copel Renováveis, Ricardo Dosso afirma que a escolha do RN para sede dos complexos da Copel considerou o potencial de geração de energia da região, aferido por análise de dados como frequência, intensidade e direção dos ventos, além do perfil do terreno – quanto mais plano e aberto, melhor. “Importante lembrar que a regularidade dos ventos no Brasil, especialmente no Nordeste, proporciona ao país o melhor fator de capacidade (FC) para geração com esta fonte no planeta”. Ele aponta que as dificuldades mais comuns são logística para transporte de grandes peças, demora de licenciamento ambiental e pouca qualificação profissional. “Mas a parceria com o governo estadual tem permitido superar estes desafios, principalmente com a melhoria da rodovia RN-120”, reforça Dosso.

Projetista no setor, Milton Duarte de Araújo acredita que há um contexto evolutivo e contínuo no Estado até 2025. “Hoje o maior investidor em energia eólica no RN é a Copel. E isso não é gratuito. O RN tem os ventos mais cobiçados do mundo. São os chamados ventos alísios, que em 95% do tempo têm uma única direção, são constantes e não estão sujeitos a rajadas”, explica Araújo.

Força de oportunidades

Além das mudanças visíveis no desenvolvimento das cidades que sediam parques eólicos, outro benefício do despontamento desse tipo energético é a geração de empregos proporcionada com os arrendamentos de terra. Segundo a presidenta da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Gannoum, o aumento de 46% da capacidade instalada de energia eólica no Brasil, em 2015, representa acréscimo de 2,75 GW de novas instalações – número recorde.

Com isso, o país passou a ter 8,27 GW de capacidade instalada, o que representa um investimento total acumulado superior a R$ 52 bilhões, geração de 130 mil empregos em toda a cadeia produtiva e cerca 16 milhões de toneladas de CO2 evitadas.

Estima-se que para cada MW instalado 15 postos de trabalho (diretos e indiretos) sejam gerados ao longo da cadeia produtiva. A presidente da Abeeólica explica que isso ocorre porque independente de onde a usina está localizada, a estimativa de empregos se dá considerando todas as fases do projeto, desde o desenho do empreendimento até a sua instalação, incluindo a fabricação das peças e componentes, que podem estar, por exemplo, no sudeste brasileiro. “Dessa forma, poderíamos dizer que o total de capacidade instalada no RN (2,92 GW) foi responsável por gerar mais de 40 mil postos de trabalho, os quais não necessariamente foram no Estado”, afirma Gannoum.

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Ainda segundo dados da Abeeólica, o potencial eólico brasileiro atual é mais de três vezes a necessidade de energia do país. Somando todas as fontes de energia (nuclear, hídrica, térmica, eólica e outras), a capacidade instalada do Brasil é da ordem de 150 GW e somente de potencial eólico são estimados cerca de 400 GW. Em termos de capacidade instalada acumulada atualmente o Rio Grande do Norte lidera o setor.

Milton de Araújo comenta que as terras que sediam parques eólicos no RN normalmente não são propícias para agricultura. Ele explica que em 300 hectares de terra nem 10% é cultivado. “O arrendamento é uma renda considerável que antes não era possível porque as condições são adversas. Eu diria que das oportunidades com a energia eólica é a redenção. É uma renda vitalícia. Um rio de vento”, comemora o potiguar.

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A MDA Serviços tem contratos de pelo menos 50 áreas arrendadas no Estado. Araújo comenta que é gratificante ver que todos os proprietários de terras estão bastante felizes. “É uma renda que outrora não existia. A terra não gerava nada. E certamente os contratos serão renovados. É um royalty por toda vida”. Ele comenta que normalmente na fase de estudos da área para instalação de um parque eólico o proprietário recebe um salário mínimo e depois este valor aumenta.

A capacitação de pessoas para atuar na energia eólica é feita nos institutos federais, Senai, Sebrae, universidades federais etc. Ricardo Dosso aponta outros benefícios como reforço do sistema elétrico local e melhoria da qualidade de energia disponível (atração de empresas de médio e grande porte), legado para os moradores com a construção de vias e educação ambiental, feita pela Copel com as comunidades locais.

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Fonte: Revista Bzzz