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Eólica: mais de 50 GW foram instalados no mundo em 2017

Relatório do Conselho Global de Energia Eólica destaca competitividade da eólica em vários mercados e afirma que projetos híbridos, gerenciamento mais sofisticado de rede e opções de armazenamento mais acessíveis começam a mostrar como deve ser o futuro da energia totalmente livre de combustíveis fósseis.

O Conselho Global de Energia Eólica (Global Wind Energy Council – GWEC) divulgou nesta quarta-feira, 25 de abril, seu Relatório Anual Global de Energia Eólica. Mais de 52 GW de energia eólica limpa e livre de emissões foram adicionadas em 2017, levando o total de instalações a 539 GW globalmente. Veja, abaixo, os gráficos que mostram dados mundiais das novas quantidades de capacidade instalada de energia eólica ano a ano (gráfico vermelho) e a evolução da capacidade total instalada ao longo do tempo (gráfico azul).

Com novos recordes estabelecidos na Europa, na Índia e no setor offshore, os mercados retomarão um crescimento rápido após 2018, analisa o GWEC, em seu release distribuído para a imprensa nesta quarta. “A energia eólica está liderando a mudança na transição para longe dos combustíveis fósseis e continua a impressionar em competitividade, desempenho e confiabiliade. Tanto em projetos onshore quanto offshore, a energia eólica é a chave para definir um futuro energético sustentável”, avalia Steve Sawyer, Secretário Geral do GWEC.

O relatório também mostra a instalação de nova capacidade de energia eólica, divididas por região e por ano. Sobre a região “América Latina e Caribe”, que registrou uma nova capacidade de 2,57 GW em 2017, o relatório destaca o papel do Brasil: “O Brasil mais uma vez dominou o mercado, com seus 2,02 GW representando mais de três quartos das instalações no região”. Veja, abaixo, os dados por região de nova capacidade instalada:

O Brasil atingiu, em fevereiro deste ano, a marca de 13 GWs de capacidade instalada de energia eólica e já temos mais de 520 parques eólicos e mais de 6.600 aerogeradores operando. No ano passado, o montante gerado pelas eólicas foi equivalente ao consumo médio de cerca de 22 milhões de residências por mês. Nesse contexto, o estado do Rio Grande do Norte tem desempenhado um papel de grande destaque, como afirma o diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), Jean-Paul Prates: “Somos o líder nacional de geração eólica. Para se ter uma ideia, o estado é responsável por um terço da geração eólica de todo o país. Hoje, o RN exporta cerca de dois terços de toda energia gerada no estado, considerando sua matriz elétrica.”

O relatório anual do GWEC, além de apresentar dados consolidados de 2017, também traz análises de cenário, informações específicas por país e previsões para os próximos anos. Para ler o material completo do GWEC, faça o download aqui.

 

Fonte: CERNE Press

 

Capacidade eólica global aumentará em mais da metade nos próximos cinco anos, diz GWEC

O Conselho Global de Energia Eólica (GWEC) divulgou hoje (25) o seu Relatório Anual Global de Energia Eólica. O documento traz dados globais sobre o setor eólico e revela que já são 539 GW de energia eólica pelo mundo.

Até 2022, o GWEC estima que teremos cerca de 840 GW eólicos  instalados em todo o mundo, um aumento de 56%. O relatório também mostra a instalação de nova capacidade de energia eólica por região.

A América Latina e Caribe registrou uma nova capacidade de 2,57 GW em 2017. O relatório destaca o papel do Brasil: “O país mais uma vez dominou o mercado, com seus 2,02 GW representando mais de três quartos das instalações na região”.

Além de apresentar dados consolidados de 2017, o Relatório do GWEC também traz análises do cenário global do setor, informações específicas por país e previsões para os próximos anos. Faça o download do material em https://goo.gl/WKxj2k

Fonte: CERNE Press

Comissão do Senado aprova relatório que avalia implantação de energias alternativas no Brasil

A Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) aprovou, nesta terça-feira (25), relatório do senador Hélio José (PMDB-DF) sobre a avaliação da implantação de energias alternativas e renováveis no Brasil. No texto, o parlamentar conclui que o país avançou de forma tímida, embora tenha crescido a participação de outras fontes além das usinas hidrelétricas.

De acordo com o relator, as reclamações mais comuns dos diversos setores de energias alternativas são inconstância nas políticas; falta de segurança em relação a futuros leilões para o mercado regulado; incertezas em relação a financiamentos; problema de conexão das novas usinas às redes elétricas; e demora na regulamentação das Leis 13.203/2015 e 13.299/2016, que tratam do desconto nas tarifas de uso do sistema de transporte.

Para Hélio José, alguns subsídios estão sendo concedidos de forma a gerar situações injustas, como o caso da energia solar. Ele explicou que, como os custos de instalação de equipamentos solares são altos, somente os consumidores de renda mais elevada conseguem utilizar a energia solar e usufruir das subvenções.

– Uma política eficaz é aquela que estimula a combinação mais eficiente das diversas fontes, cada uma contribuindo com o que tem de melhor, e competindo entre si em igualdade de condições. Nosso sistema só será verdadeiramente eficiente quando não houver estímulos ocultos e injustos a algumas fontes, em detrimento de outras – disse o senador.

No final do relatório, Hélio José lamenta a ausência de respostas do Ministério de Minas e Energia a vários questionamentos feitos nas audiências públicas, o que, segundo ele, deixou lacunas na compreensão das políticas públicas que estão sendo gestadas para o setor.

O senador Roberto Muniz (PP-BA) afirmou que faltam indicadores para avaliar as políticas públicas do governo. A inexistência desses dados, segundo o senador, prejudica a análise do que funcionou ou não teve bom desempenho, e inclusive de recomendações do fim de determinada ação.

O presidente da CI, Eduardo Braga (PMDB-AM), concordou com Muniz e pediu aos consultores do Senado que elaborem indicadores para fundamentar a avaliação de políticas públicas.

Fonte: Agência Senado

Relatório Rethinking Energy é lançado durante assembleia geral em Abu Dhabi

A terceira edição do Rethinking Energy da Agência internacional de Energia Renovável (Irena, na sigla em inglês), foi lançado no último domingo, 15 de janeiro, durante a sétima assembleia geral da entidade, realizada em Abu Dhabi. Na publicação o destaque ficou para a queda de custos das fontes, movimento impulsionado pela inovação tecnológica e políticas que vêm estimulando a implantação de energias renováveis, associadas a uma miríade de benefícios sócio econômicos.

A publicação destaca como os investimentos globais em renováveis vêm crescendo constantemente por mais de uma década, passando de menos de US$ 50 bilhões em 2004 para um recorde de US$ 305 bilhões em 2015. E, apesar deste enorme crescimento, aponta a entidade os atuais níveis de aportes e implantação de projetos estão a avançar ainda mais para cumprir as metas internacionais de redução de carbono.

Segundo avaliação do diretor geral da Irena, Adnam Amim, as renováveis estão ganhando terreno em qualquer tipo de comparação e que acelerar o ritmo dessa transição energética, bem como expandir seu alcance para além do setor de energia não só reduzirá as emissões de carbono, bem como melhorará a vida das pessoas, criará empregos, atingirá as metas de desenvolvimento e assegurará um futuro mais limpo.

Mas alertou ainda que à medida que avança em direção a um novo paradigma de energia, o mundo precisa continuar a acelerar os esforços de descarbonização. E nesse sentido, políticas públicas continuam a ser cruciais para este fim. E apontou que os segmentos de aquecimento, refrigeração e o potencial das renováveis para o transporte são áreas onde os esforços futuros são necessários.

O relatório lançado pela entidade traz a perspectiva de que a fonte solar fotovoltaica crescerá rapidamente em capacidade instalada e geração e que as novas formas de armazenamento representarão uma aliada importante para o crescimento das fontes intermitentes. “A Irena estima que o armazenamento poderá crescer do atual status de menos de 1 GW para 250 GW até 2030”, indicou.

Além disso, as renováveis que não estão conectadas à rede proveem energia para cerca de 90 milhões de pessoas. O relatório da entidade aponta como essa tecnologia pode proporcionar o acesso de energia moderna a centenas de milhões de pessoas e assim levá-las a alcançar os objetivos de desenvolvimento.

O relatório, em inglês, lançado pela associação está disponível para download e pode ser acessado ao clicar aqui.

Fonte: Agência CanalEnergia, Investimentos e Finanças

 

Eólica poderá responder por 20% da geração no mundo até 2030

Relatório do GWEC aponta que investimentos e fontes renováveis são essenciais para países cumprirem as metas da COP 21

A energia eólica poderá responder por cerca de 20% e toda a eletricidade gerada no mundo até 2030. Essa é a conclusão do Global Wind Energy Council (GWEC), que divulgou nesta terça-feira, 18 de outubro, seu relatório bienal sobre o futuro da energia eólica no mundo. Intitulado de “Global Wind Energy Outlook 2016”, o documento traça cenários em que a fonte eólica poderia fornecer um quinto de toda geração de eletricidade daqui a cerca de 15 anos. E ainda, o relatório de 44 páginas analisa quatro diferentes cenários explorando o futuro da indústria em 2020, 2030 e 2050.

No cenário de 2030, estimulou o GWEC, a fonte eólica poderia chegar a 2.110 GW de capacidade instalada. Esse volume representaria atração de investimentos da ordem de 200 bilhões de euros. A estimativa é de que criaria 2,4 milhões de novos empregos e reduziria as emissões de mais de 3,3 bilhões de toneladas ao ano. No cenário mais avançado do GWEC a fonte eólica poderá alcançar 5.806 GW de capacidade instalada em 2050. Seria um potencial de geração de mais de um terço da eletricidade mundial. O mercado anual nesse horizonte poderia ultrapassar os 200 GW novos instalados todos os anos e aportes anuais de 275 bilhões de euros ao ano.

O GWEC avalia que a queda de preço nos últimos anos para a eólica, solar e outras renováveis, não é apenas tecnicamente possível, mas também, economicamente competitiva. No documento, a entidade afirma ainda que novos mercados estão se desenvolvendo rápido na África, Ásia e América Latina.

De acordo com Steve Sawyer, secretário-geral GWEC, a energia eólica é a opção mais competitiva para adicionar nova capacidade à matriz elétrica em muitos mercados em crescimento. E alerta que se os países desejam cumprir os acordos de Paris, referindo-se à COP 21, realizada em novembro de 2015, isso vai significar acabar com plantas de energia de combustíveis fósseis e substitui-las por eólica, solar, hídrica, geotérmica e biomassa. Para ele, esta será a parte difícil e os governos deverão agir com muita seriedade para cumprir o que foi prometido.

Para Sven Teske, analista-chefe do relatório e Diretor de Pesquisa do Institute for Sustainable Futures da University of Technology Sydney, acabar com combustíveis fósseis inclui também trabalhar com o setor de transporte como o maior emissor de CO2. Em sua avaliação, o mercado para mobilidade elétrica, tanto para veículos elétricos quanto para os de transporte público, vai continuar a crescer significativamente e, com isso, vai crescer também a demanda por energia no setor de transporte.

O relatório do GWEC examina o cenário central Agência Internacional de Energia (e os dados do World Energy Outlook e New Policies Scenario), e compara com com oIEA’s 450 ScenarioGWEC Moderate Scenario e o GWEC Advanced Scenario. Os resultados mostram como a indústria eólica deve se comportar em termos de fornecimento de energia mundial, redução de emissão de CO2, geração de empregos, redução de custos e atração de investimentos.Estes quatro cenários são, então, comparados com duas diferentes possibilidades de demanda mundial por eletricidade.

Sobre o mercado brasileiro, o GWEC destacou que o país continuará a ser o principal mercado onshore da América Latina até 2020. Além disso, em função da natureza dos ventos mais estáveis, o país está ao lado do Marrocos e do Egito entre os locais onde se utiliza as máquinas de classe II e III que apresentam maiores fatores de capacidade e um baixo custo da energia.

Fonte: Agência CanalEnergia

Brasil poderá ter uma matriz 100% limpa em 2050, aponta relatório

A Coppe/UFRJ junto com o Greenpeace lançaram na terça-feira (13), o relatório (R)evolução Energética 2016. O documento faz uma estimativa para até 2050 de um Brasil com 100% de participação de fontes renováveis em sua matriz. O relatório detalha as projeções para cada setor produtivo diminuir gradativamente o uso de combustíveis fósseis até a completa eliminação, no meio do século, além de mostrar em detalhes como funcionará a operação do sistema elétrico baseado apenas nessas fontes renováveis, como eólica, biomassa, solar e energia oceânica.

O documento está dividido em cinco partes: Mudanças Climáticas e Energia; A Geração de Energia; O Setor Elétrico no (R)evolução Energética; Eficiência Energética; e Transportes e Mobilidade.

Confira:

[R]evolução Energética – 2016

 

Fonte: Portal O Eco | Sabrina Rodrigues

2015 foi ano recorde para renováveis

O ano de 2015 foi considerado recorde para as energias renováveis. De acordo com relatório do REN 21 a capacidade de geração desse tipo de energia teve o maior aumento, com uma estimativa de 147 GW adicionais. A causa para o aumento expressivo está no fato que as fontes renováveis já estão no mesmo patamar de competitividade nos custos com as fontes fósseis. O Relatório da Situação Global das Energias Renováveis 2016 da REN21 dá um panorama até ao final de 2015, mas também mostra as linhas que serão observadas a partir do início de 2016.

A geração distribuída renovável vem crescendo rapidamente no mundo, diminuindo a lacuna entre os que têm energia e os que não têm. Outro aspecto levantado é que o engajamento dos governantes em ter metas, como vem sendo feito com as fontes eólica e solar. Desde o início de 2016, 173 países estabeleceram metas para as energias renováveis e 146 países elaboraram políticas de apoio. Houve uma melhora no financiamento de projetos e a demanda por serviços mais modernos nas economias emergentes, aliada a preocupação ambiental e energética.

De acordo com Cristine Lins, secretária executiva da REN21, o que impressiona nos resultados das renováveis é que eles foram alcançados em um ambiente de preço baixo para as fontes fósseis no mundo e as renováveis mantiveram-se em situação de considerável desvantagem em termos de subsídios governamentais. Segundo ela, para cada dólar usado para promover uma fonte renovável, outros quatro são gastos para manter a dependência dos fósseis.

O investimento feito em 2015 também foi destaque. No mundo foram gastos US$ 186 bilhões em eletricidade e combustível de origem renovável. Dessa vez, os países em desenvolvimento ultrapassaram os desenvolvidos nos investimentos. A China foi responsável por mais de um terço do total global.

Embora as tendências sejam positivas, o relatório destaca vários desafios que devem ser equacionados, caso os governos queiram cumprir os seus compromissos em alcançar a transição global. Os desafios incluem uma eficaz integração de elevadas percentagens de energia renovável na rede; resolver a instabilidade política e as políticas, as barreiras regulamentares e os constrangimentos fiscais.

Fonte: Da Agência CanalEnergia, Planejamento e Expansão

Capacidade instalada de usinas eólicas cresce 45% em 2015

A capacidade instalada de usinas eólicas cresceu 45% ao longo de 2015 na comparação com 2014, saltando de 5.710 MW para 8.277 MW. Entre janeiro e dezembro do ano passado, entraram em operação 102 novos empreendimentos, somando um total de 325 geradoras eólicas em 2015. O balanço foi divulgado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica na segunda-feira, 7 de março.

Segundo a CCEE, as usinas eólicas produziram 2.971 MW médios, crescimento de 52% em relação ao mesmo período de 2014. Vale destacar o desempenho da fonte no mês de agosto, quando a produção alcançou seu auge e entregou ao Sistema Interligado Nacional de 3.199 MW médios.

Na análise por estado, o Rio Grande do Norte fechou 2015 com a maior capacidade instalada em usinas eólicas, um total de 2.493 MW, aumento de 28,3%. Em seguida, aparecem Ceará com 1.573,5 MW (+22,8%), Rio Grande do Sul com 1.514 MW (+30,6%) e Bahia com 1.441 MW (+41,6%). Veja o ranking completo abaixo.

Os dados consolidados do boletim InfoMercado Mensal referentes à dezembro mostram ainda uma variação positiva no consumo e geração de energia do SIN. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve um aumento de 0,5% no consumo (61.795 MW médios ante 61.479 MW médios) e de 0,4% na geração de energia (61.826 MW médios frente aos 61.559 MW médios).
Ranking – Os 10 maiores estados  em capacidade instalada de energia eólica
Posição             Estado               MW
1º             Rio Grande do Norte  2.493
2º             Ceará                             1.573,5
3º             Rio Grande do Sul      1.514
4º             Bahia                             1.441
5º             Piauí                              705
6º             Santa Catarina            224
7º             Pernambuco                192
8º             Paraíba                         59,5
9º             Sergipe                         34,5
10º           Rio de Janeiro            28
Fonte: Da Agência CanalEnergia, Operação e Manutenção