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Nordeste bate recorde de geração eólica e solar

Região tem exportado energia para o Sudeste/Centro-Oeste, principalmente devido ao bom desempenho das eólicas

Abrigando a maior parte das usinas eólicas e fotovoltaicas do país, o subsistema Nordeste bateu recorde de geração de energia das duas fontes na última quarta-feira, 29 de agosto. A energia solar registrou recorde de geração instantânea ao atingir um pico de 675 MW às 12h11. O fator de capacidade chegou a 86% naquele momento.
Já a energia eólica bateu recorde de geração média diária ao produzir 7.137 MW médios, com um fator de capacidade de 71%. O volume de energia foi responsável por atender 71% da carga do subsistema Nordeste no dia. O recorde anterior de geração média havia ocorrido em 23 de julho de 2018, quando foi registrada uma geração de 7.062 MW médios.
Devido ao bom desempenho, principalmente da energia eólica, o Nordeste tem sido exportador de energia para o Sudeste/Centro-Oeste. No dia 29 de agosto, a exportação de energia atingiu 2.055 MW médios.

Usinas eólicas têm recorde e atendem quase 100% da demanda no Nordeste

As usinas eólicas do Brasil, instaladas principalmente no Nordeste, atingiram um recorde no último domingo, quando produziram por algumas horas energia suficiente para atender praticamente toda a demanda da região, disse nesta terça-feira a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), que representa investidores do setor.

O país possui cerca de 13 gigawatts em parques eólicos, o que representa aproximadamente 8 por cento da capacidade instalada total, em que predominam as usinas hidrelétricas.

A geração eólica no domingo teve uma máxima diária de 8.247 megawatts às 9h28, o que representou cerca de 98 por cento da demanda por energia do Nordeste naquele momento.

Fonte:

Petrobras descobre maior coluna de óleo do pré-sal da Bacia de Santos

Rodrigo Polito e André Ramalho | Valor Econômico

A Petrobras concluiu em julho a perfuração de um poço no campo de Sururu, e descobriu a maior coluna de óleo já encontrada no pré-sal da Bacia de Santos. Segundo a diretora de exploração e produção da companhia, Solange Guedes, durante a perfuração foi identificada uma coluna de óleo de 530 metros. Para efeitos de comparação, a média dos cinco poços do pré-sal com maiores colunas de óleo é de 436 metros.

Sobre o cronograma de novos projetos no pré-sal, o diretor de desenvolvimento da produção e tecnologia da Petrobras, Hugo Repsold Junior, disse que três plataformas – P-67 (Lula Norte), P-75 (Búzios) e P-69 (Lula Extremo Sul) – devem iniciar a produção ainda no terceiro trimestre. A P-76, por sua vez, deve sair do estaleiro no quarto trimestre, rumo ao campo de Búzios.

De acordo com Solange, a produção de petróleo da Petrobras em campos nacionais segue em linha com a meta estabelecida para 2018, de 2,1 milhões de barris diários.

A produção total de óleo e gás da companhia, no Brasil e no exterior, no primeiro semestre somou 2,7 milhões de barris de óleo equivalente por dia, com queda de 4% ante o observado em igual período do ano passado. Segundo ela, o recuo reflete, por exemplo, os efeitos dos desinvestimentos nos campos de Lapa, no pré-sal da Bacia de Santos, e Roncador, na Bacia de Campos, “mas dentro do planejado para o ano” afirmou.

A estatal prevê um crescimento forte da produção de petróleo e gás natural no quarto trimestre deste ano. “Temos expectativa de acréscimo de produção relevante no segundo semestre. A expectativa é que tenhamos um crescimento da produção forte notadamente no quarto trimestre”, disse Solange.

A executiva reafirmou que estão mantidas as metas de produção total de óleo e gás da empresa, de 2,7 milhões de barris de óleo equivalente por dia, e de produção de petróleo em campos nacionais, de 2,1 milhões de barris diários, para este ano. Sobre a estimativa para 2019, a companhia informou que os números estão sendo fechados nos ajustes do plano de negócios 2019-2023.

Cessão onerosa

Segundo o presidente da Petrobras, Ivan Monteiro, não há, no momento, qualquer decisão da companhia com relação à venda de 70% de sua participação na cessão onerosa. Segundo ele, esta é uma opção, mas não há nenhuma decisão sobre o tema. Essa possibilidade depende de aprovação de projeto de lei sobre o assunto no Senado. “Temos que aguardar o resultado final”, afirmou.

Em julho, a Câmara dos Deputados concluiu votação do projeto que permite à Petrobras transferir, para outras empresas, até 70% dos direitos de exploração de cinco bilhões de barris de petróleo, por meio do chamado acordo de cessão onerosa. .

O acordo de cessão onerosa foi fechado pela Petrobras com a União em 2010 e permitiu à estatal explorar cinco bilhões de barris de petróleo em campos do pré-sal na Bacia de Santos (SP), sem licitação. Em troca, a empresa pagou R$ 74,8 bilhões.

Entretanto, nos anos seguintes, a cotação do barril de petróleo caiu muito, devido à tensões geopolíticas, e cautela quanto ao desempenho da economia. Por isso, a Petrobras alega que pagou à União um valor muito alto no acordo de 2010, e agora reivindica ter direito de ser ressarcida.

Geração eólica bate recordes no Nordeste

Fonte registrou os maiores volumes de geração média diária e de geração instantânea em 23 de junho

O Operador Nacional do Sistema Elétrico reportou que a fonte eólica bateu novos recordes no Nordeste. As marcas foram registradas no último sábado, 23 de junho. A média diária chegou a 6.475 MW médios, o que representa 70% da carga daquele subsistema. O fator de capacidade foi de 66%. O último recorde de geração média diária tinha ocorrido no dia 14 de setembro de 2017, quando foram produzidos 6.413 MW médios.

Já a geração instantânea, ou seja, o pico de geração eólica, foi registrada às 10h09 do próprio dia 23 de junho, quando foram produzidos 7.311 MW, com um fator de capacidade de 75%. O montante equivale a 80% de toda a carga do Nordeste. O recorde de geração instantânea anterior havia acontecido no dia 25 de setembro de 2017, quando foram gerados 7.085 MW.

Fonte: Canal Energia

Geração solar fotovoltaica ultrapassa a marca de 1 gigawatt no Brasil

Marca histórica posiciona o país entre os 30 principais mercados do mundo

O Brasil acaba de ultrapassar a marca histórica de 1 gigawatt (GW) em projetos operacionais da fonte solar fotovoltaica conectados na matriz elétrica nacional. O levantamento realizado pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), revela que a potência é suficiente para abastecer 500.000 residências do país.

De acordo com a associação, apenas 30 dos 195 países do mundo possuem mais de 1 GW da fonte solar fotovoltaica. O marco é resultado do forte crescimento dos mercados de geração centralizada e geração distribuída solar fotovoltaica no ano de 2017.

“Na geração centralizada, contamos com a inauguração de grandes usinas fotovoltaicas localizadas nos estados da Bahia, Piauí, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Pernambuco e representam uma potência total de 0,935 GW”, explicou o presidente executivo da ABSOLAR, Dr. Rodrigo Sauaia.

Na geração distribuída foi registrado um forte crescimento no uso pela população, empresas e governos de sistemas fotovoltaicos em residências, comércios, indústrias, prédios públicos e na zona rural, em todas as regiões do país, resultando em uma potência total de 0,164 GW.

“Somando estes dois segmentos do mercado, atingimos praticamente 1,1 GW operacionais no país desde o início de 2018, em linha com as projeções da ABSOLAR anunciadas em janeiro de 2017”, comemora Sauaia.

Rio Grande do Norte

Em quatro anos, o Rio Grande do Norte ampliou em mais de 4000% sua capacidade instalada de geração em energia solar fotovoltaica distribuída. O estado passou de 56 kilowatts em 2013 para 2.219 kw no primeiro semestre do ano passado.

Para Jean-Paul Prates, presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), a região nordestina precisa criar um ambiente favorável, como foi feito no caso da energia eólica. Nesse sentido, ele aponta que o estado está caminhando positivamente.

“Quando nós começamos o trabalho em relação à eólica, havia um deserto de circunstância e tivemos que criar um ambiente favorável para a energia eólica. É a mesma coisa com a solar”, pontua Prates.

Em dezembro do ano passado, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou a operação comercial da usina solar Assu V, adicionando à matriz energética do estado mais 30 MW de capacidade instalada.

O empreendimento ocupa uma área de 72 hectares no município de Assú (RN) e contou com investimento de R$ 220 milhões. Certificada pela Organização das Nações Unidas (ONU) a usina vai gerar, além de energia renovável, créditos de carbono ao evitar a emissão de mais de 46 mil toneladas de CO2 por ano.

Fonte: CERNE Press com informações da Absolar

Itaipu alcança marca histórica de 2,5 bi de MWh em produção acumulada

A hidrelétrica de Itaipu, um projeto binacional entre Brasil e Paraguai, registrou no início da madrugada da quarta-feira (22) a marca histórica de 2,5 bilhões de megawatts-hora em eletricidade produzida desde o início de suas atividades, em 1984, um recorde global.

“A gente diz que Itaipu é líder mundial. E em produção acumulada, ninguém no planeta alcança, nem as usinas que entraram em operação antes e já estavam acumulando (geração), e nem as que entraram depois”, disse à Reuters o superintendente de Operações da usina, Celso Villar Torino.

“Só para dar uma referência, seria possível, só com essa energia de Itaipu, atender o planeta por 41 dias”, comentou o executivo.

Ele ressaltou ainda que a usina binacional é a maior geradora de eletricidade do mundo, mesmo com a competição da hidrelétrica chinesa Três Gargantas, que tem uma maior capacidade.

Com 14 gigawatts em potência instalada, contra 22,5 gigawatts da hidrelétrica chinesa, Itaipu produziu um recorde de cerca de 103 milhões de megawatts-hora no ano passado, enquanto a maior marca da rival foi quase 99 milhões de megawatts-hora em 2014, segundo Torino.

Neste ano, mesmo com um regime de chuvas em geral abaixo da média histórica no Brasil, a usina deve produzir entre 94 milhões e 95 milhões de megawatts-hora, o que representará provavelmente o quinto melhor resultado do empreendimento em seu histórico, disse o superintendente de Operações.

A hidrelétrica binacional é administrada no Brasil pela estatal Eletrobras, enquanto no Paraguai a Ande tem as mesmas atribuições.

A energia gerada é metade do Brasil, mas o país também compra parte da parcela que iria para o Paraguai, uma vez que o país vizinho sequer possui demanda suficiente para consumir toda a geração.

No ano passado, o Brasil ficou com cerca de 91 milhões dos 103 milhões de megawatts-hora produzidos, disse Torino.

“Isso correspondeu a 17 por cento do mercado brasileiro”, destacou.

PRIVATIZAÇÃO E MODERNIZAÇÃO

O governo brasileiro anunciou em agosto um plano de privatizar a Eletrobras, em uma operação que envolveria uma oferta de novas ações e a redução da participação estatal na companhia a uma fatia abaixo de 40 por cento.

Mas as autoridades têm garantido que Itaipu ficará de fora do acordo, provavelmente por meio de uma cisão que separaria o empreendimento do resto dos ativos da elétrica estatal brasileira.

“O aspecto técnico seguirá de maneira exemplar, tanto no Brasil quanto no Paraguai… não vejo nada que possa alterar”, disse Torino, que não entrou em detalhes sobre o assunto porque os estudos sobre a privatização têm sido conduzidos pelo governo federal.

Segundo o superintendente de Operações, Itaipu deverá passar por um processo de modernização provavelmente a partir de 2021 e 2022, com a previsão de atualizar principalmente tecnologias utilizadas no controle da usina, que passarão de analógicas para digitais.

As obras estão orçadas em cerca de 500 milhões de dólares, mas a origem dos recursos para a melhoria ainda está em discussão.

Geração eólica bate novo recorde no Nordeste

A geração de energia proveniente de parques eólicos instalados no Nordeste bateu mais um recorde na última terça-feira, 22 de agosto, com a produção de 5,873 GW médios, acima dos 5,367 GW médios registrados em 30 de julho. O montante correspondeu a 58% da carga da região e contribuiu para que o Nordeste exportasse energia para outras regiões durante todo o dia, apesar da forte seca que atravessa e da baixa geração hidrelétrica decorrente dessa situação.

Ventos favoráveis
O Nordeste vem registrando fortes ventos desde julho. Sazonalmente, o segundo semestre responde pelo período de maior intensidade de ventos. Por isso o segmento considera que, neste momento, está no período de “safra”. Tal intensidade contribuiu para que o fator de capacidade dos parques alcançasse os 68% na última terça-feira, acima dos 66% de dia 30 de julho, quando houve o recorde anterior de geração.

Fonte: Luciana Collet | Estadão

Geração eólica bate recorde no Nordeste

A geração de energia eólica no Nordeste bateu recorde no sábado, 29, quando foram produzidos 5.746 MW médios dessa fonte, atendendo 63% da carga da região. Às 10h57 daquele dia, a produção desses parques eólicos foi ainda mais intensa e chegou a responder por 69% da carga. A produção de energia a partir dos ventos vem garantindo o abastecimento no Nordeste, que enfrenta uma longa seca, com reflexos na redução da geração hidrelétrica.

Fonte: Estadão | Luciana Collet

Geração eólica bate recorde no Nordeste

A geração de energia eólica no Nordeste bateu recorde no sábado, 29, quando foram produzidos 5.746 MW médios dessa fonte, atendendo 63% da carga da região. Às 10h57 daquele dia, a produção desses parques eólicos foi ainda mais intensa e chegou a responder por 69% da carga. A produção de energia a partir dos ventos vem garantindo o abastecimento no Nordeste, que enfrenta uma longa seca, com reflexos na redução da geração hidrelétrica.

Fonte: Estadão | Luciana Collet

Geração por fontes limpas cresce e bate recorde no Brasil

O Brasil registrou recorde de produção diária de energia eólica, na terça-feira (4), com um total gerado de 6.704 megawatts (MW) médios. O volume superou a marca anterior, ocorrida na segunda-feira, de 6.280 MW médios, que, por sua vez, tinha ultrapassado o recorde obtido em 6 de novembro de 2016, de 5.817 MW médios.

O total de energia eólica produzido na terça-feira equivale a 11,42% do total gerado pelo país no mesmo dia. De acordo com cálculos do consultor Humberto Viana Guimarães, o montante produzido por parques eólicos na terça-feira, se fosse destinado somente para consumidores residenciais, teria sido suficiente para abastecer mais de 20 milhões de residências por um mês.

Segundo a presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica, Elbia Gannoum, a expectativa é que novos recordes diários sejam registrados até o fim do ano. “De julho para a frente, a tendência é de novos recordes, porque estamos no período da ‘safra’ de ventos somada à entrada de novos projetos”, afirmou a executiva.

Dos 6.704 MW médios de energia eólica produzidos na terça-feira, 5.274 MW médios (78,7%) foram gerados no Nordeste e 1.424 MW médios (21,2%) no Sul. Também foram produzidos 6 MW médios no Norte. Com relação ao Nordeste, a produção eólica representou 57% de toda a carga (consumo mais perdas elétricas) da região naquele dia.

De acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), estão operando no Brasil 440 parques eólicos, totalizando 10,7 mil MW de capacidade nominal instalada. Outros 153 projetos do tipo, somando 3,5 mil MW de capacidade, estão em construção. Existem ainda 166 parques, com 3,77 MW, com aprovação da agência, com obras ainda não iniciadas.

O Brasil deve receber investimentos de R$ 12,5 bilhões em geração solar até o fim de 2018, projeta a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), considera os parques de geração solar contratados em leilões nos últimos anos e que deverão entrar em operação até o fim de 2018.

Segundo a Absolar, a capacidade instalada de energia solar deverá atingir 3 mil MW no fim de 2018. Hoje são 235 MW. Este ano, investimentos de R$ 5 bilhões devem levar a capacidade para 1 mil MW.

Fonte: Rodrigo Polito | Valor Econômico

Usina de Itaipu atinge recorde de produção no mês de janeiro

A usina Binacional de Itaipu teve o melhor janeiro de todos os tempos, colocando quase 3% de vantagem sobre o mesmo período do ano anterior, até então o melhor primeiro mês do histórico de quase 33 anos de operação. Foram 8,74 milhões de MWh ante 8,5 milhões MWh.

O diretor técnico executivo, Airton Dipp, explica que o recorde é resultado mais uma vez da excelente performance da usina. O índice de “indisponibilidade forçada” das unidades geradoras em janeiro, por exemplo, foi de apenas 0,01%. “Esse dado é bastante significativo. Ele mostra o tempo que as unidades geradoras não estiveram disponíveis para a produção por alguma falha técnica inesperada. Portanto, quanto menor o seu valor, melhor o desempenho do projeto, das manutenções e da operação da usina.”

O superintendente de Operação, Celso Torino, diz que além da performance da usina, outros fatores são muito importantes para a produção, como o sistema de transmissão dos parceiros binacionais da Itaipu que segue com excelente desempenho, a coordenação da operação interligada entre Itaipu-Brasil-Paraguai, a quantidade de chuvas na região Sul-Sudeste e, por último, e de forma destacada, as altas temperaturas deste verão nas grandes cidades brasileiras e paraguaias. “Quando isso ocorre, a resposta com energia e potência da Itaipu, especialmente nas horas de pico, é determinante.”

Curiosidades sobre Itaipu

  • A vazão de cada uma das turbinas da usina é de 700 metros cúbicos de água por segundo, fazendo uma comparação, isso é metade da vazão média que encontramos nas Cataratas do Iguaçu.
  • Ao todo, estima-se que aproximadamente 40 mil homens fizeram parte da força de trabalho que construiu a usina
  • Apesar de ter o seu planejamento iniciado na década de 60 e a sua construção ter se iniciado ainda na década de 70, a última unidade geradora foi instalada apenas no ano de 2007.
  • Foi a maior usina de geração de energia do mundo por vários anos, sendo inclusive candidata a uma das sete maravilhas do mundo moderno no ano de 1995.

Fonte: Da Agência CanalEnergia , Operação e Manutenção | Turismo em Foz | Itaipu

Brasil tem recorde histórico de aumento de capacidade de geração

O Brasil registrou em 2016 o maior volume de aumento de capacidade instalada desde 1998,  ano em que começou a ser divulgado esse dado. Até dezembro foram adicionados ao sistema elétrico nacional 9.526 MW. Esse resultado foi obtido como consequência da expansão hidrelétrica, que contribuiu com cerca de 5.000 MW, o equivalente a 53% do total. A informação é da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Nesse período, segundo a Aneel, os destaques ficaram para a conclusão da motorização da UHE Jirau (RO, 3.750 MW), que adicionou 975 MW em nova capacidade de geração. E ainda, a UHE Teles Pires (MT/PA, 1.092 MW) que entrou em operação comercial em sua totalidade; a UHE Santo Antônio (RO, 3.568 MW) que acrescentou 652 MW ao sistema; e a maior de todas veio da UHE Belo Monte (PA, 11.233 MW) que somente em 2016 incrementou o SIN com 1.989 MW em operação comercial. A segunda fonte com maior capacidade instalada acrescida foi a eólica, com 2.564 MW, 27% do total da capacidade instalada em 2016, até novembro.

A fonte eólica, no ano, teve um aumento superior a 20% com relação à capacidade instalada em 2015. Até dezembro de 2016, havia 10.092 MW nas usinas eólicas em operação. O estado do Rio Grande do Norte foi o que mais contribuiu para o incremento da potência eólica instalada no país, com cerca de 920 MW, seguido pelo Ceará, com acréscimo de aproximadamente 600 MW, e o estado da Bahia, com 520 MW incrementados.

As usinas termelétricas contribuíram para um acréscimo de 1.758 MW, representada por 18% do total. Destaque foi dado para a UTE Maranhão III com 518,8 MW de capacidade em operação comercial. As Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) somaram 203 MW, 2% do total, em 2016.

Previsões

Para 2017, a fonte com maior expectativa de crescimento absoluto é a hidrelétrica, a partir de grandes usinas, com aproximadamente 4.000 MW. O crescimento relativo da fonte eólica novamente deverá ser expressivo, com um incremento de cerca de 2.400 MW.

Também se destacam a continuidade da motorização da UHE Belo Monte, a entrada em operação comercial de complexos eólicos e da UTE Mauá 3 (590 MW), em construção na cidade Manaus-AM.

O acompanhamento da expansão da oferta de geração de energia elétrica abrange todos os empreendimentos em implantação no território nacional, qualquer que seja a fonte de energia, e pode ser consultado aqui.

Fonte: CERNE Press com informações da Aneel

RN encerra 2016 com 3,3GW eólicos

O estado do Rio Grande do Norte fechou o ano de 2016 com 122 parques eólicos em operação comercial, atingindo a expressiva marca de 3,311GW de produção de energia. O resultado equivale a 32,57% de toda a capacidade nacional em operação.

No dia 28 de dezembro, três parques eólicos entraram operação comercial no estado, ou seja, estão em pleno funcionamento para geração de energia. Confira os detalhes de cada empreendimento listado abaixo. Os dados são do CERNE  – Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia:

 

Parque eólico Santana I

Capacidade Instalada = 30 MW

Proprietário: Força Eólica do Brasil (Neo Energia / Iberdrola Renováveis do Brasil)

Município: Bodó/RN

 

Parque eólico Santana II

Capacidade Instalada = 24 MW

Proprietário: Força Eólica do Brasil (Neo Energia / Iberdrola Renováveis do Brasil)

Município: Lagoa Nova/RN

 

Parque eólico Calango 6

Capacidade Instalada = 30 MW

Proprietário: Força Eólica do Brasil (Neo Energia / Iberdrola Renováveis do Brasil)

Município: Bodó/RN

 

Brasil ultrapassa os 10GW

O país também encerrou o ano com bons números para o setor com a marca de 10,057GW de energia eólica em operação, distribuídos em 413 parques por todo o território nacional. O resultado ocorreu no dia 27 de dezembro com a entrada em operação comercial de um parque eólico no Piauí e dois no Rio Grande do Sul.

De acordo com a previsão do CERNE, com essa conquista, há boas chances do Brasil figurar entre os oito países que mais produzem energia eólica no mundo. O ranking global, realizado anualmente pelo Global Wind Energy Council (GWEC), deverá ser divulgado ainda no primeiro trimestre de 2017. Atualmente, o país está posicionado entre as 10 nações que mais geram energia eólica.

Confira tabela abaixo com dados atualizados:

Foto: CERNE/Divulgação

Foto: CERNE/Divulgação

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: CERNE Press

 

Eólica: Brasil ultrapassa a marca dos 10GW em operação comercial

O Brasil atingiu a expressiva marca dos 10,057GW de energia eólica em operação, distribuídos em 409 parques por todo o território nacional. O resultado ocorreu na última terça-feira, 27 de dezembro. Os dados são do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE).

A marca foi atingida com a entrada em operação do parque eólico Ventos de Santo Augusto VIII com capacidade instalada de 18,4MW, localizado no município de Simões, no Piauí, e dos parques Aura Mangueira VII e Aura Mirim II, com 24MW e 30MW de capacidade, respectivamente, instalados em Santa Vitória do Palmar, no Rio Grande do Sul.

Liderança

O estado do Rio Grande do Norte permanece como líder nacional em geração eólica com 119 parques produzindo 3,227 GW de energia.

Confira a seguir o ranking completo:

 

Fonte: CERNE/SEERN/ANEEL

Fonte: CERNE/SEERN/ANEEL

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: CERNE Press

Produção de petróleo no Brasil bate recorde pelo 3º mês consecutivo

A produção total de petróleo e gás natural no Brasil no mês de agosto totalizou 3,293 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), ultrapassando o recorde anterior obtido em julho de 2016, quando foram produzidos 3,21 MMboe/d. A produção de petróleo foi de aproximadamente 2,609 milhões de barris por dia (bbl/d), um aumento de 1,1% na comparação com o mês anterior e de 2,4% em relação ao mesmo mês em 2015.

A produção de petróleo superou o recorde alcançado em julho de 2016, quando foram produzidos 2,581 MMbbl/d. Já produção de gás natural totalizou 108,8 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), superando o recorde anterior de 107,2 MMm3/d obtido em julho de 2016, o que representa um aumento de 1,5% frente a junho de 2016 e de 9,6% na comparação com agosto de 2015.

Pré-sal
A produção do pré-sal, oriunda de 65 poços, foi de aproximadamente 1,099 milhão de barris de petróleo por dia (bbl/d) e 42,2 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d) de gás natural, totalizando aproximadamente 1,365 milhão de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), um aumento de 3,6% em relação ao mês anterior.

A produção de petróleo no pré-sal superou os 1,060 milhão de barris diários obtidos em julho de 2016 e a de gás natural ultrapassou os 40,8 MMm3 produzidos em julho de 2016. A produção total também superou o recorde do mês anterior, de 1,317 MMboe/d. Os poços do “pré-sal” são aqueles cuja produção é realizada no horizonte geológico denominado pré-sal, em campos localizados na área definida no inciso IV do caput do art. 2º da Lei nº 12.351, de 2010.

Queima de gás
O aproveitamento de gás natural no mês foi de 95,4%. A queima de gás em agosto foi de 5 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), um aumento de 13,5% se comparada ao mês anterior e de 7,8% em relação ao mesmo mês em 2015. A principal motivação para o aumento na queima de gás natural foi o comissionamento do FPSO Cidade de Saquarema, localizado no campo de Lula.

Campos produtores
Os campos marítimos produziram 94,4% do petróleo e 77,1% do gás natural. A produção ocorreu em 8.792 poços, sendo 781 marítimos e 8.011 terrestres. Os campos operados pela Petrobras produziram 93,4% do petróleo e gás natural.

O campo de Lula, na Bacia de Santos, foi o maior produtor de petróleo e gás natural, produzindo, em média, 581,9 mil bbl/d de petróleo e 25,5 milhões de m³/d de gás natural.

Estreito, na Bacia Potiguar, teve o maior número de poços produtores: 1.101. Marlim, na Bacia de Campos, foi o campo marítimo com maior número de poços produtores: 60.

A FPSO cidade de Mangaratiba, produzindo no campo de Lula, produziu, por meio de 5 poços a ela interligados, 190 mil boe/d e foi a UEP (Unidade Estacionária de Produção) com maior produção.

As bacias maduras terrestres (campos/testes de longa duração das bacias do Espírito Santo, Potiguar, Recôncavo, Sergipe e Alagoas) produziram 148,4 mil boe/d, sendo 122,5 mil bbl/d de petróleo e 4,1 milhões de m³/d de gás natural. Desse total, 143,6 mil barris de óleo equivalente por dia foram produzidos pela Petrobras e 4,8 mil boe/d por concessões não operadas pela Petrobras, sendo 388 boe/d em Alagoas, 1.768 boe/d na Bahia, 58 boe/d no Espírito Santo, 2.357 boe/d no Rio Grande do Norte e 197 boe/d em Sergipe.

Outras informações
Em agosto de 2016, 299 concessões, operadas por 27 empresas, foram responsáveis pela produção nacional. Destas, 83 são concessões marítimas e 216 terrestres. Do total das concessões produtoras, uma encontra-se em atividade exploratória e produzindo através de Teste de Longa Duração (TLD) e outras dez são relativas a contratos de áreas contendo acumulações marginais.

Fonte: Portal Full Energy

R​N bate novo recorde e atinge 3GW de eólica​​

Sozinho, o R​io Grande do ​​N​orte​ responde por mais de 30% de toda capacidade eólica​ instalada​​ ​no Brasil.

A marca recorde dos 3GW de potência eó​l​ica instalada  foi atingida no dia 10 de setembro, com a entrada em operação comercial do parque eólico Vila Pará I, localizado no município de Serra do Mel. O empreendimento é de propriedade da empresa francesa Voltalia. Os dados são do Departamento de Pesquisas do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE).

Com a conquista, o RN chega a uma capacidade efetiva de 3.008,76 MW, o que representa 31,86% de toda a capacidade eólica instalada no Brasil. No total, são 1.562 aerogeradores em funcionamento, distribuídos em 110 usinas instaladas por todo o Estado.

Os municípios de João Câmara e Parazinho são os que mais concentram atividade eólica, juntos eles geram mais de 1000MW em 46 parques eólicos.

Para efeito de comparação, essa capacidade de energia produzida pela força dos ventos é capaz de abastecer aproximadamente 4,7 milhões de residências mensalmente.

Ao todo, a energia eólica representa entre 10 e 12 bilhões de dólares em investimentos somente no Estado. Aproximadamente 1/3 desse valor é formado por investimentos locais.

Fonte: CERNE Press

Costa Rica está há mais de 70 dias usando somente energia renovável

A Costa Rica está cada vez mais perto de bater um recorde, no mínimo, muito nobre. O país tem se mantido só com energia renovável há mais de 70 dias seguidos. São 150 dias só em 2016, segundo o órgão governamental Grupo ICE.

O recorde de 2015 é de 285 dias. No total, a Costa Rica teve 99% de suas necessidades energéticas no ano passado supridas por energia limpa.

Muito se deve, claro, à geografia local. A revista FastCompany aponta que a maior parte dessa energia vem das usinas hidrelétricas, viabilizadas pelo grande volume de chuva e muitas montanhas. Mas não é só. O país também tem diversificado com empreendimentos em energia geotérmica e solar. Natural. Uma nação não quer depender de uma única fonte, especialmente em tempos de mudanças climáticas imprevisíveis.

Em cinco anos, a Costa Rica quer ser um país neutro em carbono. E no que diz respeito à eletricidade, isso é bem possível. O problema ainda são  os carros, que se alimentam de gasolina — mudar toda a frota para veículos elétricos não seria tarefa fácil. Por isso, o governo tenta compensar de outras formas tais emissões.

A Costa Rica tem outros fatores que a ajudam a cumprir suas metas ecológicas. Não é um lugar que depende tanto da indústria. Ou seja, as necessidades energéticas são mais modestas. O consumo entre a população — mais pobre — também é menor.

As energias renováveis ​​vêm ganhando força em diversos lugares do mundo. A Alemanha já conseguiu passar dias inteiros com energias renováveis. Portugal bateu quatro dias seguidos no início do ano. Curiosamente, os países com os piores desempenhos no assunto ainda são os muito ricos, como os EUA. E como são justamente eles que usam mais energia, a situação só se complica.

Fonte: Época Negócios

Produção de petróleo e gás no Brasil bate novo recorde em julho

A produção total de petróleo e gás natural no Brasil no mês de julho totalizou 3,255 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), ultrapassando o recorde anterior obtido em junho de 2016, quando foram produzidos 3,21 MMboe/d. A produção de petróleo foi de aproximadamente 2,581 milhões de barris por dia (bbl/d), um aumento de 0,9% na comparação com o mês anterior e de 4,7% em relação ao mesmo mês em 2015. A produção de petróleo superou o recorde alcançado em junho de 2016, quando foram produzidos 2,558 MMbbl/d. Já produção de gás natural totalizou 107,2 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), superando o recorde anterior de 103,5 MMm3/d obtido em junho de 2016, o que representa um aumento de 3,5% frente a junho de 2016 e de 12,4% na comparação com julho de 2015.

Pré-sal

A produção do pré-sal, oriunda de 65 poços, foi de aproximadamente 1,060 milhão de barris de petróleo por dia (bbl/d) de petróleo e 40,8 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d) de gás natural, totalizando aproximadamente 1,317 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), um aumento de 6,2% em relação ao mês anterior. A produção de petróleo no pré-sal superou os aproximadamente um milhão de barris diários obtidos em junho de 2016 e a de gás natural ultrapassou os 38,1 MMm3 produzidos em junho de 2016. A produção total também superou o recorde do mês anterior, de 1,240 MMboe/d. Os poços do “pré-sal” são aqueles cuja produção é realizada no horizonte geológico denominado pré-sal, em campos localizados na área definida no inciso IV do caput do art. 2º da Lei nº 12.351, de 2010.

Queima de gás

O aproveitamento de gás natural no mês foi de 95,9%. A queima de gás em julho foi de 4,4 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), um aumento de 24% se comparada ao mês anterior e de 9,6% em relação ao mesmo mês em 2015.

Campos produtores

Os campos marítimos produziram 94,2% do petróleo e 76,6% do gás natural. A produção ocorreu em 8.818 poços, sendo 794 marítimos e 8.024 terrestres. Os campos operados pela Petrobras produziram 93,4% do petróleo e gás natural.

O campo de Lula, na Bacia de Santos, foi o maior produtor de petróleo e gás natural, produzindo, em média, 558,2 mil bbl/d de petróleo e 24,6 milhões de m³/d de gás natural.

Estreito, na Bacia Potiguar, teve o maior número de poços produtores: 1.074. Marlim, na Bacia de Campos, foi o campo marítimo com maior número de poços produtores: 62.

A FPSO cidade de Mangaratiba, produzindo no campo de Lula, produziu, por meio de 6 poços a ela interligados, 186,5 mil boe/d e foi a UEP (Unidade Estacionária de Produção) com maior produção.

As bacias maduras terrestres (campos/testes de longa duração das bacias do Espírito Santo, Potiguar, Recôncavo, Sergipe e Alagoas) produziram 154,1 mil boe/d, sendo 126,1 mil bbl/d de petróleo e 4,4 milhões de m³/d de gás natural. Desse total, 149,5 mil barris de óleo equivalente por dia foram produzidos pela Petrobras e 4,6 mil boe/d por concessões não operadas pela Petrobras, sendo 384 boe/d em Alagoas, 1.760 boe/d na Bahia, 58 boe/d no Espírito Santo, 2.386 boe/d no Rio Grande do Norte e 14 boe/d em Sergipe.

Outras informações

Em julho de 2016, 296 concessões, operadas por 24 empresas, foram responsáveis pela produção nacional. Destas, 81 são concessões marítimas e 215 terrestres. Do total das concessões produtoras, uma encontra-se em atividade exploratória e produzindo através de Teste de Longa Duração (TLD) e outras sete são relativas a contratos de áreas contendo acumulações marginais.

Fonte: ANP

Energia eólica já atinge 10 mil MW capacidade instalada no Brasil

Esta foi a fonte energética que mais cresceu em 2015 no país

Em que pese a crise econômica que atinge o país, os ventos continuam soprando forte. O Brasil atingiu, na semana passada, 10 mil megawatts (MW) de capacidade instalada de energia eólica. Para se ter uma ideia desse volume de energia, a usina hidrelétrica de Belo Monte terá 11 mil MW de capacidade instalada.

Essa energia toda está instalada em 400 parques e mais de 5.300 aerogeradores e outras 5.200 turbinas. a informação foi dada nesta terça-feira pela presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeólica), Élbia Melo, durante o Brazil Wind Power, no Rio de Janeiro.

— Muitas pás, muitas turbinas, R$ 50 bilhões de investimentos. Mas, em breve, já estaremos comemorando 20 mil MW, porque já estamos construindo mais ou menos 9.000 MW neste momento. Muito em breve a fonte eólica será a segunda fonte de energia da matriz elétrica nacional — destacou Élbia.

Com essa capacidade instalada, a energia eólica já representa 7% da matriz de energia elétrica do país. Segundo a Abeeólica, no ano passado, a energia eólica abasteceu mensalmente uma população equivalente a todo o sul do país e gerou 41 mil postos de trabalho.

Nos últimos anos os investimentos feitos pelas empresas da cadeia produtiva de energia eólica, já 80% nacionalizada, foi de R$ 48 bilhões. Nos últimos dias na Região Nordeste, onde o consumo total é de 9.711 MW médios, a geração de energia eólica, superior a 4.157 MW médios, já supera a geração de hidreletricidade, que é de 2.415 MW — o restante é energia térmica e transferências da Região Sudeste para a Nordeste.

Segundo a Abeeólica, de 1998 até hoje, já foram investidos cerca de R$ 60 bilhões. Em 2015, a energia eólica foi a fonte de energia que mais cresceu na matriz elétrica brasileira, responsável pela participação de 39,3% na expansão, seguida pela energia hidrelétrica (35,1%) e termelétrica (25,6%).

De acordo com Rita Burnay, especialista em renováveis em Portugal da consultoria canadense CGI, que está participando do evento, destacou que as fontes renováveis deverão manter uma taxa de crescimento entre 7% e 8% na Europa.

Mas a executiva disse que o maior crescimento dessas fontes, principalmente da eólica e da solar deverá acontecer agora no Brasil, na China e nos Estados Unidos.

— Acredito que a solar vai se desenvolver mais agora. Agora existem formas de conjugar a eólica com a solar , na qual a solar fica junto com a eólica podendo se fazer sinergia, aproveitando as infraestruturas que já estão lá pela eólica — destacou a executiva.

Rita afirma que já está se estudando a possibilidade de instalar placas fotovoltaicas nas regiões onde já estão instalados os parques eólicos na região do do Nordeste como em Fortaleza, onde já possuem infraestrutura das eólicas.

Ela lembrou que alguns países já começaram a pesquisar a possibilidade de construir uma bateria na qual pode ser carregada com o remanescente da energia produzida pela eólica. Com isso poderia se usar essa energia quando não tem vento.

Fonte: Ramona Ordoñez |O Globo

RN prestes a comemorar 3GW eólicos

Marca histórica deve ser alcançada nas próximas semanas, com a entrada em funcionamento de cinco novos parques eólicos, dois deles na região do Mato Grande.

Atualmente, das 106 usinas em funcionamento em todo o RN, 63 estão localizadas no Mato Grande. A região concentra 60% de todos os parques eólicos  do Rio Grande do Norte.  A área engloba os municípios de João Câmara, Parazinho, São Miguel do Gostoso, Jandaíra, Pedra Grande e Rio do Fogo.

Segundo dados do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), dos 2,9 GW de potência instalada no RN, cerca de 1,63 GW (56%) estão concentrados no Mato Grande.

Para o Diretor Setorial de Engenharia e Infraestrutura Elétrica do CERNE, Milton Pinto, os números destacam a relevância da região como pólo da indústria dos ventos no Brasil. “A potência eólica total dos municípios inseridos no Mato Grande supera o de estados brasileiros inteiros como o Rio Grande do Sul e Ceará, situados na terceira e quarta posição no ranking nacional, respectivamente”, afirma.

PARAZINHO E JOÃO CÂMARA – OS CAMPEÕES
O RN ultrapassou a barreira de 1500 turbinas eólicas em funcionamento no último dia 26 de julho. Desse total de turbinas, 645 estão instaladas nos municípios de Parazinho e João Câmara, que respondem sozinhos por 1,25 GW da geração eólica. O recorde foi anunciado pelo CERNE por meio de um levantamento elaborado pela equipe de analistas do setor.

parazinhoeolica

CONQUISTA DOS 3GW
Até o mês de Setembro, o RN deve alcançar a marca histórica dos 3GW de potência eólica instalada. Fomos ao Diretor de Engenharia e Infraestrutura Elétrica do CERNE, Milton Pinto, saber mais detalhes sobre essa vitória do setor.  Confira abaixo as respostas:

CERNE: Quantos parques eólicos faltam para atingirmos os 3 GW?

Milton Pinto: Provavelmente 5 parques: Vila Pará I, Vila Pará II, Vila Amazonas, Ventos de São Benedito e Ventos de São Domingos.

CERNE: Quantos parques eólicos estão atualmente  operando em testes no RN e qual a potência instalada total deles?

MP: Temos 5 parques eólicos operando na fase de testes, somando juntos mais de 100 MW em potência instalada.

CERNE: Onde estes parques estão instalados?

MP: Eles estão distribuídos nos municípios de São Miguel do Gostoso e Serra do Mel.

CERNE: Quais são as empresas proprietárias destes 5 parques eólicos?

MP: Voltalia (Vila Pará I, Vila Pará II e Vila Amazonas V) em Serra do Mel e CPFL Renováveis (Ventos de São Benedito e Ventos de São Domingos) em São Miguel do Gostoso.

CERNE: É possível que o RN alcance os 3 GW antes do Brasil alcançar os 10 GW e qual a data provável?

MP: Sim, provavelmente em Setembro ou com otimismo ainda em agosto de 2016.

Fonte: CERNE Press