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Produção de energia eólica do Brasil cresce 28% entre janeiro e outubro, diz CCEE

Os dados consolidados do boletim InfoMercado mensal da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE apontam que a produção de energia eólica em operação comercial no Sistema Interligado Nacional – SIN, entre janeiro e outubro de 2017, foi 28% superior à geração no mesmo período do ano passado.

A produção das usinas da fonte chegou a 4.527 MW médios frente aos 3.531 MW médios gerados no mesmo período do ano passado. A representatividade da fonte eólica em relação a toda energia gerada no período pelas usinas do Sistema alcançou 7,3% em 2017. A fonte hidráulica (incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas – PCHs) foi responsável por 71,2% do total e as usinas térmicas responderam por 21,5%.

Ao final de outubro, a CCEE contabilizou 480 usinas eólicas em operação comercial no país que somavam 12.250 MW de capacidade instalada, incremento de 24% frente aos 9.878 MW de capacidade das 388 unidades geradoras existentes um ano antes.

Eólica por Estado

O boletim indica que, por estado, o Rio Grande do Norte segue na liderança da produção eólica no país com 1.452,4 MW médios de energia entregues em 2017, aumento de 26% em relação ao mesmo período do ano passado. Em seguida, aparece a Bahia com 900 MW médios produzidos (+29%), o Ceará com 661,3 MW médios (+7,4%), o Rio Grande do Sul, que alcançou 621 MW médios (+19%) e o Piauí com 529 MW médios, aumento de 63,2% frente à geração alcançada em 2016.

Os dados consolidados da CCEE de outubro de 2017 confirmam ainda o estado do Rio Grande do Norte com a maior capacidade instalada, somando 3.455,4 MW, aumento de 13,6% em relação a outubro de 2016 quando a capacidade instalada era de 3.040,7 MW. Em seguida aparece a Bahia com 2.296,7 MW (+31,2%), o Ceará com 2.036,3 MW (+7,1%), o Rio Grande do Sul com 1.777,9 MW (+14,6%) e o Piauí com 1.413,7 MW de capacidade, crescimento de 62,7% frente ao ano passado.

Fonte: CCEE

Polo de Guamaré se mantêm no Rio Grande do Norte

A unidade industrial da Petrobras em Guamaré é o epicentro de produção de petróleo do Rio Grande do Norte. Localizado na costa branca, o polo está em lugar estratégico para receber todo petróleo produzido nas concessões em atividade no RN, sendo 66 em terra e 12 no mar. É no ativo de Guamaré onde se encontra a Refinaria Potiguar Clara Camarão (RPCC), responsável pelas produções de gasolina, querosene de aviação e gás que se consome no estado. A Unidade de Tratamento e Processamento de Fluidos (UFPF) e o Terminal Aquaviário (Transpetro) também compõe o complexo.

A importância do polo para o RN se revela no Produto Interno Bruto Industrial do estado: ela é responsável por cerca de 40% deste. No entanto, o complexo terá mudança nas operações no início de 2018. A RPCC, hoje autônoma, será integrada ao ativo de Exploração e Produção. A decisão da estatal, anunciada no fim de outubro, faz parte de um planejamento de contenção de gastos. De acordo com o gerente geral da Unidade Operacional da Petrobras no Rio Grande do Norte e no Ceará, Tuerte Amaral Rolim, isso não representa que a RPCC receberá menos investimentos ou diminuirá a capacidade de produção. “Nós vamos otimizar a estrutura e o processo industrial do polo, unificando as operações de Exploração e Produção com as da refinaria”, destacou.

O redimensionamento significa uma economia de R$ 35 milhões, segundo informações da empresa. Os cortes está sobretudo nos cargos administrativos e gerenciais da RPCC. “As pessoas que hoje ocupam estes cargos serão remanejadas. Este é um plano nacional que provoca muita mudança”, continuou Tuerte Rolim. Ele negou enfaticamente que isso representa demissões, apesar da declaração de extinção dos cargos. Hoje, 700 funcionários trabalham no polo, entre contratados e terceirizados.

A Refinaria tem capacidade de produzir 2 milhões de litros de gasolina por dia, o suficiente para abastecer 50 mil carros. A média de produção atualmente, no entanto, é de 1,2 milhão. A quantidade segue a demanda do mercado e, neste ano, já bateu recorde de produção de querosene para aviação. Em agosto, foram produzidos 19.841 metros cúbicos do combustível. O volume é 8% superior ao recorde anterior, obtido em janeiro deste ano. Na ocasião, a estatal afirmou que a marca foi possível em função do aperfeiçoamento de processos promovido pelo Programa de Produção de Médios (diesel e QAV) e Gasolina, o Promega.

Os investimentos no Rio Grande do Norte em 2017  somam R$ 800 milhões. É uma cifra considerada alta pelo gerente geral Tuerte Rolim, diante do processo de contenção de gastos da estatal. Mas este número vem caindo ano a ano. Em 2015, por exemplo, a Petrobras injetou no RN cerca de R$ 1,3 bilhão de reais. A justificativa é a dívida da estatal diante da crise econômica brasileira e da desvalorização do petróleo. “Todas as empresas de petróleo sofreram dificuldades porque o preço do barril caiu mundialmente, mas a Petrobras foi mais afetada porque foi a operadora com mais investimentos de 2008 para cá, devido ao pré-sal”, disse.

Outra medida realizada no estado para diminuir os gastos da empresa é a venda de campos chamados “maduros”, quando a capacidade de produção destes diminui. Há 10 anos, o RN chegou a produzir 100 mil barris por dia, enquanto hoje produz uma média 48 mil. Segundo Tuerte, “o petróleo no RN não está em decadência, mas em um declínio natural. Decidimos vender porque estes poços seriam melhor aproveitados por pequenos produtores”. Ele nega que isso represente um abandono da Petrobras ou o fim do petróleo. “Novas tecnologias vão surgindo para melhorar a extração deste petróleo e a quantidade de barris pode subir. Nós temos grandes expectativas acerca do RN”. Em relação ao gás natural, a produção atual chega a 930 mil metros cúbicos diários.

Infraestrutura

No polo industrial de Guamaré, todo petróleo extraído nos 5.551 poços existentes, tanto terrenos quanto marítimos, chegam por meio de dutos. São 30 quilômetros de vaporduto e dois quilômetros de oleoduto e gasoduto. Os campos contemplados vão de Ubarana, primeiro a ser descoberto aqui no estado e localizado na bacia hidrográfica, ao que é produzido em terra em Mossoró, Alto do Rodrigues, Açu, Carnaubais e Macau.

O petróleo e o gás chegam a Guamaré para realizar todo processamento. Depois de prontos (quando são separados da água) são refinados para serem transformados em gasolina e querosene na Refinaria Clara Camarão. Uma cifra segue para a Transpetro, de onde é levada para outros lugares.

Toda esta produção da RPCC abastece o Rio Grande do Norte, mas ainda precisa passar por outros processos antes de serem colocados para o comércio. A gasolina, por exemplo, é misturada com álcool antes de chegar no consumidor. Este é um processo é realizado em outros estados, o que acaba encarecendo o valor do litro no RN.

Números

R$ 35 milhões é quanto a Petrobras calcula que vai economizar com as mudanças na unidade.

700 funcionários trabalham, hoje, no polo de Guamaré, entre efetivos e terceirizados.

R$ 800 milhões é o volume de investimentos planejados pela Petrobras para o RN, durante este ano.

Fonte: Tribuna do Norte | Luiz Henrique Gomes

Ceará busca voltar ao topo no ranking de energia eólica

Figurando no terceiro lugar no ranking de produção de energia eólica do Brasil, o Ceará está atrás do Rio Grande do Norte e da Bahia. Para voltar ao topo, comitiva do Governo do Estado irá buscar novas prospecções para o mercado local.

O potencial eólico do Ceará entrará em pauta a partir de hoje, no Brazil Windpower 2017. O evento, realizado no Rio de Janeiro, é uma oportunidade para diversas empresas e governos apresentarem as melhores opções para o mercado de energia eólica.

A participação cearense começa a partir das 13 horas, com o workshop “Novos Ventos do Ceará”, ministrado pelo secretário da Secretaria do Desenvolvimento (SDE), César Ribeiro e o pelo coordenador do Núcleo de Energia da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Joaquim Rolim. O evento segue até quinta-feira, 31.

O principal ponto a ser abordado pelo Governo do Estado na atração de investidores será, além do fator natural de intensidade dos ventos, a infraestrutura local que possui uma “cadeia produtiva completa”, como define Joaquim. A nova parceria com o Porto de Roterdã e a privatização do Aeroporto Internacional Pinto Martins são fatores que podem influenciar em leilão de energia.

“O índice do Ceará (capacidade de geração) em 2016 foi de 47,6%, a do Brasil foi 40,7% e o mundial ficou abaixo de 30%. Mostra que o Estado tem diferencial muito grande. Nós temos plena condição para expandir”, comenta. Atualmente, são 61 usinas eólicas em operação no Estado, com a maioria dos parques localizados nos municípios de Itarema, Trairi, Aracati e Beberibe. A Chapada da Ibiapaba é uma das regiões com maior potencial a ser desenvolvido.

Para fortalecer a imagem do Estado, três produtos estão em licitação para serem apresentados a eventuais investidores. São o balanço energético do Ceará e o levantamento da infraestrutura elétrica cearense, ambos realizados pela Secretaria da Infraestrutura (Seinfra). É a primeira vez que estudos do gênero serão realizados no Ceará. Em parceria com a Fiec, o Atlas Híbrido Eólico e Solar também está em fase de planejamento e deve ser licitado. Os produtos não contam com data de lançamento.

Presidente da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), que também estará no Brazil Windpower, Nicolle Barbosa conta que os estudos passarão a ser anuais, após seu início. “A gente hoje não tem informações que justifiquem investimento aqui no Estado. Esses dados vão ser consolidados, estabelecendo a demanda e oferta de energia do Ceará, por exemplo. Vai ser como uma radiografia”, diz. Um estande da Adece também estará no evento, como espaço para tirar dúvidas e apresentar projetos.

Fonte: O Povo

Brasil desponta como terceiro maior produtor de eletricidade das Américas

O Brasil é o terceiro maior gerador de eletricidade das Américas, atrás apenas dos Estados Unidos e do Canadá, de acordo com relatório da EIA (Energy Information Administration). Em 2016, a capacidade instalada total de geração de energia elétrica atingiu 137 GW, gerando 560 bilhões de kWh.

As hidrelétricas se mantêm como principal fonte de geração da matriz elétrica brasileira, representando mais de 70% do total (87 GW), seguida pelos combustíveis fósseis (30 GW), biomassa (12 GW) e de uma pequena parte vinda das fontes eólicas e nucleares. O Brasil é o segundo maior produtor de energia hidrelétrica do mundo, perdendo apenas para a China.

O gás natural é o principal combustível fóssil usado no Brasil, correspondendo a mais da metade do potencial de combustíveis fósseis, sendo a outra parte ocupada pelo carvão mineral. A atual aposta do setor é o projeto da termelétrica do Porto de Sergipe, com entrega prevista para o final de 2019. A usina terá uma geração de 1,5 GW, a maior da América Latina.

Visando aumentar a parcela de fontes de energia renováveis não-hidrelétricas na matriz, o governo anunciou em 2015 o Programa de Desenvolvimento da Geração Distribuída de Energia Elétrica (ProGD). A ideia é ampliar e aprofundar as ações de estímulo à geração de energia pelos próprios consumidores, estimulando, por exemplo, o uso de energia solar fotovoltaica. A estimativa é que o programa movimente cerca de R$ 100 bilhões em investimentos, até 2030.

Fonte: Brasil Energia | Amanda Magalhães

Produção de energia eólica cresce 53,4% entre janeiro e novembro de 2016

A geração de energia eólica em operação comercial no Sistema Integrado Nacional (SIN) entre janeiro e novembro de 2016 totalizou 3.667 MW médios, um crescimento de 53,4% ante os 2.390 MW médios produzidos no mesmo intervalo de 2015, informou nesta terça-feira, 10, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

De acordo com a entidade, a geração total das usinas do sistema no período em questão alcançou 61.543 MW médios, o que implica uma alta de 0,3% na base anual. Os dados constam no boletim InfoMercado, divulgado mensalmente pela CCEE.

Assim, a produção de energia eólica nos primeiros 11 meses de 2016 representa 6% da geração total. A fonte hidráulica, que engloba usinas hidrelétricas de pequeno e grande porte, respondeu por 45.371 MW médios, o que equivale a 73,7% do total, enquanto a geração térmica foi responsável por 12.505 MW médios, ou 20,3%.

Eólica por Estado

Ao analisar os números por Estado em novembro, os dados da entidade mostram que o Rio Grande do Norte segue como o maior produtor do País de energia eólica, com 1.589 MW médios, uma alta de 82% em relação ao mesmo mês do ano passado. Em sequência, aparecem Ceará, com 1.038 MW médios (+68%), e Bahia, com 684 MW médios (+87,6%).

Fonte: Estadão Conteúdo

Mais de 100MW em eólicas devem entrar em operação comercial no RN até dezembro

Um levantamento realizado pelo Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) revela que atualmente o Rio Grande do Norte tem quatro parques eólicos que se encontram em fase de testes.  Com o funcionamento efetivo desses empreendimentos, mais de 100 MW (113,4 MW) devem instalados no Estado até dezembro deste ano.

Desse total, cerca de 84 MW são provenientes dos parques eólicos Santana I (30 MW), Santana II (24 MW) e Calango 6 (30 MW), do grupo Força Eólica do Brasil e todos instalados nos municípios de Bodó e Lagoa Nova, no Rio Grande do Norte.

Já 16,8 MW são oriundos do parque Santa Mônica (capacidade total 29,4 MW), de propriedade do Grupo CPFL Renováveis, instalado no município de Touros.

O RN continua absoluto como líder nacional em quantidade de parques eólicos instalados e produção da energia proveniente da força dos ventos, detendo 3,2 GW em potência instalada.

Fonte: CERNE Press

Produção de petróleo no Brasil bate recorde pelo 3º mês consecutivo

A produção total de petróleo e gás natural no Brasil no mês de agosto totalizou 3,293 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), ultrapassando o recorde anterior obtido em julho de 2016, quando foram produzidos 3,21 MMboe/d. A produção de petróleo foi de aproximadamente 2,609 milhões de barris por dia (bbl/d), um aumento de 1,1% na comparação com o mês anterior e de 2,4% em relação ao mesmo mês em 2015.

A produção de petróleo superou o recorde alcançado em julho de 2016, quando foram produzidos 2,581 MMbbl/d. Já produção de gás natural totalizou 108,8 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), superando o recorde anterior de 107,2 MMm3/d obtido em julho de 2016, o que representa um aumento de 1,5% frente a junho de 2016 e de 9,6% na comparação com agosto de 2015.

Pré-sal
A produção do pré-sal, oriunda de 65 poços, foi de aproximadamente 1,099 milhão de barris de petróleo por dia (bbl/d) e 42,2 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d) de gás natural, totalizando aproximadamente 1,365 milhão de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), um aumento de 3,6% em relação ao mês anterior.

A produção de petróleo no pré-sal superou os 1,060 milhão de barris diários obtidos em julho de 2016 e a de gás natural ultrapassou os 40,8 MMm3 produzidos em julho de 2016. A produção total também superou o recorde do mês anterior, de 1,317 MMboe/d. Os poços do “pré-sal” são aqueles cuja produção é realizada no horizonte geológico denominado pré-sal, em campos localizados na área definida no inciso IV do caput do art. 2º da Lei nº 12.351, de 2010.

Queima de gás
O aproveitamento de gás natural no mês foi de 95,4%. A queima de gás em agosto foi de 5 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), um aumento de 13,5% se comparada ao mês anterior e de 7,8% em relação ao mesmo mês em 2015. A principal motivação para o aumento na queima de gás natural foi o comissionamento do FPSO Cidade de Saquarema, localizado no campo de Lula.

Campos produtores
Os campos marítimos produziram 94,4% do petróleo e 77,1% do gás natural. A produção ocorreu em 8.792 poços, sendo 781 marítimos e 8.011 terrestres. Os campos operados pela Petrobras produziram 93,4% do petróleo e gás natural.

O campo de Lula, na Bacia de Santos, foi o maior produtor de petróleo e gás natural, produzindo, em média, 581,9 mil bbl/d de petróleo e 25,5 milhões de m³/d de gás natural.

Estreito, na Bacia Potiguar, teve o maior número de poços produtores: 1.101. Marlim, na Bacia de Campos, foi o campo marítimo com maior número de poços produtores: 60.

A FPSO cidade de Mangaratiba, produzindo no campo de Lula, produziu, por meio de 5 poços a ela interligados, 190 mil boe/d e foi a UEP (Unidade Estacionária de Produção) com maior produção.

As bacias maduras terrestres (campos/testes de longa duração das bacias do Espírito Santo, Potiguar, Recôncavo, Sergipe e Alagoas) produziram 148,4 mil boe/d, sendo 122,5 mil bbl/d de petróleo e 4,1 milhões de m³/d de gás natural. Desse total, 143,6 mil barris de óleo equivalente por dia foram produzidos pela Petrobras e 4,8 mil boe/d por concessões não operadas pela Petrobras, sendo 388 boe/d em Alagoas, 1.768 boe/d na Bahia, 58 boe/d no Espírito Santo, 2.357 boe/d no Rio Grande do Norte e 197 boe/d em Sergipe.

Outras informações
Em agosto de 2016, 299 concessões, operadas por 27 empresas, foram responsáveis pela produção nacional. Destas, 83 são concessões marítimas e 216 terrestres. Do total das concessões produtoras, uma encontra-se em atividade exploratória e produzindo através de Teste de Longa Duração (TLD) e outras dez são relativas a contratos de áreas contendo acumulações marginais.

Fonte: Portal Full Energy

Produção de petróleo e gás no Brasil bate novo recorde em julho

A produção total de petróleo e gás natural no Brasil no mês de julho totalizou 3,255 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), ultrapassando o recorde anterior obtido em junho de 2016, quando foram produzidos 3,21 MMboe/d. A produção de petróleo foi de aproximadamente 2,581 milhões de barris por dia (bbl/d), um aumento de 0,9% na comparação com o mês anterior e de 4,7% em relação ao mesmo mês em 2015. A produção de petróleo superou o recorde alcançado em junho de 2016, quando foram produzidos 2,558 MMbbl/d. Já produção de gás natural totalizou 107,2 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), superando o recorde anterior de 103,5 MMm3/d obtido em junho de 2016, o que representa um aumento de 3,5% frente a junho de 2016 e de 12,4% na comparação com julho de 2015.

Pré-sal

A produção do pré-sal, oriunda de 65 poços, foi de aproximadamente 1,060 milhão de barris de petróleo por dia (bbl/d) de petróleo e 40,8 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d) de gás natural, totalizando aproximadamente 1,317 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boe/d), um aumento de 6,2% em relação ao mês anterior. A produção de petróleo no pré-sal superou os aproximadamente um milhão de barris diários obtidos em junho de 2016 e a de gás natural ultrapassou os 38,1 MMm3 produzidos em junho de 2016. A produção total também superou o recorde do mês anterior, de 1,240 MMboe/d. Os poços do “pré-sal” são aqueles cuja produção é realizada no horizonte geológico denominado pré-sal, em campos localizados na área definida no inciso IV do caput do art. 2º da Lei nº 12.351, de 2010.

Queima de gás

O aproveitamento de gás natural no mês foi de 95,9%. A queima de gás em julho foi de 4,4 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), um aumento de 24% se comparada ao mês anterior e de 9,6% em relação ao mesmo mês em 2015.

Campos produtores

Os campos marítimos produziram 94,2% do petróleo e 76,6% do gás natural. A produção ocorreu em 8.818 poços, sendo 794 marítimos e 8.024 terrestres. Os campos operados pela Petrobras produziram 93,4% do petróleo e gás natural.

O campo de Lula, na Bacia de Santos, foi o maior produtor de petróleo e gás natural, produzindo, em média, 558,2 mil bbl/d de petróleo e 24,6 milhões de m³/d de gás natural.

Estreito, na Bacia Potiguar, teve o maior número de poços produtores: 1.074. Marlim, na Bacia de Campos, foi o campo marítimo com maior número de poços produtores: 62.

A FPSO cidade de Mangaratiba, produzindo no campo de Lula, produziu, por meio de 6 poços a ela interligados, 186,5 mil boe/d e foi a UEP (Unidade Estacionária de Produção) com maior produção.

As bacias maduras terrestres (campos/testes de longa duração das bacias do Espírito Santo, Potiguar, Recôncavo, Sergipe e Alagoas) produziram 154,1 mil boe/d, sendo 126,1 mil bbl/d de petróleo e 4,4 milhões de m³/d de gás natural. Desse total, 149,5 mil barris de óleo equivalente por dia foram produzidos pela Petrobras e 4,6 mil boe/d por concessões não operadas pela Petrobras, sendo 384 boe/d em Alagoas, 1.760 boe/d na Bahia, 58 boe/d no Espírito Santo, 2.386 boe/d no Rio Grande do Norte e 14 boe/d em Sergipe.

Outras informações

Em julho de 2016, 296 concessões, operadas por 24 empresas, foram responsáveis pela produção nacional. Destas, 81 são concessões marítimas e 215 terrestres. Do total das concessões produtoras, uma encontra-se em atividade exploratória e produzindo através de Teste de Longa Duração (TLD) e outras sete são relativas a contratos de áreas contendo acumulações marginais.

Fonte: ANP

Produção de gás natural no Brasil atinge recorde histórico de 103,5 milhões m³/dia

Segundo o Boletim de Acompanhamento da Indústria e Gás Natural do Ministério de Minas e Energia, a produção de gás natural, no mês de junho, atingiu o recorde histórico com a marca de 103,5 milhões de metros cúbicos por dia (m³/d), um aumento de 3,6% na comparação com o mês anterior e de 8,3% em relação ao mesmo mês de 2015. No mesmo período, a demanda total no mês aumentou 8%, fechando em 78,3 milhões de m³/dia, enquanto a oferta nacional permaneceu estável e acima de 50 milhões de m³/dia.

O desenvolvimento do mercado brasileiro de gás natural é uma das prioridades do MME, que prevê através do “Gás para Crescer”, medidas efetivas de aprimoramento das normas do setor visando um mercado com diversidades de agentes, competitividade e que contribua para o crescimento do país.

O mês de junho também registrou bons números na matriz de oferta interna de energia elétrica brasileira, com predominância para energias renováveis que representam quase 83% da matriz. Entre as fontes, a hidráulica é que mais se destaca com 69,8% de participação, seguida por biomassa com 8,6% e eólica com 4,5%. A estimativa para 2016 é que as renováveis venham a contribuir com 43,6%, indicador superior aos 41,2% verificados em 2015.

Fonte: Da Agência CanalEnergia, Operação e Manutenção

Campos de pré-sal crescem 16% com produção de 928,97mil barris por dia

Em maio de 2016, os campos relativos ao horizonte geológico do pré-sal produziram 928,9 mil barris por dia (Mbbl/d) de petróleo, volume 15,92%  superior em relação a abril,  quando foi produzido o volume de 801,3 Mbbl/d. Os dados constam no Boletim de Exploração e Produção de Petróleo e Gás Natural N° 51.

No mesmo período, os campos de pré-sal também produziram 34,5 MMm³/d de gás natural, um aumento de 12% em relação ao mês anterior (30,8 MMm³/d). No total, foram produzidos no Brasil 1,15 MMboe/d de petróleo e gás natural, um aumento de 15% em comparação com abril, com a média mensal em maio de 1,0 MMboe/d.

Quanto à produção total de petróleo e gás natural, considerando outros campos além dos situados no horizonte geológico do pré-sal, o Brasil contabilizou 3,12 milhões de barris de óleo equivalente por dia (MMboe/d), um aumento de 7,96% em comparação ao mês anterior, que foi de 2,89 MMboe/d.

Considerando somente o petróleo, a produção total em maio foi de 2,49 milhões de barris por dia (MMbbl/d), valor 8,73% superior ao registrado em abril (2,29 MMbbl/d). Em relação ao gás natural, a produção total foi de 99,8 milhões de metros cúbicos por dia (MMm³/d), correspondendo a um aumento de 4,18% em relação ao mês anterior(95,8 MMm³/d.)

A produção total de petróleo e gás natural foi obtida a partir de 8.920 poços, sendo 770 marítimos e 8.150 terrestres. Os campos marítimos produziram 93,8% do petróleo e 76,6% do gás natural do total nacional.

Fonte: Ministério das Minas e Energia

Produção acumulada de biodiesel no Brasil atinge 1.887 mil m³ em junho

A produção acumulada de biodiesel, em junho de 2016, atingiu 1.887 mil m³, contra 1.931 mil m³ no mesmo período do anterior. Representa uma retração de 2,3%. Já o volume registrado do combustível em junho foi de 315 m³, registro superior ao mês de maio, quando foi computado 309 m³. Os dados constam na edição nº 101 do Boletim dos Combustíveis Renováveis, publicação elaborada pelo Ministério de Minas e Energia (MME).

A capacidade instalada autorizada a operar comercialmente em junho de 2016 ficou em 7.123 mil m³/ano, o que corresponde a 594 mil m³/mês. Desse total, 91% são referentes às empresas detentoras do Selo Combustível Social. Em junho, 48 unidades aptas legalmente a operar com uma capacidade média instalada de 148 mil m³/ano.

A região Centro-Oeste liderou a produção de biodiesel no cenário nacional, com a participação de 40%. Já a região sul foi responsável por 38% da produção brasileira, seguida pelo sudeste, com 12%. As regiões nordeste e norte representaram, respectivamente, 7% e 3% da soma.

Com relação às matérias-primas utilizadas na produção de biodiesel, no acumulado até o mês de maio, a participação das três principais matérias-primas foi de 77,5% soja, 16,8% gordura bovina e 1,1% algodão.

Produção de etanol

No terceiro mês da safra 2016/17, a produção de etanol foi de 3,1 bilhões de litros, redução de 1,6% em relação à produção do ano anterior. A produção de anidro foi de 1,3 bilhão de litros, redução de 4% em relação à safra anterior. Já a produção de hidratado foi de 1,8 bilhão de litros. Em junho, o consumo de etanol foi de 2,2 bilhões de litros, sendo 0,9 bilhão de litros de anidro e 1,3 bilhão de litros de hidratado. Em 2016, já foram consumidos 10,5 bilhões de litros de etanol. Os números referentes ao etanol  são do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Fonte: Canal da Bioenergia | Ministério das Minas e Energia

Eólica: instalações anuais na América Latina vão ultrapassar as da América do Norte em 2025

A consultoria internacional Make fez uma atualização das previsões de instalações de energia eólica no mundo para o período até 2025. Segundo o relatório da empresa, ao fim do horizonte, as instalações anuais da América Latina irão ultrapassar as da América do Norte. O Brasil continuará a liderar a expansão eólica na América Latina, mesmo com os problemas políticos e econômicos e o México se tornará o terceiro maior mercado das Américas.

No ano passado, a China excedeu as expectativas para instalações eólicas tendo relatado uma capacidade conectada a rede de 32,9 GW. Segundo a consultoria, a corrida para implantar projetos eólicos na China em 2015 se deve ao fim do prazo de incentivos oferecidos à fonte. No curto prazo, de acordo com a Make, o crescimento da fonte será em grande parte impulsionado por um encerramento de políticas de incentivos em países como Alemanha, Estados Unidos e China.

Os mercados europeus permanecem com incertezas regulatórias, tanto no curto prazo, quanto após 2020. Já os mercados do Oriente Médio e da África continuam a se desenvolver. A China, mesmo com um ritmo menor, continuará sendo o país com o maior número de instalações no período.

Fonte: Carolina Medeiros, da Agência CanalEnergia, Planejamento e Expansão

Capacidade instalada de usinas eólicas cresce 45% em 2015

A capacidade instalada de usinas eólicas cresceu 45% ao longo de 2015 na comparação com 2014, saltando de 5.710 MW para 8.277 MW. Entre janeiro e dezembro do ano passado, entraram em operação 102 novos empreendimentos, somando um total de 325 geradoras eólicas em 2015. O balanço foi divulgado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica na segunda-feira, 7 de março.

Segundo a CCEE, as usinas eólicas produziram 2.971 MW médios, crescimento de 52% em relação ao mesmo período de 2014. Vale destacar o desempenho da fonte no mês de agosto, quando a produção alcançou seu auge e entregou ao Sistema Interligado Nacional de 3.199 MW médios.

Na análise por estado, o Rio Grande do Norte fechou 2015 com a maior capacidade instalada em usinas eólicas, um total de 2.493 MW, aumento de 28,3%. Em seguida, aparecem Ceará com 1.573,5 MW (+22,8%), Rio Grande do Sul com 1.514 MW (+30,6%) e Bahia com 1.441 MW (+41,6%). Veja o ranking completo abaixo.

Os dados consolidados do boletim InfoMercado Mensal referentes à dezembro mostram ainda uma variação positiva no consumo e geração de energia do SIN. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve um aumento de 0,5% no consumo (61.795 MW médios ante 61.479 MW médios) e de 0,4% na geração de energia (61.826 MW médios frente aos 61.559 MW médios).
Ranking – Os 10 maiores estados  em capacidade instalada de energia eólica
Posição             Estado               MW
1º             Rio Grande do Norte  2.493
2º             Ceará                             1.573,5
3º             Rio Grande do Sul      1.514
4º             Bahia                             1.441
5º             Piauí                              705
6º             Santa Catarina            224
7º             Pernambuco                192
8º             Paraíba                         59,5
9º             Sergipe                         34,5
10º           Rio de Janeiro            28
Fonte: Da Agência CanalEnergia, Operação e Manutenção
 

Produção eólica cresceu 49% em fevereiro, informa a CCEE

Dados preliminares de medição coletados entre os dias 1º e 29 de fevereiro apontam uma alta de 1,2% no consumo e de 1,1% na geração de energia elétrica no País, na comparação com o mesmo período de 2015. As informações constam na mais recente edição do boletim InfoMercado Semanal, da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica ( CCEE), que traz dados de geração e consumo de energia, além da posição contratual líquida atual dos consumidores livres e especiais.

A análise do consumo de energia, que somou 63.492 MW médios, aponta aumento de 2,5% no mercado cativo (ACR), no qual os consumidores são atendidos pelas distribuidoras, e redução de 2,8% no mercado livre (ACL), no qual consumidores compram energia diretamente dos fornecedores.

Em fevereiro, a produção das usinas do Sistema Interligado Nacional (SIN) alcançou 65.970 MW médios de energia. As usinas eólicas voltaram a registrar aumento na produção e foram um dos destaques do mês, com 2.659 MW médios, crescimento de 49,1% em relação a fevereiro do ano passado. As usinas hidráulicas, incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas, foram responsáveis por 52.069 MW médios, aumento de 9,5%. A representatividade da fonte hidráulica, em relação a toda energia gerada no País, foi de 79%, índice 6,1 pontos porcentuais superior ao registrado no ano passado.

Entre os diferentes ramos de atividade industrial analisados pela CCEE, que considera dados dos autoprodutores, consumidores livres e especiais, houve crescimento no consumo em diversos deles, devido à migração de consumidores para o mercado livre, com destaque ao alimentício (10%), devido à abertura de novos empreendimentos gastronômicos, comércio (4,8%) e saneamento (4,7%). No entanto, houve retração em alguns setores, incluindo veículos (-14,7%), extração de minerais metálicos (-6,8%), químicos (-5,7%) e têxteis (-5,5%).

 

O InfoMercado Semanal também apresenta estimativas de que as usinas elétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia (MRE) gerem, até a quinta semana de fevereiro, o equivalente a 90,5% de suas garantias físicas, ou 50.247 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, este porcentual foi de 99,3%.

Fonte: Estadão Conteúdo