Posts

Setor de energias renováveis emprega 8,1 mi de pessoas no mundo

O setor de energias renováveis empregou mais de 8,1 milhões de pessoas no mundo no ano passado, um aumento de 5% que vai na direção contrária da tendência geral de queda do mercado, segundo relatório divulgado pela Agência Internacional de Energias Renováveis (IRENA, sigla em inglês) durante a 11º reunião do Conselho.

Na sua revisão anual do setor, a IRENA  atribuiu o aumento do emprego à queda dos custos de tecnologia e ao aumento das políticas energéticas.

No setor de energia tradicional, os produtores de petróleo vêm registrando perdas de receita desde que o preço do barril começou a cair, em meados de 2014.

China, Brasil, Estados Unidos, Índia, Japão e Alemanha foram os países que mais ofereceram empregos em energias renováveis em 2015, segundo o relatório, acrescentando que o setor de energia solar fotovoltaica continua sendo o maior empregador, com 2,8 milhões de vagas.

O setor de biocombustíveis líquidos foi o segundo maior empregador mundial, com 1,7 milhão de empregos, seguido pela energia eólica, que empregou 1,1 milhão de pessoas.

irena2

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Fonte: Future Energy Web

Setor eólico cresce e amplia busca por especialistas

Matéria especial do jornal Valor Econômico traz uma entrevista com Jean-Paul Prates e mostra como o Brasil atingiu o ranking de quinto país no mundo que mais emprega em eólicas.

Foto: reprodução/Valor Econômico

Foto: reprodução/Valor Econômico

O setor de energia eólica emprega no Brasil cerca de 41 mil pessoas – entre postos diretos e indiretos, segundo dados da International Renewable Energy Agency (Irena). O crescimento, de acordo com a agência, é de 14% em relação a 2014.

Somos o quinto maior empregador do mundo, atrás de China, Alemanha, Estados Unidos e Índia, e o número de vagas não dá sinal de que vai encolher nos próximos anos. Ao contrário.

Estimativas da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), que leva em conta o cálculo de 15 empregos criados para cada megawatt instalado, mostram que 43,6 mil novas vagas serão criadas no setor em 2016. Em 2017 serão mais 36,5 mil. “Essa curva de crescimento da eólica é feita com base nos leilões contratados e não em perspectiva de venda”, enfatiza Élbia Gannoum, presidente da ABEEólica. “Neste momento estão sendo construídos nove gigawatts para entrar até 2018.”

Os profissionais demandados são os mais variados, desde técnicos até gestores. O difícil é precisar onde os empregos serão criados. A conta não é simples, porque a cadeia está espalhada pelo país. Então, um megawatt instalado no Rio Grande do Norte, por exemplo, pode criar emprego em uma fábrica no Sudeste.

Jean-Paul Prates, diretor geral do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), afirma que, na fase da construção, praticamente todos os empregos são gerados no local – exceção feita aos equipamentos construídos em fábricas fora do Estado.

Além disso, diz ele, um terço do investimento médio de R$ 5 milhões feito por megawatt é destinado a compras locais. “Pela mera presença humana, que requer alojamento, alimentação e manutenção dos mais diversos itens”, afirma.

No Estado potiguar, que tem a maior potência instalada do país, foram investidos, segundo Prates, R$ 15 bilhões nos últimos dez anos – valor decorrente da criação de parques eólicos. “Em uma conta simples, se imaginarmos que um terço disso é gasto em compras locais, já foram R$ 5 bilhões injetados no Estado nesse período”, afirma Prates.

Os locais mais beneficiados pela indústria eólica são o litoral norte do Estado, a região do Mato Grande e Serra de Santana. “João Câmara e Parazinho, na região do Mato Grande, são duas cidades que viviam basicamente de Bolsa Família e agricultura de subsistência. Hoje têm uma economia muito mais pujante”, afirma Prates.

Na visão dele, a indústria eólica está conseguindo compensar, desde 2009, a queda da indústria do petróleo no Estado e ainda consegue manter as pessoas em suas cidades locais, gerando emprego onde moram, e não apenas nos principais municípios do Estado.

Para dar conta de atender a geração de empregos do setor – e graças também à política do governo federal de investir em capacitação -, o número de escolas técnicas federais (IFRN) passou de duas para 20 nos últimos anos. Entre os cursos há o tecnólogo em energias renováveis.

No Ceará, quarto Estado em potência instalada, o impacto da energia eólica na economia local é estimado em R$ 6 bilhões. Até 2024, cerca de R$ 18 bilhões devem ser investidor no setor de energias renováveis no estado e 18 mil novos empregos devem ser criados no segmento de energia eólica.

“Estamos trabalhando fortemente a atração de toda a cadeia produtiva”, afirma Nicolle Barbosa, secretária de desenvolvimento econômico do Ceará. “Hoje já temos no Ceará indústrias de pás eólicas, aerogeradores, torres de concreto e metálica, elevadores e escadas, além de grandes empresas especializadas na construção de parques eólicos.”

Para capacitar os profissionais que atuam no setor, o estado do Ceará conta com 118 escolas profissionalizantes, além de mestrado em energias renováveis. “As empresas, em parceria com o Sistema S, formam constantemente turmas de profissionais especializados na área”, afirma Nicolle.

No Rio Grande do Sul, terceiro Estado em potência instalada, Ricardo Rosito, presidente do Sindicato das Indústrias de Energia Eólica do RS (Sindieólica), não sabe precisar o número de pessoas empregadas pelo setor no Estado. “Existem muitos empregados temporários e terceirizados devido à construção dos parques”, diz. “E como faz cinco leilões que o Rio Grande do Sul não consegue trazer investimentos para o Estado, houve um decréscimo nos empregos da construção, etapa que mais emprega.”

Na fase da construção, estima-se que cada megawatt instalado gere 15 novos postos de trabalho. Depois, com o parque já instalado, a estimativa de vagas por megawatt cai para quatro.

Hoje, Rosito diz que as contratações estão paradas. “Acreditamos que o número de vagas vai crescer no próximo ano, porém não podemos precisar a quantidade, visto que os investimentos decorrem da viabilização nos leilões.”

Em Santa Catarina, sétimo Estado do país em potência instalada, o impacto da energia eólica na economia local é bastante pequeno, segundo Edilson Godinho, diretor de trabalho, emprego e renda da Secretaria de Estado da Assistência Social. “Há um mercado de trabalho promissor, mas ainda é muito pequeno”, diz.

Fonte: Valor Econômico | Adriana Fonseca

Capacitação em Energia Solar do CERNE supera expectativas

O Curso de Capacitação em Energia Solar Fotovoltaica: Tecnologia, Projetos e Aplicações, super​ou​ as expectativas de alunos e professores. Realizado pelo CERNE em parceria com a Universidade Potiguar (UnP), as aulas ministradas aos sábados, seguem​ até o próximo dia 16, com uma atividade prática: ​uma visita técnica a uma usina de geração de energia solar fotovoltaica.

Atendendo a uma demanda oriunda das empresas associadas e mantenedoras do CERNE, o curso foi elaborado com o objetivo suprir a carência de profissionais capacitados na área de energia solar fotovoltaica, setor atualmente em expansão e com grande potencial de investimentos no Brasil.

Para Josenberg Rocha Jr., diretor da empresa In PLANTAR e um dos instrutores do curso, a iniciativa cumpre a proposta em capacitar os participantes, com informações em primeira mão, sobre a evolução e estabelecimento do mercado fotovoltaico no Brasil e no mundo. “A presença marcante dos alunos reflete o interesse da sociedade no tema. Todos eles buscam desenvolver aplicações da energia solar em sua realidade, seja no trabalho, em casa ou até mesmo investir para abrir sua própria empresa”, explica o empresário.

Já para os 40 alunos inscritos, o curso é a chance de entrada para o mercado de trabalho. A engenheira civil Ana Angélica Azevedo afirma que as expectativas são as melhores possíveis e vê a capacitação como uma oportunidade para melhor colocação profissional. “Quando a gente está começando nessa área, a qualificação profissional é a melhor forma de estamos sempre à frente no mercado”, explica. A aluna enxerga a área de renováveis como um caminho sem volta: “apesar da crise, há crescimento”, conclui Ana Angélica.

Foto: CERNE/Divulgação

Alunos atentos a aula ministrada no último sábado (09). (Foto: CERNE/Divulgação)

Durante as aulas, os participantes puderam compreender a evolução do mercado fotovoltaico e como é possível transformar a energia do sol em eletricidade, além de conhecer, através de exemplos teórico-práticos, os principais componentes dos sistemas fotovoltaicos isolados e de pequenas redes (mini-grids).

O consumo racional de energia também esteve presente no conteúdo ministrado em sala de aula. “Com exclusividade e a vanguarda que o assunto exige, introduzimos as concepções de planejamento e execução para edificações com baixo consumo de energia, focando sempre na tão desejada eficiência energética”, explica Josenberg Rocha Jr.

O último módulo, que encerra o ciclo do curso, será destinado a uma atividade extra-classe, onde os alunos farão uma visita técnica à sistema solar fotovoltaico instalado no campus central do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN). Os 825 painéis solares ocupam aproximadamente 1.290m² e estão instalados sobre o teto dos blocos das salas de aula e são capazes de gerar, mensalmente, 26.200kWh de energia.

Fonte: CERNE Press

Energia solar estimula o aumento de empregos no Brasil

As estatísticas de energias renováveis e empregos publicadas no balanço anual da IRENA (Agência Internacional de Energias Renováveis) revelam que o número de pessoas empregadas na indústria global de energia renovável cresceu 5% em 2015, chegando a 8,1 milhões. É com energia solar que trabalham os empregadores mais importantes desse setor, responsáveis por 2,8 milhões de postos de trabalho nesse mesmo ano.

No segmento de energias renováveis, o setor de energia solar é globalmente o maior empregador. A maioria dos empregos criados nesse setor foi em operação e manutenção, e os maiores empregadores são a China, o Brasil e a Índia.

No Brasil, atualmente, o maior número de empregados na indústria de energia renovável está nos setores de bioenergia e de grandes hidrelétricas, embora também cresçam os empregos no setor eólico, graças a um aumento nas instalações e manufatura nacional.

Dessa forma, há potencial para que o setor solar fotovoltaico ganhe mercado, à medida que aumentam as instalações e cresce a capacidade planejada para 3,3 GW até 2018. Além dos 60.000 a 90.000 empregos possíveis a serem gerados, a produção nacional de módulos promete um grande potencial à medida que o foco se desloca da instalação.

Na Alemanha, por exemplo, havia 100.000 empregos no setor fotovoltaico quando o mercado atingiu 7 GW em 2012. Várias empresas do setor solar FV já demonstraram interesse em investir em produção local; portanto o mercado de trabalho brasileiro nesse setor, com 4.000 empregados, pode tornar-se uma parte essencial da economia dentro de alguns anos.

Globalmente, as instalações solares FV cresceram em 20% em 2015, com a China, o Japão e os Estados Unidos na liderança. O maior empregador solar FV é a China, com 1,7 milhão de empregos em 2015. Como os Estados Unidos e a União Europeia vêm cobrando impostos sobre as importações de painéis chineses, alguns fornecedores chineses de módulos reagiram implantando novas instalações em países como o Brasil. Além disso, à medida que aumenta a energia solar FV distribuída, torna-se mais fácil implantar localmente certas partes da cadeia de valor – tais como montagem, distribuição ou serviços pós-venda –, criando assim ainda mais empregos.

Fonte: Portal Investimentos e Notícias