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Brasil tem 2,7 GW em nova capacidade até junho, aponta Aneel

De acordo com o cronograma oficial, ainda deverão ser acrescidos à matriz elétrica nacional outros 3,23 GW somente este ano

Nos seis primeiros meses de 2018 o Brasil teve o acréscimo de 2,7 GW em nova capacidade instalada que entrou em operação comercial. De acordo com o relatório de acompanhamento da expansão da oferta da Agência Nacional de Energia Elétrica, no mês de junho o país teve o aumento da matriz em 616 MW, sendo que uma máquina da UHE Belo Monte (PA, 11.233 MW) foi a responsável por 611,11 MW. Além desta, foram mais 5,6 MW de uma PCH.

Na série histórica da Aneel, de 1998 a 15 de junho de 2018, foram adicionados 93,4 GW em nova capacidade de geração de energia no país.

De acordo com a previsão da agência reguladora ainda deverão ser acrescidos à matriz elétrica nacional em 2018 3,23 GW. Caso essa programação seja confirmada, seriam quase 6 GW de nova capacidade de geração. Já no horizonte até 2023 há um total de 23,6 GW contratados, sendo que a maior parte está prevista para entrar em operação em 2019, com 8,6 GW, sendo destes 5,2 GW de UHEs. De 2020 em diante há o reflexo da ausência de leilões sendo que o maior volume previsto em um ano é justamente nesse ano com 2,8 GW.

Desses mais de 23 GW há 5,8 GW classificados pela Aneel como sem previsão de término, a maior parte delas são usinas térmicas (fóssil e a biomassa) que somam 2,8 GW. Já 4,7 GW estão na faixa amarela, significando que há restrições para a entrada em operação desses projetos.Outros 13,1 GW aparecem na sinalização verde, onde não há restrições para a operação.

Nos seis meses de 2018 a fonte que mais adicionou capacidade, segundo a Aneel, foram as usinas hidrelétricas com 1,75 GW de UHEs mais 63 MW de PCHs. Em seguida vem as eólicas com quase 515 MW, a solar com cerca de 300 MW e as térmicas com 62 MW, divididos em 42 MW a biomassa e cerca de 20 MW de UTEs a combustíveis fósseis.

Fonte: Maurício Godoi | Canal Energia

Oferta de energia elétrica no Brasil será 2,6% maior em 2017

De acordo com o Boletim Mensal de Energia – Janeiro de 2017, a oferta interna de energia elétrica – subconjunto da matriz energética, a proporção das renováveis será bem mais significativa este ano, com previsão de chegar a 83,3%. No mundo este indicador é de apenas 24,1%.

O desempenho ocorre em razão do bom desempenho da energia eólica e reflete as transformações ocorridas no setor energético nacional, que tem incentivado tanto o crescimento dessas fontes quanto a diversificação da matriz nos últimos anos.

A Oferta Interna de Energia Elétrica (OIEE) de 2017 foi estimada em 630,2 TWh, mostrando aumento de 2,6% sobre 2016.

O boletim é elaborado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e acompanha um conjunto de variáveis energéticas e não energéticas capazes de permitir razoável estimativa do comportamento mensal e acumulado da demanda total de energia do Brasil.

A estimativa é que a energia hidráulica continue sendo a mais importante na matriz elétrica de 2017, respondendo por 67,9%, percentual ligeiramente inferior ao verificado em 2016 (68,6%).

Essa redução da fonte hídrica será compensada por bons desempenhos de outras fontes renováveis, como a eólica e a biomassa. A eólica deverá passar de uma proporção de 5,3% para 6,5%, e a biomassa, de 8,8% para 9,0%, de 2016 para 2017.

A produção de petróleo de janeiro de 2017 cresceu 15,3% sobre igual mês de 2016, repetindo as boas performances verificadas nos últimos meses de 2016. O mesmo ocorre com a produção de gás natural, com taxa de crescimento de 13,1%.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério de Minas e Energia