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Chamando o vento: Bahia é destaque em leilão para instalação de parques eólicos

Total de investimento é R$ 629 milhões; 16 cidades concentram 100 usinas em operação

Segunda colocada em capacidade de geração eólica no Brasil, que tem o Rio Grande do Norte na dianteira, com 3,7 gigawatts, a Bahia surge no cenário nacional com grande potencial para liderar o setor nos próximos anos.

Isso porque o estado, hoje com 100 parques em 16 cidades e 2,59 gigawatts de capacidade instalada, obteve bons resultados em leilões que definiram a instalação de mais 2 gigawatts para os próximos quatro anos.

O último deles, na semana passada, foi o leilão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), em São Paulo. A Bahia, no leilão, foi o único estado que recebeu projetos do setor.

No leilão foram quatro projetos contratados pela empresa francesa EDF, com capacidade para gerar 114,4 megawatts, o equivalente ao consumo anual elétrico de 290 mil lares. O total de investimento será de R$ 629 milhões na Bahia.

Prevista para 2021, a usina ficará em Campo Formoso, Norte do estado. A região é considerada por governo e empresas do setor como a melhor para geração de energia eólica no Brasil.

Para a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), “o sucesso da Bahia no cenário nacional neste leilão confirma o trabalho que vem sendo realizado em parceria com o setor eólico, visando consolidar o Estado como o mais competitivo para esta fonte.”

“Políticas de atração de investimento, regularização fundiária e o relacionamento com órgãos que concedem autorizações para estes empreendimentos são a chave do sucesso da Bahia”, avalia a SDE em nota.

A construção da usina da EDF, segundo a Aneel, deve começar já em 2019 – o número de empregos diretos e indiretos a serem gerados não está definido, mas estima-se em pouco mais de mil durante esta fase.

Considerando o que já foi comercializado em leilões, incluindo-se os realizados em dezembro de 2017, serão mais 213 parques eólicos até 2023, num total de mais 4,8 gigawatts que estão em construção ou contratados.

Em expansão
Com novos leilões de 2018, este valor deve aumentar, alterando a curva de previsão para os próximos anos, informa a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), segundo a qual a capacidade eólica total instalada hoje no Brasil é de 13 gigawatts.

No país são mais de 6.600 aerogeradores instalados em 518 parques eólicos em 12 estados – as regiões Nordeste e Sul se destacam pelas características mais favoráveis dos ventos.

Em 2017, foram gerados 40,46 terawatts/hora de energia eólica ao longo do ano, um crescimento de 26,2% em relação a 2016. Essa geração representou 7,4% de toda a geração injetada no Sistema Interligado Nacional em 2017, segundo a CCEE.

A energia gerada ano passado dá para abastecer mais de 22 milhões de residências por mês, o equivalente a cerca de 67 milhões de habitantes, maior que o Nordeste (57 milhões de pessoas).

Ao todo, está prevista até 2026 a expansão de 18.500 MW de energia eólica, sendo 84% no Nordeste e 14% no Sul. Mas o Brasil só aproveita 40% de todo o potencial esperado para os próximos oito anos, informa a Empresa de Pesquisa Energética (EPE).

Em janeiro, de acordo com a CCEE, a geração das eólicas, que depende da incidência de ventos e da eficácia dos equipamentos, foi de 4.387 megawatts médios, sendo que a Bahia gerou 899 megawatts médios (20%).

“Além da Bahia, os estados do Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí também se destacam no Nordeste. Paraíba, Pernambuco e Sergipe também apresentam alguns projetos, mas em menor quantidade”, completa.

Mas entre os estados do Nordeste, é a Bahia que vem na dianteira da atração dos investimentos no setor, com 674,9 megawatss já contratados, e outros 1.750,85 megawatts em construção.

Enquanto isso, o Rio Grande do Norte, em terceiro na fila da atração dos investimentos, está com 467,93 megawatts contratados e 381,7 megawatts em construção. O segundo colocado é o Piauí: são 705 megawatts contratados e 207,9 megawatts em fase de construção.

Economia local
Atualmente, na Bahia, há parques em operação em Bonito, Brotas de Macaúbas, Brumado, Dom Basílio, Caetité, Cafarnaum, Campo Formoso, Casa Nova, Gentio do Ouro, Guanambi, Igaporã, Morro do Chapéu, Mulungu do Morro, Pindaí, Sento Sé e Sobradinho.

Os parques em teste, construção ou contratados estão em Caetité, Gentio do Ouro, Igaporã, Itaguaçu da Bahia, Licínio de Almeida, Morro do Chapéu, Mulungu do Morro, Ourolândia, Pindaí, Riacho de Santana, Sento Sé, Sobradinho, Urandi, Várzea Nova e Xique-Xique.

A cidade baiana de Sento Sé, no norte, é a que mais tem atraído investimentos no estado. Ao todo, há 45 projetos para futuros investimentos já aprovados. O município conta com um parque eólico pronto, da empresa Brennand Energia, com potência instalada de 247,45 megawatts.

Outros dois empreendimentos, ambos da Engie Brasil Energia, estão entre Sento Sé e Umburanas, cidade vizinha. O Complexo Campo Largo, com 326,7 MW de capacidade instalada em 121 aerogeradores, deve ficar pronto este ano.

Já o Complexo Eólico Umburanas, localizado no município de Umburanas e cujo projeto foi comprado no final do ano passado pela Engie Brasil Energia por R$ 15 milhões junto a Renova Energia S.A, terá capacidade instalada de 605 megawatts.

Os empreendimentos têm aumentado o caixa das prefeituras. Em Sento Sé, por exemplo, somente com Imposto Sobre Serviços (ISS) a arrecadação tem variado de R$ 800 mil a R$ 1,5 milhão desde maio do ano passado.

Geração de energia eólica bate recorde no Nordeste
No Nordeste, segundo a ABEEólica, a geração de energia do setor tem quebrado recordes, atendendo mais de 60% da carga em alguns dias. O último recorde de geração foi no dia 14 de setembro de 2017, com uma geração de 6.413 megawhats médio, o que representa 64% da carga do Nordeste foi atendida por geração eólica naquele dia.

“Os recordes são registrados na época que chamamos de ‘safra dos ventos’, que vai mais ou menos de julho a novembro”, diz a ABEEólica. “Outro exemplo de recorde, esse nacional, é que, no dia 16/07/2017, 12,6% da energia consumida no Brasil veio das eólicas, com fator de capacidade de 63%”, completa.

No que se refere ao consumo do Brasil todo, a associação destaca que em agosto de 2017 as eólicas atingiram pela primeira vez os dois dígitos na matriz daquele mês, abastecendo 10% do país na média do mês todo. Em setembro, esse valor foi de 11%.

Em 2016, foram gerados mais de 30 mil postos de trabalho, dado que se repetiu em 2017. O setor contabiliza de 1998 até hoje cerca de 195 mil postos de trabalho. O ano de 2017 encerrou com R$ 11,5 bilhões investidos no setor eólico, representando 58% dos investimentos realizados em renováveis (solar, eólica, biocombustíveis, biomassa e resíduos, PCHs e outros).

Considerando o período de 2010 a 2017, o investimento é de cerca de US$ 32 bilhões, segundo a Bloomberg New Energy Finance BNEF. Em fevereiro de 2018, o Brasil subiu mais uma posição no Ranking de Capacidade Instalada de energia eólica elaborado pelo Global World Energy Council e agora ocupa o oitavo lugar.

“A despeito de o Brasil ser o 8º colocado em capacidade instalada, o país é o 7º em termos de geração. Isso porque temos um dos melhores ventos do mundo, o que permite um aproveitamento melhor do nosso parque gerador eólico”, frisa a ABEEólica.

UF

Potência (MW)

Nº de Parques

RN

3.722,45

137

BA

2.594,54

100

CE

1.950,46

75

RS

1.831,87

80

PI

1.443,10

52

PE

781,99

34

SC

238,50

14

MA

220,80

8

PB

157,20

15

SE

34,50

1

RJ

28,05

1

PR

2,50

1

Total

13.005,95

518

Fonte: ABEEólica

BNDES reduz spread e amplia prazo de financiamentos até 34 anos

BNDES baixou o juro de 1,7% para 0,9% ao ano nos empréstimos feitos pelo banco para projetos acima de R$ 20 milhões nas áreas de segurança pública, saneamento, energia solar, inovação; e nas linhas voltadas à exportação

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) anunciou nesta terça (6) a redução de taxa de juros de suas principais linhas em setores específicos.

Nos empréstimos feitos pelo BNDES, é cobrada a TLP (taxa de longo prazo válida desde janeiro), mais um spread, que remunera o banco. É esta taxa que foi reduzida nas principais linhas.

Em linhas gerais, o BNDES baixou o juro de 1,7% para 0,9% ao ano nos empréstimos feitos pelo banco para projetos acima de R$ 20 milhões nas áreas de segurança pública, saneamento, energia solar, inovação; e nas linhas voltadas à exportação.

Também nos projetos de grande porte, mas voltados às áreas de mobilidade, energia eólica, geração, transmissão e distribuição de energia, a redução foi um pouco menor, de 1,7% para 1,3% ao ano.

Em alguns dos empréstimos indiretos (aqueles que são repassados por outros bancos), como os que envolvem a compra de ônibus e caminhões por pequenas e médias empresas, a queda foi de 1,87% para 1,27% ao ano.

Em algumas linhas, no entanto, houve aumento. Como nos empréstimos para equipamentos importados sem similar nacional (de 1,7% para 2,1% ao ano), e a compra de ônibus e caminhões por grandes empresas (de 1,87% para 2,1%). A alta mais expressiva foi em capital de giro para grandes empresas, de 1,27% para 2,1% ao ano.

O BNDES também alongou o prazo de financiamento em alguns casos, como projetos de ferrovias, rodovias, hidrovias e mobilidade urbana, de 20 anos para até 34 anos. Em energias alternativas, esse prazo pode chegar a 24 anos. Capital de giro se mantém em 5 anos.

Com as mudanças, disse o presidente do banco, Paulo Rabello de Castro, o spread médio do banco caiu de 1,7% para 1,3% ao ano.

Segundo ele, cerca de 85% das operações do banco contarão com taxas mais baixas ou similares às cobradas anteriormente.

TLP Nos empréstimos feitos pelo BNDES, a TLP (taxa de longo prazo) incide desde janeiro, em substituição a TJLP. Inicialmente, ela é igual à TJLP, mas em cinco anos, gradualmente, se igualará à taxa de mercado, tomando como base um dos títulos da dívida pública, a NTN-B.

Segundo o banco, a TLP ficou em de cerca de 2,7% em janeiro, mais a inflação do período do contrato.

A diretoria aprovou as mudanças nos juros hoje, que passam a valer nos próximos dias.

O objetivo é acelerar os empréstimos do banco e o desenvolvimento da economia.

O presidente disse ainda que seria desejável conseguir influenciar a redução de taxas dos bancos comerciais.

Pagamento ao Tesouro

Rabello de Castro confirmou a devolução de R$ 30 bilhões em recursos do banco ao Tesouro.

“Acredito que hoje o BNDES, o Carlos Thadeu [diretor financeiro do banco] deve enviar o cheque de R$ 30 bilhões”, disse.

Fonte: FolhaPress | Marina Lima

Investimentos em energia renovável crescem 10% no Brasil

A América Latina atingiu níveis recordes de investimento em energia limpa em 2017, ano em que atraiu US$ 17,2 bilhões, um aumento de 65% em relação a 2016. O crescimento foi impulsionado principalmente por Brasil e México, que juntos captaram US$ 12,4 bilhões, ou 72% do total. Os dados constam do relatório Bloomberg New Energy Finance (BNEF), divulgado nesta terça-feira (16).

No Brasil, a alta de 10% nos investimentos em energia renovável pode ser atribuído, em parte, a retomada dos leilões do setor, principalmente no final do ano passado, depois de uma pausa de dois anos. Por meio desses certames foram contratados novos projetos das fontes eólica e solar.

Na Bahia, por exemplo, um dos empreendimentos contratados no leilão A-6 foi o parque eólico Morro do Chapéu II (78 MW), que será construído pela Enel Green Power Brasil na cidade homônima. A expectativa é de que a planta gere cerca de 380 GWh de energia renovável por ano. “É uma extensão do parque eólico Morro do Chapéu Sul (172 MW), com o qual o novo projeto irá compartilhar a mesma infraestrutura de conexão”, explica a empresa.

A extensão de 30 MW do já operacional parque eólico Delfina (180 MW), também da Enel, ficará no município de Campo Formoso. A nova planta será capaz de gerar por ano mais de 160 GWh de energia renovável.

Números globais 
De acordo com o relatório da Bloomberg, o investimento mundial em energia limpa totalizou US$ 333,5 bilhões no ano passado, uma alta de 3% em relação a 2016, o que representa o segundo maior aporte anual da história, levando o montante acumulado desde 2010 para US$ 2,5 trilhões.

“O total de 2017 é ainda mais notável se considerarmos que os custos de capital da tecnologia líder – a solar – continuam em queda acentuada. No ano passado, os custos por megawatt dos sistemas fotovoltaicos de grande escala foram 25% menores em relação aos de dois anos atrás”, destaca Jon Moore, diretor executivo da BNEF. No ano passado, os custos por megawatt dos sistemas fotovoltaicos de grande escala foram 25% menores em relação aos de dois anos atrás”.

Mundialmente, os investimentos em energia solar somaram US$ 160,8 bilhões em 2017, 18% a mais em relação ao ano anterior mesmo com as reduções de custo. Pouco mais da metade desse total, US$ 86,5 bilhões, foi empregado na China. Esse montante é 58% superior ao de 2016, com uma capacidade instalada adicionada de geração de energia fotovoltaica de 53GW em 2017, contra os 30GW em 2016.

Investimento por país 
No total, a China investiu US$ 132,6 bilhões em tecnologias de energia limpa, montante que representa um salto de 24% e um novo recorde. O segundo país que mais investiu foram os EUA, com US$ 56,9 bilhões, montante 1% superior ao de 2016, não obstante a menor simpatia demonstrada pela administração Trump em relação às fontes de energia renovável.

Financiamentos de grandes projetos eólicos e solares resultaram em um investimento de US$ 9 bilhões na Austrália, alta de 150%, e de US$ 6,2 bilhões no México, alta de 516%. Por outro lado, o Japão viu seus investimentos caírem 16% em 2017, para US$ 23,4 bilhões. Na Alemanha, os investimentos decresceram 26%, para US$ 14,6 bilhões; no Reino Unido, os investimentos reduziram 56% devido a mudanças na política de apoio, totalizando US$ 10,3 bilhões. No total, a Europa investiu US$ 57,4 bilhões, representando uma queda de 26% em relação ao ano anterior.

A seguir, os investimentos totais de 2017 dos países que investiram pelo menos US$ 1 bilhão em energia limpa:

Índia US$ 11 bilhões, queda de 20% em relação a 2016
Brasil US$ 6,2 bilhões, alta de 10%
França US$ 5 bilhões, alta de 15%
Suécia US$ 4 bilhões, alta de 109%
Holanda US$ 3,5 bilhões, alta de 30%
Canadá US$ 3,3 bilhões, alta de 45%
Coreia do Sul US$ 2,9 bilhões, alta de 14%
Egito US$ 2,6 bilhões, alta de 495%
Itália US$ 2,5 bilhões, alta de 15%
Turquia US$ 2,3 bilhões, alta de 8%
Emirados Árabes Unidos, US$ 2,2 bilhões, um montante 23 vezes maior
Noruega US$ 2 bilhões, queda de 12%
Argentina US$ 1,8 bilhão, alta de 777%
Suíça US$ 1,7 bilhão, queda de 10%
Chile US$ 1,5 bilhão, alta de 55%
Áustria US$ 1,2 bilhão, alta de 4%
Espanha US$ 1,1 bilhão, alta de 36%
Taiwan US$ 1 bilhão, queda de 6%
Indonésia US$ 1 bilhão, alta de 71%

Investimento por setor 
Como mencionado, o setor de energia solar saiu na frente, atraindo US$ 160,8 bilhões – o equivalente a 48% de todo o investimento mundial em energia limpa. Os dois maiores projetos solares aprovados no ano passado estão nos Emirados Árabes Unidos: a planta de 1,2GW de Marubeni JinkoSolar e Adwea Sweihan, um investimento de US$ 899 milhões, e a instalação de 800MW de Sheikh Mohammed Bin Rashid Al Maktoum III, estimada em US$ 968 milhões.

O segundo setor que mais recebeu investimentos em 2017 foi o eólico, com US$ 107,2 bilhões. Esse montante representa queda de 12% em relação aos níveis de 2016, mesmo com um número recorde de projetos financiados onshore e offshore.

Fonte: Bloomberg New Energy Finance

Gerar energia solar já é mais barato do que consumir da concessionária

Presidente Executivo da ABSOLAR, entidade que representa o setor, esteve em Natal e confirmou a viabilidade da fonte solar para geração própria

O presidente executivo da Associação Brasileira de Energia Solar (ABSOLAR), Rodrigo Sauaia, esteve em Natal para participar do Ciclo de Debates do Conselho Técnico-Científico do CERNE (Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia). Entrevistado pelos principais veículos de comunicação do Rio Grande do Norte, Sauaia falou sobre o crescimento da energia solar no país.

“Esta fonte de energia limpa renovável e de baixo impacto ambiental cresceu mais de 300% entre 2015 e 2016, e deverá crescer na mesma proporção este ano. Até o final do ano, a expectativa é que o Brasil supere 1GW de capacidade de geração  operando no Brasil, o que o colocará entre o seleto grupo dos 25 países do globo que já superaram esta marca”, afirmou o especialista.

Sauaia também confirmou a viabilidade e atratividade desta fonte na geração distribuída. “Gerar energia solar fotovoltaica já é mais barato do que comprar energia da distribuidora na sua residência. O período de recuperação do investimento varia entre 5 a 10 anos, com uma vida útil de mais de 25 anos”, explicou.

O anúncio da vinda da fábrica da empresa chinesa Chint para o Rio Grande do Norte, anunciada pelo Governo do Estado há alguns dias, também foi objeto dos debates. “A vinda de uma empresa importante do mercado global de fabricantes de componentes elétricos tem um aspecto estruturante para toda uma cadeia produtiva intensa em empregos a serem gerados e em novos investimentos a serem feitos no Estado”, confirmou o diretor-presidente do Sindicato das Empresas do Setor Energético do Estado do RN (SEERN) e do CERNE, Jean-Paul Prates.

Durante a visita ao RN, Rodrigo Sauaia e Jean-Paul Prates também descerraram a placa alusiva à cooperação entre  CERNE/SEERN e a ABSOLAR, que passou a contar com escritório regional em Natal.

Clique aqui para conferir na íntegra as entrevistas dos dois dirigentes à TV Tropical (Rede Record).

Fonte: CERNE Press

 

Mundo tem queda drástica de novas usinas a carvão

O boom das fontes de energia renovável nos últimos anos tem transformado o setor elétrico mundial radicalmente. Mas os investimentos verdes não são os únicos responsáveis por esse processo. Um forte movimento de “desinvestimento” nas fontes poluidoras mais tradicionais também contribui para a transição energética.

Só no ano passado, o número total de centrais de energia a carvão em desenvolvimento despencou em todo o mundo, com um declínio de 48% na atividade de pré-construção e um declínio de 62% em novos projetos.

Os dados são de um relatório lançado nesta semana pela Ong ambientalista Greenpeace, Sierra Club e CoalSwarm. Segundo o estudo, a  queda drástica em 2016 está associada às mudanças nas políticas energéticas em países como China e Índia, altamente dependentes dessa fonte poluente.

Houve uma dramática restrição a novos projetos de usinas de carvão pelas autoridades centrais chinesas e uma redução financeira por parte de apoiadores de usinas a carvão na Índia. Só nos dois países, mais de 100 projetos estão congelados.

Além do declínio no desenvolvimento de novos projetos, a pesquisa também aponta que um recorde de 64 gigawatts de usinas de carvão foram desativados nos últimos dois anos, principalmente na União Europeia e nos EUA, o equivalente a quase 120 grandes unidades geradoras.

De acordo com o relatório, a combinação da desaceleração no planejamento e construção de novas usinas e o aumento expressivo no número de fechamentos de unidades obsoletas traz uma esperança: de que seria possível manter o aumento da temperatura global abaixo de 2°C em relação aos níveis pré-industriais, e evitar os piores efeitos das mudanças climáticas, desde que os países continuem a acelerar a ação.

Alguns países, no entanto, não conseguiram desenvolver seus setores de energia renovável em sintonia com a tendência mundial e continuam a construir e planejar novas usinas de carvão altamente poluentes. É o caso do Japão, Coréia do Sul, Indonésia, Vietnã e Turquia.

Fonte: Exame | Vanessa Barbosa

BNDES aprova financiamento de R$ 2,56 bilhões para linha de transmissão de Belo Monte

O BNDES aprovou a concessão de financiamento de R$ 2,56 bilhões para para construção do primeiro circuito da linha de transmissão que vai interligar a hidrelétrica de Belo Monte ao Sudeste do país, com 2,1 mil quilômetros de extensão e em corrente contínua em ultra alta-tensão.

Segundo o BNDES, do valor total do investimento, de R$ 5,6 bilhões, 46% serão financiados pelo banco, sendo R$ 1,68 bilhão em operação direta e R$ 875 milhões por meio de repasse da Caixa Econômica Federal. Há ainda a possibilidade de lançamento de debêntures de infraestrutura, no valor de R$ 520 milhões.

A empresa foi enquadrada no Regime de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi) desde outubro de 2014.

O projeto já conta com empréstimo-ponte do BNDES, de R$ 718 milhões. Contratado em 2015, a quitação deve ser feita com parte dos recursos do financiamento de longo prazo.

As obras do primeiro circuito do linhão de Belo Monte estão previstas para serem concluídas em fevereiro do ano que vem. A linha é uma concessão da Belo Monte Transmissora de Energia (BMTE), sociedade de propósito específico liderada pela State Grid, com participação de Furnas e Eletronorte.

A linha percorrerá 65 municípios do Pará, Tocantins, de Goiás e Minas Gerais e de duas subestações conversoras: Xingu, no Pará, e Estreito, em Minas Gerais.

Fonte: CERNE Press com informações da Agência Brasil e Brasil Energia

Governo do Ceará sanciona lei que cria fundo para eficiência energética e GD

O governador do Ceará Camilo Santana sancionou na última sexta-feira 13 de janeiro, lei que cria o Fundo de Incentivo à Eficiência Energética e Geração Distribuída. O objetivo é incentivar o desenvolvimento e financiamento de projetos de eficiência energética e de micro e minigeração de energia elétrica como estímulo à energia com base nas fontes renováveis, bem como no apoio à modernização das instalações elétricas dos órgãos e entidades da administração pública.

O chefe do Executivo destacou a importância de diversos setores para que o projeto fosse realizado. De acordo com ele, governo nenhum consegue dar passos firmes e consistente se não tiver parceiros, diálogos e desafios. Segundo ele, a questão da energia renovável tem sido um esforço para que o Ceará retome em médio a curto prazo a condição de vanguarda, que sempre foi característica nessa área. A partir de agora, o governador fica autorizado a abrir crédito adicional especial de R$ 10 milhões para destinar ao Fundo. Um Conselho Gestor foi criado com o intuito de analisar e escolher os projetos que receberão recursos financeiros e definir as diretrizes de aplicação de tais recursos. O Conselho vai encaminhar um relatório semestral à Assembleia Legislativa do Estado do Ceará sobre todos os programas desenvolvidos pelo FIEE, que será gerido financeiramente pela Secretaria da Infraestrutura do Estado do Ceará.

O FIEE é uma ampliação do Fundo de Incentivo à Energia Solar do Ceará, criado em 2009. Naquele ano, foi aberto um crédito adicional no orçamento de R$ 10 milhões para despesas do instrumento de captação financeira e a permissão para a destinação de 0,5% para o fundo solar do valor desembolsado pelos beneficiários do Fundo de Desenvolvimento Industrial do Ceará.

As receitas do FIEE são constituídas por dotações orçamentárias consignadas no orçamento fiscal do estado; recursos de encargos específicos cobrados das empresas beneficiárias do Fundo de desenvolvimento Industrial; recursos obtidos da economia promovida pelas ações técnicas de Eficiência Energética ou implantação da Micro e Minigeração Distribuída de energia elétrica, no percentual de 20% do valor economizado da conta de energia elétrica; recursos decorrentes de acordos, ajustes, contratos e convênios celebrados com órgãos e entidades da Administração Pública Federal ou Municipal; convênios, contratos e doações realizadas por entidades públicas ou privadas, pessoas físicas ou jurídicas do país ou do exterior.

Fonte: CERNE Press com informações do Governo do Ceará

Chesf vai investir em energia eólica no PI para recuperar nível de barragem

Após a barragem de Boa Esperança atingir nível mais baixo da história no ano passado (5,8%), a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) prevê para 2017 um investimento ainda maior nas fontes alternativas para recuperar os níveis dos reservatórios. No Piauí, a expectativa é que 50% da produção no estado venha da energia eólica.

“Este ano estamos com nível de 24% em janeiro, o que mostra 2017 mais favorável  na barragem de Boa Esperança. Apesar disso, vamos manter somente a geração de energia de 90 megawalts, 140 a menos da capacidade total. A intenção é apostar na geração eólica e térmica durante o ano para recuperar os níveis dos reservatórios do Nordeste. É uma tendência depender menos da hidroelétrica para superar estes momentos de crise”, declarou o diretor de operação da Chesf, João Henrique Franklin,.

De acordo com o diretor, o Nordeste vive um período adverso em termo de bacia hidrográfica. A situação mais crítica é na bacia do Rio São Francisco, considerada a maior da região, que desde 2013 vem registrado queda no nível de capacidade e por consequência na geração de energia. A bacia do Parnaíba também segue em baixa.

“A falta de chuvas tem feito com que o Nordeste tenha essa dependência energética de hidroelétrica, que sempre foi muito forte no país. Ano passado tívemos uma situação crítica, o nível do reservatório do Piauí atingiu 5.8% no início de 2016. Por conta disso, nós temos procurado utilizar menos energia hidrelétrica e mais de outras fontes, a exemplo da eólica”, explicou o diretor.

O Piauí iniciou o ano com 130 cidades piauienses em situação de emergência por causa da seca. O último município a ser reconhecida pelo Ministério da Integração foi Coivaras, localizada ao Norte do estado, onde as chuvas irregulares prejudicou a produção agrícola e falta água para os animais.

Para João Henrique Franklin, apesar da previsão de poucas chuvas, a estimativa do nível da barragem de Boa Esperança deve ser melhor do que 2016, quando o reservatório fechou o ano com 30% da capacidade. Segundo ele, os meses de março e abril devem recuperar o nível da barragem e o mínimo previsto é de 15%.

Produção no Litoral
Ainda tímida, a produção de energia eólica é responsável por apenas 7% da matriz elétrica no Brasil, segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica. O Piauí tem ampliado a sua participação nas energias renováveis. Um exemplo disso é a cidade de Parnaíba, cuja capacidade instalada atualmente atenderia seus mais de 140 mil habitantes, a tornando autossuficiente, caso funcionasse apenas como uma rede local. A produção dos dois parques instalados no município é de 88 megawaltts.

O Parque Eólico Complexo Delta da Ômega Energia, localizado no litoral do estado, está em processo de ampliação. Com o aumento do Delta 1 e Delta 2, os parques, que hoje têm uma capacidade instalada de 70 MW, passam a produzir mais 40 MW.

Atualmente, o complexo possui 36 turbinas eólicas, sendo que cada uma possui 90 metros de altura e gera 2 MW de energia. Para a circulação dos 110 MW, serão implantados de 20 a 25 geradores, que devem entrar em operação até o segundo semestre deste ano.

Fonte: Catarina Costa | G1 Piauí

Ações da Renova disparam com expectativa de venda de parque eólico

Em crise desde o ano passado por causa de uma parceria frustrada com a americana SunEdison, que entrou em recuperação judicial em abril, a Renova Energia negocia a venda de um parque eólico na Bahia para reforçar o caixa. Entre os interessados estão a americana AES, que administra a distribuidora Eletropaulo, fundos de investimentos e grupos chineses. Segundo fontes, a expectativa é que a venda seja concluída nas próximas semanas.

A notícia sobre a expectativa de venda do ativo fez as ações da empresa dispararem ontem. Durante o pregão, chegou a subir 22%, mas recuou e fechou com alta de 10% (o Ibovespa, índice da bolsa paulista, caiu 1,13%). No período de um ano, no entanto, os papéis da empresa – uma as maiores geradoras de energia eólica do Brasil – recuaram 73,45%.

O negócio em andamento envolve cifras de mais R$ 700 milhões com a venda do parque eólico Alto Sertão II, de 386 megawatts (MW) de potência. Se concluída a transação, a Renova vai usar o dinheiro para reduzir a alavancagem da empresa, cuja dívida soma R$ 1,6 bilhão, e para concluir a obra do parque Alto Sertão III, também na Bahia.

Fontes afirmam que a AES já teria concluído uma due diligence nos ativos e feito uma oferta formal à Renova. O negócio ainda não foi fechado porque há outros três investidores no páreo. Em nota, a AES Tietê – subsidiária do grupo americano – afirmou que está avaliando várias oportunidade de negócios Brasil afora.

Dinheiro em caixa. No mercado, especialistas afirmam que o grupo americano tem caixa para fazer aquisições já que vendeu por R$ 1,7 bilhão a AES Sul para a CPFL em meados do ano passado. Sob novo comando, o grupo tem procurado novas alternativas no País. A empresa estava preparada, por exemplo, para participar de leilão de reserva previsto para o fim de 2016, mas que foi cancelado pelo governo, afirmou uma fonte do setor.

A ideia era participar com projetos de energia solar. Por outro lado, o principal ativo da AES no Brasil, a Eletropaulo, continua sendo analisado por investidores para possível compra.

Na Renova, além da venda de Alto Sertão II, os acionistas buscam um novo sócio para capitalizar a empresa. A Cemig chegou a organizar um processo competitivo para vender uma fatia na empresa de energia renovável no qual houve participação de diversas empresas multinacionais, mas o negócio não foi adiante. O processo, no entanto, continua, afirma uma fonte próxima da companhia.

Os problemas da empresa, uma das pioneiras nos investimentos de energia eólica no Brasil, começaram após o fracasso da parceria com a SunEdison. Em junho de 2015, a Renova vendeu 14 parques eólicos à SunEdison, por cerca de R$ 1,6 bilhão.

Desse valor, cerca de R$ 500 milhões entraram no caixa da empresa em dinheiro, e o pagamento restante foi em ações. Com dificuldades financeiras nos Estados Unidos, os papéis da SunEdison despencaram e a Renova teve de contabilizar as perdas. Apesar dos prejuízos, a Renova tinha uma série de investimentos a cumprir e dívidas a pagar. No ano passado, o rating da companhia foi rebaixado pela agência de classificação de riscos Fitch Ratings devido à preocupação de calote.

Mas, nos últimos meses, a empresa conseguiu pagar parte da dívida e renegociar outra fatia, dissipando a preocupação. Agora, com o dinheiro esperado com a venda do parque, a companhia espera desafogar o caixa.

Para conseguir honrar os compromissos no ano passado, a Renova teve de fazer uma forte reestruturação interna, que envolveu a revisão do cronograma de algumas obras, cancelamento de contrato com sócios, corte despesas e um aumento de capital de R$ 731 milhões feito pelos sócios, entre eles a estatal Cemig, de Minas Gerais, e a Light. A reportagem procurou a Renova, mas não encontrou porta-voz./ COM REUTERS

Fonte: Renée Pereira , O Estado de S. Paulo

Renova diz que não há decisão formal sobre venda de ativos

A Renova afirmou na terça-feira (03/12) que até o momento não existe qualquer decisão formal sobre venda de ativos, após a Reuters noticiar na véspera que a companhia negocia a venda de um parque eólico na Bahia para a subsidiária brasileira da norte-americana AES.

A empresa esclareceu que tem avaliado diversas opções para reduzir seu endividamento e adequar seu plano de negócios, dentre as quais a venda de ativos ou a entrada de novos sócios na companhia.

Fonte: Roberto Samora | Reuters

 

Vestas fecha mais dois contratos de fornecimento de turbinas eólicas no Brasil

A fabricante dinamarquesa de turbinas eólicas Vestas Wind Power fechou mais dois contratos no Brasil, informou a companhia em comunicado na semana passada. A empresa vai fornecer e instalar 53 turbinas eólicas modelo V 110, de 2 MW cada, comprados pela francesa EDF Energias do Brasil para a segunda fase do parque eólico Ventos da Bahia (117 MW), em construção na região nordeste do Estado da Bahia. A entrega e o comissionamento das turbinas estão previstos para terceiro trimestre de 2018. Quando finalizada a implantação do parque, a Vestas contará com 700 MW instalados na Bahia.

Segundo o comunicado, os equipamentos serão produzidos no Brasil (na unidade de Fortaleza, Ceará) de acordo com as regras de conteúdo local exigidos pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O contrato firmado entre as empresas incluí o serviço de operação e manutenção das turbinas pelo período de 15 anos. “A EDF é um parceiro forte que escolhe a melhor e mais confiável tecnologia e a escolha da turbina V110-2.0 MW evidencia que a turbina tem um histórico inigualável. Estamos ansiosos para entregar o projeto e fortalecer a parceria com a EDF-EN “, disse Rogério Zampronha, Gerente Geral da Vestas Brasil.

A Vestas também assinou um contrato com a Gestamp para o fornecimento de 21 turbinas (V110- 2MW) para os parques eólicos Cabeço Vermelho 1 e 2 (42 MW), localizados no Rio Grande do Norte. O contrato incluí o fornecimento e instalação das turbinas, bem como a manutenção e operação por um período de 10 anos. As turbinas também vão ser produzidas no Brasil com previsão de entrega no quarto trimestre de 2017 e expectativa de comissionamento no segundo trimestre de 2018.

“A Gestamp tem sido um grande parceiro nestes anos e também o cliente Vestas que recebeu a primeira nacelle produzida em nossa unidade no Ceará, certificada pela Finame II. Temos muita sorte em compartilhar com um cliente de alto nível como a Gestamp as nossas experiências, ideias de projetos e oportunidades “, disse Zamprona. A Vestas não informou os valores dos contratos. Com esses dois pedidos, a fabricante ultrapassa a marca de 1,5 GW no Brasil.

Fonte: Wagner Freire, da Agência CanalEnergia, de São Paulo, Negócios e Empresas

Setores de tecnologia e energia solar continuarão em alta em 2017

Enquanto o País vive uma das maiores recessões de sua história, a geração de energia solar e alguns serviços da área de tecnologia estão no grupo em que a crise não bateu na porta. É o que mostra a reportagem do Jornal do Commercio desta segunda-feira, 02 de janeiro.

A geração solar ocorre de duas formas: a centralizada, na qual são implantados parques para produzir uma grande quantidade de energia, e a distribuída, formada por pequenos sistemas que geram energia que compensa o consumo geralmente feito pelo dono do sistema.

No início do ano passado, a geração distribuída solar fotovoltaica tinha 1.750 sistemas no País. Até novembro de 2016, esse número subiu 6,5 mil sem incluir os dados consolidados de dezembro último, segundo o presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia. Foi um crescimento de 270%.

“Isso demonstra claramente que a geração distribuída solar fotovoltaica avança mesmo em tempos de incertezas econômicas e políticas no País, comprovando sua solidez como uma tecnologia de grande potencial e oportunidade real de redução de custos para a população e as empresas brasileiras”, diz Sauaia. Em Pernambuco, há 165 pequenos sistemas solares, dos quais 108 foram instalados em 2016.

A geração centralizada – com os grandes parques solares – foi impulsionada pela resolução de nº 687 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que passou a permitir a implantação de parques de geração compartilhada nos quais a energia gerada pode ser compensada na conta de vários usuários ao mesmo tempo.

“Energia elétrica, principalmente solar, deve continuar crescendo. As primeiras previsões apontam um aumento da produção agrícola brasileira nas safras de soja, milho, algodão e de feijão”, comenta o economista do Santander Rodolfo Margato. O aumento da safra de feijão traz outra coisa boa: o grão deverá deixar de ser o vilão da inflação e o preço baixar.

TECNOLOGIA

Para o presidente da Associação das Empresas de Tecnologia de Informática (Assespro-PE), Italo Nogueira, o ano de 2017 não será fácil. Mas continuarão crescendo acima da média as empresas de TIC que oferecem soluções para o mundo financeiro e na área de logística. Ele cita, por exemplo, uma das startups que mais se destacaram no Recife em 2016. “Ela desenvolveu uma solução de roteirização na área de logística que resultou numa diminuição de custo de 15% a 20% na entrega da mercadoria”, diz.

Fonte: Jornal do Commercio

 

Geração de energia solar está em alta

A energia solar é a bola da vez. Dois novos empreendimentos de geração fotovoltaica compartilhada começam a operação nos dois primeiros meses de 2017 em Pernambuco. Em Gravatá, a Insole instalará a planta Solar Vencer, a primeira usina fotovoltaica no modelo condomínio solar para autoconsumo remoto. A usina ocupará uma área de 10 mil metros quadrados e terá a capacidade de geração de 4,3 milhões kW/ano. O outro projeto é a a fazenda solar Tacaimbó do grupo Global Sun instalada numa área de 300 hectares, cuja capacidade total instalada é de 200 megawatts médios. A expectativa é de geração de 310 kW nesta fase do projeto, cujo investimento previsto é de R$ 700 mil.

O parque solar da Global Sun entrará em operação em meados de janeiro. A empresa transformou uma propriedade agrícola em fazenda de geração solar fotovoltaica. O diretor da empresa, Pedro Nunes, explicou que o formato de geração compartilhada permite que os clientes (pessoas juirídica e física) contratem empresas especializadas para gerar energia num ponto distante da unidade de consumo, jogar na rede da distribuidora de energia (Celpe), e obter o desconto na conta de luz. Segundo ele, a primeira etapa do projeto vai atender a demanda de quatro clientes empresariais.

RETORNO

Pelas projeções da Global Sun, uma empresa de pequeno porte gasta em torno de R$ 200 mil para instalar um parque de geração solar fotovoltaica. O retorno do investimento é estimado em 5 anos e meio com a economia na conta de energia. Nunes explicou que o contrato de arrendamento com a Global Sun inclui a instalação e a manutenção dos equipamentos da usina. A taxa de arrendamento corresponde a 5% do valor mensal de geração. “É um investimento feito agora para se despreocupar com as oscilações de preço de energia no futuro”. A empresa oferece também projetos para pessoa física (grupos de 20 pessoas) no formato condominial com a potência mínima de geração de 50 kW/mês.

A planta Solar Vencer da Insole, em Gravatá, fornecerá energia para uma rede de academias de ginástica e outra de lanchonetes com unidades no Recife. O projeto completo prevê a instalação de 1.100 placas fotovoltaicas com a capacidade de geração de 4,3 milhões kW/ano. De acordo com o diretor executivo da Insole, Ananias Gomes, os clientes poderão acompanhar remotamente a geração de energia solar da usina. “O cliente não paga para aderir a esse novo modelo de negócio e ainda obtém descontos na sua conta de energia, garantindo o preço antecipadamente já que a energia gerada pela usina é conectada à sua rede elétrica”. A previsão de funcionamento é a segunda quinzena de fevereiro do próximo ano.

Segundo Ananias, a Insole pretende lançar no próximo ano mais 20 projetos de usinas fotovoltaicas nos municípios de Belo Jardim, Arcoverde, Garanhuns, Itacuruba e Floresta. Todos os projetos em parceria com outros investidores utilizarão tecnologia com estrutura de rastreadores solares aumentando assim a eficiência e a geração das usinas. O executivo não informou os valores dos investimentos.

Outro projeto de geração solar fotovoltaica em construção no estado é o condomínio solar Asa Branca, localizado em Caruaru. O empreendimento das empresas EngeSol Renováveis e ALS Prospecções é voltado para atender exclusivamente as unidades residenciais. Os clientes interessados comprarão lotes com a capacidade de geração de energia que varia entre 400 e 800 kWh/mensais. A expectativa é que o condomínio entre em funcionamento em três meses. A área tem a capacidade de produzir cerca de 21 mil kWh por mês, o suficiente para abastecer mais de 180 residências.

Fonte: Rosa Falcão | Diário de Pernambuco

Brasil precisa de mutirões de licenciamento em transmissão

O governo federal tem no momento um estoque de 80 lotes de transmissão para serem leiloados, sendo que a perspectiva é de que 40 sejam colocados somente no ano de 2017. Somados a estimativa é de que os aportes alcancem algo próximo a R$ 26,5 bilhões já contando com a perspectiva de que os projetos da Abengoa sejam recolocados em disputa. Contudo, o país precisa atrair investidores para esse montante, e ainda, aumentar a capacidade do Ibama em avaliar os processo de licenciamento ambiental.

De acordo com o secretário de Energia Elétrica do Ministério de Minas e Energia, Fábio Lopes Alves, seria necessário que o país realizasse uma ação semelhante a um mutirão para que as autorizações fossem emitidas. Em sua avaliação o órgão ambiental tem uma capacidade reduzida para avaliar o volume de projetos que estão previstos.

“Ao total temos um estoque de 80 lotes para leilão de transmissão e não tem pessoal no Ibama para licenciamento, não tem. Isso é um problema, pois mesmo que se tenha tudo certinho a liberação demora. Claro que os estudos precisam ser melhorados e precisamos criar mutirões para atender a essa demanda. Deveremos ter desses 80 uns 40 lotes somente esse ano [2017]”, revelou Alves durante a abertura 14ª edição do Encontro para Debates de assuntos de Operação (EDAO), realizada na última segunda-feira, 21 de novembro.

Os impactos dessa dificuldade de licenciamento foi exemplificada por ele por meio das restrições das usinas do Madeira – Jirau e Santo Antônio -, e Belo Monte que assim que as máquinas entrarem em operação e se tiver água não tem como despachar a energia. E ainda, mais recentemente, houve a retirada de projetos cadastrados para o Leilão de Energia de Reserva que será realizado e 19 de dezembro.

“Os estados da Bahia, Rio Grande do Norte, Tocantins e Rio Grande do Sul não tinham margens de escoamento e isso deu um ruído político danado!”, destacou. Uma linha que poderia ser adotada no Brasil, acrescentou ele, seria a de antecipar o planejamento e suporte em locais que serão foco da expansão da carga.

Fonte: Mauricio Godoi | Agência CanalEnergia

Energia fotovoltaica deve movimentar R$ 100 bilhões até 2030 no Brasil

Devido às constantes secas, crises de energia no setor elétrico e à demanda pela diversificação da matriz energética no país, os brasileiros estão cada vez mais buscando informações sobre energias alternativas. Um dos sistemas mais indicado para aproveitar esta energia é o fotovoltaico. Para se ter uma ideia, uma hora de sol na superfície da Terra contém mais energia do que o planeta utiliza em um ano. É uma riqueza imensurável.

Segundo a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) até 2024 cerca de 1,2 milhões de geradores de energia solar ou mais deverão ser instalados em casas e empresas em todo o Brasil, representando 15% da matriz energética brasileira e até o 2030 o mercado de energia fotovoltaica deverá movimentar cerca de R$ 100 bilhões.

O país possui um grande potencial para movimentar este segmento. A radiação solar na região menos ensolarada é 40% maior do que na região mais ensolarada da Alemanha, por exemplo, que é um dos líderes no uso de energia fotovoltaica. Para aproveitar este potencial o preço do kWp – medida de potência energética associada com células fotovoltaicas – está reduzindo e nos próximos anos o desafio será abrir novas linhas de crédito e financiamento. A tendência é de que surjam mais programas do governo e modelos de negócios, tornando o processo mais acessível.

A população brasileira tem pago altas taxas de energia elétrica e sempre está na “berlinda” quando o assunto é água. Estes fatores têm impulsionado o número de instalações do sistema fotovoltaico. Os estados que mais instalam energia solar são Minas Gerais, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo, sendo MG um dos pioneiros e com mais instalações e o RJ com melhor potencial e mais instalações por m². Na área empresarial, os estados que mais tem adotado e instalado sistema fotovoltaico são: São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Santa Catarina.

A energia solar fotovoltaica é agora, depois de hidráulica e eólica, a terceira mais importante fonte de energia renovável em termos de capacidade instalada no mundo. Mais de 100 países utilizam energia solar fotovoltaica. A China, Japão e Estados Unidos, atualmente, são os mercados de energia fotovoltaica, contribuindo com quase 6% de sua demanda de eletricidade. A Alemanha é o maior produtor, mas estima-se que em breve será superado pela China.

Fonte: Envolverde

Energia eólica já atinge 10 mil MW capacidade instalada no Brasil

Esta foi a fonte energética que mais cresceu em 2015 no país

Em que pese a crise econômica que atinge o país, os ventos continuam soprando forte. O Brasil atingiu, na semana passada, 10 mil megawatts (MW) de capacidade instalada de energia eólica. Para se ter uma ideia desse volume de energia, a usina hidrelétrica de Belo Monte terá 11 mil MW de capacidade instalada.

Essa energia toda está instalada em 400 parques e mais de 5.300 aerogeradores e outras 5.200 turbinas. a informação foi dada nesta terça-feira pela presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeólica), Élbia Melo, durante o Brazil Wind Power, no Rio de Janeiro.

— Muitas pás, muitas turbinas, R$ 50 bilhões de investimentos. Mas, em breve, já estaremos comemorando 20 mil MW, porque já estamos construindo mais ou menos 9.000 MW neste momento. Muito em breve a fonte eólica será a segunda fonte de energia da matriz elétrica nacional — destacou Élbia.

Com essa capacidade instalada, a energia eólica já representa 7% da matriz de energia elétrica do país. Segundo a Abeeólica, no ano passado, a energia eólica abasteceu mensalmente uma população equivalente a todo o sul do país e gerou 41 mil postos de trabalho.

Nos últimos anos os investimentos feitos pelas empresas da cadeia produtiva de energia eólica, já 80% nacionalizada, foi de R$ 48 bilhões. Nos últimos dias na Região Nordeste, onde o consumo total é de 9.711 MW médios, a geração de energia eólica, superior a 4.157 MW médios, já supera a geração de hidreletricidade, que é de 2.415 MW — o restante é energia térmica e transferências da Região Sudeste para a Nordeste.

Segundo a Abeeólica, de 1998 até hoje, já foram investidos cerca de R$ 60 bilhões. Em 2015, a energia eólica foi a fonte de energia que mais cresceu na matriz elétrica brasileira, responsável pela participação de 39,3% na expansão, seguida pela energia hidrelétrica (35,1%) e termelétrica (25,6%).

De acordo com Rita Burnay, especialista em renováveis em Portugal da consultoria canadense CGI, que está participando do evento, destacou que as fontes renováveis deverão manter uma taxa de crescimento entre 7% e 8% na Europa.

Mas a executiva disse que o maior crescimento dessas fontes, principalmente da eólica e da solar deverá acontecer agora no Brasil, na China e nos Estados Unidos.

— Acredito que a solar vai se desenvolver mais agora. Agora existem formas de conjugar a eólica com a solar , na qual a solar fica junto com a eólica podendo se fazer sinergia, aproveitando as infraestruturas que já estão lá pela eólica — destacou a executiva.

Rita afirma que já está se estudando a possibilidade de instalar placas fotovoltaicas nas regiões onde já estão instalados os parques eólicos na região do do Nordeste como em Fortaleza, onde já possuem infraestrutura das eólicas.

Ela lembrou que alguns países já começaram a pesquisar a possibilidade de construir uma bateria na qual pode ser carregada com o remanescente da energia produzida pela eólica. Com isso poderia se usar essa energia quando não tem vento.

Fonte: Ramona Ordoñez |O Globo

Tesla anuncia compra da SolarCity por US$ 2,6 bilhões

A Tesla Motors, fabricante de carros elétricos, anunciou aquisição da SolarCity por US$ 2,6 bilhões. A compra deverá ajudar a impulsionar os projetos da montadora relacionados à energia, tendo em vista que a SolarCity oferece aos consumidores painéis solares e também sistemas de armazenamento de bateria para casas e carros elétricos. O acordo consiste na fusão da empresa com a fabricante de veículos automotivos.

De acordo com o CEO da Tesla, Elon Musk, o processo faz parte da segunda fase do plano diretor da companhia, que envolve o desenvolvimento de soluções para gerar, armazenar e permitir o consumo de massa de energia solar. A SolarCity deverá ajudar a Tesla em seu dispositivo de armazenamento de energia solar, o Powerwall, e também na expansão das lojas de varejo da montadora. A empresa também deverá continuar a desenvolver mais produtos solares para seus clientes.

“A Tesla está se preparando para escalar os nossos produtos de armazenamento como o Powerwall e o Powerpack e a SolarCity está preparada para oferecer a próxima geração de soluções solares diferenciadas. Ao unir forças, podemos operar com mais eficiência e integrar plenamente os nossos produtos, oferecendo aos clientes uma experiência esteticamente bonita e simples”, diz uma publicação da Telas em seu blog. Com a aquisição, a Tesla também espera diminuir os custos de hardware e de instalação e melhorar a eficiência de fabricação, acarretando em menor custo para seus clientes.

Cada acionista da SolarCity irá receber 0,110 ações da Tesla por cada ação que detém da SolarCity. Elon Musk deverá liderar a SolarCity e se tornar o principal acionista das duas empresas. O processo de aquisição está previsto para se encerrar no quarto trimestre de 2016. No entanto, a SolarCity tem o prazo de 45 dias para solicitar uma proposta alternativa. Ambas as empresas também esperam conseguir aprovação de seus acionistas e também de órgãos fiscais para concretizarem o negócio.

Fonte: CanalTech

Mais três estados brasileiros isentam ICMS para geração distribuída

A população dos estados da Paraíba, Piauí e Rondônia poderá, em breve, instalar sistemas de geração própria de energia e contar com a isenção de impostos sobre a eletricidade trocada com a concessionária local. Os três estados se juntaram as outras 15 federações, mais o Distrito Federal, que aderiram ao convênio Confaz 16/2015. Isso significa dizer que mais 80% da população brasileira está contemplada com a isenção de ICMS, PIS e Confins na microgeração, segundo cálculos da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica.

“Agora atingimos 164 milhões de brasileiros beneficiados, o que representa mais de 80% da população”, afirmou Rodrigo Lopes Sauaia, presidente-executivo da Absolar, em entrevista à Agência CanalEnergia nesta segunda-feira, 25 de julho. A adesão dos três Estados ao Convênio Confaz 16/15 foi publicada na edição do Diário Oficial da União de 14 de julho. Para que a população possa, de fato, usufruir do benefício fiscal, os Estados precisam publicar um decreto incorporando o benefício a legislação tributária estadual.

“Com isso damos um passo importante ao incentivo da energia renovável e à micro e minigeração no Brasil. A Absolar cumprimenta e parabeniza os três estados pela adesão ao convênio e aproveita a oportunidade para incentivar os oito Estados remanescestes a não ficarem de fora desse processo nacional, de consolidação da atração de investimentos e de empregos de qualidade em energias renováveis através de migro e minigeração distribuída.”

No total, fazem parte do convênio Acre, Alagoas, Bahia, Ceará, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Rondônia, Roraima, São Paulo, Tocantins e o Distrito Federal.  Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica, existem quase 4 mil pontos de geração distribuída instalados no Brasil, sendo 3,8 mil de origem solar fotovoltaica.

Atualização –  Sauaia alertou que o Convênio Confaz 16/15 precisará passar por uma atualização, de modo a contemplar os aperfeiçoamentos incorporados pela Resolução Normativa 687/2015. Segundo ele, os níveis de potência para micro e minigeração considerados na redação original do convênio Confaz estão desatualizados. Os níveis antigos eram de até 100 kW para microgeração e de 100 kW até 1 MW para minigeração. Os novos são de até 75 kW para microgeração e de 75 kw até 5 MW para minigeração.

“É fundamental essa atualização na faixa de potência e acima de tudo na consideração do convênio dos novos modelos de compensação de energia, que são modelo de geração condominial, compartilhada e autoconsumo-remoto”, disse o executivo. Ele alertou também para a necessidade de ajustes de redação no convênio a fim de afastar riscos de questionamentos jurídicos e tributários em relação a cobrança de impostos na TUSD.

Fonte: Wagner Freire, da Agência CanalEnergia, de São Paulo, Consumidor

Potencial técnico de energia solar no Brasil pode chegar a 30 mil GW

Relatório feito pela EPE mostra que geração distribuída pode chegar a 164 GW, avaliando apenas telhados de residências

O potencial técnico da energia solar fotovoltaica no Brasil pode chegar a 30 mil GW, segundo divulgado pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica. O número é superior à somatória das demais fontes de geração do país, e mais de 200 vezes maior do que a capacidade instalada da atual matriz elétrica brasileira, que é de 143 GW. Um relatório recente da Empresa de Pesquisa Energética sobre o potencial das energias renováveis no Brasil mostra que 2015 foi um ano recorde de geração de renováveis, e apurou, pela primeira vez, de modo quantitativo, o potencial técnico da energia solar fotovoltaica no País. O estudo apontou um potencial de geração centralizada de mais de 28.500 GW, considerando as diferentes regiões do País e espaços com viabilidade técnica, econômica e socioambiental para a implantação destes projetos.

O levantamento já exclui da análise as regiões com áreas ambientais protegidas, como Amazônia, Pantanal, Mata Atlântica, terras indígenas, comunidades quilombolas e áreas de preservação permanente. Já em relação à geração distribuída solar fotovoltaica – com a implantação dos sistemas em edifícios- um mapeamento preliminar da EPE aponta um potencial de mais de 164 GW apenas para os telhados de domicílios brasileiros. Este número deverá se multiplicar diversas vezes quando o mapeamento também incluir o potencial de edifícios comerciais, industriais, rurais e do poder público.

De acordo com o presidente executivo da Absolar, Rodrigo Sauaia, embora a fonte contribua atualmente com 0,02% do atendimento à demanda da matriz elétrica brasileira, a projeção de crescimento da fonte indica que até o ano de 2024, este percentual deverá atingir mais de 4%, e até 2030 mais de 8% da demanda nacional. Segundo ele, o crescimento da energia solar fotovoltaica na matriz elétrica brasileira trará maior diversidade de suprimento e segurança energética ao país, contribuindo para a atração e desenvolvimento de uma nova cadeia produtiva nacional, com responsabilidade ambiental e redução de emissões de gases de efeito estufa.

“Esse potencial é de 28,5 mil GW, são quase 30 TW, e isso para nós é totalmente compreensível, os estudos feitos pelo National Renewable Energy Laboratory nos Estados Unidos também apontavam para esse potencial de dezenas de milhares de gigawatts que a Absolar já havia divulgado no passado em números qualitativos e que a EPE confirmou em números quantitativos”, comentou Sauaia na primeira edição do Brasil Solar Power, realizado no Rio de Janeiro. “A EPE já fez mapeamento preliminar das áreas de telhados residenciais e aponta potencial de 164 GW de solar em geração distribuída. E ainda falta incluir no cálculo o comércio, indústria, estacionamentos… então esses números serão multiplicados. A conclusão é de que há potencial para a solar fotovoltaica, isso mostra que a fonte é a maior do Brasil e maior que a somatória de outras fontes assim como ocorre em outros países, agora temos essa ideia do potencial de mais de 200 vezes o que temos de capacidade instalada no Brasil”, concluiu ele.

Fonte: Pedro Aurélio Teixeira e Mauricio Godoi, da Agência CanalEnergia, do Rio de Janeiro, Planejamento e Expansão

Países emergentes ‘superam pela 1ª vez’ os mais ricos em investimento em energia limpa

Os investimentos em energia eólica, solar e hidroelétrica foram também mais do que o dobro do valor aplicado em novas usinas de carvão e gás, aponta relatório, realizado anualmente pela REN21 – organização que reúne uma rede de empresários, cientistas e gestores públicos em prol do avanço deste setor. Ao mesmo tempo, os custos de fontes renováveis também foram reduzidos.

No ano passado, cerca de 147 gigawatts (GW) de energia renovável, principalmente eólica e solar, foram acrescentados à capacidade de geração do planeta, o equivalente à toda a capacidade de geração a partir de todas as fontes na África.

China, Estados Unidos, Japão, Grã-Bretanha e Índia foram os países que mais contribuíram para esse crescimento, ainda que os preços de combustíveis fósseis tenham caído significativamente em 2015.

Apesar de não estar entre os cinco principais países no total de aplicado, o Brasil se destaca por ocupar a vice-liderança em investimentos em energia hidroelétrica, de biodiesel e etanol, atrás da China, e o quarto em energia eólica.

Também é o terceiro país com a maior capacidade de geração de energia renovável quando é levada em conta a fonte hidrelétrica, atrás de China e Estados Unidos.

“Esse aumento, essencialmente a partir de energia solar e eólica, é um indicativo claro de que essas tecnologias são competitivas financeiramente (em relação aos combustíveis fósseis)”, diz Christine Lins, secretária-executiva da REN21.

“Elas são priorizadas por muitos países e cada vez mais também por empresas e investidores, o que é um sinal muito positivo.”

‘Notável’

O investimento em energia renovável atingiu US$ 286 bilhões em 2015.

Com a China respondendo por mais de um terço do total no mundo, os países em desenvolvimento superaram as nações mais ricas pela primeira vez.

Estas nações investiram US$ 156 bilhões no ano passado, um aumento de 19% em relação a 2014.

No caso do Brasil, o país foi o segundo do mundo em ampliação da capacidade hidrelétrica. E foi o quarto de eólica, embora o estudo ressalte a falta de linhas de transmissão para levar a energia gerada pelo vento até os consumidores.

Ao comparar o valor empenhado em um país com seu Produto Interno Bruto (PIB) de um país, os principais investidores foram países pequenos, como Mauritânia, Honduras, Uruguai e Jamaica.

“Isso mostra que os custos caíram tanto que as economias emergentes passaram a se concentrar em renováveis”, afirma Lins. “Esses países são os que têm o maior crescimento de demanda por energia, e este ponto de inflexão é um acontecimento notável.”

Na União Europeia, apesar de uma queda significa dos investimentos em renováveis de cerca de 21%, essas são agora a principal fonte de energia, respondendo por 44% da capacidade de geração em 2015.

Contratempos

Os autores do estudo destacam que um sinal do comprometimento de países com a energia renovável é o fato de, no início de 2016, 173 terem metas para a ampliação de sua oferta.

E não são apenas as nações que estão progredindo. Nos Estados Unidos, 154 companhias, responsáveis por empregar 11 milhões de pessoas, se comprometeram a consumir apenas energia renovável.

No entanto, algumas áreas ainda resistem à transição para essas fontes, como o setor de transporte e de aquecimento e resfriamento. A queda no preço do petróleo contribuiu para isso.

Mas os pesquisadores apontam que, mesmo diante desses contratempos, não há dúvidas de que o avanço da energia renovável é uma tendência sem volta.

“Trabalho neste setor há 20 anos, e, agora, os argumentos econômicos estão a plenamente a favor disso”, afirma Lins.

“A indústria da energia renovável não depende mais de um punhado de mercados. Tornou-se ela própria um mercado global, e isso é muito animador. E o melhor ainda está por vir.”

Mais setores investem na geração de energia

Vários setores já veem na própria produção de eletricidade uma forma de manter os negócios competitivos e viáveis

Do Diário do Nordeste

O alto custo da energia elétrica sobre os negócios tem incentivado empresários cearenses de diversos setores da economia a apostarem na própria geração, a partir de fontes renováveis como a solar e a eólica. Apesar do elevado valor de investimento e do tempo médio de cinco a sete anos para obter o retorno do desembolso realizado, representantes do comércio, indústria e serviços já veem na própria geração a alternativa mais viável para reduzir gastos e tornar os empreendimentos mais competitivos. Essa visão ganhou ainda mais força recentemente, após o aumento médio de 12,97% na tarifa da Companhia Energética do Ceará (Coelce), que entrou em vigor no dia 22 de abril.Para os empresários de postos de combustível, por exemplo, a energia elétrica representa de 5% a 8% do custo operacional do empreendimento, podendo chegar a 10%, dependendo do porte e das atividades exercidas pelo estabelecimento. Assim, é crescente a busca pela própria geração de energia na área.Exemplo disso é o empresário Carlos Pessoa, proprietário de nove postos de combustível, que investiu R$ 140 mil na instalação de painéis solares em um dos seus estabelecimentos e aguarda a vistoria da Coelce para iniciar a operação. Ele diz que, de acordo com o estudo de viabilidade, o equipamento deve gerar um retorno de 2% ao mês. “É vantajoso. Espero ter o retorno em quatro anos e meio. E dentro de três ou quatro meses, devo começar a instalar em outros postos”, conta.

Segundo o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado do Ceará (Sindipostos-CE), Antônio Machado, para viabilizar os investimentos nesse modelo de geração de energia, a entidade firmou um pacto de cooperação com o Banco do Nordeste do Brasil (BNB) para que a instituição disponibilizasse linhas de financiamento destinadas aos postos. “Hoje, o desafio das empresas é promover o desenvolvimento respeitando o meio ambiente. E é isso que nosso setor está fazendo”, afirma Machado.

O BNB financia projetos de geração de energia solar por meio do Programa de Financiamento à Conservação e Controle do Meio Ambiente – chamado de FNE Verde – e da Linha de Crédito para Investimento em Energia Renovável e Sustentabilidade Ambiental – o Pronaf Eco. As condições de crédito são as mesmas do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) e do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Em 2015, o BNB contratou R$ 1,1 milhão no Ceará pelo FNE, principalmente em projetos referentes à pecuária e à fruticultura. Para 2016, o Banco do Nordeste estima a contratação de R$ 60 milhões no Estado.

Comércio

A alternativa também tem sido incentivada no comércio cearense, por meio da Federação das Câmaras dos Dirigentes Lojistas do Ceará (FCDL-CE). Recentemente, o presidente da entidade, Freitas Cordeiro, conseguiu, por meio do Banco do Brasil, uma parceria para viabilizar a proposta de independência energética para o pequeno empresário. O projeto, batizado de Caminhos do Sol, foi apresentado, em março, na sede da Federação para as CDLs do Interior do Estado, via transmissão simultânea e teve uma receptividade positiva.

A ideia é beneficiar empresas que faturam até R$ 10 milhões por ano. “Os recursos desse financiamento são oriundos do Proger (Programa de Geração de Renda), com taxas diferenciadas e parcelado em 72 meses”, explica Freitas Cordeiro.

O presidente da FCDL tem viajado pelas cidades que sediam as 81 CDLs do Ceará para divulgar a parceria, que prevê a retirada do IOF sobre a operação de crédito, além de contar com a aplicação de taxas de juros especiais e a alienação do equipamento como garantia, entre outras vantagens. De acordo com ele, é forte a adesão ao projeto, que, até agora, já conta com 58 pedidos de orçamento formalizados junto à entidade. “São recursos fantásticos. Juros de 4,5% ao ano, TJLP (Taxas de Juros de Longo Prazo), que dá uma média mensal que não chega a 1%. Mais comprometimento de 11% ao mês, sete anos para pagar com 12 meses de carência”, comemora o presidente da FCDL-CE.

Freitas conta ainda que credenciou cinco empresas para fazer a instalação das placas solares e que “elas (as empresas) vão parcelar 20% do valor – pois o banco só financia 80% – em até 12 vezes, o que é, na prática, o tempo de carência do banco”.

Isenção do ICMS

Além das linhas de crédito disponíveis em diversos bancos para o financiamento de projetos de micro e minigeração de energia, outros incentivos também têm sido criados para incentivar o investimento de pessoas físicas e empresários. No fim do ano passado, por exemplo, o governador do Ceará, Camilo Santana, assinou decreto referente à isenção de ICMS (Imposto sobre as Operações Relativas a Circulação de Mercadorias) para empresas e pessoas físicas que produzam micro e minigeração de energia elétrica. O decreto foi assinado durante evento realizado na Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec).

Liderança

De acordo com o Governo do Estado, o Ceará ocupa o primeiro lugar no mercado eólico brasileiro de geração distribuída, que é a geração elétrica realizada pelo próprio consumidor a partir de fontes renováveis ou de alta eficiência energética. Ao todo, são 20 unidades ou centrais geradoras eólicas com potência instalada de 56,1 KW (quilowatts), o que corresponde a 33,43% da potência instalada de geração distribuída no Brasil.

A expectativa é que a liderança seja mantida, com estímulo das novas regras, publicadas em 1º de março deste ano, da Resolução Normativa nº 482/2012 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que trata sobre a micro e minigeração. A mudança inclui o uso de qualquer fonte renovável, além da cogeração qualificada, o aumento do prazo de validade dos créditos de 36 para 60 meses e a geração distribuída em condomínios.