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Futuro da energia será protagonista do All About Energy 2017

Comemorando a 10ª edição, o ​AAE recebeu o reforço trazido pelo ​CERNE ​e teve ​a estrutura temática ​reconfigurada. O foco ​agora é o futuro da geração renovável ​de energia e seu consumo sustentável​.

As fontes renováveis serão as ​grandes protagonistas do futuro da energia no mundo. Diante deste cenário, como se dará a sua utilização de forma sustentável? Quais rotinas, fontes e usos energéticos teremos no futuro?

Estas e outras questões importantes para o planejamento estratégico do setor de energia renovável serão debatidas no All About Energy – Congress & Expo 2017, o maior evento dedicado a estas fontes realizado na América Latina​. O encontro acontecerá entre os dias os dias 4 e 6 de outubro de 2017 no Terminal Marítimo de Fortaleza, Ceará.

Em sua décima edição, o evento foi re-concebido para atualizar, integrar e expandir os temas principais, em comum à geração a partir de fontes renováveis até ​o consumo de forma sustentável.

Nesta nova concepção, o All About Energy 2017 abordará, como tema principal comum, o futuro da energia.

Entre as novidades, além da interação entre segmentos da geração de energia renovável, também estão:​ a exposição de veículos elétricos, ​construções inteligentes como os ​condomínios solares e aplicações tecnológicas para eficiência energética, além do congresso científico com trabalhos técnicos selecionados por especialistas e ​doutores.

​Plenárias​, debates​ e exposição versarão sobre quatro quadrantes temáticos: energia eólica, energia solar, bioenergéticos (biocombustíveis, biomassa e biogás) e consumo sustentável​ (incluindo aplicações tecnológicas, veículos elétricos e eficiência energética​)​. ​

O diretor-presidente do CERNE – Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia, Jean-Paul Prates​, explica que a intenção é cruzar os debates pelos diversos segmentos, para fugir das discussões setoriais isoladas, já realizadas em outros eventos nacionais​. “Já estamos ​num estágio em que está confirmada ​a viabilidade e competitividade de cada uma dessas áreas​​. Por isso, a interação entre os desafios comuns, como também o enfrentamento de questões nacionais e até globais, são importantes para traçarmos novos horizontes”, ​diz Prates. 

Para Meiry Benevides, diretora da All About Eventos – responsável pela logística e comercialização do evento, a diversidade e a integração temática é um diferencial importante porque propicia oportunidade a fornecedores e prestadores de serviço de consolidarem suas posições junto a diversas cadeias produtivas e investidores multi-setoriais. “É um evento único, neste sentido. Permite associar a marca e a empresa ao futuro, à vanguarda tecnológica; e ainda atingir quatro ou mais segmentos de uma vez”, afirma.

All About Energy – Congress & Expo 2017 vai trazer as principais discussões sobre os cenários mundial, nacional e regional da energia renovável e do consumo sustentável, com sessões dedicadas à inovação e startups tecnológicas, além de simpósios​ com investidores globais ​voltados a projetos sustentáveis e a ​presença de autoridades internacionais do setor energético.

O evento te​m o CERNE e a empresa All About Eventos como co-realizadores.  Mais informações no site do evento:  www.allaboutenergy.com.br 

 

Brasil mira produção de superímã para turbina eólica e motor elétrico

O Brasil tem a segunda maior reserva do mundo de minérios de terras raras, base para a produção de ímãs superpotentes usados em turbinas eólicas e motores de carros elétricos. Mas nenhuma empresa nacional ainda é capaz de produzi-los.

Agora, o país tenta entrar nesse mercado com um projeto da CBMM (Companhia Brasileira de Metalurgia e Mineração), uma empresa privada, em parceria com o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas de São Paulo).

Em andamento desde 2014, a empreitada prevê o domínio de todas as etapas da confecção do magneto. O investimento total já passa dos R$ 13 milhões, divididos entre CBMM, IPT e Embrapii (Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial).

O projeto está na segunda fase: a construção de uma liga com neodímio e praseodímio (minérios de terras raras), ferro e boro, um dos últimos passos antes da obtenção do ímã.

Na etapa anterior o minério bruto, retirado dos rejeitos de uma barragem da CBMM, em Minas Gerais, foi transformado em uma barra de metal composta por neodímio e praseodímio, a primeira do tipo já feita no país.

O mercado é dominado pela China, dona da maior reserva mundial da matéria-prima. “Os chineses não se apoiaram apenas nos recursos naturais, mas fizeram muito investimento ao longo dos anos 1980 para dominar a tecnologia de fabricação desses ímãs e chegar ao topo”, diz Fernando Landgraf, engenheiro metalurgista e presidente do IPT.

João Batista Ferreira Neto, engenheiro, coordenador do projeto, no laboratório do IPT FOTO: KEINY ANDRADE/FOLHAPRESS

João Batista Ferreira Neto, engenheiro, coordenador do projeto, no laboratório do IPT. Foto: Keiny Andrade/Folhapress

Em 2011, conta Landgraf, os preços do produto tiveram um pico. Vários países estruturaram iniciativas para a produção dos ímãs temendo a dependência da China, entre eles a Austrália, que fabrica os ímãs em escala industrial, mas conta com uma reserva pelo menos quatro vezes menor que a brasileira, hoje estimada em 22 milhões de toneladas.

“A ideia é começar atendendo ao mercado interno, que deve crescer devido à produção de turbinas eólicas, para depois partir para o externo”, afirma Landgraf.

Reaproveitamento

A CBMM tem o foco na exploração de nióbio, usado na indústria siderúrgica, mas o rejeito da extração desse elemento contém altos índices dos minérios de terras raras.

“A extração mineral, uma das etapas mais caras, já foi feita. Isso diminui o custo da exploração”, afirma João Batista Ferreira Neto, engenheiro metalurgista do IPT e coordenador do projeto.

De acordo com o superintendente de produção da CBMM, Clóvis Antonio de Faria Sousa, a empresa não pretende produzir os ímãs.

A companhia será a fornecedora dos minérios, oriundos do rejeito, para que outras empresas fabriquem os magnetos com a tecnologia desenvolvida no projeto.

Segundo Ferreira Neto, do IPT, a última fase deve contar também com o apoio da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina), que tem prática na produção de ímãs, e da WEG, empresa que produz turbinas eólicas.

A projeção da Global Wind Energy Council, associação internacional do setor de energia eólica, é de que até 2020 a capacidade para gerar energia por meio dos ventos ultrapasse os 65 gigawatts (GW) em todo o mundo -quase o dobro da produção registrada em 2013, por exemplo.

São utilizados cerca de 600 quilogramas desses ímãs para cada megawatt (MW) de energia eólica, de acordo com Ferreira Neto. “O Brasil pode se tornar uma alternativa para o mercado mundial”, diz.

Fonte: Folha de São Paulo | Everton Lopes Batista

Workshop internacional discute mercados sustentáveis para o setor energético

Recife sedia, entre os dias 4 e 6 de abril, o primeiro workshop internacional “Energia Renovável e Inovações Interconectadas: Mercados Sustentáveis do Século XXI”. Especialistas em energia, empresários e gestores públicos do Brasil e dos Estados Unidos tem espaço para trocar experiências visando gerar modelos de negócios e projetos comerciais entre os dois países para atender as necessidades de um setor energético em evolução.

A iniciativa é uma parceria do Governo de Pernambuco com o Consulado Geral dos Estados Unidos no Recife e com o Governo da Califórnia, estado americano considerado referência no uso de novas tecnologias para as energias renováveis.

Olavo Oliveira e o Secretário Estadual  de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco,  Sérgio Xavier. (Foto: CERNE)

Olavo Oliveira e o Secretário Estadual de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco, Sérgio Xavier. (Foto: CERNE)

O Diretor de Tecnologia, Pesquisa e Inovação do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), Olavo Oliveira, participa do evento, que reúne empresas como a americana Tesla, conhecida mundialmente por desenvolver tecnologia de ponta para veículos elétricos.

“No primeiro dia tivemos debates com palestrantes nacionais incluindo o Rodrigo Sauaia (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica) e o David Hochschild e Angelina Galiteva, ambos membros do comitê de energia da Califórnia”, disse Olavo.

Olavo Oliveira e a Consulesa Americana para Assuntos Comerciais, Paloma Gonzalez. (Foto: CERNE)

Olavo Oliveira e a Consulesa Americana para Assuntos Comerciais, Paloma Gonzalez. (Foto: CERNE)

Durante o workshop foi lançado o projeto “Noronha Carbono Zero”, que pretende transformar o arquipélago de Fernando de Noronha em um local que gera 100% de sua energia através de fontes renováveis e o primeiro território livre de emissão de carbono do país.

O evento segue até esta quinta-feira (06) com uma discussão sobre políticas públicas pelo Ministério de Minas e Energia, a questão da água em relação às energias renováveis e, finalizando a programação, serão formados grupos de trabalho para a elaboração de propostas para o projeto sustentável em Noronha.

Fonte: CERNE `Press

Inovação e competitividade movimentam setor elétrico em Natal

Em um período de desafios para a economia brasileira, a inovação tem sido um elemento-chave para o sucesso de muitas empresas, órgãos e instituições tanto da esfera pública quanto privada.

Com o setor elétrico não foi diferente. A partir da criação da Lei nº 9.991, de 24 de julho de 2000, as empresas de geração, transmissão e distribuição passaram a aplicar de 1% das receitas líquidas em pesquisa e desenvolvimento (P&D) e em eficiência energética. O Plano Inovar, lançado à quatro anos pelo Governo Federal, investiu cerca de 3 bilhões para apoio à inovação tecnológica no setor elétrico.

É nesse panorama que será realizado hoje, 09 de fevereiro, o primeiro “Encontro da Inovação – Competitividade e Qualidade para o Setor Elétrico Brasileiro”, em Natal, Rio Grande do Norte. O evento propõe uma análise prática dos processos de inovação não apenas ligados à geração e distribuição, mas também nos processos e tecnologias para gestão ambiental, regulação, consumo, mobilidade e atendimento.

Lideranças empresariais e autoridades capazes de modificar o panorama do setor elétrico brasileiro vão debater, juntos, a inovação no campo da regulação, os incentivos à pesquisa e desenvolvimento existentes no país, políticas públicas vigentes, inteligência competitiva e P&D em energias renováveis.

O “Encontro da Inovação” é uma realização do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) e a empresa Viex Américas. A programação completa e inscrições podem ser realizadas no site do evento pelo endereço: http://viex-americas.com/conferencias/encontro-da-inovacao-setor-eletrico/

Fonte: CERNE Press

Natal sedia 9º SolarInvest e 1º Encontro da Inovação

Nos dias 8 e 9 de fevereiro, a cidade de Natal-RN vai sediar dois importantes eventos voltados para o setor energético e gestão: o 9º SolarInvest e o 1º Encontro da Inovação. Os encontros serão realizados no auditório do hotel Best Western Premier Majestic, em Ponta Negra.

Em sua nona edição, o SolarInvest reunirá novamente investidores e executivos em busca do aprimoramento da regulamentação para o desenvolvimento da geração de energia por fonte solar no Brasil. O encontro visa estreitar o relacionamento entre governo e empreendedores para discutirem juntos os atuais desafios da geração fotovoltaica em seus vários aspectos.

Serão debatidos temas como o potencial econômico na cadeia de produtos e serviços, a vocação e função da energia solar centralizada na matriz elétrica nacional, os efeitos projetados para o advento dos telhados solares, e exemplos de empreendedorismo no setor fotovoltaico.

O “Encontro da Inovação, Competitividade e Qualidade” propõe uma análise prática dos processos de inovação no setor de energia elétrica, não somente no campo das tecnologias diretamente ligadas à geração e distribuição, mas também nos processos e tecnologias para gestão ambiental, regulação, consumo industrial e residencial, mobilidade e atendimento. O evento reunirá as lideranças empresariais e autoridades capazes de modificar o panorama do setor elétrico brasileiro.

Os eventos são uma realização do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) e a Viex Americas. Outras informações estão disponíveis pelos seguintes links:

SolarInvest: http://viex-americas.com/conferencias/solarinvest/

Encontro da Inovação: http://viex-americas.com/conferencias/encontro-da-inovacao-setor-eletrico/

Fonte: CERNE Press

As tendências mundiais da transição para as energias renováveis

Com a recente entrada em vigor do Acordo de Paris, documento que sela um compromisso global de combate às mudanças climáticas,  deveremos testemunhar uma expansão sem precedentes de fontes de energias mais limpas e sustentáveis nas próximas décadas.

Um estudo do Instituto de Economia e Análise Financeira de Energia (IEEFA) mostra que a transição para as energias renováveis está acelerando, e a um ritmo mais rápido que o previsto. Quem ficar para trás enfrentará riscos financeiros cada vez maiores.

As transformações ocorridas no setor ao longo deste ano dão o tom do que se pode esperar, conforme o estudo 2016: Year in Review – Three Trends Highlighting the Accelerating Global Energy Market Transformation, que identifica as tendências em energia que marcaram o ano.

Com base em projeções recentes, o estudo afirma que o Brasil tem potencial para 880 GW de geração a partir de energia eólica. O país se beneficia dos recursos eólicos ao longo de seu extenso litoral, o que o coloca em quarto lugar mundial em termos de potencial para expandir a geração por essa fonte, atrás de Estados Unidos, China e Alemanha.

O relatório assinala ainda que “os enormes e subdesenvolvidos recursos solares do país” também têm potencial para dar um grande impulso às energias renováveis por aqui, especialmente com a realização do 2º Leilão de Energia de Reserva, que acontece em dezembro.

Segundo a Empresa de Pesquisa Energética, até agosto foram cadastrados 1.260 projetos no leilão, sendo 419 deles de fonte solar fotovoltaica e  841 de projetos eólicos. O início de suprimento dos contratos das duas fontes será em 1º de julho de 2019, com prazo de vinte anos.

Veja abaixo algumas tendências em renováveis que marcaram 2016, conforme a pesquisa.

A transição global para as energias renováveis está se acelerando 

Em 2016, mais países tiveram períodos nos quais 100% do consumo de eletricidade foi atendido pelas energias renováveis. O Reino Unido, berço da Revolução Industrial a carvão, por exemplo, registrou uma maior geração de eletricidade por painéis solares do que por carvão nos seis meses entre abril e setembro deste ano.

A Escócia foi ainda mais longe. Em 7 de agosto, seus ventos produziram eletricidade suficiente para alimentar todo o país. Portugal, por sua vez, foi inteiramento suprido por energia solar, eólica e hidroelétrica durante quatro dias no mês de maio.

Poucos dias depois, um evento semelhante na Alemanha levou os preços da eletricidade a cifras negativas em 15 de maio, com a energia limpa suprindo toda a necessidade energética do país.

Além desses avanços, o relatório destacou o imenso potencial do continente africano na revolução energética. Segundo o estudo, a África tem tudo para se tornar o primeiro continente onde a energia renovável será o principal motor do desenvolvimento.

Em grande medida, a expansão da energia solar tem passado ao largo da região, lar da maioria das nações menos desenvolvidas do mundo – mais de metade das 1,3 bilhão de pessoas sem acesso à eletricidade vivem lá. Isto apesar dos países africanos terem de 52% a 117% mais radiação solar que a líder dessa fonte de energia entre os países desenvolvidos, a Alemanha.

Mas isso deve mudar, segundo o relatório, com as melhorias tecnológicas, as reduções de custos e o crescente interesse em micro-redes. Pelas previsões da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA), a África poderia ter 70GW de geração solar em vigor até 2030.

O ritmo da mudança é muito mais rápido do que o previsto

O relatório também aponta importantes mudanças em níveis institucionais que ajudam a gerar vantagens significativas para o desenvolvimento de novas fontes limpas.

O rápido crescimento do mercado dos chamados títulos verdes (ou green bonds) — títulos de dívida emitidos por empresas e instituições  financeiras para viabilizar projetos com impacto ambiental positivo — é uma indicação de que o capital privado está saindo dos combustíveis fósseis para a energia renovável.

Ser um líder em energias limpas agora pode ser aplicado como um modelo de negócio sustentável que proporciona retornos superiores aos acionistas. Tesla, BYD, Nextera Energia, Softbank, ENEL, China Longyuan e Brookfield Renewable Partners todos demonstram isso.

Ainda segundo a pesquisa, o consumo de petróleo poderá atingir o pico em 2030, com o crescimento exponencial e continuado dos veículos elétricos, eficiência energética e energia renovável.

Quem fica para trás enfrenta crescentes riscos financeiros

Ao contribuir para reduzir as taxas de utilização, as energias renováveis continuarão a comprometer a viabilidade da produção a carvão.  De acordo com o estudo, o consumo mundial de carvão está em declínio, tendo atingido um pico em 2013 e declinado em 2016 pelo terceiro ano consecutivo. Um crescimento da demanda abaixo do esperado, em conjunto com o aumento da oferta de gás natural, deverá golpear ainda mais forte esse mercado.

Fonte: Vanessa Barbosa | Exame.com

Anunciado sistema de painéis solares “invisíveis” para casas

Elon Musk está cada dia mais perto de realizar seu sonho de criar um sistema doméstico alimentado por energias sustentáveis. O CEO da Tesla revelou em um evento na Universal Studios, em Los Angeles, a primeira linha de painéis solares da empresa. Além de ser praticamente imperceptível, o produto se conecta ao sistema de bateria recarregável Powerwall da Tesla. As informações são do site The Verge e da Wired.

O telhado é feito a partir de uma telha de vidro texturizada com células solares integradas. Para que os painéis fiquem praticamente invisíveis, a Tesla aplicou uma pintura especial nas telhas. Desse modo, elas ficam transparentes quando vistas do ângulo da rua e sua aparência fica similar à de um telhado tradicional. Quatro padrões de telhas foram apresentados: Tuscan Glass, Slate Glass, Textured Glass e Smooth Glass.

Segundo Musk, as telhas foram impressas hidrograficamente e, por isso, cada uma delas é um “floco de neve especial”. Isso significa que casas vizinhas não terão telhados com o mesmo visual.

O CEO da Tesla também enfatizou que os painéis são resistentes. Para provar isso, ele exibiu um teste de durabilidade entre o produto da marca e telhas de cerâmica e pedra. Obviamente, o telhado da Tesla se saiu melhor. O painel solar é feito de quartzo e tem uma vida útil quase infinita, de acordo com Musk.

Além do painel solar, a empresa revelou a nova geração da Powerwall, sua bateria doméstica que pode ser recarregada via energia solar. Ela tem potência máxima de 7 kW e capacidade de armazenar até 14 kWh. Isso é suficiente para abastecer uma casa de quatro quartos durante um dia inteiro. A Powerwall 2 irá custa 5.500 dólares nos Estados Unidos e tem garantia de ciclos de recarga para até 10 anos de uso.

Os produtos são uma colaboração conjunta entre a SolarCity (provedor americano de serviços de energia) e a Tesla. No dia 17 de novembro, acionistas irão votar uma fusão de dois bilhões de dólares entre as duas companhias.

Tanto o telhado quanto a bateria fazem parte do plano de Musk de criar um sistema energético sustentável. No mundo idealizado por Musk, os painéis solares servirão para a geração de energia para a casa e os carros, enquanto a bateria faria o armazenamento dessa energia. “Precisa ser bonito, acessível e perfeitamente integrado. Se tudo isso acontecer de verdade, por que você iria para outra direção?” indagou o CEO, questionando o sistema energético atual.

Fonte: Marina Demartini | Exame

Programa de incentivo a startups receberá R$ 10 milhões

O Programa Nacional Conexão Startup-Indústria foi apresentado, nesta quinta-feira (15), pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (Mdic). O programa busca aproximar as indústrias e startups do País e, neste ano, contará com investimentos de R$ 10 milhões. A iniciativa, elaborada pela Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), deverá ser lançada nos próximos meses.

“O futuro do Brasil passa pela inovação. Todos os países desenvolvidos já avançaram nesse tema e estão na nossa frente. Este é o pontapé inicial de um grande projeto para o País”, destacou Marcos Pereira, ministro da pasta.

Segundo Marcos Pereira, o governo do presidente Michel Temer está empenhado com o conjunto de mudanças estruturais necessárias para o País voltar a crescer economicamente. “O Custo Brasil é elevadíssimo. Precisamos modernizar as leis trabalhistas e aprovar o teto de gastos públicos”, disse.

Para o presidente da ABDI, Guto Ferreira, o Programa Nacional Conexão Startup-Indústria tem o mérito de reconhecer a importância dos empreendedores nacionais. “O Brasil não pode perder mais cérebros. Esperamos que, com as ações deste programa, o País aumente sua competitividade e a indústria passe a contar com soluções tecnológicas desenvolvidas dentro de casa, e não mais no exterior”, afirmou.

Em 2016, a ABDI investirá R$ 10 milhões de seu orçamento no Programa Conexão Startup-Indústria. Como apontou Guto Ferreira, a expectativa é que novos parceiros apoiem a iniciativa. “Nós teremos conversas neste sentido com a presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento [BNDES], Maria Silvia Bastos, e com o novo presidente da Finep, Marcos Cintra”, disse.

Para a gerente de Desenvolvimento Tecnológico e Inovação, Elisa Carlos Pereira, a apresentação do programa é o “primeiro passo de uma longa caminhada” que será moldada com a participação da indústria e dos empreendedores nos próximos meses. “Hoje, nós lançamos a pedra fundamental do programa. A ABDI escolheu uma metodologia ágil e responsiva, que inclui a opinião dos players dos mercados envolvidos”, disse.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços

BMW I3 é incorporada à frota de veículos elétricos da CPFL Energia

Agora, o BMW i3 faz parte da frota de veículos elétricos da CPFL Energia, empresa pertencente ao setor elétrico brasileiro. Contando com esta nova aquisição, a companhia tem 16 carros elétricos que são usados para o desenvolvimento de pesquisas e estudos de seu Programa de Mobilidade Elétrica, o P&D Emotive.

Dentre seus objetivos, o BMW i3 deve ser utilizado em testes de recarregamento de carros elétricos em corrente contínua. Isso porque, diferente dos outros carros da frota, o modelo da BMW usa uma tecnologia de plug que dispensa o uso de inversor para que a corrente elétrica alternada seja convertida para contínua. Ou seja, em seu caso, o processo de recarregamento é mais rápido.

Esta tecnologia diferenciada da BMW, que recebe o nome de CCS tipo 2, também permite que a recarga seja feita em eletropostos que só operam em corrente alternada. E estes, coincidentemente ou não, são a maioria da infraestrutura de recarga implantada pela CPFL Energia. Atualmente, a companhia tem seis eletropostos em Campinas e um em Jundiaí, no estado de São Paulo.

Em nota, a CPFL Energia explica que, com a adição do i3 em sua frota, espera entender melhor a percepção que o cliente tem da experiência de dirigir um carro elétrico. Além disso, a escolha deste modelo da BMW atende um critério de diversificação dos tipos de veículos testados no projeto. O P&D Emotive também trabalha com modelos como Renault Kangoo, Renault Fluence e BYD e6.

Além dos testes que realiza com os veículos, a CPFL Energia também empresta parte de sua frota para empresas e instituições parceiras como Natura, Unicamp e Hertz. Tudo isso para incentivar a expansão da mobilidade elétrica e apresentar seus benefícios. As empresas parceiras entram com uma contrapartida financeira para o desenvolvimento das atividades do projeto.

Dentre suas pesquisas, o P&D Emotive já coletou dados que comprovam que, com um veículo elétrico, a economia nos gastos com combustível chega a 84%, dependendo das tarifas de energia elétrica. E isso sem nem considerar a redução das despesas na manutenção com a ausência da troca de óleo e vela.

Fonte: Revista Autoesporte

CERNE participa do 27º Seminário Motores do Desenvolvimento

O Diretor de Tecnologia, Pesquisa e Inovação, Olavo Oliveira, participou nesta segunda-feira (27) do 27º Seminário Motores do Desenvolvimento do Rio Grande do Norte, realizado no auditório da Casa da Indústria (Fiern), em Natal. O tema do seminário é “UFRN e os parques tecnológicos, inovação para o desenvolvimento”.

Na abertura do seminário estiveram presentes a reitora da UFRN, Ângela Paiva, o prefeito Carlos Eduardo, o governador Robinson Faria, e o presidente do Sistema FIERN, Amaro Sales.

O evento contou com a participação do ministro da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, Gilberto Kassab, que abriu a programação com a palestra “Desafios e oportunidades para o desenvolvimento tecnológico do Rio Grande do Norte e do Nordeste”.

Além do ministro, participaram do seminário o diretor-presidente do Parque Tecnológico de Belo Horizonte (BHTEC), Ronaldo Tadêu Pena, e o engenheiro Cláudio Marinho da consultoria Porto Marinho, localizada no parque tecnológico de Recife, o Porto Digital. O secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Flávio Azevedo, destacou os Parques Tecnológicos do RN.

Fonte: CERNE Press