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Oferta de energia elétrica no Brasil será 2,6% maior em 2017

De acordo com o Boletim Mensal de Energia – Janeiro de 2017, a oferta interna de energia elétrica – subconjunto da matriz energética, a proporção das renováveis será bem mais significativa este ano, com previsão de chegar a 83,3%. No mundo este indicador é de apenas 24,1%.

O desempenho ocorre em razão do bom desempenho da energia eólica e reflete as transformações ocorridas no setor energético nacional, que tem incentivado tanto o crescimento dessas fontes quanto a diversificação da matriz nos últimos anos.

A Oferta Interna de Energia Elétrica (OIEE) de 2017 foi estimada em 630,2 TWh, mostrando aumento de 2,6% sobre 2016.

O boletim é elaborado pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e acompanha um conjunto de variáveis energéticas e não energéticas capazes de permitir razoável estimativa do comportamento mensal e acumulado da demanda total de energia do Brasil.

A estimativa é que a energia hidráulica continue sendo a mais importante na matriz elétrica de 2017, respondendo por 67,9%, percentual ligeiramente inferior ao verificado em 2016 (68,6%).

Essa redução da fonte hídrica será compensada por bons desempenhos de outras fontes renováveis, como a eólica e a biomassa. A eólica deverá passar de uma proporção de 5,3% para 6,5%, e a biomassa, de 8,8% para 9,0%, de 2016 para 2017.

A produção de petróleo de janeiro de 2017 cresceu 15,3% sobre igual mês de 2016, repetindo as boas performances verificadas nos últimos meses de 2016. O mesmo ocorre com a produção de gás natural, com taxa de crescimento de 13,1%.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério de Minas e Energia

Capacidade instalada de geração elétrica do Brasil atinge 148.555 MW

Em outubro, a capacidade instalada total de geração de energia elétrica do Brasil atingiu 148.555 MW. Comparando-se com outubro de 2015, foram acrescentados no período 9.283 MW, sendo 5.215 MW de geração de fonte hidráulica, 2.980 MW de fonte eólica, 1.087 MW de fontes térmicas e 2 MW de fonte solar.

Entre as fontes renováveis, a fonte eólica foi a que apresentou maior crescimento percentual, atingindo 44% de evolução na comparação com o mesmo mês do ano passado. A capacidade instalada de geração a partir dos ventos é de 9.660 MW, oriundos de 395 usinas eólicas no Brasil. Com o montante atual, a energia eólica já representa 6,5% da matriz de capacidade instalada, o que mostra a gradativa inserção dessa fonte em nossa matriz.

Em relação à produção de energia elétrica, a geração hidráulica correspondeu a 69,1% do total no do país em setembro de 2016, 1,4 p.p. inferior ao verificado no mês anterior. A participação da fonte eólica alcançou 8,0%. Já a participação de usinas térmicas se manteve estável. De outubro de 2015 a setembro de 2016, produção acumulada de energia elétrica no Brasil atingiu 541.306 GWh.

Com relação à expansão no mês de outubro, entraram em operação 394,68 MW de capacidade instalada de geração, 65,0 km de linhas de transmissão e 100 MVA de capacidade de transformação na Rede Básica. Em 2016, a expansão do sistema totalizou 7.745,2 MW de capacidade instalada de geração, 4.137,4 km de linhas de transmissão de Rede Básica e conexões de usinas e 9.247,0 MVA de transformação na Rede Básica.
Fonte: Canal Energia

Diretor da Aneel sugere leilão de 6 GW térmicos no Nordeste

Para Reive Barros, medida ajudaria a estabilizar geração intermitente e recuperar níveis de reservatórios

Por Fabio Couto | Brasil Energia

O diretor da Aneel Reive Barros propôs a possibilidade de se instalar 6 mil MW de térmicas a gás no Nordeste, como forma de reduzir impactos de fatores externos ao sistema elétrico da região. Segundo ele, a adição dessa quantidade seria possível via importação (GNL) ou com uso do gás do pré-sal. O Nordeste vive ainda uma das piores secas da história, com o reservatório de Sobradinho na casa dos 10% de armazenamento pelo segundo ano consecutivo.

Para ele, com a viabilização das linhas de transmissão, as usinas estariam próximas de centros de carga e ajudariam a desenvolver o mercado de gás. Além disso, o bloco térmico poderia permitir estabilizar a geração eólica e ajudaria na recuperação dos reservatórios da região, com baixa capacidade de armazenamento há vários anos.

A ideia de Barros, que participou na manhã desta quinta-feira (1/12) de um seminário realizado pela FGV Energia, é próxima da realização de leilões regionais e por fonte de energia, medidas que eram defendidas pelo então diretor do ONS, Hermes Chipp.

Para Luiz Augusto Barroso, presidente da EPE, e presente ao evento, a realização de leilões por fonte já são uma realidade na prática, mas para que a medida seja oficializada, são necessários aperfeiçoamentos. Ele disse ainda que a entidade não é contra a realização de leilões regionais.

Já Luiz Eduardo Barata, diretor-geral do ONS, considerou a ideia boa, mas a prioridade é a definição da chamada matriz ótima, com a decisão sobre quais fontes serão consideradas viáveis. A preocupação do operador é com a busca de fontes com geração flexível para que se possa reduzir os efeitos de usinas intermitentes no sistema elétrico brasileiro.

Costa Rica está há mais de 70 dias usando somente energia renovável

A Costa Rica está cada vez mais perto de bater um recorde, no mínimo, muito nobre. O país tem se mantido só com energia renovável há mais de 70 dias seguidos. São 150 dias só em 2016, segundo o órgão governamental Grupo ICE.

O recorde de 2015 é de 285 dias. No total, a Costa Rica teve 99% de suas necessidades energéticas no ano passado supridas por energia limpa.

Muito se deve, claro, à geografia local. A revista FastCompany aponta que a maior parte dessa energia vem das usinas hidrelétricas, viabilizadas pelo grande volume de chuva e muitas montanhas. Mas não é só. O país também tem diversificado com empreendimentos em energia geotérmica e solar. Natural. Uma nação não quer depender de uma única fonte, especialmente em tempos de mudanças climáticas imprevisíveis.

Em cinco anos, a Costa Rica quer ser um país neutro em carbono. E no que diz respeito à eletricidade, isso é bem possível. O problema ainda são  os carros, que se alimentam de gasolina — mudar toda a frota para veículos elétricos não seria tarefa fácil. Por isso, o governo tenta compensar de outras formas tais emissões.

A Costa Rica tem outros fatores que a ajudam a cumprir suas metas ecológicas. Não é um lugar que depende tanto da indústria. Ou seja, as necessidades energéticas são mais modestas. O consumo entre a população — mais pobre — também é menor.

As energias renováveis ​​vêm ganhando força em diversos lugares do mundo. A Alemanha já conseguiu passar dias inteiros com energias renováveis. Portugal bateu quatro dias seguidos no início do ano. Curiosamente, os países com os piores desempenhos no assunto ainda são os muito ricos, como os EUA. E como são justamente eles que usam mais energia, a situação só se complica.

Fonte: Época Negócios

Geração efetiva de energia eólica cresce 55% no primeiro semestre de 2016

Entre os meses de janeiro a junho de 2016, a geração efetiva de energia eólica no Brasil cresceu 55% comparado ao mesmo período registrado em 2015. Os dados foram divulgados esta semana pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

No primeiro semestre deste ano foram gerados 17.182 MW médios contra os 11.070 MW médios gerados por igual período no ano passado, o que representa um aumento de 6.112 MW em geração eólica. Confira tabela comparativa abaixo:

Fonte: CERNE com informações da CCEE

Fonte: CERNE com informações da CCEE

 

Fonte: CERNE Press

Nordeste tem recorde de geração eólica em julho, segundo ONS

A geração de energia eólica no Nordeste atingiu recorde de 4.713 megawatts (MW) médios em 31 de julho, afirmou nesta terça-feira o Operador Nacional de Energia Elétrica (ONS). A marca anterior, de 4.605 MW médios, havia sido alcançada em 30 de junho.

De acordo com o operador, ainda em 31 de julho, foi alcançado o recorde de geração instantânea por fontes eólicas, de 5.232 MW, às 9h21. A marca anterior era de 5.088 MW, atingida em 1º de julho.

No Sul, as eólicas registraram recorde de geração instantânea de 1.462 MW, às 21h22 de 26 de julho. O recorde anterior, de 16 de julho, foi de 1.455 MW.

Fonte: Rodrigo Polito | Valor Econômico

Brasil tem aumento de 5,1 GW na capacidade instalada até julho

O Brasil aumentou sua capacidade instalada de geração em 5,1 GW até o mês de julho. Segundo balanço da Agência Nacional de Energia Elétrica, a potência total que o país dispõe soma agora quase 146 GW. Uma importante parcela desse volume, ou 44,5%,foi adicionado no período que começou em 1998. Somente com os dados reportados até julho, 2016 está no quinto lugar em termos de expansão da capacidade e se confirmada a previsão da agência, poderá chegar a 10,4 GW se tornando assim o ano com maior volume de expansão em um ano apenas.

Somente em julho foram 1.297 MW novos na matriz elétrica, sendo que destes a segunda unidade da casa de força principal da UHE Belo Monte (PA, 11.233 MW) foi responsável por metade da oferta com 611 MW. A fonte térmica contribuiu com mais 610,3 MW sendo 562,8 MW de UTEs a combustíveis fósseis e outros 47,6 MW a biomassa. Entre as PCHs foram 11,7 MW novos no sistema e 64,5 MW em eólicas.
No somatório de 2016 as hidrelétricas lideram o crescimento da capacidade nova instalada com 2.473 MW, as eólicas surgem logo a seguir com quase 1,6 GW, a fonte térmica vem com 908,7 MW e as PCHs somam até o momento 124,7 MW.
De acordo com o balanço da Aneel, até o ano de 2021 são esperados mais 39,8 GW a serem adicionados ao SIN. Além dos 5.318 MW restantes para 2016, estão projetados mais 8.881 MW em 2017, 11.932 MW em 2018, 4.686 MW em 2019, 1.918 MW em 2020 e 4.272 MW ao final desse horizonte. Há ainda mais 2.790 MW em projetos que não possuem previsão de entrar em operação.
Desse volume classificado como projetos que possuem graves restrições para entrada em operação estão 894 MW em térmicas a combustíveis fósseis, quase 592 MW em usinas a biomassa, 366 MW em PCHs, 810 MW em UHEs e 127 MW de capacidade eólica.
Fonte: Mauricio Godoi, da Agência CanalEnergia, de São Paulo, Operação e Manutenção

Brasil atinge 143 GW em capacidade de geração de energia

O Brasil registrou no mês de abril 142.913 MW de capacidade instalada de geração no sistema elétrico. Em comparação com o mesmo mês em 2015, houve um acréscimo de 6.958 MW, sendo 2.629 MW de geração de fonte hidráulica, de 1.501 MW de fontes térmicas, 2.820 MW de fonte eólica e 8 MW de fonte solar. As informações são do Boletim Mensal de Monitoramento do Sistema Elétrico Brasileiro, elaborado pelo Ministério de Minas e Energia.

No mesmo período entraram em operação comercial 1.077,43 MW de capacidade instalada de geração, 15,0 km de linhas de transmissão e 1.000 MVA de transformação na Rede Básica. Em 2016 a expansão do sistema totalizou até abril 2.758,96 MW de capacidade instalada de geração, 507,1 km de linhas de transmissão de Rede Básica e conexões de usinas e 5.190 MVA de transformação na Rede Básica.

Com relação à produção de energia, no mês de fevereiro a geração hidráulica correspondeu a 78,7% do total gerado no país, 2,2 p.p. superior ao verificado no mês anterior, e a participação da produção eólica na matriz de produção de energia elétrica do Brasil aumentou 1,1 p.p. A participação de usinas térmicas na matriz de produção de energia elétrica, em termos globais, reduziu 3,3 p.p. entre janeiro e fevereiro de 2016, com destaque para as variações de -2,0 p.p. de geração a gás e -1,0 p.p. de geração a petróleo.

No mês de março, o consumo de energia elétrica atingiu 51.973 GWh, considerando autoprodução e acrescido das perdas, valor 3,9% superior ao verificado no mesmo mês do ano anterior. Além disso, foi verificada a expansão anual de 2,5% no número de unidades consumidoras residenciais.

Fonte: Da Agência CanalEnergia, Operação e Manutenção

Fontes renováveis poderão ter papel maior na geração de energia até 2040

A participação de fontes renováveis na matriz energética brasileira pode ser de pelo menos 60% até 2040, conforme prevê o Projeto de Lei do Senado (PLS) 712/2015, do senador Cristovam Buarque (PPS-DF). A proposta foi acolhida nesta terça-feira (10) na Comissão de Meio Ambiente, Defesa do Consumidor e Fiscalização e Controle (CMA) e segue para a Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI), onde será votada em decisão terminativa.

Atualmente, cerca de 40% da oferta interna de energia brasileira são provenientes de fontes renováveis, principalmente hidráulica e biomassa.

Esse percentual, diz Cristovam, já coloca o Brasil como protagonista na adoção de soluções para redução de gases de efeito estufa. Ele destacou ainda decisão do país de apresentar ao Secretariado da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima o compromisso de alcançar uma participação de 45% de energias renováveis na composição da matriz energética em 2030.

O parlamentar, no entanto, afirma que a soma das emissões das nações que assinaram o Acordo de Paris, durante encontro da ONU realizado na França no final de 2015, chegará a 55 giga toneladas de gases de efeito estufa, em quinze anos, o que é incompatível com a expectativa de limitar a dois graus Celsius o aumento da temperatura global.

Meta mais ousada

Por considerar a necessidade de um esforço extra de todos os países, ele propõe modificar a lei que institui a Política Nacional sobre Mudança do Clima (Lei 12.187/2009) para estabelecer uma meta mais ousada, de forma a ampliar a substituição de energia oriunda do petróleo por fontes renováveis, com baixa emissão de gases que provocam o aquecimento do planeta.

Para o autor, o país tem condição de chegar a 60% de fontes renováveis até 2014, tendo em vista a experiência brasileira na geração hidráulica e na produção de biocombustíveis, além dos avanços no aproveitamento de energia eólica e fotovoltaica.

O relator, senador Blairo Maggi (PR-MT), apresentou substitutivo para adequar o texto a definições internacionais e para determinar que o aumento da participação das fontes renováveis ocorra “até 2040”, e não “em 2040”, como está no texto original, de forma a que o avanço aconteça de forma gradual. Em função da ausência de Blairo Maggi na reunião desta terça-feira, o substitutivo foi apresentado pelo relator ad hoc, Flexa Ribeiro (PSDB-PA).

Fonte: Iara Guimarães Altafin | Agência Senado

Brasil atinge capacidade instalada de 142.619 MW em março

A capacidade total instalada de geração de energia elétrica no Brasil atingiu a marca de 142.610 MW no mês de março deste ano. Nos 12 meses anteriores, houve um acréscimo de 7.265 MW, sendo 2.735 MW de geração de fonte hidráulica, de 1.704 MW de fontes térmicas, 2.818 MW de fonte eólica e 8 MW de fonte solar. O Ministério de Minas e Energia divulgou nesta terça-feira, 3 de maio, os dados do Boletim Mensal de Monitoramento do Setor Elétrico, um documento elaborado pelo MME com informações atualizadas e consolidadas sobre a operação eletroenergética no Brasil, permitindo o registro e acompanhamento de temas relevantes do Setor Elétrico.

Somente no mês de março, entraram em operação comercial 351,32 MW de capacidade instalada de geração, 165,0 km de linhas de transmissão e 2.100 MVA de transformação na Rede Básica. Em 2016, a expansão do sistema totalizou 1.687,78 MW de capacidade instalada de geração, 455,1 km de linhas de transmissão de Rede Básica e conexões de usinas e 3.840 MVA de transformação da Rede Básica.

No mês de março, o nível de armazenamento dos reservatórios aumentou em todos os subsistemas. No mês, a contribuição da produção térmica se reduziu, com cerca de 1.600 MWmédios a menos do que o verificado do mês anterior.

Fonte: Da Agência CanalEnergia , Operação e Manutenção

Capacidade de geração de energia cresce 357 MW em fevereiro

O Brasil registrou a entrada em operação comercial de novos 357,35 Megawatts (MW) de capacidade instalada em fevereiro. O volume, incluído ao Sistema Interligado Nacional (SIN), tem participação de 270 MW de capacidade eólica e 86 MW hidrelétrica de novos empreendimentos.

Também entraram em operação comercial 289,0 quilômetros de linhas de transmissão em fevereiro. Os dados são do Boletim Mensal de Monitoramento do Setor Elétrico, divulgado, na última sexta-feira (1º), pelo Ministério de Minas e Energia (MME).

De acordo com a boletim, a capacidade instalada total de geração elétrica no Brasil atingiu 142.179 MW em fevereiro. Em relação ao mesmo período de 2015, houve expansão de 7.386 MW (crescimento de 5,5%), sendo 2.809 MW gerados por fonte hidráulica, 1.799 MW produzidos por térmicas, 2.770 MW de eólicas e 8 MW de energia solar.

Quanto à produção de energia elétrica, o boletim aponta que, em dezembro de 2015, a geração hidráulica correspondeu a 71,5% do total gerado no País, 2,0 pontos percentuais (p.p.) acima ao verificado no mês anterior. Já o segmento eólico apresentou aumento de 0,2 p.p na matriz de produção de energia elétrica no Brasil. A participação de usinas térmicas caiu 2,2 p.p. entre novembro e dezembro de 2015.

O Boletim Mensal de Monitoramento do Sistema Elétrico Brasileiro traz informações atualizadas e consolidadas sobre a operação eletroenergética no País, para registro e acompanhamento de temas relevantes do setor elétrico, tais como a expansão e o desempenho dos sistemas de geração, transmissão e distribuição, as condições hidrometeorológicas e a política operativa adotada, o comportamento do mercado consumidor e as ocorrências de maior impacto ao Sistema Elétrico Brasileiro (SEB).

Confira o boletim clicando AQUI.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério de Minas e Energia