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Itaipu alcança marca histórica de 2,5 bi de MWh em produção acumulada

A hidrelétrica de Itaipu, um projeto binacional entre Brasil e Paraguai, registrou no início da madrugada da quarta-feira (22) a marca histórica de 2,5 bilhões de megawatts-hora em eletricidade produzida desde o início de suas atividades, em 1984, um recorde global.

“A gente diz que Itaipu é líder mundial. E em produção acumulada, ninguém no planeta alcança, nem as usinas que entraram em operação antes e já estavam acumulando (geração), e nem as que entraram depois”, disse à Reuters o superintendente de Operações da usina, Celso Villar Torino.

“Só para dar uma referência, seria possível, só com essa energia de Itaipu, atender o planeta por 41 dias”, comentou o executivo.

Ele ressaltou ainda que a usina binacional é a maior geradora de eletricidade do mundo, mesmo com a competição da hidrelétrica chinesa Três Gargantas, que tem uma maior capacidade.

Com 14 gigawatts em potência instalada, contra 22,5 gigawatts da hidrelétrica chinesa, Itaipu produziu um recorde de cerca de 103 milhões de megawatts-hora no ano passado, enquanto a maior marca da rival foi quase 99 milhões de megawatts-hora em 2014, segundo Torino.

Neste ano, mesmo com um regime de chuvas em geral abaixo da média histórica no Brasil, a usina deve produzir entre 94 milhões e 95 milhões de megawatts-hora, o que representará provavelmente o quinto melhor resultado do empreendimento em seu histórico, disse o superintendente de Operações.

A hidrelétrica binacional é administrada no Brasil pela estatal Eletrobras, enquanto no Paraguai a Ande tem as mesmas atribuições.

A energia gerada é metade do Brasil, mas o país também compra parte da parcela que iria para o Paraguai, uma vez que o país vizinho sequer possui demanda suficiente para consumir toda a geração.

No ano passado, o Brasil ficou com cerca de 91 milhões dos 103 milhões de megawatts-hora produzidos, disse Torino.

“Isso correspondeu a 17 por cento do mercado brasileiro”, destacou.

PRIVATIZAÇÃO E MODERNIZAÇÃO

O governo brasileiro anunciou em agosto um plano de privatizar a Eletrobras, em uma operação que envolveria uma oferta de novas ações e a redução da participação estatal na companhia a uma fatia abaixo de 40 por cento.

Mas as autoridades têm garantido que Itaipu ficará de fora do acordo, provavelmente por meio de uma cisão que separaria o empreendimento do resto dos ativos da elétrica estatal brasileira.

“O aspecto técnico seguirá de maneira exemplar, tanto no Brasil quanto no Paraguai… não vejo nada que possa alterar”, disse Torino, que não entrou em detalhes sobre o assunto porque os estudos sobre a privatização têm sido conduzidos pelo governo federal.

Segundo o superintendente de Operações, Itaipu deverá passar por um processo de modernização provavelmente a partir de 2021 e 2022, com a previsão de atualizar principalmente tecnologias utilizadas no controle da usina, que passarão de analógicas para digitais.

As obras estão orçadas em cerca de 500 milhões de dólares, mas a origem dos recursos para a melhoria ainda está em discussão.

Entrevista: Presidente do CERNE analisa proposta de privatização de linhões

ANÁLISE: Ressaltando a necessidade de analisar a viabilidade de privatização das linhas de transmissoras da energia elétrica produzida no Rio Grande do Norte pelas eólicas, especialista Jean-Paul Prates afirma que atitude pode ser perigosa

Tribuna do Norte | Ricardo Araújo

Editor de Economia

O anúncio do pacote de privatização de 57 projetos e/ou obras do Governo Federal mês passado dividiu opiniões em todo o país. Com a necessidade emergencial de produzir caixa para mitigar o déficit projetado para os próximos dois anos, a União iniciará uma ampla abertura de concessões à iniciativa privada, incluindo as linhas de transmissão de energia eólica que cruzam ou cruzarão o Rio Grande do Norte carreando energia elétrica produzida a partir da força dos ventos para distribuidores diversos instalados em outros estados.

Mesmo sem data e até mesmo escopo definido para ser viabilizada, a proposta de venda dos “linhões” não é bem vista pelo diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), Jean Paul Prates. Na entrevista a seguir ele esclarece os motivos e atualiza informações relacionadas à geração de energia eólica no estado, que detém hoje a maior capacidade instalada do país.

Faltam linhas de transmissão ao Rio Grande do Norte ou já temos um cenário mais favorável ao escoamento da produção das eólicas?
O status dessa questão de linhas de transmissão do Rio Grande do Norte melhorou bastante. Nós tínhamos uma sucessão de atrasos de obras no começo da instalação das empresas. Os leilões eram realizados antes, as linhas de transmissão, depois. Muito porque, o RN era um estado no qual não se acreditava e a gente teve que lutar muito para convencer o governo federal de que aqui tinha que ter linha de transmissão. Provamos com os leilões. Depois, vieram as linhas de transmissão. Isso foi um desafio. Hoje, os leilões não permitem a habilitação de projetos sem antes dizer como se conectar. Quando a nota técnica sai, já diz onde há ou não linha de transmissão e onde se pode entrar.

Há produção retida no estado?
Hoje, no RN existem poucos parques que estão segurando produção por conta de linha de transmissão. Temos que continuar alertas o tempo todo, olhando para onde estão indo os projetos, onde estão ocorrendo as medições, cadastrando, podendo prever. O papel do governo, através dos seus órgãos, recebe muitas informações. O Idema recebe muitos pedidos de licenciamento, área para fazer projetos. Ele sabe quem está entrando, para onde a indústria está entrando e o que deve pleitear para linhas de transmissão para nenhum problema acontecer depois.

Qual seu ponto de vista em relação à privatização dos linhões?
O que está sendo feito agora não é uma privatização normal de: vou conceder ao setor privado porque, nesse aspecto ou em outro, será mais eficiente do que estou fazendo. Não é isso. Não se trata disso. Esse argumento pode até estar na mesa, mas não é a verdade sobre o fundo dessa história.

Qual é a verdade “escondida”?
A verdade sobre o fundo dessa história é fazer caixa. Está se vendendo ativos para se fazer caixa pro governo federal. Isso vai ao encontro de uma certa ideologia, de um certo pensamento que domina hoje o grupo que está no governo. Se é necessário, e desta forma, é que eu tenho dúvidas. Se você fizer uma privatização de um grande grupo de linhas de transmissão ao mesmo tempo, num momento de desespero financeiro, não me parece algo muito saudável.

Por quais motivos?
Porque linhas de transmissão é o que se chama, em economia, de monopólio natural. É aquele no qual se é mais eficiente com um único operador do que com vários. Quando se privatiza ativos que já estão pagos, que já estão amortizados, e você está basicamente vendendo, está querendo se fazer caixa. Não está querendo ficar mais eficiente. A não ser que se obrigue a fazer investimentos adicionais. E aí é um detalhamento da privatização que a gente tem que ver. Eu acho que o momento e a forma como estão sendo feitos isso, é duvidoso. É perigoso.

Como está a produção eólica no RN? Superamos as expectativas?
O que é notável, no estado do RN, e isso é uma obra de todos os governos, não estou fazendo uma ode a nenhum deles, é que nós saímos de uma situação em 2006 e 2007 de zero megawatt de produção de energia. O RN era um estado, historicamente, importador de energia, de 100% da energia que precisava usar vinha, praticamente, toda do complexo de Paulo Afonso. Foi um grande marco histórico quando chegou a energia de Paulo Afonso no estado. O grande outro marco histórico que deveria ter sido comemorado, e esse mais ainda, foi o dia em que simbolicamente, volumetricamente, deixoamos de importar energia no final de 2010, quando nos tornamos por conta dos parques eólicos, por conta da TermoAçu e por conta da capacidade instalada emergencialmente em Macaíba, e mais a biomassa da CPFL com o Grupo Faria, somando isso tudo nós tínhamos capacidade para abastecer o nosso consumo e nos tornamos autossuficiente. Em 2012, outro marco importante, foi quando a gente superou, só em eólicas, o necessário para o consumo. A partir de 2016, entramos no meio a meio. Exportando tanto quando consumindo ou até mais. Chegando aí para exportações em torno dos 2/3 do que produzimos.

O que a autossuficiência traz de diferencial ao estado gerador de energia?
A autossuficiência para um estado, diferente do que para um país, tem uma importância de atração de investimentos. O RN ficou importante perante os outros estados. Pelo menos em alguma coisa, na região Nordeste, ele é provedor. O estado do Pernambuco, por exemplo, é deficitário. A outra coisa, e principal ao meu ver, é que se pode dizer a um investidor que é um estado com conta energética resolvida. Mesmo sendo tarifa nacional, por motivo de igualdade social, todo mundo paga mais ou menos o mesmo volume. Se houvesse diferenciação, o RN poderia sair mais rapidamente da bandeira vermelha do que outros estados. Antes, a gente mendigava energia. O terceiro aspecto importante disso é o ingresso de investimentos importantes. O estado recebe impostos dos serviços, das construções, da manutenção dos parques e mais até o próprio ingresso na economia de compra e venda, de aluguel de áreas para instalação dos serviços. Mais do que ficar no RN, esse dinheiro fica no interior, pois a atividade aqui é interiorizada e isso leva ao aprimoramento da vida, do dia a dia do interior.

Surgiram alguns boatos, ao longo da semana passada, de que o RN poderá ficar fora do leilão no fim deste ano. O que há de concreto nesse sentido?
Na verdade, isso ainda depende da questão da Nota Técnica da ANEEL. O que acontece é que a Nota Técnica do ano passado retirou o RN, Bahia, Rio Grande do Sul e parte do Ceará do leilão. Portanto, os quatro maiores estados em eólica foram retirados liminarmente de um leilão numa decisão inédita desse tipo. Nunca houve uma coisa de uma nota excluir um estado inteiro. Mas, no ano passado, teve isso. Depois, o leilão acabou sendo cancelado por outros motivos e acabou não fazendo efeito. Mas, se tivesse havido leilão ano passado, nós teríamos sido excluídos e por uma razão não realista. Porque nós tínhamos capacidade de conexão e a Nota Técnica só levou em conta projetos até uma certa data e um dia depois daquela data, a linha de transmissão da Bengoa tinha sido concedida para outro concessionário e já tinha resolvido o problema. Para esse ano, o boato é o mesmo.

O estado corre risco de ficar fora?
Por considerar que a situação dos linhões está equacionada e por considerar a capacidade que foi vaga, que foi disponibilizada a partir da descontratação, a gente se preparou para dizer, se sair uma nota técnica informando que não tem capacidade, a gente vai contraditar imediatamente. Provavelmente, não terá problema. Saindo do jeito que a gente está imaginando, saindo que a gente tem capacidade, se forem consideradas todas as capacidades, aí eu digo que teremos um cenário muito bom com a colocação de 800 megawatts de projetos vitoriosos, se não chegar a mais de um gigawatt de projeto contratado, o que seria um sucesso praticamente igual ao que a gente teve em 2010 quando demos um salto contratando 1,5 gigawatt num ano só. Nós pulamos na frente dos outros estados.

O investidor está mais confiante no Rio Grande do Norte? 
A gente tem aqui um ambiente de investimentos no Rio Grande do Norte e nos estados vizinhos do Ceará, Piauí e Paraíba, muito saudável para eólica. E a qualidade de ventos para a geração de energia eólica é inegável. Mas, além disso, que se soma em fator de atratividade, a gente tem uma boa configuração logística dessas áreas. Nós temos, no Rio Grande do Norte, por exemplo, a Serra de Santana, o Mato Grande e o litoral Norte, são as três áreas que se desenvolveram mais, inicialmente, e que são áreas facilmente acessíveis. Nós já temos uma boa formação de mão de obra local, apesar da gente ainda receber mão de obra de fora, quando tem um período mais intenso de obras.  Temos tido, até recentemente, um processo bom e saudável de apoio governamental. Isso se soma. Mais recentemente, a gente tem tido alguns questionamentos em relação aos licenciamentos, os preços que foram reajustados principalmente para a fase de operações. Nós estamos avaliando isso, aqui por parte do Sindicato de qual é o efeito disso na segurança jurídica dos investimentos, uma vez que, tarifas que tenham sido elevadas num percentual muito alto, podem atingir o fluxo de caixa projetado para participar dos leilões passados. A gente tem que estar atento nisso. Fora isso, a gente tem uma perspectiva muito boa.

Maior usina de energia fotovoltaica da América Latina será instalada no Piauí

O Piauí vem se destacando nos últimos anos na atração de empreendimentos voltados à geração de energia renovável, a exemplo das eólicas. Agora, o estado dá mais um importante passo nesse sentido, com a instalação do Parque Solar Nova Olinda, da Enel Green Power Brasil Participações Ltda. A usina está localizada no município de Ribeira do Piauí, a 377 quilômetros de Teresina, na microrregião do Alto Médio Canindé.

Na sexta-feira, 28 de julho, a Secretaria Estadual de Meio Ambiente do Piauí (SEMAR) fez a entrega das Licenças Ambientais de Operação para a usina fotovoltaica e da linha de transmissão de 500 KV da Nova Olinda – São João do Piauí/Ribeira do Piauí, para Alexandre Bittar, especialista ambiental da empresa.

“O Piauí tem o compromisso de buscar a cada dia, o desenvolvimento, com a geração de mais emprego e renda. A Semar fez um esforço para liberar em tempo recorde, em apenas três meses, as licenças de operação, tanto do parque como da linha de transmissão que interliga essa unidade de geração de energia à subestação de São João do Piauí. Entendemos que um empreendimento deste porte é de suma importância para alavancar o nosso desenvolvimento, além de nos colocar em posição de destaque entre os estados geradores de energia renovável. Este é o maior empreendimento de energia fotovoltaica da América latina”, afirma o superintendente de Meio Ambiente da Semar, Carlos Moura Fé.

A usina é composta pelos subparques 08, 09, 10, 11, 12, 13 e 14, que estão organizados em quatro Sociedades de Propósito Específicos (SPEs) para efeito de regulação: Enel Green Power Nova Olinda B Solar S.A; Enel Green Power Nova Olinda C Solar S.A; Enel Green Power Nova Olinda Sul Solar S.A e Enel Green Power Nova Olinda Norte Solar S.A. Cada SPE constituída é composta por um ou dois subparques do Complexo Solar Fotovoltaico Nova Olinda.

A instalação abrange uma área de 690 hectares, com capacidade instalada total de 292 MW e vai gerar aproximadamente 600 GWh por ano, o suficiente para atender às necessidades anuais de consumo de energia de cerca de 300 mil lares brasileiros, evitando a emissão de aproximadamente 350 mil toneladas de CO2 para a atmosfera.

A Enel ganhou o leilão da energia solar realizado em agosto de 2015. O investimento é da ordem de US$ 300 milhões. O Parque Solar Nova Olinda está em uma área com altos níveis de radiação solar e vai contribuir de forma significativa para atender a crescente demanda de energia do país.

Fonte: Governo do Piauí

Brasil prevê adicionar 19 GW em usinas eólicas e solares até 2026

O Brasil prevê uma expansão de cerca de 41 gigawatts na capacidade instalada de geração de energia até 2026, com predomínio das usinas eólicas e solares, que deverão responder por quase 19 gigawatts no período, segundo o cenário de referência de um estudo do governo divulgado nesta sexta-feira.

O Plano Decenal de Expansão de Energia 2026, da estatal Empresa de Pesquisa Energética (EPE), aponta que essa trajetória deverá demandar cerca de 174,5 bilhões de reais em investimentos no período.

A perspectiva é que ao final do plano a participação das hidrelétricas, carro-chefe da geração no Brasil, caia para menos de 50 por cento da matriz elétrica, ante pouco mais de 60 por cento atualmente.

Ainda assim, o plano prevê a contratação de 2,6 gigawatts em novas usinas hídricas, mas com a maior parte dessa capacidade estimada para entrar em operação apenas em 2026, último ano do horizonte de planejamento.

As previsões consideram um crescimento de 3,3 por cento ao ano da carga de energia do sistema brasileiro entre 2016 e 2021, que aceleraria para 3,7 por cento entre 2021 e 2026. Entre 2016 e 2026, a expansão média seria de 3,5 por cento.

Ainda assim, devido à enorme crise econômica brasileira, o país deve chegar ao final de 2026 com uma carga de 91,2 gigawatts médios, contra 94,5 gigawatts médios estimados para o final de 2024 no último Plano Decenal, publicado no final de 2015.

O cenário de referência da EPE prevê a entrada anual de 1 gigawatt em usinas solares por ano entre 2020 e 2026, em um total de 7 gigawatts no período.

Já a expansão eólica deverá começar em 1 gigawatt em 2020 e passar para 1,8 gigawatt anual a partir já de 2021, com cerca de 80 por cento dos empreendimentos no Nordeste e 20 por cento no Sul do país.

Ainda está estimada a contratação de térmicas à gás natural, pouco mais de 1 gigawatt, além de mais de 12 gigawatts em usinas para atender o horário de ponta de consumo no sistema, principalmente no Sudeste e no Sul.

Outros cenários

Mas o plano decenal também traz projeções de cenários alternativos, como um que simula um crescimento mais robusto da economia brasileira e um que considera incertezas da demanda, além de alternativas no caso de grande barateamento das usinas solares ou para o caso de restrição total à construção de novas hidrelétricas, entre outros.

A EPE ainda projetou investimentos em transmissão de eletricidade, que devem alcançar 64 bilhões de reais no período, sendo 42 bilhões de reais em linhas de energia e 22 bilhões de reais em subestações, considerando-se apenas empreendimentos ainda não contratados.

O Plano Decenal ficará em consulta pública até 6 de agosto. O documento aponta também perspectivas para a expansão nos setores de petróleo e gás e combustíveis.

Nucleares e Tapajós

Os estudos da EPE apontam para o início da operação comercial da usina nuclear de Angra 3, da Eletrobras, cujas obras estão paralisadas atualmente, apenas em janeiro de 2026.

Já a hidrelétrica de São Luiz do Tapajós, que tem potencial para ser uma das maiores do país, não consta dos planos, embora o órgão ressalte que o projeto continua no horizonte do governo e poderá ser retomado adiante.

“O processo que envolve essa usina continua sendo acompanhado pela EPE e, solucionadas todas as questões ambientais, ela poderá compor a cesta de oferta candidata à expansão em planos futuros”, afirma a EPE sobre o empreendimento, que é alvo de forte resistência de ambientalistas.

Fonte: Luciano Costa | Reuters

Geração eólica no Brasil cresce 28% no primeiro quadrimestre de 2017

A produção de energia das usinas eólicas no Brasil aumentou 28% nos quatro primeiros meses deste ano, segundo levantamento do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) com informações da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) divulgados no início de junho.

Entre os meses janeiro e abril, a geração de energia pela força dos ventos alcançou 13.179 megawatts (MW) médios,  um crescimento de 27,19%, comparado ao mesmo período do ano passado, que registrou 10.362 MW médios.

Somente em abril deste ano, as eólicas geraram 3.497 MW médios frente aos 3.169 MW produzidos no mesmo mês do ano passado, representando um acréscimo de 328MW.

Na análise da capacidade instalada (limite máximo de produção de energia) em operação por estado, o Rio Grande do Norte segue como líder no ranking nacional com 3,3GW gerados em 122 parques eólicos no estado.

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O CERNE dispõe em seu site a seção “Indicadores” com informações e gráficos atualizados sobre o setor energético. Confira os dados sobre energia eólica no Brasil e no mundo clicando aqui.

Fonte: CERNE Press

 

Governo terá grupo de trabalho para analisar suprimento de energia no país

O Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) determinou a formação de um grupo de trabalho para aprofundar as análises sobre as condições de fornecimento de energia no país. Também caberá ao grupo definir ferramentas e formas de intensificar a divulgação desse processo para a sociedade, de forma proativa.

Em reunião nesta quarta-feira (5), o comitê avaliou que, apesar de o abastecimento de energia estar assegurado para este ano, a falta de chuva deverá levar a um maior acionamento de usinas termelétricas, o que pode resultar em aumento no custo da operação do sistema. O risco de déficit de energia é igual a 0,8% e 0,1% para os subsistemas Sudeste/Centro-Oeste e Nordeste, respectivamente.

O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que, no final de março, foi verificada energia armazenada de 41,5% nos reservatórios do Sudeste e Centro-Oeste; 43,5% nos do Sul; 21,7%. nos do Nordeste; e de 63,8%, nos do Norte.

Segundo o ONS, o suprimento de energia no Nordeste está garantido mesmo em situações de baixa geração eólica, a partir da compensação por geração térmica e pelo intercâmbio a partir do Sistema Interligado Nacional.

Fonte: Folha de Pernambuco

Itaipu bate recorde de produção diária no primeiro trimestre

A Itaipu Binacional teve a maior produção diária de todos os tempos, no primeiro trimestre deste ano. A média foi de 284.496 MWh, ante os 281.664 MWh de geração diária em 2016, o segundo melhor resultado desde que a usina entrou em operação, há quase 33 anos (maio de 1984). Mesmo com um dia a menos no calendário em relação a 2016, que foi um ano bissexto, e em condições hidrológicas menos favoráveis, a produção acumulada nos três primeiros meses de 2017 praticamente empatou com a do mesmo período do ano passado. Foram 25.604.769 MWh, apenas 0,1% inferior em relação ao recorde trimestral de 2016, que foi de 25.631.082 MWh.

O que Itaipu gerou de janeiro a março deste ano seria suficiente para atender uma cidade como Curitiba durante cinco anos e três meses. A produção de Itaipu no primeiro trimestre já a coloca em segundo lugar, hoje, quando comparada à produção anual entre todas as 4.500 plantas de geração elétrica do Brasil.

Com a marca de 103 milhões de MWh em 2016, a Itaipu Binacional teve um ano histórico e voltou a ser a maior geradora de energia elétrica limpa e renovável do planeta. O volume superou em mais de 3 milhões de MWh o desafio estabelecido em 2012 pela diretoria da empresa. Foi a primeira vez que a hidrelétrica gerou mais de 100 milhões de MWh num ano, uma meta que continua mantida para os próximos anos.

Para o novo diretor-geral brasileiro de Itaipu, Luiz Fernando Vianna, que assumiu o cargo no dia 23 de março e está acumulando também a diretoria Técnica, o resultado operacional até agora é bastante satisfatório, porque a usina está sabendo otimizar a produção, mesmo numa situação hidrológica mais adversa que em anos anteriores.

Ele lembra que, embora estejamos no período úmido do ano (em que normalmente há mais chuvas sobre a Bacia do Rio Paraná), a Itaipu não teve nenhum vertimento no período. Isso significa que estamos num ano mais seco que 2016, o que obriga Itaipu a utilizar, com mais eficiência, toda a água que chega ao reservatório para a geração de energia. Para garantir a produção no nível mais elevado possível em 2017, com a adversidade de afluências prevista, Vianna diz que será preciso manter uma estratégia aprimorada de operação e manutenção.

No primeiro trimestre, o Fator de Capacidade Operativa, que mede a eficiência na utilização das águas, foi de 100% em Itaipu. “Isso é resultado de um trabalho de coordenação muito complexo, uma vez que depende da performance das diversas áreas da Diretoria Técnica da usina, como engenharia, obras/montagens, manutenção e operação, assim como da parceria contínua entre a Itaipu e empresas envolvidas em sua cadeia produtiva, como a Eletrobras, a paraguaia Ande, o Operador Nacional do Sistema, a Copel e Furnas.”

 

Fonte: Canal Energia

 

Número de usinas eólicas se aproxima de 500 instalações no país

O número de usinas de geração de energia eólica no Brasil se aproxima de 500 instalações, passando de 86 parques em janeiro de 2013 para 459* em janeiro desse ano. O crescimento das usinas eólicas colocou o Brasil entre os dez países com maior capacidade instalada de geração eólica no mundo, atingindo 10.444 MW em janeiro de 2017.  Os dados sobre usinas e capacidade de geração são do Boletim Mensal de Monitoramento do Sistema Elétrico Brasileiro, elaborado pelo Ministério de Minas e Energia (Jan-2017).

A energia eólica também se destaca na matriz de capacidade elétrica brasileira, e vem sendo muito expandida nos últimos anos. Na comparação com janeiro de 2016, a capacidade instalada eólica cresceu 31%, ficando na frente de outras fontes como hidráulica (6,5%) e térmica (4,1%).

Considerando toda a capacidade instalada, o País totalizou, em janeiro de 2017, 151.890 MW, com acréscimo de 10.206 MW em um ano, sendo  5.962 MW de fonte hidráulica, 2.476 MW de fonte eólica, 1.706 MW de fontes térmicas e 62 MW de fonte solar.

Com a expansão da fonte eólica no Brasil, a matriz de geração de energia elétrica tem se tornado mais limpa. A previsão do Plano Decenal de Expansão de Energia é que, até 2024, a matriz de capacidade instalada da fonte eólica chegue a 24 GW.

Operação comercial

Entraram em operação comercial no mês de janeiro 1.180 MW de capacidade instalada de geração, 297 km de linhas de transmissão e 558 MVA de transformação na Rede Básica, com destaque para a unidade geradora – UG 4 da usina hidrelétrica – UHE Belo Monte (611 MW), para a UG 6 do sítio Pimental (39 MW), e para a LT 500 kV Barreiras II / Rio das Éguas C2, com 244 km de extensão.

O Boletim Mensal de Monitoramento do Sistema Elétrico Brasileiro é o documento oficial elaborado pela Secretaria de Energia Elétrica do MME com informações atualizadas e consolidadas sobre a operação eletroenergética no Brasil, permitindo o registro e acompanhamento de temas relevantes do Setor Elétrico, tais como a expansão e o desempenho dos sistemas de geração, transmissão e distribuição, as condições hidrometeorológicas, a política operativa adotada, o comportamento do mercado consumidor e as ocorrências de maior impacto ao Sistema Elétrico Brasileiro (SEB).

*Os dados do boletim considerando também as informações referentes à geração distribuída.

 

Fonte: Ministério de Minas e Energia

Microgeração já cresce mais rápido que em 2016

É comum dizer que, no Brasil, o ano só começa após o carnaval. Mas para a geração distribuída, o trabalho já está mais intenso do que foi em 2016. Entre janeiro e fevereiro deste ano, foram conectadas 1.063 microusinas, com 17,3 MW de capacidade, uma média de 531 usinas por mês. Em igual período do ano passado, foram instalados 612 projetos (4,4 MW), segundo dados da Aneel, ou 306 usinas por mês.

Entre as usinas instaladas neste ano até fevereiro, apenas cinco não são da fonte fotovoltaica: há dois projetos a biogás (3,6 MW), dois eólicos (5 MW) e uma hidrelétrica (1,8 MW). Os projetos, entretanto, correspondem a mais da metade da capacidade instalada no período.

Durante o resto do ano, o ritmo deve se acentuar, como ocorreu em 2016. No ano passado, ao todo, foram instalados 5.958 microusinas de geração (65,8 MW), uma média de 496 conexões por mês – ainda abaixo da média dos dois primeiros meses de 2017. Especialmente se for considerado o fato de que a indenização das linhas de transmissão que renovaram contratos de concessão vai resultar em aumento nas tarifas de energia a partir de meados do ano, pressionando ainda mais os consumidores.

Rumo aos 100 MW

Ao todo, o país contava até o final de fevereiro com 8.777 unidades de micro ou minigeração de energia renovável, que abastecem 9.757 unidades consumidoras. Essas microusinas já somam 98,9 MW de capacidade instalada, superando projetos de autoprodução ou de pesquisa e desenvolvimento em operação no país – ou seja, aqueles que não exportam energia para a rede e nem compensam a geração na tarifa -, que, por sua vez, têm um capacidade de 27,7 MW.

Fonte: Brasil Energia | Livia Neves

Relatório Rethinking Energy é lançado durante assembleia geral em Abu Dhabi

A terceira edição do Rethinking Energy da Agência internacional de Energia Renovável (Irena, na sigla em inglês), foi lançado no último domingo, 15 de janeiro, durante a sétima assembleia geral da entidade, realizada em Abu Dhabi. Na publicação o destaque ficou para a queda de custos das fontes, movimento impulsionado pela inovação tecnológica e políticas que vêm estimulando a implantação de energias renováveis, associadas a uma miríade de benefícios sócio econômicos.

A publicação destaca como os investimentos globais em renováveis vêm crescendo constantemente por mais de uma década, passando de menos de US$ 50 bilhões em 2004 para um recorde de US$ 305 bilhões em 2015. E, apesar deste enorme crescimento, aponta a entidade os atuais níveis de aportes e implantação de projetos estão a avançar ainda mais para cumprir as metas internacionais de redução de carbono.

Segundo avaliação do diretor geral da Irena, Adnam Amim, as renováveis estão ganhando terreno em qualquer tipo de comparação e que acelerar o ritmo dessa transição energética, bem como expandir seu alcance para além do setor de energia não só reduzirá as emissões de carbono, bem como melhorará a vida das pessoas, criará empregos, atingirá as metas de desenvolvimento e assegurará um futuro mais limpo.

Mas alertou ainda que à medida que avança em direção a um novo paradigma de energia, o mundo precisa continuar a acelerar os esforços de descarbonização. E nesse sentido, políticas públicas continuam a ser cruciais para este fim. E apontou que os segmentos de aquecimento, refrigeração e o potencial das renováveis para o transporte são áreas onde os esforços futuros são necessários.

O relatório lançado pela entidade traz a perspectiva de que a fonte solar fotovoltaica crescerá rapidamente em capacidade instalada e geração e que as novas formas de armazenamento representarão uma aliada importante para o crescimento das fontes intermitentes. “A Irena estima que o armazenamento poderá crescer do atual status de menos de 1 GW para 250 GW até 2030”, indicou.

Além disso, as renováveis que não estão conectadas à rede proveem energia para cerca de 90 milhões de pessoas. O relatório da entidade aponta como essa tecnologia pode proporcionar o acesso de energia moderna a centenas de milhões de pessoas e assim levá-las a alcançar os objetivos de desenvolvimento.

O relatório, em inglês, lançado pela associação está disponível para download e pode ser acessado ao clicar aqui.

Fonte: Agência CanalEnergia, Investimentos e Finanças

 

Produção de energia eólica cresce 53,4% entre janeiro e novembro de 2016

A geração de energia eólica em operação comercial no Sistema Integrado Nacional (SIN) entre janeiro e novembro de 2016 totalizou 3.667 MW médios, um crescimento de 53,4% ante os 2.390 MW médios produzidos no mesmo intervalo de 2015, informou nesta terça-feira, 10, a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

De acordo com a entidade, a geração total das usinas do sistema no período em questão alcançou 61.543 MW médios, o que implica uma alta de 0,3% na base anual. Os dados constam no boletim InfoMercado, divulgado mensalmente pela CCEE.

Assim, a produção de energia eólica nos primeiros 11 meses de 2016 representa 6% da geração total. A fonte hidráulica, que engloba usinas hidrelétricas de pequeno e grande porte, respondeu por 45.371 MW médios, o que equivale a 73,7% do total, enquanto a geração térmica foi responsável por 12.505 MW médios, ou 20,3%.

Eólica por Estado

Ao analisar os números por Estado em novembro, os dados da entidade mostram que o Rio Grande do Norte segue como o maior produtor do País de energia eólica, com 1.589 MW médios, uma alta de 82% em relação ao mesmo mês do ano passado. Em sequência, aparecem Ceará, com 1.038 MW médios (+68%), e Bahia, com 684 MW médios (+87,6%).

Fonte: Estadão Conteúdo

Brasil tem recorde histórico de aumento de capacidade de geração

O Brasil registrou em 2016 o maior volume de aumento de capacidade instalada desde 1998,  ano em que começou a ser divulgado esse dado. Até dezembro foram adicionados ao sistema elétrico nacional 9.526 MW. Esse resultado foi obtido como consequência da expansão hidrelétrica, que contribuiu com cerca de 5.000 MW, o equivalente a 53% do total. A informação é da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Nesse período, segundo a Aneel, os destaques ficaram para a conclusão da motorização da UHE Jirau (RO, 3.750 MW), que adicionou 975 MW em nova capacidade de geração. E ainda, a UHE Teles Pires (MT/PA, 1.092 MW) que entrou em operação comercial em sua totalidade; a UHE Santo Antônio (RO, 3.568 MW) que acrescentou 652 MW ao sistema; e a maior de todas veio da UHE Belo Monte (PA, 11.233 MW) que somente em 2016 incrementou o SIN com 1.989 MW em operação comercial. A segunda fonte com maior capacidade instalada acrescida foi a eólica, com 2.564 MW, 27% do total da capacidade instalada em 2016, até novembro.

A fonte eólica, no ano, teve um aumento superior a 20% com relação à capacidade instalada em 2015. Até dezembro de 2016, havia 10.092 MW nas usinas eólicas em operação. O estado do Rio Grande do Norte foi o que mais contribuiu para o incremento da potência eólica instalada no país, com cerca de 920 MW, seguido pelo Ceará, com acréscimo de aproximadamente 600 MW, e o estado da Bahia, com 520 MW incrementados.

As usinas termelétricas contribuíram para um acréscimo de 1.758 MW, representada por 18% do total. Destaque foi dado para a UTE Maranhão III com 518,8 MW de capacidade em operação comercial. As Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) somaram 203 MW, 2% do total, em 2016.

Previsões

Para 2017, a fonte com maior expectativa de crescimento absoluto é a hidrelétrica, a partir de grandes usinas, com aproximadamente 4.000 MW. O crescimento relativo da fonte eólica novamente deverá ser expressivo, com um incremento de cerca de 2.400 MW.

Também se destacam a continuidade da motorização da UHE Belo Monte, a entrada em operação comercial de complexos eólicos e da UTE Mauá 3 (590 MW), em construção na cidade Manaus-AM.

O acompanhamento da expansão da oferta de geração de energia elétrica abrange todos os empreendimentos em implantação no território nacional, qualquer que seja a fonte de energia, e pode ser consultado aqui.

Fonte: CERNE Press com informações da Aneel

Fator de disponibilidade de eólicas e térmicas com CVU nulo ficará suspensa em 2017

Sueli Montenegro, da Agência CanalEnergia,

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica foi autorizada a suspender, em 2017, a aplicação do Fator de Disponibilidade na contabilização da energia de usinas eólicas e termelétricas inflexíveis com Custo Variável Unitário nulo, que tiveram a garantia física estabelecida em legislação especifica. A decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica deverá ser considerada para 15 usinas eólicas e 48 térmicas com F-Disp inferior a 1,ou seja, abaixo de 100% da disponibilidade de geração para o ano que vem. A CCEE vai adotar o valor 1.

As Regras de Comercialização de Energia Elétrica estabelecem que o cálculo da garantia física apurada – que corresponde à energia produzida por cada usina – será feito a partir da aplicação do fator de disponibilidade sobre a garantia física estabelecida para o empreendimento. Os valores são publicados pela CCEE até o dia 31 de agosto de cada ano, e valem para o ano seguinte.

No mês passado, a Câmara de Comercialização solicitou orientação da Aneel sobre o procedimento a ser adotado em relação ao fator de disponibilidade das termelétricas a biomassa com CVU nulo. Havia o receio de que, com a revisão das garantias físicas dessas UTEs a partir de janeiro de 2017, houvesse uma “possível degradação em duplicidade dos montantes” definidos para os empreendimentos. A revisão dos valores da energia destinada à contratação foi definida em setembro pelo Ministério de Minas e Energia para quatro usinas eólicas, e em outubro para 51 UTEs a biomassa.

Geração eólica tem aumento de 53% em 2016

Entre janeiro e outubro de 2016, a geração de energia eólica em operação comercial no Sistema Interligado Nacional (SIN) cresceu 52,7%. As usinas da fonte produziram 3.577 MW médios frente aos 2.343 MW médios gerados ao longo dos dez primeiros meses do ano passado. Os dados são do boletim InfoMercado mensal da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

A geração total das usinas do Sistema, por sua vez, alcançou 61.517 MW médios entre janeiro e outubro de 2016, montante 0,4% superior ao registrado no mesmo período do ano passado, quando foram produzidos 61.258 MW médios.

Na geração eólica por estado, os dados consolidados da CCEE indicam que o Rio Grande do Norte permanece como maior produtor do país com a produção de 1.580 MW médios em outubro, aumento de 49,5% em relação ao mesmo período do ano passado. Em seguida, aparece o estado do Ceará com 922 MW médios (+23,2%) produzidos, a Bahia com 824 MW médios (+52,9%) e o Rio Grande do Sul, que alcançou 760 MW médios (+33,1%) no mês de outubro.

A fonte hidráulica, que engloba usinas hidrelétricas de pequeno e grande porte, também teve incremento na produção e registrou 45.535 MW médios, volume de energia 7% superior ao registro em 2015 quando as usinas da fonte geraram 42.559 MW médios. Já a geração térmica (12.404 MW médios) teve um desempenho 24,1% inferior ao alcançado no ano passado, quando as usinas da fonte geraram 16.334 MW médios.

Fonte: Agência CanalEnergia , Operação e Manutenção

FGTS poderá financiar energia solar em casas populares

O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) poderá ser usado para instalação de energia solar em residências do Programa Minha Casa Minha Vida.

A proposta foi assinada pelo ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, durante o 12º ConstruBusiness (Congresso Brasileiro da Construção), realizado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O documento foi elaborado em conjunto com o ministro das Cidades, Bruno Araújo, e o presidente da Fiesp, Paulo Skaf.

Segundo o ministro Ronaldo Nogueira, o governo federal está se empenhando na construção de residências ambientalmente sustentáveis e economicamente viáveis. “É o governo federal mostrando seu compromisso com o trabalhador brasileiro, com o meio ambiente e com a eficiência que evidentemente deve presidir as atividades empreendidas pelos setores público e privado”, declarou.

Durante o evento, o ministro Bruno Araújo ressaltou que 500 mil unidades do Minha Casa Minha Vida estão em construção. E afirmou que a pasta dispõe de R$ 330 bilhões oriundos do FGTS para programas do ministério.

“Programas como Pró-Moradia, crédito individual, apoio à produção, subsídios e descontos concedidos a pró-cotistas, além de saneamento básico e infraestrutura urbana, são áreas que estarão em franco desenvolvimento nos próximos anos”, disse o ministro.

Outros dois protocolos de intenção foram assinados durante o encontro, com propostas para a padronização de um código de obras em São Paulo e a criação de um Grupo de Trabalho com o governo federal e iniciativa privada para desenvolvimento urbano.

Fonte: Portal Brasil, com informações do Ministério dos Transportes e do Ministério das Cidades

Participação de renováveis na matriz energética brasileira é três vezes superior ao indicador mundial

Brasil também se destaca na matriz de geração elétrica com 74% de renováveis

As transformações ocorridas no setor energético brasileiro têm incentivado o crescimento das fontes renováveis. Em 2015, as fontes renováveis no Brasil totalizaram participação de 41,2% na matriz energética, indicador quase três vezes superior ao indicador mundial, de apenas 13,8%. O país também se destaca na matriz de geração elétrica com 74% de renováveis, enquanto o mundo detêm 23,8%. Os dados constam no boletim “Energia no Mundo 2014-2015”, divulgado anualmente pela Secretária de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia (MME).

Em 2015, a demanda mundial de energia atingiu o montante de 13.777 Mtep (tonelada equivalente de petróleo), das quais, 81,4% de combustíveis fósseis, valor 46 vezes maior que a demanda brasileira de energia, esta com apenas 57,5% de fontes fósseis. Entre as fontes consumidas no mundo, o petróleo representou 31,4%; o carvão mineral (28,1%); gás natural (21,6%); energia nuclear (4,9%); energia hidráulica (2,6%) e outras fontes não especificadas (11,4%).

Do total da demanda mundial de energia no ano passado, 36%, ou 5.000 milhões de tep, foram destinadas à geração de energia elétrica, como insumos, resultando em 24.364 TWh ofertados e 2.880 Mtep de perdas térmicas.

Das fontes utilizadas para geração de energia elétrica, 39,1% foram de carvão mineral, 22,3% de gás, 3,9% de óleo, 10,6% de urânio, 17,1% de hidráulica e 7% de outras não especificadas. As fontes renováveis somaram 23,8%, dos quais, 3,5 pontos percentuais de eólica e 1 de solar.

Quanto às emissões de CO2 pelo uso de energia, o mundo emitiu 32.100 Mt de CO2, em 2015, equivalentes a um indicador de 2,33 tCO2 por tep de energia consumida. No Brasil, o indicador de emissões ficou em apenas 1,55 tCO2/tep (66% do indicador mundial), em razão da maior presença de fontes renováveis na sua matriz energética.

O boletim “Energia no Mundo” apresenta gráficos e dados sobre as matrizes energética e elétrica de 89 países. O documento também traz indicadores sobre a produção e o consumo de energia nesses países e suas relações com o PIB, população e emissões de CO2.

Fonte: MME

Mais de 100MW em eólicas devem entrar em operação comercial no RN até dezembro

Um levantamento realizado pelo Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) revela que atualmente o Rio Grande do Norte tem quatro parques eólicos que se encontram em fase de testes.  Com o funcionamento efetivo desses empreendimentos, mais de 100 MW (113,4 MW) devem instalados no Estado até dezembro deste ano.

Desse total, cerca de 84 MW são provenientes dos parques eólicos Santana I (30 MW), Santana II (24 MW) e Calango 6 (30 MW), do grupo Força Eólica do Brasil e todos instalados nos municípios de Bodó e Lagoa Nova, no Rio Grande do Norte.

Já 16,8 MW são oriundos do parque Santa Mônica (capacidade total 29,4 MW), de propriedade do Grupo CPFL Renováveis, instalado no município de Touros.

O RN continua absoluto como líder nacional em quantidade de parques eólicos instalados e produção da energia proveniente da força dos ventos, detendo 3,2 GW em potência instalada.

Fonte: CERNE Press

Mercado livre abre caminho para conta de luz menor

Novas regras para mini e microgeração distribuída de energia solar e as tarifas elevadas de energia no ambiente regulado estão levando os shoppings a migrar para o mercado livre de energia e estudar a geração compartilhada de energia, como forma de mitigar as contas de luz, um dos principais custos operacionais dos centros comerciais, segundo especialistas. Publicada em março deste ano, a Resolução 687 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) abre espaço para a geração distribuída em condomínios. A energia gerada pode ser repartida entre os condôminos em percentuais definidos pelos próprios consumidores.

Mesmo que o sistema esteja instalado num único medidor do condomínio, as cotas de crédito para compensação de energia são abatidas das contas dos participantes de forma independente, desde que a geração esteja na mesma área de propriedade do condomínio ou empreendimento. Outra novidade para instalar o sistema fotovoltaico está na possibilidade de usar áreas em locais remotos e distantes do ponto de consumo.

O autoconsumo remoto ampliou a oportunidade de uso da energia solar para diversos segmentos, além dos ganhos técnicos de possibilitar a instalação em local com maior irradiação e condições técnicas favoráveis para geração solar. Essa modalidade permite a compensação dos créditos nas áreas urbanas como prédios comerciais, escritórios, apartamentos, lojas em shopping centers, empresas de serviços e outros. “Os shoppings já começam a estudar esse assunto para ver como investir quando a situação econômica melhorar”, diz Hewerton Martins, presidente da Solar Energy.

De 2010 até este ano, o custo de implementação de energia solar caiu 60%, enquanto bancos públicos e privados já começam a disponibilizar linhas de crédito para financiamento de equipamentos e construção de minigeração solar distribuída. “Investidores de shopping podem pensar na locação de áreas do centro comercial para a instalação de painéis fotovoltaicos, existem modelos que podem ser criados para essa área”, destaca Martins.

A validade dos créditos de minigeração solar para compensação junto à distribuidora também sofreu alterações, estendida de 36 para 60 meses. “A resolução recente da Aneel poderá criar um negócio para a baixa tensão e para os shoppings, que têm cargas elevadas, mas têm lojas com baixa tensão”, diz Marcio Sant’anna, sócio da Ecom Energia.

Ele diz que há possibilidades para os shoppings. Seria possível usar o teto deles para a instalação de placas fotovoltaicas e utilizar o crédito nas lojas ligadas em baixa tensão dentro do shopping ou então esse crédito poderia ser usado por redes de lojas do centro comercial, mas em outros endereços que não o próprio shopping. “Grandes redes de varejo, bancos, prédios comerciais como os shoppings vão começar a estudar mais o tema”, diz Sant’anna. Esse movimento mais intenso rumo à mini e microgeração distribuída solar, no entanto, deve ocorrer em três a cinco anos, com a retomada da economia e da confiança do consumidor, que são termômetros para o setor de shoppings. As tarifas no mercado regulado deverão continuar em alta nesse período.

Para a classe A4 de consumo de energia, as tarifas devem ficar em R$ 375 o MWh em 2016, pular para R$ 390 o MWh no próximo ano e para R$ 430 o MWh. Além do acionamento das térmicas que torna a energia mais cara, em um momento em que as hidrelétricas perderam participação na matriz, há outro fator que pesará sobre as contas de luz: a indenização das transmissoras que renovaram seus ativos na MP 579.

A Aneel colocou em audiência pública a proposta de reajustar 5%, em média, as tarifas a partir de 1º de junho de 2017, percentual que será aplicado sobre o reajuste anual das companhias, estimado em 7,5% pela agência reguladora. O governo discute se a tarifa adicional deve vigorar por 8 ou 16 anos. O mercado livre continua a atrair shoppings. Exemplo do movimento pode ser visto na Comerc, uma das maiores comercializadores do país.

Em 2006, o primeiro shopping migrou para o ambiente livre de comercialização de energia elétrica e se tornou o único consumidor livre do setor por um bom tempo. Neste ano, 33 já migraram para o mercado livre, e a Comerc hoje registra 89 centros comerciais que estão selecionando o fornecedor de sua energia. “A perspectiva de redução de 25% a 30% no custo de energia é um grande atrativo e o movimento foi impulsionado após a alta das tarifas em 2015”, afirma o sócio da empresa, Cristopher Vlavianos.

Em 2015, as contas de luz subiram 50% em média, resultado do uso de térmicas e dos efeitos da MP 579, de renovação das concessões de geradoras e transmissoras. “Outros setores da economia também estão buscando o mercado livre para reduzir custos em uma conjuntura de desaceleração econômica e alta de custos com preços atraentes no ambiente livre, onde buscam contratos de três a cinco anos”, afirma Vlavianos.

Fonte: Valor Econômico

Comissão da Câmara aprova contratação adicional de energia solar

Regra irá valer para a região Nordeste, e energia será adquirida através de leilão

A Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia da Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei 612/15, do deputado Rômulo Gouveia (PSD-PB), que permite que as concessionárias de energia elétrica contratem, anualmente, por um período de cinco anos, no mínimo, 200 MW médios de capacidade adicional de geração.

Pelo texto, a energia deve ser produzida por centrais geradoras que utilizem a fonte solar e sejam instaladas na região Nordeste. A proposição estabelece que contratações sejam realizadas por meio de licitações, na modalidade de leilão, sendo o critério de escolha dos empreendimentos o menor preço oferecido por unidade de energia produzida. A proposta prevê ainda que os contratos terão prazo de vigência de vinte anos, contados da data neles estabelecida para o início da operação comercial dos empreendimentos de geração.

O relator na comissão, deputado Cacá Leão (PP-BA), defendeu medidas que barateiem e incentivem a produção de energia de fontes alternativas. “A energia solar é uma das soluções para a crise energética brasileira e encontra condições favoráveis para ser parte importante da matriz energética no Brasil”, afirmou.

Leão acrescentou que o incremento pretendido de 200 MW médios de capacidade adicional de geração anual será suficiente para abastecer cerca de 40.000 residências e evitará a emissão de 350.000 toneladas de gás carbônico por ano. “Além disso, a proposta induzirá o desenvolvimento econômico da região Nordeste do Brasil”, destacou.

Fonte: Agência Câmara

Novas usinas devem ultrapassar 10 GW em 2016, superando previsão inicial

O montante de potência previsto para entrar em operação comercial neste ano deverá ser superado. A estimativa atual aponta para entrada de 10.600 MW de nova capacidade instalada em 2016, ante 9.402 MW estimados no início do ano. Os dados são do mais recente Relatório de Acompanhamento de Empreendimentos de Geração, divulgado a cada quatro meses pela Agência Nacional de Energia Elétrica.

Segundo a área de fiscalização da Aneel, entre 1º de janeiro e 5 de agosto de 2016 entraram em operação comercial 6.662 MW de potência instalada, o que representa cerca de 70% do total previsto inicialmente (9.402 MW). Desse total instalado, 3.676 MW são hidrelétricas; 1.736 MW de eólicas; 1.122 MW de térmicas; 1 126 MW de pequenas centrais hidrelétricas. “Vale destacar que o montante de potência previsto atualmente para entrada em operação comercial ainda em 2016 supera o prognóstico traçado no início desse ano. Verifica-se que há aproximadamente 4.000 MW previstos para iniciar operação comercial e, em se confirmando, 2016 encerra com mais de 10.000 MW de novos empreendimentos em operação comercial”, destaca a Aneel.

Para fortalecer essa expectativa, até o início de agosto quase 1.000 MW de usinas em implantação já tinham sido liberadas para operação em teste. A operação em teste é a fase que antecede a operação comercial, situação em que a energia produzida é disponibilizada ao sistema, atendendo aos compromissos contratuais do agente. Entre 2016 e 2020, considerando os dados até o início de agosto deste ano, há uma previsão de 35.931 MW de potência a ser acrescida ao sistema elétrico brasileiro.

Desses, 259,29 MW são específicos para atender aos sistemas isolados, previstos para entrar em operação entre 2016 e 2017, diz o relatório. A Aneel explica que os números apresentados no relatório contabilizam apenas as usinas com outorgas válidas. Dessa forma, não estão contabilizados empreendimentos que comercializaram energia em leilão e ainda não possuem outorga de concessão ou autorização do Poder Concedente.

Ainda segundo a agência, a UTE Mauá 3, localizada no município de Manaus, no Amazonas, deverá antecipar a operação comercial de sua primeira máquina em 14 meses. A usina de 590 MW de capacidade comercializou energia no leilão n°06/2014 (A-5), realizado em 28 de novembro daquele ano, com compromisso de suprimento em 1º de janeiro de 2019. Como o empreendimento já estava com as obras em andamento desde 2013, a previsão da Superintendência de Fiscalização da Geração (SFG) é que a operação da primeira máquina (189,55 MW) aconteça em outubro deste ano. A segunda máquina está prevista para maio de 2017. Lembrando que a usina é composta por três unidades de geração e utiliza o gás natural como combustível principal.

Outro destaque é para a hidrelétrica de Jirau, localizada no rio Madeira, em Rondônia. A usina deverá terminar o ano com as 50 UGs em operação, totalizando 3.750 MW de capacidade instalada. Atualmente o empreendimento possui 42 turbinas em operação comercial, sendo que cinco delas entraram em operação comercial neste ano. Entre junho e julho foram liberadas para testes mais três máquinas. Já a hidrelétrica de Santo Antônio (3.150 MW) deverá concluir a operação de todas as máquina até março de 2017. A usina tem 44 UGs liberadas para funcionar comercialmente e outras três em comissionamento, previstas para serem concluídos neste ano.

A UHE Belo Monte (11.233 MW), localizada no rio Xingu, no Pará, deverá terminar o ano com sete máquinas em operação comercial, três no sítio Belo Monte (1.833 MW) e outras quatro no sítio Pimental (155 MW), “em função do ritmo atual de obras da usina, com foco de sua força de trabalho na montagem eletromecânica”. Duas unidades da cada de força principal (611,1 MW cada) e três da casa de força complementar (38,85 MW cada) iniciaram a operação comercial. Atualmente a SFG está prevendo a entrada da terceira unidade do sítio Belo Monte para outubro deste ano e mais uma do sítio Pimental para agosto. As demais devem iniciar a operação comercial entre 2017 e 2019, quando se espera a conclusão da obra. Lembrando que o projeto conta com 24 máquinas.

Fonte: Wagner Freire, da Agência CanalEnergia, de São Paulo, Operação e Manutenção