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Energia solar atrai mercado financeiro

Febraban anunciou que oito bancos já mostraram interesse em testar um modelo que avaliza o perfil de risco técnico do negócio, que prevê investimentos em torno de R$ 50 mil para pessoas físicas e de R$ 500 mil a R$ 15 milhões para empresas

Eduarda Barbosa, da Folha de Pernambuco

De olho no potencial do Brasil em produzir fontes renováveis de energia, o segmento bancário está oferecendo linhas de créditoe financiamento para estímulo da energia solar. Com forte atuação no Nordeste, incluindo Pernambuco, os bancos têm intenção de realizar investimentos na região para desenvolvimento e custos mais reduzidos de energia, seja em residências ou em empreendimentos comerciais. E além de buscar a redução na fatura, – principalmente em meses de bandeira vermelha com custo adicional na conta – o apoio a uma energia mais sustentável é um interesse cada vez mais presente nas empresas.

Para facilitar as negociações para implantação de sistemas solares, a Federação Brasileira de Bancos (Febraban) lançou um modelo de negócio que está em teste para que os bancos possam avaliar o perfil do risco no momento de oferecer o financiamento para o cliente. Realizado em parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), o modelo é um mecanismo para examinar o risco técnico de um projeto em energia solar.

“Apresentamos solução para o instalador fazer o projeto de forma eficiente. Oito bancos se dispuseram a testar o modelo para ver a funcionalidade”, disse o diretor de Relações Institucionais da Febraban, Mario Sergio Vasconcelos. O modelo prevê investimentos em torno de R$ 50 mil para projetos de pessoas físicas e de R$ 500 mil a R$ 15 milhões para financiamento de projetos para pessoas jurídicas. Através do modelo, é possível os bancos enxergarem grandes negócios para o Nordeste.

“As empresas já estão de olho nas negociações da região. Estamos torcendo para Pernambuco entrar na avaliação. É uma atividade que desenvolve o local, principalmente a região do semiárido, que tem sol intenso”, comentou Vasconcelos.

Ao fomentar fontes de energias renováveis, o Banco Nacional de Desenvolvimento (BNDES) apoia o desenvolvimento solar para oferecer potencial à região Nordeste por meio de diversas alternativas. “Oferecemos financiamento para as empresas que participam dos leilões de energia. Além disso, temos projetos para pessoas físicas instalarem placas fotovoltaicas em residências e pequenos negócios”, disse a superintendente da área de energia solar do BNDES, Carla Primavera. Em Pernambuco, ao total, já foram mais de R$ 4 bilhões de crédito, em 11 projetos que totalizam mais de R$ 8,5 bilhões de investimentos.

Através também de outro programa chamado de Fundo Clima, o banco apoia pessoas físicas e jurídicas para energia solar distribuída, com taxa de juros de 4% ao ano. “O Fundo Clima destina até R$ 30 milhões de financiamento ao ano para uma empresa. Mas o importante é que não estabelecemos limite, estamos abertos para analisar projetos independente do valor”, registrou o gerente do departamento de energia do BNDES, Alexandre Esposito, ao complementar que a média de projetos para pessoas físicas é de R$ 40 mil a R$ 50 mil, mas não há restrição para outros recursos maiores.

No mesmo caminho de desenvolver a fonte solar, o Banco do Nordeste (BNB) divide as suas atuações em dois grupos: o da micro e mini geração, com potência de até 75 quilowatts (KW) e de até 5 megawatts (MW), respectivamente, e o outro grupo é o da geração centralizada, que é a partir de 5 MW. “No ano passado, foram sete empreendimentos solares centralizados negociados com o banco, o que resultou no valor de R$ 680 milhões financiados”, disse o gerente executivo da célula de meio ambiente, inovação e RSA do BNB, Kleber de Oliveira. Até abril deste ano já foram quase 500 operações nacionais, resultando em R$ 83 milhões de recursos financiados. Para o Estado de Pernambuco, foram financiados R$ 8,94 milhões em 52 operações.

Para ampliar as possibilidades, o BNB também investiu no programa FNESol, voltado bastante para o consumo de micro e mini geração. “Financiamos projetos em até 100%. São diversos setores, como supermercados, pequenas indústrias, pousadas e muitos outros”, disse o gerente de produtos e serviços da célula de meio ambiente, inovação e RSA do BNB, Mário Fraga, ao complementar que o banco está em finalização de um projeto para oferecer financiamento a pessoas físicas.

Financiamento para geração de energia solar ganha novas condições

Os financiamentos para aquisição de sistemas de geração de energia solar fotovoltaicas estão com condições especiais para pessoas físicas interessadas em investir em energia renovável.

Com prazo de pagamento para até oito anos e possibilidade de financiar 100% do valor do projeto, as taxas anuais estão estimadas em 5,43% para as regiões Norte e Nordeste e 6,40% para o Centro-Oeste.

Só este ano, o Ministério da Integração Nacional já garantiu mais de R$ 3 bilhões para projetos de geração de energia solar com o objetivo de impulsionar o segmento. O anúncio foi feito pelo ministro Pádua Andrade nesta terça-feira (12).

De acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), entidade que reúne a cadeia produtiva do setor, Brasil tem hoje 24.565 sistemas de mini ou microgeração distribuída, dos quais 99% deles são baseados em placas fotovoltaicas.

De acordo com pesquisa publicada pelo DataFolha, em 2016, cerca de 80% dos brasileiros querem energia solar fotovoltaica em casa, desde que tenha acesso a financiamento competitivo.

A demanda levou o Ministério da Integração Nacional a criar linhas de financiamento para os Fundos Constitucionais das regiões Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO).

Além de condições atrativas para financiar, quem investir na aquisição das placas poderá até ceder o excedente para a operadora de energia e acumular créditos.

A expectativa é de que sejam realizadas, pelo menos, 10 mil operações este ano. Com a redução no orçamento familiar com o consumo de energia, a iniciativa também deverá fortalecer com fontes renováveis a matriz energética das regiões beneficiadas.

Integração do Rio São Francisco
Como as tecnologias de geração fotovoltaicas podem reduzir em larga escala os gastos com energia, o Ministério da Integração Nacional também avalia viabilizar seu uso no Projeto de Integração do Rio São Francisco.

“Cerca de 80% do custo de operação do sistema é com energia. Com apoio da Absolar, nossos técnicos estão desenvolvendo estudos de viabilidade para adotar essa tecnologia, não só no Projeto São Francisco, mas nos perímetros de irrigação mantidos pela Codevasf”, declarou o ministro Pádua Andrade.

O tema ainda foi tratado pelo ministro em reunião com membros do Ministério Público Estadual da Paraíba (MPPB), na última segunda-feira (11).

Na ocasião, foram detalhados estudos do Ministério da Integração Nacional para o uso da energia alternativa. Participaram o procurador-geral do estado, Francisco Seráphico, e o procurador de justiça Francisco Sagres.

Fonte: Ambiente Energia

Saiba como financiar aquisição de equipamentos de energia solar a juros abaixo dos de mercado

O BNDES vai permitir que pessoas físicas tenham acesso a financiamentos para a instalação de sistemas de aquecimento solar e sistemas de cogeração (placas fotovoltaicas, aerogeradores, geradores a biogás e equipamentos necessários). O financiamento tem custo de até 4,03% ao ano, incluindo a remuneração do BNDES e dos bancos repassadores. Isso significa que o crédito tomado junto ao banco tem juro menor que a Selic, a taxa básica de juros no país, que está em 6,5% anuais. E não há exigência de investimento mínimo. Veja abaixo como proceder para obter seu financiamento:

QUEM PODE SOLICITAR O CRÉDITO: pessoas físicas residentes e domiciliadas no país, empresários individuais, entidades e órgãos públicos (com exceção do governo federal), fundações, associações e cooperativas e empresas sedidas no país.

COMO SOLICITAR: o financiamento é na modalidade indireta, ou seja, um banco intermediário repassa os recursos do BNDES e assume o risco do crédito. Neste primeiro momento, apenas bancos públicos aderiram ao programa. Logo, se você tem interesse em obter financiamento, procure uma agência do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal. Leve a especificação técnica (orçamento ou proposta técnico-comercial) do bem que vocên deseja financiar. A instituição informará a documentação necessária, analisará a possibilidade de concessão do crédito e negociará as garantias. Após aprovada, a operação será encaminhada para homologação e posterior liberação dos recursos pelo BNDES.

PROGRAMA: o financiamento se dá no âmbito do subprograma Máquinas e Equipamentos Eficientes do Fundo do Clima.

O QUE PODE SER FINANCIADO: Se o crédito for para pessoa física, podem ser financiados apenas aquisição de geradores fotovoltaicos, aerogeradores até 100kw, motores a biogás, inversores ou conversores de frequência e coletores/aquecedores solares. Os demais podem financiar outros itens como ônibus e caminhões elétricos ou híbridos e ônibus movidos a etanol.

CONDIÇÕES FINANCEIRAS: não há exigência mínima de investimento para pessoas físicas. O juro é de até 4,03% ao ano, incluindo a remuneração do BNDES e do banco intermediário. Para pessoas jurídicas, um condomínio por exemplo, o valor mínimo do investimento a ser financiado é de R$ 10 milhões e o máximo de R$ 30 milhões. O BNDES financia até 80% do valor do projeto. E a taxa de juro é de 4,55% anuais.

PRAZO: o prazo de adesão é de até 28 de dezembro. A depender do número de interessados, o prazo poderá ser prorrogado. Quem obter o crédito tem 12 anos para quitar o financiamento, incluindo carência de três a 24 meses.

ECONOMIA: a implantação de sistemas de geração de energia solar permite aos consumidores reduzirem gastos com a conta de luz, já que passam a comprar menos energia da concessionária e poderão, dependendo de sua região, fazer até uma conta corrente de energia vendendo o excedente para a distribuidora. Além disso, a geração distribuída traz um benefício para o sistema elétrico, já que conta com vários pontos de geração espalhados por residências e comércio, reduzindo o risco de interrupção do fornecimento de energia.

Fonte: O Globo | Danielle Nogueira

Governo anuncia fundo de investimento em energia solar de R$ 3,2 bilhões

O anúncio dado pelo Ministério da Integração revelou que os fundos constitucionais do Norte, Nordeste e Centro-oeste vão ofertar R$ 3,2 bilhões em linhas de crédito para a instalação de placa solar para captar energia solar em residências nas três regiões. O anúncio foi feito em reunião dos conselhos deliberativos das agências regionais de financiamento – Sudam, Sudene e Sudeco e essa nova fonte de crédito foi aprovada.

Os recursos ofertados têm juros abaixo em comparação as taxas de mercado, além de prazos mais longos de pagamento. O objetivo principal é incentivar a geração própria de energia solar em residências e estabelecimentos comerciais. Os interessados das regiões do Norte e Nordeste terão juros cobrados no valor de 6,24% ao ano. Para as residências no Centro-Oeste, os juros serão de 7,33% ao ano. O pedido do financiamento deve ser realizado nos bancos do Nordeste, da Amazônia (região Norte) e no Banco do Brasil (região Centro-Oeste).

De acordo com o ministro Helder Barbalho, da Integração Nacional, a iniciativa tem impacto positivo na renda das famílias atendidas, ao reduzir o custo com o consumo de energia, além de fortalecer a matriz energética, incentivando o uso de fontes renováveis. Isso estará ampliando a oferta de energia limpa, de qualidade, respeitando o meio ambiente.

Segundo dados da Absolar – Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica, atualmente o Brasil possui 24.565 sistemas de mini ou microgeração distribuída. Mais de 99% dos sistemas são baseados em placas solares fotovoltaicas. Cerca de 70% dos microgeradores estão no segmento de comércio, prestação de serviços ou residências de renda média e alta.

O presidente-executivo da associação, Rodrigo Sauaia, destaca que é muito importante as pessoas físicas e jurídicas encontrarem o caminho para o financiamento! Segundo Rodrigo, o investimento em placa solar para a autoprodução de energia limpa se paga em até cinco anos e os sistemas têm vida útil de pelo menos 25 anos.

O Brasil é extremamente favorável para se realizar investimentos em energia solar, colocando em números concretos, a incidência diária de sol no país tem capacidade de gerar entre 4.500 Wh/m2 e 6.300 Wh/m2. Ou seja, os números impressionam, ainda mais considerando a extensão da área do território nacional.

Recentemente o governo divulgou que o país pode integrar o ranking dos 20 maiores produtores de energia solar do mundo em 2018. Essa meta deve ser alcançada devido à grande expansão da tecnologia no país, queda no preço dos equipamentos e pela potência de 2,6 GW de geração centralizada, que segundo o anuncio, já está contratada.

Pesquisas apontam que o Brasil vive o momento ideal para investir em energia solar. Segundo os especialistas da área, o apoio do governo é fundamental para incentivar as pessoas e divulgar o recurso solar! Caso tenha interesse você pode começar a investir na sua empresa ou residência! Entre em contato com a equipe especializada, através do site Portal Solar, e solicite um orçamento para ter energia solar fotovoltaica própria através de placa solar e painel solar.

Fonte: Portal Solar

BNDES reduz spread e amplia prazo de financiamentos até 34 anos

BNDES baixou o juro de 1,7% para 0,9% ao ano nos empréstimos feitos pelo banco para projetos acima de R$ 20 milhões nas áreas de segurança pública, saneamento, energia solar, inovação; e nas linhas voltadas à exportação

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) anunciou nesta terça (6) a redução de taxa de juros de suas principais linhas em setores específicos.

Nos empréstimos feitos pelo BNDES, é cobrada a TLP (taxa de longo prazo válida desde janeiro), mais um spread, que remunera o banco. É esta taxa que foi reduzida nas principais linhas.

Em linhas gerais, o BNDES baixou o juro de 1,7% para 0,9% ao ano nos empréstimos feitos pelo banco para projetos acima de R$ 20 milhões nas áreas de segurança pública, saneamento, energia solar, inovação; e nas linhas voltadas à exportação.

Também nos projetos de grande porte, mas voltados às áreas de mobilidade, energia eólica, geração, transmissão e distribuição de energia, a redução foi um pouco menor, de 1,7% para 1,3% ao ano.

Em alguns dos empréstimos indiretos (aqueles que são repassados por outros bancos), como os que envolvem a compra de ônibus e caminhões por pequenas e médias empresas, a queda foi de 1,87% para 1,27% ao ano.

Em algumas linhas, no entanto, houve aumento. Como nos empréstimos para equipamentos importados sem similar nacional (de 1,7% para 2,1% ao ano), e a compra de ônibus e caminhões por grandes empresas (de 1,87% para 2,1%). A alta mais expressiva foi em capital de giro para grandes empresas, de 1,27% para 2,1% ao ano.

O BNDES também alongou o prazo de financiamento em alguns casos, como projetos de ferrovias, rodovias, hidrovias e mobilidade urbana, de 20 anos para até 34 anos. Em energias alternativas, esse prazo pode chegar a 24 anos. Capital de giro se mantém em 5 anos.

Com as mudanças, disse o presidente do banco, Paulo Rabello de Castro, o spread médio do banco caiu de 1,7% para 1,3% ao ano.

Segundo ele, cerca de 85% das operações do banco contarão com taxas mais baixas ou similares às cobradas anteriormente.

TLP Nos empréstimos feitos pelo BNDES, a TLP (taxa de longo prazo) incide desde janeiro, em substituição a TJLP. Inicialmente, ela é igual à TJLP, mas em cinco anos, gradualmente, se igualará à taxa de mercado, tomando como base um dos títulos da dívida pública, a NTN-B.

Segundo o banco, a TLP ficou em de cerca de 2,7% em janeiro, mais a inflação do período do contrato.

A diretoria aprovou as mudanças nos juros hoje, que passam a valer nos próximos dias.

O objetivo é acelerar os empréstimos do banco e o desenvolvimento da economia.

O presidente disse ainda que seria desejável conseguir influenciar a redução de taxas dos bancos comerciais.

Pagamento ao Tesouro

Rabello de Castro confirmou a devolução de R$ 30 bilhões em recursos do banco ao Tesouro.

“Acredito que hoje o BNDES, o Carlos Thadeu [diretor financeiro do banco] deve enviar o cheque de R$ 30 bilhões”, disse.

Fonte: FolhaPress | Marina Lima

FNE Sol multiplica projetos de energia renovável no Rio Grande do Norte

Somente no ano passado, investimentos das empresas potiguares com a linha de crédito chegaram perto de R$ 10 milhões

O Rio Grande do Norte foi o Estado que mais recebeu crédito do Banco do Nordeste para projetos de micro e minigeração distribuída de energia para consumo próprio dos empreendimentos, em 2017. Os recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE Sol) totalizaram R$ 9,95 milhões e beneficiaram 59 clientes.

O desempenho potiguar corresponde a 22,3% das operações gerais com a linha de crédito e 21,6% dos investimentos. O FNE Sol foi lançado em meados de 2016, como forma de contribuir para a sustentabilidade ambiental da matriz energética da Região Nordeste.

A procura pela linha de crédito é crescente na rede de agências do Banco, movimento que já havia sido detectado em diagnóstico traçado pela Superintendência do BNB no RN, durante a programação do FNE 2018. O processo, que tem a participação dos principais atores econômicos do Estado, apontou para o foco dos empreendedores no “aumento da eficiência, realizando investimentos em modernização e geração própria de energia”.

 

A Superintendência do RN adotou a estratégia de estruturar, com parceiros, o mapeamento e a divulgação do FNE Sol junto aos empresários do setor de supermercados, dos meios de hospedagem e ainda discutir mecanismos de facilitação do acesso à linha de crédito para as empresas da cadeia de energia fotovoltaica (representantes, instaladores, montadores e epcistas).

“Estamos trabalhando para fazer chegar ao conhecimento dos empreendedores mais remotos as vantagens do FNE Sol. A linha de crédito está se popularizando e, com a redução das taxas de juros do FNE, as perspectivas para 2018 são as melhores possíveis”, diz o superintendente do BNB no Estado, Fabrizzio Feitosa.

RN RENOVÁVEL

De acordo com dados do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), o Rio Grande do Norte é autossuficiente na geração de energia elétrica desde 2014. No Estado, 84,8% da capacidade instalada vêm de usinas eólicas, 12,4% de termelétricas e 2,8% de  fotovoltaicas. A depender da atuação do Banco do Nordeste, a participação da energia solar nessa equação só tende a aumentar.

Ainda segundo o Cerne, não há uma medição da fonte fotovoltaica distribuída, para consumo próprio. Na geração centralizada, onde o empreendedor gera a energia de fonte solar para venda, o Estado tem 6 usinas fotovoltaicas em operação comercial (quatro delas ligadas no final de 2017), somando  117,10 MW. Há também duas usinas contratadas, que devem acrescentar 66 MW ao sistema fotovoltaico potiguar.

Fonte: Banco do Nordeste

Energia renovável ganha financiamento de R$ 27 bilhões do BNB

Empresários do setor de energias se reuniram nesta quinta-feira (11), em São Paulo, para conhecer as novas taxas de juros reduzidas do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), operado exclusivamente pelo Banco do Nordeste (BNB), e as condições de acesso ao crédito para financiamentos a projetos de geração e transmissão de energia.

Participaram do evento vencedores dos leilões de geração de energia A-4 e A-6, transmissão de energia realizados em 2017, clientes do setor e executivos de bancos que prestam assessoria à estruturação de operações de infraestrutura.

Para 2018, o orçamento do FNE é de R$ 27 bilhões, que beneficiarão projetos em todos os Estados do Nordeste, além do norte de Minas Gerais e do Espírito Santo.

Doze, dos 240 empreendimentos inscritos no certame foram arrematados e deverão entrar em operação em seis anos. Juntos, eles terão capacidade instalada para geração de energia eólica de 310,225 megawatts (MW).

No total, foram ofertados 6.939 MW de energia. O maior número de projetos foi arrematado por empresas instaladas no Piauí – 17 parques.

O Leilão de Geração nº 04/2017 movimentou, ao todo, R$ 108 bilhões em contratos, equivalentes a um montante de 572.518.389,600/MWh de energia.

O preço médio ao final das negociações foi de R$ 189,45 por Mwh (megawatt hora), com deságio de 38,7% em relação aos preços-tetos estabelecidos, o que representou uma economia de R$ 68,5 bilhões para os consumidores de energia.

A reunião conduzida pelo próprio presidente do Banco do Nordeste, Romildo Rolim, apresentou novidades nas condições de financiamento e detalhes da operacionalização das linhas de crédito existentes, especialmente o FNE Proinfra, que financia a implantação, ampliação, modernização e reforma de empreendimentos de infraestrutura.

Somente em 2017, o Banco contratou mais de R$ 3,6 bilhões para obras de infraestrutura, especialmente em parques de energias renováveis, como eólica e solar.

De acordo com Rolim, a ampliação de benefícios, em vigor a partir de hoje, contribuirá, diretamente, para o fomento de parques de energia renováveis na Região.

“Temos todo o interesse e disposição em atender de forma rápida as demandas desse mercado. Para isso, temos R$ 27 bilhões de orçamento do FNE para 2018, dos quais cerca de R$ 13 bilhões para projetos de infraestrutura”, disse o presidente.

As novas taxas para as grandes empresas do setor, por exemplo, variam de 5,27% a.a. para projetos de inovação acima de R$ 200 mil a 5,86% a.a. para empreendimentos que realizem investimentos, incluindo capital de giro isolado.

O Rio Grande do Norte foi o segundo estado com o maior número de projetos contratados no leilão de energia renovável realizado no dia 20 de dezembro de 2017, pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e deverá receber investimentos de aproximadamente R$ 1,8 bilhão.

O Rio Grande do Norte também foi o único estado brasileiro gerador de energia eólica com projetos contemplados no leilão realizado no dia 18 do mesmo mês pela Aneel.

A empresa francesa Voltalia, que recentemente inaugurou parques eólicos na região de São Miguel do Gostoso, no litoral Norte, arrematou dois projetos no certame.

Eles garantirão, quando em operação integral, a geração de 64 megawatts (MW) de potência, com investimentos estimados em R$ 355 milhões nos próximos três anos.

Fonte: Ambiente Energia

BNDES prevê fechar o ano com R$ 14 bilhões em desembolsos para energia

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) espera fechar o ano com cerca de R$ 14 bilhões em desembolsos voltados para o setor elétrico, uma alta de 55% em relação aos R$ 9 bilhões do ano passado, disse Marilene Ramos, diretora de Energia, Transportes, Logística, Saneamento e Meio Ambiente do banco, ao participar de um evento em São Paulo.

Para 2018, a tendência é que o volume de desembolsos se repita, “dado o ‘pipeline’ de projetos que temos aprovados neste ano”, disse ela. “Creio que já aprovamos mais de R$ 20 bilhões em projetos neste ano, que vão começar a ter desembolsos no ano que vem”, afirmou.

Segundo Marilene, os elevados desembolsos vistos entre 2012 e 2015 dificilmente voltarão a se repetir, uma vez que, nessa época, o banco estava financiando os grandes projetos de geração hidrelétrica da região Norte. Agora, o foco está na diversificação da área de energia, com crescimento da fonte eólica e da fonte solar.

O BNDES é responsável por financiamentos de cerca de 12 gigawatts (GW) em projetos de energia eólica, 100% dos projetos implantados no país. “A parte solar também vem crescendo. Este ano aprovamos nosso primeiro projeto, mas temos mais quatro ou cinco no pipeline”, disse ela.

Logística e saneamento

Os desembolsos do banco para os segmentos de transporte, logística e saneamento devem somar R$ 8 bilhões neste ano, refletindo, em parte, os efeitos da operação Lava-Jato, que paralisaram muitos investimentos, como projetos de rodovias e de mobilidade urbana, disse Marilene.

“A boa notícia é que vários desses projetos estão em fase de conclusão da mudança de controle”, disse ela, lembrando da compra da Odebrecht Ambiental pela Brookfield, formando a BRK, e também a troca do controle do aeroporto de Galeão pela HNA.

Além disso, os leilões voltados para esses segmentos foram retomados neste ano, com as disputas de concessões de rodovias em São Paulo e o leilão de aeroportos. “Esses projetos estão em análise, mas só vão representar desembolsos no próximo ano”, disse a diretora.

Segundo ela, com essas mudanças, deve haver uma retomada dos investimentos no próximo ano.

Fonte: Camila Maia | Valor Econômico

Projetos de energia terão financiamento simplificado

O governo vai facilitar o processo de emissão de debêntures incentivadas para as distribuidoras de energia. Uma portaria para disciplinar a questão será publicada na edição do Diário Oficial da União desta quinta-feira (29).

A partir de agora, todos os projetos apresentados pelas concessionárias à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), no âmbito do plano de desenvolvimento de distribuição (PDD), serão elegíveis para debêntures incentivadas (títulos de crédito, com incentivo fiscal, que as empresas vendem para financiar seus projetos”.

Até então, para conseguir emitir as debêntures incentivadas, as empresas eram obrigadas a apresentar ao Ministério de Minas e Energia (MME) cada projeto separadamente, mesmo que fossem redes de postes em um mesmo bairro. De acordo com o secretário executivo do MME, Paulo Pedrosa, a mudança será positiva, pois o governo não tinha capacidade para analisar 300 projetos ao mesmo tempo. “Isso vai viabilizar investimentos em novas tecnologias, como geração distribuída e redes inteligentes”, disse.

O presidente da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), Nelson Leite, comemorou a decisão. Segundo ele, esse modelo, que considera o plano apresentado à Aneel, já era utilizado nos financiamentos do BNDES. “A vantagem é que isso desburocratiza e simplifica o processo de prestação de contas”, disse Leite.

Fonte: Estadão | Anne Warth

Linha de crédito vai financiar energia solar “no campo”

Agricultores familiares atendidos pelo Banco do Nordeste dispõem de nova linha de crédito voltada para implantação de sistemas de micro e minigeração de energia solar. Os recursos serão liberados por meio do programa de crédito Agroamigo Sol, lançado ontem no Rio Grande do Norte e em outros nove estados. Com a metodologia do microcrédito orientado, os financiamentos beneficiarão principalmente pequenas propriedades rurais, com operações de até R$ 15 mil, com direito a bônus de adimplência e vantagens especiais para empreendimentos localizados em regiões do Semiárido. A taxa de juros varia de 1% a 2% ao ano.

Detalhes da linha de crédito foram apresentados ontem em videoconferência no Banco do Nordeste. (Foto: Tribuna do Norte)

Detalhes da linha de crédito foram apresentados ontem em videoconferência no Banco do Nordeste. (Foto: Tribuna do Norte)

O superintendente do Banco do Nordeste no Rio Grande do Norte, Fabrizzio Leite Feitosa, elencou vantagens financeiras e social para os produtores que adquirirem o crédito. “Do ponto de vista financeiro é não elevar o endividamento, é trocar uma dívida. O produtor deixa de pagar pela energia elétrica tradicional e paga a prestação do banco, com um diferencial que o equipamento adquirido terá uma vida útil de até 40 anos e o financiamento bancário vai se encerrar com o término do contrato. Em 10 anos ele quita a dívida com o banco, e ainda tem um equipamento que dura mais 30 anos”, disse.

A geração de energia limpa foi a principal vantagem social destacada por ele. “Estamos com uma dedicação especial ao setor de infraestrutura, especialmente energia limpa. Hoje (ontem) teremos a assinatura de um contrato em que a pessoa pagava a energia e agora ele vai fazer uma mini usina para gerar a energia solar, será o primeiro cliente desse programa especificamente”, disse Feitosa.

O gerente de micro finanças do Banco do Nordeste no estado, Evandro Sousa explicou que a taxa de juros é variável, e vai até 2% ao ano. “A taxa varia de acordo com a atividade e é possível colocar uma carência. O prazo para financiamento vai até 10 anos, mas a gente faz uma análise    para cada cliente e vê qual a necessidade dele”, disse.

As exigências ao cliente que quiser adquirir o crédito são baseadas na necessidade e viabilidade. “Um agricultor que usa pouca energia não necessita (do crédito). Mas se ele for um trabalhador familiar e trabalhar na zona rural e necessitar, é trazer a documentação, bem como a declaração de aptidão ao Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), que é o documento que comprova que ele é agricultor familiar”, disse Sousa.

Os recursos podem ser aplicados em obras de melhorias nas propriedades, como sistemas de bombeamento, irrigação e dessalinização de água, além de eletrificação de cercas, por exemplo. Além de beneficiar as propriedades rurais, a micro e minigeração de energia limpa também beneficia a economia das cidades do Interior do Nordeste, segundo o BNB, porque reduz os gastos de comerciantes com energia.

Microcrédito
O Agroamigo Sol encaixa-se na família de produtos do programa de microcrédito rural do Banco do Nordeste, o Agroamigo, lançado em 2005. O programa já beneficiou 1,7 milhão de produtores em todo a região Nordeste e norte dos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo. No Rio Grande do Norte, atende cerca de 65 mil pessoas.

Foram mais de 3,7 milhões de operações contratadas desde a criação do programa, que totalizam R$ 10,3 bilhões em crédito concedido. Atualmente, o Agroamigo dispõe de 1,1 milhão de clientes ativos e carteira ativa de R$ 3,7 bilhões com taxa de adimplência de 94,7%. A maioria das operações (69%) beneficia produtores rurais localizados em áreas de Semiárido.

Fonte: Tribuna do Norte | Aura Mazda

BNDES capta US$ 1 bi para apoiar projetos de energia eólica e solar

O BNDES concluiu nesta terça-feira captação de US$ 1 bilhão em títulos “verdes” (green bonds) no mercado internacional, informou o banco em nota. O montante será usado para financiar projetos de energia limpa — eólica e solar — e faz parte da estratégia da instituição de ampliar o apoio a investimentos sustentáveis. É a primeira vez que um banco brasileiro faz uma emissão externa de green bonds.

A expectativa inicial era levantar US$ 500 milhões com a operação. Como a demanda atingiu US$ 5 bilhões, o banco resolveu dobrar o volume da emissão. Foram contemplados pouco mais de 250 investidores, dos quais 94% nos Estados Unidos e na Europa. A última vez que o banco fez uma emissão no exterior foi em 2014.

O título terá juro de 4,8% ao ano, o que representa prêmio de 2,7 pontos percentuais sobre a referência de mercado, que é o título do Tesouro americano, e 0,6 ponto pencentual sobre os títulos públicos brasileiros emitidos no exterior. O vencimento dos papéis será de sete anos.

Os green bons são papéis com características similares aos bonds convencionais, porém os recursos obtidos devem ser destinados a financiar projetos ambientalmente sustentáveis, atestados por uma empresa verificadora, especializada na área ambiental. No caso do BNDES, os recursos irão para novos projetos ou já existentes na carteira do banco.

A diretora da área de energia, gestão pública e socioambiental do BNDES, Marilene Ramos, disse que, considerando média de R$ 500 milhões em financiamento por projeto, o montante captado pode ser usado para apoiar seis projetos. Entre 2003 e 2016, somente no setor de energia eólica, o BNDES aprovou 87 operações de crédito, num total de R$ 28,5 bilhões de crédito, proporcionando aumento de capacidade instalada de cerca de 10,7 gigawatts (GW).

— Os projetos de energia eólica e solar são, em boa parte, no semiárido brasileiro, regiões pobres que não têm muita alternativa de geração de renda — ressaltou Marilene.

O BNDES tem sobra de caixa e vem sendo acusado por alguns empresários de estar represando a concessão de crédito. O diretor financeiro do banco, Claudio Coutinho Mendes, disse que o objetivo da operação é reforçar a imagem do banco no apoio a projetos verdes e manter os canais abertos com investidores internacionais para eventuais captações futuras. Ele afirmou, porém, que não há intenções de fazer novas emissões externas no curto prazo.

— Os green bonds acessam um perfil diferente de investidor, que não está preocupado apenas com o retorno financeiro. Além disso, o BNDES estava fora do mercado de captações externas desde 2014. É preciso manter os canais azeitados — afirmou Coutinho.

Fonte: O Globo

Linha de financiamento para renováveis vai beneficiar setor agrícola no Brasil

O Banco do Brasil lançou o BB Agro Energia, um novo programa de linhas de financiamento voltado para o uso de energia renováveis no meio rural, tanto para pessoas físicas, jurídicas e cooperativas. A estimativa é que ela libere R$ 2,5 bilhões em 2017. O programa vai possibilitar a instalação de placas fotovoltaicas, aerogeradores ou biodigestores nos terrenos de modo a reduzir os custos de produção, transformá-los em autoprodutores, transferência de tecnologia ao campo e ampliação dos negócios com o setor agropecuário.

As linhas que englobam o programa são as seguintes: FCO Rural, Inovagro, Investe Agro e Pronamp, para a agricultura empresarial; Pronaf Eco, para a agricultura familiar; e Pronaf Agroindústria e Prodecoop, para cooperativas agropecuárias. As taxas variam de 2,5% até 12,75% ao ano e o prazo médio de 10 anos. O financiamento pode ir até 100% do projeto.

De acordo com o presidente executivo da Associação Brasileira de Energia Solar e Fotovoltaica, Rodrigo Sauaia, o programa representa uma evolução para o financiamento da fonte, uma vez que o BB Agro Energia é completamente direcionado para o setor agrícola, além de ser uma ação coordenada. “O programa tem abrangência nacional, agora o foco é o agronegócio brasileiro. Isso é muito sinérgico”, afirma. O aspecto da sustentabilidade no campo também foi elogiado pelo presidente da associação. Ele também lembrou que A Absolar vem há dois anos debatendo com banco a implantação de linhas de crédito para o setor. A associação também atua junto ao banco para a abertura de uma linha de financiamento para consumidores na área urbana.

Áreas como suinocultura e avicultura, que tem consumo de energia bastante elevado poderão se beneficiar das linhas. Para obter o financiamento, é necessário que os projetos devam ter até 1 MW. O financiamento também poderá contemplar equipamentos que vão atuar de forma isolada em uma propriedade, não precisando estar conectado à rede.

Fonte: Pedro Aurélio Teixeira, da Agência CanalEnergia, Consumidor

BNDES aprova financiamento de R$ 2,56 bilhões para linha de transmissão de Belo Monte

O BNDES aprovou a concessão de financiamento de R$ 2,56 bilhões para para construção do primeiro circuito da linha de transmissão que vai interligar a hidrelétrica de Belo Monte ao Sudeste do país, com 2,1 mil quilômetros de extensão e em corrente contínua em ultra alta-tensão.

Segundo o BNDES, do valor total do investimento, de R$ 5,6 bilhões, 46% serão financiados pelo banco, sendo R$ 1,68 bilhão em operação direta e R$ 875 milhões por meio de repasse da Caixa Econômica Federal. Há ainda a possibilidade de lançamento de debêntures de infraestrutura, no valor de R$ 520 milhões.

A empresa foi enquadrada no Regime de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi) desde outubro de 2014.

O projeto já conta com empréstimo-ponte do BNDES, de R$ 718 milhões. Contratado em 2015, a quitação deve ser feita com parte dos recursos do financiamento de longo prazo.

As obras do primeiro circuito do linhão de Belo Monte estão previstas para serem concluídas em fevereiro do ano que vem. A linha é uma concessão da Belo Monte Transmissora de Energia (BMTE), sociedade de propósito específico liderada pela State Grid, com participação de Furnas e Eletronorte.

A linha percorrerá 65 municípios do Pará, Tocantins, de Goiás e Minas Gerais e de duas subestações conversoras: Xingu, no Pará, e Estreito, em Minas Gerais.

Fonte: CERNE Press com informações da Agência Brasil e Brasil Energia

Políticas públicas e financiamento para a inovação enfrentam desafios no Brasil

Em um período de desafios para a economia brasileira, a inovação tem sido um elemento-chave para o sucesso de muitas empresas e instituições tanto da esfera pública quanto privada. Nesse sentido, a inovação vem desenvolvendo um papel cada vez mais importante no setor elétrico brasileiro.

Durante a sessão de abertura do Encontro da Inovação no Setor Elétrico, evento nacional realizado na quinta-feira (9) em Natal-RN, o diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), Jean-Paul Prates, destacou que está em tramitação um Projeto de Lei que pretende fomentar a inovação no segmento renovável.

“A Lei do Senado nº 696/2015 visa determinar o uso obrigatório de recursos em pesquisa e desenvolvimento (P&D) pela indústria do petróleo e pela indústria elétrica em fontes alternativas de energia”, explicou Prates. A medida prevê que 1% da receita gerada pela indústria fóssil seja destinada a P&D em fontes renováveis.

A criação de uma política pública de apoio e fomento a inovação foi um dos pontos levantados pelo diretor da empresa de consultoria Eolus, Rafael Valverde. Segundo ele, ainda há déficit de uma infraestrutura tecnológica: “Existe uma carência em um ambiente qualificado para o desenvolvimento da inovação”, afirmou.

Financiamento e apoio

Em relação a financiamentos, as instituições bancárias estão analisando a criação de novos modelos de crédito para P&D. “É importante criarmos um espaço de apoio a iniciativas inovadoras que criem soluções capazes de contribuir com a economia regional”, disse o gerente regional do Banco do Nordeste, Thiago Dantas. Ele destacou que a instituição está estudando linhas de financiamentos para empresas start-ups.

As entidades que atuam no setor elétrico têm destinado parte de seus recursos em inovação. Desde 2008, foram aplicados mais de R$216 milhões em projetos finalizados e submetidos à avaliação da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que regularmente abre editais de chamada para financiamento de projetos inovadores.

“Trata-se de recursos financiados pelo consumidor e, como todo investimento, deverá ter retorno para quem investe”, pontuou o especialista em regulação da Aneel, Fabio Stacke.

P&D

O gerente de inovação da Eletrobras Furnas, Nelson Araújo, apresentou os projetos de inovação sustentável desenvolvidos pela companhia. Um deles, realizado em parceria com a Coppe/UFRJ, é voltado para segmento de veículos elétricos. “Consiste em um ônibus híbrido e outro 100% elétrico. Ambos já estão em circulação e essa iniciativa nos mostra que é possível dar certo”, frisou Araújo.

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI) realiza abertura de editais de fomento à projetos de inovação e tem obtido bons resultados: “Atualmente temos em nosso portfólio 220 projetos contratados e em execução na área de pesquisa e inovação com aporte total de 189 milhões”, informou Alberto Xavier Pavim, gerente em desenvolvimento industrial da instituição.

Fonte: CERNE Press

BNDES divulga novas políticas operacionais e condições de financiamento

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulga, hoje, suas novas políticas operacionais, que especificam os critérios adotados para a aprovação de financiamentos e determinam as condições para futuros empréstimos. Com isso, conclui o processo de revisão de suas políticas operacionais, uma vez que as condições para os modais aeroportuários e rodoviários, e para saneamento, mobilidade e energia já foram anunciadas em setembro de 2016.

As novas políticas entram em vigor neste mês de janeiro e refletem as mudanças na atuação do BNDES, no seu papel de indutor do desenvolvimento sustentável e da adoção das melhores práticas nas empresas apoiadas. A prioridade passa a ser a de conceder maiores incentivos, com financiamentos em TJLP, a investimentos com retornos para a sociedade superiores aos obtidos pelo investidor privado, conciliando apoio a projetos relevantes para a retomada do crescimento com retorno social expressivo, independentemente do setor em que se originam.

A expectativa é de que as mudanças contribuam para o aumento da produtividade e da competitividade das empresas, o crescimento econômico e a geração de empregos. Espera-se, ainda, ampliar a transparência nos critérios de financiamento; melhorar o gerenciamento dos projetos; simplificar formas de apoio, com consolidação de programas e linhas; obter mais agilidade nos processos de concessão de crédito; retroalimentar a atuação do Banco com a mensuração e avaliação de projetos e fortalecer a governança nas instituições apoiadas pelo BNDES.

As políticas operacionais serão revisadas anualmente. A transição tem como objetivo assegurar que todas as condições de financiamento tenham como foco os tipos de projetos e não os setores.

Atuação horizontal

As novas condições de financiamento passam a refletir atributos, qualificadores, dos projetos apoiados, e não mais a lógica setorial. Trata-se de mudança relevante que traduz uma atuação horizontal do BNDES em suas políticas operacionais, refletindo a prioridade do Banco em financiar projetos que apresentem benefícios para a sociedade e, não apenas, para o investidor, tomador do crédito.

A mudança está em linha com o processo de convergência entre os diversos setores, o que dificulta, cada vez mais, a definição de fronteiras entre eles e, portanto, a utilização de critérios setoriais na concessão do crédito.

Qualificadores de prioridades

Investimentos em educação, saúde, inovação, exportação, MPMEs e meio ambiente, assim como projetos de infraestrutura, são prioritários. Os projetos que se enquadrarem nesses qualificadores terão melhores condições de financiamento (juros e prazos).

Em função disso, projetos de setores diferentes receberão condições semelhantes, desde que estejam enquadrados no mesmo conceito dos qualificadores definidos. E projetos semelhantes podem ser tratados de maneira diferente, dependendo do seu impacto ambiental. Exemplo disso é a produção de uma máquina a diesel, em relação à produção do mesmo equipamento a biodiesel.

A ênfase do BNDES ao apoio a projetos ambientalmente limpos já se refletiu no fim do financiamento a termelétricas a carvão e, agora com as novas medidas, está presente no incentivo dado a investimentos com tecnologia verde, que terão maior parcela de crédito em TJLP.

Por exemplo, ônibus e caminhões híbridos, elétricos ou movidos a combustíveis limpos contarão com financiamento de até 80% em TJLP. O financiamento para a comercialização dos mesmos veículos movidos a diesel será de, no máximo, 50% em TJLP em 2017, decrescente ao longo dos próximos dois anos, para até, no máximo, 40% em 2018 e de até, no máximo, 30% em TJLP em 2019, para as grandes empresas.

Maior seletividade em TJLP

Nos financiamentos atrelados à TJLP haverá maior seletividade para assegurar melhores condições a investimentos com impactos relevantes sobre a geração de empregos, aumento de produtividade e melhoria de qualidade de vida da população. O apoio a projetos financiados em TJLP estará condicionado à geração de benefícios nas dimensões econômica, social, ambiental e regional.

Avaliação e monitoramento

Para aprimorar a mensuração desses impactos, o Banco criou um Departamento de Monitoramento e Avaliação. Todos os projetos terão um “quadro de resultados”, no qual serão definidas, previamente, metas a serem alcançadas nos empreendimentos financiados. Essas metas serão mensuradas e, ao seu fim, o projeto terá seu impacto avaliado.

O Banco também utilizará serviços externos de avaliação para os projetos de infraestrutura de grande porte (financiamento superior a R$ 1 bilhão), prática já adotada por outros bancos de desenvolvimento internacionais, e para projetos dos demais setores, com crédito superior a R$ 500 milhões.

Participação máxima de 80%

Com a simplificação de suas linhas, o BNDES passa a ter participação máxima de 80% em todos os projetos financiados. O nível de participação em TJLP no investimento total está atrelado à prioridade do projeto, em linha com as novas diretrizes estabelecidas.

O financiamento em condições de mercado, também com participação de até 80%, não terá restrições, a não ser as usuais, como índice de cobertura do serviço da dívida, entre outras.

Revisão de processos

Os processos de concessão de financiamentos estão sendo revistos e simplificados, com uso mais intensivo da tecnologia. Com isso, busca-se reduzir o período de tramitação interna, dando maior agilidade às operações.

Principais diretrizes estratégicas

Infraestrutura – Participação permanece relevante, com destaque para projetos de saneamento e transporte pelas suas características de grande externalidade socioambiental e impacto no aumento da competitividade e produtividade do País;

Indústria e Serviços – O BNDES mantém seu apoio à indústria, privilegiando iniciativas voltadas para o aumento de produtividade, competitividade, inovação e difusão de tecnologia. O apoio será horizontal, sem distinção de setores, tendo o projeto como foco;

Exportação – Ênfase na inserção de empresas brasileiras em cadeias globais de valor, estimulando a produtividade e competitividade;

Desestatização – O BNDES atuará como estruturador das operações de concessão ou privatização de ativos federais e estaduais. No papel de articulador, trará novos financiadores para viabilizar operações;

Fortalecimento do mercado de capitais e da governança das empresas – Estímulo ao desenvolvimento do mercado brasileiro de capitais por meio de instrumentos como debêntures e fundos, e à promoção de melhores práticas de governança corporativa;

Meio ambiente – Ênfase em energias alternativas e proteção ambiental. Prioridade para projetos de alta efetividade, que combinem as dimensões de impacto e sustentabilidade econômica, social e ambiental;

Desenvolvimento regional – Objetivo é contribuir para a elevação da presença do BNDES em territórios com predominância da população de baixa renda e nas regiões Norte e Nordeste.

Principais mudanças operacionais

1 – Novas linhas de financiamento – O BNDES passa a contar com duas linhas para financiamento direto e indireto não automático a projetos de grande porte na economia brasileira, que são: linha Incentivada e linha Padrão, subdivididas em incentivada A e B e padrão A e B. Não estão incluídos nas duas novas linhas os financiamentos a projetos de infraestrutura e os realizados de forma indireta automática.

A simplificação das políticas operacionais do BNDES decorreu da consolidação dos vários instrumentos de financiamento. O resultado foi uma maior transparência nas diversas opções disponíveis de crédito do Banco. Além de eliminar superposições de programas, produtos e linhas, a fusão permitiu maior sinergia e aproveitamento dos recursos.

Linha Incentivada – Com a criação dessa linha, o BNDES explicita os investimentos considerados prioritários pelo seu maior impacto positivo para a sociedade. As operações inseridas na linha Incentivada A terão o menor custo de financiamento do Banco, que são de, no máximo, 80% de TJLP; os da linha incentivada B, terão, no máximo, 60% em TJLP.

Linha Padrão – Os projetos inseridos na linha Padrão, aqueles com retornos sociais menos expressivos, são todos os demais que não estão incluídos na Incentivada. A linha Padrão A concederá financiamento em, no máximo, 30% a custo de TJLP. As operações da linha Padrão B não terão acesso a créditos em TJLP e contarão  com recursos a taxas de mercado.

BNDES - imagem ilustrativa

Linha de Infraestrutura – Em infraestrutura – que este ano ainda continuará parcialmente com a lógica setorial, embora já se tenha avançado no caso da energia, diferenciando as condições de financiamento para solar, hídrica e eólica – estão sendo anunciadas as condições para: financiamento a projetos de ferrovias, hidrovias, transporte e distribuição de gás e de biocombustíveis, transporte de petróleo, portos e de tecnologia da informação e da comunicação. A divulgação atual complementa as condições já anunciadas para projetos de saneamento, energia, rodovia e aeroportos.

BNDES - imagem ilustrativa

2 – Fortalecimento da governança das empresas – O BNDES vai incentivar a adoção de boas práticas corporativas por parte das empresas financiadas, que devem abranger questões relativas a melhorias dos ativos intangíveis das companhias, tais como: governança, transparência, gestão e práticas socioambientais, capital humano, competências inovadoras, relacionamento com clientes e fornecedores, entre outras. A iniciativa amplia para as operações de crédito a experiência bem sucedida da BNDESPAR na criação de valor, no mercado de capitais, por meio de incentivo às melhores práticas de governança.

3 – Alteração da classificação de porte das MPMEs – A mudança na classificação de porte das MPMES, de R$ 90 milhões para R$ 300 milhões de Receita Operacional Bruta (ROB) anual, ampliará o acesso ao crédito para esse segmento. Estima-se que cerca de 1,5 mil empresas passem a poder obter  financiamento em melhores condições no BNDES.

4 – Limitação de distribuição de dividendos – A nova política estabelece restrições ao pagamento de dividendos, além do mínimo legal de 25%, por parte dos beneficiários de empréstimos em TJLP em percentual igual ou superior a 50% do total do financiamento obtido. Caso a proporção do crédito seja superior a 50% do total, em custo de mercado, não haverá restrição a pagamento de dividendos.

Um dos objetivos é garantir que os financiamentos do BNDES gerem adicionalidades nos investimentos. Ou seja, que impulsionem bons projetos que não ocorreriam sem os recursos do Banco.  A decisão parte do princípio de que ao ter acesso ao crédito do Banco, o investidor não tenha recursos próprios para financiar seu projeto e, portanto, não consiga distribuir dividendos além do percentual mínimo legal.

5 – Capital de Giro – Progeren – Para fazer frente à redução da oferta de crédito do sistema bancário para capital de giro, a linha BNDES de Apoio ao Fortalecimento da Capacidade de Geração de Emprego e Renda (BNDES Progeren), foi ampliada e passa a ser oferecida também na modalidade direta, sem a intermediação de agentes financeiros.

A nova linha tem orçamento de R$ 5 bilhões e vigência, a princípio, até o final de 2017. O valor mínimo de financiamento é de R$ 10 milhões por operação.

A nova modalidade busca preservar a atividade econômica e os postos de trabalho em empresas com dificuldade de acesso a crédito de curto prazo. A linha poderá ser acessada, também, por empresas-âncora para financiar o desenvolvimento de cadeias de fornecedores e franqueados.

6 – Recebíveis como garantia – O BNDES poderá aceitar  a constituição de garantia sobre recebíveis, inclusive provenientes de cartão de crédito, com o objetivo de ampliar o acesso ao crédito para segmentos com forte impacto no emprego e que enfrentam restrições para obterem financiamentos, por não contarem com as garantias reais usualmente exigidas. Em tal análise serão considerados o risco da empresa/operação e a previsibilidade de sua receita de vendas.

BNDES Automático (operações com valores inferiores a R$ 20 milhões)

Consolidação de programas anteriores em quatro linhas de financiamento:

1 – Micro, Pequena e Média Empresas, que terão prioridade de financiamento em até 80% em TJLP;

2 – Grande Empresa Incentivada, com participação do BNDES de, no máximo, 60% em TJLP, se o projeto estiver nos segmentos incentivados (energia, educação, saúde, saneamento, produção de alimentos, bens de capital e produção de biocombustíveis);

3 – Grande Empresa Padrão, com participação máxima de 80% a taxas de mercado, válida para todos os projetos não incluídos na linha Incentivada;

4 – Linha Emergencial, voltada para a retomada econômica de empresas situadas em municípios afetados por calamidades naturais, com financiamento de 100% do investimento em TJLP.

Essas mudanças entrarão em vigor a partir da emissão e carta circular às instituições financeiras, o que ocorrerá na primeira quinzena de janeiro. Durante o processo de transição não haverá descontinuidade das operações em curso.

Finame

Ampliação do prazo de financiamento para 10 anos, o dobro do anterior, de cinco anos. O financiamento a máquinas e equipamentos passa a contar com apenas três linhas: aquisição de bens de capital, produção e modernização. O Finame incorpora o Finame Agrícola e extingue o Finame Leasing. O custo será integralmente em TJLP e a participação máxima do BNDES variará de acordo com as prioridades definidas abaixo.

Para aquisição de bens de capital por grande empresa, a condição padrão passa a ser de participação máxima de 60% em TJLP. Para estas empresas, as condições incentivadas (participação máxima de 80% de TJLP) serão destinadas, exclusivamente, para bens com maior eficiência energética, incluindo ônibus e caminhões híbridos, elétricos ou movidos a combustíveis limpos.

No caso da aquisição, por grandes empresas, de ônibus e caminhões movidos a diesel, o banco irá diminuir sua participação gradualmente, de, no máximo, 50% em TJLP em 2017, para, no máximo, 40% em 2018 e, no máximo, 30% em TJLP em 2019. O objetivo é incentivar o aumento da frota de caminhões e ônibus menos poluentes e com combustíveis mais limpos, como, por exemplo, os veículos elétricos e híbridos.

A mesma medida vale para as MPMEs, mas com condições de redução gradual de participação no financiamento em TJLP diferentes. O Banco reduzirá  a aquisição de ônibus e caminhões movidos a diesel de, no máximo, 80% em TJLP em 2017, para, no máximo, 70% em TJLP em 2018 e, no máximo em 60% em TJLP em 2019. Os veículos com tecnologia limpa manterão a participação máxima de 80% em TJLP.

Fonte: BNDES

BNDES divulga condições de financiamento para o leilão de reserva

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social divulgou nesta semana as condições de financiamento para os empreendimentos que se sagrarem vencedores do próximo leilão de energia de reserva, marcado para 19 de dezembro -, cujo objetivo é contratar energia de usinas eólicas e solares com início de suprimento em 1º de julho de 2019.

A participação máxima do BNDES no financiamento dos projetos será de até 80% para a energia solar fotovoltaica e de até 70% para a fonte eólica. Os projetos terão que contar com pelo menos 20% de aporte de recursos próprios.

O custo de financiamento (apoio direto) será TJLP, mais remuneração básica de 1,5% ao ano, mais taxa de risco de crédito de até 3,37% a.a., conforme o risco de crédito do cliente e do projeto. Para os casos de apoio indireto (operação feita por meio de instituição financeira credenciada), o custo será TJLP, mais remuneração básica de 1,5% ao ano, mais taxa de intermediação financeira de 0,1% a.a. para micro, pequenas e médias empresas e 0,5% a.a. para grandes empresas, além da remuneração da instituição credenciada (negociada entre as partes).

O prazo para amortização do financiamento será de até 18 anos para energia solar e de até 16 anos para fonte eólica. Será adotado o Sistema de Amortização Constante (SAC). O valor do crédito será determinado conforme a capacidade de pagamento do projeto. Deverá ser observado o atendimento de Índice de Cobertura do Serviço da Dívida Global do Projeto (ICSD) mínimo de 1,3, aferido anualmente. Os juros poderão ser capitalizados durante o período de carência, que será de até seis meses após a entrada do projeto em operação comercial.

Fonte: Canal Energia

Energia renovável terá prioridade em financiamentos do BNDES

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um aumento de até 80% no financiamento para projetos de energia solar, em Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP). Antes esse valor era de até 70%.

As novas condições de financiamento do Banco para o setor de energia elétrica vão manter em até 80% sua participação em projetos de eficiência energética e define o mesmo nível de participação para projetos de iluminação pública eficientes.

As mudanças foram divulgadas, nesta segunda-feira (3), pela diretoria do BNDES e refletem a estratégia do banco para o setor de energia em cooperação com o Ministério de Minas e Energia e Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

As alterações visam contribuir para a ampliação de fontes de energias alternativas na matriz elétrica brasileira e direcionar investimentos em TJPL para projetos com alto retorno social e ambiental. As novas condições passam a valer para os próximos leilões, que ocorrem em outubro e dezembro deste ano.

Segundo a instituição, não haverá apoio a investimentos em termelétricas a carvão e óleo combustível, usinas com maior emissão de poluentes. O banco também manteve elevada sua participação (em até 70% em TJLP) nas demais energias alternativas: eólica, PCHs, biomassa e cogeração.

O BNDES também diminuiu sua participação para até 50%, em TJLP, em investimentos em grandes hidrelétricas (era até 70%).

As condições gerais para todos os segmentos do setor de energia incluem a possibilidade de o BNDES subscrever até 50% do valor das debêntures a serem emitidas pela empresa tomadora do crédito; Índice de Cobertura do Serviço da Dívida (ICSD) mínimo de 1,3 para geração de energia e 1,5 para transmissão; e a exigência de participação mínima de 20% de recursos próprios do investidor.

O valor total do apoio do BNDES, incluindo o financiamento e as debêntures, não poderá ser superior a 80% do valor total dos itens financiáveis. O spread (diferença do que o banco paga ao captar recursos e o que ele cobra de empréstimos) será de 1,5% para todos os segmentos e não haverá a concessão de empréstimos emergenciais (também conhecidos como “empréstimos-ponte”).

Fonte: Portal Brasil, com informações do BNDES

CERNE participa de lançamento de financiamento para energia solar

No Ceará e no Rio Grande do Norte, o CERNE participou do lançamento da linha de financiamento à micro e à minigeração distribuída de energia elétrica do Banco do Nordeste, o FNE Sol.

O evento foi realizado na sede da instituição financeira em Fortaleza nesta segunda-feira (30), com transmissão por meio de videoconferência para os demais estados da área de atuação do Banco. No RN participou o Coordenador de Capacitação e Eventos Setoriais, Hugo Fonseca e no CE o Diretor-gerente Bernardo Santana. Confira os detalhes do programa de financiamento em: http://www.bnb.gov.br/documents/50268/71513/Cartilha_BNB_microgeracao_2016.pdf/dc614dff-2f9a-4ca4-bdc4-42fb9fbc2f02

Fonte: CERNE Press

Eólicas: panorama atual e os desafios do setor no Brasil

Com o primeiro leilão de energia do ano marcado para 29 de abril, o Rio Grande do Norte poderá impulsionar em investimento potencial cerca de R$ 20 bilhões, em concorrência, para o certame. A estimativa é feita pelo presidente Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), Jean-Paul Prates, com base na estimativa de habilitação de até 60% dos 232 projetos inscritos para o Estado, o que representaria a geração de mais 4 GigaWatts. Em entrevista à TRIBUNA DO NORTE, Jean-Paul Prates fala sobre infraestrutura dos linhões, mudanças nas regras do leilão e o reflexo da crise política e econômica para o setor com a redução de financiamento.  Além de eólicas, o leilão realizado no final deste mês terá a contratação de energia elétrica proveniente de hidrelétricas e de termelétricas a biomassa, a carvão e a gás natural. Também serão realizados esse ano dois leilões de reserva.
No primeiro certame, em 29 de julho e com prazo de suprimento de 20 anos, serão negociados contratos para empreendimentos de geração solar fotovoltaica. A produção de energia fotovoltaica deverá aproveitar a infraestrutura já existente, possibilitando a chamada geração híbrida, quando uma ou mais fontes, neste caso eólica e solar, geram energia e usam as subestações e linhas de transmissão já construídas para outras fontes. Um segundo leilão de reserva, em outubro, terá projetos de fonte solar fotovoltaica e de eólica, que terão contratos com prazo de 20 anos.

Confira os principais trechos da entrevista, que também trata do “Fórum Nacional Eólico – Carta dos Ventos”,  evento que será realizado nos dias 18 e 19 de abril na Escola de Governo do Rio Grande do Norte, no Centro Administrativo, em Natal.

Expectativas de leilão
Esse ano teremos três leilões de energia. Agora, para o dia 29 de abril,  haverá o leilão de energia regular A-5, para começar a gerar em 5 anos após a contratação. O Brasil tem  864 projetos inscritos (21.232 MW) e o Rio Grande do Norte tem 232 projetos (5.599 MW).  O segundo é o leilão de reserva, marcado para o dia 29 de julho, que não terá eólica, só fotovoltaica e outras fontes. E no dia 28 de outubro,  haverá outro leilão de reserva que terá eólica. Os investidores preferem o leilão A -5 porque o prazo para construir e entrar em funcionamento é de cinco anos, com contrato assegurado por 20 anos.

Perda de espaço
Existem dois movimentos em relação a questão de perda de espaço. O primeiro foi o vácuo quando os parques ficaram prontos e não havia estrutura de conexão para transmissão da energia. Houve uma cochilada entre 2011 e 2012 em relação as cobranças de infraestrutura e linhas, que deveriam ficar prontas em 2012, entretanto, chegaram ao final do ano sem estar. Neste mesmo período, outros estados como a Bahia, com um projeto do Jacques Wagner, no modelo que adotamos aqui em 2009 e 2010, além de outros estados, avançaram.

Atrasos de linhões
Houve duas fases em relação as linhas de transmissão. Na primeira, entre 2009 e 2010, quando a eólica não era considerada certa no Brasil, já falava-se em linhas de transmissão. Tivemos que mostrar no mapa que a região do Mato Grande tinha potencial e que era preciso o chamado ICG, considerado uma espécie de ancoradouro. Havia outro projeto para linhas transmissão, conhecida como Translitorânea, que saía do Rio Grande do Norte fazendo um arco até a cidade de Russas, no Ceará. Porém, não foi considerada prioritária pelo Governo e, por isso, não saiu. Nesta fase, as linhas só eram licitadas e concedidas depois dos leilões A -3 e A -5. Consequentemente, alguns conjuntos de linhas atrasaram. As linhas que deveriam estar prontas em 2012 não ficaram. Também houve todo o problema dos atrasos. Parques parados, à espera. Não houve debandada de investidores porque àquela época havia uma cláusula contratual de autorização elétrica que previa o pagamento pela geração, mesmo que o parque não estivesse conectado. Porque não era culpa do investidor, a linha estava prometida e cabia a ele colocar o parque de pé no prazo contratado, não os linhões. Se colocou o parque de pé, recebia por isso. Essa cláusula dava maior segurança ao investidor. Hoje, eu considero essa questão equacionada porque o empreendedor é, em regra, o responsável pelo planejamento do seu parque.

Mudança na regra 
A partir de 2012, como poderiam ocorrer mais atrasos e já se desenvolvia uma descentralização da matriz energética do país, que deixava de ser concentrada em grandes hidrelétricas para ser pulverizada com parques eólicos, solares e térmicas em outros pontos do país, a cláusula mudou. Havia o risco de divergências de prazos, além dos atrasos. O Governo alterou as regras e acabou com o pagamento pela geração só por construir o empreendimento. Por isso, o investidor passou a ter responsabilidade pela conexão do parque. A mudança fez com que os empreendedores participantes do leilão também fossem  responsáveis em assegurar a conexão com as linhas de transmissão.

Leilões desertos
Não houve leilões desertos. A mudança na regra não foi a causa do baixo número de projetos para o Rio Grande do Norte nos últimos certames. Esta regra existe desde 2012 e já está bem digerida. Hoje, a questão dos linhões está equacionada no sentido de que o empreendedor tem que apresentar para o leilão uma tarifa que inclua a solução do escoamento de energia. É necessário planejar antes e assim ajudar o governo. Por outro lado, o Governo Federal, através do Ministério de Minas e Energia e da EPE, já dispõe de informações e de potencial eólico real no Brasil para prever e se antecipar em relação as demandas das bacias de ventos.

Investimento potencial
O investimento pode ser mensurado assim que sair o números de projetos habilitados pela EPE para o leilão. Mas, em geral, temos conseguido nos últimos leilões habilitar 60% dos projetos inscritos. Se temos inscritos 232 projetos, caso passe a metade, teremos 4 GigaWatts habilitados. Se considerarmos o valor de R$ 4,5 milhões por MW, este leilão do dia 29 de abril pode representar, em investimento potencial, cerca de R$ 20 bilhões em concorrência.

Emprego
A grande projeção de geração de emprego deve-se a uma característica do setor em ter investimentos assegurados em projetos contratados a longo prazo nos leilões federais. Como a performance dos leilões se dá em cinco anos para construção dos parques, isso faz o setor estar na sombra dos leilões de 2014 e 2015, girando na inércia dos processos dos certames. Diferente de outros mercados que estão demitindo, o número de contratações até 2019 em toda a cadeia produtiva de energia eólica deve chegar a cerca de 20 mil empregos diretos e indiretos. Teremos problemas se a crise se prolongar mais e superar esse período de cinco anos.

Tensão política e econômica
Essa tensão política e econômica tem afetado os negócios da indústria eólica, sim, no sentido de ter menos financiamento. Antes, o BNDES era um propulsor, um impulsionador de investimentos. Todos os projetos até hoje tiveram o financiamento do BNDES. Acontece que há dois anos, com a  saída do Banco do Nordeste, o BNDES  endureceu as condições. Se antes financiava 80% do parque, agora só 70%. Isso faz com que o setor busque o investimento privado. E no momento em que o BNDES começou a deixar parcialmente o financiamento nas mãos dos investidores privados e estrangeiros, surge esse ambiente confuso na política e economia do país fazendo com que o investidor fique mais cauteloso a espera de uma definição do cenário político e econômico do país. Isso pode se refletir neste próximo leilão com esta redução das facilidades de financiamento. Se há menos projetos com confiança de que serão financiados, há uma participação menor, então a tarifa é reduzida e fica menos competitivo. Essa indefinição para o investidor é pior, por exemplo, do que em período pré-eleitoral, onde é possivel analisar os projetos eleitorais e tomar decisões.

Energia Solar
Os primeiros parques solares, de grande porte e maior viabilidade, devem ser instaladas em áreas onde existem parques eólicos – gerando usinas híbridas – para que possam utilizar a estrutura já existente de linhões e subestações, além dos acessos, arrendamentos, negociação com as comunidades. E tendo isso já acertado, não há entrada na tarifa e torna o projeto mais competitivo para entrar no leilão de reserva de energia fotovoltaica.

Gargalos
Continua sendo um gargalo a questão do planejamento de linhas  de transmissão. Entretanto, no Rio Grande do Norte, o secretário de desenvolvimento econômico do estado, Flávio Azevedo, tem dado uma maior atenção. O CERNE e o Sindicato das Empresas do Setor Energético do RN também tem acompanhado essa questão. Há toda uma vigilância para que esse gargalo seja superado.  Por outro lado, o Governo Federal também tem limitações e não pode concentrar-se em um só estado,  é preciso tratar o tema com os demais.

Fórum Nacional Eólico
Criado em Natal, o Fórum Nacional Eólico volta para a capital potiguar em 2016. Por focar na parte de política setorial e de legislação, sem cunho comercial, o evento faz de Natal a capital do pensamento estratégico em energia eólica. Esse ano ele será realizado em conjunto com o Solar Invest. A programação terá reuniões fechadas para o setor e sessões abertas ao público em geral. Serão discutidos temas relevantes, como a agenda legislativa de 2016 que trata de todos os projetos que devem ser votados e que irão tramitar no Congresso, a revisão da política estratégica do setor e também a análise crítica da pauta legislativa do ano. Haverá debates para tratar alternativas de financiamentos ao BNDES com bancos privados e um encontro de órgãos de licenciamento para os parques eólicos.

RAIO-X DO SETOR
Leilão de Energia A-5  – 29 de Abril
+ Brasil: 864 Projetos Inscritos (21.232 MW)
+ RN: 232 Projetos Inscritos (5.599 MW)

Leilão de Energia de Reserva – 29 de Julho
– Energia Solar Fotovoltaica
– Sem relação de Projetos Cadastrados ainda

Leilão de Energia de Reserva – 28 de Outubro
– Energia Solar Fotovoltaica e Energia Eólica
– Sem relação de Projetos Cadastrados ainda

Parques eólicos em Operação
+ Brasil: 349 Parques Eólicos – 8.533,268 MW
+ RN: 97  Parques Eólicos – 2.671,56 MW (31,31%)

Parques eólicos em Construção
+ Brasil: 132 Parques Eólicos – 3.113,754 MW
+ RN: 20 Parques Eólicos – 518,60 MW (16,66%)

Contratados/Outorgados
+ Brasil: 249 Parques Eólicos – 5.950,050 MW
+ RN: 55 Parques Eólicos – 1.404,70 MW (23,61%)

Não Cadastrados
+ Brasil: 24 Parques Eólicos – 591,10 MW
+ RN: 4 Parques Eólicos – 49,20 MW (8,32%)

Total
+ Brasil: 754 Parques Eólicos – 18.188,172 MW
+ RN: 173Parques Eólicos – 4.613,76 MW (25,37%)

Dados: CERNE/SEERN

Fonte: Sarah Vasconcelos | Tribuna do Norte