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Eólicas offshore: marco regulatório em 2019

O Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne) prepara estudo para a criação de um marco regulatório para a exploração de eólicas offshore (turbinas instaladas no oceano). O documento será publicado até o fim do primeiro semestre de 2019. A partir desse estudo deve ser criado projeto de lei com modelos de comercialização, processo de licenciamento ambiental, conexão das usinas e concessões de áreas marítimas.

O presidente do Cerne, Jean-Paul Prates, suplente da senadora Fátima Bezerra (PT-RN), diz que uma das principais questões é sobre o uso de áreas marítimas. Na visão de Jean-Paul, são necessárias diretrizes gerais sobre como os empreendedores terão acesso aos blocos. Uma das saídas seria a utilização da expertise e estrutura da Agência Nacional de Petróleo (ANP). O Ibama também possui um pré-zoneamento que pode ser aproveitado.

Levantamento sobre o potencial de exploração nos litorais do Ceará e Rio Grande do Norte revela que a velocidade dos ventos chega a 9,5 metros por segundo. O Cerne considera que seria viável instalar até 2 GW de projetos de energia no litoral do Rio Grande do Norte e do Ceará até 2025.

Fonte: Neila Fontenelle | O Povo

EPE disponibiliza estudo sobre geração de usinas híbridas eólico-fotovoltaicas

A Empresa de Pesquisa Energética – EPE disponibilizou o documento “Avaliação da geração de usinas híbridas eólico-fotovoltaicas – Proposta metodológica e estudos de caso”. O estudo apresenta simulações de geração de energia elétrica de usinas fotovoltaicas e eólicas e discute o efeito da complementariedade dessas fontes, para diferentes regiões e configurações de usinas.

No estudo considerou-se como premissa o compartilhamento do ponto de conexão por essas usinas simuladas, avaliando hipótese de otimização do uso da subestação e do sistema de transmissão ou distribuição responsável pelo escoamento da energia.

Os resultados obtidos apontam para a importância da discretização dos dados utilizados, bem como sinalizam que as características dos recursos energéticos locais e o dimensionamento de cada usina, são fatores que influenciam sensivelmente o perfil de complementaridade da produção de energia eólico-fotovoltaica, devendo-se ter cautela na generalização dos possíveis benefícios de otimização da infraestrutura. Pretende-se, com esse estudo, estimular o amadurecimento da discussão sobre o tema e propor uma metodologia consistente para avaliação da complementaridade entre as fontes solar fotovoltaica e eólica.

Para acessar o estudo completo, clique aqui.

Fonte: EPE

Energias renováveis podem custar 59% menos até 2025, diz estudo

Os custos médios da eletricidade gerada a partir de fontes eólica e solar poderiam cair de 26 a 50% em apenas nove anos, segundo relatório da Agência Internacional de Energias Renováveis (IRENA). O estudo “O Poder para Mudar: Redução de custo potencial para Solar e Eólica até 2025” mostra que, com o desenvolvimento de políticas e incentivos corretos, o potencial da energia renovável é enorme.

A estimativa é de que, até 2025, os custos da energia solar possam cair até 59%, enquanto a energia eólica offshore pode ser 35% mais barata e a eólica onshore 26%, se comparado aos preços da produção em 2015. De acordo com o estudo, em 2025 essas fontes renováveis deverão custar entre cinco e seis centavos de dólar o quilowatt/hora.

“Nós já vimos reduções de custos expressivas na energia solar e eólica nos últimos anos e este relatório mostra que os preços vão continuar a cair, graças às diferentes tecnologias e comerciantes”, explicou o diretor-geral da IRENA, Adnan Z. Amin. “Dado que a energia solar e eólica já são as opções mais baratas para os novos modelos de produção em muitos mercados, essa nova redução de custos vai ampliar essa tendência e fortalecer o negócio, deixando-o mais atraente e competitivo em relação aos combustíveis fósseis”, completou.

A agência informa que, desde 2009 os preços de módulos fotovoltaicos e as turbinas eólicas já caíram 80% e 40% respectivamente. No entanto, para que a tendência continue, é preciso mudar também os custos de todo o sistema, o que inclui inversores, conexões às redes, inovações tecnológicas, custos com manutenção e obras, até da gestão dos projetos. Para que esse processo todo aconteça, são necessárias mudanças nas políticas públicas.

“Historicamente o custo tem sido citado como uma das principais barreiras para a mudança de fontes de energias fósseis para as renováveis, mas narrativa mudou. Para continuar a conduzir a transição energética, devemos mudar agora o foco de política para áreas de apoio que irão resultar em declínios ainda maiores nos custos, maximizando as oportunidades econômicas”, conclui Amin.

Clique aqui para acessar o estudo completo.

Fonte: Mercado.etc

Potencial técnico de energia solar no Brasil pode chegar a 30 mil GW

Relatório feito pela EPE mostra que geração distribuída pode chegar a 164 GW, avaliando apenas telhados de residências

O potencial técnico da energia solar fotovoltaica no Brasil pode chegar a 30 mil GW, segundo divulgado pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica. O número é superior à somatória das demais fontes de geração do país, e mais de 200 vezes maior do que a capacidade instalada da atual matriz elétrica brasileira, que é de 143 GW. Um relatório recente da Empresa de Pesquisa Energética sobre o potencial das energias renováveis no Brasil mostra que 2015 foi um ano recorde de geração de renováveis, e apurou, pela primeira vez, de modo quantitativo, o potencial técnico da energia solar fotovoltaica no País. O estudo apontou um potencial de geração centralizada de mais de 28.500 GW, considerando as diferentes regiões do País e espaços com viabilidade técnica, econômica e socioambiental para a implantação destes projetos.

O levantamento já exclui da análise as regiões com áreas ambientais protegidas, como Amazônia, Pantanal, Mata Atlântica, terras indígenas, comunidades quilombolas e áreas de preservação permanente. Já em relação à geração distribuída solar fotovoltaica – com a implantação dos sistemas em edifícios- um mapeamento preliminar da EPE aponta um potencial de mais de 164 GW apenas para os telhados de domicílios brasileiros. Este número deverá se multiplicar diversas vezes quando o mapeamento também incluir o potencial de edifícios comerciais, industriais, rurais e do poder público.

De acordo com o presidente executivo da Absolar, Rodrigo Sauaia, embora a fonte contribua atualmente com 0,02% do atendimento à demanda da matriz elétrica brasileira, a projeção de crescimento da fonte indica que até o ano de 2024, este percentual deverá atingir mais de 4%, e até 2030 mais de 8% da demanda nacional. Segundo ele, o crescimento da energia solar fotovoltaica na matriz elétrica brasileira trará maior diversidade de suprimento e segurança energética ao país, contribuindo para a atração e desenvolvimento de uma nova cadeia produtiva nacional, com responsabilidade ambiental e redução de emissões de gases de efeito estufa.

“Esse potencial é de 28,5 mil GW, são quase 30 TW, e isso para nós é totalmente compreensível, os estudos feitos pelo National Renewable Energy Laboratory nos Estados Unidos também apontavam para esse potencial de dezenas de milhares de gigawatts que a Absolar já havia divulgado no passado em números qualitativos e que a EPE confirmou em números quantitativos”, comentou Sauaia na primeira edição do Brasil Solar Power, realizado no Rio de Janeiro. “A EPE já fez mapeamento preliminar das áreas de telhados residenciais e aponta potencial de 164 GW de solar em geração distribuída. E ainda falta incluir no cálculo o comércio, indústria, estacionamentos… então esses números serão multiplicados. A conclusão é de que há potencial para a solar fotovoltaica, isso mostra que a fonte é a maior do Brasil e maior que a somatória de outras fontes assim como ocorre em outros países, agora temos essa ideia do potencial de mais de 200 vezes o que temos de capacidade instalada no Brasil”, concluiu ele.

Fonte: Pedro Aurélio Teixeira e Mauricio Godoi, da Agência CanalEnergia, do Rio de Janeiro, Planejamento e Expansão