Posts

CERNE participa de workshop na EPE

O Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) participou ontem (02) de um workshop para debater a questão da eólica offshore no Brasil. O evento foi realizado na sede da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) no Rio de Janeiro. Na ocasião, o Diretor Presidente do CERNE, Darlan Santos, apresentou o histórico de atuação da entidade no Nordeste Setentrional e ressaltou que o CERNE já se adiantou a esse assunto e desde 2018 discute o tema, tendo formado uma comissão que estuda e desenvolve uma proposta para a regulamentação da eólica offshore no país.

O evento contou com mais de 100 participantes, que lotaram o auditório da EPE,  reunindo os mais diversos setores, como academia, associações de classe, agências de cooperação internacional, instituições governamentais, pesquisadores, consultores e empreendedores do setor eólico onshore e offshore.

Foto: CERNE Press

No decorrer do evento, foram apresentados os resultados preliminares dos estudos de potencial eólico marítimo que estão sendo desenvolvidos pela EPE. Estes estudos fazem parte do Roadmap, que tem a finalidade de identificar oportunidades, barreiras e caminhos para que a energia eólica marítima possa ter condições de competição com as demais alternativas de geração de energia elétrica no Brasil. Assim, poderá auxiliar o aperfeiçoamento de políticas e esclarecimento da regulação aplicável a esse tipo de projeto.

O evento foi organizado pela Empresa de Pesquisa Energética, com apoio da Cooperação Alemã para o Desenvolvimento Sustentável, por intermédio da GIZ e teve parceria do CERNE.

Fonte: CERNE Press

EPE cadastra 1080 empreendimentos para o leilão A-6 de 2018

Foi concluído nesta terça-feira (08) o cadastramento de projetos para participação no Leilão de Energia Nova “A-6” de 2018. O certame está previsto para ser realizado em 31 de agosto, com participação das fontes eólica, termelétrica e hidrelétrica, conforme anunciado pelo Ministério de Minas e Energia por meio da Portaria nº 44, de 8 de fevereiro de 2018, e complementada pela Portaria nº 121, de 4 de abril de 2018. O leilão está previsto para ser realizado em 31 de agosto, com participação de fontes eólica, hidrelétrica e termelétrica (biomassa, carvão e gás natural).

No total, foram cadastrados 1.080 projetos, somando 57.959 MW de capacidade instalada. A fonte eólica teve a com maior oferta em número de projetos cadastrados (926), sendo superada pela fonte termelétrica em potência, com mais de 29 GW. Destaque para a potência ofertada nos projetos a Gás Natural, com mais de 27 GW em 36 projetos cadastrados. O quadro a seguir apresenta os números de empreendimentos cadastrados, com informações mais detalhadas.

 

Do total de projetos cadastrados, 67% optaram por aproveitar o cadastramento oriundo do Leilão A4/2018, conforme preconizado no art. 3°, §3°, da Portaria MME nº 121/2018. Estes projetos foram dispensados da reapresentação da totalidade dos documentos, desde que mantidos inalteradas as características técnicas. Nesses casos, os empreendedores fazem todo o processo exclusivamente via sistema AEGE e eventual documentação complementar pode ser entregue por email (aege@epe.gov.br).

De acordo com análise da consultoria EPowerBay, este processo de aproveitamento de documentação vem sendo empregado nos últimos anos, e significa uma otimização do processo de análise técnica, diminuindo a necessidade de retrabalho e aumentando a eficiência do processo, tanto para os empreendedores quanto para a EPE, o que permite um cronograma mais enxuto para o leilão.

Cabe destacar que o fato de um projeto ter sido habilitado tecnicamente em um certame não acarreta em sua habilitação automática para o certame seguinte. Todos os projetos serão objeto de análise, focada principalmente em parâmetros específicos do leilão, como o cronograma, orçamento e ponto de conexão.

Com base na Portaria MME nº 102/2016, os empreendedores deverão estar atentos às datas de apresentação de documentos que podem ser apresentados após a data final de cadastramento, a saber:

  • DRDH/Outorga de água e Licença Ambiental: 80 dias antes da realização do Leilão;

  • Parecer de Acesso ou Documento de Acesso para Leilão (DAL), emitido pelas Distribuidoras: 75 dias antes da realização do Leilão;

  • Despacho de Requerimento de Outorga, emitido pela ANEEL: 75 dias antes da realização do Leilão;

  • Comprovação de disponibilidade de combustível: 75 dias antes da realização do Leilão (para Projetos a Gás Natural deve ser apresentado também o Documento emitido pela ANP); e

  • Documentos para a ANP1 (Análise de Viabilidade do fornecimento de gás natural): até 21/05/2018.

Por fim, vale ressaltar que, conforme definido na Portaria MME nº 44/2018, a demanda a ser contratada no leilão dependerá da necessidade de demanda declarada pelas distribuidoras.

Fonte: CERNE Press com informações da EPE e EPowerbay

Presidente da estatal de planejamento em energia EPE deixa o cargo

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Luiz Barroso, apresentou um pedido de renúncia ao comando da estatal, que é ligada ao Ministério de Minas e Energia e responsável pelo planejamento energético, informou a instituição nesta segunda-feira.

A saída de Barroso, antecipada mais cedo pela Reuters com base em fonte com conhecimento do assunto, acontece após o secretário-executivo da pasta de Minas e Energia, Paulo Pedrosa, também deixar o cargo na sexta-feira.

A decisão dos dois técnicos de deixar o governo vem em meio ao anúncio de que o atual ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco (MDB-RJ), será o novo ministro de Minas e Energia.

Ele substituirá na pasta o deputado federal Fernando Coelho Filho, que foi exonerado na sexta-feira para concorrer às eleições. []

“(Barroso) já saiu, renunciou há pouco, a carta de renúncia foi aceita”, disse a fonte, que atribuiu o pedido a “motivos pessoais”.

Para o lugar de Barroso, um ex-diretor da consultoria especializada em energia PSR, o Conselho de Administração da EPE indicou interinamente o nome de José Mauro Ferreira Coelho, diretor de estudos do Petróleo, Gás e Biocombustíveis da estatal.

A nomeação de Ferreira Coelho como interino também havia sido antecipada pela Reuters.

Procurado, ele disse que a agenda da EPE e do setor de energia em geral não será paralisada pelas mudanças na estatal e no Ministério de Minas e Energia.

“Não há motivo de apavoramento e achar que tudo acabou… as reformas importantes para o país, vamos continuar tocando… a agenda não vai parar e não haverá descontinuidade”, garantiu.

Ele citou como temas prioritários a negociação com a Petrobras sobre a cessão onerosa, a privatização da Eletrobras, o programa de incentivo aos biocombustíveis RenovaBio e o programa Gás Para Crescer, dedicado ao gás natural.

“BOM NOME”

Apesar da saída de técnicos do Ministério de Minas e Energia, a definição de Moreira Franco como novo titular da pasta foi elogiada pelo presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Jr., que vê a escolha como favorável aos planos do governo de privatizar a companhia.

Na Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco é responsável pelo Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do governo federal, que gerencia programas de concessões e privatizações, incluindo a da Eletrobras.

“Ele é comprometido com o projeto (de privatização da Eletrobras). Acho ele bom… o Moreira tem importância política e poder para mover a privatização”, afirmou Ferreira, ao ser questionado sobre a escolha do político para a pasta.

Analistas de mercado apostavam na nomeação de Pedrosa para assumir o ministério, o que levou as ações preferenciais da Eletrobras a fecharem em queda de 8,17 por cento na sexta-feira, quando o secretário-executivo entregou o cargo.

Nesta segunda-feira, com a confirmação do nome de Moreira Franco para a pasta, as ações da Eletrobras operavam em baixa de mais de 5 por cento por volta das 13h50.

O presidente da Eletrobras também afirmou à Reuters que segue no cargo apesar das mudanças na área de energia do governo.

“Tenho muito trabalho em curso… aposto que vamos ter condições de seguir com o projeto maior que é o da democratização de capital da Eletrobras (privatização). Estou comprometido com tudo”, disse Ferreira.

Segundo ele, o cronograma do governo federal de concluir o processo de privatização da Eletrobras em 2018, no Congresso Nacional, ainda é viável, embora a emissão de novas ações da estatal que diluiria a União para uma participação minoritária na companhia possa ficar para o ano que vem.

“Dá muito tempo, e o ideal é que seja feita até o fim de dezembro de 2018. Mas poderá ser feita no começo de 19 também”, disse.

O governo federal espera levantar cerca de 12 bilhões de reais com a operação de desestatização da Eletrobras.

FORO PRIVILEGIADO

A nomeação de Moreira Franco para a pasta de Minas e Energia também garante proteção ao político próximo ao presidente Michel Temer.

Anteriormente, uma medida provisória (MP 782) havia sido editada para garantir ao cargo de Moreira na Secretaria-Geral da Presidência o status de ministério, dando-lhe foro privilegiado em um momento em que ele é alvo de investigações na Operação Lava Jato.

Essa MP tem sido questionada pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge.

 

Fonte: Reuters | Rodrigo Viga Gaier com reportagem adicional de Luciano Costa; edição de Roberto Samora

 

EPE disponibiliza documento que analisa perfil dos novos projetos solares fotovoltaicos no Brasil

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) disponibilizou uma Nota Técnica, em português e inglês, que retrata o perfil dos novos projetos solares fotovoltaicos no Brasil, a partir dos dados consolidados do 2º Leilão de Energia de Reserva de 2016, que acabou não tendo contratações.

O trabalho faz parte de um esforço de acompanhamento das evoluções e tendências relacionadas aos empreendimentos fotovoltaicos no Brasil, no sentido de ampliar a visibilidade da fonte no país e fornecer informações úteis para os interessados em estudar e desenvolver novos projetos.

No documento, são abordados aspectos como a caracterização das condições de irradiação solar, fator de capacidade, opções tecnológicas de módulos, inversores, estruturas de rastreamento solar, além de custos e cronogramas. O documento traz também mapas que mostram a distribuição geográfica dos projetos e das estações solarimétricas associadas.

Para acessar o Retrato dos Novos Projetos Solares Fotovoltaicos no Brasil, clique aqui.

Fonte: Ambiente Energia

Setor elétrico deve gerar 436 mil empregos até 2026

A expansão do sistema elétrico brasileiro prevista para os próximos 10 anos deve motivar a geração de 436 mil empregos diretos ao longo do período. A maior parte das vagas estará nos segmentos de transmissão e energia eólica, que devem gerar, respectivamente, 140 mil e 138 mil empregos, fatias que somadas correspondem a 64% do total previsto.

Os dados fazem parte da avaliação de impacto socioambiental da expansão prevista pela EPE no Plano Decenal de Expansão da Energia com horizonte até 2026. Estão presentes em nota técnica específica sobre o tema.

A geração de empregos mapeada pela EPE diz respeito às vagas criadas durante o pico das obras dos projetos previstos no plano. É 5% inferior ao total de 461 mil empregos que estava previsto no PDE anterior, para o período entre 2015 e 2024. Veja o detalhamento:

Sem título1

 

 

 

 

 

 

A análise de impacto socioambiental da EPE leva em consideração, além da geração de empregos, outros diversos aspectos, como a influência sobre áreas de proteção ambiental e terras indígenas. Leia aqui a nota técnica na íntegra.

Fonte: Brasil Energia

Brasil prevê adicionar 19 GW em usinas eólicas e solares até 2026

O Brasil prevê uma expansão de cerca de 41 gigawatts na capacidade instalada de geração de energia até 2026, com predomínio das usinas eólicas e solares, que deverão responder por quase 19 gigawatts no período, segundo o cenário de referência de um estudo do governo divulgado nesta sexta-feira.

O Plano Decenal de Expansão de Energia 2026, da estatal Empresa de Pesquisa Energética (EPE), aponta que essa trajetória deverá demandar cerca de 174,5 bilhões de reais em investimentos no período.

A perspectiva é que ao final do plano a participação das hidrelétricas, carro-chefe da geração no Brasil, caia para menos de 50 por cento da matriz elétrica, ante pouco mais de 60 por cento atualmente.

Ainda assim, o plano prevê a contratação de 2,6 gigawatts em novas usinas hídricas, mas com a maior parte dessa capacidade estimada para entrar em operação apenas em 2026, último ano do horizonte de planejamento.

As previsões consideram um crescimento de 3,3 por cento ao ano da carga de energia do sistema brasileiro entre 2016 e 2021, que aceleraria para 3,7 por cento entre 2021 e 2026. Entre 2016 e 2026, a expansão média seria de 3,5 por cento.

Ainda assim, devido à enorme crise econômica brasileira, o país deve chegar ao final de 2026 com uma carga de 91,2 gigawatts médios, contra 94,5 gigawatts médios estimados para o final de 2024 no último Plano Decenal, publicado no final de 2015.

O cenário de referência da EPE prevê a entrada anual de 1 gigawatt em usinas solares por ano entre 2020 e 2026, em um total de 7 gigawatts no período.

Já a expansão eólica deverá começar em 1 gigawatt em 2020 e passar para 1,8 gigawatt anual a partir já de 2021, com cerca de 80 por cento dos empreendimentos no Nordeste e 20 por cento no Sul do país.

Ainda está estimada a contratação de térmicas à gás natural, pouco mais de 1 gigawatt, além de mais de 12 gigawatts em usinas para atender o horário de ponta de consumo no sistema, principalmente no Sudeste e no Sul.

Outros cenários

Mas o plano decenal também traz projeções de cenários alternativos, como um que simula um crescimento mais robusto da economia brasileira e um que considera incertezas da demanda, além de alternativas no caso de grande barateamento das usinas solares ou para o caso de restrição total à construção de novas hidrelétricas, entre outros.

A EPE ainda projetou investimentos em transmissão de eletricidade, que devem alcançar 64 bilhões de reais no período, sendo 42 bilhões de reais em linhas de energia e 22 bilhões de reais em subestações, considerando-se apenas empreendimentos ainda não contratados.

O Plano Decenal ficará em consulta pública até 6 de agosto. O documento aponta também perspectivas para a expansão nos setores de petróleo e gás e combustíveis.

Nucleares e Tapajós

Os estudos da EPE apontam para o início da operação comercial da usina nuclear de Angra 3, da Eletrobras, cujas obras estão paralisadas atualmente, apenas em janeiro de 2026.

Já a hidrelétrica de São Luiz do Tapajós, que tem potencial para ser uma das maiores do país, não consta dos planos, embora o órgão ressalte que o projeto continua no horizonte do governo e poderá ser retomado adiante.

“O processo que envolve essa usina continua sendo acompanhado pela EPE e, solucionadas todas as questões ambientais, ela poderá compor a cesta de oferta candidata à expansão em planos futuros”, afirma a EPE sobre o empreendimento, que é alvo de forte resistência de ambientalistas.

Fonte: Luciano Costa | Reuters

EPE disponibiliza estudo sobre geração de usinas híbridas eólico-fotovoltaicas

A Empresa de Pesquisa Energética – EPE disponibilizou o documento “Avaliação da geração de usinas híbridas eólico-fotovoltaicas – Proposta metodológica e estudos de caso”. O estudo apresenta simulações de geração de energia elétrica de usinas fotovoltaicas e eólicas e discute o efeito da complementariedade dessas fontes, para diferentes regiões e configurações de usinas.

No estudo considerou-se como premissa o compartilhamento do ponto de conexão por essas usinas simuladas, avaliando hipótese de otimização do uso da subestação e do sistema de transmissão ou distribuição responsável pelo escoamento da energia.

Os resultados obtidos apontam para a importância da discretização dos dados utilizados, bem como sinalizam que as características dos recursos energéticos locais e o dimensionamento de cada usina, são fatores que influenciam sensivelmente o perfil de complementaridade da produção de energia eólico-fotovoltaica, devendo-se ter cautela na generalização dos possíveis benefícios de otimização da infraestrutura. Pretende-se, com esse estudo, estimular o amadurecimento da discussão sobre o tema e propor uma metodologia consistente para avaliação da complementaridade entre as fontes solar fotovoltaica e eólica.

Para acessar o estudo completo, clique aqui.

Fonte: EPE

EPE publica nota técnica sobre cancelamento do leilão de energia de reserva 2016

Certame seria realizado na última segunda-feira, 19

A Empresa de Pesquisa Energética publicou nota técnica sobre a contratação e o cancelamento do leilão de energia de reserva, que seria realizado na última sexta-feira, 19 de dezembro. A nota apresenta os aspectos conceituais que norteiam a estimativa da necessidade de contratação de energia de reserva e explica razão do cancelamento do certame.

Clique aqui para visualizar a nota técnica.

Fonte: Pedro Aurélio Teixeira, da Agência CanalEnergia,

ONS e EPE explicam exclusão de projetos do 2º LER 2016

ONS explica motivos de o RN ter ficado de fora do leilão das eólicas

O Rio Grande do Norte está fora do 2º Leilão de Energia de Reserva 2016, a ser realizado no próximo dia 16 de dezembro. A Nota Técnica 121/2016, elaborada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) e pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) tirou o estado, juntamente com Bahia e Rio Grande do Sul, do pleito pela aquisição de novos projetos voltados para os setores eólico e solar, no próximo leilão.

Em resposta a uma solicitação do NOVO, nesta sexta-feira (14), o ONS explicou por meio de nota o motivo de não ter incluído o estado no certame, mesmo entes potiguares voltados para o setor energético afirmando possuir as requisições técnicas. Segundo o órgão destaca em sua nota, ele atendeu todos os critérios técnicos para sua decisão. A falta de estrutura de escoamento de energia é apontada como causa da exclusão. O RN não teria linhas de transmissões suficientes para escoar a produção, graças a atrasos nas obras do setor, sobretudo nos empreendimentos da empresa Abengoa, que desde o ano passado entrou em crise financeira e paralisou suas atividades.

O Sindicato das Empresas do Setor Energético do RN (Seern) discorda da posição da nota técnica. O argumento é que uma resolução de agosto deste ano, da Aneel, solucionou o problema apontado. Devido ao problema da Abengoa, o ente federal autorizou que a empresa Esperanza Transmissora de Energia assuma parte das obras da Abengoa, já que a primeira também possui obras em território potiguar e seria prejudicada com a situação da outra corporação.

É nesse ponto que entra a explicação do ONS: “Esses empreendimentos no Nordeste não foram considerados na Nota Técnica do ONS porque foram autorizados pela Aneel após a data de corte estabelecida pela Portaria nº 444 do MME, que era 29 de agosto de 2016 [a resolução autorizativa da Aneel é de um dia depois desse prazo]. A capacidade de escoamentos desses empreendimentos, portanto, também não poderia ter sido considerada pelo ONS”.

Confira a nota do ONS na íntegra:

Com relação à questão das margens de transmissão para escoamento de energia que poderão ser utilizadas a partir do resultado do 2º Leilão de Energia de Reserva 2016, marcado para o dia 16 de dezembro, o ONS informa, adicionalmente, que a Nota Técnica 121/2016 foi elaborada atendendo aos critérios estabelecidos na Portaria n° 444 do Ministério de Minas e Energia. Segundo a Portaria, só poderiam ser considerados para o leilão os projetos de transmissão com entrada em operação até 1° de janeiro de 2019.

Os resultados da referida Nota Técnica foram impactados pelos atrasos em obras da Abengoa, no Nordeste, e da Eletrosul, no Sul do país. Com isso, os estados da Bahia, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul ficaram sem margem para escoamento de energia.

No caso da Eletrosul, o projeto da LT Nova Santa Rita – Povo Novo não foi considerado porque a previsão para entrada em operação do empreendimento é março de 2019. A data foi aprovada pelo Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico.

No que se refere ao Nordeste, algumas providências foram tomadas, posteriormente, pela Agência Nacional de Energia Elétrica. A Aneel autorizou obras nas subestações Gilbués II, no Piauí, e Barreiras II, na Bahia. Essas obras, se concretizadas, poderão trazer, no futuro, margem de escoamento, beneficiando, principalmente, o estado da Bahia, onde atualmente a capacidade é nula.

Para o Rio Grande do Norte, a Aneel propôs que a Esperanza Transmissora de Energia assuma parte das obras da Abengoa. Isso porque os projetos da própria Esperanza, no caso, a LT Açu III – João Câmara III C1 e a LT Açu III – Quixadá C1, com previsão de entrada em operação em 5 de setembro de 2017, são impactados pelas obras em atraso da Abengoa (Subestação Açu III e a LT Açu III – Milagres II).

Esses empreendimentos no Nordeste não foram considerados na Nota Técnica do ONS porque foram autorizados pela Aneel após a data de corte estabelecida pela Portaria nº 444 do MME, que era 29 de agosto de 2016. A capacidade de escoamentos desses empreendimentos, portanto, também não poderia ter sido considerada pelo ONS.

Fonte: Felipe Galdino | Novo Jornal

EPE: restrição no LER evitará que consumidor pague por energia inexistente

A restrição da participação de projetos eólicos e solares no próximo leilão de energia de reserva teve a intenção de evitar que o consumidor pague por energia que não existe, disse o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Luiz Barroso. A falta de capacidade de escoamento deixará de fora do próximo LER, marcado para 16 de dezembro, 21.415 MW em projetos localizados nos estados da Bahia, Rio Grande do Norte e Rio Grande do Sul. A notícia não foi bem recebida pelos governos estatuais afetados, que disserem que vão tentar reverter a decisão.

“A ausência das margens é causada pela [falta da] linha da Abengoa e por uma dificuldade na Eletrosul que efetivamente compromete”, declarou o executivo nesta segunda-feira, 17 de outubro, durante conferência internacional sobre açúcar e álcool em São Paulo. “Ser realista no cálculo das margens é essencial para evitar a existência de projetos prontos e a inexistência de transmissão, que é o consumidor pagar por uma energia que não existe”, disse Barroso. Ambas as empresas mencionadas estão com dificuldades para concluir obras de transmissão nas regiões Nordeste e no Sul do país.

O presidente da EPE explicou que o cálculo das margens de escoamento é realizado pelo Operador Nacional do Sistema (ONS) a partir de um conjunto de premissas que são definidas em conjunto entre os órgãos. Barroso se comprometeu a buscar alternativas para contornar essa situação, contudo, qualquer solução deverá ser aplicada apenas a partir de 2017. “Esse processo pode ser aperfeiçoado e buscaremos esse aperfeiçoamento. Para esse leilão, pelo prazo, pode ficar muito apertado. Mas para leilões futuros com certeza nós queremos fazer o melhor e o que for tecnicamente correto.”

Seja na transmissão, seja na geração, os atrasos nas obras comprometem o planejamento energético feito pela EPE, onerando o consumidor. Em um passado recente, o Brasil conviveu com uma série de projetos eólicos que ficaram prontos no Nordeste, mas que não podiam escoar a produção por falta de transmissão. Esse descasamento de obras gerou custos milionários para todos os consumidores brasileiros entre 2012 e 2014, que tiveram que pagar por uma energia que não foi entregue. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) tenta na Justiça buscar o ressarcimento desses valores, por meio de uma ação que está em andamento contra a Chesf.

O próximo leilão de reserva é destinado à contratação de energia elétrica proveniente de novos empreendimentos de geração, a partir das fontes solar fotovoltaica e eólica, com início de suprimento em 1º julho 2019

Fonte: Wagner Freire, da Agência CanalEnergia

RN é o segundo colocado em número de projetos eólicos

O Rio Grande do Norte é o segundo estado do Brasil com maior número de projetos para leilão eólico e fotovoltaico no Brasil registrados pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE). Dos 1.260 projetos que somam 35.147 MW de potência habilitável entre 14 estados, o RN tem 281 projetos que vão gerar 7.195 MW, atrás da Bahia com 350 projetos e geração de 9.535 MW de potência de energia.

Segundo informações divulgadas na última sexta-feira (23) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), vão a leilão 223 projetos eólicos no RN que devem gerar 5.555 MW de potência e 58 voltaicos com 1.640 MW. A Bahia, primeiro em número de projetos, apresentou  249 projetos eólicos (6.380 MW) e 101 fotovoltaicos (3.155 MW).

A Aneel aprovou na sexta (23) a abertura de audiência pública por intercâmbio documental para receber contribuições ao edital do 2º Leilão de Energia de Reserva – 2º LER de 2016, destinado à contratação de energia elétrica proveniente de novos empreendimentos de geração, a partir das fontes solar fotovoltaica e eólica, com início de suprimento de energia elétrica dia 1º de julho de 2019.

O documento da Aneel segue as diretrizes da Portaria104/2016, do Ministério de Minas e Energia – MME. O leilão está previsto para o dia 16 de dezembro deste ano, na Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), em São Paulo e serão negociados Contratos de Energia de Reserva (CER) na modalidade por quantidade de energia, com prazo de suprimento de vinte anos por fonte.

Recorde

No dia 10 de setembro passado, o Rio Grande do Norte bateu a marca recorde dos 3GW de potência eólica instalada. Isso aconteceu depois que o parque eólico Vila Pará I, localizado no município de Serra do Mel, entrou em operação. O estado foi o primeiro no país de organizar seu setor eólico.

O parque eólico Vila Pará I é de propriedade da empresa francesa Voltalia. Os dados são do Departamento de Pesquisas do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE).

Com a marca, o estado chega a uma capacidade efetiva de 3.008,76 MW, o que representa 31,86% de toda a capacidade eólica instalada no Brasil, segundo o Cerne.  No total, o RN tem 1.562 aerogeradores em funcionamento, distribuídos em 110 usinas instaladas por todo o Estado.

Os municípios de João Câmara e Parazinho são os que mais concentram atividade eólica e, juntos, geram mais de 1000MW em 46 parques eólicos.Ao todo, a energia eólica representa entre 10 e 12 bilhões de dólares em investimentos somente no Estado. Aproximadamente 1/3 desse valor é formado por investimentos locais.

Leilão será sinal de alerta, diz Jean-Paul Prates

O diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), Jeal-Paul Prates, disse que a marcação do leilão para dezembro e o fato de a Bahia estar na frente do Rio Grande do Norte em número de projetos não é motivo de preocupações maiores. “Esta é mais uma oportunidade de colocar a energia eólica em posição importante na matriz energética brasileira”, comemorou.

A Bahia estar na frente faz parte de uma preparação deles para atrair mais projetos, ressaltou Jean-Paul Prates, e espera-se que mais à frente, a concorrência entre os estados aumente, o que é uma situação normal de mercado, explicou. O Ceará e o Piauí também começam a se organizar para apresentar mais projetos. “São as novas fronteiras para o setor”, complementou. No caso da Bahia, segundo ele, os projetos são localizados mais para o interior do estado e, geralmente, são mais baratos que os que se concentram no litoral como no RN, comparou.

Agora, o Rio Grande do Norte tem que começar a enfrentar desafios dentro do próprio estado para garantir competitividade e atrair mais projetos, disse o diretor-presidente do Cerne. Segundo ele, o estado tem que acompanhar os projetos já implantados, desburocratizar problemas como a cobrança de taxas cartoriais que por aqui ainda são díspares e as empresas terminam arrendamento as áreas para instalação a preços mais elevados que os estados vizinhos, principalmente, nesta fase de prospecção dos projetos.

A EPE exige que todo projeto para ir a leilão tenha a área definida e, por causa das tarifas cartoriais, as empresas acabam arrendando áreas menores para averbação.  Não existe no RN parâmetros definidos para as medidas e isso leva empresas a procurarem os estados onde os preços são definidos.

Termômetro

Um dos termômetros sobre a competitividade serão os leilões em dezembro. Dependendo do número de projetos comercializados. Caso o volume do RN seja baixo, aí sim, é hora de ligar o sinal de alerta e ver o que está acontecendo, apontou Jean-Paul Prates. Segundo ele, além das questões cartoriais, é preciso acompanhar e manter a vigilância sobre o cumprimento de prazos para instalação das linhas de transmissão e atuar ativamente no planejamento de novas linhas. “Isso é fundamental para o estado não ser descartado”, avaliou.

A Energia de Reserva é a demanda destinada a aumentar a segurança no fornecimento de energia elétrica ao Sistema Interligado Nacional – SIN. Esta energia adicional é contratada por meio de Leilões de Energia de Reserva – LER e busca restaurar o equilíbrio entre as garantias físicas atribuídas às usinas geradoras e a garantia física total do sistema, sem que haja impacto nos contratos existentes e nos direitos das usinas geradoras. A contratação desta energia tem por objetivo, ainda, reduzir os riscos de desequilíbrio entre a oferta e demanda de energia elétrica. Tais riscos decorrem, principalmente, de atrasos imprevisíveis de obras, ocorrência de hidrologias muito críticas e indisponibilidade de usinas geradoras.

Fonte: Novo Jornal

EPE cadastra 1.192 projetos eólicos e fotovoltaicos para 2º leilão de reserva

A Empresa de Pesquisa Energética cadastrou 1.192 projetos para o 2º Leilão de Reserva, previsto para ocorrer no dia 28 de outubro. Ao todo são 799 projetos de energia eólica e 393 de energia solar fotovoltaica, somando 33.225 MW em capacidade instalada. A Bahia é o estado com a maior oferta de projetos eólicos, com 242 empreendimentos, que totalizam 6.216 MW em capacidade instalada. O estado ainda tem 97 projetos fotovoltaicos com 2.855 MW.

O Rio Grande do Norte aparece em segundo lugar, com 206 projetos eólicos, que somam 5.118 MW, e 56 fotovoltaicos, com 1.610 MW. O Rio Grande do Sul tem 127 projetos eólicos com 3.087 MW e o Ceará, 71 projetos eólicos (1.955 MW) e 26 fotovoltaicos (746 MW). No mato Grosso do Sul foram cadastrados 1.220 MW de 221 projetos fotovoltaicos. Além destes estados, ainda existem projetos cadastrados no Maranhão, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Pernambuco, Piauí, Santa Catarina, São Paulo, Sergipe e Tocantins.

Um primeiro LER estava marcado para acontecer em julho, mas não ocorrerá, segundo o ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho. Ele disse, no entanto, que o leilão de outubro estaria mantido. De acordo com o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético, Eduardo Azevedo, leilão continuará sendo do tipo reserva e deverá contar com as fontes solar e eólica. Portaria com as diretrizes do leilão deverá ser publicada em um mês.

Confira tabela divulgada pela EPE com número de projetos cadastrados por estado:

tabela epe leilão de reserva 2016 (julho 2016)

Fonte: Carolina Medeiros, da Agência CanalEnergia, Planejamento e Expansão

Fonte hídrica perde força e deve cair para 35% da matriz elétrica até 2050, diz EPE

O Brasil reduziu fortemente a expectativa para expansão da geração hidrelétrica de energia e agora vê uma importante queda da participação dessas usinas na capacidade instalada do país nas próximas décadas, em contraste com um acelerado crescimento esperado para as fontes eólica e solar, segundo dados de estudo inédito do governo vistos pela Reuters.

As projeções do governo apontam para um cenário em que a geração de eletricidade pela fonte hídrica representará cerca de 35 por cento da capacidade em 2050, ante os 61 por cento atuais.

Os dados constam de material da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), órgão de planejamento do Ministério de Minas e Energia.

As fontes solar e eólica, enquanto isso, deverão disparar para quase 30 por cento da matriz elétrica em 2050, frente aos cerca de 6 por cento agora.

Os números são preliminares e fazem parte do Plano Nacional de Energia 2050 (PNE 2050), ainda em desenvolvimento na EPE, que marcará uma significativa guinada frente ao planejamento de longo prazo anterior, que ia até 2030 e apontava para um forte crescimento da geração hídrica.

Para 2030, o PNE 2050 prevê que as hídricas representem cerca de 55 por cento da capacidade instalada de geração de eletricidade no Brasil. O plano anterior apontava para quase 70 por cento de energia via fonte hídrica naquele mesmo ano.

Para o professor Edmar de Almeida, do Grupo de Economia da Energia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, ficou mais caro e difícil construir hidrelétricas no Brasil desde que o último plano de longo prazo do setor foi lançado, em 2007.

“As bacias hidrográficas que ainda não foram exploradas estão na região amazônica, em áreas de alta sensibilidade ambiental, e também a aceitação social dessas usinas no Brasil vem caindo… Hoje há uma grande dificuldade em desenvolver projetos hídricos”, afirmou.

Ao mesmo tempo, destacou o professor, existe uma tendência mundial de queda dos preços e desenvolvimento tecnológico de novas fontes renováveis de energia, como a solar e a eólica, além de usinas à biomassa.

Com isso, a visão das usinas hídricas como forma mais econômica de geração que guiou a expansão nos últimos anos faz cada vez menos sentido, segundo Almeida.

“Quando a gente incorpora os custos dos atrasos, dos conflitos, da mitigação ambiental, da transmissão, porque essa energia está longe, não é mais tão vantajoso assim. E é um risco muito grande para os empreendedores”, afirmou.

Em entrevista recente à Reuters, o presidente da elétrica francesa Engie no Brasil, Mauricio Bahr, comentou que prevê que o país deverá apostar em projetos menores que as mega hidrelétricas construídas nos últimos anos, em parte devido às dificuldades enfrentadas nesses projetos.

A Engie é acionista da usina de Jirau, que está sendo concluída em Rondônia, mas ainda tem seus sócios brigando com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) na Justiça para evitar penalidades por um atraso decorrente de greves e depredações no canteiro de obras da hidrelétrica.

“Acho que a experiência desses grandes projetos não foi boa… Do ponto de vista do investidor foi muito doloroso o investimento”, afirmou, em referência à disputa judicial relacionada a Jirau.

Procurada, a EPE não comentou de imediato sobre o PNE 2050.

 

Foto: Reuters | Luciano Costa

Potencial técnico de energia solar no Brasil pode chegar a 30 mil GW

Relatório feito pela EPE mostra que geração distribuída pode chegar a 164 GW, avaliando apenas telhados de residências

O potencial técnico da energia solar fotovoltaica no Brasil pode chegar a 30 mil GW, segundo divulgado pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica. O número é superior à somatória das demais fontes de geração do país, e mais de 200 vezes maior do que a capacidade instalada da atual matriz elétrica brasileira, que é de 143 GW. Um relatório recente da Empresa de Pesquisa Energética sobre o potencial das energias renováveis no Brasil mostra que 2015 foi um ano recorde de geração de renováveis, e apurou, pela primeira vez, de modo quantitativo, o potencial técnico da energia solar fotovoltaica no País. O estudo apontou um potencial de geração centralizada de mais de 28.500 GW, considerando as diferentes regiões do País e espaços com viabilidade técnica, econômica e socioambiental para a implantação destes projetos.

O levantamento já exclui da análise as regiões com áreas ambientais protegidas, como Amazônia, Pantanal, Mata Atlântica, terras indígenas, comunidades quilombolas e áreas de preservação permanente. Já em relação à geração distribuída solar fotovoltaica – com a implantação dos sistemas em edifícios- um mapeamento preliminar da EPE aponta um potencial de mais de 164 GW apenas para os telhados de domicílios brasileiros. Este número deverá se multiplicar diversas vezes quando o mapeamento também incluir o potencial de edifícios comerciais, industriais, rurais e do poder público.

De acordo com o presidente executivo da Absolar, Rodrigo Sauaia, embora a fonte contribua atualmente com 0,02% do atendimento à demanda da matriz elétrica brasileira, a projeção de crescimento da fonte indica que até o ano de 2024, este percentual deverá atingir mais de 4%, e até 2030 mais de 8% da demanda nacional. Segundo ele, o crescimento da energia solar fotovoltaica na matriz elétrica brasileira trará maior diversidade de suprimento e segurança energética ao país, contribuindo para a atração e desenvolvimento de uma nova cadeia produtiva nacional, com responsabilidade ambiental e redução de emissões de gases de efeito estufa.

“Esse potencial é de 28,5 mil GW, são quase 30 TW, e isso para nós é totalmente compreensível, os estudos feitos pelo National Renewable Energy Laboratory nos Estados Unidos também apontavam para esse potencial de dezenas de milhares de gigawatts que a Absolar já havia divulgado no passado em números qualitativos e que a EPE confirmou em números quantitativos”, comentou Sauaia na primeira edição do Brasil Solar Power, realizado no Rio de Janeiro. “A EPE já fez mapeamento preliminar das áreas de telhados residenciais e aponta potencial de 164 GW de solar em geração distribuída. E ainda falta incluir no cálculo o comércio, indústria, estacionamentos… então esses números serão multiplicados. A conclusão é de que há potencial para a solar fotovoltaica, isso mostra que a fonte é a maior do Brasil e maior que a somatória de outras fontes assim como ocorre em outros países, agora temos essa ideia do potencial de mais de 200 vezes o que temos de capacidade instalada no Brasil”, concluiu ele.

Fonte: Pedro Aurélio Teixeira e Mauricio Godoi, da Agência CanalEnergia, do Rio de Janeiro, Planejamento e Expansão

EPE confirma leilões A-5 e A-3 mesmo com sobrecontratação das distribuidoras

O presidente da Empresa de Pesquisa Energética, Mauricio Tolmasquim, disse que os leilões A-3 e A-5, este último marcado para o dia 29 de abril, vão acontecer mesmo com a sobrecontratação das distribuidoras. Segundo ele, a demanda vai ser baixa, mas isso não vai impedir os certames. Além disso, também está confirmada a realização do leilão de Reserva, que contrata uma energia adicional, independente da necessidade das distribuidoras.

“Vamos ter todos os leilões, mesmo com a demanda baixa”, comentou Tolmasquim durante evento sobre o Acordo de Paris, que aconteceu nesta sexta-feira, 4 de março, no Rio de Janeiro. O executivo disse ainda que não analisou qual será a queda da expansão da oferta, mas que já está fazendo uma nova previsão de demanda para os próximos dez anos.

“Para 2016, existia uma previsão de crescimento do consumo de 1% e isso vai ser revisto para baixo. Eu não tenho os números ainda, mas existe a possibilidade de ser negativo”, declarou. Segundo ele, o país vai continuar expandindo nos próximos dez anos, mas essa expansão deverá ser menor. Os novos dados, ainda de acordo com Tolmasquim, devem ser divulgados em maio, como de costume, ou um pouco antes.

Fonte: Carolina Medeiros, da Agência CanalEnergia, do Rio de Janeiro, Planejamento e Expansão