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Governo adia leilão de linhas de transmissão de energia para rever condições

O Governo Federal resolveu adiar e rever as condições do leilão para a concessão de linhas de transmissão de energia elétrica agendado para 2 de setembro, que tinha como objetivo atrair R$ 12,6 bilhões em investimentos, afirmaram à Reuters duas fontes com conhecimento direto do assunto na segunda-feira (22).

De acordo com as informações, havia temor no Ministério de Minas e Energia de que se repetisse no certame o fracasso da tentativa de licitação da distribuidora Celg-D, da Eletrobras, cuja privatização foi desmarcada na semana passada devido à total falta de interesse do mercado.

A pasta entendeu que o leilão envolveria muitos lotes e que talvez seja necessário elevar a receita oferecida para ter participantes, disse a fonte, sob a condição de anonimato.

A definição de uma nova data para o leilão dependerá de uma conversa do MME com o Tribunal de Contas da União (TCU), assim como uma eventual mudança nas receitas do certame.

“O Ministério entende que a quantidade de lotes era muito grande e que não haveria competição suficiente…a ideia é aumentar o preço e reduzir os lotes para ter mais competição”, disse a fonte.

Os últimos leilões de transmissão têm registrado expressivo número de lotes vazios, ou seja, que não recebem ofertas, em meio à recessão, à elevada taxa de juros, à falta de crédito e a críticas de empresas quanto a riscos ambientais no setor.

O MME e a Agência Nacional de Energia Elétrica não responderam imediatamente a pedidos de comentários.

Fonte: Folha de São Paulo com informações da Reuters

BMW I3 é incorporada à frota de veículos elétricos da CPFL Energia

Agora, o BMW i3 faz parte da frota de veículos elétricos da CPFL Energia, empresa pertencente ao setor elétrico brasileiro. Contando com esta nova aquisição, a companhia tem 16 carros elétricos que são usados para o desenvolvimento de pesquisas e estudos de seu Programa de Mobilidade Elétrica, o P&D Emotive.

Dentre seus objetivos, o BMW i3 deve ser utilizado em testes de recarregamento de carros elétricos em corrente contínua. Isso porque, diferente dos outros carros da frota, o modelo da BMW usa uma tecnologia de plug que dispensa o uso de inversor para que a corrente elétrica alternada seja convertida para contínua. Ou seja, em seu caso, o processo de recarregamento é mais rápido.

Esta tecnologia diferenciada da BMW, que recebe o nome de CCS tipo 2, também permite que a recarga seja feita em eletropostos que só operam em corrente alternada. E estes, coincidentemente ou não, são a maioria da infraestrutura de recarga implantada pela CPFL Energia. Atualmente, a companhia tem seis eletropostos em Campinas e um em Jundiaí, no estado de São Paulo.

Em nota, a CPFL Energia explica que, com a adição do i3 em sua frota, espera entender melhor a percepção que o cliente tem da experiência de dirigir um carro elétrico. Além disso, a escolha deste modelo da BMW atende um critério de diversificação dos tipos de veículos testados no projeto. O P&D Emotive também trabalha com modelos como Renault Kangoo, Renault Fluence e BYD e6.

Além dos testes que realiza com os veículos, a CPFL Energia também empresta parte de sua frota para empresas e instituições parceiras como Natura, Unicamp e Hertz. Tudo isso para incentivar a expansão da mobilidade elétrica e apresentar seus benefícios. As empresas parceiras entram com uma contrapartida financeira para o desenvolvimento das atividades do projeto.

Dentre suas pesquisas, o P&D Emotive já coletou dados que comprovam que, com um veículo elétrico, a economia nos gastos com combustível chega a 84%, dependendo das tarifas de energia elétrica. E isso sem nem considerar a redução das despesas na manutenção com a ausência da troca de óleo e vela.

Fonte: Revista Autoesporte

Produção acumulada de biodiesel no Brasil atinge 1.887 mil m³ em junho

A produção acumulada de biodiesel, em junho de 2016, atingiu 1.887 mil m³, contra 1.931 mil m³ no mesmo período do anterior. Representa uma retração de 2,3%. Já o volume registrado do combustível em junho foi de 315 m³, registro superior ao mês de maio, quando foi computado 309 m³. Os dados constam na edição nº 101 do Boletim dos Combustíveis Renováveis, publicação elaborada pelo Ministério de Minas e Energia (MME).

A capacidade instalada autorizada a operar comercialmente em junho de 2016 ficou em 7.123 mil m³/ano, o que corresponde a 594 mil m³/mês. Desse total, 91% são referentes às empresas detentoras do Selo Combustível Social. Em junho, 48 unidades aptas legalmente a operar com uma capacidade média instalada de 148 mil m³/ano.

A região Centro-Oeste liderou a produção de biodiesel no cenário nacional, com a participação de 40%. Já a região sul foi responsável por 38% da produção brasileira, seguida pelo sudeste, com 12%. As regiões nordeste e norte representaram, respectivamente, 7% e 3% da soma.

Com relação às matérias-primas utilizadas na produção de biodiesel, no acumulado até o mês de maio, a participação das três principais matérias-primas foi de 77,5% soja, 16,8% gordura bovina e 1,1% algodão.

Produção de etanol

No terceiro mês da safra 2016/17, a produção de etanol foi de 3,1 bilhões de litros, redução de 1,6% em relação à produção do ano anterior. A produção de anidro foi de 1,3 bilhão de litros, redução de 4% em relação à safra anterior. Já a produção de hidratado foi de 1,8 bilhão de litros. Em junho, o consumo de etanol foi de 2,2 bilhões de litros, sendo 0,9 bilhão de litros de anidro e 1,3 bilhão de litros de hidratado. Em 2016, já foram consumidos 10,5 bilhões de litros de etanol. Os números referentes ao etanol  são do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA).

Fonte: Canal da Bioenergia | Ministério das Minas e Energia

Governo estuda criar agência de transporte de gás natural

A criação de uma agência de transporte de gás, nos moldes do Operador Nacional do Sistema (ONS), do sistema elétrico, serviria para “conciliar e maximizar” o uso da atual infraestrutura do setor, a partir da saída da Petrobras como principal ator do mercado. O modelo ainda está em estudo pelo governo, segundo o presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), Jorge Camargo. A previsão é que até outubro haja uma definição do modelo.

“A criação de uma agência central de transporte do gás natural, uma correlação com o Operador Nacional do Sistema (ONS), seria como uma coordenação independente que faria o papel de conciliar e maximizar o uso da infraestrutura, para o maior benefício dos consumidores”, explicou Camargo, na abertura do Seminário de Gás Natural promovido pelo IBP, no Rio.

A criação do órgão está em estudo no Ministério de Minas e Energia (MME), em conjunto com o Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) e com a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Segundo o executivo, as discussões para a criação do novo órgão estatal ainda estão “longe de uma visão final”, mas integram um conjunto de “bons sinais” de “novos tempos” no mercado.

“Esse agente é uma coisa nova, uma ideia que está surgindo. O organismo permite que produtores e consumidores discutam diretamente sobre a commodity. Esse organismo, junto com sinais econômicos atuais, permitiria a expansão da infraestrutura”, completou o presidente do IBP.

Desinvestimento

Camargo afirmou ainda que o setor de gás passa pela maior “transformação desde a abertura do mercado, na década de 90”. O executivo ainda destacou que o grande direcionador das mudanças na indústria de gás é o reposicionamento da Petrobras no setor, a partir de seu plano de desinvestimentos.

“A indústria de gás sairá desta crise com maior protagonismo do setor privado, com o fim do monopólio da Petrobras”, indicou o presidente do IBP. A estatal negocia a venda de terminais e redes de gasodutos em todo o País e já indicou que não assumirá papel central na renegociação de contratos de importação de gás da Bolívia.

A perspectiva é que a estatal apresente até setembro o seu novo Plano de Negócios e Gestão, trazendo as diretrizes e estratégias de atuação para o setor nos próximos anos. O plano também deve detalhar a estratégia da companhia para os desinvestimentos em curso.

Fonte: Correio Braziliense com informações da Agência Estado

Incerteza permanece quanto ao sucesso do leilão de transmissão

Em um contexto totalmente oposto ao atual momento dos geradores; na transmissão sobram oportunidades de investimento. Nesta semana, a agência reguladora aprovou o edital de mais um mega-leilão. Em 2 de setembro, serão licitados 6.600 km de linhas e 6.750 MWA em capacidade de subestações que, na previsão da Aneel, exigirão R$ 11,8 bilhões em investimentos. Em disputa estarão um contrato de concessão de 30 anos e uma receita que, se somada, pode chegar a R$ 2 bilhões anuais.

“É um leilão desafiador como tem sido os outros”, comentou Claudio Sales, presidente do Instituo Acende Brasil. Ele reconhece que houve evoluções importantes para essa disputa, que na sua visão eram causas dos fracassos anteriores. Destacou o fato do BNDES voltar a financiar até 70% dos projetos e o prazo de até 60 meses para operação das obras como pontos positivos, mas lamentou a redução da taxa de retorno, que caiu de 9,5% para 8,5%. “O risco em relação ao retorno é um ponto que ainda acho ameaçador. Revela que o leilão ainda não se afastou totalmente de uma armadilha… Isso nos deixa com bastante incerteza quanto ao sucesso do leilão.”

É inegável o esforço feito pela equipe da Agência Nacional de Energia Elétrica para tentar atrair novamente os investidores aos certames. Contudo, o problema se mostra muito mais desafiador e se complica a cada novo fracasso. Afinal, lotes vazios comprometem o planejamento e a segurança do sistema ao limitar o escoamento da produção de energia já contrata. A consultora Thais Prandini, diretora da Thymos Energia, lamentou as condições apresentadas no edital e disse que esperava coisa melhor. “Imaginava que haveria alguma metodologia nova, alguma coisa que realmente reestruturasse o leilão. Fizeram apenas pequenos ajustes.” Para ela, o certame não será diferente do realizado em abril, quando cerca de 40% dos lotes não tiveram interessados.

Na opinião de Joisa Dutra, diretora do Centro de Regulação em Infraestrutura da Fundação Getúlio Vargas, o verdadeiro problema dos leilões de transmissão ainda não foi abordado adequadamente. Ela, que já foi diretora da Aneel, reconhece os esforços da agência, mas acredita que uma solução estrutural para os certames precisa ser melhor estudada. A especialista criticou a metodologia de lotes condicionantes e lotes condicionados, pois acha que isso pode prejudicar ainda mais o sucesso da licitação. “Quando o primeiro lote não sai, cai todo o conjunto… Talvez tivessem outros instrumentos.” Joisa, contudo, entende que o setor está em um momento político melhor, com novas pessoas dispostas a enfrentar os problemas.

A decomposição dos empreendimentos em lotes menores foi a estratégia encontrada pela agência para atrair novos investidores, já que as grandes empresas espanholas e a Eletrobras não têm mais figurado nas disputas por conta da difícil capacidade financeira. Segundo Mario Miranda, presidente da Associação Brasileira de Grandes Empresas de Transmissão de Energia Elétrica, a média dos últimos certames tem sido de “meio proponente por lote”, o que mostra a aversão ao risco dos investidores. Para ele, a indefinição em relação as regras de indenização das transmissões e a incerteza quando aos reais riscos de licenciamento ainda prejudicam os negócios nesse segmento.

Por outro lado, Miranda, assim como Sales, elogiaram a subdivisão dos lotes. “A questão da Aneel eleger os projetos condicionantes e condicionados é muito importante, porque mostra que sem determinada obra não adianta dar continuidade a outra. Isso demonstra inteligência nessa aplicação”, disse o presidente da Abrate. “Esse conceito de lotes é uma novidade importante que faz bastante sentido”, concordou Sales.

A reportagem procurou investidores de menor porte para sentir o apetite do mercado. A diretora Comercial da espanhola Cymi Masa, Tatiana Vaccani, que conquistou projetos em leilões realizados em 2014 e 2015, disse que pretende participar da disputa em setembro, mas evitou fazer comentários detalhados uma vez que a empresa ainda está estudando a nova metodologia de encadeamento dos lotes. Da mesma forma, o diretor corporativo do grupo espanhol ACS Industrial, Jaime LLopis, disse que quer continuar ativos nos certames. “Da nossa parte é um setor que temos vontade de continuar fazendo presença, mas estamos analisando essa inovação da maneira de apresentar os lotes.” A empresa sagrou-se vencedora de leilões em 2015 e em 2016. Em entrevista ao jornal Valor Econômico nesta semana, a gigante Taesa, veículo de investimentos em transmissão do grupo Cemig, também confirmou presença na disputa.

Um bom termômetro para saber o interesse dos participantes é olhar para as negociações que ocorrem nos bastidores. O diretor de GTD da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica, Newton Duarte, disse que está otimista. “Estamos detectando através de propostas para a indústria que novos players devem participar desse leilão.” “Estou vendo um interesse muito grande. O setor está mais ativo que o de geração.. No caso da transmissão, vejo um quadro mais estável e com oportunidades concretas”, concluiu.

Fonte: Wagner Freire, da Agência CanalEnergia, de São Paulo, Planejamento e Expansão

Ministério vai fatiar leilão de linhas de transmissão para atrair investidor

Em novembro, o ministro do MME, Eduardo Braga, chegou a declarar que seria realizado, de uma só tacada, um leilão de transmissão com investimentos estimados em R$ 14 bilhões, praticamente todo o volume de investimento que os leilões do setor conseguiram captar ao longo de 2015. O cenário econômico, no entanto, fez Braga voltar atrás.

Um grupo de trabalho do ministério se concentra agora na reestruturação desse leilão. O objetivo, basicamente, é separar aquilo que realmente é prioridade e precisa ser ofertado, daquilo que não tem tanta emergência. Paralelamente, os trechos previstos na oferta serão redimensionados para que trechos menores sejam colocados à disposição do mercado. Dessa forma, o governo quer atrair investidores menores.

No conjunto das mudanças, porém, Braga afastou a possibilidade de rever a taxa de retorno desses projetos, a qual, segundo ele, tem alcançado patamares de 17%. “A taxa de remuneração de capital está adequada para o momento do custo financeiro que estamos vivendo. Você tem uma inflação de 10% e uma remuneração de 17%, são 7% líquidos de remuneração”, comentou o ministro.

Estratégia. Inicialmente, o ministério planejava licitar mais de R$ 30 bilhões em projetos de transmissão ao longo de 2016. Braga admite que o cenário não é favorável para que isso se confirme. “Diante dessa situação, nós estamos revendo o primeiro leilão de transmissão. Ele estava muito grande para a atual situação macroeconômica. Era muita coisa, estava muito alto. Era um ponto completamente fora da curva”, disse o ministro.

Braga lembrou que o setor vinha contratando uma média de R$ 10 bilhões por ano em projetos de linhas de transmissão. Em 2015, mesmo com todas as dificuldades, foram assinados contratos no valor de R$ 15 bilhões. “A projeção de 2016 era dobrar esse volume, porque teríamos de reforçar as linhas estruturantes apoiando grandes hidrelétricas e, ao mesmo, ter capilaridade em função da geração de renováveis e energia distribuída, mas essa conta não vai fechar se for desse jeito.”

Revisão. Segundo o ministro, a revisão dos projetos deverá repassar parte dos trechos de transmissão para geradores de usinas solares e eólicas. A ideia é que, em vez dessas usinas instalarem apenas um ponto de conexão até as redes, passem a levar sua geração efetivamente até os principais pontos de entrega, ou seja, elas passariam a fazer parte desses projetos e seriam remuneradas por eles.

“Boa parte dos leilões de eólica e solar vai ter de envolver a entrega de energia onde nós temos estruturas prontas. Eles têm de entregar energia para nós em determinado lugar, vão ter de trazer essa linha. Isso está em fase de elaboração, há um grupo de trabalho debruçado sobre isso”, disse o ministro.

Fonte: ANDRÉ BORGES | O ESTADO DE S. PAULO