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Matriz do Ceará terá reforço de 325,8 MW de eólicas

A energia eólica deve adicionar à matriz energética do Ceará cerca de 325,8 MW nos próximos anos, segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Estão sendo construídos no Estado mais sete parques eólicos que possuem potência de geração de 138,6 MW, enquanto já foram contratados, porém ainda não iniciados, outros oito empreendimentos totalizando 187,2 MW. O acréscimo representa um crescimento de 17% em relação à potência atual de 1.916,3 MW.

Atualmente, o Estado possui 74 parques eólicos, e com a instalação de mais 15, serão 89 empreendimentos. A potência instalada do Ceará, até junho deste ano, é a terceira maior do País, atrás do Rio Grande do Norte (3.722,45 MW) e da Bahia (2.594,54 MW). A matriz representa cerca de 47,03% do total produzido, que é de 4.074,9 MW, considerando outras fontes de energia, como Usina Termelétrica, Central Geradora Solar Fotovoltaica e Central Geradora Hidrelétrica.

De acordo com a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), o Brasil tem hoje mais de 13 GW de capacidade instalada, 520 parques eólicos e 6.600 aerogeradores em operação em 12 estados. “Em 2017, foram gerados 40,46 TWh de energia eólica ao longo do ano, um crescimento de 26,2% em relação a 2016. Essa geração representou 7,4% de toda a geração injetada no Sistema Interligado Nacional em 2017, segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE)”, informa a Associação.

Novos investimentos

O Ceará deve receber em breve investimentos da chinesa Goldwind, uma das maiores fábricas de aerogeradores do mundo. De acordo com o secretário adjunto de Energia, Mineração e Telecomunicações da Seinfra, Adão Linhares, no início deste mês houve uma reunião em que foi apresentado o projeto da empresa em que inclui a recuperação de alguns parques eólicos de propriedade da Energimp.

“A minha participação neste encontro foi mais para encorajar e dar boas vindas aos dois empreendedores. Naturalmente a Goldwind vai se posicionar com alguma fábrica no Brasil e nós gostaríamos muito que fosse aqui no Ceará”, destacou.

A Goldwind deve oferecer soluções técnicas para os parques da Energimp no Ceará, localizados no Litoral Leste. A parceria, segundo Linhares, vai garantir estabilidade operacional aos parques, colocando em funcionamento máquinas que hoje se encontram fora de operação. “Será um investimento muito importante para o Ceará. A recuperação desses parques eólicos alavancará mais empregos e significa mais energia limpa gerada no Estado”, afirma.

Futuro

De acordo com o secretário adjunto, o futuro da energia eólica no Ceará é de crescimento. “E nós temos que aproveitar todos os potenciais. As ações e políticas de atração de investidores para a cadeia produtiva é feita pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE). Com relação aos parque, o Estado tem que demonstrar que este potencial é viável”.

Segundo ele, para além do litoral cearense, o Interior do Estado é um dos pontos estratégicos para o desenvolvimento do setor. “Essa demonstração de potencial no Interior, principalmente nas chapadas do Apodi e Araripe, tem mostrado que a gente tem muito a andar”.

Adão Linhares ainda afirmou que o Estado estimula a implantação de parque e cria uma atratividade para que os empreendimentos sejam instalados. “Mas precisamos trabalhar para que as linhas de transmissão estejam disponíveis. Nós trabalhamos juntamente com o governo federal para antecipar os leilões e atrair os investidores. É um papel de indutor desse processo, gerando credibilidade no mercado”, acrescentou.

Recordes

Na Região, a geração eólica tem quebrado importantes recordes, segundo o Operador Nacional do Sistema (ONS), atendendo mais de 60% da carga em alguns dias. “O último recorde de geração foi no dia 14 de setembro de 2017, com uma geração de 6.413 MWmédio, o que representa 64% da carga do Nordeste foi atendida por geração eólica naquele dia.

Os recordes são registrados na época que chamamos de ‘safra dos ventos’, que vai mais ou menos de julho a novembro”, segundo a Abeeólica.

No que se refere ao consumo do Brasil todo, ressalta a instituição, “é importante mencionar que, em agosto, as eólicas atingiram pela primeira vez os dois dígitos na matriz daquele mês, abastecendo 10% do País na média do mês todo. Em setembro, esse valor foi de 11%”, acrescenta a Abeeólica.

Abastecimento

O total produzido mensalmente em todo o País é suficiente para abastecer mais de 22 milhões de unidades residenciais, o equivalente a cerca de 67 milhões de habitantes. “Para comparação: a energia gerada pela fonte eólica em 2017 foi capaz de fornecer energia elétrica residencial a uma população maior que a de todo o Nordeste (mais de 57 milhões de pessoas)”.

Segundo a Abeeólica, até 2023 serão mais 4,8 GW e mais de 200 novos parques eólicos, considerando os leilões já realizados. (HRN)

Fonte: Diário do Nordeste

Financiamento para geração de energia solar ganha novas condições

Os financiamentos para aquisição de sistemas de geração de energia solar fotovoltaicas estão com condições especiais para pessoas físicas interessadas em investir em energia renovável.

Com prazo de pagamento para até oito anos e possibilidade de financiar 100% do valor do projeto, as taxas anuais estão estimadas em 5,43% para as regiões Norte e Nordeste e 6,40% para o Centro-Oeste.

Só este ano, o Ministério da Integração Nacional já garantiu mais de R$ 3 bilhões para projetos de geração de energia solar com o objetivo de impulsionar o segmento. O anúncio foi feito pelo ministro Pádua Andrade nesta terça-feira (12).

De acordo com a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), entidade que reúne a cadeia produtiva do setor, Brasil tem hoje 24.565 sistemas de mini ou microgeração distribuída, dos quais 99% deles são baseados em placas fotovoltaicas.

De acordo com pesquisa publicada pelo DataFolha, em 2016, cerca de 80% dos brasileiros querem energia solar fotovoltaica em casa, desde que tenha acesso a financiamento competitivo.

A demanda levou o Ministério da Integração Nacional a criar linhas de financiamento para os Fundos Constitucionais das regiões Norte (FNO), Nordeste (FNE) e Centro-Oeste (FCO).

Além de condições atrativas para financiar, quem investir na aquisição das placas poderá até ceder o excedente para a operadora de energia e acumular créditos.

A expectativa é de que sejam realizadas, pelo menos, 10 mil operações este ano. Com a redução no orçamento familiar com o consumo de energia, a iniciativa também deverá fortalecer com fontes renováveis a matriz energética das regiões beneficiadas.

Integração do Rio São Francisco
Como as tecnologias de geração fotovoltaicas podem reduzir em larga escala os gastos com energia, o Ministério da Integração Nacional também avalia viabilizar seu uso no Projeto de Integração do Rio São Francisco.

“Cerca de 80% do custo de operação do sistema é com energia. Com apoio da Absolar, nossos técnicos estão desenvolvendo estudos de viabilidade para adotar essa tecnologia, não só no Projeto São Francisco, mas nos perímetros de irrigação mantidos pela Codevasf”, declarou o ministro Pádua Andrade.

O tema ainda foi tratado pelo ministro em reunião com membros do Ministério Público Estadual da Paraíba (MPPB), na última segunda-feira (11).

Na ocasião, foram detalhados estudos do Ministério da Integração Nacional para o uso da energia alternativa. Participaram o procurador-geral do estado, Francisco Seráphico, e o procurador de justiça Francisco Sagres.

Fonte: Ambiente Energia

Projeto que incentiva smart grids é aprovado em comissão do Senado

Além de vantagens para o consumidor, proposta de redes elétricas inteligentes também preveem economia para as distribuidoras; Texto segue para decisão final da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT).

O projeto de lei que incentiva a modernização das instalações do serviço público de distribuição de energia elétrica com nova arquitetura de redes inteligentes foi aprovado pela Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) do Senado na última terça-feira, 12 de junho. A proposta prevê uma série de possibilidades para o consumidor, que poderá ter informações em tempo real do seu consumo de energia, da tarifa e da qualidade do serviço, assim como maior facilidade para gerar a própria energia e utilizar a rede elétrica como um acumulador para uso posterior.

Justificando a iniciativa, o autor do texto, senador Eduardo Braga (MDB-AM), observou que todos ganham com a adoção da tecnologia, capaz de proporcionar ao consumidor informações relevantes sobre o seu consumo, aumentar a transparência na distribuição de energia, bem como aperfeiçoar o processo de decisão do consumidor em relação à sua demanda por eletricidade. Ele destacou também os impactos positivos na eficiência energética e no meio ambiente.

Na reunião realizada na última terça, Braga destacou ainda que as redes elétricas inteligentes são necessárias para que o consumidor possa distribuir eventual excedente de energia produzido no próprio imóvel. “Com as redes inteligentes, o consumidor poderá sempre que for de seu interesse se tornar um co-gerador na microgeração distribuída, seja de energia solar, eólica ou a gás, para que possamos substituir muitas vezes a vinda de energia de regiões distantes. Quanto mais perto do ponto de carga e quanto mais limpa a energia, melhor para o país e para o setor elétrico”, afirmou o senador.

O relator do projeto, senador Acir Gurgacz (PDT-RO), recomendou a aprovação da matéria, afirmando que é preciso romper a inércia em que o setor elétrico brasileiro passa em relação à adoção dessa importante tecnologia. “O PLS proposto pelo senador Braga tem o mérito de dar condições mais sustentáveis para a expansão das redes inteligentes, de modo que o Brasil possa ter, em pouco tempo, condições para fazer essa atualização tecnológica em larga escala”, apontou.

A proposta, que já foi aprovada pela Comissão de Transparência, Governança, Fiscalização e Controle e Defesa do Consumidor (CTFC), segue para decisão final da Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT).

Fonte: Canal Energia com informações da Agência Senado

Quem é a Enel, a gigante italiana que acaba de comprar a Eletropaulo

Empresa italiana vai dobrar receita com distribuição no país e ganhar 7 milhões de clientes; no mundo todo, atende cerca de 65 milhões de pessoas.

A italiana Enel comprou cerca de 73% das ações da Eletropaulo, num negócio de R$ 5,552 bilhões. O preço de R$ 45,22 por ação já havia sido definido no último dia 30, mas a transação só foi concluída nesta segunda-feira (4) em leilão na bolsa de valores (B3).

Com a aquisição, a empresa dá um salto no setor de distribuição no Brasil, mas ela atua também em geração e transmissão no país e está presente em 35 países.

Na área de distribuição, a Enel tem concessões em três estados: Goiás, Ceará e Rio de Janeiro.

Ao todo, leva energia a 486 cidades: 236 em Goiás, 66 no Rio e 184 no Ceará (todo o estado) por redes que somam 420 mil quilômetros.

Com a compra da Eletropaulo, a empresa soma à sua base de 10,1 mil clientes outros 7,1 mil e dobra sua receita de fornecimento de energia. Em 2017, a Enel faturou R$ 12,4 bilhões e a Eletropaulo, R$ 13 bilhões, segundo dados da Aneel.

A Eletropaulo distribuiu 42.982 GWh de energia no ano passado e a Enel, 31.799 GWh.

A Enel atua também em geração e transmissão de energia no Brasil. A empresa se apresenta como líder em geração de energia solar e eólica no país.

A empresa tem uma capacidade instalada de 2,9 GW de energia: 1,27 mil MW de fonte hidrelétrica, 842 MW eólica e 819 MW solar.

Tem ainda uma usina térmica no Ceará e uma rede de transmissão no Rio Grande do Sul que converte energia para interconexão entre Brasil e Argentina.

Atua também no mercado livre de energia (não regulado) com uma empresa de comercialização e soluções em energia.

Enel no mundo

A Enel é uma empresa com parte do controle estatal. Seu maior acionista é o Ministério de Economia e Finança da Itália. É a maior empresa da Europa em valor de mercado e está presente em 35 países.

Seu faturamento em todo o ano passado foi de € 74,6 bilhões.

Em todo o mundo, tem uma capacidade instalada de cerca de 88 GW e opera uma rede de distribuição de aproximadamente 2 milhões de quilômetros. Os clientes, comerciais e residenciais, somam 65 milhões.

Em energia renovável, a capacidade instalada é de 41 GW, em plantas de fontes eólica, solar, geotérmica, de biomassa e hidrelétrica.

Em 2017, a empresa gerou 249 TWh de energia, distribuiu 445 TWh e comercializou 284 TWh.

State Grid prevê investir R$ 140 bi no Brasil nos próximos cinco anos

A elétrica chinesa State Grid vai investir 140 bilhões de reais no Brasil ao longo dos próximos cinco anos, incluindo aportes previstos para geração, transmissão e outros segmentos, disse um executivo da companhia na quarta-feira (30).

Apenas os recursos para transmissão deverão totalizar mais de 90 bilhões de reais, disse em chinês o vice-presidente da unidade brasileira da State Grid, Qu Yang, ao participar de uma conferência em São Paulo.

Qu disse que a empresa avaliou o potencial para energia solar e eólica no Brasil, incluindo os Estados nordestinos de Bahia e Rio Grande do Norte, além do sul do país.

Ele disse que a empresa poderia usar tecnologia de transmissão de alta voltagem, que manda grandes quantidades de energia a longas distâncias com poucas perdas. Isso permitiria conectar áreas remotas que podem gerar uma grande quantidade de energia eólica e solar a centros populacionais no Rio de Janeiro, São Paulo e no resto das Américas.

“Conversei com outras grandes companhias de geração de energia e estão todas preocupadas com o crescimento da energia eólica, gerando mais do que vão usar”, disse Qu. “Mas nós podemos instalar uma (linha de transmissão) que pode enviar a energia para onde ela precisa ir. Nós até poderíamos enviar aos Estados Unidos.”

 

Linha de transmissão entre RN e CE deve receber investimento de R$ 1,2 bi

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) anunciou que vai leiloar concessões para a construção, operação e manutenção de 543 quilômetros (km) de linhas de transmissão no Ceará e no Rio Grande do Norte, que. Segundo a Aneel, as obras vão gerar 2.726 empregos diretos nos dois estados.

Ao todo, a agência vai leiloar aproximadamente 2,6 mil km de linhas de transmissão em 16 estados. Em uma das linhas a serem leiloadas que está inserida em solos cearense e potiguar, o investimento previsto é de R$ 1,2 bilhão para 541 km de linha com potência de 3.300 megavolt-amperes (MVA) em um prazo de 60 meses, que gerará 2.434 empregos diretos.

Além disso, também será leiloada outra linha no Ceará com 2 km de extensão e potência de 450 MV, com previsão de investimento de R$ 102 milhões e geração de 24 empregos diretos.

Subestações

O edital do certame foi aprovado na última terça-feira (15) em reunião pública da diretoria da Aneel. Além das linhas de transmissão, o leilão contará com 12,2 mil MVA de capacidade de transformação em subestações. No certame são estimados cerca de R$ 6 bilhões em investimentos e geração de 13,6 mil empregos diretos.

De acordo com o informe da Aneel, o leilão deve acontecer dia 28 de junho, na sede da B3 em São Paulo, concessões para a construção, operação e manutenção de aproximadamente 2,6 mil km de linhas de transmissão em 16 estados.

“O leilão será dividido em 20 lotes. As instalações deverão entrar em operação comercial no prazo de 36 a 63 meses, a partir da data de assinatura dos contratos de concessão”, detalhou a Agência em nota publicada em seu portal na internet.

No certame, conforme a estimativa divulgada pela Aneel, são estimados cerca de R$ 6 bilhões em investimentos a partir da construção e manutenção das linhas de transmissão de energia, além da geração de 13,6 mil empregos diretos a partir destes empreendimentos.

Fonte: Diário do Nordeste

Chinesa CTG quer comprar a EDP e avalia empresa em 11 bilhões de euros

As duas empresas operam no Brasil e, juntas, se tornariam líderes privadas em geração no país

A China Three Gorges (CTG) lançou uma oferta pública voluntária de compra de ações da EDP e da EDP Renováveis na bolsa de Lisboa, ao preço de, respectivamente, 3,26 euros e 7,33 euros.

O montante avalia a EDP em cerca de 11 bilhões de euros. Como a CTG já tem uma participação de 23,27% na companhia portuguesa, o desembolso seria de 8,3 bilhões de euros.

O preço embute um prêmio de 4,8% em relação ao fechamento das ações da EDP de hoje, de 3,11 euros.

No caso da EDP Renováveis, a CTG não tem participação atualmente. Com a aquisição do controle da EDP, a chinesa seria titular dos 82,6% de ações da companhia hoje nas mãos da controladora. Pelos 17,4% restantes, o valor a ser desembolsado seria de até 1,1 bilhão de euros.

EDP Brasil

A oferta coloca como condição que a companhia não seja obrigada a lançar também uma oferta pela EDP Energias do Brasil, controlada pela companhia portuguesa.

O edital da oferta pública de aquisição de ações deixa claro que é condição que a aquisição do controle da EDP não poderá constituir uma obrigação de lançamento de uma oferta obrigatória pela EDP Energias do Brasil.

A exceção é a potencial OPA obrigatória sobre as ações da EDP Renováveis.

Segundo o edital, a CTG pretende que a EDP passe a liderar as operações e a expansão do grupo chinês na Europa, nas Américas e nos países lusófonos — na qual se encontra o Brasil.

Se a chinesa achar necessário, poderá incorporar ativos relevantes na companhia, visando fortalecer a posição da EDP no mercado, com seu fortalecimento de crédito e obtenção de ganhos com sinergias.

A CTG disse ainda que pretende assegurar que a EDP se mantenha um ativo estratégico importante, com identidade portuguesa e listada na Bolsa de Lisboa.

A operação será concluída com sucesso se a CTG conseguir obter uma fatia superior a 50% das ações da portuguesa.

Fonte: Valor Econômico | Camila Maia

Iberdrola investirá R$ 3 bilhões no Rio Grande do Norte

O grupo espanhol Iberdrola anunciou nesta sexta-feira, 11, que irá investir R$ 3 bilhões em novos projetos de distribuição de energia elétrica, além de parques eólicos. O anúncio foi feito em audiência com representantes do Governo do Estado. Os recursos deverão ser usados nos próximos cinco anos. Para discutir os investimentos, o governador Robinson Faria se reuniu com o presidente mundial da Iberdrola, Ignácio Galán, representantes do grupo Neoenergia e da Cosern, que fazem parte da multinacional.

O presidente da Iberdrola, Ignácio Galán, explicou que o primeiro parque eólico do grupo foi instalado no Rio Grande do Norte no município de Rio do Fogo. “Nossa empresa possui 11 parques eólicos no estado e com os novos investimentos, pretendemos duplicar a capacidade de energia gerada atualmente”, informou. Participaram também da reunião o diretor presidente do grupo Neoenergia, Mário Ruiz-Tagle, a diretora presidente adjunta da Neoenergia, Solange Ribeiro, e o diretor presidente da Cosern, Luiz Antonio Ciarlini.

Durante o encontro, o governador Robinson Faria ressaltou o trabalho do Executivo estadual para atrair empresas deste setor e gerar emprego e renda. “O Rio Grande do Norte é o maior produtor de energia eólica do Brasil e mais de 60% dessa produção só foi possível graças ao nosso esforço em agilizar licenças ambientais e garantir a segurança jurídica aos empresários. Estamos felizes com mais essa notícia e somos parceiros de pessoas que acreditam no potencial do nosso estado”, destacou o governador.

Iberdrola
É a maior geradora de energias renováveis da Europa e dos Estados Unidos, uma das cinco maiores companhias elétricas do mundo e líder mundial em energia eólica. A empresa possui 28 mil funcionários em 31 países e, no Brasil, por meio da Neoenergia, é controladora da Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern).

Fonte: Tribuna do Norte

Comissão aprova relatório sobre distribuidoras da Eletrobrás

Comissão especial da Medida Provisória 814 aprovou o relatório do deputado Júlio Lopes, que deve ser votado na Câmara em até 2 semanas; para Aneel, medidas vão elevar a conta de luz dos consumidores

A comissão especial da Medida Provisória 814, que trata das distribuidoras da Eletrobrás, aprovou nesta quarta-feira, 9, o relatório apresentado pelo deputado Júlio Lopes (PP-RJ). Na votação, 17 deputados e senadores votam a favor da proposta e sete contra. O texto segue para votação no plenário da Câmara e do Senado e tem que ser aprovado até 1º de junho para não perder validade.

O relator disse que o texto deve ir à votação na Câmara em até duas semanas. “Depende do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), mas estou confiante de que ele pautará tão logo a ordem cronológica permita”, disse Lopes. “Eu acredito que, sem ser semana que vem, na outra.”

A despeito das análises da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), da Consultoria Legislativa do Senado e da Associação de Grandes Consumidores de Energia (Abrace), de que o relatório eleva o custos para o consumidor e vai aumentar a conta de luz, o deputado defendeu as medidas. A MP original tinha apenas quatro artigos, mas o relatório final foi aprovado com 27.

O relatório foi necessário para reestruturar e dar credibilidade ao setor elétrico. O relatório foi tão amplo quanto o necessário para desjudicializar o setor”, disse.

Lopes decidiu propor mudanças para o programa Tarifa Social, que promove descontos escalonados na conta de luz de clientes de baixa renda. Os beneficiários terão isenção para consumo de até 80 kWh mês, o que vai elevar custos embutidos na conta de luz de todos os brasileiros. Hoje, os descontos variam conforme a faixa de consumo mensal, limitado a 220 kWh por mês, e aqueles que consomem até 30 kWh por mês têm direito ao maior desconto, de 65%.

Haverá isenção para aqueles consumirem 80 quilowatts-hora (kWh), que é mais da metade do consumo dos clientes do Sul e Sudeste, que é de 135 kWh”, disse. Apesar do aumento de custo, o deputado avalia que o governo não vai vetar e medida, em razão do “enorme avanço social” e que haverá queda de custos devido à publicação dos dados dos beneficiários na internet, tais como nome e CPF.

Lopes também não acredita no veto da medida que que obriga a União a pagar, por dois anos, salários para os empregados que forem demitidos após a venda das distribuidoras. O limite de salários será o teto pago pela Previdência, atualmente em R$ 5.645,81. Ainda segundo o relatório, a União poderá gastar, no máximo, R$ 290 milhões com essas indenizações. O benefício não foi concedido aos trabalhadores da Celg, distribuidora de Goiás.

“O próprio senador Eduardo Braga (MDB-AM), que foi governador e ministro de Minas e Energia, nos pediu uma forma de atender a esse pleito”, afirmou.

O deputado manteve a proposta que permite o reajuste das tarifas da usina nuclear de Angra 3, que pode dobrar de preço. A usina já consumiu bilhões em investimentos, e as obras foram paralisadas após a constatação de desvio de recursos e a prisão de executivos da companhia envolvidos em corrupção.

A MP também permite a realização de um leilão atrair um sócio privado para a usina nuclear. Segundo Lopes, o sócio privado teria apenas uma participação minoritária na usina, mas o controle continuaria com a União. Isso, segundo ele, não fere a Constituição, que impõe monopólio estatal no setor nuclear.

Lopes também manteve a proposta que eleva o preço do gás vendido pela Petrobras para termelétricas mais antigas, contratadas na época do racionamento, e a criação do Dutogas, fundo que vai tirar 20% dos recursos do Fundo Social do pré-sal, destinados à saúde e à educação para a expansão de gasodutos. Ele retirou, no entanto, a cobrança de um encargo de 1% sobre as tarifas de transporte de gás para abastecer o fundo.

O deputado também manteve a medida que permite a compra de imóveis por empresas estrangeiras do setor elétrico, principalmente eólicas e solares. As terras, após a concessão, serão devolvidas para a União. A proposta dispensa as empresas do Cadastro Ambiental Rural (CAR). Segundo ele, porém, haverá licenciamento ambiental específico e cobrança de compensações.

Fonte: Anne Warth | O Estado de S.Paulo

EPE cadastra 1080 empreendimentos para o leilão A-6 de 2018

Foi concluído nesta terça-feira (08) o cadastramento de projetos para participação no Leilão de Energia Nova “A-6” de 2018. O certame está previsto para ser realizado em 31 de agosto, com participação das fontes eólica, termelétrica e hidrelétrica, conforme anunciado pelo Ministério de Minas e Energia por meio da Portaria nº 44, de 8 de fevereiro de 2018, e complementada pela Portaria nº 121, de 4 de abril de 2018. O leilão está previsto para ser realizado em 31 de agosto, com participação de fontes eólica, hidrelétrica e termelétrica (biomassa, carvão e gás natural).

No total, foram cadastrados 1.080 projetos, somando 57.959 MW de capacidade instalada. A fonte eólica teve a com maior oferta em número de projetos cadastrados (926), sendo superada pela fonte termelétrica em potência, com mais de 29 GW. Destaque para a potência ofertada nos projetos a Gás Natural, com mais de 27 GW em 36 projetos cadastrados. O quadro a seguir apresenta os números de empreendimentos cadastrados, com informações mais detalhadas.

 

Do total de projetos cadastrados, 67% optaram por aproveitar o cadastramento oriundo do Leilão A4/2018, conforme preconizado no art. 3°, §3°, da Portaria MME nº 121/2018. Estes projetos foram dispensados da reapresentação da totalidade dos documentos, desde que mantidos inalteradas as características técnicas. Nesses casos, os empreendedores fazem todo o processo exclusivamente via sistema AEGE e eventual documentação complementar pode ser entregue por email (aege@epe.gov.br).

De acordo com análise da consultoria EPowerBay, este processo de aproveitamento de documentação vem sendo empregado nos últimos anos, e significa uma otimização do processo de análise técnica, diminuindo a necessidade de retrabalho e aumentando a eficiência do processo, tanto para os empreendedores quanto para a EPE, o que permite um cronograma mais enxuto para o leilão.

Cabe destacar que o fato de um projeto ter sido habilitado tecnicamente em um certame não acarreta em sua habilitação automática para o certame seguinte. Todos os projetos serão objeto de análise, focada principalmente em parâmetros específicos do leilão, como o cronograma, orçamento e ponto de conexão.

Com base na Portaria MME nº 102/2016, os empreendedores deverão estar atentos às datas de apresentação de documentos que podem ser apresentados após a data final de cadastramento, a saber:

  • DRDH/Outorga de água e Licença Ambiental: 80 dias antes da realização do Leilão;

  • Parecer de Acesso ou Documento de Acesso para Leilão (DAL), emitido pelas Distribuidoras: 75 dias antes da realização do Leilão;

  • Despacho de Requerimento de Outorga, emitido pela ANEEL: 75 dias antes da realização do Leilão;

  • Comprovação de disponibilidade de combustível: 75 dias antes da realização do Leilão (para Projetos a Gás Natural deve ser apresentado também o Documento emitido pela ANP); e

  • Documentos para a ANP1 (Análise de Viabilidade do fornecimento de gás natural): até 21/05/2018.

Por fim, vale ressaltar que, conforme definido na Portaria MME nº 44/2018, a demanda a ser contratada no leilão dependerá da necessidade de demanda declarada pelas distribuidoras.

Fonte: CERNE Press com informações da EPE e EPowerbay

Siemens Gamesa registra € 2,24 bi em vendas e € 3 bi em pedidos em 2018

Siemens Gamesa Energia Renovável apresentou na última sexta-feira, 4 de maio, os resultados do segundo trimestre fiscal de 2018 (janeiro a março). A atividade comercial da companhia se manteve forte no segundo trimestre: a carteira de pedidos atingiu € 22,04 bilhões e voltou ao nível de mercado de março de 2017.

Entre janeiro e março, a Siemens Gamesa assinou mais € 3 bilhões em pedidos firmes, o que permite cobrir em 100% o limite inferior previsto para a receita de 2018. O lucro líquido ficou em € 35 milhões no trimestre fiscal.

Por área de negócio, o segundo trimestre fiscal encerrou com uma entrada recorde de pedidos de eólicas onshore: 2.464 MW, 54% a mais que durante o mesmo período do ano anterior. Porém, a divisão de offshore, com 328 MW em pedidos firmados, refletiu a maior volatilidade esperada para esse mercado. Apesar disso, a empresa assinou um acordo de exclusividade para desenvolver maior parque eólico offshore do mundo até hoje (1,4 GW).

A Siemens Gamesa encerra o segundo trimestre fiscal com um desempenho financeiro em linha com o projetado para 2018, vendas de €9 bilhões a €9,6 bilhões no ano e margem Ebitda entre 7% e 8%.

As vendas durante o segundo trimestre alcançaram € 2,24 bilhões (redução de 29% na comparação anual). No semestre (outubro a março), as vendas somaram € 4,36 bilhões, desempenho 26% menor quando comparado com o mesmo período do ano fiscal anterior.

A empresa termina o trimestre com uma dívida líquida de € 112 milhões, impactada pela sazonalidade dos projetos, especialmente em offshore.

Fonte: Canal Energia

Leilão A-4 deve ter baixa demanda e grande deságio, dizem especialistas

O governo realiza amanhã um leilão de energia do tipo A-4, que contratará projetos novos de geração com início do fornecimento em 2022. Enquanto há mais de 47 gigawatts (GW) em projetos cadastrados para a disputa, a demanda das distribuidoras deve ser novamente baixa, achatando os preços, como aconteceu no certame realizado em dezembro.

Segundo especialistas ouvidos pelo Valor, os preços máximos determinados para as fontes estão adequados, mas deve haver um deságio significativo devido à oferta desproporcionalmente grande em relação à demanda.

A Empresa de Pesquisa Energética (EPE) cadastrou 48.713 megawatts (MW) de potência para o leilão. A fonte eólica lidera com 26,2 mil MWs e 931 projetos, seguida pela fonte solar fotovoltaica, que teve 20 mil MW cadastrados por 620 empreendimentos.

O número é parecido com o resumo dos cadastrados para o A-4 de dezembro do ano passado, que contou com 47,9 mil MW. O certame, no entanto, contratou apenas 228,7 megawatts (MW) médios e 674,5 MW de potência, muito aquém do desejado pelas indústrias de geração das fontes renováveis. A competição intensa achatou os preços, e os projetos saíram com deságios de mais de 50% em relação aos preços máximos determinados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

“A tendência novamente é que os preços fiquem baixos pelo fato de termos uma oferta muito alta. O problema é que começam a aparecer preços que se descolam da realidade, não refletem a realidade da indústria”, disse uma fonte do setor de energia eólica, que prevê contratação de 300 MW médios no leilão.

Para a diretora executiva da consultoria Thymos Energia, Thais Prandini, o leilão deve contratar de 500 MW médios a 700 MW médios. “Nossa expectativa é que tenhamos contratação importante de solar, e, talvez um pouco menor da fonte eólica”, disse.

“O setor fotovoltaico deverá ser bastante agressivo na apresentação de preços”, disse Rodrigo Sauaia, presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar). Além da competição, ele citou que as fontes devem disputar a margem de escoamento da energia gerada, devido às limitações de transmissão no Nordeste. “Quando as fontes competem entre si, o preço é um fator de desempate”, explicou.

Embora as perspectivas para o leilão apontem uma contratação baixa, a disputa ainda é vista como boa oportunidade para liberar parte dos projetos de fontes renováveis no Nordeste que estão “represados” devido ao baixo volume de contratação dos últimos anos.

“Isso tem começado a impactar a economia local [do Nordeste]. Até um ano atrás não estávamos sentido esse impacto. Mas agora já começa a acontecer. Se tivermos contratações fracas no A-4 e no A-6, começaremos a ter um risco de desaceleração nessas regiões, com desmobilização de pessoal, etc. Mas Acho que esses leilões devem contratar bem. Estou com um otimismo morno”, afirmou o diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), Jean-Paul Prates.

A EPE também cadastrou projetos de termelétricas a biomassa para o leilão, além de hidrelétricas, pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) e centrais geradoras hidrelétricas (CGHs). Segundo Thais, da Thymos, essas fontes devem ter uma participação secundária no leilão.

Segundo o presidente do conselho de administração da Associação Brasileira de Geração de Energia Limpa (Abragel), o leilão A-6 acaba sendo uma opção melhor para as fontes hídricas que o A-4, porque dá ao investidor um tempo maior para construir a usina.

Fonte: Camila Maia e Rodrigo Polito | Valor Econômico

Falha em linha de transmissão no Xingu provoca apagão no Norte e Nordeste

O apagão que atingiu todos os nove estados do Nordeste, além do Amazonas, Pará e Tocantins na tarde desta quarta-feira (21) foi provocado por uma falha em um disjuntor na subestação de Xingu, conectada à linha de transmissão operada pela concessionária Belo Monte Transmissora de Energia, controlada pela empresa estatal chinesa State Grid, responsável pelo escoamento da energia gerada pela usina de Belo Monte, no Pará.

A queda ocorreu por conta de erro na calibração do disjuntor, equipamento que faz o controle automático da energia que passa pela linha. O componente estava calibrado para receber até 3.700 megawatts (MW) de potência, em vez de mais de 4 mil MW, como deveria. Ontem, quando a transmissão atingiu esse volume limite, o disjuntor simplesmente caiu, paralisando todo o resto da rede. A ONS explicou, em nota oficial,  que os sistemas Sul, Sudeste e Centro-Oeste ficaram desconectados do Norte e Nordeste.

Para o Diretor-Presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais Energia (CERNE), Jean-Paul Prates, o problema que desencadeou o apagão não está relacionado com o tipo de fonte utilizada e sim com a operação da linha de transmissão. “Neste caso, o questionamento importante a se fazer é quanto à segurança do sistema de transmissão”.

Na opinião do especialista, o caso tem que ser apurado de forma transparente e as responsabilidades devem ser expostas para que se evitem falhas de operação como a que parece ter ocorrido.

“Não dá para escamotear responsabilidades num caso como este, principalmente por motivações políticas. Se houve algo errado, é preciso apurar e trazer à luz. Afinal, o sistema elétrico nacional hoje não é mais operado por uma empresa só, e é preciso distinguir responsabilidades e penalidades, para não se generalizar ou errar quanto a isso”, finaliza.

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Apagão no Norte e Nordeste foi causado por falha em linha

 

Fonte: CERNE Press

BNDES reduz spread e amplia prazo de financiamentos até 34 anos

BNDES baixou o juro de 1,7% para 0,9% ao ano nos empréstimos feitos pelo banco para projetos acima de R$ 20 milhões nas áreas de segurança pública, saneamento, energia solar, inovação; e nas linhas voltadas à exportação

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) anunciou nesta terça (6) a redução de taxa de juros de suas principais linhas em setores específicos.

Nos empréstimos feitos pelo BNDES, é cobrada a TLP (taxa de longo prazo válida desde janeiro), mais um spread, que remunera o banco. É esta taxa que foi reduzida nas principais linhas.

Em linhas gerais, o BNDES baixou o juro de 1,7% para 0,9% ao ano nos empréstimos feitos pelo banco para projetos acima de R$ 20 milhões nas áreas de segurança pública, saneamento, energia solar, inovação; e nas linhas voltadas à exportação.

Também nos projetos de grande porte, mas voltados às áreas de mobilidade, energia eólica, geração, transmissão e distribuição de energia, a redução foi um pouco menor, de 1,7% para 1,3% ao ano.

Em alguns dos empréstimos indiretos (aqueles que são repassados por outros bancos), como os que envolvem a compra de ônibus e caminhões por pequenas e médias empresas, a queda foi de 1,87% para 1,27% ao ano.

Em algumas linhas, no entanto, houve aumento. Como nos empréstimos para equipamentos importados sem similar nacional (de 1,7% para 2,1% ao ano), e a compra de ônibus e caminhões por grandes empresas (de 1,87% para 2,1%). A alta mais expressiva foi em capital de giro para grandes empresas, de 1,27% para 2,1% ao ano.

O BNDES também alongou o prazo de financiamento em alguns casos, como projetos de ferrovias, rodovias, hidrovias e mobilidade urbana, de 20 anos para até 34 anos. Em energias alternativas, esse prazo pode chegar a 24 anos. Capital de giro se mantém em 5 anos.

Com as mudanças, disse o presidente do banco, Paulo Rabello de Castro, o spread médio do banco caiu de 1,7% para 1,3% ao ano.

Segundo ele, cerca de 85% das operações do banco contarão com taxas mais baixas ou similares às cobradas anteriormente.

TLP Nos empréstimos feitos pelo BNDES, a TLP (taxa de longo prazo) incide desde janeiro, em substituição a TJLP. Inicialmente, ela é igual à TJLP, mas em cinco anos, gradualmente, se igualará à taxa de mercado, tomando como base um dos títulos da dívida pública, a NTN-B.

Segundo o banco, a TLP ficou em de cerca de 2,7% em janeiro, mais a inflação do período do contrato.

A diretoria aprovou as mudanças nos juros hoje, que passam a valer nos próximos dias.

O objetivo é acelerar os empréstimos do banco e o desenvolvimento da economia.

O presidente disse ainda que seria desejável conseguir influenciar a redução de taxas dos bancos comerciais.

Pagamento ao Tesouro

Rabello de Castro confirmou a devolução de R$ 30 bilhões em recursos do banco ao Tesouro.

“Acredito que hoje o BNDES, o Carlos Thadeu [diretor financeiro do banco] deve enviar o cheque de R$ 30 bilhões”, disse.

Fonte: FolhaPress | Marina Lima

CERNE e IFRN discutem parceria para oferta de cursos no setor de energia

O presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), Jean Paul Prates, esteve na última quinta-feira (01) no Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), onde se reuniu com o reitor da instituição, Wyllys Farkatt, para discutir a oferta de capacitação na área de energia renovável no Estado.

De acordo com Prates, o CERNE é uma entidade multisetorial que tem o objetivo de manter o Nordeste Setentrional como referência na área de energias renováveis. “Não somos centro de pesquisa nem instituição de ensino. Por isso buscamos o apoio para a capacitação no setor”, comentou.

“O IFRN se insere diretamente nas discussões para o desenvolvimento tecnológico do setor. Além disso, o projeto IFRN Solar gera energia elétrica em todos os nossos 21 campi e na Reitoria e é o maior do país no setor público”, destacou o reitor da instituição.

Nessa perspectiva, a proposta é estabelecer núcleos de troca de conhecimentos entre pesquisadores do RN e de outros estados e capacitar também os gestores ou possíveis gestores de empresas da área. “O Rio Grande do Norte é o maior produtor de energia eólica do país. Precisa ser também um polo de estudo em energia eólica”, acrescentou Jean Paul Prates.

Na reunião, também foi acordada uma parceria para o desenvolvimento de um projeto piloto de site colaborativo para as empresas do setor. A intenção é que seja um espaço em que empreendedores, gestores, prestadores de serviço e funcionários possam oferecer seu serviço, com a opção de avaliação e de contratação por meio do portal.

Fonte: CERNE Press com informações do IFRN

ContourGlobal compra ativos de energia solar da Acciona em negócio de US$ 1,19 bi

Para empresa espanhola de engenharia e energia renovável, companhia pagará 806 milhões de euros

britânica ContourGlobal fechou um acordo nesta terça-feira (27/02) para comprar usinas de energia solar da Acciona em um negócio de 962 milhões de euros (US$ 1,19 bilhão).

A ContourGlobal disse que vai financiar a aquisição, que inclui cinco usinas da tecnologia de concentração solar na Espanha, por meio de uma combinação de project finance de cerca de 635 milhões de euros com recursos em caixa de seu balanço.

A companhia disse que irá pagar à empresa espanhola de engenharia e energia renovável 806 milhões de euros, além de assumir 156 milhões de euros em dívidas.

A ContourGlobal espera que a compra amplie o período que resta de contratos vigentes em seu portfólio no setor de energia para 12 anos, contra 11 anos atualmente.

Fonte: Clara Denina | Época Negócios

MME altera diretrizes para realização do Leilão de Energia Nova, “A-6” de 2018

Diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL delibera quanto à aprovação do Edital do Leilão de Energia Nova “A-4”, de 2018

O Ministério de Minas e Energia (MME) publica, no Diário Oficial da União (DOU) de hoje, a Portaria nº 63, que altera as diretrizes para realização, no segundo quadrimestre, do Leilão de Energia Nova “A-6” de 2018. Serão negociados Contratos de Comercialização de Energia no Ambiente Regulado (CCEARs), com início de suprimento em 01 de janeiro de 2024.

A pedido dos agentes de distribuição, foi postergado para 15 de março de 2018 o prazo para que sejam apresentadas as Declarações de Necessidade de Compra de Energia Elétrica para o Leilão de Energia Nova “A-6” de 2018. A definição das fontes a serem contratadas, prazos, produtos e demais condições de contorno se dará depois desta data, com a publicação de diretrizes complementares, propiciando um maior alinhamento no desenho do certame às necessidades energéticas do Sistema Interligado Nacional – SIN.

Leilões 2018

Com a publicação da Portaria MME nº 44, de 8 de fevereiro de 2018, e da Portaria MME nº 465, de 30 de novembro de 2017, fica estabelecida a realização de dois Leilões de Energia Nova em 2018, quais sejam: o Leilão de Energia Nova “A-4” de 2018, a ser realizado em 4 de abril de 2018, que conta com o interesse dos empreendedores que apresentaram, junto à Empresa de Pesquisa Energética – EPE, 1.672 projetos, somando 48,7 GW, em que a maior parte da oferta cadastrada é de empreendimentos eólicos, solar fotovoltaicos, hidrelétricos e termelétricos a biomassa, respectivamente; e o Leilão de Energia Nova “A-6” de 2018, a ser realizado no segundo quadrimestre. Nos termos do art. 19, § 1º-D, do Decreto nº 5.163, de 2004, o Ministério de Minas e Energia deverá publicar até 30 de março o cronograma dos leilões a serem realizados em 2018, que incluirá estes leilões de energia nova e aqueles destinados à recontratação da energia existente.

Nesta terça-feira, 27 de fevereiro, a Diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica – ANEEL delibera quanto à aprovação do Edital do Leilão de Energia Nova “A-4”, de 2018, e seus anexos, divulgando os preços teto do certame, calculados pela EPE e aprovados pelo Ministério de Minas e Energia.

Fonte: Portal Setor Energético

Mercado livre de energia atrai mais investidores

Das dez maiores comercializadoras de energia independentes, seis têm alguma parceria com empresas estrangeiras e do setor financeiro

Consideradas durante anos como a segunda divisão do setor elétrico, as comercializadoras de energia viraram um negócio bilionário, cobiçado por bancos e fundos de investimentos. Essas empresas são o principal elo de um segmento que não para de crescer no País: o mercado livre de energia, ambiente que permite aos consumidores deixarem de ser atendidos por distribuidoras para escolherem de quem vão comprar a eletricidade (ver quadro).

As comercializadoras fazem a intermediação entre geradores e consumidores, além de prestarem assessoria aos clientes na redução de custos. Com a escalada da conta de luz nos últimos anos e a necessidade cada vez maior de as empresas melhorarem a competitividade, esse universo de clientes aumentou e incentivou novos negócios.

De 2015 para cá foram criadas 50 novas comercializadoras, somando 222 empresas. Para este ano há 35 pedidos de aberturas, segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

O movimento é acompanhado de forte apetite do setor financeiro e de empresas estrangeiras. Hoje, das dez maiores comercializadoras independentes (não ligadas a geradores) do País, seis já têm algum tipo de parceria ou sócios do setor financeiro e de empresas estrangeiras. A lista inclui BTG, que hoje está entre as dez maiores comercializadora do País; o banco de investimento australiano Macquarie, sócio da Nova Energia; e o Credit Suisse, que ajudou a Delta a desenvolver um fundo de investimento de R$ 1 bilhão com ativos lastreados na venda de energia.

Uma das últimas investidas ocorreu em agosto passado, quando o banco Brasil Plural comprou 100% da Celler, comercializadora até então considerada pequena. Mas, desde a aquisição, que ainda precisa ser aprovada pelo Banco Central, a empresa saltou 20 posições no ranking nacional das comercializadoras independentes e está entre as dez maiores.

“O faturamento subiu de R$ 200 milhões para perto de R$ 1 bilhão e o lucro líquido triplicou”, diz o co-presidente da Celer, Cristian Nogueira, responsável pela Mesa de Energia do Brasil Plural. Segundo ele, trata-se de um casamento perfeito, pois os clientes são os mesmos do banco.

O próximo passo é criar duas novas comercializadoras, sendo uma para contratos com um único consumidor e outra para negociar contratos de energia pré-paga (compra-se do gerador mais barato e ganha na venda pelo valor de mercado). Os produtos financeiros ligados à energia elétrica tem tido grande apelo no mercado, especialmente por parte de fundos de investimentos e de family office.

Transparente. De olho nesse filão, a Delta – antiga comercializadora do mercado –, se uniu com o Credit Suisse para desenvolver um fundo de investimentos que foca, especialmente, no pré-pagamento de energia. O fundo CSHG Delta Energia foi aberto em 21 de julho do ano passado e captou R$ 1 bilhão.

A meta é obter um retorno de 20% a 25% ao ano com o produto. “O setor tem evoluído muito, está mais transparente e as regras são estáveis”, afirma Ricardo Lisboa, sócio do Grupo Delta Energia.

O executivo afirma que desde 2012 tem percebido o interesse de investidores por esse tipo de produto mais sofisticado. No passado, com a falta de incentivo para o crescimento do setor, houve muita especulação nas operações de mercado, o que criou uma certa aversão da ala mais conservadora do setor e até mesmo do governo.

Em 2008, com a crise energética no País, muitas comercializadoras que especulavam no setor quebraram, lembra Gustavo Machado, sócio fundador da Nova Energia, que tem como sócio o banco australiano Macquarie.

“Mas hoje o cenário é outro. A base de clientes aumentou de forma significativa e turbinou o crescimento do mercado”, diz Machado. Em 2015, o mercado livre contava com 1.826 consumidores. Atualmente são em torno de 5 mil. Ou seja, o mercado quase triplicou no período, e criou empresas bilionárias.

No ano passado, a Nova Energia, por exemplo, faturou R$ 3 bilhões com a compra e venda de energia. A Comerc, outra empresa tradicional do setor, faturou próximo de R$ 1,8 bilhão e já foi sondada por investidores para possíveis parcerias.

O presidente da empresa, Cristopher Vlavianos, afirma que o crescimento do mercado se deve especialmente à busca das empresas por custos menores de energia. “O consumidor também vê esse como um mercado de oportunidades.”

Fonte: Reneé Pereira | O Estado de São Paulo

Investimentos em energia quadruplicam

Eletricidade e gás para térmicas são setores que mais atraíram estrangeiros

O investimento total na infraestrutura brasileira perdeu espaço na economia nos últimos anos, mas o setor de eletricidade  e gás vem conseguindo se descolar da maré ruim e atrair bilhões de dólares de estrangeiros.

Em meio à sobra de recursos globais, franceses, indianos, espanhóis, latinoamericanos e principalmente chineses têm sido atraídos por negócios considerados promissores entre transmissoras e geradoras de energia, além de transportadoras de gás. Como resultado do bom momento, os aportes externos no segmento de eletricidade e gás explodiram em 2017 e, segundo especialistas, devem manter o ritmo nos próximos anos.

Um dos casos mais emblemáticos em 2017 foi o leilão de quatro usinas da Cemig, que arrecadou R$ 12 bilhões e foi arrematado pela chinesa Spic, a franco-belga Engie e a italiana Enel.

Dados do Banco Central mostram que, como um todo, o investimento estrangeiro direcionado ao setor produtivo (modalidade chamada de “participação no capital”) cresceu 12,3% em 2017, totalizando US$ 60,3 bilhões.

Incluídos nesse total, os recursos investidos em eletricidade e gás quadruplicaram, chegando a US$ 12,6 bilhões. Em termos percentuais, a fatia dos investimentos no segmento passou de 5% para 21% de 2016 para 2017.

A tendência é que o setor de eletricidade siga em destaque, como mostram as intenções de investimentos na economia coletadas pelo Ministério do Desenvolvimento.

O setor de eletricidade e gás lidera os anúncios de novos projetos, com US$ 4,2 bilhões em intenções de investimentos registradas apenas entre julho e setembro de 2017. Bem à frente do segundo colocado, o setor de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento), com US$ 3 bilhões.

Por capital de origem, os chineses só perdem para os brasileiros. Fortes economicamente, eles dominam as complexas obras de transmissão, que exigem o transporte de grandes blocos de energia por longas distâncias e precisam de muitos recursos, diz Claudio Frischtak, diretor da Inter B Consultoria.

Além de chineses, os europeus – velhos conhecidos do setor – agora se voltam para a geração de energia renovável (solar e eólica), que vem se provando cada vez mais viável economicamente.

Para além de chineses e europeus, há uma expectativa de ampliação da gama de interessados. Renato Polizzi, diretor de investimento do Banco Modal, ressalta que indianos, como a Sterlite, latino-americanos, como a Isa, e fundos de pensão estrangeiros atuam cada vez mais no lugar de estatais e de grandes empreiteiras nacionais que dominavam principalmente os leilões de transmissão.

MP 579

Segundo especialistas, a atratividade do setor de energia se ancora em um misto de potencial do país, bons ativos e segurança regulatória, abalada pela
MP 579, de 2012.

A medida foi elaborada no governo Dilma com o propósito de reduzir os custos ao consumidor em detrimento do lucro das empresas. Ela travou o setor e o seu desmonte tem sido crucial para o retorno dos investimentos, diz Marcelo Allain, ex-secretário do Programa de Parcerias de Investimento durante o governo Temer e hoje sócio da consultoria BR Infra Group.

As mudanças feitas pela ex-presidente geram inseguranças e disputas judicias até hoje no mercado, mas quem voltou a investir mais rápido obterá retornos interessantes, diz Polizzi, do Modal.

Com a melhora do cenário regulatório, os investimentos externos devem continuar. “Em 2018, o perfil de investimentos também deve ser de estrangeiros. Vai depender do apetite do governo para leilões”, diz Ana Karina Souza, sócia do Machado Meyer.

Souza destaca leilões de transmissão e de geração, ainda no primeiro semestre. Além disso, diz ela, há ativos importantes que deverão ser colocados à venda neste ano, como a Cesp (Companhia Energética de São Paulo) e ativos da Eletrobras.

O gás também se mostra cada vez mais atrativo. “De refém da Bolívia, o país agora é produtor de gás, que vem do pré-sal. Como o pré-sal está em fase ascendente, vai ter muito gás”, diz Frischtak.

Os investimentos que devem continuar sendo feitos em eletricidade e gás são importantes também porque estimulam o crescimento de longo prazo e a produtividade do país, diz Luis Afonso Lima, diretor-presidente da Sobeet, entidade cujo foco é a inserção internacional.

Em 2017, os investimentos em infraestrutura atingiram seu ponto mais baixo nas últimas cinco décadas, de 1,37% do PIB (Produto Interno Bruto), segundo a Inter B.

Fonte: Flavia Lima e Taís Hirata | Folha de São Paulo

Governo propõe liberar compra de terras por estrangeiros que queiram investir no setor elétrico

O Ministério de Minas e Energia (MME) propôs acabar com os limites para compra e arrendamento de terrenos rurais para estrangeiros que pretendam investir em projetos de energia elétrica no Brasil. O objetivo é aumentar a atração de capital externo para investimentos nessa área no país. A mudança está no projeto de novo marco regulatório do setor elétrico, tornado público nesta sexta-feira. O texto foi encaminhado à Presidência da República para, em seguida, ser submetido à análise do Congresso Nacional.

Atualmente, há barreiras para aquisição e arrendamento de imóveis rurais para estrangeiros que, segundo o MME, têm “reduzido os agentes que poderiam investir na expansão da oferta de energia elétrica, principalmente nas fontes alternativas”. Por isso, a proposta é extinguir essas restrições, desde que os imóveis sejam destinados à execução das atividades de geração, transmissão e distribuição de energia elétrica.

— Hoje o setor elétrico é aberto a um conjunto de empresas nacionais, mas com capital estrangeiro. Esses investidores, para fazer um investimento em um parque eólico ou em uma linha de transmissão, têm dificuldade na aquisição das terras. Para investimentos do setor energia, pela natureza deles, que são investimentos regulados, fiscalizados e que os ativos estão e produzem energia para o território nacional, não deveria haver esse tipo de restrição, porque ela diminui a competição. Isso prejudica os consumidores — explicou o secretário-executivo do Ministério de Minas e Energia, Paulo Pedrosa.

O projeto não derruba toda a lei nº 5.709, de 1971, que rege a aquisição de imóveis rurais por estrangeiros, de forma que o Estado continuará exercendo o seu papel regulador na aquisição de imóveis rurais por empresas brasileiras controladas por estrangeiros, explicou o ministério.

Caso seja aprovada, a proposta deve facilitar a entrada de empresas controladas por estrangeiros no Brasil em áreas como geração de energia eólica e solar e de construção de linhas de transmissão de energia. As principais localidades em que esse investimentos estão sendo feitos hoje estão no Nordeste.

MERCADO LIVRE

As mudanças sobre a aquisição de imóveis por estrangeiros faz parte de uma ampla proposta de reformulação na legislação do setor elétrico, antecipadas pelo GLOBO. As principais mudanças são na forma como a energia é comercializada. A intenção é abrir, de forma lenta e gradual até 2026, o mercado livre, no qual consumidores podem adquirir energia diretamente dos geradores. Isso vai permitir que pequenos comércios passem a contratar energia diretamente dos geradores.

Dessa forma, o consumidor escolhe de quem vai contratar a energia, e dá direito a uma negociação de duração de contratos e de valores — o que deixa o preço da energia mais barato. Por outro lado, para compensar o potencial impacto para as distribuidoras dessa migração, a proposta traz uma classificação da migração de consumidores como hipótese de sobrecontratação involuntária das concessionárias (disponibilidade de energia em quantidade superior a necessidade). O texto aprimora a venda de excedentes pelas distribuidoras e permite a transferência bilateral entre as empresas.

— A reforma é o primeiro passo na linha de levar o setor elétrico à modernidade, com ganhos de eficiência e benefícios para o consumidor, dentro de um amplo diálogo com a sociedade. A consequência vai ser melhorar o ambiente e preparar o setor para novas tecnologias — disse o presidente da Empresa de Pesquisas Energética (EPE), Luiz Augusto Barroso, que participou das discussões.

O projeto também inclui uma proposta para resolver o impasse bilionário do risco hidrológico (quando as usinas hidrelétricas produzem energia abaixo do previsto em contrato).

INCENTIVO À ENERGIA LIMPA

O projeto mexe ainda com o modelo de formação de preços, a forma de indenização a transmissoras (por conta da renovação antecipada de contratos feita em 2013), além de outros detalhes técnicos com a intenção de dar mais segurança jurídica e permitir a ampliação de investi=mentos no setor.

— Essa proposta parte do reconhecimento que o ciclo do setor baseado em dinheiro de estatais e de financiamentos de bancos públicos, em repasse automático e compulsórios para consumidores, se esgotou. Agora é o novo ciclo, do investimento competitivo — disse Pedrosa, sobre a reforma do setor elétrico.

O governo também propõe a criação de um mercado de certificado de energia limpa. Tecnologias como da energia eólica, solar, biomassa e de pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) terão um certificado. Esse “carimbo” vai garantir uma receita extra ao gerador, de maneira a bonificá-lo por produzir energia por meio de fontes limpas. Hoje, o incentivo é feito por meio de descontos da tarifa de transmissão, o que os técnicos do governo consideram pouco relacionado com os objetivos de reduzir emissões. A proposta só sera implementada, no enanto, após a conclusão de estudos pelo governo para escolher a melhor forma de executá-la.

Fonte: Manoel Ventura