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Geração solar deverá ter custo 50% menor até 2020, aponta Irena

Relatório divulgado na 8a. assembleia da associação reporta queda de preços das renováveis ao ponto de serem competitivas quando comparadas ao combustível fóssil

O custo de geração de energia eólica terrestre caiu cerca de um quarto desde 2010 e os custos de energia solar fotovoltaica caíram 73% nesse período, de acordo com a análise da Agência Internacional de Energia Renovável (IRENA, na sigla em inglês). O relatório, divulgado nesta segunda-feira, 15 de janeiro, também destaca que os custos da energia solar deverão diminuir ainda mais, caindo pela metade até 2020.

Segundo estimativas da entidade, os melhores projetos de energia solar e eólica terrestre poderiam estar fornecendo eletricidade por um equivalente a 3 centavos de dólar por quilowatt-hora (kWh) no próximo dois anos, ou até menos. Essa perspectiva tem como base os recentes resultados de leilões, o que sugere a possibilidade de projetos futuros reduzindo significativamente as médias atuais. Os custos médios ponderados globais nos últimos 12 meses para a energia solar e a energia eólica terrestre estão em US$ 0,06 e US$ 0,10 centavos por kWh respectivamente.

O relatório destaca que a energia eólica terrestre agora é rotineiramente encomendada por US$ 0,04 por kWh. O atual espectro de custos para a geração de energia de combustíveis fósseis varia de US$ 0,05 e US$ 0,17 por kWh.

Na avaliação de Adnan Z. Amin, diretor geral da entidade, esta nova dinâmica sinaliza uma mudança significativa no paradigma energético. E ainda, que esses declínios de custos em todas as tecnologias são sem precedentes e representativos do grau em que as energias renováveis ​​estão revolucionando o sistema energético global.

O relatório, intitulado “Custos de geração de energia renovável em 2017” foi lançado no primeiro dia da 8ª Assembleia da Irena em Abu Dhabi. Há o destaque de que outras formas de geração de energia renovável, como os projetos de bioenergia, geotérmica e hidrelétrica nos últimos 12 meses, competiram nos custos com a energia gerada a partir de combustíveis fósseis.

As práticas competitivas de aquisição, juntamente com o surgimento de uma grande base de desenvolvedores experientes de projetos de médio a grande concorrentes para oportunidades de mercado global, são citados como novos fatores de redução de custos recentes, além de avanços tecnológicos contínuos.

O relatório também destaca que os resultados de leilões de energia indicam que os projetos de energia eólica offshore e energia solar concentrados no período entre 2020 e 2022 custarão na faixa de US$ 0,06 a US$ 0,10 por kWh, apoiando a implantação acelerada globalmente. A  Irena projeta ainda que todas as tecnologias de energia renovável competirão com os fósseis no preço até 2020.

 

Fonte: Canal Energia

 

Energia solar e eólica serão em breve mais baratas que carvão, diz Statkraft

A elétrica estatal norueguesa Statkraft espera uma transição mais rápida para energias renováveis no mundo, uma vez que o custo de novas usinas solares e eólicas deverá cair e se tornar mais baixo que a geração a carvão na próxima década, mesmo sem subsídios, disse nesta quinta-feira o CEO da companhia, Christian Rynning-Toennesen.

“Haverá uma série de novas oportunidades de negócios emergindo dessa corrida para as renováveis. Nós precisamos nos adaptar e olhar para essas novas possibilidades”, disse ele, ao participar de uma conferência em Oslo.

“O que nós temos visto é só o começo”, adicionou o executivo.

Ele disse esperar que em cerca de sete anos as novas usinas solares possam competir com o custo operacional de usinas a carvão em operação, o que significa que será atingido um ponto em que a geração solar poderá competir com o carvão em questão de custos mesmo sem qualquer subsídio.

“Em quase todos nossos mercados, novas solares e novos projetos eólicos onshore já são as tecnologias de menor custo entre todas fontes quando pensamos em nova capacidade”, afirmou.

Ele adicionou que, nos países escandinavos, usinas eólicas onshore já são a fonte mais barata para a construção de novas usinas ligadas à rede.

“Essas também são tecnologias que não têm dificuldades de construção… então as barreiras para entrada no mercado são pequenas, as possibilidades para que novas empresas que nunca foram da indústria de energia estão lá, e a competição é extremamente forte”, concluiu.

Fonte: Joachim Dagenborg | Reuters

Geração solar fotovoltaica ultrapassa a marca de 1 gigawatt no Brasil

Marca histórica posiciona o país entre os 30 principais mercados do mundo

O Brasil acaba de ultrapassar a marca histórica de 1 gigawatt (GW) em projetos operacionais da fonte solar fotovoltaica conectados na matriz elétrica nacional. O levantamento realizado pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), revela que a potência é suficiente para abastecer 500.000 residências do país.

De acordo com a associação, apenas 30 dos 195 países do mundo possuem mais de 1 GW da fonte solar fotovoltaica. O marco é resultado do forte crescimento dos mercados de geração centralizada e geração distribuída solar fotovoltaica no ano de 2017.

“Na geração centralizada, contamos com a inauguração de grandes usinas fotovoltaicas localizadas nos estados da Bahia, Piauí, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Pernambuco e representam uma potência total de 0,935 GW”, explicou o presidente executivo da ABSOLAR, Dr. Rodrigo Sauaia.

Na geração distribuída foi registrado um forte crescimento no uso pela população, empresas e governos de sistemas fotovoltaicos em residências, comércios, indústrias, prédios públicos e na zona rural, em todas as regiões do país, resultando em uma potência total de 0,164 GW.

“Somando estes dois segmentos do mercado, atingimos praticamente 1,1 GW operacionais no país desde o início de 2018, em linha com as projeções da ABSOLAR anunciadas em janeiro de 2017”, comemora Sauaia.

Rio Grande do Norte

Em quatro anos, o Rio Grande do Norte ampliou em mais de 4000% sua capacidade instalada de geração em energia solar fotovoltaica distribuída. O estado passou de 56 kilowatts em 2013 para 2.219 kw no primeiro semestre do ano passado.

Para Jean-Paul Prates, presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), a região nordestina precisa criar um ambiente favorável, como foi feito no caso da energia eólica. Nesse sentido, ele aponta que o estado está caminhando positivamente.

“Quando nós começamos o trabalho em relação à eólica, havia um deserto de circunstância e tivemos que criar um ambiente favorável para a energia eólica. É a mesma coisa com a solar”, pontua Prates.

Em dezembro do ano passado, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou a operação comercial da usina solar Assu V, adicionando à matriz energética do estado mais 30 MW de capacidade instalada.

O empreendimento ocupa uma área de 72 hectares no município de Assú (RN) e contou com investimento de R$ 220 milhões. Certificada pela Organização das Nações Unidas (ONU) a usina vai gerar, além de energia renovável, créditos de carbono ao evitar a emissão de mais de 46 mil toneladas de CO2 por ano.

Fonte: CERNE Press com informações da Absolar

Aneel autoriza operação comercial de 30MW em usina solar no Rio Grande do Norte

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) publicou no Diário Oficial da União desta terça-feira (26) a autorização para operação comercial da usina solar Assu V. O despacho confirma do COD da usina, que tem 30 MW de capacidade instalada, ocupa uma área de 72 hectares no município de Assú (RN) e contou com investimento de R$ 220 milhões. Certificada pela Organização das Nações Unidas (ONU) no Mecanismo de Desenvolvimento Limpo, Assu V vai gerar, além de energia renovável, créditos de carbono ao evitar a emissão de mais de 46 mil toneladas de CO2 por ano.

“Com essa usina ampliamos nossa experiência no setor fotovoltaico e consolidamos nossa entrada definitiva na geração solar centralizada”, diz o diretor-presidente da ENGIE Brasil Energia, Eduardo Sattamini. O empreendimento, segundo o executivo, reforça a estratégia global da ENGIE de investir na geração de energia renovável. “Ao lado da geração fotovoltaica distribuída, este é um mercado para o qual visualizamos um crescimento expressivo nos próximos anos”, revela Sattamini. O diretor de Geração da ENGIE, José Laydner, conta que estudos mostraram a forte incidência de raios solares e poucas chuvas durante o ano na região do Vale do Açu, onde está o projeto. “Essa é a condição ideal para a geração fotovoltaica”, sinaliza.

Foram dois anos de estudos e negociações desde a vitória no 8° Leilão para Contratação de Energia de Reserva e 257 dias de obras desde o início da construção. Durante o cronograma de obras, houve  uma mudança do ponto de conexão do projeto ao Sistema Interligado Nacional, que estava programado para ocorrer na Subestação Açu 3. Com a interrupção da obra por parte do investidor responsável, a conexão passou para a Subestação Açu 2, já em operação.

Fonte: CERNE Press com informações Engie Energia

Brazilian wind is back in the game – but the game has changed

The 1.4GW of wind contracted in Brazil rewards the country’s supply chain for playing the long game, but falling prices mean it’s by no means business as usual, writes Alexandre Spatuzza

One of the first OEMs to celebrate the result of Brazil’s latest tender was Siemens Gamesa, which says it won a “substantial market share” of the 1.4GW of new capacity contracted for 2021 and 2023.

The manufacturer also said the victory will allow it to upgrade to bigger, newer models from the current 2MW, G114 and other platforms assembled in Brazil.

Even so, the record low price of around $30/MW reached in December’s second tender – in which most of the wind was contracted – will be challenging for the OEMs active in Brazil, which up to 2015 got used to prices above $50/MWh, even as other countries in the region saw rates falling well below that.

“Brazil is back in the game, and it is now following the trend of sharp decline in prices of wind and solar power seen in other tenders in Mexico, Chile and Europe,” Rodrigo Ferreira, supply chain and institutions director for Siemens Gamesa in Brazil told Recharge.

Differently from its Latin American counterparts that hold tenders denominated in US dollars, Brazil not only has a local-currency PPAs, but also has the strictest local content rules. Those regulations have led six OEMs to open up nacelle assembly plants and invest over R$1bn ($310m) to develop a local supply chain since 2013.

Producing locally is the only way that project sponsors can tap development bank BNDES’s cheap and partially subsidised financing to buy machines, avoiding exposure to foreign exchange risks, which, in Brazil are unbearable, given the lasting political and economic instability of the past three years.

In fact, some say that such protectionism was one of reasons for Brazil’s stability in wind prices around the $50-$60/MWh level. With no competition from abroad, who would move to reduce prices if financing is guaranteed by the BNDES at almost unchanged rates and conditions, and the government is constantly buying new capacity?

But then came the crisis: with economic free-fall since 2014, political turmoil – which led to an unorthodox change in government – meant the tenders stopped and the carefully-built 2GW-a-year wind power supply chain was thrown into disarray.

Although for solar power – which contracted 574MW at the first tender also at record low prices – tapping foreign financing seems to have been an option due to the lack of a developed local supply chain, and even as wind power players dabbled with overseas funding, it seems that BNDES and the local supply chain managed to retain the buyers’ preference.

So, if interest rates have fallen little, if foreign financing seems to have been discarded, and if BNDES will still be funding most of the 51 projects that Enel, EDPR, Iberdrola, Voltalia and others contracted, what happened for prices to fall so drastically?

The main factor was hunger for new contracts. Developers had built up a projects pipeline of 26GW, an investment which cannot easily be written off because it mobilises a lot of manpower and money in a country with complex, bureaucratic and strict environmental rules.

So investors had to grab the first opportunity that showed itself, and this came under the name of economic recovery. Albeit still shy and unpredictable, we’re talking about 2023 – six years from now – when a large BRICS country with a 200 million plus population is very likely to have broken free from the straightjacket of recession.

True, this has been one of Brazil’s worst slowdowns, but no developing country can remain without growing for too long. A relatively young population and pent up demand for improvements in a global economy are always a magnet for economic growth, even without the support of a fiscally crippled government.

Also, by 2023, a new elected government will hopefully have more legitimacy and clarity in policies, applying lessons learned for democratic living and turning the page on the political depression that currently has its grips on Brazil.

So if in the first tender the seven distributors that bought power projected only 39TWh of demand over 20 years starting in 2021, in the second tender, not only more utilities signed contracts, but they also bought 10 times more power over 20 years starting in 2023.

“It’s a signal that the economy is recovering, although we cannot say it will be constant,” said Élbia Silva Gannoum, executive president the Brazilian Wind Power Association (ABEEólica) moments after the tender.

Hunger was also the driver for the supply chain.

Aside from Siemens Gamesa, Vestas, Nordex-Acciona, Wobben Windpower (Enercon), GE and local player WEG held on for two years without new contracts, none throwing in the towel and all trying to find ways to ensure some kind of activity after July 2018, when most of them will have fulfilled the 17GW of orders placed in the tenders between 2009 and 2015. So when this tender came, they were gasping for new contracts.

Even so, something else must have changed in Brazilian market.

Jean-Paul Prates, energy consultant and head of the renewable energy think tank Cerne, put it like this: “The fast of contracts shook what was an accommodated market, and engineering services suppliers as well as OEMs all knew they had to do something, so this resulted in lower prices.”

Differently from neighbouring Argentina, where competition for 10GW of contracts for 2025 in a ‘virgin’ market led to a sharp decline in prices as players jostle for position – sometimes risking returns in the short term – Brazil is a much mature market.

So investors know how to the play the game here. In fact, they have helped create the rules of the game as Brazil surged from zero wind power capacity in 2009 to 12.5GW at the close of 2017.

The winners of this year’s tenders are large international utilities who not only have interest in other sectors in Brazil, but also have easier access to capital. They also have firepower when needed to negotiate with suppliers by the sheer bulk of their buying capacity. This also forces a change in the market.

Whether such price levels will continue in the three upcoming tenders already scheduled for 2018, is still uncertain. But Siemens Gamesa’s strategy could indicate what is coming for OEMs and investors alike.

Ferreira clearly linked the success in the tender with the measures taken within the company while procurement was frozen, which he summarised as ‘gains in competitiveness’.

This ranges from offering auxiliary consulting services in the design of projects to doubling its supply chain – from around a 150 to 300 says Ferreira – to offering new technology to its clients.

But keeping its supply chain alive through an audacious exporting scheme, says Ferreira, made suppliers invest to be able to sell products in foreign markets.

“When our suppliers made a commitment to improve competitiveness for the foreign market, it made them competitive in the local market also,” says Ferreira, adding that the company will continue to export components.

Perhaps the cliché of “opportunity in times of crisis”, a favourite of management gurus in the 1990s, has been confirmed by Brazil’s wind sector. But perhaps the tender also confirms the resilience of the renewable energy sector and its capacity to play the right game when its sights are set on the long-term.

In any case, if the new Brazilian government planners had any doubts about whether the tender system put in place in 2004, with wind debuting in 2009, still works, they no longer have. And with that, solar and wind investors have shown not only they know how the play the game, but that they can win, out-competing all other technologies in price.

So Brazil is back in the game, as expected. After all 12.6GW installed, 5GW being built and the 1.4GW now contracted is but fraction of Brazil’s 200GW plus wind power achievable potential, making resilience pay off.

Fonte: Alexandre Spatuzza | Recharge Brazil

Energia solar pode acelerar expansão após forte queda de preço em leilão, diz setor

O Brasil contratou novas usinas de energia solar em um leilão nesta segunda-feira a um preço médio equivalente a cerca de 44 dólares por megawatt-hora, contra 78 dólares na última licitação para projetos da fonte, em 2015, em um sinal de competitividade que pode acelerar a expansão da tecnologia no país, disse à Reuters o chefe de uma associação do setor.

Em um documento com planos para a expansão da geração de energia no Brasil nos próximos dez anos publicado recentemente, a estatal Empresa de Pesquisa Energética (EPE) disse que poderia acelerar a contratação de usinas solares se a fonte apresentasse queda significativa de preços, o que para a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) já é uma realidade.

No leilão desta segunda, que contratou projetos para iniciar operação em 2021, os investidores fotovoltaicos apresentaram preços em média 56 por cento menores que o teto definido para a disputa, e terminaram com cotações mais baratas que empreendimentos hidrelétricos, até então o carro-chefe da matriz brasileira, e que térmicas a biomassa.

“É um patamar importante de competição. Esse leilão de fato marcou uma mudança de patamar da fonte… quando a gente olha o resultado, acreditamos que o Brasil já precisa começar a olhar com mais protagonismo para o papel da fonte em sua matriz”, disse o presidente da Absolar, Rodrigo Sauaia.

Os empreendimentos solares responderam por cerca de 85 por cento da capacidade contratada na licitação, com 574 megawatts em capacidade, dentre 674,5 megawatts contratados.

O preço de referência praticado pelos investidores da fonte variou de um máximo de 250 reais por megawatt-hora a um mínimo de 155,82 reais. O teto era de 329 reais por megawatt-hora.

Sauaia atribuiu o desempenho das usinas na concorrência a um grande número de investidores interessados em um cenário de baixa demanda por contratação e à evolução tecnológica, que tem derrubado preços de equipamentos.

Houve, ainda, uma contribuição da taxa de câmbio, mais favorável agora do que em 2015, acrescentou ele.

Entre as empresas que viabilizaram projetos na disputa apareceram a AES Tietê, da norte-americana AES, e a Enel Green Power, do grupo italiano Enel, líder em investimentos na fonte no Brasil.

De acordo com a Absolar, o Brasil possui atualmente cerca de 850 megawatts em usinas solares em operação comercial e deverá alcançar até o final do ano a marca de 1 gigawatt, o que colocará o país em um clube com pouco mais de 20 nações que alcançaram esse patamar em todo o mundo.

Apesar do marco, a fonte ainda representa menos de 1 por cento da matriz elétrica do país, liderada pelas hidrelétricas, que respondem por cerca de 60 por cento da capacidade.

Fonte: Reuters | Luciano Costa

Leilão de energia A-4 termina com deságios altos e contrata 228,7 MW médios

O leilão de energia A-4 realizado nesta segunda-feira (18) contratou 228,7 megawatts (MW) médios de energia, a um preço médio de R$ 144,51 por megawatt-hora (MWh). Além da baixa contratação, o certame foi marcado pelos elevados deságios, que superaram 50% no caso das fontes eólica e solar.

A fonte solar foi a grande vencedora, com a contratação de 172,6 MW médios, envolvendo investimento de R$ 3,8 bilhões, e uma potência de 790 megawatts-pico (MWp). O preço médio da fonte foi de R$ 145,68/MWh, deságio de 55,7% em relação ao máximo estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), de R$ 329/MWh.

A fonte eólica vendeu apenas dois projetos, ambos da empresa francesa Voltalia. Os dois empreendimentos situam-se no Rio Grande do Norte e garantem mais 64MW de potência, com investimentos estimados em R$ 355 milhões nos próximos 3 anos. O preço médio foi de R$ 108/MWh, deságio de 60,9%.

“O leilão de hoje contratou pouco, devido a várias limitações impostas pelo edital. Mas teve competição acirrada com deságios bem acentuados”, destacou o presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), Jean-Paul Prates.

Ele acrescenta que os resultados podem melhorar no próximo leilão, marcado para essa semana. ” Na quarta-feira (20), com a realização do leilão A-6,  deverão sair mais projetos eólicos vitoriosos, pois muitas limitações do edital de hoje aparecem modificadas nas regras do A-6. Isso pode garantir boas perspectivas para Rio Grande do Norte, Ceará, Paraíba, Piauí, Bahia e Pernambuco”, analisa Prates.

O leilão também contratou duas pequenas centrais hidrelétricas (PCHs), de 9,5 WM médios de garantia física e 11,5 MW de potência. Os empreendimentos somam R$ 31,1 milhões em investimentos e tiveram preço médio de R$ 181,63/MWh, desconto de 35,36%.

Por fim, foi contratada uma termelétrica a biomassa, com preço de R$ 234,92/MWh, desconto de 28,6%. O projeto tem 8,6 MW médios de garantia física e 25 MW de potência, e envolve investimento de R$ 44,160 milhões.

No total, o certame envolveu 39,113 milhões de MWh e investimentos de R$ 4,286 bilhões.

 

Fonte: CERNE Press com informações do Valor Econômico

Aneel libera fotovoltaicas no Piauí para operação comercial

A Agência Nacional de Energia Elétrica liberou para operação comercial, a partir de 9 de dezembro, as unidades geradoras UG1 a UG32, de 937,5 kW cada, totalizando 30 MW de capacidade instalada em cada uma das usinas de geração fotovoltaica denominadas Nova Olinda 8, 9, 10,11, 12, 13 e 14, segundo despacho publicado pela Aneel nesta segunda-feira, 11 de dezembro. As usinas da Enel Green Power, que somam 210 MW, estão situadas em Ribeira do Piauí (PI).

Outra usina a receber a autorização da Aneel foi a EOL Santo Inácio III, que compreende as unidades UG1 a UG14, de 2.350 kW cada, totalizando 32.900 kW de capacidade. O empreendimento está localizado no município de Casa Nova (BA).

Por outro lado, a Aneel liberou para operação em teste, a partir de 9 de dezembro, as unidades geradoras UG1 e UG2, de 2.500 kW cada, totalizando 5.000 kW de capacidade instalada da EOL Diamante II. A usina está localizada em Gentio do Ouro (BA). No mesmo município baiano temos outra aprovada junto a Aneel, EOL Laranjeiras V, que poderá testar as unidades UG1 e UG2, de 2.500 kW cada, somando 5.000 kW de capacidade.

Já no município de Casa Nova (BA), temos outra contemplada pela autorização do órgão regulador. Trata-se da EOL Casa Nova III, que compreende as unidades UG1 a UG12, de 2.350 kW cada, formando 28.200 kW de capacidade instalada.

Outra usina a receber a autorização da Aneel foi a EOL União dos Ventos 13, que poderá testar as unidades UG1 a UG3, de 2.100 kW cada, totalizando 6.300 kW. O empreendimento está localizado no município de Pedra Grande (RN). Por fim a PCH Pedra, localizada em Passos Maia (SC), também recebeu o parecer da Agência, e testará duas unidades: UG1 e UG2, de 2.800 kW cada, somando 5.600 kW de capacidade instalada.

Fonte: Canal Energia

Pernambuco lança Atlas para mapear energias eólica e solar

Pernambuco mapeou seu potencial de energia eólica e solar através de um atlas lançado nessa quarta-feira (29). O material, disponível para o público, aponta as áreas de maior capacidade do Estado para geração das fontes renováveis e os dados técnicos para atrair investidores do setor. Com 100 GW (Gigawatt) de potencial de energia eólica e uma capacidade de 1.200 GW de energia solar, Pernambuco se mostra como um potencial de fonte alternativa e se propõe a utilizar o Atlas Eólico e Solar como uma sustentabilidade para a região.

As condições climáticas do Estado mostram a potencialidade forte de geração solar, com o Sertão como a grande área propícia, principalmente na região do Araripe. Já a energia eólica tem a sua maior potência no Agreste pernambucano. “O atlas é uma oportunidade de conhecer o potencial energético do Estado. A grande vantagem é que a região junta as condições climáticas de potencial de energia com as conexões das redes de transmissão”, explica o secretário Executivo de Energia, Luiz Cardoso Ayres Filho.

Do total de potencial de energia eólica do Estado, Pernambuco explora 700 (Megawatts). Esse número equivale a 16% da energia gerada e 28% da energia consumida. “O que temos hoje é muito pequeno em relação ao potencial, mas estamos avançando. Hoje, quase 20% das energias produzidas em Pernambuco são energias limpas e vamos continuar com esse olhar para atrair investidores”, ressaltou o governador Paulo Câmara, em anúncio feito no Palácio do Governo Federal. O Estado conta com 119 usinas geradoras de energia elétrica, com cerca de 4.097 MW de potência instalada, de acordo com dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

A geração híbrida também é um modelo a ser explorada: o complemento das energias solar e eólica. “Na região da costa litorânea, os ventos são constantes, e no Sertão os ventos são fortes durante a noite e praticamente de dia não tem vento. Essa complementação com a energia que vem do sol faz com que o Estado tenha uma energia de base muito forte. Talvez, Pernambuco seja o Estado do País que tenha mais adequação à implantação de usinas híbridas”, destacou Ayres Filho. Para o governador, o primeiro parque híbrido do Brasil, em Tacaratu, no Sertão do Itaparica, representa um desenvolvimento relevante no Brasil para o setor.

Mesmo com a redução dos leilões de energia renováveis por parte do Governo Federal, Ayres Filho considera que isso representa uma arrumação do setor elétrico brasileiro. “Houve um incremento de usinas térmicas muito forte, uma oferta de energia muito forte, e não teve o crescimento do consumo que estava sendo esperado. Então, o que houve não foi uma suspensão, talvez um pequeno retardamento. Na hora que o país retomar o crescimento, está pronto para esse crescimento”, apontou o secretário, acrescentando que em dezembro haverá grandes leilões da Aneel, com muitas usinas eólicas e solares a serem leiloadas.

Fonte: Folha de Pernambuco

Energia solar é incluída no Programa Minha Casa, Minha Vida

Iniciativa foi fruto de trabalho conjunto entre ABSOLAR, FIESP, Furnas e Ministério das Cidades e consolida compromisso anunciado pelo Ministério à sociedade em agosto de 2017

O uso de energia solar fotovoltaica em projetos habitacionais de interesse social do Governo Federal torna-se uma realidade em nível nacional, a partir da publicação da Portaria nº 643/2017, que dispõe sobre as condições gerais para provisão de sistemas alternativos de geração de energia para empreendimentos contratados no Programa Minha Casa Minha Vida (MCMV).

A iniciativa é fruto de análises de viabilidade e de modelos de negócio, desenvolvidas por meio de um protocolo de intenções, assinado em 2016 entre o Ministério das Cidades, Ministério do Trabalho e Fiesp. Os estudos contaram com a coordenação da Fiesp e trabalhos técnicos da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), Furnas e instituições parceiras.

Segundo o Presidente Executivo da ABSOLAR, Dr. Rodrigo Sauaia, a nova diretriz beneficiará diretamente a população de baixa renda, por meio da geração de energia renovável, limpa e de baixo impacto ambiental a partir do sol, diretamente nos telhados das residências e condomínios do MCMV. “A ABSOLAR e o setor solar fotovoltaico celebram com grande alegria este marco histórico do Ministério das Cidades, que contribuirá para o desenvolvimento social, econômico e ambiental do país, com especial atenção aos menos favorecidos. Isso demonstra que a energia solar fotovoltaica está se tornando uma tecnologia democrática e acessível a todas as faixas de renda”, comemora Sauaia.

Segundo os cálculos do estudo, com a inclusão da energia solar fotovoltaica em residências e condomínios do MCMV, será possível reduzir em até 70% os gastos com energia elétrica dos beneficiados, aliviando os orçamentos das famílias para que possam melhorar sua alimentação, saúde, educação e qualidade de vida. Os benefícios da iniciativa, no entanto, ultrapassam a economia direta na conta de luz. “Este passo contribuirá também para a geração de milhares de empregos locais e de qualidade, criando novas oportunidades de trabalho para a população, distribuindo renda, movimentando a economia e gerando riqueza ao país”, explica Sauaia.

Sobre a ABSOLAR

Fundada em 2013, a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR) congrega empresas e profissionais de toda a cadeia produtiva do setor solar fotovoltaico com atuação no Brasil, tanto nas áreas de geração distribuída quanto de geração centralizada. A ABSOLAR coordena, representa e defende o desenvolvimento do setor e do mercado de energia solar fotovoltaica no Brasil, promovendo e divulgando a utilização desta energia limpa, renovável e sustentável no País e representando o setor fotovoltaico brasileiro internacionalmente.

Fonte: Absolar

Piauí tem o maior parque de energia solar em operação na América do Sul

Neste país tropical, as iniciativas para aproveitar nossos recursos naturais se multiplicam. No sertão do Piauí, onde sobra sol e vento, isso está mudando a vida de muita gente.

Gente que fala diferentes línguas e que acaba de finalizar um projeto que vem mudando a vida de moradores do sertão piauiense. A do Aílton por exemplo. Ele já trabalhou como vigilante, vendedor, instalador de gesso. Ficou desempregado por nove meses.

“Hoje minha carteira tem operador de instalação. Então, isso me abriu muito os horizontes, isso me abriu muitas as oportunidades”, diz Aílton Pereira.

Oportunidade que surgiu no quintal de casa. Forte radiação, baixa umidade, muitas horas e muitos dias de sol, características que atraíram para o Piauí o maior parque de energia solar em operação da América do Sul.

O cenário mais parece de um filme de ficção científica, são quase um milhão de painéis distribuídos numa área do tamanho de 700 campos de futebol.

A usina fica na cidade de Ribeira do Piauí, a 490 quilômetros de Teresina. Ela acaba de entrar em operação fornecendo ao sistema interligado nacional 292 megawatts, energia suficiente para abastecer diariamente uma cidade com 1,2 milhão de pessoas.

“Isso é uma indicação da potencialidade da energia solar como fonte de contribuição a matriz, as necessidades da matriz energética do país”, disse Tomassio Quadrini, gerente de projetos.

Hoje a participação da energia solar na matriz energética do Brasil é de apenas 0,2%. A meta do setor é atingir 10% em 2030.

Já o vento é aproveitado há um bom tempo. Em 2008, foi instalado o primeiro parque de energia eólica do Piauí. De lá para cá, já são 36 parques funcionando e mais 27 em construção. Hoje, o estado está entre os principais produtores desse tipo de energia no país.

Seu Francisco e dona Margarida já sabem o tamanho desse impacto. Hoje eles vivem numa casa novinha, com cinco quartos e um caminhão na garagem. Parte das terras casal foi arrendada para a instalação de duas torres eólicas.

“Mudou muito, a gente não se preocupa mais com o dinheiro da feira, graças a Deus, a gente já sabe que tem todo mês”, conta Francisco.

Já a comunidade quilombola também saiu ganhando com a energia solar. Recebeu livros dos funcionários da empresa, a escola foi pintada e cercada e parte do material se transformou numa pracinha.

“O nosso sol natural está ajudando bastante, então, a gente fica feliz por isso, porque através dessa solar chegaram muitos benefícios para o nosso Piauí”, diz a moradora Mirian Rodrigues.

Assista reportagem, clique aqui.

Fonte: Jornal Nacional

Aneel libera usina solar no Rio Grande do Norte para operação comercial

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou na última segunda-feira, 20 de novembro, o início da operação comercial de várias usinas nas regiões Nordeste e Sul. No Rio Grande do Norte, foram liberadas as unidades UG2 a UG18 da UFV Floresta III, de 1 MW cada, totalizando 7 MW. O complexo é composto por três usinas solares fotovoltaicas, totalizando uma área de 318 hectares, localizada na cidade de Areia Branca. A empresa responsável pelo empreendimento é a norte-americana Solar Direct.

A Aneel também liberou 29,4 MW nas unidades UG1 a UG14 da EOL Santo Inácio III, que fica em Icapuí, no estado do Ceará. Outra eólica do complexo, a EOL Santo Inácio IV, teve 23,1 MW liberados para operação através das turbinas UG1 a UG11. Ainda no Ceará a EOL São Raimundo teve as unidades UG1 a UG11, que somam 23,1 MW, foram liberadas.

Fonte: CERNE Press com informações do Canal Energia

Aneel aprova edital de ‘Leilão A-4’ com preço-teto de R$ 329/MWh

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou, nesta terça-feira (14), o edital do ‘Leilão A-4’ destinado à contratação de empreendimentos de geração de energia elétrica. O preço-teto da energia foi estipulado em R$ 329 por megawatt-hora (MWh). O certame será realizado no dia 18 de dezembro.

O valor máximo da energia estabelecido no edital varia de acordo com a fonte de geração. Os empreendimentos hidrelétricos, a serem contratados por quantidade, tiveram o preço-teto definido em R$ 281/MWh.

Os empreendimentos de geração eólica tiveram o preço de referência, na contratação por disponibilidade, fixado em R$ 276/MWh. Também em contratos por disponibilidade, os projetos de geração solar e termoelétrica a biomassa tiveram o valor máximo fixado em R$ 329/MWh.

Os preços iniciais definidos para disputa com os empreendimentos já outorgados, com ou sem contrato, foram definidos em: R$ 211,81/MWh para hidrelétricas (PCH e CGH); R$ 173,76/MHh para parques eólicos, R$ 230,66/MWh para projetos a biomassa e R$ 310,25/MWh para a fonte solar.

O relator da proposta de edital, o diretor da Aneel Tiago Correia, informou que já foram cadastrados 1.676 projetos para o leilão. Eles reúnem capacidade instalada de 47 mil Megawatt (MW). Desse volume total de geração, 55% são de fonte eólica e 38% de fonte solar.

Os prazos contratuais de suprimento variam entre 20 anos e 30 anos, contados a partir de 1º de janeiro de 2021. O edital prevê restrição para empresas em recuperação judicial e extrajudicial ou com histórico de atraso superior a um ano no setor.

Foto: Rafael Bitencourt | Valor Econômico

Setor solar fotovoltaico deve movimentar R$ 4,5 bilhões no país este ano

O setor solar fotovoltaico brasileiro vai movimentar mais de R$ 4,5 bilhões este ano, quando deve alcançar a marca histórica de 1 mil megawatts (MW) de projetos operacionais na matriz elétrica nacional. O aumento da capacidade instalada representa alta de mais de 11 vezes em relação aos cerca de 90 MW observados em janeiro deste ano. As projeções são da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), que espera ainda a criação de 20 mil novos empregos por conta da evolução do setor.

Elite
O crescimento deste ano colocará o Brasil no radar dos principais mercados solares fotovoltaicos do planeta e no grupo das 30 nações que mais investem nessa fonte de energia. Porém, 2017 também concentra a entrega de projetos contratados em leilões de 2014 e 2015 e novos desenvolvimentos do setor dependem de mais parques. A expectativa é que o leilão de energia nova, em dezembro, viabilize mais empreendimentos.
Com a evolução do setor em 2017, a ABSOLAR projeta a criação de cerca de 20 mil novos empregos no País. Segundo estatísticas internacionais do setor, para cada megawatt instalado em um determinado ano, são gerados de 25 a 30 novos postos de trabalho qualificados.

“O Brasil possui um dos melhores recursos solares do mundo e, com um programa nacional estruturado para desenvolver este setor, poderá se tornar um dos dez maiores mercados fotovoltaicos nos próximos anos. Hoje já somos referência em energia hidrelétrica, biomassa e eólica e não podemos ficar para trás na área solar, cada vez mais estratégica no setor elétrico internacional”, comenta Sauaia.

Fonte: Estadão

Parque solar de Apodi terá capacidade de geração de 162 MW no Ceará

Com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). O Banco do Nordeste aprovou ontem o projeto de financiamento do Complexo de Energia Solar de Apodi que está sendo construído em Quixeré, no Vale do Jaguaribe, a 218 quilômetros de Fortaleza (CE).

O contrato para liberação de R$ 477,4 milhões do foi assinado hoje (24.10.2017), na sede do banco, em Fortaleza. Esse montante representa aproximadamente 65% do custo total da planta. O restante será bancado pelos sócios na proporção da participação de cada um deles.Tem capacidade de geração de 162 MW, suficientes para para atender 160 mil residências. O projeto foi assegurado no processo de leilão licitado pela Aneel em novembro de 2015.

O projeto pertence e empresa Apodi Participações composta pela pernambucana Kroma Energia; pela paraibana Êxito Importadora e Exportadora S/A (do grupo Federal Petróleo); e pela goiana RP Participações, ligada ao grupo Total Energia. Juntas, as três empresas detêm 12,5% do negócio, enquanto as multinacionais as norueguesas Scatec Solar e Statoil respondem por 87,5%.

Rodrigo Mello, diretor da Apodi Participações, destaca a relevância do acordo com a Scatec Solar e com a Statoil. “São duas grandes corporações no mercado global de energia. O complexo, em Quixeré, é o primeiro negócio da Scatec no Brasil. Para nós, tê-los como sócios só mostra a solidez e a relevância do nosso projeto, além da possibilidade cada vez mais concreta de construirmos novas parcerias”, reforça.

Mello recorda que toda a concepção do complexo foi desenvolvida pela Kroma Energia, missão que foi delegada à empresa pelos demais sócios. “Vencemos o leilão licitado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em novembro de 2015”, recorda. “A partir daí, caímos em campo em busca de parceiros para desenvolver o negócio. Já tínhamos uma conversa bastante adiantada com a Êxito. Na sequência, a RP Participações se integrou ao grupo”, detalha.

– Primeiro negócio concreto da parceria firmada entre o consórcio Apodi Participações e as norueguesas Scatec Solar e Statoil, o Complexo de Energia Solar Apodi deverá abrir caminho para uma união de longo termo. Essa é a intenção dos sócios brasileiros, que já vislumbram, por exemplo, a ampliação da capacidade instalada da planta de Quixeré a partir de oportunidades num novo leilão de energia elétrica a ser realizado pelo governo brasileiro ainda este ano.

Concluída a fase de projeto, a estimativa de investimento total para deixar a Apodi operacional até novembro de 2018 – data limite estabelecida no leilão –, foi de R$ 700 milhões. “Naquele momento, entendemos que deveríamos procurar sócios no mercado”, observa. Vários players do setor, dentro e fora do Brasil, foram consultados, mas a conversa com os noruegueses se mostrou mais assertiva. Aconteceu em meados de 2016. No final daquele ano, um pré-acordo foi assinado. “Em maio último, batemos o martelo”, diz.

Em paralelo, Scatec Solar e Statoil também conversavam sobre uma possível parceria no Brasil. As duas empresas formalizaram, no começo de outubro, uma joint venture para atuar no mercado de energia solar no país, especificamente no Complexo de Apodi. A Statoil assinou um acordo para adquirir 40% da participação da Scatec Solar no negócio. A Statoil também terá 50% de participação na empresa de engenharia que irá executar o projeto, permitindo-a participar da elaboração e realização de novos projetos em energia solar no futuro.

A Scatec Solar, que investe em mercados emergentes, até então não operava no País. A empresa é um produtor independente de energia solar com sede em Oslo, na Noruega. Com usinas em operação produzindo 322 MW de energia, desenvolve, constrói, possui, opera e gerencia usinas. Já tem um histórico de instalação de cerca de 600 MW.

Atualmente produz 322 MW oriundos de usinas na República Tcheca, África do Sul, Ruanda, Honduras e Jordânia. Com uma presença global estabelecida, a empresa está crescendo rapidamente com uma carteira de projetos e um pipeline de mais de 1,8 GW em desenvolvimento nas Américas, África Ásia e Oriente Médio.

Já a Statoil tem uma forte presença na exploração de petróleo no litoral brasileiro.  É uma das principais produtoras, sendo operadora do campo de Peregrino e de blocos exploratórios na Bacia de Campos, na Bacia de Santos e na Bacia do Espírito Santo. Com capacidade de produção de 100 mil barris por dia, Peregrino é um dos maiores campos de óleo operado pela Statoil fora da Noruega. O complexo de Apodi é o primeiro projeto de energia solar da multinacional no mundo.

Foi firmado um Contrato de Reserva de Energia (CER) para 20 anos com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), com preço de entrega da energia de R$ 302/MWh, corrigido pelo IPCA.

O investimento terá um impacto direto na economia de Quixeré, cidade com pouco mais de 20 mil habitantes. Durante a fase de obra, o Complexo Apodi vai gerar 1,1 mil empregos diretos. A proposta dos investidores é de que pelo menos 40% dessa força de trabalho seja oriunda da cidade.

A escolha do município aconteceu como consequência da parceria comercial desenvolvida por anos entre a Kroma e a Cimento Apodi, empresa do Grupo M. Dias Branco. O grupo é dono do terreno de 800 hectares onde está sendo instalado o complexo.  Além da preocupação na contratação da mão de obra local, outro cuidado importante foi com a questão ambiental. O projeto obedeceu a todas as regulamentações ambientais.

Fonte: Jornal do Commercio | Fernando Castilho

Painéis solares iluminam a Amazônia, última fronteira do Brasil sem energia

Os rios Purus e Ituxi cortam o sul da Amazônia brasileira, onde a energia elétrica é um bem tão escasso quão precioso para as comunidades ribeirinhas.

Seguindo a lógica do rio, cujas margens servem de local de moradia para cerca de 600 habitantes da reserva Ituxi, a gasolina e o diesel literalmente movimentam a vida, e só podem ser comprados na cidade, a um preço superior a grandes centros urbanos como São Paulo.

“A última fronteira sem energia é a Amazônia. Ali você tem 2 milhões de brasileiros sem acesso à energia moderna, porque os geradores não são energia moderna, são apenas um paliativo”, diz Aurélio Souza, um engenheiro que trabalha em um projeto de fornecimento de energia para essa região de floresta, que tem como foco os painéis solares.

Em Ituxi, a maioria das construções são palafitas com latrinas externas. As mulheres lavam roupa e louça, ao mesmo tempo em que tomam banho em pequenas plataformas às margens do rio.

As casas mais estruturadas têm banheiros e instalações de água potável, extraída de poços artesianos. Nelas, o ruído dos geradores marca o cair prematuro da noite, que possibilita mais quatro horas de iluminação com lâmpadas e, em alguns casos, de televisão, para os ribeirinhos.

Os rios Purus e Ituxi cortam o sul da Amazônia brasileira, onde a energia elétrica é um bem tão escasso quão precioso para as comunidades ribeirinhas.

Seguindo a lógica do rio, cujas margens servem de local de moradia para cerca de 600 habitantes da reserva Ituxi, a gasolina e o diesel literalmente movimentam a vida, e só podem ser comprados na cidade, a um preço superior a grandes centros urbanos como São Paulo.

“A última fronteira sem energia é a Amazônia. Ali você tem 2 milhões de brasileiros sem acesso à energia moderna, porque os geradores não são energia moderna, são apenas um paliativo”, diz Aurélio Souza, um engenheiro que trabalha em um projeto de fornecimento de energia para essa região de floresta, que tem como foco os painéis solares.

Em Ituxi, a maioria das construções são palafitas com latrinas externas. As mulheres lavam roupa e louça, ao mesmo tempo em que tomam banho em pequenas plataformas às margens do rio.

As casas mais estruturadas têm banheiros e instalações de água potável, extraída de poços artesianos. Nelas, o ruído dos geradores marca o cair prematuro da noite, que possibilita mais quatro horas de iluminação com lâmpadas e, em alguns casos, de televisão, para os ribeirinhos.

Fonte: Estado de Minas

Duas maiores usinas solares da América do Sul entram em operação na Bahia e Piauí

Empreendimentos da Enel terão capacidade de produzir ao todo mais de 1.150 GWh por ano quando estiverem operando plenamente

A Enel, por meio de sua subsidiária de energia renovável Enel Green Power Brasil Participações iniciou operação de 546 MW de projetos solares fotovoltaicos no Brasil, sendo 254 MW do parque solar Ituverava e 292 MW do parque solar Nova Olinda, que são os maiores parques solares da América do Sul atualmente em operação. Ituverava fica no município de Tabocas do Brejo Velho, Estado da Bahia, e Nova Olinda está localizada no município de Ribeira do Piauí, no Estado do Piauí.

“O início da operação de Nova Olinda e de Ituverava é um marco importante da nossa presença no Brasil, na medida em que confirma nossa liderança no mercado fotovoltaico do país, assim como nosso compromisso e habilidade de desenvolver de forma rápida e eficiente os projetos que ganhamos.”, afirma Antonio Cammisecra, Presidente da Enel Green Power. “Com nossos projetos e a nossa experiência, podemos estimular o desenvolvimento do setor fotovoltaico do Brasil, com o objetivo de fortalecer ainda mais o papel fundamental que a energia solar vem desempenhando na diversificação da matriz de geração de energia do país, atendendo a crescente demanda de energia.”

A Enel investiu aproximadamente US$ 300 milhões na construção de Nova Olinda, como parte dos investimentos previstos no plano estratégico da companhia, e que serão financiados por meio de recursos próprios do grupo, assim como por um empréstimo de longo prazo concedido pelo Banco do Nordeste (“BNB”). O parque solar de Nova Olinda (292 MW), que é composto por quase 930 mil painéis solares em uma área de 690 hectares na região do semiárido, será capaz de produzir mais de 600 GWh por ano quando estiver em plena operação, o suficiente para atender às necessidades de consumo de cerca de 300 mil lares brasileiros, evitando a emissão de aproximadamente 350 mil toneladas de CO2 na atmosfera.

A construção da planta solar de Ituverava exigiu investimentos de cerca de US$400 milhões, também parte dos investimentos previstos no plano estratégico do grupo. O parque Ituverava é financiado por recursos próprios do grupo, assim como por um financiamento de longo prazo fornecido pelo Banco da China e Santander, apoiado pelo China Export & Credit Insurance Corporation Sinosure e garantido pela Enel. A planta é composta de cerca de 850 mil painéis distribuídos em uma área de 579 hectares e, uma vez em plena operação, será capaz de produzir mais de 550 GWh, o suficiente para atender às necessidades de consumo de mais de 268 mil lares brasileiros, evitando a emissão de mais de 318 mil toneladas de CO2 na atmosfera.

Os dois parques solares são apoiados por um acordo de compra de energia (Power Purchase Agreement, – PPA sigla em inglês) de 20 anos com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Fonte: CERNE Press com informações do Valor Econômico e Enel Green Power

 

Energia solar: ‘Não somos líderes, mas saímos da lanterninha’, diz associação

Até dezembro, o País terá o seu primeiro gigawatt (GW) vindo da energia solar

O ano de 2017 será um marco para a energia solar no Brasil. Até dezembro, o País terá o seu primeiro gigawatt (GW) vindo da energia solar. Isso significa quase uma hidrelétrica de Sobradinho, na Bahia, cuja represa está no menor nível da história. “Há hoje no mundo entre 25 e 30 países com essa capacidade instalada. Estamos longe da liderança, mas saímos da lanterninha”, afirma o presidente da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia.

Para chegar a essa marca, foram investidos cerca de R$ 5 bilhões em toda a cadeia produtiva. Hoje, o País tem 282 MW instalados de energia solar – muito pouco para o potencial brasileiro, que é da ordem de 28.500 GW, diz Sauaia. Para se ter ideia do que isso significa, o potencial hídrico do Brasil é de 172 GW e o eólico, de 440 GW.

Efeito dos leilões realizados pelo governo nos últimos anos, o setor chegará a 2018 com 3,3 GW de potência instalada. “Se todos os projetos forem entregues na data prevista, teremos um salto importante.” Daí para a frente, no entanto, é preciso aguardar novos leilões. Em dezembro, o governo vai realizar uma disputa para contratar energia que será entregue em quatro anos, e a solar poderá participar.

Mas a crise econômica, que reduziu o consumo de eletricidade no País, atrasou a expansão da fonte, que vinha em ascensão. O dólar mais alto encareceu o preço dos equipamentos e tirou a viabilidade de alguns projetos, a ponto de serem devolvidos para o governo federal. “Mas essa foi uma decisão de poucos investidores. A maioria manteve seu plano de investimento”, diz Sauaia. No total, 250 MW (ou 0,25 GW) foram devolvidos. Nos primeiros leilões, o preço da energia solar ficou entre R$ 200 e R$ 300 o MWh.

Sauaia diz que, em alguns países, a solar já é mais barata que a eólica. Isso é resultado do avanço tecnológico, que dá mais eficiência e torna os equipamentos mais baratos. Só no ano passado, houve um incremento de 75 GW na matriz mundial, que conta com capacidade de 305 GW – o dobro de toda a matriz brasileira.

Desafio 

Por aqui, um dos principais desafios do setor é desenvolver a cadeia produtiva de forma a baratear o custo da energia, como ocorreu com a energia eólica. O presidente da Absolar diz que o cenário vem mudando e que já há cerca de 20 fabricantes no País. O difícil, no entanto, é competir com o preço dos chineses.

Apesar dos desafios, o presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Luiz Augusto Barroso, diz que o futuro elétrico está na energia renovável. “Daqui para a frente, não vamos ter uma expansão de geração por meio de hidrelétricas de grande porte, como ocorreu até agora.” Nesse vácuo, as novas fontes vão ganhar espaço, especialmente a eólica e a solar. “Todas tiveram um período de maturação das tecnologias que culminaram na redução de custos.”

De acordo com o Plano Decenal de Energia 2021-2026, a fonte solar deverá alcançar cerca de 7 GW no período. Barroso explica que, assim como a eólica, a solar é complementar às demais fontes, com o benefício de produzir mais no horário de pico. Mas, como são fontes intermitentes, que não produzem o tempo todo, haverá necessidade de elevar a participação das térmicas a gás na matriz elétrica para dar segurança ao sistema. “Teremos uma matriz bem mais diversificada e robusta.”

Fonte: Renée Pereira | O Estado de São Paulo

Leilão de descontratação de energia registra forte ágio e arrecada R$105,9 milhões

O inédito leilão de descontratação de energia elétrica cancelou nesta segunda-feira 183,2 MW médios, com um prêmio médio pago pelas empresas participantes de 66,02 reais por MWh em empreendimentos de usinas eólicas e solares, registrando ágio de mais de 100 por cento para usinas movidas a vento.

Em momento de fraco consumo de energia em meio à crise econômica, o certame teve como objetivo oferecer uma oportunidade para que empresas descontratem usinas que tiveram problemas e não conseguiram sair do papel nos últimos anos.

Ao todo, 25 empreendimentos de geração participaram do mecanismo que possibilitará a rescisão de contratos de 16 usinas eólicas e nove usinas solares fotovoltaicas, resultando no ressarcimento de 105,9 milhões de reais para a Conta de Energia de Reserva (Coner), afirmou a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) em nota.

O prêmio inicial de 33,68 reais/MWh para todas as fontes negociadas teve ágio de 116 por cento nos projetos eólicos (72,74 reais/MWh) e de 49 por cento nos projetos solares fotovoltaicos (50,27 reais/MWh).

Além do prêmio pago, os participantes que descontrataram ficam impedidos de participar dos dois próximos leilões de energia de reserva.

O certame teve duração de 8 horas e 25 minutos e, no total, foram efetuados 1.262 lances, disse a CCEE.

Não houve descontratação de projetos hidráulicos que estavam cadastrados no mecanismo por meio de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) e Centrais de Geração Hidrelétrica (CGH), segundo a Câmara.

Veja os detalhes aqui.

Fonte: Reuters | Luciano Costa e Roberto Samora

Leilão de descontração tem forte competição no produto eólico

Teve início nesta segunda-feira (28), às 10h, o primeiro leilão reverso promovido pelo Governo Federal com objetivo de descontratar projetos de energias eólicas, solares e hidrelétricos que não iniciaram a operação em testes. Batizado de Mecanismo de Descontratação de Energia de Reserva, o certame inédito foi possível após a publicação da Portaria nº 151/2017 do Ministério de Minas e Energia (MME).

Ao contrário dos leilões de contratação, que o vencedor é aquele que oferece o menor preço pela energia, no Mecanismo de Descontratação a proposta ganhadora será aquela que oferecer o maior valor, que levará em conta o preço negociado nos respectivos leilões de reserva (vantajosidade da descontratação), associado ao pagamento de prêmio Conforme estabelecido em edital, o prêmio inicial para submissão de lance é de R$ 33,68 /MWh para os três produtos (solar, eólica e hidrelétricas) e deverá ser crescente ao longo da disputa.

Durante a tarde, o leilão de descontratação tem indicado uma forte competição no produto eólico, que está com preço corrente de R$ 219,09/MWh. O produto solar travou com preço corrente de R$ 307,42/MWh.   Não houve negociação da fonte hidráulica. O certame continua em andamento e pode acabar a qualquer momento.

O ICP Corrente reflete o preço do último projeto qualificado. O ICP corrente é a soma do lance mais o prêmio inicial, estipulado em R$ 33,68/MWh.

O certame é visto pelo mercado como uma oportunidade para empreendedores devolverem projetos que perderam a viabilidade econômica e financeira sem grandes penalizações.

Fonte: CERNE Press com informações do Canal Energia