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Natal sedia Fórum Nacional Eólico e celebra 10 anos de consolidação do setor no Brasil

O mais importante encontro político-empresarial brasileiro vai reunir, de 25 a 27 de julho, os maiores players do mercado, especialistas, pesquisadores e demais interessados envolvidos na indústria que há uma década se consolidou no país e, principalmente, no Rio Grande do Norte.

O Estado brasileiro que mais produz energia elétrica através da força dos ventos receberá cerca de R$ 1,8 bilhão em investimentos nos próximos três anos com a entrada em operação de 16 parques eólicos em construção e de outros 13 empreendimentos contratados nos leilões da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Com estes números, o Rio Grande do Norte poderá alcançar marca dos 5 gigawatts (GW) de capacidade instalada até 2021, um período recorde para o setor.

O rápido crescimento do setor e os bons números alcançados nos últimos anos fizeram com que o Estado se tornasse referência na geração deste tipo de energia. Hoje, o estado conta com 138 parques eólicos instalados com capacidade de geração posta de 3.72 megawatts (MW) – correspondente a 84,76% dessa matriz energética local, segundo dados do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE).

É nesse contexto que Natal recebe, de 25 a 27 de julho, a 10ª Edição do Fórum Nacional Eólico – Carta dos Ventos [+10], que em neste ano celebra os 10 anos de consolidação da indústria eólica no Brasil. O evento será realizado no auditório da Escola de Governo do RN, no Centro Administrativo, em Natal.

Desde a sua primeira edição, em 2009, quando foi palco da assinatura do documento de compromisso que iniciou a grande arrancada do setor eólico brasileiro, o Fórum Nacional Eólico reúne as principais lideranças políticas e empresariais relacionadas com a chamada “indústria dos ventos” para discutir os aspectos regulatórios, operacionais e da política setorial de um dos principais segmentos econômicos do Brasil na atualidade.

“O momento atual é de consolidação do setor da energia eólica brasileira. O RN é pioneiro. Por termos sido líderes desde os primeiros leilões”, afirmou o presidente do CERNE, Jean-Paul Prates, um dos responsáveis pela realização do evento desde a sua primeira edição. “Temos um potencial ainda maior.  Aprimorar negócios, o ambiente operacional e atrair mais empresas precisam estar entre as metas dos empresários e governo estadual para que consigamos ampliar a produção” apontou.

A programação subdivide-se em seções executivas, com reuniões fechadas pelas manhãs com a presença de autoridades políticas, empresários e investidores que debaterão questões específicas relacionadas à indústria eólica. Durante a tarde, o evento abre suas portas com palestras de interesse geral, para divulgar as novidades do setor, voltados aos empreendedores, gestores públicos, acadêmicos e todos os demais interessados em energia eólica. O evento tem como anfitrião o Governo do Estado do Rio Grande do Norte e realização do CERNE e Viex Américas.

A inscrições estão abertas e a programação completa​ pode ser encontrada no site: www.cartadosventos.com.

Fonte: CERNE Press

Nordex fornecerá 595 MW em turbinas para eólica da Enel no Piauí

Trata-se do maior contrato único para fornecimento de turbinas da história da fabricante

A Nordex-Acciona anunciou nesta terça-feira, 10 de julho, o maior contrato único para fornecimento de turbinas na sua história. A empresa irá fabricar e instalar 191 turbinas AW125 no parque eólico Lagoa dos Ventos, localizado no Piauí, de propriedade da Enel Green Power. A potência instalada total do projeto está estimada em 595 MW. O valor do negócio não foi informado.

Os aerogeradores terão potência individual entre 3.15 e 3 MW, instalados em torres de concreto a 120 metros de altura. A produção local dos equipamentos reduzirá os custos e a pegada ambiental.

O parque eólico está localizado no Estado do Piauí, no norte do Brasil, onde os ventos são caracterizados como favoráveis para produção de energia eólica. Um ano atrás, a Nordex fechou outro contrato para o fornecimento de 65 turbinas da mesma série para outro parque localizado na mesma região.

A Nordex começará a instalar as turbinas em outubro de 2019, fornecendo na sequência os serviços de acompanhamento dos equipamentos pelos próximos dois anos. Com o contrato de Lagoa dos Ventos, a Nordex soma 1.9 GW no Brasil entre projetos instalados e em construção.

Fonte: Wagner Freire | Canal Energia

Petrobras assina acordo com francesas em energia solar e eólica

A Petrobras informou nesta terça-feira (10) que assinou ontem (9) com as francesas Total e a Total Eren, empresa energia renovável, um memorando de entendimentos para analisar o desenvolvimento de negócios nas áreas de energia solar e eólica no país.

Segundo a companhia, a parceria dilui os riscos relacionados ao negócio de energias renováveis no Brasil e potenciais ganhos de escala e sinergias. O acordo não possui natureza vinculante.

“A realização desse acordo faz parte da estratégia da Petrobras em desenvolver negócios de alto valor em energia renovável, em parceria com grandes players globais, visando a transição para uma matriz de baixo carbono”, diz trecho do comunicado da estatal.

A Petrobras possui quatro parques eólicos em parceria, totalizando 104 megawatts instalados (MW). A Total Eren possui uma base de ativos diversificada de energia eólica, solar e hidrelétrica, representando uma capacidade bruta instalada de mais de 950 MW em operação ou em construção pelo mundo. A Total adquiriu, no ano passado, uma participação indireta de 23% na então Eren Renewable Energy, que passou a se chamar Total Eren.

A Petrobras possui uma parceria estratégica com a Total desde fevereiro do ano passado, com o compartilhamento de tecnologias e de atuação conjunta em exploração e produção em blocos de petróleo.

Fonte: Ivan Ryngelblum | Valor Econômico

Brasil tem 2,7 GW em nova capacidade até junho, aponta Aneel

De acordo com o cronograma oficial, ainda deverão ser acrescidos à matriz elétrica nacional outros 3,23 GW somente este ano

Nos seis primeiros meses de 2018 o Brasil teve o acréscimo de 2,7 GW em nova capacidade instalada que entrou em operação comercial. De acordo com o relatório de acompanhamento da expansão da oferta da Agência Nacional de Energia Elétrica, no mês de junho o país teve o aumento da matriz em 616 MW, sendo que uma máquina da UHE Belo Monte (PA, 11.233 MW) foi a responsável por 611,11 MW. Além desta, foram mais 5,6 MW de uma PCH.

Na série histórica da Aneel, de 1998 a 15 de junho de 2018, foram adicionados 93,4 GW em nova capacidade de geração de energia no país.

De acordo com a previsão da agência reguladora ainda deverão ser acrescidos à matriz elétrica nacional em 2018 3,23 GW. Caso essa programação seja confirmada, seriam quase 6 GW de nova capacidade de geração. Já no horizonte até 2023 há um total de 23,6 GW contratados, sendo que a maior parte está prevista para entrar em operação em 2019, com 8,6 GW, sendo destes 5,2 GW de UHEs. De 2020 em diante há o reflexo da ausência de leilões sendo que o maior volume previsto em um ano é justamente nesse ano com 2,8 GW.

Desses mais de 23 GW há 5,8 GW classificados pela Aneel como sem previsão de término, a maior parte delas são usinas térmicas (fóssil e a biomassa) que somam 2,8 GW. Já 4,7 GW estão na faixa amarela, significando que há restrições para a entrada em operação desses projetos.Outros 13,1 GW aparecem na sinalização verde, onde não há restrições para a operação.

Nos seis meses de 2018 a fonte que mais adicionou capacidade, segundo a Aneel, foram as usinas hidrelétricas com 1,75 GW de UHEs mais 63 MW de PCHs. Em seguida vem as eólicas com quase 515 MW, a solar com cerca de 300 MW e as térmicas com 62 MW, divididos em 42 MW a biomassa e cerca de 20 MW de UTEs a combustíveis fósseis.

Fonte: Maurício Godoi | Canal Energia

Aneel libera 172 MW eólicos para operação comercial na Bahia

Agência também aprovou um aerogerador de 2,1 MW no Ceará

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou a operação comercial de seis usinas de geração eólica de titularidade da Enel Green Power, segundo despacho publicado na última sexta-feira, 29 de junho, no Diário Oficial da União.

As eólicas Ventos da Santa Dulce, Ventos de São Paulo, Ventos da Santa Esperança e Ventos de São Abraão tiveram 14 aerogeradores aprovados, somando 28 MW eólicos liberado por cada usina. As outras EOLs, Ventos do São Mário e a Boa Vista da Lagoinha, tiveram 15 unidades geradoras e 30 MW em cada uma. Ambos os empreendimentos estão localizados no município de Morro do Chapéu, na Bahia.

A Aneel também deu provimento à solicitação da eólica Bons Ventos Cacimbas 7 e confirmou a operação comercial de um aerogerador de 2,1 MW em Ubajara, no Ceará.

Fonte: Canal Energia

Iberdrola investe 1 bilhão de euros em complexo eólico na Paraíba

Complexo será o maior da América Latina e contará com uma potência de 565 megawatts (MW), 471 novos e 94,5 que já estão operacionais

A empresa Neoenergia, filial da companhia elétrica espanhola Iberdrola, construirá no Brasil um complexo eólico no valor de 1 bilhão de euros, que contará com uma potência de 565 megawatts (MW), 471 novos e 94,5 que já estão operacionais, e será o maior da América Latina.

Segundo informou nesta quarta-feira a Iberdrola em Madri, o complexo, formado por 18 parques, estará situado próximo da cidade de Santa Luzia, no estado da Paraíba, uma das áreas com maior potencial eólico das Américas.

Fontes do mercado consultadas pela Agência Efe indicaram que o projeto representará um investimento de perto de 1 bilhão de euros, cerca de US$ 1,165 bilhão no câmbio atual.

Os aerogeradores – 136 turbinas de 3,4 MW de potência – serão fornecidos pela companhia hispano-alemã Siemens Gamesa, e será o maior contrato da história desta empresa no Brasil.

A Siemens Gamesa instalará aerogeradores do modelo SG132, um dos mais novos e eficientes do mercado, com pás de 65 metros de comprimento, com compromisso de fornecer energia para 2023.

“Estamos muito orgulhosos que a Iberdrola confie em nós para este projeto tão importante. Trata-se de um marco na história da energia eólica brasileira, já que representa um dos maiores acordos de fornecimento de aerogeradores no país”, destacou em uma nota o executivo-chefe da Siemens Gamesa para as Américas, José Antonio Miranda.

O projeto contribuirá para fomentar a geração de emprego em nível local, com mais de 1.200 contratações previstas durante a fase de construção, segundo a Iberdrola.

Além disso, as turbinas serão fabricadas na unidade que a Siemens Gamesa tem em Camaçari, na Bahia.

Com esse projeto, a Neoenergia, na qual também foi integrada a companhia Elektro, dispõe de cerca de 1.000 MW entre parques em operação e em construção no Brasil e de aproximadamente 13,6 milhões de pontos de fornecimento.

A Siemens Gamesa, por sua vez, está presente no Brasil há oito anos e tem se consolidado como a segunda maior fabricante do país, com uma quota de mercado de 24% e a instalação de mais de 1.500 turbinas com uma potência total de 3 gigawatts (GW).

Fonte: Agência EFE

Geração eólica bate recordes no Nordeste

Fonte registrou os maiores volumes de geração média diária e de geração instantânea em 23 de junho

O Operador Nacional do Sistema Elétrico reportou que a fonte eólica bateu novos recordes no Nordeste. As marcas foram registradas no último sábado, 23 de junho. A média diária chegou a 6.475 MW médios, o que representa 70% da carga daquele subsistema. O fator de capacidade foi de 66%. O último recorde de geração média diária tinha ocorrido no dia 14 de setembro de 2017, quando foram produzidos 6.413 MW médios.

Já a geração instantânea, ou seja, o pico de geração eólica, foi registrada às 10h09 do próprio dia 23 de junho, quando foram produzidos 7.311 MW, com um fator de capacidade de 75%. O montante equivale a 80% de toda a carga do Nordeste. O recorde de geração instantânea anterior havia acontecido no dia 25 de setembro de 2017, quando foram gerados 7.085 MW.

Fonte: Canal Energia

CERNE capacita interessados em atuar no mercado de energia eólica

O Brasil desponta como um dos países com maior matriz enérgica limpa do planeta. Enquanto no mundo apenas 33% da matriz é renovável, no país o índice passa de 80%. Mesmo com o número elevado, o potencial de crescimento é grande.

No ano passado, foram instalados mais 2,02 gigawatts (GW) de energia eólica no país, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Energia Eólica  ( ABEEólica). Atualmente, os ventos respondem por 8,2% de toda a energia gerada. A capacidade instalada chegou a 13 GW no início de 2018. Para se ter uma ideia, essa quantidade pode abastecer seis de cada dez casas da região Nordeste. O Ministério de Minas e Energia prevê uma expansão de 125% até 2026, até lá um terço da energia brasileira virá dos ventos, cerca de 28,6%.

Os ventos também representam renda às famílias de muitos estados. Em 2016, o número de empregos diretos no setor passava de 150 mil. A ABEEólica estima que para cada novo megawatt instalado, 15 empregos diretos e indiretos sejam criados no país.

Segundo informações do relatório Renewable Energy and Jobs – Annual Review da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena, na sigla em inglês), o setor de energia renovável, incluindo as grandes hidrelétricas, emprega mais de 10 milhões de pessoas no mundo. Em 2017 foram criados mais de 500 mil empregos, um aumento de 5,3% em relação a 2016. O levantamento, divulgado em maio deste ano, aponta que no Brasil a indústria eólica emprega cerca de 33.700 pessoas na fabricação, construção, instalação, operação e manutenção das usinas eólicas.

No Rio Grande do Norte, é o estado brasileiro líder na produção deste tipo de energia.  O potencial de criação de empregos locais é grande porque a cadeia eólica é longa, além do potencial de crescimento do mercado eólico no estado. O setor emprega desde profissionais que tenham apenas o ensino médio ou técnico, como é o caso de montadores, operadores e motoristas, até os altos graus de formação, como engenheiros e gerentes, onde a pós-graduação e especialização são pré-requisitos para a contratação.

Nesse sentido, o Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), em parceria com a Universidade Potiguar (UnP), está com inscrições abertas até sexta-feira, 08/06​, para a turma de 2018 do c​urso de Gestão da Energia Eólica. As aulas terão início na sexta, na UnP da Avenida Nascimento de Castro, em Natal.

O conteúdo das disciplinas compreenderá as tecnologias para geração de energia eólica, licenciamento e gestão ambiental, construção, operação e manutenção de parques, além de temas voltados à administração dos empreendimentos, estudos de viabilidade econômica, obtenção de financiamentos, aspectos regulatórios e tributação relativa à atividade. Ao final do curso, será realizada uma visita técnica onde os alunos poderão conhecer de perto a estrutura e operação de um parque eólico.

As aulas serão ministradas por diretores setoriais do CERNE e por profissionais de empresas parceiras com vasta experiência no mercado. Com carga horária de 50 horas dividida em sete módulos, a capacitação é destinada a quem já atua ou deseja ingressar profissionalmente no mercado de energia eólica.  Podem se inscrever alunos de graduação e profissionais interessados no setor.

As inscrições podem ser feitas pelo endereço da plataforma e-Labora: https://sistemas.unp.br/hub/unp/sicoe//publico/inscricao.jsf. A ementa com as informações completas do curso está disponível em www.cerne.org.br/cursos. Outras informações podem ser obtidas diretamente no e-Labora, pelo telefone (84) 2010-0340 ou ​pelo email cursos@cerne.org.br.

Fonte: CERNE Press

 

 

Infraestrutura precária e possível cobrança de royalties: a produção de energia eólica no Brasil

País é hoje o oitavo maior produtor de energia eólica do mundo

GALINHOS, Rio Grande do Norte – De noite, luzes piscando enchem o céu, e o som sibilante das pás que giram sem parar está em toda parte – lembrando continuamente da abundante presença do vento nestas partes da costa brasileira do Atlântico e seu aproveitamento como recurso natural. Ao romper do dia, as torres que se elevam a mais de 120 metros despontam lá no alto, acima das árvores.

Neste lado do Atlântico, o vento sopra incessantemente e quase sempre em uma só direção, proporcionando ao Brasil um fluxo constante de produção de energia. O país é hoje o oitavo produtor mundial de energia eólica, segundo o Global Wind Energy Council, uma organização setorial, com fazendas eólicas operadas pela Weg, Siemens Gamesa, Wobben Windpower e outras.

Entretanto, os investidores estão cautelosos, porque a construção das linhas de transmissão é lenta e a infraestrutura escassa encarece o custo das obras. Agora, alguns parlamentares estão propondo a cobrança de um imposto sobre a energia solar e eólica.

A cerca de um quilômetro de distância da praia, a visão das turbinas lembra aos moradores da área rural as possibilidades e o impacto deste setor da economia.

Na praia do Morro dos Martins, Damião Henrique, 70, fez uma ligação para acionar a bomba que agora lhe permite regar sua pequena plantação de feijão. Pescador e agricultor, ele teve de deixar a faixa de terra que ocupava há muito tempo e se instalou a poucos metros da praia para deixar o lugar à fazenda eólica.

“Para mim está tudo bem”, ele disse. “Como indenização, a companhia me fornece energia, e agora posso regar meu feijão com a maior facilidade”.

Mas segundo outros moradores, os benefícios prometidos não se concretizaram.

“O prefeito disse que teríamos escolas”, falou Maria Venus, 47, proprietária de um mercadinho no Morro dos Martins. “Eles abriram uma escola de música para a comunidade, distribuíram alguns violões para a gente, e depois de um ano não aconteceu mais nada”.

Além disso, há o barulho.

“Ah, sim”, ela comentou, “também deixaram este barulho que nunca para”.

A nordeste de Galinhos, empresas contratadas para a Copel, a companhia elétrica do Estado do Paraná, estão construindo a enorme fazenda eólica de Cutia. Quando estiver concluída, suas 149 turbinas serão o projeto mais importante da companhia no Estado do Rio Grande do Norte.

Em Galinhos, os jovens anunciaram o baile do aniversário da cidade com uma carreata de buggies de praia que dos alto falantes convocavam a população para as comemorações.

Na porta de uma escola prestes a desmoronar, onde antes se alojava, José Neto, 70, pescador, acendeu um cigarro enquanto apreciava o pessoal se divertindo. “Sei pouco sobre impostos, mas se eles os usarem para a nossa cidade, será muito bom”, comentou a respeito da proposta de cobrança de impostos. “Nós somos tão humildes que qualquer coisinha de nada é de grande ajuda para a gente”.

Edton Barbosa, 56, técnico aposentado em prospecção de petróleo do estado de Minas Gerais, também olhava. Ele falou que era bom que os políticos pensassem em cobrar pelo vento. “Ajudará a desenvolver este lugar”, ele disse, “como os royalties do petróleo estão fazendo em outros lugares”.

Fonte: Dado Galdieri | New York Times

Piauí é o terceiro maior produtor em energia eólica do Brasil

A informação foi anunciada pelo governador Wellington Dias em suas redes sociais oficiais neste sábado.

O governador do Estado do Piauí, Wellington Dias, anunciou em suas redes sociais oficiais no início da tarde deste sábado (02) que o Piauí é o terceiro maior produtor do Brasil em energia eólica.

Segundo o governador o estado tem uma capacidade de energia instalada de 528.20 MW e os empreendimentos movimentam a economia regional. Wellington Dias ainda revelou que ver o estado se destacar em energias renováveis sempre foi um dos meus sonhos, desde o primeiro mandato.

Confira a publicação na íntegra

Bons ventos que trazem desenvolvimento! A produção éolica do nosso estado cresceu muito nos último anos, transformando o Piauí no terceiro maior produtor do Brasil. Agora, temos uma capacidade instalada de 528,20 MW e os empreendimentos movimentam a economia regional. Ver o Piauí se destacar em energias renováveis sempre foi um dos meus sonhos, desde o primeiro mandato, e fico feliz em perceber que cada vez mais empresas querem investir no setor. Nosso estado só tem a ganhar!

Fonte: GP1

 

Aneel aprova operação comercial de 31,5 MW eólicos no Ceará

Agência também liberou UFVs em Minas Gerais, além de testes em PCH e na EOL Campo Largo VII

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta sexta-feira, 18 de maio, a operação comercial das EOLs Bons Ventos Cacimbas 4 e 5. No primeiro caso foram liberadas 5 unidades de 2,1 MW cada, somando 10,5 MW de capacidade, enquanto a outra usina teve 10 aerogeradores de 2,1 MW contemplados, totalizando 21 MW. Ambos empreendimentos estão localizados no município de Ibiapina, no Ceará.

Outras usinas a receberem o parecer positivo da Aneel foram as UFVs Pirapora 2 e III. Localizadas em Pirapora, Minas Gerais, a primeira teve liberada oito unidades de 967,742 kW cada, num total de 7,74 MW, enquanto a outra contou com nove unidades que totalizam 9,67 MW.

A agência também autorizou uma turbina de 2,75 MW da CGH Palmeiras, que se encontra no município de Ponte Alta do Bom Jesus, no Tocantins.

Além das liberações comerciais, o órgão regulador também deu provimento à solicitação da Alcast do Brasil Ltda, que poderá operar em regime de testes duas unidades geradoras de 2,7 MW da PCH Jacaré, totalizando 5,6 MW liberados em Bom Sucesso do Sul, no Paraná.

Outra confirmada para testes é a EOL Campo Largo VII, que teve contemplados três aerogeradores de 2,7 MW, num total de 8,1 MW eólicos liberados na Bahia, no município de Sento Sé.

Fonte: Canal Energia

Aneel autoriza operação comercial de 14,7 MW eólicos no Ceará

Agência também autorizou testes de CGH, PCH e outra eólica

A Agência Nacional de Energia Elétrica liberou nesta quinta-feira, 10 de maio, a operação comercial de sete unidades de 2,1 MW cada, somando 14,7 MW de capacidade da usina de geração eólica EOL Bons Ventos Cacimbas 3, localizada no município de Ubajara, no Ceará.

Na mesma localidade, a Aneel aprovou para testes a operação dos aerogeradores UG1, UG2, UG3, UG6, UG7, UG10 e UG11, de 2,1 MW cada, totalizando 14,7 MW relativos a usina EOL Bons Ventos Cacimbas 2.

A Agência também autorizou a operação em regime de testes de uma turbina de 6 MW da PCH Senhora do Porto, localizada no município de Dores de Guanhães, em Minas Gerais, assim como uma unidade de 2,75 MW da CGH Palmeiras, situada em Ponte Alta do Bom Jesus, no Tocantins.

Fonte: Canal Energia

Energia renovável emprega mais de 10 milhões de pessoas no mundo

O setor de energia renovável, incluindo as grandes hidrelétricas, emprega mais de 10 milhões de pessoas no mundo, de acordo com dados da quinta edição do relatório Renewable Energy and Jobs – Annual Review, lançado hoje (8) na 15º Reunião do Conselho da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena, na sigla em inglês), em Abu Dhabi. De acordo com o relatório, em 2017 foram criados mais de 500 mil empregos, um aumento de 5,3% em relação a 2016.

Segundo a Irena, organização intergovernamental global com 156 membros, a China, o Brasil, os Estados Unidos, a Índia, Alemanha e o Japão continuam a ser os maiores empregadores do mercado de energia renovável no mundo, representando mais de 70% de todos os empregos no setor globalmente.

“Embora um número crescente de países esteja colhendo os benefícios socioeconômicos das energias renováveis, a maior parte da produção ocorre em relativamente poucos países e os mercados domésticos variam enormemente em tamanho”, avalia a agência.

Para a Irena, a economia global poderá criar até 28 milhões de empregos no setor até 2050, com a descarbonização do sistema energético. Os dados mostram que a produção de energia solar fotovoltaica continua sendo o maior empregador de todas as tecnologias de energia renovável, respondendo por cerca de 3,4 milhões de empregos. A estimativa é que a China responda por dois terços dos empregos fotovoltaicos, equivalente a 2,2 milhões, o que representa uma expansão de 13% em relação a 2016.

Ao lado da China, Blangladesh, Indía, Japão e os Estados Unidos são os principais empregadores no mercado de energia solar fotovoltaica no mundo. Juntos, os cinco países respondem por cerca de 90% dos empregos em energia solar fotovoltaica em todo o mundo.

Brasil

No Brasil, o relatório destaca que o número de empregos no segmento de biocombustíveis aumentou 1% em 2017, totalizando 593 400 postos de trabalho. “Os empregos em etanol diminuíram devido à constante automação e ao declínio da produção de etanol”, aponta a agência.

Apesar da queda na produção de empregos no setor de etanol, a agência disse que houve compensação com os empregos gerados pelo biodiesel. A Irena estima que o Brasil empregou 202 mil pessoas no setor de biodiesel em 2017, 30 mil a mais em relação ao ano anterior.

Já no que diz respeito à indústria eólica, o levantamento estima que o setor emprega cerca de 33.700 pessoas na fabricação, construção, instalação, operação e manutenção. Em 2017, a indústria eólica fechou o ano com 12,8 GigaWatts (GW) de energia acumulados.

De acordo com a agência, novas instalações no mercado de aquecimento solar no Brasil caíram 3% em 2017. O emprego total em 2017 foi estimado em cerca de 42.000 postos de trabalho, com cerca de 27.500 na indústria transformadora e 14.500 na instalação.

Segundo Adnan Z. Amin, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Renovável, a energia renovável tornou-se um pilar do crescimento econômico de baixo carbono para governos em todo o mundo, um fato refletido pelo crescente número de empregos criados no setor. Ainda segundo o diretor da agência, os dados também ressaltam um quadro cada vez mais regionalizado, destacando que os benefícios econômicos, sociais e ambientais das energias renováveis são mais evidentes nos países onde existem políticas atraentes para o setor.

Edição: Fernando Fraga | Agência Brasil

Ceará recebe mais de R$ 878 mi em projetos de energia eólica

Estado foi o segundo maior beneficiado do País pelo banco no ano passado; recursos vêm de green bonds

Reduto da geração de energias limpas e renováveis, o Estado do Ceará foi o segundo maior beneficiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em 2017 em financiamento de investimentos relacionados com projetos de energia eólica. A instituição financeira captou US$ 1 bilhão no mercado internacional em green bonds, isto é, títulos de investimento voltados para projetos ambientalmente responsáveis, e aportou R$ 878,062 milhões em dois parques no Ceará.

Ontem, o BNDES divulgou pela primeira vez o Relatório Anual Green Bond, que mostra detalhes sobre os resultados da listagem de títulos verdes na Bolsa Verde de Luxemburgo. A instituição foi o primeiro banco brasileiro a emitir green bonds.

“Esses títulos promovem a reputação do BNDES no apoio à geração de energia renovável. Também consolidam a presença internacional do Banco e oferecem uma série de vantagens, tais como reforçar a prioridade atribuída à sustentabilidade socioambiental; divulgar as melhores práticas de gestão social e ambiental; e incentivar o acesso de outros emissores brasileiros ao mercado de green bonds”, afirmou o banco, na publicação.

Divisão

Para o Ceará, foram destinados R$ 652,522 milhões para a usina Rio Energy 1, em Itarema e outros R$ 225,540 milhões para o complexo Servtec 2 (Bons Ventos da Serra 2), localizado nos municípios de Ubajara e Ibiapina. Na primeira, que tem capacidade instalada de 207MW, houve redução de 66.248 toneladas deCO2 Eq ao ano. Na segunda, que ainda está em fase final de implantação e deverá operar neste ano, a capacidade de geração instalada é de 86,1 MW, e a redução prevista é de 23.292 toneladas de CO2Eq ao ano.

Segundo o BNDES, os recursos líquidos da emissão e venda dos green bonds totalizaram US$ 993.901.395 após a dedução das despesas da oferta, o correspondente a R$ 3.166.271.674.

“Os recursos foram totalmente lastreados em oito projetos de geração de energia eólica que totalizam 1.323 MW de capacidade instalada, o que corresponde a uma projeção de 421.608 toneladas de CO2 equivalente evitadas ao ano”.

O título emitido pelo BNDES no mercado internacional expira em 2024 e tem um cupom de 4,75% ao ano.

Capacidade

O secretário-adjunto de Energia da Secretaria da Infraestrutura do Estado do Ceará (Seinfra), Adão Linhares, exaltou a capacidade do Ceará no cenário de geração de energia limpa, que culminou na visibilidade para investimentos no setor. “Isso é o resultado não somente do posicionamento do Estado do Ceará como um estado com condições de investimento em energia eólica confiáveis, do ponto de vista de ventos, logística, de atração de investimentos no estado, mas também da iniciativa privada. Tem muito da atuação do Estado na atração desses investimentos para cá. A situação de gargalos de linha de transmissão está deixando de existir, prova foi o resultado do leilão em abril”.

Na opinião de Linhares, a posição de destaque do Ceará acaba influenciando positivamente inclusive na captação de recursos por parte de estados vizinhos, como Piauí, Pernambuco e Rio Grande do Norte. “Como potencial de geração de energia eólica no Ceará está se descobrindo mais agora o Interior. O Ceará é campeão em termos de potencial de geração. Tanto é de potencial bom que beneficia até os estados vizinhos, próximos às chapadas do Araripe, do Apodi e da Ibiapaba”, apontou.

Fonte: Levi Freitas | Diário do Nordeste

Ventos que trazem empregos

Energia eólica deve gerar mais de 200 mil empregos no Brasil até 2026. Estudo inédito da ABDI lista 52 carreiras que compõem o setor.

O Brasil desponta como um dos países com maior matriz enérgica limpa do planeta. Enquanto no mundo apenas 33% da matriz é renovável, aqui o índice passa de 80%. Mesmo com o número já elevado, o potencial de crescimento no país salta aos olhos. Segundo um estudo da International Energy Agency, o Brasil foi o quinto país com maior incremento de gigawatts (GW) gerados pelo vento em 2016. No ano passado, foram instalados mais 2,02 GW (dados da Associação Brasileira de Energia Eólica — ABEEólica). Atualmente, os ventos respondem por 8,2% de toda a energia gerada. A capacidade instalada chegou a 13 GW no início de 2018. Isso abastece, por exemplo, seis de cada dez casas da região Nordeste. O Ministério de Minas e Energia prevê uma expansão de 125% até 2026, quando praticamente um terço da energia brasileira virá dos ventos (28,6%).

Além de garantir luz acesa, os ventos também representam renda às famílias de muitos estados. Em 2016, o número de empregos diretos no setor passava de 150 mil. A ABEEólica estima que para cada novo megawatt instalado, 15 empregos diretos e indiretos sejam criados. A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) estima que até 2026 a cadeia eólica possa gerar aproximadamente 200 mil novos empregos diretos e indiretos. É como se metade da população de Florianópolis, capital de Santa Catarina, estivesse trabalhando no setor.

A Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica) aponta que o setor tem espaço para crescer. Segundo o diretor técnico da Abeeólica, Sandro Yamamoto, o país tem um dos melhores ventos do mundo. Apenas o potencial eólico da Bahia teria condições de suprir a necessidade de energia do Brasil inteiro. “O vento é constante o que não estressa a máquina, caindo o custo de manutenção. Por isso, as maiores fabricantes do setor estão no Brasil”.

Outro ponto positivo é a o espaço de crescimento. O Brasil tem apenas 13 gigawatts instalados, isso ainda é pouco. “Se pensarmos em instalar de dois a três GW por ano, ainda instalaremos parques por mais quatro décadas”. O diretor da Abeeólica ainda aponta que muitos empregos são gerados na fase de construção. “Depois que o parque está pronto o número de trabalhadores diminui. Isso é normal, porque para a manutenção e operação a demanda de pessoal é menor”, relata. Mas o setor não se resume a estás áreas.

Um estudo inédito da ABDI mapeou 52 profissões/ocupações distribuídas nos cinco grupos de atividades que compõem a cadeia: construção e montagem (10 diferentes profissões); desenvolvimento de projetos (11 profissões); ensino e pesquisa (6 profissões); manufatura (15 profissões); operação e manutenção do parque eólico (9 profissões).

O presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Guto Ferreira, explica que o potencial de criação de empregos é grande porque a cadeia eólica é longa, além do potencial de crescimento do mercado. “São cinco etapas envolvidas na cadeia, desde o desenvolvimento do projeto, a fabricação, a montagem e operação de um parque eólico. Para cada fase é preciso uma ampla gama de profissionais. Na fase de projeto, por exemplo, são necessários pelo menos 11 tipos de profissionais. Entre manufatura, construção e operação são mais 34 especializações diferentes”, destaca.

FASES DA CADEIA

Construção e montagem — 10 profissões
Desenvolvimento de projetos — 11 profissões
Ensino e pesquisa — 6 profissões
Manufatura ­– 15 profissões
Operação e manutenção — 9 profissões

Segundo o estudo da ABDI, existem carreiras para todos os graus de formação. “A cadeia eólica precisa de profissionais que tenham apenas o ensino médio e fundamental, como é o caso de montadores e motoristas, mas contempla também os altos graus de formação, como engenheiros aeroespaciais, onde a pós-graduação e especialização são pré-requisitos para a contratação”, explica Ferreira.

O documento da ABDI mostra ainda as possibilidades de crescimento do profissional dentro do setor. Uma profissão que chama a atenção no estudo é o técnico em meteorologia, exigido em três das cinco fases da cadeia — montagem, desenvolvimento do projeto e operação. A formação dura em média três semestres (1200 horas) e o salário estimado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) é de R$ 2 mil. O técnico vai atuar no levantamento de dados sobre a velocidade e direção dos ventos, realizando a instalação e a manutenção das torres de medição (chamadas de anemométricas). Pelo estudo, esse tipo de profissional pode progredir no setor e se tornar Técnico em Operações e Manutenção de Parques, aumentando, assim, seu rendimento.

Já para os salários mais altos são necessários diferentes profissionais do ramo da engenharia. Os ganhos médios mensais dos engenheiros aeroespaciais passam de R$ 8 mil. Para o engenheiro de vendas, o mercado oferece vencimentos próximos a R$ 15 mil. Somente para a fase de manutenção, permanente depois que o parque eólico está instalado, são contratados profissionais com formação em sete engenharias diferentes (engenheiro de produção, industrial, de qualidade, de vendas, eletricista e projetista). Os salários giram entre R$ 5 e R$ 15 mil. Na mesma faixa também existem vagas para advogados, administradores e biólogos.

O engenheiro Edson Zaparoli trabalha com a prospecção de novas áreas e é considerado um dos profissionais mais experientes do Brasil no tema. Ele coordena a área de projetos da Casa dos Ventos — empresa especializada na energia vinda dos ventos. “É difícil encontrar engenheiros prontos para comandar grandes projetos. Aqui na empresa nós formamos os profissionais. Para a contratação temos a preocupação com a grade curricular da escola de formação do candidato”. A preferência é por engenheiros que estudaram em instituições que deem maior peso as matérias relativas a escoamento de fluídos. “Depois de aproximadamente dois anos na empresa, o engenheiro já tem condições de coordenar um projeto”, explica Zaparoli.

O engenheiro aeronáutico, Leonardo Soares, de 31 anos, entrou na Casa dos Ventos há seis anos. Atualmente, ele é gerente de operação e manutenção da empresa. “Eu me formei no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica). Comecei trabalhando com manutenção de aeronaves, depois de dois anos recebi o convite para trabalhar com energia eólica”. Quando Soares começou, a energia vinda dos ventos ainda era um setor incipiente. “Tinha muitos colegas de faculdade trabalhando com a área de petróleo, que é um setor mais tradicional. A proposta salarial que recebi equivalia e tinha oportunidade de crescimento, porque a maioria dos empregados na área eram jovens. Hoje, percebo que realmente foi uma decisão acertada”, destaca.

Profissões do futuro

O relatório da ABDI chama a atenção para profissões do futuro, cada vez mais exigidas pelo mercado de trabalho eólico. O próprio técnico em meteorologia é um trabalhador que terá demanda crescente. “Com o maior número de parques de energia eólica e solar, existe um novo mercado que se abre”, diz o presidente da ABDI. O tecnólogo em meio ambiente, por exemplo, é uma profissão em alta. “Esse tipo de profissional tem um papel fundamental na expansão das energias renováveis. Nos parques eólicos, os técnicos de meio ambiente são responsáveis pelo monitoramento ambiental da fauna. É muito comum a morte de aves e morcegos por colisão com as pás das torres eólicas”.

O técnico em meio ambiente tem um salário médio de R$ 2,5 mil, segundo a FIPE. Para exercer a profissão, é preciso formação em engenharia ambiental ou curso técnico na área. Segundo o estudo da ABDI, esses profissionais podem progredir para a posição de engenheiro ambiental ou consultor ambiental, onde os salários beiram os R$ 7 mil.

Onde estão os empregos

A maioria dos parques eólicos do Brasil está no Nordeste. O Rio Grande do Norte e a Bahia lideram o ranking com 135 e 93 parques, respectivamente. Outros sete estados da região concentram 184 parques de torres eólicas. O Sul também apresenta parte considerável da geração. Na região estão 95 parques, sendo a maioria no Rio Grande do Sul (80).

Isso não significa que os empregos estejam somente nessas regiões. “Uma torre instalada no Rio Grande do Norte gera empregos mais perenes para a população local, na fase de operação e manutenção. Entretanto, o desenvolvimento do projeto pode ocorrer em um escritório em São Paulo, e os componentes das torres são construídos em Pernambuco, Minas Gerais e Santa Catarina”. Guto Ferreira também explica que durante a construção são geradas muitas vagas temporárias, empregando locais e pessoas de outras regiões.

A cadeia eólica não para por aí. A ABDI mapeou mais de 400 empresas envolvidas, entre fabricantes, fornecedoras de peças e prestadoras de serviço. Os construtores de pás exemplificam a capilaridade das indústrias que trabalham com vento. São apenas quatro no Brasil, mas em estados diferentes — Ceará, Pernambuco, Bahia e São Paulo.

Fonte: Fernando Rotta

“Não estamos desperdiçando energia, nem investimento”, afirma Jean-Paul Prates

O Brasil alcançou a marca de oitavo maior produtor de energia eólica do mundo. Dentro da produção nacional, o Rio Grande do Norte se destaca como o estado que mais produz o recurso renovável. O diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), Jean-Paul Prates, comemora o desempenho em entrevista realizada na última quinta-feria (26) ao programa RN Acontece, da Band Natal/RN.

“Do país para o mundo. Ontem saiu o relatório desse ano do GWEC, o Global Wind Energy Council, que é a entidade maior do setor eólico mundial. O Brasil ultrapassou mais uma vez um país no ranking mundial, que era o Canadá, e passou a ser a 8ª maior nação produtora de energia eólica do mundo. O Rio Grande do Norte tem esse sucesso nessa matriz, nessa fonte, e é dentro desse contexto o líder nacional de produção de energia eólica no Brasil. Ele hoje é responsável por um terço da energia eólica gerada no Brasil. Então, desta liderança nacional, surge aí um terço da energia geral”, explicou Prates.

De acordo com Jean-Paul, o problema enfrentado no passado com a falta de linhas de transmissões no RN já foi superado. “Não estamos desperdiçando energia, nem investimento. Houve um período de atraso mais significativo, principalmente entre 2012 a 2014, isso foi recuperado com as linhas da Chesf sendo aceleradas. Tivemos aquele problema de uma empresa espanhola que faliu mundialmente, que foi a Abengoa, que deixou uma das linhas aqui carentes de continuidade. Isso também já foi resolvido. Eu diria que já foi resolvido em relação ao passivo que nós tínhamos”, comentou.

No entanto, o especialista em energia adverte para que o Estado continue melhorando sua infraestrutura. “É uma preocupação constante. Tem que estar o tempo todo acompanhando esse processo porque isso é uma questão federal. Tem que ficar demandando, fazendo pleitos, para que as linhas sejam concedidas. O Rio Grande do Sul fez pressão e hoje ele tem aí quatro ou cinco gigawatts de linhas, tendo muito mais folga do que a gente e com muito menos potencial”, comparou.

Fonte: CERNE Press com informações da Band Natal

ABEEólica se prepara para as mudanças no setor elétrico

Renato Volponi foi eleito presidente do Conselho de Administração

Os filiados da Associação Brasileira de Energia Eólica elegeram na última quarta-feira, 25 de abril, os membros dos conselhos de administração e fiscal para o exercício do triênio 2018-2020. A principal meta será preparar a ABEEólica para encarar as mudanças pelas quais está passando o setor elétrico brasileiro, contou Renato Volponi, eleito presidente do conselho de administração, em entrevista à Agência CanalEnergia.

Ele disse que as mudanças ocorrerão em todas as áreas como a forma de comercializar a energia renovável. Por isso, ele acredita que uma das primeiras tarefas seja aprimorar o conhecimento para tomar melhores decisões estratégicas para o desenvolvimento eólico. “Vamos criar massa crítica para ter sugestões de valor para poder levar ao governo, à agência reguladora, para que a energia eólica ocupe seu lugar”, ponderou.

Durante seu mandato, ele quer melhorar o alinhamento entre conselho e diretoria, reforçando o trabalho em conjunto, ao mesmo tempo que se coloque mais claro o papel de cada instância. “Uma questão é ter o conselho mais coeso e profissional e mais próximo da diretoria. Vamos reforçar essa parceria, pois temos uma diretoria muito valiosa”, observou Volponi.

O executivo vê com otimismo o futuro da fonte eólica no Brasil, mas reconhece que o seu crescimento depende da retomada da economia, e como consequência, do consumo de energia. “O timing de exploração desse enorme potencial que temos depende do crescimento do país”, frisou. Volponi vê também no desenvolvimento tecnológico outra base para o crescimento da fonte, principalmente, de sistemas de armazenamento. Isso pode permitir um desenvolvimento da matriz energética mais calcado nas fontes renováveis, sem a necessidade de outras fontes flexíveis para a base.

No horizonte próximo da ABEEólica está o leilão A-6, previsto para o dia 31 de agosto. O leilão que pode trazer boas perspectivas de contratação e preço, também traz insegurança ao segmento, pois introduz uma mudança na forma de contratação das eólicas, agora com contratos de quantidade, e não por disponibilidade, como foi feito até agora. Para Volponi, essa mudança agora aumenta os riscos do negócio, já que os empreendedores não conhecem os termos do novo contrato e terão pouco tempo para analisar os impactos.

“Temos muito pouco tempo para trabalhar essas informações”, apontou o executivo, acrescentando que ainda não se sabe como será contada a energia se de forma acumulada ou horária, por exemplo. Ele aponta ainda a adoção do preço-horário, ano que vem, como outra incógnita no impacto sobre a forma de contratação. “Não somos contra [a adoção da contratação por quantidade], mas precisamos saber como se dará, para podermos precificar isso. Risco é preço. E tempos pouco tempo”, reforçou.

Ele aposta que o leilão terá uma contratação melhor, mas o preço dependerá da estratégia dos empreendedores, que vêm adotando o mix de contratos para maximizar o valor de seus empreendimentos, com venda de energia, não só em um leilão apenas, mas também no mercado livre e para autoprodução. Veja abaixo a composição dos conselhos de administração e fiscal para o triênio 2018-2020:

Conselho de Administração
Renato Volponi (EDP Renováveis) – Presidente do Conselho de Administração
Adelson Ferraz (Brennand)
Afonso Carlos Aguilar (Alubar)
Alexandre Sarnes Negrão (Aeris)
Anna Paula Pacheco (Enel Green Power)
Carlos Longo Cardoso Dias (AES Tietê)
Edgard Corrochano (Echoenergia)
Edson Silva (Engie)
Eric Rodrigues Gomes (Vestas)
Fernando Elias Silva Sé (Casa dos Ventos)
Fernando Mano (CPFL Renováveis)
João Paulo Gualberto da Silva (WEG)
Laura Porto (Neoenergia)
Marcos Ferreira Meirelles (Rio Energy)
Mauro Bittencourt (Siemens-Gamesa)
Robert Klein (Voltalia)
Roberto Lobo Miranda (T.E.N Torres Eólicas do Nordeste)
Rosana Rodrigues dos Santos (GE)
Sergio Azevedo (Dois A Engenharia)

Conselho Fiscal
Renobrax Energias Renováveis Ltda.
Pedro Schuch Mallmann (titular)
Otávio Marshall (suplente)

Serveng
Rafael Coimbra Moreira (titular)
Alfredo Chaguri Neto (suplente)

Kintech
Alejandro Blanco Garcia (titular)
Karlheinz Huscher Cirne (suplente)

Fonte: ALEXANDRE CANAZIO, DA AGÊNCIA CANALENERGIA

Eólica: mais de 50 GW foram instalados no mundo em 2017

Relatório do Conselho Global de Energia Eólica destaca competitividade da eólica em vários mercados e afirma que projetos híbridos, gerenciamento mais sofisticado de rede e opções de armazenamento mais acessíveis começam a mostrar como deve ser o futuro da energia totalmente livre de combustíveis fósseis.

O Conselho Global de Energia Eólica (Global Wind Energy Council – GWEC) divulgou nesta quarta-feira, 25 de abril, seu Relatório Anual Global de Energia Eólica. Mais de 52 GW de energia eólica limpa e livre de emissões foram adicionadas em 2017, levando o total de instalações a 539 GW globalmente. Veja, abaixo, os gráficos que mostram dados mundiais das novas quantidades de capacidade instalada de energia eólica ano a ano (gráfico vermelho) e a evolução da capacidade total instalada ao longo do tempo (gráfico azul).

Com novos recordes estabelecidos na Europa, na Índia e no setor offshore, os mercados retomarão um crescimento rápido após 2018, analisa o GWEC, em seu release distribuído para a imprensa nesta quarta. “A energia eólica está liderando a mudança na transição para longe dos combustíveis fósseis e continua a impressionar em competitividade, desempenho e confiabiliade. Tanto em projetos onshore quanto offshore, a energia eólica é a chave para definir um futuro energético sustentável”, avalia Steve Sawyer, Secretário Geral do GWEC.

O relatório também mostra a instalação de nova capacidade de energia eólica, divididas por região e por ano. Sobre a região “América Latina e Caribe”, que registrou uma nova capacidade de 2,57 GW em 2017, o relatório destaca o papel do Brasil: “O Brasil mais uma vez dominou o mercado, com seus 2,02 GW representando mais de três quartos das instalações no região”. Veja, abaixo, os dados por região de nova capacidade instalada:

O Brasil atingiu, em fevereiro deste ano, a marca de 13 GWs de capacidade instalada de energia eólica e já temos mais de 520 parques eólicos e mais de 6.600 aerogeradores operando. No ano passado, o montante gerado pelas eólicas foi equivalente ao consumo médio de cerca de 22 milhões de residências por mês. Nesse contexto, o estado do Rio Grande do Norte tem desempenhado um papel de grande destaque, como afirma o diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), Jean-Paul Prates: “Somos o líder nacional de geração eólica. Para se ter uma ideia, o estado é responsável por um terço da geração eólica de todo o país. Hoje, o RN exporta cerca de dois terços de toda energia gerada no estado, considerando sua matriz elétrica.”

O relatório anual do GWEC, além de apresentar dados consolidados de 2017, também traz análises de cenário, informações específicas por país e previsões para os próximos anos. Para ler o material completo do GWEC, faça o download aqui.

 

Fonte: CERNE Press

 

Paraíba tem enorme potencial para gerar “energia dos ventos”

Quarenta e oito municípios de sete regiões da Paraíba foram identificados como os que detêm os maiores potenciais de geração de energia eólica no Estado. Estima-se que, juntos, eles teriam capacidade para produzir 9,88 gigawatts (GW) de energia eólica, caso todo o potencial possa ser utilizado. Isso seria suficiente para gerar energia elétrica para quase 30 milhões de habitantes – o equivalente às populações da Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará e Alagoas juntas.

O potencial do Estado, que já tem 157 megawatts (MW) de capacidade instalada, foi identificado e publicado no Atlas Eólico da Paraíba. Para especialistas e estudiosos da área, o mapeamento do potencial eólico por meio de um atlas é essencial para a definição de políticas públicas e de atração de investimentos para alavancar o setor. Isso porque o levantamento é capaz de apresentar detalhadamente os regimes de vento e respectivos potenciais de geração de energia na Paraíba.

De acordo com o atlas, o Estado importa em torno de 60% da energia que consome, além de ter aproximadamente 90% da capacidade de geração atrelada a fontes térmicas. Por isso, o estudo é importante por comprovar que possui excelentes condições geográficas para instalação de parques eólicos. Além disso, o momento mostra que a geração eólica cresce em larga escala no país, com a existência de inúmeros projetos em estudo, implantação e em operação.

Na Paraíba, comparativamente a outros estados da região, a energia eólica ainda pode ser considerada em estágio inicial de desenvolvimento, com gigantesco potencial a ser explorado. Empresas já perceberam a potencialidade e, no último leilão de energias renováveis realizado pelo Governo Federal, por meio do Ministério das Minas e Energia, 12 projetos para implantação de parques eólicos foram contratados. Atualmente, a Paraíba possui 15 parques de geração desse tipo de energia, 2 localizados em Mataraca e três no Complexo Santa Luzia.

Quando os 12 novos parques começarem a operar comercialmente – o que deverá acontecer entre 2019 e 2023 – a capacidade de geração de energia eólica na Paraíba poderá atingir os 371,4 MW.

Projetos em Santa Luzia

O grupo Neoenergia/Iberdrola, desde 2017, possui três parques eólicos na Paraíba, cada um com 15 aerogeradores, totalizando 45. As usinas Lagoa I e II e Canoas, que formam o Complexo Santa Luzia, conseguem gerar 94 megawatts de energia elétrica. “A quantidade atende facilmente uma população correspondente a três cidades como Patos. Toda a energia gerada é distribuída para a população de Santa Luzia e cidades circunvizinhas, incluindo Patos”, explicou o porta-voz da Neoenergia na Paraíba, Jussiê Dantas.

A região de Santa Luzia é uma das identificadas pelo atlas eólico como geradora de energia em potencial. Ao lado de mais sete municípios, a região, que fica no Seridó Ocidental da Paraíba, têm capacidade para gerar uma energia estimada em 1.452 megawatts. “A região foi escolhida pela Neoenergia devido ao posicionamento geográfico. Hoje, estamos localizados num corredor de vento que cruza todo o Sertão paraibano e propicia ventos de qualidade e que viabilizam negócios eólicos no local”, frisou o porta-voz da empresa.

Durante o processo de construção do parque, mais de 500 empregos, entre diretos e indiretos, foram gerados. Além disso, mais de R$ 600 milhões foram injetados na economia local.

“Dezenas de proprietários estão sendo beneficiados pela geração de energia eólica por meio das indenizações motivadas pelo arrendamento das propriedades. Atualmente, temos 50 empregos diretos e indiretos gerados”, frisou Dantas.

Investimento de R$ 2 bi

A empresa arrematou nove parques para a região de Santa Luzia, o que significa um investimento de mais de R$ 2 bilhões que serão injetados no estado.  Em dezembro do ano passado, a Neoenergia participou do leilão A-6 promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para contratar energia elétrica proveniente de diversas fontes, incluindo eólica, com início de suprimento em 1º de janeiro de 2023.

O porta-voz da Neoenergia afirmou que serão construídas mais de 144 máquinas nos nove parques eólicos, com capacidade para gerar até 281 megawatts – o que equivale ao atendimento de toda a população de João Pessoa. “Além de Santa Luzia, os novos parques vão abranger as cidades de São Mamede, São José de Sabugi e Baraúnas”, explicou Jussiê Dantas.

Capacidade eólica global aumentará em mais da metade nos próximos cinco anos, diz GWEC

O Conselho Global de Energia Eólica (GWEC) divulgou hoje (25) o seu Relatório Anual Global de Energia Eólica. O documento traz dados globais sobre o setor eólico e revela que já são 539 GW de energia eólica pelo mundo.

Até 2022, o GWEC estima que teremos cerca de 840 GW eólicos  instalados em todo o mundo, um aumento de 56%. O relatório também mostra a instalação de nova capacidade de energia eólica por região.

A América Latina e Caribe registrou uma nova capacidade de 2,57 GW em 2017. O relatório destaca o papel do Brasil: “O país mais uma vez dominou o mercado, com seus 2,02 GW representando mais de três quartos das instalações na região”.

Além de apresentar dados consolidados de 2017, o Relatório do GWEC também traz análises do cenário global do setor, informações específicas por país e previsões para os próximos anos. Faça o download do material em https://goo.gl/WKxj2k

Fonte: CERNE Press