Posts

Mais 45 MW entram em operação comercial no RN

Fonte: CERNE Press

Nesta quarta-feira (09) entrou em operação comercial no estado do Rio Grande do Norte as respectivas quantidades de aerogeradores de quatro parques eólicos listados abaixo:

Parque Eólico Caiçara I:  3 aerogeradores, somando 9MW

Parque Eólico Caiçara II: 5 aerogeradores, somando 15MW

Parque Eólico Junco I: 3 aerogeradores, somando 9MW

Parque Eólico Junco II: 4 aerogeradores, somando 12MW

Ao total, são 45 MW de potência eólica instalada que agora somam-se aos outros 24MW que entraram em operação no último dia 05 de dezembro. O resultado alcança um total de 69 MW, dos 93 MW que formam o complexo Eólico Vamcruz.

O empreendimento é composto pelos parques Caiçara I, Caiçara II, Junco I e Junco II. Os parques estão situados no município de Serra do Mel e são de propriedade da francesa Voltalia.

Dependente de hidrelétricas, Brasil quer mais energias renováveis

Fonte: Isabela Vieira | Agência Brasil

Para a conferência que discute o futuro do planeta, em Paris, a COP21, o Brasil leva a meta de aumentar de 28% para 33% até 2030 as fontes renováveis de energia, como eólica, solar, biomassa, entre elas o etanol, na matriz energética. A meta desconsidera as hidrelétricas que, embora sejam renováveis, causam impacto ambiental e social por causa das barragens.

A proposta tem o objetivo de reduzir o uso do carvão e de combustíveis derivados do petróleo, como o diesel, a gasolina e o querosene. Utilizados em aviões, caminhões, carros e nas usinas termelétricas – para geração de eletricidade –, são considerados vilões do efeito estufa, por liberar gás carbônico na atmosfera. Na 21ª Conferência das Parte da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que vai até 11 de dezembro, é esperado um acordo para diminuir os incentivos governamentais a esses combustíveis, os chamados subsídios.

De acordo com a organização não governamental (ONG) Greenpeace, a meta do Brasil de ampliar a oferta de energias renováveis, desconsiderando as hidrelétricas, é acertada, mas pouco ambiciosa. Para a ONG, o ritmo natural de crescimento dessas energias no país já é maior do que a meta do governo. “É uma lógica parecida com o compromisso pela redução do desmatamento, apresentam uma meta mais fácil de cumprir para depois dizer que superou”, diz o coordenador da Campanha Clima e Energia, Ricardo Baitelo.

Para o ativista, o governo considera que haverá um aumento da demanda de energia e, dentro desse aumento, se prepara para oferecer fontes renováveis, por exemplo. “Esse número do governo [de 28% para 33%] significa que o Brasil terá 3 mil megawatts por ano a mais em novas [energias] renováveis e acreditamos que o Brasil poderia ter 4 mil”, destacou.

Hoje o Brasil tem produzido energia elétrica de fato, principalmente por meio de usinas hidrelétricas. Junto com as fontes fósseis, as usinas são responsáveis por 83% do total da eletricidade gerada no país, bem mais que os 16% gerados pelas novas renováveis. Com a meta anunciada pelo governo, a previsão é que as fontes limpas em 2024 gerem 28% da eletricidade, sendo 3% solar, também chamada fotovoltaica, e 12% de energia eólica.

Segundo o Ministério de Minas e Energia, a eletricidade produzida pelo sol e pelos ventos era insignificante em 2004. Dez anos depois, por meio de financiamento estatal aliado à queda de preços dos equipamentos, a energia eólica chegou a 5% do total da eletricidade gerada em 2014, embora a energia fotovoltaica ainda estivesse engatinhando (0,02%).

Energia eólica

De acordo com a presidenta executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), Elbia Gannoum, por ser uma fonte não poluente, a produção dessa energia é uma tendência mundial. No Brasil, com as condições naturais favoráveis, a vantagem é ainda maior.

“Segundo fabricantes de equipamentos, o Brasil tem o melhor vento do mundo para a produção de energia eólica”, afirmou Elbia. A produtividade por máquina no país, acrescentou, também está acima da média europeia e americana, o que favorece a redução de custos. Ela acredita que o país já tem experiência para ampliar a produção no setor.

Renováveis dependem de financiamento

Como a COP21 em Paris está no começo, o Greenpeace acha que é cedo para delinear acordos na área de energia. A entidade, que acompanha as negociações, conta que países têm discutido como aumentar a oferta, mas sem uma solução global. “Estamos vendo, pelo discurso dos chefes de Estado, que essa é uma preocupação acima da média, com a Índia liderando. A raiz do problema é como trazer investimentos para fazer a transição [para energia limpa]”, disse Baitelo.

Foto: Agência Brasil/Arquivo

CERNE realiza III Fórum Estadual de Energia do Rio Grande do Norte

Fonte: CERNE Press

No próximo ​dia 14 de dezembro, Natal sedia a terceira edição do Fórum Estadual de Energia do Rio Grande do Norte (FEERN). O evento se consolida como um dos mais importantes do setor energético do estado e ​pretende reunir empresários, pesquisadores, profissionais técnicos e demais interessados para debater o panorama atual do mercado energético no RN. O fórum será realizado na Assembleia Legislativa do RN, em Cidade Alta.

O III FEERN também discutirá as atividades do setor que estão em curso, os desafios, investimentos e resultados obtidos em cada área, com o objetivo de apresentar ao público um balanço completo e exclusivo do mercado energético em 2015.

O público poderá conferir palestras ministradas por importantes autoridades e especialistas na área energética. Entre os temas abordados, destacam-se a revitalização do setor petrolífero, consolidação do RN como líder eólico, capacitação profissional, inovação em pesquisa e novas tecnologias, competitividade na área de energia solar e questões sobre geração distribuída.

O Fórum vai contar com a​s​ presença​s​ do presidente do Instituto Brasileiro de Petróleo (IBP), Jorge Camargo, e da presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica, Élbia Gannoum. Também está prevista uma palestra especial sobre distribuição e consumo de energia elétrica no Rio Grande do Norte, ministrad​a pelo presidente da COSERN, Luiz Antonio Ciarlini.

O III Fórum Estadual de Energia do RN é uma realização do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) e Comissão de Meio Ambiente da Assembleia Legislativa do RN. O evento conta, entre outros, com o apoio do IBP, ABEEólica, SEBRAE-RN, Sindicato das Empresas do Setor Energético do RN (SEERN), CTGás-ER e Governo do Estado.

A programação completa com palestras, horários e outros detalhes estão disponíveis em www.feern.com.br.

Leilão de energia de reserva contrata 1,47 GW em usinas eólicas e solares

O leilão de energia de reserva promovido pelo governo federal nesta sexta-feira (13)  contratou 1.477,5 megawatts em usinas eólicas e solares.  Do total, foram 548,20 MW pela fonte eólica e 929,34 MW pela fonte solar fotovoltaica.

A fonte eólica concentrou a maior parte da negociação com 548,2 MW de potência contratados a um preço médio de R$ 203,46 por MWh e deságio de 4,48% em relação ao teto de R$ 213. Os projetos eólicos estão localizados em três estados com destaque para Bahia, com 18 empreendimentos.

Para o Diretor Presidente do CERNE, Jean-Paul Prates, apesar de denotar estagnação,  o resultado não demonstra falta de interesse das empresas no RN. ” O que acontece é que a sobra de pouco mais de 800MW de conexão que o Estado tem foi reservada pelo MME para o mercado livre, o que deixou o RN diante de um cenário de capacidade de conexão zerada. Diante disso, o posicionamento estratégico das empresas com prospecção no RN foi retirar os projetos para aguardar o próximo leilão (A-5)”, explicou Prates, que está a caminho da França para participar do EWEA 2015, a convite da APEX. O EWEA acontece em Paris, de 17 a 20 de novembro e é considerado um dos maiores e mais importantes eventos do setor na Europa.

O Diretor setorial de Energia Eólica do CERNE, Luiz Galdino, esclareceu que o bom resultado da Bahia no leilão A-3 se deu devido ao Estado estar em situação inversa à do RN. “A Bahia entrou com capacidade de conexão nova, recém ativada. É natural que as empresas priorizem os projetos de lá, que serão entregues em espaço de tempo mais curto para começar a produzir”, ressalta.

O preço da energia eólica que começou a R$ 213,00/MW, fechou a R$ 203,46/MW, chegou a um deságio de 4,48% em relação ao valor inicial.

O preço da energia solar fotovoltaica que começou a R$ 381,00/MW, fechou a R$ 297,75/MW, chegou a um deságio de 21,85% em relação ao valor inicial.

Na fonte Eólica o destaque vai para o estado da Bahia com 18 empreendimentos contratados (493 MW), seguidos por Maranhão com 1 empreendimento (30 MW) e RN também com 1 empreendimento (25,2 MW). O resultado realça o crescimento do Estado da Bahia e a estagnação do RN quando observado os resultados dos últimos leilões (Contratação).

Na fonte solar fotovoltaica, o destaque vai para o estado de Minas Gerais com 9 empreendimentos contratados (270 MW), seguido pelo estado da Bahia com 6 empreendimentos (169,34 MW), e o RN com 5 empreendimentos (140 MW).

Durante o leilão, foram negociados Contratos de Energia de Reserva – CER na modalidade por quantidade, com prazo de suprimento de 20 anos.

O leilão A-5 / 2016 está previsto para acontecer no dia 5 de fevereiro do próximo ano e deverá registrar número recorde de projetos inscritos.

 

CERNE é convidado a participar de evento na França

O diretor-presidente do CERNE, Jean-Paul Prates, é um dos convidados de honra para participar da conferência anual organizada pela European Wind Energy Association (EWEA 2015).  O evento tem como objetivo promover a geração de energia eólica no mundo e reúne representantes de diversos países em Paris, de 17 a 20 de novembro.  O EWEA 2015 é considerado um dos maiores e mais importantes eventos do setor eólico na Europa.

Convidado pela APEX, o presidente do CERNE participará do “Invest Brasil – Wind Power”, evento realizado paralelamente à programação da EWEA 2015. Na ocasião, Prates vai tratar dos principais motivos que tornam o Brasil um país atraente para as empresas do segmento energético. O Invest Brasil deve reunir os principais líderes do setor para discutir as oportunidades e desafios de se investir e fazer negócios no setor de energia renovável no Brasil.

Jean-Paul Prates vai mediar um debate com o tema “Where Is The Real Innovation In Wind Energy? Brazil can play this role?”, abordando a inovação no setor eólico brasileiro. Ele também apresentará o trabalho do CERNE frente ao desenvolvimento das eólicas na região nordeste e falará sobre as políticas para estimular a inovação eólica visando atrair investimentos para o país.

O Invest Brasil é organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Investimentos (Apex-Brasil) em parceria com a Associação Brasileira de Energia Eólica – ABEEólica. Todas as despesas associadas à participação do Presidente do CERNE foram custeadas pelos organizadores do evento.

CERNE concede acreditação ao curso de Gestão de Energia Eólica da UnP

O Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia concedeu, ao Curso de Gestão de Energia Eólica realizado em parceria com a Universidade Potiguar, acreditação por atender a todos os requisitos mínimos de qualidade.

Entre os requisitos analisados no reconhecimento formal da capacitação, estão infraestrutura da instituição disponibilizada para as aulas, titulação do corpo docente e a proposta pedagógica elaborada para o curso.

Fonte: CERNE Press