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Geração eólica bate recorde no Nordeste

A geração de energia eólica no Nordeste bateu recorde no sábado, 29, quando foram produzidos 5.746 MW médios dessa fonte, atendendo 63% da carga da região. Às 10h57 daquele dia, a produção desses parques eólicos foi ainda mais intensa e chegou a responder por 69% da carga. A produção de energia a partir dos ventos vem garantindo o abastecimento no Nordeste, que enfrenta uma longa seca, com reflexos na redução da geração hidrelétrica.

Fonte: Estadão | Luciana Collet

Eólica amplia participação na matriz energética brasileira

A geração de energia pela fonte eólica vem batendo recorde ano após ano no Brasil. Em 2010, a geração energia eólica girava em torno de 1.376 megawatts (MW) médios e ocupava 0,23% da matriz elétrica nacional. Em 2016 a geração de energia pela força dos ventos saltou para 44.353 MW médios, aumentando para 6% a sua fatia de participação na matriz energética brasileira.

Os dados são resultado de um levantamento realizado pelo professor do Departamento de Engenharia de Produção da UFRN e colaborador do CERNE, João Agra, com base no último relatório da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) divulgado em no início de agosto.

“Desde a inserção da fonte na matriz elétrica nacional, no ano de 2009, e sua evolução quanto ao número de parques construídos e capacidade instalada em operação comercial, as eólicas estão se tornando uma fonte cada vez mais relevante nos indicadores de geração de energia”, destacou Agra.

Fonte: CERNE Press

 

Engie negocia aquisição de projeto eólico da Renova Energia

A elétrica Engie Brasil Energia está em negociações avançadas para a aquisição de um projeto de usinas eólicas da Renova Energia, na Bahia, de acordo com documento das empresas visto pela Reuters nesta terça-feira.

A negociação é pelo complexo Umburanas, que vendeu a produção em um leilão promovido pelo governo em 2014.

A construção do parque ainda não começou. Mas o complexo poderia estar em funcionamento em 2019, propuseram as empresas, caso o negócio receba aprovação da agência reguladora Aneel.

Segundo o documento, que não cita valores, já há um processo de due dilligence em andamento.

A Renova, controlada pela mineira Cemig, tem vendido ativos e buscado um novo sócio em meio a uma crise financeira que a deixou sem capacidade para tocar um ambicioso plano de investimentos.

Já a elétrica do grupo francês Engie avalia oportunidades de crescimento no país.

No final de julho, executivos da Engie disseram que a empresa anunciaria em breve uma aquisição no setor de renováveis.

Procuradas nesta terça-feira, Renova e Engie disseram que não vão comentar o assunto.

As elétricas também pedem à Aneel que o complexo Umburanas seja redimensionado de forma “amigável” para 360 megawatts em capacidade, que seriam implementados imediatamente pela Engie.

Outros 95 megawatts do empreendimento passariam a compor o portfólio de projetos da companhia francesa para o Brasil, visando implementação futura.

Se aprovada a proposta de Renova e Engie à Aneel, a Engie prevê ficar responsável por construir 18 usinas do complexo Umburanas –cinco que direcionarão a produção às distribuidoras de energia, no mercado regulado (102,5 megawatts), atendendo compromissos do leilão de 2014, e 13 que destinarão a energia ao mercado livre de eletricidade (257,5 megawatts).

Caso haja aval do regulador, as elétricas preveem assinar contrato ainda em agosto. Já as obras das usinas eólicas iniciariam em abril de 2018.

Fonte : Reuters

 

Geração eólica bate recorde no Nordeste

A geração de energia eólica no Nordeste bateu recorde no sábado, 29, quando foram produzidos 5.746 MW médios dessa fonte, atendendo 63% da carga da região. Às 10h57 daquele dia, a produção desses parques eólicos foi ainda mais intensa e chegou a responder por 69% da carga. A produção de energia a partir dos ventos vem garantindo o abastecimento no Nordeste, que enfrenta uma longa seca, com reflexos na redução da geração hidrelétrica.

Fonte: Estadão | Luciana Collet

Sem novos leilões, geração eólica terá retrocesso após dez anos de aumento

Expectativa da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica) é de que até setembro seja anunciado o cronograma de um novo leilão; certame vai elevar capacidade só a partir de 2020 

Por Rodrigo Petry | DIÁRIO COMÉRCIO INDÚSTRIA & SERVIÇOS

 

Os efeitos da recessão econômica vão trazer um retrocesso na expansão da energia eólica no País. Sem novos leilões previstos, haverá uma desaceleração da capacidade de nova energia instalada já em 2019, após dez anos de alta.

“O impacto do arrefecimento da demanda da indústria brasileira foi imediatamente sentido no mercado de energia”, diz o diretor presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), Jean-Paul Prates. Segundo ele, mesmo com a desaceleração econômica, o Brasil não tem sobra energética, o que gera uma preocupação quanto ao atendimento da demanda. “É importante que ocorra uma solução governamental urgente”, defende Prates, em relação à uma nova rodada de leilões ainda este ano.

A presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), Elbia Gannoum, porém, minimiza o impacto da desaceleração da expansão da capacidade em 2019 e reforça que ainda há tempo de garantir uma ampliação a partir de 2020. “O que estamos investindo hoje é resultado dos leilões de 2012 e 2014. No ano passado, não houve leilão porque não havia demanda, pela crise econômica”, diz. “Há uma forte sinalização, por parte do governo, de que seja anunciado até setembro um novo leilão, que ocorreria em dezembro”, complementa ela.

Dados da ABEEólica apontam que, entre 2008 e 2017, a capacidade instalada cresceu mais de 38 vezes, saltando de 341,4 megawatts (MW) para 13.272,7 MW. A expectativa da associação é de que esse montante atinja 15.153 MW em 2018 e cresça apenas 4,5% em 2019, para 15.837 MW. Já em 2020, a estimativa inicial – sem considerar um possível leilão este ano – é de que a capacidade chegue a 17.986,7 MW. “Esse número pode ficar em 19, 20 ou 21 mil megawatts, dependendo do quanto seja contratado”, comenta Elbia.

Para poder ampliar a capacidade, novos investimentos precisam ser contratados por meio de leilões com três ou cinco anos de antecedência.

Nordeste

O maior beneficiado pela energia eólica vem sendo o Nordeste. Segundo o executivo do Cerne, com a seca que vem assolando a região, cerca de dois terços da energia consumida na área estão vindo de fontes renováveis, contra uma média, em geral na região, de um terço. “Isso foi resultado do incentivo à produção lá atrás, caso contrário poderíamos estar vivendo um apagão no Nordeste”, observa Prates.

Segundo dados do boletim mensal da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), o Rio Grande do Norte segue como maior produtor de energia eólica do país com 1.076 MW médios em 2017, aumento de 31% em relação ao mesmo período do ano passado. Em seguida, aparece o estado da Bahia com 704 MW médios produzidos (+25,6%), o Rio Grande do Sul, que alcançou 547,6 MW médios (+13%) e o Ceará, com 460,6 MW médios (+8,1%).

Os dados consolidados de maio de 2017 destacam que o Rio Grande do Norte tinha a maior capacidade instalada do País, com 3.209 MW, alta de 18,3% ante maio de 2016. Na sequência estão o Ceará, com 1.965 MW (+21,6%); a Bahia, que manteve os mesmos 1.750 MW; e o Rio Grande do Sul, com 1.715 MW (+13%).

Em 2016, foram instaladas 81 novas usinas eólicas, que acrescentaram 2.013 MW. No total, o parque eólico contava com 430 usinas, com um total de 10,75 GW de potência instalada. Como comparação, considerando todas as fontes de geração de energia elétrica, o sistema brasileiro registrou uma ampliação, em 2016, de 9,43 GW de potência – puxado pelas fontes hidrelétrica e eólica, que representaram 60,15% e 21,35%, respectivamente.

Mesmo com a desaceleração prevista da expansão da capacidade instalada em 2019, porém, a executiva da ABEEólica descarta riscos maiores de abastecimento. Ela ressalta que as demais fontes – h i d re l é trica e térmica – podem complementar a oferta. “A matriz energética dos países precisa ser bem variada, para não ficarmos sujeitos a riscos de apagão”, ressalta Elbia.

10º All About Energy será lançado na FIEC

No mês de outubro, Fortaleza será a capital das energias renováveis. Evento celebra edição abordando o futuro da energia e sustentabilidade.

O lançamento oficial da 10ª Edição da Feira e Congresso All About Energy 2017 será realizado na próxima terça-feira, 01 de agosto,  na sede da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) às 18:30 horas. A solenidade, que marca a contagem regressiva para a realização do maior evento multisetorial de energia e sustentabilidade da América Latina, acontece no contexto da reunião de Diretoria Plena da FIEC e contará com a presença e apoio do presidente da instituição, Beto Studart.

Comemorando a sua décima edição, a Feira e Congresso All About Energy 2017 foi totalmente reconcebida com o propósito de ser um ambiente aberto para novos debates que contribuam para o avanço do setor energético. A novidade fica por conta da divisão em quatro quadrantes temáticos, sendo três voltados para energias renováveis: energia eólica, energia solar, bioenergéticos (biocombustíveis, biomassa e biogás) e um quarto quadrante tratando sobre consumo sustentável, veículos elétricos e eficiência energética.

Estão previstas conferências com investidores globais e a presença de autoridades internacionais do setor energético. O público poderá acompanhar as principais discussões sobre o cenário energético do Brasil e do mundo, bem como as novas tendências para sustentabilidade, além de poder conferir exposições de veículos elétricos, projetos de construções inteligentes como os  condomínios solares  e  aplicações  tecnológicas  para  eficiência  energética.

10º Feira e Congresso All About Energy 2017 será realizada de 04 a 06 de outubro no Terminal  Marítimo  de Passageiros, em Fortaleza. O evento te​m como co-realizadores o CERNE e a empresa All About Eventos e ​conta com o apoio da FIEC e patrocínio da Eletrobras, Wobben WindPower, Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), Banco do Nordeste, Toyota,  Sindienergia e Sindicato das Empresas do Setor Energético do Rio Grande do Norte (SEERN).

O evento também conta com o apoio confirmado da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD), Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia Elétrica (ABRACEEL), Associação Nacional dos Consumidores de Energia (ANACE), Associação Brasileira dos Grandes Consumidores Industriais de Energia (ABRACE), Associação Brasileiras de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), União das Indústrias da Cana de Açúcar (Única), dentre outros.
Fonte: CERNE Press

Mulheres representam 25% da força de trabalho no mercado de energias renováveis

Atualmente, as mulheres representam cerca de 25% da força de trabalho no mercado de energia eólica e solar em todo o mundo. Esse e outros temas foram discutidos durante a 3ª edição do Ciclo de Debates do Conselho Técnico Científico do CERNE (CTC-CERNE), ocorrido nesta sexta-feira (28), no Instituto Federal de Educação Tecnológica do RN (IFRN), em Natal. O evento também abordou o crescimento da energia eólica no Brasil e seus aspectos quanto a mercado, tecnologias e qualificação profissional.

A diretora executiva da Associação de Mulheres nas Indústrias Sustentáveis e Energia Renovável (WRISE, em inglês), Kristen Graf, participou do evento diretamente de Nova Iorque e falou sobre o trabalho desenvolvido pela associação. “Nós trabalhamos com a inserção e avanço das mulheres dentro do setor de energias renováveis. Acreditamos que uma força de trabalho diversificada é uma chave estratégica para a construção de uma economia mais robusta e inclusiva na área de energia renovável”, enfatizou Graf, durante videoconferência.

“Nós fizemos um grande progresso nos últimos anos, mas ainda temos um longo caminho a percorrer. Sabemos que uma equipe diversa é melhor para a tomada de decisões e melhor para os negócios”, salientou a executiva.

Operação e manutenção de empreendimentos

20431728_1514054585313693_2593324873379107804_nPara Leandro Ribeiro, representante da Pacific Hydro Brasil, companhia responsável pela instalação de parques eólicos no Brasil e Rio Grande do Norte, ter uma estratégia de manutenção preventiva é fundamental para que os parques mantenham sua eficiência de produção. “Entre os desafios do segmento de manutenção e operação estão a seleção e disponibilidade de empresas parceiras, além da necessidade de mão de obra cada vez mais qualificada nesse ramo”, ressaltou o engenheiro.

Novas tecnologias vêm sendo desenvolvidas para otimizar a eficiência desses equipamentos. O engenheiro e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), Ricardo Pinheiro, apresentou diversos resultados de pesquisas sobre o tema. Para ele, as turbinas podem ter melhor desempenho se forem estruturalmente adequadas ao clima do Brasil. “O clima e o meio ambiente como um todo influenciam na produtividade desses equipamentos. É necessário adotar técnicas adaptadas a cada região para otimizar a manutenção preventiva. Isso pode repercutir positivamente nos contratos e no retorno financeiro para a empresa a longo prazo”, concluiu Pinheiro.

Cenário piauiense

WhatsApp Image 2017-07-28 at 17.39.40Quando se fala em geração de energia eólica, o Rio Grande do Norte se destaca pelos bons números conquistados nos últimos anos. Entretanto, a indústria dos ventos também está ganhando força em outros estados da região Nordeste.

No Piauí, a produção de energia eólica chega a  1178 megawatts (MW) de capacidade instalada  e coloca o estado entre os cinco maiores geradores pela fonte no Brasil. Segundo o professor da Universidade Federal do Piauí, Marcos Lira, se a tendência de crescimento do setor permanecer, em 2019 o estado poderá quebrar a barreira dos 2 gigawatts. “Se essa tendência de crescimento continuar, até 2025 o estado poderá atingir a marca de 6GW de capacidade instalada em operação”, disse Lira.

Capacitação

A capacitação e inserção de profissionais no mercado eólico é um assunto que demanda cada vez mais atenção do setor energético. O

Foto: CERNE Press

Foto: CERNE Press

Coordenador do Curso Superior de Tecnologia em Energias Renováveis do IFRN no Campus de João Câmara, Alexandro Rocha, citou a implantação do curso para atender, no âmbito do estado, às demandas geradas pelo contexto social e econômico ocasionados pelo desenvolvimento do mercado das energias renováveis. O docente mencionou as atividades do curso e ressaltou a contribuição disso para formação especializada de profissionais no Rio Grande do Norte.

Rocha aproveitou a ocasião do tema para destacar a importância do aprendizado de um segundo idioma como um dos diferenciais para a inserção do profissional no mercado energético.

Fonte: CERNE Press

 

Força das eólicas no Brasil surpreende

Usinas eólicas do país mantém produtividade em alta enquanto a região Nordeste puxa volume de produção e movimenta o setor

Ventos fortes e novas usinas eólicas operando no país se tornaram a combinação perfeita para o setor atingir o protagonismo no mercado das energias renováveis. Para se ter ideia, a produção de energia por meio da força dos ventos chegou a atender mais da metade de toda energia demandada pela região Nordeste.

No mês de junho, a região teve 14 dias com mais de 50% da energia total produzida vindo de usinas eólicas, segundo dados do Operador Nacional do Sistema (ONS). A entrada de fenômenos meteorológicos intensificou a ventania em alguns pontos e provocou rajadas de ventos, que, em picos instantâneos, fez com que os fatores de capacidade dos parques eólicos atingissem valores superiores a 70%.

Os números positivos reforçam a produtividade do setor eólico no país. O Rio Grande do Norte, Bahia e Ceará são os estados com maior número de empreendimentos em construção ou com capacidade já contratada, sendo que o RN é líder nacional em produção de energia pela força dos ventos com 3.3GW de capacidade instalada em 127 parques ​em operação, de acordo com dados do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE). Isso representa quase o dobro dos números registrados pela Bahia, segunda colocada no ranking, com 1,7GW de capacidade instalada em 71 usinas eólicas.

Com este cenário promissor, o crescimento da implantação e do uso da energia eólica no Brasil será o tema do terceiro encontro do Ciclo de Debates do Conselho Técnico-Científico do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CTC-CERNE) que será realizado dia 28 de julho, às 14 horas, no mini auditório do Instituto Federal de Educação Tecnológica do Rio Grande do Norte (IFRN) – Campus Central Natal.

O Ciclo de Debates tem como proposta debater os principais problemas do setor de recursos naturais e energia. “Nossa proposta é analisar e encontrar soluções que possam ser encaminhadas aos órgãos reguladores e executivos do setor, além de identificar potenciais parcerias entre as instituições participantes do evento”, afirmou o coordenador do CTC e Diretor de Tecnologia, Pesquisa e Inovação do CERNE, Olavo Oliveira.

Representantes confirmados de empresas como a Pacific Hydro Brasil, e instituições como UFRN, IFRN e Universidade Federal do Piauí (UFPI) debaterão sobre o cenário dos empreendimentos eólicos no ponto de vista da operação e manutenção, capacitação e formação profissional na área de energia eólica, e as possibilidades de implantação de novas tecnologias em parques híbridos.

O Ciclo é uma realização do CERNE e conta com apoio do IFRN, FIERN e SEBRAE. A programação completa está disponível no site do CERNE pelo endereço www.cerne.org.br clicando na imagem do Ciclo situado a direita da página inicial. Mais informações pelo telefone (84) 2010-0340. A entrada é gratuita.

Fonte: CERNE Press
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Eólicas no Maranhão recebem aval para iniciar operação comercial

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) liberou na última quinta-feira, 20 de julho, o começo da operação comercial das unidades geradoras UG 7 a UG 12 da usina eólica Delta 3 II e das unidades UG2 a UG7 da usina Delta 3 V. Cada eólica teve liberados 13,8 MW de potência. Os parques estão localizados na cidade de Barreirinhas, no Maranhão. E no Estado também foram liberados para testes 4,6 MW do empreendimento Delta 3 III, que corresponde as unidades UG11 e UG12.

Fonte: CERNE Press

Brasil prevê adicionar 19 GW em usinas eólicas e solares até 2026

O Brasil prevê uma expansão de cerca de 41 gigawatts na capacidade instalada de geração de energia até 2026, com predomínio das usinas eólicas e solares, que deverão responder por quase 19 gigawatts no período, segundo o cenário de referência de um estudo do governo divulgado nesta sexta-feira.

O Plano Decenal de Expansão de Energia 2026, da estatal Empresa de Pesquisa Energética (EPE), aponta que essa trajetória deverá demandar cerca de 174,5 bilhões de reais em investimentos no período.

A perspectiva é que ao final do plano a participação das hidrelétricas, carro-chefe da geração no Brasil, caia para menos de 50 por cento da matriz elétrica, ante pouco mais de 60 por cento atualmente.

Ainda assim, o plano prevê a contratação de 2,6 gigawatts em novas usinas hídricas, mas com a maior parte dessa capacidade estimada para entrar em operação apenas em 2026, último ano do horizonte de planejamento.

As previsões consideram um crescimento de 3,3 por cento ao ano da carga de energia do sistema brasileiro entre 2016 e 2021, que aceleraria para 3,7 por cento entre 2021 e 2026. Entre 2016 e 2026, a expansão média seria de 3,5 por cento.

Ainda assim, devido à enorme crise econômica brasileira, o país deve chegar ao final de 2026 com uma carga de 91,2 gigawatts médios, contra 94,5 gigawatts médios estimados para o final de 2024 no último Plano Decenal, publicado no final de 2015.

O cenário de referência da EPE prevê a entrada anual de 1 gigawatt em usinas solares por ano entre 2020 e 2026, em um total de 7 gigawatts no período.

Já a expansão eólica deverá começar em 1 gigawatt em 2020 e passar para 1,8 gigawatt anual a partir já de 2021, com cerca de 80 por cento dos empreendimentos no Nordeste e 20 por cento no Sul do país.

Ainda está estimada a contratação de térmicas à gás natural, pouco mais de 1 gigawatt, além de mais de 12 gigawatts em usinas para atender o horário de ponta de consumo no sistema, principalmente no Sudeste e no Sul.

Outros cenários

Mas o plano decenal também traz projeções de cenários alternativos, como um que simula um crescimento mais robusto da economia brasileira e um que considera incertezas da demanda, além de alternativas no caso de grande barateamento das usinas solares ou para o caso de restrição total à construção de novas hidrelétricas, entre outros.

A EPE ainda projetou investimentos em transmissão de eletricidade, que devem alcançar 64 bilhões de reais no período, sendo 42 bilhões de reais em linhas de energia e 22 bilhões de reais em subestações, considerando-se apenas empreendimentos ainda não contratados.

O Plano Decenal ficará em consulta pública até 6 de agosto. O documento aponta também perspectivas para a expansão nos setores de petróleo e gás e combustíveis.

Nucleares e Tapajós

Os estudos da EPE apontam para o início da operação comercial da usina nuclear de Angra 3, da Eletrobras, cujas obras estão paralisadas atualmente, apenas em janeiro de 2026.

Já a hidrelétrica de São Luiz do Tapajós, que tem potencial para ser uma das maiores do país, não consta dos planos, embora o órgão ressalte que o projeto continua no horizonte do governo e poderá ser retomado adiante.

“O processo que envolve essa usina continua sendo acompanhado pela EPE e, solucionadas todas as questões ambientais, ela poderá compor a cesta de oferta candidata à expansão em planos futuros”, afirma a EPE sobre o empreendimento, que é alvo de forte resistência de ambientalistas.

Fonte: Luciano Costa | Reuters

Ceará pode atrair até R$ 400 bi em investimento em energia eólica

A exploração total do potencial eólico do Ceará representaria investimentos de R$ 400 bilhões, além da criação de cerca de 1,2 milhões de empregos, aponta a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), com base em estudo realizado pela fabricante de aerogeradores Vestas.

O relatório traz resultados da análise dos ventos obtidos por meio do software SiteHunt, que pode fornecer desde uma visão geral do recurso de vento em um continente, país ou região até o layout de uma usina eólica em determinada localidade. O sistema foi desenvolvido pela própria Vestas, que também possui uma fábrica de aerogeradores no Ceará.

Segundo o estudo, o estado dispõe de 80 GW de potencial eólico acumulado, em velocidades superiores a 7,0 m/s, patamar de vento considerado atrativo economicamente. Os resultados demonstram que o Ceará possui condições excepcionais para a geração de energia eólica: ventos constantes, bem direcionados, com alto índice de aproveitamento e bem distribuídos na área geográfica.

“Esse enorme potencial influenciou na escolha do Ceará para sediar nossa unidade industrial no Brasil”, afirmou Adriano Barros, diretor Institucional da Vestas.

O Ceará descobriu essa vocação no final da década de 1990 e tornou-se pioneiro no estímulo à geração de energia eólica no Brasil, com a implantação dos primeiros parques comerciais. Em 2016, 21 novos parques eólicos entraram em operação no estado, totalizando 485 MW de capacidade adicional, segundo boletim anual divulgado pela Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica).

Em termos de produção efetiva de energia, as usinas do Ceará totalizaram 5,87 TWh em 2016, atrás apenas de Bahia (6,08TWh) e Rio Grande do Norte (10,59TWh). Porém, em termos de fator de capacidade, o Ceará tem o maio fator médio no período de 2016, com 47,6%, a frente de Piauí (43,7%) e Rio Grande do Norte (41,8%).

O fator de capacidade médio da fonte eólica no Brasil foi de 40,7% em 2016. Este é um resultado bem acima da média mundial, que gira ao redor de 25%. Segundo a ABEEólica, essa é a prova que o Brasil tem um dos melhores ventos do mundo.

De acordo com o Banco de Informações de Geração da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), há 444,4 MW em parques eólicos sendo construído no Ceará e outros 482,9 MW cuja obra ainda não foi iniciada. Atualmente, o Governo do Estado, através da SDE/ADECE, em conjunto com a FIEC, está implementando uma agenda para a retomada do desenvolvimento da cadeia produtiva de energia eólica.

Fonte:

‘Eólicas’ esperam leilões para investir R$ 20 bilhões no país

Yuno Silva | Tribuna do Norte
Repórter

A crise hídrica que reduz o potencial de geração energética pelas hidrelétrica, e o alto custo das fontes termelétricas, pavimentam o avanço das energias renováveis no mercado – sobretudo a eólica. Mais barata e limpa que as demais, a tendência é que a eletricidade produzida pela força dos ventos ganhe cada vez mais destaque na base da matriz energética do País: o Brasil já é o quinto na lista dos que mais investem nessa tecnologia no mundo, e a tendência é de crescimento. “A geração eólica acumula um crescimento virtuoso nesses últimos sete anos, hoje é a nossa segunda principal fonte de energia e a mais barata”, garante Elbia Gannoum, presidente executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica).

Elbia esteve presente na abertura do 9º Fórum Nacional Eólico, realizado em Natal dias 27 e 28 de junho, e reforça: “Queremos novos leilões (para compra de energia), temos recursos e investidores. O setor não está vendendo, está oferecendo. Acredito que a eólica é uma das chaves para a retomada do crescimento econômico do País”. Em 2016, os leilões foram suspensos devido queda na demanda por energia, motivada pela desaceleração do consumo.

A presidente executiva da ABEEólica informou que há R$ 20 bilhões “já dentro do Brasil” aguardando o Governo Federal promover leilões para serem investidos. Os contratos firmados tem validade de 20 anos.

O otimismo diante do potencial do setor, e o tom de cobrança por novos leilões de Elbia Gannoum, chancelado pelos representantes dos sete estados que participaram do evento, resumem os principais painéis que ilustraram o Fórum.

Organizado pelo Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), a edição 2017 do Fórum Nacional apresentou um panorama atualizado da situação das eólicas, e também lançou foco sobre desafios ambientais e sociais, fusões e aquisições no setor já considerando o fator China dentro do contexto de mercado, mais capacitação, inovação e tecnologia.

“A tônica dessa edição foi a retomada dos leilões, o discurso de todos que participaram foram uníssonos em trabalhar para convencer o Governo Federal de que é preciso manter um calendário regular”, acrescentou Jean-Paul Prates, diretor geral do Cerne.

O presidente da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), Sinval Zaidan Gama, antecipa que o Governo Federal “está discutindo o momento mais adequado para abrir novos leilões. Acredito que no curto prazo devem resolver essa equação”.

Gama explicou que os leilões do ano passado foram adiados “por que alguém acha que está sobrando energia, e não faz sentido contratar energia”, e informa que a bandeira vermelha que sobretaxa a conta de luz do consumidor final é motivada “pelo custo elevado da geração nas fontes disponíveis”.

Exportador de energia
No topo da lista nacional como o maior produtor de energia eólica, com geração média efetiva de 1,6 gigawatts (GW) e capacidade de potência instalada de 3,4 GW, o Rio Grande do Norte possui atualmente 125 parques eólicos instalados e operando em 18 municípios. Especialistas apontam que apenas um terço do potencial eólico foi explorado até o momento no Estado, que até 2003 estava na estaca zero no tocante a produção energética.

Desde 2010 o RN é autossuficiente em geração de energia, somando eólica com termelétricas e biomassa, e em 2015 tornou-se autossuficiente em geração eólica – atualmente produz o dobro do que consume (média de 800 megawatts).

De acordo com projeções do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia, a expectativa é que o RN atinja a marca de 5 gigawatts (GW) de capacidade instalada de energia eólica nos próximos quatro anos, abaixo da Bahia que deverá alcançar a marca de 5,4 GW instalados no período. “A tendência natural era a Bahia ultrapassar o RN, devido a infraestrutura (estradas e portos)”, avaliou    João Agra Neto, coordenador de dados e estetística setoriais do Cerne.

Agra ressalta que se o Estado fosse considerado um País, comparando a capacidade instalada de energia eólica, estaria em 19º lugar no mundo – acima de países como Japão, Coréia do Sul, Bélgica, África do Sul e Chile.

‘Descontratações servirão de motor para a atividade’

O crescimento do setor eólico no Rio Grande do Norte sofreu uma pequena quebra no ritmo logo após 2011 e 2012, quando a Secretaria Estadual de Energia e Assuntos Internacionais foi extinta. Para Jean-Paul Prates, que na época era titular da pasta e hoje ocupa o posto de diretor geral do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), “o Governo do RN deu uma cochilada. Não sei dizer se houve um desvio no foco de interesse, mas tivemos um pequeno atraso e o Estado deu uma patinada no tema – tanto é que também refletiu no atraso da conclusão das linhas de transmissão, não foi o único fator mas contribuiu”.

Sobre a intenção do Governo Federal em realizar os chamados leilões de descontratação, iniciativa que deve trazer nova dinâmica ao segmento, Prates acredita que será positivo para o mercado. “As descontratações servirão de motor para todo o resto da cadeia produtiva se movimentar, e devem ser encaradas como uma limpeza: contratos que não avançaram saem de cena e cedem a vaga para novos investidores. É um ciclo, de tempos em tempos elas (as descontratações) precisam ser feitas. O importante é liberar a cota, é melhor tomar providências antes que o contrato gere multa”, aposta.

Entre os principais investidores estão grupos brasileiros, fundos norte-americanos e europeus. A novidade desse mercado são os chineses, que vêm adquirindo o controle acionário de várias empresas de energia ao redor do mundo.

Outro motor que impulsiona o segmento são os financiamentos públicos para instalação de novos parques. Boa parte dos investimentos em geração eólica no Brasil contam com financiamento do BNDES, onde apesar das condições terem mudado, algo compreensível na opinião de Prates: “O banco entendeu que a indústria eólica amadureceu, passou de experimental para pioneira, ficou mais competitiva, e as taxas estão mais próximas do restante do mercado. Mesmo assim ainda há boas condições de financiamento”.

O diretor geral do Cerne disse que o RN “tem o dever de se antecipar nas decisões para não perder terreno”. O gestor também citou a repotencialização, com a troca das turbinas atuais, cuja geração média é de 1,2 MW, por equipamentos mais potentes que podem chegar a 2 MW e 3 MW. Já entre as metas para 2018, ele antecipou que irá ressaltar o potencial offshore (no mar) das eólicas.

No tocante aos conflitos socioambientais, causados pela instalação de parques eólicos, o economista Fábio Fonseca Figueiredo, professor do Departamento de Gestão de Políticas Públicas da UFRN, diz que “o Estado deve ser o grande mediador entre esses dois atores sociais. É preciso esclarecer à população o que são as eólicas, como investimento econômico e como possibilidade de geração de emprego e renda, que tipo de emprego e renda que se gera, e qual o período dessa geração de emprego e renda”.

Bate Papo
Juarez Castrillon Lopes – Assessor de Diretoria de Estudos de Energia Elétrica da Empresa de Pesquisa Energética (EPE)

O engenheiro elétrico Juarez Castrillon Lopes é um entusiasta da área de energias renováveis. Representante da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), órgão vinculado ao Ministério de Minas e Energia, no 9º Fórum Nacional Eólico realizado em Natal dias 27 e 28, Castrillon acredita que o setor ainda tem muito para crescer no Brasil. Envolvido há uma década com energia eólica, ele garante que o Governo Federal está ciente da necessidade de realizar novos leilões para contratar energia, e acredita que a eletricidade gerada pela força dos ventos deverá ter cada vez mais destaque na base da matriz energética do País.

Por que demorou tanto para se iniciar a geração de energia eólica no Brasil?
Essa demora não foi só no Brasil. A tecnologia de geração eólica surgiu muito perto da geração hidrelétrica, e a questão principal que causou esse ‘delay’ – até início dos anos 1990 – diz respeito à viabilidade do negócio. Mesmo na Alemanha, as eólicas só começaram a se viabilizar economicamente entre 1994 e 1995, logo em seguida vimos o boom no mundo inteiro. Esse crescimento só foi possível quando se pensou em regras mais interessantes de remuneração, de financiamento das usinas e do advento de contratos de longo prazo. Se formos pensar, não foi tão devagar assim.

Considerando o potencial de geração de energia renovável (eólica e solar), é possível vislumbrar uma alteração gradativa da matriz energética no Brasil?
Com certeza vamos ver essa mudança, aposto muito no crescimento da eólica, que com relação a geração solar tem a grande vantagem do aerogerador não ocupar tanto espaço: pode plantar, criar cabrito e gado na mesma área; mas se botar painéis fotovoltaicos, inviabiliza essas possibilidades. Na Alemanha vemos muitos parques eólicos com plantação em volta. Acho a geração eólica ótima, e no caso do Brasil especificamente no Nordeste tem um potencial enorme.

O consumidor final já percebe benefícios com a geração de energia eólica?
Sim, desde o primeiro leilão em 2009. O crescimento do custo para produção de energia, está em um ritmo muito menor do que se estivéssemos utilizando fontes térmicas como alternativa à hidrelétrica. Esse fator reflete na conta mensal, que estaria bem mais alta se não tivesse tido investimentos na eólica.

Mas e o que justifica a bandeira vermelha, que encarecem as contas de luz?
É justificada pela existência de fontes mais onerosas como as termoelétricas. Chega a ser contraditório: as eólicas acabam não entrando na rede, pois o espaço já está ocupado por uma fonte mais cara de geração de energia. Temos que pensar agora como será o futuro do atendimento elétrico no Nordeste: vamos ficar no modelo antigo das usinas à gás, ou vamos pensar em outras soluções como eólica e solar. A preocupação atual do Ministério de Minas Energia e da EPE é definir qual a melhor alternativa para aproveitar esse recurso energético que está aí de graça, em vez de sair para aventuras como as termoelétricas.

Os leilões de descontratação significam retração?
Não, de jeito nenhum. Nos últimos leilões entraram vários parques solares, projetos que acabaram inviabilizados devido a disparada no preço do dólar – a eólica, mais consolidada no mercado, conseguiu se manter dentro de uma faixa aceitável de preço. Ao mesmo tempo tivemos uma queda na demanda por energia elétrica, as concessionárias ficaram com contratos sobrando. E o que o Governo fez? Um encontro de contas. Já tiveram outros momentos como esse no setor, que colocou de um lado quem comprou demais e do outro quem queria deixar de vender. A descontratação tira de cena os projetos que estavam com problema, e verifica se está faltando ou sobrando contratos para aquisição de energia; quando essa conta fechar o Ministério de Minas e Energia decide quando abre novos leilões.

Ceará será 3º maior produtor de energia eólica em 2021

Quarto maior produtor de energia eólica do País, o Ceará deve chegar atingir a marca de 2,6 gigawatts (GW) de capacidade instalada nos próximos quatro anos, passando para terceira posição entre os maiores estados produtores. O incremento de 0,9 GW da matriz eólica cearense até 2021 representa um crescimento de 62% do potencial do Estado. A projeção é do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne).

Considerando a conclusão dos atuais parques em construção e os projetos contratados nos últimos leilões de energia previstos para entrarem em operação até 2021, o Ceará, hoje com 59 parques em operação, somará até lá 105 empreendimentos, com capacidade instalada de 2.602,86 MW ficando atrás apenas da Bahia e do Rio Grande do Norte no ranking nacional.

“O setor eólico vem acompanhando com grande interesse as iniciativas que o Ceará tem empreendido para resgatar a atratividade do Estado e para criar um ambiente de investimentos favorável, principalmente através da sua federação das indústrias (Fiec) e das secretarias de governo estaduais”, destaca Jean-Paul Prates, diretor-presidente do Cerne.

“O Ceará foi o pioneiro em eólicas no Brasil e tem uma situação privilegiada quanto à atração de novos investimentos no futuro”, completa ele.

Além dos atuais 59 parques eólicos em operação, para os próximos anos, está prevista a adição de 0,9 GW na capacidade de geração do Estado, proveniente de 24 empreendimentos atualmente em construção, com 0,5 GW, e mais 22 parques eólicos já aprovados com construção não iniciada, com 0,6 GW, de acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Geração

De janeiro a abril, a geração eólica no Ceará foi de 465 MW médios, o que representou um crescimento de 12% na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados consolidados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). O Rio Grande do Norte, maior produtor do País, com 1.0 GW médios em 2017, registrou um aumento de 39% na produção. Em seguida aparecem os estados da Bahia com 678 MW médios (+30%) produzidos e do Rio Grande do Sul, com 533 MW médios (+9%).

No Nordeste, considerando apenas janeiro e fevereiro, a matriz eólica foi a principal fonte de energia da Região, com participação de 36,5%, segundo relatório do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), órgão de pesquisas do Banco do Nordeste. No mesmo período, as térmicas foram responsáveis por 34,1% da matriz elétrica regional e a fonte hidráulica por 29,5%. O histórico levantado no relatório revela rápido crescimento a partir de 2014, quando a fonte eólica passou de 7,8% na geração de energia elétrica para 19,2% no ano seguinte. No final de 2016, a fonte eólica já representava 37,2% da geração regional.

Ainda segundo a CCEE, no Brasil, a produção de energia eólica em operação comercial no Sistema Interligado Nacional (SIN), de janeiro a abril, foi 30% superior à geração no mesmo período do ano passado. As usinas eólicas brasileiras produziram um total de 3.286 MW médios frente aos 2.532 MW médios gerados em 2016.

No País, a fonte eólica alcançou 5,1% de toda energia gerada no período pelas usinas do SIN. A fonte hidráulica foi responsável por 79,4% do total e as usinas térmicas responderam por 15,4% da geração no País.

Ao final de abril deste ano, havia 414 usinas eólicas em operação comercial no País, que somavam 10,5 GW de capacidade instalada, aumento de 17,6% frente às 352 unidades geradoras existentes no mesmo mês do ano passado.

Fórum

Nessa terça-feira (27) e quarta-feira (28), é realizada a nona edição do Fórum Nacional Eólico – Carta dos Ventos, organizado pelo Cerne. O evento, realizado em Natal, irá discutir as perspectivas do mercado eólico no Brasil nos próximos 10 anos, como interiorização de projetos e expectativa para o mercado offshore, além de licenciamentos e gestão ambiental de empreendimentos eólicos, penalidades previstas na operação de parques, dentre outros temas.

Foto: Bruno Cabral | Diário do Nordeste

Rio Grande do Norte pode chegar a 5GW de geração eólica em quatro anos

Líder nacional na geração de energia pela força dos ventos, RN vai sediar, novamenteo mais importante evento político-empresarial do setor.​

O Rio Grande do Norte deverá atingir a marca de 5 gigawatts (GW) de capacidade instalada em energia eólica nos próximos quatro anos. Segundo dados do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), o Rio Grande do Norte segue na liderança disparada no ranking nacional eólico, ​com 3.3GW de capacidade instalada em 125 parques que estão ​em operação. O resultado é quase o dobro dos números registrados pela Bahia, segunda colocada no ranking, com 1,7GW de capacidade instalada em 70 usinas eólicas.

O rápido crescimento do setor e os bons números alcançados nos últimos anos,​fizeram com que o Rio Grande do Norte se tornasse pólo da indústria eólica. É nesse contexto que o Estado recebe, nos próximos ​dias 27 e 28 de junho, o mais importante encontro político-empresarial do setor no país. O Fórum Nacional Eólico – Carta dos Ventos, que em neste ano chega à​ nona edição, será realizado no auditório da Escola de Governo, no Centro Administrativo, em Natal.

Neste ano, o evento promete superar expectativas em relação à edição anterior, que reuniu mais de 80​0 participantes em dois dias de debates que pautaram a gestão setorial energética no País até o momento. O Governo do Estado, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SEDEC) apoiou a mobilização de várias entidades empresariais do Estado.

A programação terá seções executivas, com reuniões fechadas pelas manhãs e plenárias com acesso gratuito, à tarde. “O setor eólico fica na operação e manutenção e nos licenciamentos sócio-ambientais dos parques eólicos, levando a discussão para a seara local, junto das cidades e comunidades envolvidas pelas atividades”, explica o diretor-presidente do CERNE, Jean-Paul Prates, um dos responsáveis pela realização do evento desde a sua primeira edição, em 2009.

O Fórum Nacional Eólico 2017 já conta com presença confirmada dos​ Governadores​do Rio Grande do Norte, Robinson Faria e de Pernambuco, Paulo Câmara, do ​Diretor-Presidente da CHESF, Sinval Zaidan, de​ representantes das secretarias de desenvolvimento dos Estados de Alagoas, Sergipe, Bahia e Ceará, além de parlamentares.

O evento tem como anfitrião o Governo do Rio Grande do Norte e conta com ​o apoio da ABEEólica. Conta também com o patrocínio da Força Eólica do Brasil, Ambientare, FINEP, Banco do Nordeste, Fecomercio RN​, CRN-Bio, A Lasca Arqueologia, CPFL Renováveis e New Wind Service.

A programação completa​, inscrições e participações podem ser encontradas no site: www.cartadosventos.com, e nas redes sociais das entidades participantes.

Fonte: CERNE Press

Governador de Pernambuco virá ao RN para o Fórum Nacional Eólico 2017

Paulo Câmara e diversas autoridades estarão em Natal nos dias 27 e 28 de junho para participar do maior encontro politico-empresarial da indústria eólica do país.

Natal, 21/JUN/2017 – O Governador do Estado de Pernambuco, Paulo Câmara, é uma das autoridades confirmadas para a nona edição do Fórum Nacional Eólico – Carta dos Ventos, o mais importante encontro político-empresarial do setor eólico brasileiro.  O evento será realizado nos dias 27 e 28 de junho, no auditório da Escola de Governo do Rio Grande do Norte, no Centro Administrativo, em Natal.

Recentemente o estado pernambucano ganhou notoriedade ao inaugurar o maior parque eólico do Brasil, o Complexo Ventos do Araripe III, situado na região da Chapada do Araripe, divisa entre Pernambuco e Piauí. Em solo pernambucano estão instalados cinco parques e 60 aerogeradores.  No total, o empreendimento tem a potência instalada de 360 megawatts (MW), energia suficiente para abastecer cerca de 400 mil residências.

Mais de dois terços das operações do setor eólico nacional estão concentradas na região Nordeste. Os estados do Rio Grande do Norte, Bahia, Ceará, Piauí e Pernambuco lideram o ranking de empreendimentos instalados e continuam atraindo novos investimentos graças aos ventos constantes e ações governamentais para expansão do setor.

Fórum Nacional Eólico

Desde 2009 o Fórum Nacional Eólico reúne as principais lideranças políticas e empresariais relacionadas com a chamada “indústria dos ventos” para discutir os aspectos regulatórios, operacionais e da política setorial de um dos principais segmentos econômicos do Brasil na atualidade.

Nesse contexto, em sua nona edição, o FNE contará com presenças confirmadas do Governador do Estado do Rio Grande do Norte, Robinson Faria, o Diretor-Presidente da Eletrobrás CHESF, Sinval Zaidan Gama, Diretor-Presidente do CERNE, Jean-Paul Prates, representantes das secretarias de desenvolvimento dos Estados de Alagoas, Sergipe, Bahia e Ceará, além de parlamentares.

A programação subdivide-se em seções executivas, com reuniões fechadas pelas manhãs com a presença de autoridades políticas, empresários e investidores que debaterão questões específicas relacionadas à indústria eólica. Durante a tarde, o evento abre suas portas com palestras de interesse geral, para divulgar as novidades do setor, voltados aos empreendedores, gestores públicos, acadêmicos e todos os demais interessados em energia eólica.

O Fórum Nacional Eólico 2017 tem como anfitrião o Governo do Rio Grande do Norte e o apoio da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica). Conta também com o patrocínio da Força Eólica do Brasil, Ambientare, FINEP, Banco do Nordeste, CRN-Bio, A Lasca Arqueologia, CPFL Renováveis e New Wind Service. O evento é uma realização do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) e a empresa Viex Américas.

As informações completas sobre a programação, inscrições e participações podem ser encontradas no site: www.cartadosventos.com, e nas redes sociais das entidades participantes.

Fonte: CERNE Press

Eólicas entram em operação comercial no Rio Grande do Norte

Usinas Carnaúbas e Santo Cristo também foram autorizadas no estado

A usina eólica Reduto recebeu autorização para operação comercial das unidades geradoras UG1 a UG9, de 3 MW, totalizando 27 MW de capacidade instalada, a partir de 17 de junho de 2017, segundo despacho publicado pela Agência Nacional de Energia Elétrica na última segunda-feira, dia 19.

A usina fica localizada no município de São Miguel do Gostoso, no Rio Grande do Norte. No mesmo município, a usina eólica Carnaúbas também obteve autorização para operar comercialmente as unidades geradoras UG1 a UG9, de 3 MW, totalizando 27 MW de capacidade instalada. Outra usina a receber autorização comercial foi a Eólica Santo Cristo, que vai operar as unidades geradoras UG1 a UG9, de 3 MW, totalizando 27 MW de capacidade. O empreendimento está localizado no município de Touros, também no Rio Grande do Norte.

Fonte: CERNE/SEERN Press

Produção eólica no RN avança 39% no primeiro quadrimestre de 2017

A produção de energia eólica em operação comercial no Sistema Interligado Nacional (SIN) ao longo dos primeiros quatro meses deste ano foi 30% superior à geração no mesmo período do ano passado, no Brasil. No Rio Grande do Norte, que mantém a liderança entre os estados do país, o avanço foi de 39% no período. Os dados são da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e foram divulgados ontem. Nacionalmente, as usinas movidas pela força dos ventos produziram 3.286 MW médios entre janeiro e abril, frente aos 2.532 MW médios gerados em 2016.

Com essa expansão, a representatividade da fonte eólica em relação a toda energia gerada no período pelas usinas do sistema alcançou 5,1%. Já a fonte hidráulica, incluindo grandes usinas e as Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) foi responsável por 79,4% do total, enquanto as usinas térmicas responderam por 15,4% da geração no País.

Ao final de abril deste ano, havia 414 usinas eólicas em operação comercial no Brasil, que somavam 10.517 MW de capacidade instalada, o que corresponde a uma expansão de 17,6% frente às 352 unidades geradoras existentes no mesmo mês do ano passado.

Na avaliação por estados, o Rio Grande do Norte permanece como maior produtor do País, com 1.087,6 MW médios em 2017, aumento de 39% em relação ao mesmo período do ano passado. Em seguida, aparece a Bahia com 678 MW médios (+30%), o Rio Grande do Sul, que produziu 533 MW médios (+9%), e o Ceará, com 465 MW médios (+12%).

O Rio Grande do Norte também figura com a maior capacidade instalada, somando 3.209 MW, aumento de 19% em relação ao ano anterior. O Ceará – apenas quarto colocado em geração – aparece em segundo lugar, com 1.960 MW instalados (+21%). A Bahia se manteve com 1.750 MW e o Rio Grande do Sul registra 1.682 MW (+11%).

Expansão
Só no ano passado, 81 novos parques geradores de energia eólica adicionaram 2 gigawatts (GW) à matriz elétrica brasileira, divulgou em maio deste ano a Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica).

De acordo com o Boletim Anual de Geração Eólica 2016, a adição destas capacidades fez com que o setor chegasse ao final de 2016 com 10,75 GW de capacidade instalada em 430 parques. Segundo a publicação, foram gerados mais de 30 mil postos de trabalho em 2016 e o investimento no período foi de US$ 5,4 bilhões. Citando dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, a ABEEólica destaca que no ano passado a geração de energia eólica cresceu 55% em relação a 2015.

No ano passado, diz a entidade, a energia eólica gerou energia equivalente ao abastecimento mensal de uma média de 17,27 milhões de residências por mês, o que equivale a cerca de 52 milhões de habitantes. Isso significa um avanço de 58% em relação ao ano anterior, quando a energia eólica abasteceu 33 milhões de pessoas.

No relatório, a ABEEólica cita ainda dados do GWEC (Global Wind Energy Council), que mostram que o Brasil ultrapassou a Itália e ocupa agora a nona posição no Ranking Mundial de capacidade instalada de energia eólica. Já no ranking de novas capacidades instaladas no ano, Brasil caiu uma posição e está em quinto lugar.

SETOR EÓLICO
O QUE
A energia eólica aproveita a energia do vento e a transforma em energia elétrica.

COMO
Seu aproveitamento ocorre por meio de turbinas eólicas, também chamadas aerogeradores. O parque ou usina eólica é um conjunto desses equipamentos.

ONDE
Normalmente essa energia é disponibilizada no Sistema Interligado Nacional (SIN), ao qual os estados estão conectados.

QUEM
Mais de 600 trabalhadores chegam a ser empregados na fase de obras em alguns parques eólicos.

CONSTRUÇÃO
Cerca de 90% da mão-de-obra ajuda a construir os caminhos de acesso e as fundações. São pedreiros, serventes, mestres de obras, encarregados e engenheiros, por exemplo. A equipe restante faz a montagem dos aerogeradores.

INDÚSTRIA
Há oportunidades fora da obra. As fábricas de turbinas, que lideram as contratações, absorvem 37% dos trabalhadores. Fábricas de componentes ficam com 22%, a área de desenvolvedores de parques com 16% e a instalação, operação e manutenção com 11%. (FONTES: ANEEL/EMPRESAS/ESTUDO WIND AT WORK: wind energy and jog creation in the EU.)

Fonte: Tribuna do Norte com informações da Agência Estado

Obras do Complexo Eólico Lagoa do Barro têm início no Piauí

Neste mês de junho está sendo dado o pontapé inicial das obras do Complexo Eólico Lagoa do Barro. O empreendimento tem previsão de investimento de 1,3 bilhão de reais e é um marco para o desenvolvimento de Lagoa do Barro do Piauí, município com pouco mais de 5 mil habitantes localizado no sertão do estado. As obras vão gerar cerca de 500 empregos diretos e indiretos nos períodos de pico onde todas as empresas estarão atuando e movimentar a economia local de uma maneira inédita.

“O Complexo Eólico Lagoa do Barro é hoje um empreendimento do estado do Piauí. Temos certeza que esse é o primeiro passo para o desenvolvimento da região.”, reforça Wellington Dias, Governador do Estado do Piauí.

Neste início das atividades, 108 colaboradores (entre topógrafos, operadores de máquinas, técnicos de segurança do trabalho e do meio ambiente, técnicos administrativos, engenheiros e outros) realizam a limpeza da área onde será instalada a fábrica de componentes eólicos da Acciona Windpower e fazem melhorias nas estradas de acesso ao canteiro de obras.

Quanto estiver pronto, em 2018, o Complexo Eólico Lagoa do Barro contará com oito parques eólicos e potência instalada de 195 MW (megawatts), gerados por 65 aerogeradores distribuídos em uma área de 2.854 hectares.

O Complexo Eólico Lagoa do Barro é o quinto empreendimento da Atlantic Energias Renováveis, que já conta com o Complexo Eólico Morrinhos, na Bahia, o Complexo Eólico Santa Vitória do Palmar, no Rio Grande do Sul, e os Parques Eólicos Renascença V e Eurus II, ambos no Rio Grande do Norte.

Fonte: CERNE Press

Potencial mapeado de geração eólica no interior da Paraíba chega a 2 GW

A cerca de 700 metros acima do nível do mar, em pleno sertão paraibano há uma mina de ouro quase inexplorada, mas que é encontrada na forma de ventos. Mapeamento feito pela Iberdrola aponta que ali naquela região há um enorme potencial no melhor estilo do polo de João Câmara (RN). Segundo estimativas da companhia são 2 GW que podem ser viabilizados nessa região, mas o investimento nessa área encontra duas barreiras, a primeira é a atual ausência de leilões, uma situação que deverá ser revertida com o tempo, a outra é estrutural, pois não há uma linha de transmissão para o escoamento desse potencial.

A primeira e única empresa a aportar na região é a Força Eólica do Brasil, joint venture que entre a Iberdrola e a Neoenergia. A companhia constrói três parques na região (Canoas, Lagoa 1 e 2) que juntos possuem 94,5 MW em capacidade instalada. Com esses empreendimentos a única forma de escoamento de energia existente, em duas subestações da distribuidora local, a Energisa, foram totalmente ocupadas. O escoamento será feito via duas linhas de transmissão de 69 kV com 57 km de extensão.

Com isso, novos aportes na região só devem ser feitos quando a transmissão estiver assegurada para a área que se encontra próximo à divisa entre a Paraíba e o Rio Grande do Norte, em pleno sertão nordestino. “Em cinco anos acredito que essa região poderá se comparar com a de João Câmara, no Rio Grande do Norte, que é um polo de geração eólica, com muitos outros parques, não somente nossos por aqui”, comentou a diretora da Força Eólica do Brasil, Laura Porto.

Somente a companhia possui cerca de 500 MW em projetos desenvolvidos na região. Contudo, novos aportes só sairão do papel caso haja a capacidade de transmissão por meio de linhas da Rede Básica. “Temos 94 MW de capacidade, mas fizemos um estudo e temos desenvolvidos 500 MW em projetos que serão analisados para futuros leilões”, comentou a executiva. “Antes precisamos de capacidade de escoamento, pois o que tinha foi utilizado. A EPE já fez a previsão e o projeto para ter uma linha que passe por aqui está encaminhado”, destacou.

Dos investimentos em energia eólica feitos pela FEB, a maior parte está no interior do Nordeste nos estados da Bahia, em Caetité, que está localizado a 1.200 metros acima do nível do mar, bem como na região de Currais Novos (RN). Ainda há outros parques no litoral potiguar. No total a empresa possuirá 466,5 MW em capacidade instalada ao final de 2017 com os três projetos em construção na Paraíba. Em sua carteira de ativos ainda consta o desenvolvimento de 1.500 MW dos quais 117 MW solares fotovoltaicos, que, por conta de sua característica, não serão feitos na Paraíba, mas podem ser construído no Piauí, por exemplo.

A previsão da FEB é de que os três parques estejam em operação em outubro de 2017, uma antecipação de 15 meses em relação ao cronograma oficial. Os três parques foram negociados no Leilão de Energia Nova A-5 realizado em 28 de novembro de 2014, a um lance de R$ 136,24/MWh que atualizado está na casa de R$ 167/MWh. Essa energia antecipada, comentou Laura, será comercializada no mercado livre junto à comercializadora do grupo.

investimento total dos projetos está em R$ 604 milhões, sendo que R$ 331 milhões serão por meio de empréstimos de longo prazo junto ao BNDES, e R$ 46 milhões via debêntures e o resto é equity da companhia. Ao final da obra serão 45 aerogeradores Gamesa com 80 metros de altura e 2,1 MW de capacidade de geração. Até o momento Canoas está em fase mais adiantada de execução, Lagoa 1 e 2 estão em fase de concretagem. As obras deverão ser finalizadas em setembro para que a companhia cumpra os prazos indicados.

A região conhecida como Seridó está a cerca de 350 km de distância da capital João Pessoa em direção ao interior do estado. É composta por montanhas com solo rochoso e escassez de água. Outro ponto que ainda afeta pelo menos a área de duas máquinas no parque Lagoa 2 são questões arqueológicas, com isso a empresa precisa aguardar para iniciar a montagem dos aerogeradores. Mas conta que apesar de estarmos no início de junho é fatível o prazo para a finalização da obra.

Outro plano da empresa é de ter um centro de operações no país, o quarto da companhia. Atualmente os aerogeradores são operados pelo centro espanhol em Toledo, próximo a Madri e por operadores nos sítios onde estão instalados. Além de Toledo ainda há centros nos Estados Unidos e Reino Unido. Quanto ao local do centro não há decisão sobre onde será. “A decisão está tomada mas não sabemos onde instalaremos o centro”, acrescentou Laura Porto.

Fonte: Canal Energia | Maurício Godoi

Câmara debate incentivos para geração de energias renováveis no Brasil

Debatedores pediram mais incentivos para a produção de energia solar no Brasil, além da manutenção dos leilões previstos para a contratação de energia eólica (do vento), em audiência pública na Comissão de Minas e Energia. A comissão debateu as políticas de incentivos à geração de energias renováveis nesta quarta-feira (7).

O deputado Sérgio Vidigal (PDT-ES), que propôs o debate, destacou que o Brasil é referência mundial em energias renováveis, mas observou que mais de 60% da matriz energética vêm de usinas hidrelétricas. Segundo ele, a geração de energia a partir de outras fontes limpas, como a solar, não tem crescido como desejado no País. “O impacto ambiental hoje de implantar novas hidrelétricas é muito grande”, disse.

O diretor-executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica, Rodrigo Sauaia, também ressaltou que o avanço da energia solar tem ficado aquém das expectativas do setor. Ele defendeu apoio do Congresso, do Ministério de Minas e Energia e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para que essa fonte de energia avance no Brasil. A projeção da entidade é que a energia solar, que hoje representa 0,02% da matriz energética brasileira, chegue a 10% da matriz em 2025. “Precisamos de arcabouço legal, regulatório e de incentivos para atingir esses objetivos”, afirmou.

Ele defendeu, por exemplo, a aprovação de projeto de lei que permite ao trabalhador investir recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) em sistemas fotovoltaicos em suas residências; a inclusão de energia solar nos imóveis financiados pelo Programa Minha Casa, Minha vida; o uso desse tipo de energia em prédios públicos; e uma política industrial para acelerar a produção de equipamentos fotovoltaicos no País.

Energia eólica

Já o representante da Associação Brasileira de Energia Eólica, Francisco Silva, ressaltou o grande crescimento na geração desse tipo energia no Brasil desde 2009. Hoje o País ocupa a 9ª posição do mundo na capacidade instalada de energia gerada pelo vento. Segundo ele, o grande incentivo foram os leilões regulares do governo para a contratação desse tipo de energia. Ele criticou, porém, o cancelamento do único leilão previsto para o ano passado, gerando insegurança nos investidores.

“Muitas das empresas não sabem se ficam no Brasil ou se vão embora”, afirmou Silva. Na visão dele, o governo precisa emitir “sinais adequados para que os investimentos em eólica continuem sendo realizados”. Ele pediu que seja mantida a previsibilidade dos leilões.

O deputado Vitor Lippi (PSDB-SP) lamentou o cancelamento do leilão, no ano passado, às vésperas de sua realização, e pediu a retomada dos certames. “Foi no mínimo um desrespeito e vai trazer consequências gravíssimas”, disse. O deputado José Rocha (PR-BA) também pediu que o governo realize mais leilões para a contratação de energia eólica.

Iniciativas em curso

O representante da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), Hélvio Guerra, salientou que a geração de energia eólica está tendo avanço extraordinário no Brasil, mas admitiu que o País caminha “a passos tímidos” na geração de energia solar.

Ele defendeu que haja mais incentivos para essa fonte de energia, e explicou as iniciativas da agência nesse sentido. “Uma delas é essa chamada geração distribuída, que pode ser colocada na casa das pessoas, nas indústrias. A energia é gerada para consumo próprio, e uma parte não consumida na unidade pode ser disponibilizada para a rede elétrica. A Aneel regulamentou isso e tem tido um avanço extraordinário, especialmente na fotovoltaica”, afirmou.

Já o representante do BNDES, Alexandre Esposito, anunciou que o financiamento do banco para a energia solar deve crescer a partir deste ano. Conforme ele, pessoas físicas também poderão ser beneficiadas pelos financiamentos do banco para esse tipo de energia.

Fonte: Agência Câmara Notícias