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Atlas Eólico da Paraíba está disponível para download

O Atlas Eólico da Paraíba, desenvolvido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Infraestrutura, Recursos Hídricos, Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia (Seirhmact), apresenta detalhadamente os regimes de vento e os respectivos potenciais na geração de energia. Além disso, é um instrumento para a definição de políticas públicas e insere definitivamente a Paraíba na rota mundial de investimentos nacionais e internacionais em energia eólica, contribuindo para incentivar e alavancar o setor e a gerar mais empregos.

O Atlas foi desenvolvido por meio de convênio e de ações integradas entre o Ministério de Minas e Energia, a Eletrobrás, a Chesf, o Cepel, a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), a Associação Técnico-Científica Ernesto Luiz de Oliveira Júnior (Atecel) e o Governo do Estado da Paraíba. O Atlas está disponibilizado no portal do Governo do Estado, clique aqui para baixar o arquivo.

Fonte: Governo da Paraíba

Setor eólico da Bahia aprova manual para regularizar terrenos

Líder nacional no volume de projetos comercializados, a Bahia tem ventos constantes e unidirecionais, considerados os melhores para produção de energia eólica. Mas até que um parque eólico entre em funcionamento, o empreendedor precisa seguir uma série de etapas e uma delas é a regularização fundiária. Para orientar o segmento, que só cresce na Bahia, o governo baiano lançou um modelo de regularização fundiária para terras públicas, rurais e devolutas que integram os corredores de vento do estado.

Em evento para tratar da agenda positiva da economia do estado, o setor de energia teve a oportunidade de conhecer, discutir e apresentar contribuições para o manual, criado pela secretarias de Desenvolvimento Econômico (SDE) e Rural (SDR), através da Coordenação de Desenvolvimento Agrário (CDA), além da Procuradoria Geral do Estado (PGE).

Vanguarda

“Isso sem dúvida coloca a Bahia na vanguarda, na tentativa cada vez mais de acompanhar a velocidade do desenvolvimento dos empreendimentos eólicos que vem se desenvolvendo rapidamente. É uma iniciativa que nós apoiamos a discussão e desejamos que ela seja feita da melhor forma possível”,

Segundo o Superintendente da SDE, Paulo Guimarães, a Bahia tem um potencial eólico enorme, mas uma parte das áreas por onde passa esses corredores de vento não estão regularizadas no que se diz respeito a propriedade da terra.

“A CDA tem que analisar uma quantidade enorme de projetos para fazer processo de regularização fundiária. A ideia é o estado regularizar uma grande poligonal ou várias poligonais identificadas pelo próprio setor eólico como áreas de grande potencial. O trabalho é uma grande parceria entre governo e setor privado”, afirma Guimarães.

Investimentos

O empresário Gilberto Feldman, da PEC Energia, aprovou a ideia. “Essa iniciativa é importantíssima. Nós temos investimentos de milhões no estado justamente para implantar esses projetos que são importantíssimos para infraestrutura e vão gerar milhares de empregos. Sem a regularização fundiária, a gente não consegue avançar. Esse é um passo essencial para viabilização dos projetos. O empreendedor que investe sente-se amparado com medidas em prol do projeto do empreendedorismo e do desenvolvimento”, disse.

Fonte: A Tarde

Nordex Acciona começa a operar fábrica de torres eólicas de até R$30 mi no Piauí

A fornecedora de equipamentos de energia eólica Nordex Acciona iniciará em maio operações de uma nova fábrica de componentes no Brasil, uma unidade de produção de torres no Piauí com investimento entre 20 milhões e 30 milhões de reais, disse à Reuters um executivo da companhia nesta quinta-feira.

Com a nova fábrica, a empresa fruto de uma fusão entre a alemã Nordex e a espanhola Acciona prevê ganhos logísticos e de custos para suas operações no país, onde já possui 1 gigawatt em turbinas instaladas e mais quase 200 megawatts em contratos assinados para entrega futura.

Os negócios foram fechados a partir da chegada da empresa ao país, em 2012, junto a investidores que conquistaram contratos em leilões promovidos pelo governo para a construção de usinas de geração.

“Se você olhar o ‘market share’ dos últimos leilões, nos últimos dois ou três anos, a gente está mantendo de 15 a 20 por cento de participação, e nosso objetivo é manter essa fatia”, disse o diretor da empresa para o Brasil, Daniel Berridi.

Além da unidade no Piauí, que será inaugurada em cerimônia oficial na próxima sexta-feira e terá capacidade de suportar 250 megawatts em turbinas por ano, a empresa possui uma fábrica de montagem de nacelles na Bahia, com capacidade de 500 megawatts a 600 megawatts anuais.

Neste momento, a empresa negocia com investidores que participaram de leilões em dezembro passado para tentar fechar mais contratos.

 As tratativas acontecem em um momento de forte competição na indústria eólica do país, uma vez que houve dois anos sem licitações antes das realizadas em dezembro, que contrataram 1,45 gigawatt em novas usinas eólicas que precisarão entrar em operação entre 2021 e 2023.

“A competição aumentou muito. Todos os fornecedores estavam, com dois anos sem leilões, com fábricas com perspectiva de ficarem paradas… tem uma briga enorme para levar os contratos”, afirmou Berridi.

Ele disse, no entanto, que a Nordex Acciona tem certeza de que continuará sua aposta no Brasil e já está em contato também com investidores que disputarão um novo leilão de energia do governo, o chamado “A-4”, em 4 de abril, para usinas que precisarão ser concluídas em 2022.

“Estamos otimistas… as perspectivas das renováveis, e especificamente da eólica no Brasil são muito boas… achamos que o Brasil vai ter um crescimento muito interessante para a companhia e por isso estamos nos preparando para esse período”, afirmou.

Além da Nordex Acciona, possuem unidades no Brasil a dinamarquesa Vestas, a norte-americana GE, a Siemens-Gamesa, associação entre o conglomerado industrial alemão e uma fabricante espanhola, a alemã Enercon e a WEG, que é catarinense.

 Mais recentemente, a chinesa Goldwind também fechou o primeiro contrato no Brasil, mas para importação de seus equipamentos.

 

Fonte: Luciano Costa | Reuters

Revista Recharge: O nascimento do setor eólico offshore no Brasil

A próxima geração da indústria eólica vai “surpreender o mundo pelo custo” devido aos ventos fortes, águas rasas e 600 GW de potencial, escreve Alexandre Spatuzza em São Paulo.

Em meados de 2021, a estatal petrolífera brasileira Petrobras deverá instalar a primeira turbina eólica offshore – um modelo de 5MW – em algum lugar na costa nordeste do Brasil.

Mas o projeto ainda está tão envolto em sigilo que até o órgão de licenciamento ambiental federal do país – Ibama – que recebeu o esboço do projeto em 16 de fevereiro, sabe muito pouco sobre isto.

“Vamos ter uma primeira reunião sobre isso com a Petrobras nos próximos dez dias”, disse a Recharge o porta-voz do Ibama no início de março. O que se sabe é que, em 2016, a Petrobras apresentou uma proposta a Agência Nacional de Energia Elétrica, a Aneel, para construir um projeto de R$ 63 milhões (US $20 milhões), que incluía planos para ventos offshore e para estudar potenciais cadeias de suprimentos e infra-estrutura portuária.

Esse documento, posteriormente aprovado pela Aneel, veio no verso de um estudo inicial de cinco anos mapeando a velocidade do vento nos estados do Ceará e do Rio Grande do Norte – cujos resultados permaneceram secretos, mas que parecem ter incentivado os planos da Petrobras no setor eólico offshore.

Uma nova campanha de medição offshore ao longo da costa do Brasil, em especial o Nordeste e o Sudeste, agora está sendo conduzido graças a tecnologia Lidar e mastros meteorológicos com 93 metros de altura.

Oscar Chamberlain, Gerente Geral de P&D da Petrobras em Refino e Gás Natural, disse à Recharge que enquanto o Brasil já tem alguns dos ventos mais fortes e confiáveis ​​do mundo, particularmente nas regiões menos povoadas do interior do Nordeste, ele espera que os ventos em alto-mar sejam “mais fortes e tenham menos variabilidade do que em terra”.

O setor eólico offshore brasileiro também se beneficiaria da grande e rasa plataforma continental do país, que se estende até 40 km de distância ao longo dos 9.000 km de costa e que podem atingir profundidades de 8 a 12 metros.

E há também o fato de que 27% dos 210 milhões de brasileiros vivem em cidades litorâneas e costeiras “significa que poderíamos gerar energia perto de lugares onde há mais demanda”, diz Darlan Santos, Diretor de Energia Eólica do Cerne e pesquisador de energias renováveis ​​do RN.

Com os preços do vento offshore caindo rapidamente na Europa, discussões e estudos sobre o possibilidades do setor no Brasil estão ganhando força.

“Acho que o Brasil surpreenderá o mundo em termos de custos e preços no exterior em alguns anos”, disse à Recharge o Diretor-Presidente do CERNE, Jean-Paul Prates. “A energia eólica offshore no Brasil é inevitável e eventualmente a questão é se seremos pegos de surpresa ou se vamos nos preparar para isso.”

As primeiras estimativas do potencial eólico offshore do Brasil são de 600 GW, até uma profundidade de 100 metros, em comparação com 350GW onshore.

Mas ainda há dúvidas sobre se o Brasil precisa ou não de vento no mar. “Há ainda muita terra barata e boa, varrida pelo vento, disponível para o desenvolvimento onshore [eólico]”, disse Élbia Silva Gannoum, Presidente Executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica).

O Presidente da Agência Nacional de Planejamento Energético (EPE), Luiz Barroso, disse recentemente que a atividade comercial eólica offshore ainda está a muitos anos de distância. Mas isso não significa que o governo brasileiro não esteja dando apoio ao setor.

Em 2015, o Ministério de Minas e Energia reuniu um grupo para discutir como o Brasil deveria desenvolver o setor eólico offshore. Nenhum resultado foi anunciado, mas em outubro do ano passado, foi realizada uma reunião de alto nível sobre a energia eólica no escritório de planejamento estratégico da presidência – com a presença da Petrobras e empresas como GE, Siemens, Gamesa além de grupos comerciais da indústria eólica.

Prates – em seu papel de auxiliar da Senadora Federal do RN, Fatima Bezerra – reuniu uma equipe de especialistas para escrever um Projeto de Lei para regular o desenvolvimento eólico offshore, que poderá ser aprovado pelo Congresso já em 2019. Ele está propondo um esquema semelhante ao que foi visto recentemente em estados dos EUA – o governo iria realizar licitações para concessões offshore em blocos, com os licitantes vencedores tendo então até cinco anos para desenvolver um projeto e preparar-se para uma segunda licitação para contratos de compra de energia.

“Seria o que o regulador nacional de petróleo e gás (ANP) do Brasil já faz para os blocos de exploração de petróleo: investir em estudos sísmicos básicos, licenciamento ambiental preliminar; o projeto dará à ANP outra responsabilidade para que também tenha que mapear ventos e transportar estudos básicos do fundo do oceano ”, diz ele à Recharge.

É altamente improvável que a Petrobras, sendo 54% detida (e controlada) pelo governo, estaria perseguindo sua estratégia de energia eólica offshore sem suporte de políticas de alto nível.

“A Petrobras tem como uma de suas estratégias, o objetivo de se preparar para um futuro baseado em uma economia de baixo carbono”, disse Chamberlain a Recharge. “Entre as iniciativas estão o desenvolvimento de alto valor agregado à empresas em energias renováveis ​​… a ideia de construir uma planta offshore piloto moverá esses objetivos estratégicos para frente, aproveitando o conhecimento da empresa para o desenvolvimento de projetos sobre transporte marítimo.”

A estatal é uma das maiores especialistas do mundo em petróleo e gás offshore – com cerca de 100 plataformas marítimas em operação no Brasil.

CTGAS-ER, um centro de pesquisa de gás e energias renováveis ​​situado no Rio Grande do Norte, mantido em conjunto pela Petrobras e pela organização de treinamento industrial Senai, desenvolverá uma campanha nacional de medição de vento; enquanto um estudo da cadeia logística já foi contratado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

“A Petrobras tem um histórico e experiência de trabalho offshore, então acredito que, como vimos na indústria eólica onshore, vamos perceber que o Brasil tem o know-how técnico para offshore”, disse Mario González, professor da UFRN que está liderando a projeto.

“No final do estudo, teremos informações sobre sua viabilidade econômica”.

Fonte: Recharge Brazil | Alexandre Spatuzza

Aneel libera operação em teste de duas eólicas no Ceará

EOL Bons Ventos Cacimbas 2 e 7 tiveram dois aerogeradores de 2,1 MW liberados

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)  aprovou para operação em teste as unidades UG8 e UG 7, de 2.100 kW cada, as quais compõe as usinas de geração eólica denominadas EOL Bons Ventos Cacimbas 2 e 7, a partir de 20 de março, segundo publicação do Diário Oficial da União da mesma data da liberação. Os empreendimentos, de posse da Geradora Eólica Bons Ventos da Serra 2 S.A, estão localizados no município de Ubajara, no Ceará.

Fonte: Canal Energia

Parques eólicos no Maranhão terão investimentos de R$500 milhões

Instalação de aerogeradores do Complexo Delta 3, na região de Paulino Neves e Barreirinhas, gerou 1,5 mil empregos diretos e 2 mil indiretos

O Parque Eólico entre Paulino Neves e Barreirinhas, no Maranhão, será ampliado este ano pela Omega Energia. O investimento total de implantação dos novos complexos (Delta 5 e Delta 6) é da ordem de R$ 500 milhões, e o projeto já está na fase inicial.

O atual Complexo Delta 3 possui 96 aerogeradores e teve um investimento total de R$ 1,5 bilhão. Além de proporcionar energia limpa e sustentável, a usina gerou 1,5 mil empregos diretos e 2 mil indiretos na primeira fase das obras, bem como impulsionou a economia local e regional por meio de projetos sociais e estímulos ao desenvolvimento do comércio e do turismo na região.

Em dezembro do ano passado, a Omega Energia efetivou a venda de mais 108 MW durante um novo leilão, além dos 220,8 MW já em operação, o que exigiu a implantação de dois novos complexos, que irão aumentar a capacidade instalada da companhia a fim de atender à nova demanda.

“O leilão foi uma importante retomada para o setor elétrico nacional, especialmente, para a expansão da matriz eólica. Com a garantia de maior demanda de consumo, podemos apostar ainda mais no potencial do país para a geração de energia renovável”, afirmou Antonio Bastos, presidente da Omega Energia.

Além de Paulino Neves e Barreirinhas, a Omega Energia também é proprietária dos parques eólicos de Parnaíba, no Piauí, e ambos os estados têm se destacado no ranking nacional de geração de energia eólica.

A usina de Testa Branca I (PI) ficou no topo das 10 das eólicas com maior fator de capacidade durante todo o ano de 2017. Todas as 10 usinas do ranking, no mês de novembro de 2017, também no Piauí ou no Maranhão, pertencem à Omega Energia.

Energia renovável
O Brasil caminha a passos largos na direção da energia renovável. De acordo com o relatório 2017 do Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês), o país subiu do nono para o oitavo lugar no ranking mundial de capacidade instalada de energia gerada pelo vento. Desde 2015, a produção brasileira tem ultrapassado países como a Itália e o Canadá, e se consolidado especialmente na região Nordeste.

Durante alguns dias de 2017, a energia eólica chegou a ser responsável por 64% do consumo no Nordeste, região com o maior número de parques eólicos do país. O grande campeão é o estado do Rio Grande do Norte, que possui 135 parques e 3.678,85 MW de capacidade instalada. Em seguida vem Bahia, Ceará e Piauí.

Por décadas, a energia produzida pelas usinas hidrelétricas se manteve como a mais competitiva e barata do mercado. Contudo, no fim do ano passado, pela primeira vez na história dos leilões de energia, a geração eólica desbancou a hidrelétrica como a mais barata.

Hoje o Brasil possui uma capacidade instalada de 12,76 GW de energia eólica, que já é responsável por 8,3% do total da energia consumida no país. Atualmente, são mais de 500 parques eólicos em plena atividade, e a perspectiva é de que a capacidade instalada de geração chegue a 500 GW em alguns anos, colocando o gigante sul-americano entre os seis principais produtores de energia eólica do mundo.

Para o doutor em Engenharia Elétrica e coordenador do Instituto de Ciência e Tecnologia de Energias Oceânicas, Osvaldo Saavedra, a mudança na matriz energética do país pode representar, num futuro próximo, tarifas mais baratas ao consumidor.

“O vilão das tarifas são as usinas termelétricas, que produzem uma energia mais cara e são acionadas sempre que há poucas chuvas. Mas ultimamente tem chovido muito, e os ventos do Brasil são os melhores do mundo porque variam pouco, com uma capacidade de geração acima de 40%. O crescimento dos parques eólicos no país certamente pode assegurar uma matriz cada vez mais renovável e tão barata quanto à hidrelétrica”, analisa o professor.

Primeira turbina

No Brasil, a primeira turbina de energia eólica foi instalada em Fernando de Noronha, em Pernambuco, em 1992. Na época, a geração de energia elétrica correspondia a 10% da energia gerada e  consumida na ilha. Isso economizava 70 mil litros de óleo diesel por ano.

Com os parques atualmente em construção, estima-se que até 2020 o país terá aproximadamente 600 parques eólicos em operação, dos quais cerca de 30% foram desenvolvidos pela Casa dos Ventos. Esses parques terão capacidade instalada de 17,9 GW, e representarão em torno de 10% de toda a energia produzida no Brasil.

Fonte: O Estado do Maranhão

Fabricante chinesa de turbinas eólicas Goldwind obtém 1º contrato no Brasil

A fabricante chinesa de turbinas para energia eólica Goldwind, terceira colocada no ranking global do setor, conseguiu o primeiro contrato para fornecimento de equipamentos no Brasil, disse à Reuters um executivo da companhia.

O negócio marca a entrada do grupo chinês na maior economia da América Latina, que fechou 2017 como o oitavo país em capacidade instalada em parques eólicos no mundo, depois de um crescimento exponencial da fonte na última década.

A chegada da Goldwind indica concorrência adicional para gigantes globais do setor que já contam com unidades locais.

Já atuam no Brasil a dinamarquesa Vestas, associações de empresas alemãs e espanholas, como Siemens-Gamesa e Nordex-Acciona, e a germânica Enercon. A brasileira WEG também passou a produzir turbinas eólicas para atender à demanda doméstica.

“O primeiro contrato está assinado… o primeiro gerador chegou ao Brasil recentemente”, disse à Reuters o gerente-geral da Goldwind para a América do Sul, Xuan Liang, sem detalhar o valor e para quem foi destinado o equipamento.

A Goldwind já vinha analisando o mercado brasileiro há pelo menos três anos, e no ano passado chegou a avaliar até mesmo a possível aquisição de projetos eólicos como meio de garantir a construção das primeiras usinas com suas máquinas no país.

A fabricante também chegou a disputar leilões promovidos pelo governo brasileiro em dezembro passado para tentar obter contratos de venda de energia que viabilizassem a implementação de parques com seus equipamentos.

A empresa se associou à alemã Sowitec para a licitação, mas a dupla não chegou a aparecer entre os vencedores dos leilões, que registraram uma forte concorrência entre investidores que derrubou fortemente os preços de compra da produção futura das usinas.

A Goldwind agora avalia se disputará mais licitações com projetos próprios no Brasil —já há um leilão marcado para 4 de abril, para novos projetos renováveis, e um segundo certame deve acontecer até agosto.

“Nós estávamos em associação com a Sowitec. No entanto, para esse próximo leilão, não podemos divulgar nenhuma informação neste momento”, despistou Xuan.

O executivo comentou, no entanto, que o mercado brasileiro tem se aquecido significativamente desde a reta final do ano passado, com um grande aumento da concorrência entre investidores para viabilizar seus projetos no país.

“Esses são excelentes sinais de que o mercado de energia eólica vai continuar a crescer nos próximos anos. Nós acreditamos que o próximo leilão será mais um sucesso para o mercado brasileiro”, afirmou ele.

Mesmo que decida não buscar mais participação direta em projetos, como no leilão do ano passado, a Goldwind ainda poderá tentar abocanhar uma fatia no concorrido mercado de equipamentos eólicos no Brasil.

A disputa entre fornecedores se aqueceu em meio à redução no ritmo de contratação de novos projetos em 2015 e 2016, devido à crise econômica que derrubou a demanda por eletricidade no país.

Os investimentos dos fabricantes nas unidades locais vieram durante uma fase de forte crescimento da energia eólica no país na última década, fortemente impulsionada por financiamentos atrativos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Fonte: Reuters | Luciano Costa

Vestas anuncia fábrica de aerogeradores na Argentina

A empresa dinamarquesa Vestas anunciou a construção de uma instalação de montagem de hub e nacelle na província de Buenos Aires, Argentina. A nova instalação está sendo estabelecida para atender ao grande potencial de crescimento do país em energia eólica, que deverá chegar a 10 GW de novas instalações até 2025.

“Nossa posição de liderança com mais de 900 MW de capacidade instalada ou capacidade em construção sublinha a necessidade de dar um grande passo em frente para apoiar melhor as ambições do governo em matéria de energia renovável”, diz o diretor de vendas da empresa no Sul da América Latina, Andrés Gismondi.

Com nove instalações de produção em todo o mundo e parceiros cuidadosamente selecionados, a pegada de fabricação global da Vestas garante a entrega de produtos de alta qualidade aos seus clientes através da fabricação de componentes básicos próximos aos principais mercados. Com a nova instalação de produção na Argentina, a Vestas visa otimizar a produção, criando cerca de 300 empregos diretos e indiretos.

O ministro da Energia, Juan José Aranguren, destaca que “o fato de que um líder global em energia renovável está interessado em expandir sua presença na Argentina demonstra claramente que estamos no caminho certo, proporcionando aos investidores a confiança e a confiança necessárias para investir em nossa transição verde”.

Na mesma linha, o ministro da Produção, Francisco Cabrera, enfatizou que “o posicionamento da Vestas na Argentina é uma boa notícia, não só para o número de empregos que serão criados graças ao seu plano de localização, mas também para a transferência de tecnologia para pequenas – e médias empresas no país”.

Fonte: Vestas

Qual o estágio de desenvolvimento de eólicas offshore ao redor do mundo?

Províncias tradicionais de produção de petróleo ao redor do mundo também são frentes de expansão da geração de energia eólica offshore, setor que cresce sem parar desde a década passada e já conta com investimentos de grandes petroleiras.

Existem projetos de parques eólicos offshore desde o início da década de 1990 – o primeiro, na Dinamarca –, mas foi em meados dos anos 2000 que o setor entrou em expansão constante e acelerada – a capacidade instalada (MW) cresce quase 30% ao ano.

Experiência no offshore expande limites da geração eólica
A Statoil começou, em outubro de 2017, na Escócia, a operar o primeiro parque eólico flutuante do mundo. Isso foi possível com a utilização de boias flutuantes spar (floating spar buoy) para instalação das torres, o que permite a instalação em lâmina d’água mais profunda – e tem um conceito similar às plataformas de óleo e gás spar, também utilizadas por petroleiras na região.

Isso permitiu instalar o parque em profundidades acima de 100 metros, enquanto outros com estruturas afixadas no leito marinho chegam a em torno de 60 metros – a média dos projetos em 2017 foi de 27,5 metros de lâmina d’água, a 41 km da costa. Hywind Scotland levou oito anos em desenvolvimento.

A WindEurope, associação da indústria, calcula que o Mar do Norte será, com folga, o principal polo europeu de parques eólicos offshore no horizonte 2030, com 80,9% (19,895 MW) de toda a capacidade instalada no continente.

Em 2017, com o Hywind, a Statoil ficou em 5º lugar em termos de nova capacidade instalada na Europa.

No total, mais de 4 mil turbinas offshore estavam instaladas e conectadas na Europa até o fim de 2017, sendo mais de 80% instalados com monopilares (monopiles), em que a estrutura é fixada no solo marinho. Dados do relatório de 2017 da WindEurope.

A Statoil estima que o capex necessário para instalação de novos parques offshore cairá pela metade até 2023, usando como referência o Hywind Scotland, e já classifica como potenciais mercados futuros outras regiões do Mar do Norte, o Japão e as costas Leste dos EUA e Canada, e Oeste dos EUA e México.

Shell também já entrou no segmento, com participação em parque de 700 MW na Holanda. O CEO local da companhia, Marjan van Loon, em entrevista recente para a Reuters, afirmou que “estamos pressionando o governo, queremos instalar 1 a 2 GW por ano. Digamos, construir 20 a 30 GW até o fim da próxima década.

Potencial do Golfo do México
O planejamento estratégico do Departamento de Energia (DOE) dos EUA prevê a instalação de 86 mil MW de capacidade eólica offshore no país e estima-se que 10% ficará nos estados da Florida, Texas e Luisiana, gerando energia a partir do Golfo do México.

O licenciamento dos projetos é feito pelo Boem, mesmo órgão que regula a concessão de e operação offshore em áreas de exploração e produção de petróleo e gás. Desde 2013, foram ofertadas 12 concessões em diferentes estados da costa do Atlântico. Os estudos para oferta de áreas no Golfo começaram em 2017.

A primeira turbina eólica offshore dos Estados Unidos entrou em operação em dezembro de 2016. A Block Island Wind Farm é um pequeno parque, de cinco torres com 30 MW de capacidade na costa de Rhode Island.

Sinergias
Em 2015, a DNV GL iniciou o WIN WIN, marca do projeto Wind-powered Water Injection, com objetivo de desenvolver um sistema de geração de energia eólico integrado à injeção de água para recuperação secundária de petróleo e gás em plataformas offshore. Um projeto piloto pode entrar em operação em 2020.

A ideia partiu da combinação da crescente demanda por injeção de água em campos de petróleo offshore com o fato de que, comparativamente, a geração eólica offshore tem excelentes indicadores de eficiência.

Um compilado de dados feito pela DNV GL identificou que o fator de capacidade da eólica offshore é de 39%, comparado com 29% nos parques em terra e 11% de usinas solares (dados de 2015, do Reino Unido).

O desenvolvimento da torre eólica combinada com sistema de injeção de água entrou, em abril de 2017, em sua segunda fase, quando o objetivo será testar um sistema em escala reduzida em laboratório. O conceito prevê uma turbina eólica flutuante, ligada a um sistema convencional de injeção e tratamento de água.

Nesta segunda etapa, a DNV GL trabalha em parceria com as petroleiras ExxonMobil e ENI Norge, que estão desde o início do projeto, além do Norwegian Research Council, novo participante. Na primeira fase do WIN WIN, participaram também Nexen Petroleum UK, Statoil, VNG, PG Flow Solutions e ORE Catapult.

Histórico da eólica offshore na Europa
Relatório mais recente do Global Wind Energy Council (GWEC), com dados até 2015, aponta as principais características do mercado.

Mar do Norte é a região com maior quantidade de turbinas instaladas, sendo o Reino Unido o principal mercado com 5,066 mil MW de capacidade instalada até o fim de 2015, isto é, concentra 42% de toda a capacidade global, de 12,107 mil MW. Alemanha é o país onde mais investiu-se entre 2014 e 2015.

Fora da Europa, a China protagoniza a expansão da fonte alternativa, com 1,014 mil MW instalados no fim de 2015, sendo 360 MW adicionados no ano. No período, é o quarto maior mercado, superando Bélgica, Holanda e Suécia, apontados como regiões em expansão pelo GWEC.

Links
Detalhes do projeto Hywind Scotland
GWEC: Annual Market Update 2015 (o estudo de 2016 ainda não está disponível gratuitamente)
WindEurope: Annual Offshore Statistics 2017
Entrevista com o CEO da Shell Holanda
Projeto DNV GL WIN WIN

Fonte: E&P Brasil | Gustavo Gaudarde

O Brasil em busca da revolução dos ventos

País aumenta sua geração de energia eólica e alcança o oitavo posto no ranking mundial. Nordeste concentra 80% dos parques e já chega a exportar energia para outras regiões

Meio-dia. O sol está no topo na Serra de Santana. Nesta região do semiárido potiguar, o calor sobe do solo. Não há verde, exceto por alguns cactos que costumam brotar sem programação. Na seca severa a paisagem se torna acinzentada, mas agora é época de chuvas e as árvores recomeçam a ganhar suas folhas. A natureza por ali é cruel. Mas ao mesmo tempo bondosa.

Quando a chuva falta, o vento sobra em abundância. E, além de amenizar o calor, serve também para produzir eletricidade. Por isso, nos últimos anos, os sertanejos daquelas terras viram surgir turbinas do tamanho de prédios de 26 andares, que utilizam o vento pra produzir energia não poluente. As estruturas se repetem em muitas regiões do Nordeste, mudando o cenário local. Já são tantas que ajudaram a levar o Brasil à oitava posição no ranking mundial de geração de energia eólica, segundo dados divulgados no mês passado pela pela Global Wind Energy Council (GWEC). O prognóstico é que, em alguns anos, o país possa chegar a sexto, encostando em gigantes da área como a Espanha e a Índia.

O projeto de energia eólica no Brasil começou a ganhar força em 2009, quando o país passou a realizar leilões específicos para fontes de energias renováveis alternativas com contratos de 20 anos, trazendo garantia de retorno financeiro para os investidores. Com isso, despertou o interesse do mundo no potencial de seus ventos. Atualmente 6.600 aerogeradores, as grandes turbinas horizontais que usam o vento para gerar energia, estão distribuídos em 518 parques eólicos, segundo dados da Associação Brasileira da Energia Eólica (ABEEólica). Juntos, eles são capazes de gerar 13 GW de energia ao mês, ou 8,3% do que todas as matrizes energéticas produzem no país.

No ano passado, segundo a associação, a energia dos ventos abasteceu, em média, 22,4 milhões de residências ao mês. Segundo o Ministério de Minas e Energia, dados recentes sobre o custo real de cada uma das fontes de energia apontam ainda que ela teve, no ano passado, o preço mais baixo dentre todas as matrizes.

Com os leilões já realizados, até 2023 o país implementará mais 213 parques, com um acréscimo de 4,8 GW. E a expectativa é que a capacidade total de energia eólica instalada chegue a 28,5 GW até 2026, segundo o Plano Decenal de Expansão de Energia brasileiro, aumentando a participação desta matriz para 12,5%. E, ainda assim, restará um enorme potencial eólico a ser explorado.

Segundo o Plano, os ventos brasileiros podem produzir até 350 GW de energia. Por isso, apesar da crise econômica enfrentada pelo Brasil nos últimos anos, os investimentos na área continuam. O grupo espanhol Iberdrola, maior produtor de energias renováveis da Europa e dos EUA, anunciou que pretende investir nos próximos quatro anos 15 bilhões de reais no país nas suas diversas frentes de trabalho. A empresa é controladora da Neoenergia, a maior distribuidora privada de energia brasileira, com forte atuação no Nordeste. Ela gerencia 17 parques eólicos na região: três na Bahia, 11 no Rio Grande do Norte e três na Paraíba, onde serão implementados outros nove até o início de 2022.

Energia limpa

“Em termos de futuro, o Brasil ainda tem um enorme potencial e dará exemplo para outros países”, explica Marco Aurélio dos Santos, coordenador do Programa de Planejamento Energético da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Como não pode ser estocada, a energia produzida pelos aerogeradores entra na rede elétrica, interligada em todo o país, no momento em que é produzida. Por isso, em épocas de muito vento, o Brasil consegue economizar parte da água dos reservatórios das hidrelétricas, resguardando-a para os momentos de menos vento, por exemplo, explica o professor. “É uma questão de otimização do sistema”, afirma.

Além disso, outra vantagem da eólica é que ela é mais limpa e ajuda o país a cumprir seus compromissos ambientais. E provoca menos impacto social do que a construção de hidrelétricas, outra energia renovável limpa, que no Brasil corresponde a 60% da capacidade energética instalada. Na construção da hidrelétrica de Belo Monte, por exemplo, áreas importantes de comunidades indígenas foram alagadas. No caso dos parques eólicos, as atividades podem continuar a ser realizadas mesmo com a instalação dos aerogeradores e acabam gerando uma renda extra para os donos das terras onde eles são implementados. As propriedades são escolhidas por meio de um software, que calcula quais são os pontos em que o vento é mais constante, explica Diogo Romeu Mariga, gerente de operação e produção da Neoenergia Renováveis.

O criador de gado Marcelo Assunção, de 27 anos, divide com outras 17 propriedades locais 15 máquinas do Complexo Calangos, localizado na Serra de Santana, no sertão potiguar. Ao todo, o local inaugurado no final de 2016 possui oito parques em quatro municípios vizinhos do Rio Grande do Norte, com 117 aerogeradores no total. Por mês, Marcelo recebe pouco mais de 2.000 reais pelo uso de sua área e pode manter suas 20 cabeças de gado pastando abaixo das turbinas. “O espaço utilizado é pouco, então não houve muita diferença. A gente tinha visto uns vídeos de como funcionavam as máquinas na Espanha. E quando eles chegaram, assustamos um pouco com o barulho”, conta ele. “Mas com o dinheiro extra construímos um poço, o que ajuda na época da seca”, afirma.

O país, entretanto, enfrenta um desafio importante na área. Não basta aumentar a geração de energia eólica, é preciso garantir que ela chegue até os consumidores por meio das linhas de transmissão. Muitos parques, prontos, ficaram parados durante anos porque não estavam conectados com a rede elétrica. “O sistema de transmissão impõe um desafio. Em lugares como o Rio Grande do Sul e o Rio Grande do Norte, onde há um enorme potencial, temos uma baixa margem de escoamento”, ressalta Eduardo Azevedo, secretário de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia do Brasil. Mas ele afirma que os novos leilões, a partir de 2014, colocaram a garantia de que a empresa vencedora também é responsável por garantir a conexão. E o ministério realiza estudos para ampliar a rede atual.

Potencial do Nordeste

O Rio Grande do Norte, onde fica Calangos, é o Estado que possui mais parques eólicos (137) e um dos maiores potenciais para o aproveitamento dos ventos, explica Jacques Cousteau, coordenador do curso de Engenharia de Energia do Instituto Federal do Rio Grande do Norte. “Está na esquina do Brasil, possui ventos abundantes e frequentes o ano todo”, diz.

Oito de cada dez parques instalados no Brasil estão no Nordeste. Na região mais pobre do país, os ventos estão entre os mais ricos do mundo, de acordo com especialistas. Ele são fortes, constantes e unidirecionais, o que potencializa o trabalho dos aerogeradores. Desta forma, as máquinas não precisam mudar de posição o tempo todo para buscar o vento mais adequado do momento. “É um vento muito especial, um recurso ímpar, que traz uma vantagem comparativa com outros países porque tem uma produtividade alta e um custo de produção menor”, explica Elbia Gannoum, presidenta da ABEEólica. Segundo ela, enquanto a média europeia de produtividade do vento é de 28%, a nordestina ultrapassa os 50% na época conhecida como safra dos ventos, período que vai de julho a novembro. No Rio Grande do Sul, outra região do Brasil onde os parques se proliferaram nos últimos anos, ela chega a 40%.

De acordo com dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS), responsável por coordenar a geração e transmissão de energia no país, em 21 de outubro de 2017 a geração de energia eólica bateu recorde no Nordeste, conseguindo suprir 62,74% da carga de energia da região. Ao somar o produto desta matriz com o gerado pelas hidrelétricas locais, em alguns dias dos meses de setembro e outubro do ano passado a região, que geralmente importa energia de outras áreas brasileiras, chegou a transferi-la para outras partes do país. “Sem a eólica, a gente estaria com um problema de geração de energia no Nordeste”, garante o secretário de Planejamento do Ministério. Até 2026, a expectativa é que o Nordeste se torne um exportador frequente de energia para outras áreas do país.

Fonte: El País | Talita Bedinelli

Quatro gigantes lideram mercado global de turbinas eólicas

No ano passado, desenvolvedores colocaram em operação 52 gigawatts no mundo

 Quatro gigantes lideram o mercado global de energia eólica. Juntas, a espanhola Siemens Gamesa, a dinamarquesa Vestas, a chinesa Goldwind e a norte-americana GE responderam por 53% das vendas de turbinas eólicas do setor no ano passado. Os dados são do relatório Global Wind Turbine Market Shares (Participações de Mercado Globais de Turbinas Eólicas), da Bloomberg New Energy Finance (BNEF).

No ano passado, desenvolvedores colocaram em operação 52 gigawatts (GW). Considerando apenas as instalações em terra (onshore), quem lidera é a Vestas, com 7,7GW de turbinas em operação, o equivalente a uma participação de mercado global de 16%.

As estatísticas se baseiam no banco de dados global da BNEF sobre projetos eólicos de escala de serviços públicos e informações da indústria.

A Siemens Gamesa, formada em 2016 pela fusão do setor de energia eólica da gigante alemã de engenharia Siemens e da fabricante espanhola de turbinas Gamesa, ficou em segundo lugar em turbinas onshore, com 6.8 GW em operação. Sua participação de mercado aumentou em relação aos 11% que suas duas empresas antecessoras detinham em 2016, para 15% no ano passado.

A Goldwind registrou 5,4GW em operação, sendo que mais de 90% das turbinas fabricadas foram para projetos na própria China em 2017. O país é o principal mercado para o setor, instalando sozinho quase 19,5 GW no ano passado, quase o triplo dos projetos dos Estados Unidos.

Já a norte-americana GE instalou 4.9 GW, equivalentes a uma participação de mercado 10%.

Agora, em alto-mar, a Siemens Gamesa foi em disparado a maior fornecedora global, com 2,7 GW em instalações offshore. Essa vantagem marítima somada ao desempenho em terra coloca a espanhola no topo do ranking mundial de instalações de turbina eólica. Seu contrato mais recente inclui a implantação de 1 GW com o governo da Turquia. Confira a lista completa na tabela abaixo.

Fonte: Vanessa Barbosa | Época Negócio

Foto: Época

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Em 5 anos, energia eólica pode iluminar até metade da Paraíba

Atualmente, a capacidade de eólica instalada na Paraíba, com 15 parques, pode gerar energia para atender 22% da população do Estado, ou seja, 870 mil pessoas. Até 2023, com a implementação de outros 12 projetos de parques contratados, a capacidade energética instalada será correspondente a 52,18% da população, o que ainda é pouco perto do estado vizinho. O líder em produção eólica é o Rio Grande do Norte, que tem uma capacidade instalada 22,5 vezes maior, totalizando 3,5 GW, o suficiente para abastecer um terço da Região Nordeste, ou seja 19,6 milhões de pessoas.

A Paraíba, em sua capacidade máxima, pode produzir apenas 4,42% do que o Rio Grande do Norte, com 157,2 MW. O estado vizinho, após perceber que a energia eólica pode acabar com a falta de energia nos lugares mais distantes sem a necessidade de implantação de linhas de transmissão, investiu pesado a partir de 2010.

Na Paraíba, são 15 parques eólicos em operação gerando 157 MW de capacidade instalada, sendo que 12 deles estão localizados no município de Marataca, dois em São João do Sabugi e um em Santa Luzia. Mais 12 parques já estão contratados no Estado (projetos que foram arrematados nos últimos leilões de energia e que entrarão em fase de construção), podendo fazer a capacidade chegar a 371,4MW – total que esses parques vão gerar quando estiverem operando comercialmente, entre 2019 e 2023.

Segundo o mapeamento da Iberdrola, e divulgado ano passado pelo Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), a região do Seridó e sertão do estado, por ficarem a cerca de 700 metros acima do nível do mar, geram bastante vento.

Vento

O que pode atrapalhar os planos é um projeto de cobrança de royalties sobre o vento, que também poderia afetar o crescimento da energia solar, que também poderá ser tributada.

Organizar melhor a cadeia produtiva

Para o presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), Jean-Paul Prates, a Paraíba tem um grande potencial a desenvolver, tanto em eólica quanto em solar. “O Estado precisa certamente organizar melhor algumas diretrizes e instrumentos para o desenvolvimento de uma cadeira produtiva mais consistente, mas acho que tanto o Governo do Estado quanto os setores empresariais locais têm se movimentado bem a respeito”, diz.

Segundo ele, existem fatores locais relacionados a licenciamentos socioambientais, relacionamento com as cidades e comunidades, agilização e apoio a operações logísticas, entre outros, que podem ser muito ajudados pela ação estadual. “Além, é claro, do acompanhamento setorial e promoção do Estado como destino de investimentos nesta área”, finaliza.

Ele considera que o que pode impedir a evolução é a cobrança de royalties do vento. Segundo a proposta de emenda constitucional do deputado Heráclito Fortes, do PSB do Piauí, “o vento é um recurso que pertence a todo o povo brasileiro e é justo que os benefícios econômicos dessa atividade sejam compartilhados”.

O texto também afirma que as fazendas eólicas ocupam vastas áreas que limitam a realização de outras atividades econômicas, como o turismo, o mesmo acontecendo com a energia solar.

Brasil já ultrapassa o Canadá

O Brasil ultrapassou o Canadá no ranking mundial de capacidade instalada de energia eólica em 2017, passando a ocupar a oitava posição, de acordo com levantamento feito pelo Global World Energy Council (GWEC) e divulgado pela Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica).

No ano passado, foram adicionados 52,57 gigawatts (GW) de potência de energia eólica no mundo, chegando a uma capacidade instalada total de 539,58 GW.

O Brasil acrescentou 2,022 GW de potência eólica ano passado, chegando a 12,763 GW e, em fevereiro, alcançou os 13 GW (o suficiente para abastecer 24 milhões de residências por mês), quase a mesma quantidade de energia que a Usina de Itaipu, a maior hidrelétrica do Brasil, gera (14 GW). O primeiro lugar segue com a China, que acrescentou 19,5 GW ano passado e chegou a 188,232 GW de capacidade instalada da fonte eólica.

Segundo a Abeeólica, até 2020, considerando os contratos já assinados e os leilões realizados, a capacidade instalada de energia eólica do país vai chegar a 18,63 GW. Com os novos leilões, a tendência é que o número cresça.

Utilização da fonte começou em 92 no País

A energia eólica no país começou em 1992, com o início da operação comercial do primeiro aerogerador instalado no Brasil, fruto de uma parceria entre o Centro Brasileiro de Energia Eólica (CBEE) e a Companhia Energética de Pernambuco (CELPE), por meio de financiamento do instituto de pesquisas dinamarquês Folkecenter. Essa turbina eólica, de 225 kW, foi a primeira a entrar em operação comercial na América do Sul, localizada no arquipélago de Fernando de Noronha, em Pernambuco.

Atualmente, o RN tem 133 parques eólicos em operação comercial com potência instalada total de 3.582 GW, o que representa 84,76% de todo o estado. Há também seis usinas fotovoltaicas, num total de 117,10 MW e ainda 32 usinas termelétricas. Há 19 parques eólicos sendo construídos no RN, totalizando 468 MW e 13 projetos eólicos contratados (somando 330,3 MW em potência instalada) prestes a começarem suas obras.

O Rio Grande do Norte fechou 2017 na liderança da produção eólica no país, com 1.455,3 MW med de energia entregues no ano passado, incremento de 20,7% em relação ao mesmo período de 2016.

Os dados confirmaram ainda o Estado com a maior capacidade instalada, somando 3.548,65 MW, aumento de 11,5% em relação a 2016.O RN é líder nacional em potência instalada e geração eólica.

Fonte: Correio da Paraíba | Érico Fabres

Ceará concentra maior capacidade do País

O mercado de energias renováveis, atualmente, representa 47,3% da matriz energética brasileira. De acordo com a engenheira de energias, Ana Paula Silva, combinado o potencial ao uso racional e eficiente de energia, metade da demanda energética mundial poderá ser suprida em 2050, além da redução dos emissores globais de gases de efeito estufa do setor energético em até 50%. Em termos de recurso de energia eólica, o Ceará é um dos melhores do País, concentrando maior capacidade de geração na serra e litoral. O assunto foi discutido na última reunião do Pacto de Cooperação da Agropecuária Cearense (Agropacto).

Como exemplo de aproveitamento do potencial energético no Estado, Ana Paula citou, como exemplo, a instalação de uma bateria de energia solar numa fazenda de porte médio, onde a tarifa rural de energia elétrica é de R$ 0,35 por quilowatt-hora (kWh), sendo que, quando se investe em energia solar, a média é de R$ 0,13/kWh. “Normalmente o agricultor tem duas contas de energia: o do irrigante e o de energia fotovoltaica. A taxa de retorno para investidores na área rural é de oito anos, e para a área urbana e de cerca de quatro anos. A vantagem real maior é para quem utiliza a energia para irrigação, em torno de 99% de economia”, explica a especialista.

Segundo Ana Paula, a maioria dos empreendimentos agrícolas de pequeno porte fica na microgeração, podendo assim ser feito um investimento de forma mais simplificada através da energia solar financiado por programas como o Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) e FNE (Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste).

Potencial
O potencial eólico do Brasil, destaca a especialista, é superior a 500 GW e, atualmente, existem 12 GW instalados. Ela apontou que a energia renovável pode ser utilizada em diversos ciclos, a depender da necessidade e do nível de atividade do produtor. No caso da eólica, na visão da especialista, “apesar de ser ofertada em abundância no Ceará, ainda é uma opção que não oferece muita vantagem ao produtor rural, porque ele não se encaixa na classificação de mini e micro geração de energia pela Agência Reguladora de Energia (Aneel) – e, por isso, deve levar em consideração diversas formas de geração de energia acompanhado de um estudo de viabilidade econômica”.

Outras formas de geração de energia renovável foram mencionadas, como a solar, térmica e fotovoltaica e a energia de biomassa – que são mais atrativas para o agronegócio. Destas, a solar fotovoltaica é a mais viável para micro geração (até 75 kW) e mini geração (de 75 kW até 5 MW), a partir desse limite a energia só pode ser negociada nos leilões.

Incentivos
A gestora de agronegócio do Banco do Nordeste (BNB), Geânia Gomes – presente à reunião – disse que o FNE Sol e o FNE Verde, financiam até 100% do investimento em energia solar. Além disso, ela destacou que as taxas de juros para investimento pelo FNE, “são bastante convidativas”. Por sua vez, o gestor de Agronegócio Banco do Brasil, Antônio Gomes, informou, também, que a energia eólica é, hoje, uma política de desenvolvimento de Governo, e que o banco tem linhas de crédito especiais para os produtores rurais.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Ceará (Faec), Flávio Saboya, destacou que a entidade – em parceria com o Sindicato dos Produtores de Ibaretama e o BNB – instalou uma unidade demonstrativa com captação de água à base de energia solar, utilizando água de um poço profundo na Fazenda Triunfo, onde a CNA e a Embrapa estão desenvolvendo duas frentes de pesquisa: o Projeto Biomas Caatinga e o Projeto de Forrageiras do Semiárido. Ele anunciou que, em breve, a Faec promoverá um dia de campo para mostrar essa tecnologia e os dois projetos em execução.

Recursos naturais são abundantes, mas pouco usados no Estado

O italiano Daniel Gallarati, da empresa Sunpa.Sa, que trabalha com energia renovável há oito anos no Ceará, disse que o Brasil tem biomassa de sobra mas utiliza muito pouco, “porque falta projeto de concretização entre agricultor, engenharia e o Governo do Estado, aplicando uma legislação ambiental adequada, abrindo, dessa forma, o mercado e atraindo novos projetos de energias sustentáveis”. No caso da energia eólica, o grande problema, segundo ele, é o custo de importação, ou seja, o imposto em cima dos produtos, já que são fabricados hoje somente na Europa. “Uma solução seria baixar os custos e os bancos agilizarem a aprovação dos projetos, com juros adequados, disse o empresário italiano”, pondera Gallarati.

“Na Itália já instalamos 340 MW. Aqui no Brasil, instalamos 23 MW de energia solar somente para o Grupo Pague Menos; a Jandaia/Sucos do Brasil já utiliza 750 MW. A cidade de Martinópole capta energia solar para um clube social, e, em Sobral, uma fábrica de gelo”, informa Daniel. Segundo ele, o Brasil tem um grande potencial de resíduos sólidos com fins energéticos, que ainda não estão sendo explorados, principalmente na parte orgânica para produção de energia ou fertilizante para a agricultura. “O grande gargalo é a educação do cidadão que precisa ser informado e as cidades que precisam se preparar para receber o produto reciclado”, asseverou.

Para o presidente do Sindicato Rural de Moraújo, Elder Aguiar, as tecnologias que o homem do campo desenvolve, hoje, ainda são muito atrasadas. “Essa palestra sobre energias renováveis representa uma tecnologia que alavancaria, bastante, nossa atividade. Pensando nisso, idealizamos o programa “Doutores do Sertão”, que visa exatamente levar novas tecnologias ao campo através dos estudantes dos Institutos Federais de Educação”, observou Aguiar. Ele sugeriu que os bancos fizessem a renúncia fiscal, apoiando essa proposta, alavancando essas tecnologias no meio rural. “Essas tecnologias também poderiam ser difundidas pelo Senar, que tem uma missão de ensinar fazendo, e os bancos teriam mais condições – inclusive de fiscalizar a atuação”, finalizou o dirigente.

Fonte: O Estado

Energia eólica tem capacidade para atender 6 milhões de baianos

De acordo com a Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), aos 2,4 gigawatts de energia gerada na Bahia hoje serão somados outros 3,5 GW até 2020, o que tornará o estado o maior produtor de energia eólica, proveniente dos ventos, do País.

O superintendente de Atração e Desenvolvimento de Negócios da Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), órgão do governo do estado, Paulo Roberto Britto Guimarães, afirma que ” o potencial eólico seria suficiente para atender 6 milhões de baianos”.

Esse potencial tende a crescer exponencialmente nos próximos dois anos. Com os novos projetos, a Bahia deve ter uma capacidade de produção de energia gerada pela força dos ventos de aproximadamente 50% do que é produzido pelo sistema controlado pela Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf).

Condições favorecem

Dados da SDE mostraram que a Bahia possui 182 projetos nos leilões de energia realizados pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) só em 2017.

Se considerados os contratos privados, o número salta para 237. O município de Sento Sé, a 689 quilômetros de Salvador, é o maior produtor de energia eólica no estado. São 37 parques, entre os que estão em operação e em implantação, que até 2020 gerarão 919,1 MW de energia.

Somando projetos já definidos e parques eólicos em construção, a Bahia terá um volume de realizações maior do que o Rio Grande do Norte, fazendo com que o estado vire referência em energia por vento.. As condições climática e geográfica da região também favorecem este cenário.

Atualmente, a Região Nordeste possui grande capacidade de produção de energia eólica. O Rio Grande do Norte e a Bahia hoje estão em primeiro e segundo lugares no ranking com 135 e 93 parques, respectivamente. Os outros sete estados da concentram, juntos, um total de 884 parques eólicos.

Fonte: Gabriela Albach | A Tarde

Novas unidades eólicas entram em operação comercial em Pedra Grande/RN

A Agência Nacional de Energia Elétrica aprovou para operação comercial unidades geradoras de 2.100 kW de capacidade pertencentes a três usinas de geração eólica localizadas em Pedra Grande, no Rio Grande do Norte.

São elas: EOL União dos Ventos 12, 13 e 14, com as turbinas UG5, UG6 E UG2, respectivamente, liberadas a partir de 24 de fevereiro, segundo publicação do despacho do Diário Oficial da União do dia 27 de fevereiro, mesma data em que outras duas unidades foram autorizadas a operar comercialmente: UG2 da EOL União dos Ventos 12, e a UG9, da EOL União dos Ventos 13.

Fonte: Canal Energia

Leilão A-4: eólicas terão preço de R$ 255/ MWh

Aneel aprova edital de certame, que vem com preço de R$ 312/ MWh para solar e R$ 329 para biomassa

A Agência Nacional de Energia Elétrica aprovou o edital para o leilão A-4, que será realizado no próximo dia 4 de abril. No produto disponibilidade, as eólicas vão partir de um preço teto de R$ 255/ MWh; enquanto a fonte solar aparece com preço inicial de R$ 312/MWh e as térmicas a biomassa com preço de R$ 329/MWh. Já o preço Inicial do Produto Quantidade para empreendimento hidrelétrico é de R$ 291/MWh.

Os preços de referência para empreendimentos com outorga de contrato ficaram com a seguinte definição: para o empreendimento Hidrelétrico, de PCH ou CGH, R$ 214,44/MWh; para projetos eólicos, de R$ 168,17/MWh; usinas a Biomassa terão preço de referências de R$ 232,56/MWh, enquanto as solares, de R$ 280,09/MWh.

No certame serão comercializadas PCHs, CGHs, Eólicas, Solares e Térmicas movidas a biomassa. São 1.672 projetos concorrendo, em um total de 48.173 MW de potência. As usinas eólicas representam cerca de 53% da potência de projetos do leilão e a fonte solar fotovoltaica e 41%. De acordo com o diretor da Aneel, Tiago Correia, o destaque vai para o número de projetos na região Nordeste e para usinas solares que estão sediadas nos estados de Mato Grosso do Sul e Minas Gerais, que somam 1,4 GW e 1,1 GW, respectivamente.

No leilão serão negociados contratos por quantidade, com período de suprimento de 30 anos para empreendimentos hídricos (CGH, PCH e UHE menor ou igual a 50 MW de potência instalada) e por disponibilidade, com prazo de suprimento de 20 anos, para projetos de geração de fonte eólica, solar fotovoltaica e termelétrica a biomassa. O início da entrega da energia está marcado para 1º de janeiro de 2022.

Fonte: Pedro Aurélio Teixeira | Canal Energia

Brookfield propõe comprar complexo eólico e projetos da Renova Energia

Empresa ofereceu R$ 650 milhões por Alto Sertão III, além de querer ficar com 1,1 GW em desenvolvimento

A Brookfield Energias Renováveis alterou a proposta para a Renova Energia ao invés da capitalização primária, que a faria controladora da companhia, agora, a empresa canadense quer compra projetos. Na nova proposta vinculante, a Brookfield propõe compra o complexo eólico Alto Sertão III (BA-400 MW), bem como aproximadamente 1,1 GW em determinados projetos eólicos em desenvolvimento.

Pelo complexo, a Brookfield ofereceu R$ 650 milhões, podendo ser acrescido de um earn-out de até R$ 150 milhões vinculados à geração futura a ser apurada após cinco anos da entrada em operação. Em relação aos projetos em desenvolvimento, a proposta é pagar R$ 187 mil por MW que for instalado, o que resultaria em mais R$ 205,7 milhões, se todo os 1,1 GW forem instalados.

A Renova informou em comunicado ao mercado na noite desta sexta-feira, 23 de fevereiro, que os órgãos da administração estão avaliando a proposta recebida e caso venha a ser aceita, será concedido um novo período de exclusividade à Brookfield por 30 dias, prorrogáveis automaticamente por mais 30 dias, para finalização dos documentos da transação.

Segundo a Renova, os recursos oriundos da transação serão destinados prioritariamente ao pagamento dos fornecedores e credores do projeto Alto Sertão III.

Fonte: Reuters

Setor eólico deve gerar 200 mil empregos no Brasil até 2026

A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) estima que até 2026 a cadeia de produção de energia eólica poderá gerar aproximadamente 200 mil novos empregos diretos e indiretos. Em 2016, o número de empregos diretos no setor passava de 150 mil.

Pelos cálculos da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), para cada novo megawatt instalado, 15 empregos diretos e indiretos sejam criados. No ano passado, foram instalados mais 2,02 GW no país. Em 2017, o Brasil alcançou a marca de 12,8 GW de capacidade instalada, o que coloca o país em oitavo lugar no ranking mundial de usinas eólicas, ultrapassando o Canadá.

O estudo da ABDI mapeou 52 profissões/ocupações distribuídas nos cinco grupos de atividades que compõem a cadeia de energia eólica: construção e montagem (dez diferentes profissões); desenvolvimento de projetos (11 profissões); ensino e pesquisa (seis profissões); manufatura (15 profissões); operação e manutenção do parque eólico (nove profissões).

O presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Guto Ferreira, explica que o potencial de criação de empregos é grande porque a cadeia eólica é longa, além do potencial de crescimento do mercado. “São cinco etapas envolvidas na cadeia, desde o desenvolvimento do projeto, a fabricação, a montagem e operação de um parque eólico. Para cada fase é preciso uma ampla gama de profissionais. Na fase de projeto, por exemplo, são necessários pelo menos 11 tipos de profissionais. Entre manufatura, construção e operação são mais 34 especializações diferentes”, destaca.

Segundo o estudo da ABDI, existem carreiras para todos os graus de formação. “A cadeia eólica precisa de profissionais que tenham apenas o ensino médio e fundamental, como é o caso de montadores e motoristas, mas contempla também os altos graus de formação, como engenheiros aeroespaciais, onde a pós-graduação e especialização são pré-requisitos para a contratação”, explica Ferreira.

O documento da ABDI mostra ainda as possibilidades de crescimento do profissional dentro do setor. Uma profissão que chama a atenção no estudo é o técnico em meteorologia, exigido em três das cinco fases da cadeia – montagem, desenvolvimento do projeto e operação. A formação dura em média três semestres (1200 horas) e o salário estimado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) é de R$ 2 mil. O técnico vai atuar no levantamento de dados sobre a velocidade e direção dos ventos, realizando a instalação e a manutenção das torres de medição (chamadas de anemométricas). Pelo estudo, esse tipo de profissional pode progredir no setor e se tornar Técnico em Operações e Manutenção de Parques, aumentando, assim, seu rendimento.

Já para os salários mais altos são necessários diferentes profissionais do ramo da engenharia. Os ganhos médios mensais dos engenheiros aeroespaciais passam de R$ 8 mil. Para o engenheiro de vendas, o mercado oferece vencimentos próximos a R$ 15 mil. Somente para a fase de manutenção, permanente depois que o parque eólico está instalado, são contratados profissionais com formação em sete engenharias diferentes (engenheiro de produção, industrial, de qualidade, de vendas, eletricista e projetista). Os salários giram entre R$ 5 e R$ 15 mil. Na mesma faixa também existem vagas para advogados, administradores e biólogos.

A maioria dos parques eólicos do Brasil está no Nordeste. O Rio Grande do Norte e a Bahia lideram o ranking com 135 e 93 parques, respectivamente. Outros sete estados da região concentram 184 parques de torres eólicas. O Sul também apresenta parte considerável da geração. Na região estão 95 parques, sendo a maioria no Rio Grande do Sul (80).

Isso não significa que os empregos estejam somente nessas regiões. “Uma torre instalada no Rio Grande do Norte gera empregos mais perenes para a população local, na fase de operação e manutenção. Entretanto, o desenvolvimento do projeto pode ocorrer em um escritório em São Paulo, e os componentes das torres são construídos em Pernambuco, Minas Gerais e Santa Catarina”. Guto Ferreira também explica que durante a construção são geradas muitas vagas temporárias, empregando locais e pessoas de outras regiões.

Fonte: Canal Energia