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CERNE capacita interessados em atuar no mercado de energia eólica

O Brasil desponta como um dos países com maior matriz enérgica limpa do planeta. Enquanto no mundo apenas 33% da matriz é renovável, no país o índice passa de 80%. Mesmo com o número elevado, o potencial de crescimento é grande.

No ano passado, foram instalados mais 2,02 gigawatts (GW) de energia eólica no país, segundo dados divulgados pela Associação Brasileira de Energia Eólica  ( ABEEólica). Atualmente, os ventos respondem por 8,2% de toda a energia gerada. A capacidade instalada chegou a 13 GW no início de 2018. Para se ter uma ideia, essa quantidade pode abastecer seis de cada dez casas da região Nordeste. O Ministério de Minas e Energia prevê uma expansão de 125% até 2026, até lá um terço da energia brasileira virá dos ventos, cerca de 28,6%.

Os ventos também representam renda às famílias de muitos estados. Em 2016, o número de empregos diretos no setor passava de 150 mil. A ABEEólica estima que para cada novo megawatt instalado, 15 empregos diretos e indiretos sejam criados no país.

Segundo informações do relatório Renewable Energy and Jobs – Annual Review da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena, na sigla em inglês), o setor de energia renovável, incluindo as grandes hidrelétricas, emprega mais de 10 milhões de pessoas no mundo. Em 2017 foram criados mais de 500 mil empregos, um aumento de 5,3% em relação a 2016. O levantamento, divulgado em maio deste ano, aponta que no Brasil a indústria eólica emprega cerca de 33.700 pessoas na fabricação, construção, instalação, operação e manutenção das usinas eólicas.

No Rio Grande do Norte, é o estado brasileiro líder na produção deste tipo de energia.  O potencial de criação de empregos locais é grande porque a cadeia eólica é longa, além do potencial de crescimento do mercado eólico no estado. O setor emprega desde profissionais que tenham apenas o ensino médio ou técnico, como é o caso de montadores, operadores e motoristas, até os altos graus de formação, como engenheiros e gerentes, onde a pós-graduação e especialização são pré-requisitos para a contratação.

Nesse sentido, o Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), em parceria com a Universidade Potiguar (UnP), está com inscrições abertas até sexta-feira, 08/06​, para a turma de 2018 do c​urso de Gestão da Energia Eólica. As aulas terão início na sexta, na UnP da Avenida Nascimento de Castro, em Natal.

O conteúdo das disciplinas compreenderá as tecnologias para geração de energia eólica, licenciamento e gestão ambiental, construção, operação e manutenção de parques, além de temas voltados à administração dos empreendimentos, estudos de viabilidade econômica, obtenção de financiamentos, aspectos regulatórios e tributação relativa à atividade. Ao final do curso, será realizada uma visita técnica onde os alunos poderão conhecer de perto a estrutura e operação de um parque eólico.

As aulas serão ministradas por diretores setoriais do CERNE e por profissionais de empresas parceiras com vasta experiência no mercado. Com carga horária de 50 horas dividida em sete módulos, a capacitação é destinada a quem já atua ou deseja ingressar profissionalmente no mercado de energia eólica.  Podem se inscrever alunos de graduação e profissionais interessados no setor.

As inscrições podem ser feitas pelo endereço da plataforma e-Labora: https://sistemas.unp.br/hub/unp/sicoe//publico/inscricao.jsf. A ementa com as informações completas do curso está disponível em www.cerne.org.br/cursos. Outras informações podem ser obtidas diretamente no e-Labora, pelo telefone (84) 2010-0340 ou ​pelo email cursos@cerne.org.br.

Fonte: CERNE Press

 

 

Infraestrutura precária e possível cobrança de royalties: a produção de energia eólica no Brasil

País é hoje o oitavo maior produtor de energia eólica do mundo

GALINHOS, Rio Grande do Norte – De noite, luzes piscando enchem o céu, e o som sibilante das pás que giram sem parar está em toda parte – lembrando continuamente da abundante presença do vento nestas partes da costa brasileira do Atlântico e seu aproveitamento como recurso natural. Ao romper do dia, as torres que se elevam a mais de 120 metros despontam lá no alto, acima das árvores.

Neste lado do Atlântico, o vento sopra incessantemente e quase sempre em uma só direção, proporcionando ao Brasil um fluxo constante de produção de energia. O país é hoje o oitavo produtor mundial de energia eólica, segundo o Global Wind Energy Council, uma organização setorial, com fazendas eólicas operadas pela Weg, Siemens Gamesa, Wobben Windpower e outras.

Entretanto, os investidores estão cautelosos, porque a construção das linhas de transmissão é lenta e a infraestrutura escassa encarece o custo das obras. Agora, alguns parlamentares estão propondo a cobrança de um imposto sobre a energia solar e eólica.

A cerca de um quilômetro de distância da praia, a visão das turbinas lembra aos moradores da área rural as possibilidades e o impacto deste setor da economia.

Na praia do Morro dos Martins, Damião Henrique, 70, fez uma ligação para acionar a bomba que agora lhe permite regar sua pequena plantação de feijão. Pescador e agricultor, ele teve de deixar a faixa de terra que ocupava há muito tempo e se instalou a poucos metros da praia para deixar o lugar à fazenda eólica.

“Para mim está tudo bem”, ele disse. “Como indenização, a companhia me fornece energia, e agora posso regar meu feijão com a maior facilidade”.

Mas segundo outros moradores, os benefícios prometidos não se concretizaram.

“O prefeito disse que teríamos escolas”, falou Maria Venus, 47, proprietária de um mercadinho no Morro dos Martins. “Eles abriram uma escola de música para a comunidade, distribuíram alguns violões para a gente, e depois de um ano não aconteceu mais nada”.

Além disso, há o barulho.

“Ah, sim”, ela comentou, “também deixaram este barulho que nunca para”.

A nordeste de Galinhos, empresas contratadas para a Copel, a companhia elétrica do Estado do Paraná, estão construindo a enorme fazenda eólica de Cutia. Quando estiver concluída, suas 149 turbinas serão o projeto mais importante da companhia no Estado do Rio Grande do Norte.

Em Galinhos, os jovens anunciaram o baile do aniversário da cidade com uma carreata de buggies de praia que dos alto falantes convocavam a população para as comemorações.

Na porta de uma escola prestes a desmoronar, onde antes se alojava, José Neto, 70, pescador, acendeu um cigarro enquanto apreciava o pessoal se divertindo. “Sei pouco sobre impostos, mas se eles os usarem para a nossa cidade, será muito bom”, comentou a respeito da proposta de cobrança de impostos. “Nós somos tão humildes que qualquer coisinha de nada é de grande ajuda para a gente”.

Edton Barbosa, 56, técnico aposentado em prospecção de petróleo do estado de Minas Gerais, também olhava. Ele falou que era bom que os políticos pensassem em cobrar pelo vento. “Ajudará a desenvolver este lugar”, ele disse, “como os royalties do petróleo estão fazendo em outros lugares”.

Fonte: Dado Galdieri | New York Times

Piauí é o terceiro maior produtor em energia eólica do Brasil

A informação foi anunciada pelo governador Wellington Dias em suas redes sociais oficiais neste sábado.

O governador do Estado do Piauí, Wellington Dias, anunciou em suas redes sociais oficiais no início da tarde deste sábado (02) que o Piauí é o terceiro maior produtor do Brasil em energia eólica.

Segundo o governador o estado tem uma capacidade de energia instalada de 528.20 MW e os empreendimentos movimentam a economia regional. Wellington Dias ainda revelou que ver o estado se destacar em energias renováveis sempre foi um dos meus sonhos, desde o primeiro mandato.

Confira a publicação na íntegra

Bons ventos que trazem desenvolvimento! A produção éolica do nosso estado cresceu muito nos último anos, transformando o Piauí no terceiro maior produtor do Brasil. Agora, temos uma capacidade instalada de 528,20 MW e os empreendimentos movimentam a economia regional. Ver o Piauí se destacar em energias renováveis sempre foi um dos meus sonhos, desde o primeiro mandato, e fico feliz em perceber que cada vez mais empresas querem investir no setor. Nosso estado só tem a ganhar!

Fonte: GP1

 

Aneel aprova operação comercial de 31,5 MW eólicos no Ceará

Agência também liberou UFVs em Minas Gerais, além de testes em PCH e na EOL Campo Largo VII

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou nesta sexta-feira, 18 de maio, a operação comercial das EOLs Bons Ventos Cacimbas 4 e 5. No primeiro caso foram liberadas 5 unidades de 2,1 MW cada, somando 10,5 MW de capacidade, enquanto a outra usina teve 10 aerogeradores de 2,1 MW contemplados, totalizando 21 MW. Ambos empreendimentos estão localizados no município de Ibiapina, no Ceará.

Outras usinas a receberem o parecer positivo da Aneel foram as UFVs Pirapora 2 e III. Localizadas em Pirapora, Minas Gerais, a primeira teve liberada oito unidades de 967,742 kW cada, num total de 7,74 MW, enquanto a outra contou com nove unidades que totalizam 9,67 MW.

A agência também autorizou uma turbina de 2,75 MW da CGH Palmeiras, que se encontra no município de Ponte Alta do Bom Jesus, no Tocantins.

Além das liberações comerciais, o órgão regulador também deu provimento à solicitação da Alcast do Brasil Ltda, que poderá operar em regime de testes duas unidades geradoras de 2,7 MW da PCH Jacaré, totalizando 5,6 MW liberados em Bom Sucesso do Sul, no Paraná.

Outra confirmada para testes é a EOL Campo Largo VII, que teve contemplados três aerogeradores de 2,7 MW, num total de 8,1 MW eólicos liberados na Bahia, no município de Sento Sé.

Fonte: Canal Energia

Aneel autoriza operação comercial de 14,7 MW eólicos no Ceará

Agência também autorizou testes de CGH, PCH e outra eólica

A Agência Nacional de Energia Elétrica liberou nesta quinta-feira, 10 de maio, a operação comercial de sete unidades de 2,1 MW cada, somando 14,7 MW de capacidade da usina de geração eólica EOL Bons Ventos Cacimbas 3, localizada no município de Ubajara, no Ceará.

Na mesma localidade, a Aneel aprovou para testes a operação dos aerogeradores UG1, UG2, UG3, UG6, UG7, UG10 e UG11, de 2,1 MW cada, totalizando 14,7 MW relativos a usina EOL Bons Ventos Cacimbas 2.

A Agência também autorizou a operação em regime de testes de uma turbina de 6 MW da PCH Senhora do Porto, localizada no município de Dores de Guanhães, em Minas Gerais, assim como uma unidade de 2,75 MW da CGH Palmeiras, situada em Ponte Alta do Bom Jesus, no Tocantins.

Fonte: Canal Energia

Energia renovável emprega mais de 10 milhões de pessoas no mundo

O setor de energia renovável, incluindo as grandes hidrelétricas, emprega mais de 10 milhões de pessoas no mundo, de acordo com dados da quinta edição do relatório Renewable Energy and Jobs – Annual Review, lançado hoje (8) na 15º Reunião do Conselho da Agência Internacional de Energia Renovável (Irena, na sigla em inglês), em Abu Dhabi. De acordo com o relatório, em 2017 foram criados mais de 500 mil empregos, um aumento de 5,3% em relação a 2016.

Segundo a Irena, organização intergovernamental global com 156 membros, a China, o Brasil, os Estados Unidos, a Índia, Alemanha e o Japão continuam a ser os maiores empregadores do mercado de energia renovável no mundo, representando mais de 70% de todos os empregos no setor globalmente.

“Embora um número crescente de países esteja colhendo os benefícios socioeconômicos das energias renováveis, a maior parte da produção ocorre em relativamente poucos países e os mercados domésticos variam enormemente em tamanho”, avalia a agência.

Para a Irena, a economia global poderá criar até 28 milhões de empregos no setor até 2050, com a descarbonização do sistema energético. Os dados mostram que a produção de energia solar fotovoltaica continua sendo o maior empregador de todas as tecnologias de energia renovável, respondendo por cerca de 3,4 milhões de empregos. A estimativa é que a China responda por dois terços dos empregos fotovoltaicos, equivalente a 2,2 milhões, o que representa uma expansão de 13% em relação a 2016.

Ao lado da China, Blangladesh, Indía, Japão e os Estados Unidos são os principais empregadores no mercado de energia solar fotovoltaica no mundo. Juntos, os cinco países respondem por cerca de 90% dos empregos em energia solar fotovoltaica em todo o mundo.

Brasil

No Brasil, o relatório destaca que o número de empregos no segmento de biocombustíveis aumentou 1% em 2017, totalizando 593 400 postos de trabalho. “Os empregos em etanol diminuíram devido à constante automação e ao declínio da produção de etanol”, aponta a agência.

Apesar da queda na produção de empregos no setor de etanol, a agência disse que houve compensação com os empregos gerados pelo biodiesel. A Irena estima que o Brasil empregou 202 mil pessoas no setor de biodiesel em 2017, 30 mil a mais em relação ao ano anterior.

Já no que diz respeito à indústria eólica, o levantamento estima que o setor emprega cerca de 33.700 pessoas na fabricação, construção, instalação, operação e manutenção. Em 2017, a indústria eólica fechou o ano com 12,8 GigaWatts (GW) de energia acumulados.

De acordo com a agência, novas instalações no mercado de aquecimento solar no Brasil caíram 3% em 2017. O emprego total em 2017 foi estimado em cerca de 42.000 postos de trabalho, com cerca de 27.500 na indústria transformadora e 14.500 na instalação.

Segundo Adnan Z. Amin, diretor-geral da Agência Internacional de Energia Renovável, a energia renovável tornou-se um pilar do crescimento econômico de baixo carbono para governos em todo o mundo, um fato refletido pelo crescente número de empregos criados no setor. Ainda segundo o diretor da agência, os dados também ressaltam um quadro cada vez mais regionalizado, destacando que os benefícios econômicos, sociais e ambientais das energias renováveis são mais evidentes nos países onde existem políticas atraentes para o setor.

Edição: Fernando Fraga | Agência Brasil

Ceará recebe mais de R$ 878 mi em projetos de energia eólica

Estado foi o segundo maior beneficiado do País pelo banco no ano passado; recursos vêm de green bonds

Reduto da geração de energias limpas e renováveis, o Estado do Ceará foi o segundo maior beneficiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em 2017 em financiamento de investimentos relacionados com projetos de energia eólica. A instituição financeira captou US$ 1 bilhão no mercado internacional em green bonds, isto é, títulos de investimento voltados para projetos ambientalmente responsáveis, e aportou R$ 878,062 milhões em dois parques no Ceará.

Ontem, o BNDES divulgou pela primeira vez o Relatório Anual Green Bond, que mostra detalhes sobre os resultados da listagem de títulos verdes na Bolsa Verde de Luxemburgo. A instituição foi o primeiro banco brasileiro a emitir green bonds.

“Esses títulos promovem a reputação do BNDES no apoio à geração de energia renovável. Também consolidam a presença internacional do Banco e oferecem uma série de vantagens, tais como reforçar a prioridade atribuída à sustentabilidade socioambiental; divulgar as melhores práticas de gestão social e ambiental; e incentivar o acesso de outros emissores brasileiros ao mercado de green bonds”, afirmou o banco, na publicação.

Divisão

Para o Ceará, foram destinados R$ 652,522 milhões para a usina Rio Energy 1, em Itarema e outros R$ 225,540 milhões para o complexo Servtec 2 (Bons Ventos da Serra 2), localizado nos municípios de Ubajara e Ibiapina. Na primeira, que tem capacidade instalada de 207MW, houve redução de 66.248 toneladas deCO2 Eq ao ano. Na segunda, que ainda está em fase final de implantação e deverá operar neste ano, a capacidade de geração instalada é de 86,1 MW, e a redução prevista é de 23.292 toneladas de CO2Eq ao ano.

Segundo o BNDES, os recursos líquidos da emissão e venda dos green bonds totalizaram US$ 993.901.395 após a dedução das despesas da oferta, o correspondente a R$ 3.166.271.674.

“Os recursos foram totalmente lastreados em oito projetos de geração de energia eólica que totalizam 1.323 MW de capacidade instalada, o que corresponde a uma projeção de 421.608 toneladas de CO2 equivalente evitadas ao ano”.

O título emitido pelo BNDES no mercado internacional expira em 2024 e tem um cupom de 4,75% ao ano.

Capacidade

O secretário-adjunto de Energia da Secretaria da Infraestrutura do Estado do Ceará (Seinfra), Adão Linhares, exaltou a capacidade do Ceará no cenário de geração de energia limpa, que culminou na visibilidade para investimentos no setor. “Isso é o resultado não somente do posicionamento do Estado do Ceará como um estado com condições de investimento em energia eólica confiáveis, do ponto de vista de ventos, logística, de atração de investimentos no estado, mas também da iniciativa privada. Tem muito da atuação do Estado na atração desses investimentos para cá. A situação de gargalos de linha de transmissão está deixando de existir, prova foi o resultado do leilão em abril”.

Na opinião de Linhares, a posição de destaque do Ceará acaba influenciando positivamente inclusive na captação de recursos por parte de estados vizinhos, como Piauí, Pernambuco e Rio Grande do Norte. “Como potencial de geração de energia eólica no Ceará está se descobrindo mais agora o Interior. O Ceará é campeão em termos de potencial de geração. Tanto é de potencial bom que beneficia até os estados vizinhos, próximos às chapadas do Araripe, do Apodi e da Ibiapaba”, apontou.

Fonte: Levi Freitas | Diário do Nordeste

Ventos que trazem empregos

Energia eólica deve gerar mais de 200 mil empregos no Brasil até 2026. Estudo inédito da ABDI lista 52 carreiras que compõem o setor.

O Brasil desponta como um dos países com maior matriz enérgica limpa do planeta. Enquanto no mundo apenas 33% da matriz é renovável, aqui o índice passa de 80%. Mesmo com o número já elevado, o potencial de crescimento no país salta aos olhos. Segundo um estudo da International Energy Agency, o Brasil foi o quinto país com maior incremento de gigawatts (GW) gerados pelo vento em 2016. No ano passado, foram instalados mais 2,02 GW (dados da Associação Brasileira de Energia Eólica — ABEEólica). Atualmente, os ventos respondem por 8,2% de toda a energia gerada. A capacidade instalada chegou a 13 GW no início de 2018. Isso abastece, por exemplo, seis de cada dez casas da região Nordeste. O Ministério de Minas e Energia prevê uma expansão de 125% até 2026, quando praticamente um terço da energia brasileira virá dos ventos (28,6%).

Além de garantir luz acesa, os ventos também representam renda às famílias de muitos estados. Em 2016, o número de empregos diretos no setor passava de 150 mil. A ABEEólica estima que para cada novo megawatt instalado, 15 empregos diretos e indiretos sejam criados. A Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) estima que até 2026 a cadeia eólica possa gerar aproximadamente 200 mil novos empregos diretos e indiretos. É como se metade da população de Florianópolis, capital de Santa Catarina, estivesse trabalhando no setor.

A Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica) aponta que o setor tem espaço para crescer. Segundo o diretor técnico da Abeeólica, Sandro Yamamoto, o país tem um dos melhores ventos do mundo. Apenas o potencial eólico da Bahia teria condições de suprir a necessidade de energia do Brasil inteiro. “O vento é constante o que não estressa a máquina, caindo o custo de manutenção. Por isso, as maiores fabricantes do setor estão no Brasil”.

Outro ponto positivo é a o espaço de crescimento. O Brasil tem apenas 13 gigawatts instalados, isso ainda é pouco. “Se pensarmos em instalar de dois a três GW por ano, ainda instalaremos parques por mais quatro décadas”. O diretor da Abeeólica ainda aponta que muitos empregos são gerados na fase de construção. “Depois que o parque está pronto o número de trabalhadores diminui. Isso é normal, porque para a manutenção e operação a demanda de pessoal é menor”, relata. Mas o setor não se resume a estás áreas.

Um estudo inédito da ABDI mapeou 52 profissões/ocupações distribuídas nos cinco grupos de atividades que compõem a cadeia: construção e montagem (10 diferentes profissões); desenvolvimento de projetos (11 profissões); ensino e pesquisa (6 profissões); manufatura (15 profissões); operação e manutenção do parque eólico (9 profissões).

O presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Guto Ferreira, explica que o potencial de criação de empregos é grande porque a cadeia eólica é longa, além do potencial de crescimento do mercado. “São cinco etapas envolvidas na cadeia, desde o desenvolvimento do projeto, a fabricação, a montagem e operação de um parque eólico. Para cada fase é preciso uma ampla gama de profissionais. Na fase de projeto, por exemplo, são necessários pelo menos 11 tipos de profissionais. Entre manufatura, construção e operação são mais 34 especializações diferentes”, destaca.

FASES DA CADEIA

Construção e montagem — 10 profissões
Desenvolvimento de projetos — 11 profissões
Ensino e pesquisa — 6 profissões
Manufatura ­– 15 profissões
Operação e manutenção — 9 profissões

Segundo o estudo da ABDI, existem carreiras para todos os graus de formação. “A cadeia eólica precisa de profissionais que tenham apenas o ensino médio e fundamental, como é o caso de montadores e motoristas, mas contempla também os altos graus de formação, como engenheiros aeroespaciais, onde a pós-graduação e especialização são pré-requisitos para a contratação”, explica Ferreira.

O documento da ABDI mostra ainda as possibilidades de crescimento do profissional dentro do setor. Uma profissão que chama a atenção no estudo é o técnico em meteorologia, exigido em três das cinco fases da cadeia — montagem, desenvolvimento do projeto e operação. A formação dura em média três semestres (1200 horas) e o salário estimado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) é de R$ 2 mil. O técnico vai atuar no levantamento de dados sobre a velocidade e direção dos ventos, realizando a instalação e a manutenção das torres de medição (chamadas de anemométricas). Pelo estudo, esse tipo de profissional pode progredir no setor e se tornar Técnico em Operações e Manutenção de Parques, aumentando, assim, seu rendimento.

Já para os salários mais altos são necessários diferentes profissionais do ramo da engenharia. Os ganhos médios mensais dos engenheiros aeroespaciais passam de R$ 8 mil. Para o engenheiro de vendas, o mercado oferece vencimentos próximos a R$ 15 mil. Somente para a fase de manutenção, permanente depois que o parque eólico está instalado, são contratados profissionais com formação em sete engenharias diferentes (engenheiro de produção, industrial, de qualidade, de vendas, eletricista e projetista). Os salários giram entre R$ 5 e R$ 15 mil. Na mesma faixa também existem vagas para advogados, administradores e biólogos.

O engenheiro Edson Zaparoli trabalha com a prospecção de novas áreas e é considerado um dos profissionais mais experientes do Brasil no tema. Ele coordena a área de projetos da Casa dos Ventos — empresa especializada na energia vinda dos ventos. “É difícil encontrar engenheiros prontos para comandar grandes projetos. Aqui na empresa nós formamos os profissionais. Para a contratação temos a preocupação com a grade curricular da escola de formação do candidato”. A preferência é por engenheiros que estudaram em instituições que deem maior peso as matérias relativas a escoamento de fluídos. “Depois de aproximadamente dois anos na empresa, o engenheiro já tem condições de coordenar um projeto”, explica Zaparoli.

O engenheiro aeronáutico, Leonardo Soares, de 31 anos, entrou na Casa dos Ventos há seis anos. Atualmente, ele é gerente de operação e manutenção da empresa. “Eu me formei no ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica). Comecei trabalhando com manutenção de aeronaves, depois de dois anos recebi o convite para trabalhar com energia eólica”. Quando Soares começou, a energia vinda dos ventos ainda era um setor incipiente. “Tinha muitos colegas de faculdade trabalhando com a área de petróleo, que é um setor mais tradicional. A proposta salarial que recebi equivalia e tinha oportunidade de crescimento, porque a maioria dos empregados na área eram jovens. Hoje, percebo que realmente foi uma decisão acertada”, destaca.

Profissões do futuro

O relatório da ABDI chama a atenção para profissões do futuro, cada vez mais exigidas pelo mercado de trabalho eólico. O próprio técnico em meteorologia é um trabalhador que terá demanda crescente. “Com o maior número de parques de energia eólica e solar, existe um novo mercado que se abre”, diz o presidente da ABDI. O tecnólogo em meio ambiente, por exemplo, é uma profissão em alta. “Esse tipo de profissional tem um papel fundamental na expansão das energias renováveis. Nos parques eólicos, os técnicos de meio ambiente são responsáveis pelo monitoramento ambiental da fauna. É muito comum a morte de aves e morcegos por colisão com as pás das torres eólicas”.

O técnico em meio ambiente tem um salário médio de R$ 2,5 mil, segundo a FIPE. Para exercer a profissão, é preciso formação em engenharia ambiental ou curso técnico na área. Segundo o estudo da ABDI, esses profissionais podem progredir para a posição de engenheiro ambiental ou consultor ambiental, onde os salários beiram os R$ 7 mil.

Onde estão os empregos

A maioria dos parques eólicos do Brasil está no Nordeste. O Rio Grande do Norte e a Bahia lideram o ranking com 135 e 93 parques, respectivamente. Outros sete estados da região concentram 184 parques de torres eólicas. O Sul também apresenta parte considerável da geração. Na região estão 95 parques, sendo a maioria no Rio Grande do Sul (80).

Isso não significa que os empregos estejam somente nessas regiões. “Uma torre instalada no Rio Grande do Norte gera empregos mais perenes para a população local, na fase de operação e manutenção. Entretanto, o desenvolvimento do projeto pode ocorrer em um escritório em São Paulo, e os componentes das torres são construídos em Pernambuco, Minas Gerais e Santa Catarina”. Guto Ferreira também explica que durante a construção são geradas muitas vagas temporárias, empregando locais e pessoas de outras regiões.

A cadeia eólica não para por aí. A ABDI mapeou mais de 400 empresas envolvidas, entre fabricantes, fornecedoras de peças e prestadoras de serviço. Os construtores de pás exemplificam a capilaridade das indústrias que trabalham com vento. São apenas quatro no Brasil, mas em estados diferentes — Ceará, Pernambuco, Bahia e São Paulo.

Fonte: Fernando Rotta

“Não estamos desperdiçando energia, nem investimento”, afirma Jean-Paul Prates

O Brasil alcançou a marca de oitavo maior produtor de energia eólica do mundo. Dentro da produção nacional, o Rio Grande do Norte se destaca como o estado que mais produz o recurso renovável. O diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne), Jean-Paul Prates, comemora o desempenho em entrevista realizada na última quinta-feria (26) ao programa RN Acontece, da Band Natal/RN.

“Do país para o mundo. Ontem saiu o relatório desse ano do GWEC, o Global Wind Energy Council, que é a entidade maior do setor eólico mundial. O Brasil ultrapassou mais uma vez um país no ranking mundial, que era o Canadá, e passou a ser a 8ª maior nação produtora de energia eólica do mundo. O Rio Grande do Norte tem esse sucesso nessa matriz, nessa fonte, e é dentro desse contexto o líder nacional de produção de energia eólica no Brasil. Ele hoje é responsável por um terço da energia eólica gerada no Brasil. Então, desta liderança nacional, surge aí um terço da energia geral”, explicou Prates.

De acordo com Jean-Paul, o problema enfrentado no passado com a falta de linhas de transmissões no RN já foi superado. “Não estamos desperdiçando energia, nem investimento. Houve um período de atraso mais significativo, principalmente entre 2012 a 2014, isso foi recuperado com as linhas da Chesf sendo aceleradas. Tivemos aquele problema de uma empresa espanhola que faliu mundialmente, que foi a Abengoa, que deixou uma das linhas aqui carentes de continuidade. Isso também já foi resolvido. Eu diria que já foi resolvido em relação ao passivo que nós tínhamos”, comentou.

No entanto, o especialista em energia adverte para que o Estado continue melhorando sua infraestrutura. “É uma preocupação constante. Tem que estar o tempo todo acompanhando esse processo porque isso é uma questão federal. Tem que ficar demandando, fazendo pleitos, para que as linhas sejam concedidas. O Rio Grande do Sul fez pressão e hoje ele tem aí quatro ou cinco gigawatts de linhas, tendo muito mais folga do que a gente e com muito menos potencial”, comparou.

Fonte: CERNE Press com informações da Band Natal

ABEEólica se prepara para as mudanças no setor elétrico

Renato Volponi foi eleito presidente do Conselho de Administração

Os filiados da Associação Brasileira de Energia Eólica elegeram na última quarta-feira, 25 de abril, os membros dos conselhos de administração e fiscal para o exercício do triênio 2018-2020. A principal meta será preparar a ABEEólica para encarar as mudanças pelas quais está passando o setor elétrico brasileiro, contou Renato Volponi, eleito presidente do conselho de administração, em entrevista à Agência CanalEnergia.

Ele disse que as mudanças ocorrerão em todas as áreas como a forma de comercializar a energia renovável. Por isso, ele acredita que uma das primeiras tarefas seja aprimorar o conhecimento para tomar melhores decisões estratégicas para o desenvolvimento eólico. “Vamos criar massa crítica para ter sugestões de valor para poder levar ao governo, à agência reguladora, para que a energia eólica ocupe seu lugar”, ponderou.

Durante seu mandato, ele quer melhorar o alinhamento entre conselho e diretoria, reforçando o trabalho em conjunto, ao mesmo tempo que se coloque mais claro o papel de cada instância. “Uma questão é ter o conselho mais coeso e profissional e mais próximo da diretoria. Vamos reforçar essa parceria, pois temos uma diretoria muito valiosa”, observou Volponi.

O executivo vê com otimismo o futuro da fonte eólica no Brasil, mas reconhece que o seu crescimento depende da retomada da economia, e como consequência, do consumo de energia. “O timing de exploração desse enorme potencial que temos depende do crescimento do país”, frisou. Volponi vê também no desenvolvimento tecnológico outra base para o crescimento da fonte, principalmente, de sistemas de armazenamento. Isso pode permitir um desenvolvimento da matriz energética mais calcado nas fontes renováveis, sem a necessidade de outras fontes flexíveis para a base.

No horizonte próximo da ABEEólica está o leilão A-6, previsto para o dia 31 de agosto. O leilão que pode trazer boas perspectivas de contratação e preço, também traz insegurança ao segmento, pois introduz uma mudança na forma de contratação das eólicas, agora com contratos de quantidade, e não por disponibilidade, como foi feito até agora. Para Volponi, essa mudança agora aumenta os riscos do negócio, já que os empreendedores não conhecem os termos do novo contrato e terão pouco tempo para analisar os impactos.

“Temos muito pouco tempo para trabalhar essas informações”, apontou o executivo, acrescentando que ainda não se sabe como será contada a energia se de forma acumulada ou horária, por exemplo. Ele aponta ainda a adoção do preço-horário, ano que vem, como outra incógnita no impacto sobre a forma de contratação. “Não somos contra [a adoção da contratação por quantidade], mas precisamos saber como se dará, para podermos precificar isso. Risco é preço. E tempos pouco tempo”, reforçou.

Ele aposta que o leilão terá uma contratação melhor, mas o preço dependerá da estratégia dos empreendedores, que vêm adotando o mix de contratos para maximizar o valor de seus empreendimentos, com venda de energia, não só em um leilão apenas, mas também no mercado livre e para autoprodução. Veja abaixo a composição dos conselhos de administração e fiscal para o triênio 2018-2020:

Conselho de Administração
Renato Volponi (EDP Renováveis) – Presidente do Conselho de Administração
Adelson Ferraz (Brennand)
Afonso Carlos Aguilar (Alubar)
Alexandre Sarnes Negrão (Aeris)
Anna Paula Pacheco (Enel Green Power)
Carlos Longo Cardoso Dias (AES Tietê)
Edgard Corrochano (Echoenergia)
Edson Silva (Engie)
Eric Rodrigues Gomes (Vestas)
Fernando Elias Silva Sé (Casa dos Ventos)
Fernando Mano (CPFL Renováveis)
João Paulo Gualberto da Silva (WEG)
Laura Porto (Neoenergia)
Marcos Ferreira Meirelles (Rio Energy)
Mauro Bittencourt (Siemens-Gamesa)
Robert Klein (Voltalia)
Roberto Lobo Miranda (T.E.N Torres Eólicas do Nordeste)
Rosana Rodrigues dos Santos (GE)
Sergio Azevedo (Dois A Engenharia)

Conselho Fiscal
Renobrax Energias Renováveis Ltda.
Pedro Schuch Mallmann (titular)
Otávio Marshall (suplente)

Serveng
Rafael Coimbra Moreira (titular)
Alfredo Chaguri Neto (suplente)

Kintech
Alejandro Blanco Garcia (titular)
Karlheinz Huscher Cirne (suplente)

Fonte: ALEXANDRE CANAZIO, DA AGÊNCIA CANALENERGIA

Eólica: mais de 50 GW foram instalados no mundo em 2017

Relatório do Conselho Global de Energia Eólica destaca competitividade da eólica em vários mercados e afirma que projetos híbridos, gerenciamento mais sofisticado de rede e opções de armazenamento mais acessíveis começam a mostrar como deve ser o futuro da energia totalmente livre de combustíveis fósseis.

O Conselho Global de Energia Eólica (Global Wind Energy Council – GWEC) divulgou nesta quarta-feira, 25 de abril, seu Relatório Anual Global de Energia Eólica. Mais de 52 GW de energia eólica limpa e livre de emissões foram adicionadas em 2017, levando o total de instalações a 539 GW globalmente. Veja, abaixo, os gráficos que mostram dados mundiais das novas quantidades de capacidade instalada de energia eólica ano a ano (gráfico vermelho) e a evolução da capacidade total instalada ao longo do tempo (gráfico azul).

Com novos recordes estabelecidos na Europa, na Índia e no setor offshore, os mercados retomarão um crescimento rápido após 2018, analisa o GWEC, em seu release distribuído para a imprensa nesta quarta. “A energia eólica está liderando a mudança na transição para longe dos combustíveis fósseis e continua a impressionar em competitividade, desempenho e confiabiliade. Tanto em projetos onshore quanto offshore, a energia eólica é a chave para definir um futuro energético sustentável”, avalia Steve Sawyer, Secretário Geral do GWEC.

O relatório também mostra a instalação de nova capacidade de energia eólica, divididas por região e por ano. Sobre a região “América Latina e Caribe”, que registrou uma nova capacidade de 2,57 GW em 2017, o relatório destaca o papel do Brasil: “O Brasil mais uma vez dominou o mercado, com seus 2,02 GW representando mais de três quartos das instalações no região”. Veja, abaixo, os dados por região de nova capacidade instalada:

O Brasil atingiu, em fevereiro deste ano, a marca de 13 GWs de capacidade instalada de energia eólica e já temos mais de 520 parques eólicos e mais de 6.600 aerogeradores operando. No ano passado, o montante gerado pelas eólicas foi equivalente ao consumo médio de cerca de 22 milhões de residências por mês. Nesse contexto, o estado do Rio Grande do Norte tem desempenhado um papel de grande destaque, como afirma o diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), Jean-Paul Prates: “Somos o líder nacional de geração eólica. Para se ter uma ideia, o estado é responsável por um terço da geração eólica de todo o país. Hoje, o RN exporta cerca de dois terços de toda energia gerada no estado, considerando sua matriz elétrica.”

O relatório anual do GWEC, além de apresentar dados consolidados de 2017, também traz análises de cenário, informações específicas por país e previsões para os próximos anos. Para ler o material completo do GWEC, faça o download aqui.

 

Fonte: CERNE Press

 

Paraíba tem enorme potencial para gerar “energia dos ventos”

Quarenta e oito municípios de sete regiões da Paraíba foram identificados como os que detêm os maiores potenciais de geração de energia eólica no Estado. Estima-se que, juntos, eles teriam capacidade para produzir 9,88 gigawatts (GW) de energia eólica, caso todo o potencial possa ser utilizado. Isso seria suficiente para gerar energia elétrica para quase 30 milhões de habitantes – o equivalente às populações da Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Ceará e Alagoas juntas.

O potencial do Estado, que já tem 157 megawatts (MW) de capacidade instalada, foi identificado e publicado no Atlas Eólico da Paraíba. Para especialistas e estudiosos da área, o mapeamento do potencial eólico por meio de um atlas é essencial para a definição de políticas públicas e de atração de investimentos para alavancar o setor. Isso porque o levantamento é capaz de apresentar detalhadamente os regimes de vento e respectivos potenciais de geração de energia na Paraíba.

De acordo com o atlas, o Estado importa em torno de 60% da energia que consome, além de ter aproximadamente 90% da capacidade de geração atrelada a fontes térmicas. Por isso, o estudo é importante por comprovar que possui excelentes condições geográficas para instalação de parques eólicos. Além disso, o momento mostra que a geração eólica cresce em larga escala no país, com a existência de inúmeros projetos em estudo, implantação e em operação.

Na Paraíba, comparativamente a outros estados da região, a energia eólica ainda pode ser considerada em estágio inicial de desenvolvimento, com gigantesco potencial a ser explorado. Empresas já perceberam a potencialidade e, no último leilão de energias renováveis realizado pelo Governo Federal, por meio do Ministério das Minas e Energia, 12 projetos para implantação de parques eólicos foram contratados. Atualmente, a Paraíba possui 15 parques de geração desse tipo de energia, 2 localizados em Mataraca e três no Complexo Santa Luzia.

Quando os 12 novos parques começarem a operar comercialmente – o que deverá acontecer entre 2019 e 2023 – a capacidade de geração de energia eólica na Paraíba poderá atingir os 371,4 MW.

Projetos em Santa Luzia

O grupo Neoenergia/Iberdrola, desde 2017, possui três parques eólicos na Paraíba, cada um com 15 aerogeradores, totalizando 45. As usinas Lagoa I e II e Canoas, que formam o Complexo Santa Luzia, conseguem gerar 94 megawatts de energia elétrica. “A quantidade atende facilmente uma população correspondente a três cidades como Patos. Toda a energia gerada é distribuída para a população de Santa Luzia e cidades circunvizinhas, incluindo Patos”, explicou o porta-voz da Neoenergia na Paraíba, Jussiê Dantas.

A região de Santa Luzia é uma das identificadas pelo atlas eólico como geradora de energia em potencial. Ao lado de mais sete municípios, a região, que fica no Seridó Ocidental da Paraíba, têm capacidade para gerar uma energia estimada em 1.452 megawatts. “A região foi escolhida pela Neoenergia devido ao posicionamento geográfico. Hoje, estamos localizados num corredor de vento que cruza todo o Sertão paraibano e propicia ventos de qualidade e que viabilizam negócios eólicos no local”, frisou o porta-voz da empresa.

Durante o processo de construção do parque, mais de 500 empregos, entre diretos e indiretos, foram gerados. Além disso, mais de R$ 600 milhões foram injetados na economia local.

“Dezenas de proprietários estão sendo beneficiados pela geração de energia eólica por meio das indenizações motivadas pelo arrendamento das propriedades. Atualmente, temos 50 empregos diretos e indiretos gerados”, frisou Dantas.

Investimento de R$ 2 bi

A empresa arrematou nove parques para a região de Santa Luzia, o que significa um investimento de mais de R$ 2 bilhões que serão injetados no estado.  Em dezembro do ano passado, a Neoenergia participou do leilão A-6 promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para contratar energia elétrica proveniente de diversas fontes, incluindo eólica, com início de suprimento em 1º de janeiro de 2023.

O porta-voz da Neoenergia afirmou que serão construídas mais de 144 máquinas nos nove parques eólicos, com capacidade para gerar até 281 megawatts – o que equivale ao atendimento de toda a população de João Pessoa. “Além de Santa Luzia, os novos parques vão abranger as cidades de São Mamede, São José de Sabugi e Baraúnas”, explicou Jussiê Dantas.

Capacidade eólica global aumentará em mais da metade nos próximos cinco anos, diz GWEC

O Conselho Global de Energia Eólica (GWEC) divulgou hoje (25) o seu Relatório Anual Global de Energia Eólica. O documento traz dados globais sobre o setor eólico e revela que já são 539 GW de energia eólica pelo mundo.

Até 2022, o GWEC estima que teremos cerca de 840 GW eólicos  instalados em todo o mundo, um aumento de 56%. O relatório também mostra a instalação de nova capacidade de energia eólica por região.

A América Latina e Caribe registrou uma nova capacidade de 2,57 GW em 2017. O relatório destaca o papel do Brasil: “O país mais uma vez dominou o mercado, com seus 2,02 GW representando mais de três quartos das instalações na região”.

Além de apresentar dados consolidados de 2017, o Relatório do GWEC também traz análises do cenário global do setor, informações específicas por país e previsões para os próximos anos. Faça o download do material em https://goo.gl/WKxj2k

Fonte: CERNE Press

Energia eólica já pode abastecer 22 milhões de casas no Brasil

No país, a água é o principal recurso de geração de eletricidade, mas os ventos já têm capacidade de produção semelhante à usina de Itaipu

A energia gerada pelos ventos tem ganhado força no Brasil. Considerada complementar na matriz de produção elétrica nacional, que conta principalmente com a hidroeletricidade, a geração a partir da fonte eólica já é suficiente para abastecer cerca de 22 milhões de casas por mês no país.

O dado é da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), que também informou um fato inédito ocorrido em fevereiro deste ano: o segmento atingiu potência instalada (capacidade máxima de produção de uma fábrica) de 13 gigawatts (GW), volume quase igual ao produzido pela usina de Itaipu (14 GW), a maior hidrelétrica em território nacional.

No Brasil, a água é o principal recurso utilizado para produzir a eletricidade fornecida para residências, comércios e setor industrial. Toda essa energia gerada por recursos hídricos, assim como por outras fontes (eólica, solar, biomassa, gás natural etc.), é transmitida de norte a sul do país por meio do Sistema Interligado Nacional (SIN).

Segundo a ABEEólica, o crescimento da geração elétrica por meio dos ventos conseguiu abastecer 11% de todo o território nacional no mês de setembro de 2017. Esse resultado tem como base a força de trabalho desempenhada por 518 parques eólicos e mais de 6.600 aerogeradores em operação.

“Além disso, abastecemos mais de 60% do Nordeste em vários momentos, na época que chamamos de ‘safra dos ventos’, que vai mais ou menos de junho a novembro”, explicou, em nota, Elbia Gannoum, presidente executiva da Abeeólica.

De acordo com dados do PDE 2026, publicação do Ministério de Minas e Energia (MME), a potência instalada do segmento eólico no Brasil chegará a 25,8 gigawatts (GW) em 2026 e terá participação de 12,5% na matriz total. Atualmente, o percentual é de 7,6%. Considerado detentor das condições mais favoráveis para esse tipo de produção, o litoral da Região Nordeste deverá registrar 90% da capacidade eólica total, estima a pasta.

Na avaliação do professor aposentado do curso de agronomia da Universidade de Brasília (UnB) Juan Verdésio, especialista em energias renováveis, as fontes eólica e fotovoltaica podem proporcionar segurança energética de forma complementar ao país, principalmente ao Nordeste, que atualmente sofre com déficit na geração de energia hidrelétrica, pois depende dos recursos hídricos do Rio São Francisco.

“O Nordeste é deficitário. Só tem usina no Rio São Francisco e, daqui a algum tempo, não será possível extrair água de lá para gerar energia. Ocorre, atualmente, o encaminhamento da eletricidade da Amazônia e da Região Sul para o Nordeste. Então, a produção eólica ajuda nesse sentido de dar segurança energética”, explicou.

O especialista também disse que a superfície terrestre é mais utilizada para a implantação de sistemas eólicos, mas o mar apresenta potencial considerável. “Há mais investimentos no litoral, em terra. Poderíamos ter usinas no mar, a turbulência do vento nesse ambiente é maior e acontece de forma mais uniforme. No exterior, existem muitas infraestruturas do tipo, mas requerem mais aplicação de recursos”, concluiu Juan Verdésio.

Ranking eólico nacional
Os líderes na produção de energia gerada pelos ventos em território nacional são: Rio Grande do Norte, primeiro colocado, com potência instalada de 3,7 gigawatts (GW); Bahia, na segunda posição, com 2,5 GW; e Ceará, em terceiro, com 1,9 GW.

Segundo o ranking mundial, divulgado em 15 de fevereiro deste ano pelo Global World Energy Council (GWEC), o Brasil ocupa o oitavo lugar. Em 2012, o país estava na 15ª posição.

Fonte: Jornal Metrópoles | Ingred Suhet

Atlas Eólico da Paraíba está disponível para download

O Atlas Eólico da Paraíba, desenvolvido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Infraestrutura, Recursos Hídricos, Meio Ambiente e Ciência e Tecnologia (Seirhmact), apresenta detalhadamente os regimes de vento e os respectivos potenciais na geração de energia. Além disso, é um instrumento para a definição de políticas públicas e insere definitivamente a Paraíba na rota mundial de investimentos nacionais e internacionais em energia eólica, contribuindo para incentivar e alavancar o setor e a gerar mais empregos.

O Atlas foi desenvolvido por meio de convênio e de ações integradas entre o Ministério de Minas e Energia, a Eletrobrás, a Chesf, o Cepel, a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), a Associação Técnico-Científica Ernesto Luiz de Oliveira Júnior (Atecel) e o Governo do Estado da Paraíba. O Atlas está disponibilizado no portal do Governo do Estado, clique aqui para baixar o arquivo.

Fonte: Governo da Paraíba

Setor eólico da Bahia aprova manual para regularizar terrenos

Líder nacional no volume de projetos comercializados, a Bahia tem ventos constantes e unidirecionais, considerados os melhores para produção de energia eólica. Mas até que um parque eólico entre em funcionamento, o empreendedor precisa seguir uma série de etapas e uma delas é a regularização fundiária. Para orientar o segmento, que só cresce na Bahia, o governo baiano lançou um modelo de regularização fundiária para terras públicas, rurais e devolutas que integram os corredores de vento do estado.

Em evento para tratar da agenda positiva da economia do estado, o setor de energia teve a oportunidade de conhecer, discutir e apresentar contribuições para o manual, criado pela secretarias de Desenvolvimento Econômico (SDE) e Rural (SDR), através da Coordenação de Desenvolvimento Agrário (CDA), além da Procuradoria Geral do Estado (PGE).

Vanguarda

“Isso sem dúvida coloca a Bahia na vanguarda, na tentativa cada vez mais de acompanhar a velocidade do desenvolvimento dos empreendimentos eólicos que vem se desenvolvendo rapidamente. É uma iniciativa que nós apoiamos a discussão e desejamos que ela seja feita da melhor forma possível”,

Segundo o Superintendente da SDE, Paulo Guimarães, a Bahia tem um potencial eólico enorme, mas uma parte das áreas por onde passa esses corredores de vento não estão regularizadas no que se diz respeito a propriedade da terra.

“A CDA tem que analisar uma quantidade enorme de projetos para fazer processo de regularização fundiária. A ideia é o estado regularizar uma grande poligonal ou várias poligonais identificadas pelo próprio setor eólico como áreas de grande potencial. O trabalho é uma grande parceria entre governo e setor privado”, afirma Guimarães.

Investimentos

O empresário Gilberto Feldman, da PEC Energia, aprovou a ideia. “Essa iniciativa é importantíssima. Nós temos investimentos de milhões no estado justamente para implantar esses projetos que são importantíssimos para infraestrutura e vão gerar milhares de empregos. Sem a regularização fundiária, a gente não consegue avançar. Esse é um passo essencial para viabilização dos projetos. O empreendedor que investe sente-se amparado com medidas em prol do projeto do empreendedorismo e do desenvolvimento”, disse.

Fonte: A Tarde

Nordex Acciona começa a operar fábrica de torres eólicas de até R$30 mi no Piauí

A fornecedora de equipamentos de energia eólica Nordex Acciona iniciará em maio operações de uma nova fábrica de componentes no Brasil, uma unidade de produção de torres no Piauí com investimento entre 20 milhões e 30 milhões de reais, disse à Reuters um executivo da companhia nesta quinta-feira.

Com a nova fábrica, a empresa fruto de uma fusão entre a alemã Nordex e a espanhola Acciona prevê ganhos logísticos e de custos para suas operações no país, onde já possui 1 gigawatt em turbinas instaladas e mais quase 200 megawatts em contratos assinados para entrega futura.

Os negócios foram fechados a partir da chegada da empresa ao país, em 2012, junto a investidores que conquistaram contratos em leilões promovidos pelo governo para a construção de usinas de geração.

“Se você olhar o ‘market share’ dos últimos leilões, nos últimos dois ou três anos, a gente está mantendo de 15 a 20 por cento de participação, e nosso objetivo é manter essa fatia”, disse o diretor da empresa para o Brasil, Daniel Berridi.

Além da unidade no Piauí, que será inaugurada em cerimônia oficial na próxima sexta-feira e terá capacidade de suportar 250 megawatts em turbinas por ano, a empresa possui uma fábrica de montagem de nacelles na Bahia, com capacidade de 500 megawatts a 600 megawatts anuais.

Neste momento, a empresa negocia com investidores que participaram de leilões em dezembro passado para tentar fechar mais contratos.

 As tratativas acontecem em um momento de forte competição na indústria eólica do país, uma vez que houve dois anos sem licitações antes das realizadas em dezembro, que contrataram 1,45 gigawatt em novas usinas eólicas que precisarão entrar em operação entre 2021 e 2023.

“A competição aumentou muito. Todos os fornecedores estavam, com dois anos sem leilões, com fábricas com perspectiva de ficarem paradas… tem uma briga enorme para levar os contratos”, afirmou Berridi.

Ele disse, no entanto, que a Nordex Acciona tem certeza de que continuará sua aposta no Brasil e já está em contato também com investidores que disputarão um novo leilão de energia do governo, o chamado “A-4”, em 4 de abril, para usinas que precisarão ser concluídas em 2022.

“Estamos otimistas… as perspectivas das renováveis, e especificamente da eólica no Brasil são muito boas… achamos que o Brasil vai ter um crescimento muito interessante para a companhia e por isso estamos nos preparando para esse período”, afirmou.

Além da Nordex Acciona, possuem unidades no Brasil a dinamarquesa Vestas, a norte-americana GE, a Siemens-Gamesa, associação entre o conglomerado industrial alemão e uma fabricante espanhola, a alemã Enercon e a WEG, que é catarinense.

 Mais recentemente, a chinesa Goldwind também fechou o primeiro contrato no Brasil, mas para importação de seus equipamentos.

 

Fonte: Luciano Costa | Reuters

Revista Recharge: O nascimento do setor eólico offshore no Brasil

A próxima geração da indústria eólica vai “surpreender o mundo pelo custo” devido aos ventos fortes, águas rasas e 600 GW de potencial, escreve Alexandre Spatuzza em São Paulo.

Em meados de 2021, a estatal petrolífera brasileira Petrobras deverá instalar a primeira turbina eólica offshore – um modelo de 5MW – em algum lugar na costa nordeste do Brasil.

Mas o projeto ainda está tão envolto em sigilo que até o órgão de licenciamento ambiental federal do país – Ibama – que recebeu o esboço do projeto em 16 de fevereiro, sabe muito pouco sobre isto.

“Vamos ter uma primeira reunião sobre isso com a Petrobras nos próximos dez dias”, disse a Recharge o porta-voz do Ibama no início de março. O que se sabe é que, em 2016, a Petrobras apresentou uma proposta a Agência Nacional de Energia Elétrica, a Aneel, para construir um projeto de R$ 63 milhões (US $20 milhões), que incluía planos para ventos offshore e para estudar potenciais cadeias de suprimentos e infra-estrutura portuária.

Esse documento, posteriormente aprovado pela Aneel, veio no verso de um estudo inicial de cinco anos mapeando a velocidade do vento nos estados do Ceará e do Rio Grande do Norte – cujos resultados permaneceram secretos, mas que parecem ter incentivado os planos da Petrobras no setor eólico offshore.

Uma nova campanha de medição offshore ao longo da costa do Brasil, em especial o Nordeste e o Sudeste, agora está sendo conduzido graças a tecnologia Lidar e mastros meteorológicos com 93 metros de altura.

Oscar Chamberlain, Gerente Geral de P&D da Petrobras em Refino e Gás Natural, disse à Recharge que enquanto o Brasil já tem alguns dos ventos mais fortes e confiáveis ​​do mundo, particularmente nas regiões menos povoadas do interior do Nordeste, ele espera que os ventos em alto-mar sejam “mais fortes e tenham menos variabilidade do que em terra”.

O setor eólico offshore brasileiro também se beneficiaria da grande e rasa plataforma continental do país, que se estende até 40 km de distância ao longo dos 9.000 km de costa e que podem atingir profundidades de 8 a 12 metros.

E há também o fato de que 27% dos 210 milhões de brasileiros vivem em cidades litorâneas e costeiras “significa que poderíamos gerar energia perto de lugares onde há mais demanda”, diz Darlan Santos, Diretor de Energia Eólica do Cerne e pesquisador de energias renováveis ​​do RN.

Com os preços do vento offshore caindo rapidamente na Europa, discussões e estudos sobre o possibilidades do setor no Brasil estão ganhando força.

“Acho que o Brasil surpreenderá o mundo em termos de custos e preços no exterior em alguns anos”, disse à Recharge o Diretor-Presidente do CERNE, Jean-Paul Prates. “A energia eólica offshore no Brasil é inevitável e eventualmente a questão é se seremos pegos de surpresa ou se vamos nos preparar para isso.”

As primeiras estimativas do potencial eólico offshore do Brasil são de 600 GW, até uma profundidade de 100 metros, em comparação com 350GW onshore.

Mas ainda há dúvidas sobre se o Brasil precisa ou não de vento no mar. “Há ainda muita terra barata e boa, varrida pelo vento, disponível para o desenvolvimento onshore [eólico]”, disse Élbia Silva Gannoum, Presidente Executiva da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica).

O Presidente da Agência Nacional de Planejamento Energético (EPE), Luiz Barroso, disse recentemente que a atividade comercial eólica offshore ainda está a muitos anos de distância. Mas isso não significa que o governo brasileiro não esteja dando apoio ao setor.

Em 2015, o Ministério de Minas e Energia reuniu um grupo para discutir como o Brasil deveria desenvolver o setor eólico offshore. Nenhum resultado foi anunciado, mas em outubro do ano passado, foi realizada uma reunião de alto nível sobre a energia eólica no escritório de planejamento estratégico da presidência – com a presença da Petrobras e empresas como GE, Siemens, Gamesa além de grupos comerciais da indústria eólica.

Prates – em seu papel de auxiliar da Senadora Federal do RN, Fatima Bezerra – reuniu uma equipe de especialistas para escrever um Projeto de Lei para regular o desenvolvimento eólico offshore, que poderá ser aprovado pelo Congresso já em 2019. Ele está propondo um esquema semelhante ao que foi visto recentemente em estados dos EUA – o governo iria realizar licitações para concessões offshore em blocos, com os licitantes vencedores tendo então até cinco anos para desenvolver um projeto e preparar-se para uma segunda licitação para contratos de compra de energia.

“Seria o que o regulador nacional de petróleo e gás (ANP) do Brasil já faz para os blocos de exploração de petróleo: investir em estudos sísmicos básicos, licenciamento ambiental preliminar; o projeto dará à ANP outra responsabilidade para que também tenha que mapear ventos e transportar estudos básicos do fundo do oceano ”, diz ele à Recharge.

É altamente improvável que a Petrobras, sendo 54% detida (e controlada) pelo governo, estaria perseguindo sua estratégia de energia eólica offshore sem suporte de políticas de alto nível.

“A Petrobras tem como uma de suas estratégias, o objetivo de se preparar para um futuro baseado em uma economia de baixo carbono”, disse Chamberlain a Recharge. “Entre as iniciativas estão o desenvolvimento de alto valor agregado à empresas em energias renováveis ​​… a ideia de construir uma planta offshore piloto moverá esses objetivos estratégicos para frente, aproveitando o conhecimento da empresa para o desenvolvimento de projetos sobre transporte marítimo.”

A estatal é uma das maiores especialistas do mundo em petróleo e gás offshore – com cerca de 100 plataformas marítimas em operação no Brasil.

CTGAS-ER, um centro de pesquisa de gás e energias renováveis ​​situado no Rio Grande do Norte, mantido em conjunto pela Petrobras e pela organização de treinamento industrial Senai, desenvolverá uma campanha nacional de medição de vento; enquanto um estudo da cadeia logística já foi contratado pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

“A Petrobras tem um histórico e experiência de trabalho offshore, então acredito que, como vimos na indústria eólica onshore, vamos perceber que o Brasil tem o know-how técnico para offshore”, disse Mario González, professor da UFRN que está liderando a projeto.

“No final do estudo, teremos informações sobre sua viabilidade econômica”.

Fonte: Recharge Brazil | Alexandre Spatuzza

Aneel libera operação em teste de duas eólicas no Ceará

EOL Bons Ventos Cacimbas 2 e 7 tiveram dois aerogeradores de 2,1 MW liberados

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)  aprovou para operação em teste as unidades UG8 e UG 7, de 2.100 kW cada, as quais compõe as usinas de geração eólica denominadas EOL Bons Ventos Cacimbas 2 e 7, a partir de 20 de março, segundo publicação do Diário Oficial da União da mesma data da liberação. Os empreendimentos, de posse da Geradora Eólica Bons Ventos da Serra 2 S.A, estão localizados no município de Ubajara, no Ceará.

Fonte: Canal Energia