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Quem é a Enel, a gigante italiana que acaba de comprar a Eletropaulo

Empresa italiana vai dobrar receita com distribuição no país e ganhar 7 milhões de clientes; no mundo todo, atende cerca de 65 milhões de pessoas.

A italiana Enel comprou cerca de 73% das ações da Eletropaulo, num negócio de R$ 5,552 bilhões. O preço de R$ 45,22 por ação já havia sido definido no último dia 30, mas a transação só foi concluída nesta segunda-feira (4) em leilão na bolsa de valores (B3).

Com a aquisição, a empresa dá um salto no setor de distribuição no Brasil, mas ela atua também em geração e transmissão no país e está presente em 35 países.

Na área de distribuição, a Enel tem concessões em três estados: Goiás, Ceará e Rio de Janeiro.

Ao todo, leva energia a 486 cidades: 236 em Goiás, 66 no Rio e 184 no Ceará (todo o estado) por redes que somam 420 mil quilômetros.

Com a compra da Eletropaulo, a empresa soma à sua base de 10,1 mil clientes outros 7,1 mil e dobra sua receita de fornecimento de energia. Em 2017, a Enel faturou R$ 12,4 bilhões e a Eletropaulo, R$ 13 bilhões, segundo dados da Aneel.

A Eletropaulo distribuiu 42.982 GWh de energia no ano passado e a Enel, 31.799 GWh.

A Enel atua também em geração e transmissão de energia no Brasil. A empresa se apresenta como líder em geração de energia solar e eólica no país.

A empresa tem uma capacidade instalada de 2,9 GW de energia: 1,27 mil MW de fonte hidrelétrica, 842 MW eólica e 819 MW solar.

Tem ainda uma usina térmica no Ceará e uma rede de transmissão no Rio Grande do Sul que converte energia para interconexão entre Brasil e Argentina.

Atua também no mercado livre de energia (não regulado) com uma empresa de comercialização e soluções em energia.

Enel no mundo

A Enel é uma empresa com parte do controle estatal. Seu maior acionista é o Ministério de Economia e Finança da Itália. É a maior empresa da Europa em valor de mercado e está presente em 35 países.

Seu faturamento em todo o ano passado foi de € 74,6 bilhões.

Em todo o mundo, tem uma capacidade instalada de cerca de 88 GW e opera uma rede de distribuição de aproximadamente 2 milhões de quilômetros. Os clientes, comerciais e residenciais, somam 65 milhões.

Em energia renovável, a capacidade instalada é de 41 GW, em plantas de fontes eólica, solar, geotérmica, de biomassa e hidrelétrica.

Em 2017, a empresa gerou 249 TWh de energia, distribuiu 445 TWh e comercializou 284 TWh.

Enel investirá quase R$ 7 bilhões no Brasil entre 2018 e 2020

Empresa italiana já ocupa posição de destaque no país

A empresa italiana de energia Enel apresentou seu plano estratégico para o triênio 2018-2020, que prevê 1,8 bilhão de euros (R$ 6,85 bilhões, segundo a cotação atual) em investimentos no Brasil.

O grupo ocupa uma posição de destaque no mercado brasileiro, onde é líder no setor de energia eólica e possui diversas usinas solares, além de concessões de hidrelétricas. A última delas, a de Volta Grande (MG), foi conquistada no leilão promovido pelo governo de Michel Temer em setembro passado.

Apesar disso, a Enel deve reduzir seus investimentos na América do Sul em 26% entre 2018 e 2020. Segundo seu plano estratégico, 80% dos aportes da empresa no próximo triênio serão dedicados aos “mercados maduros”, contra 60% dos três anos precedentes, com uma “consequente redução do perfil de risco”.

Desse modo, a companhia aumentará seus investimentos na Itália em 23%, nas Américas do Norte e Central, em 40%, e na Península Ibérica, em 35%. Essa expansão será guiada pelo crescimento das fontes renováveis nessas regiões e pelas redes de energia.

Além disso, a Enel prevê vender 3,2 bilhões de euros em ativos entre 2018 e 2020, principalmente plantas termoelétricas – mais poluentes – e saindo de países “não-estratégicos”. Por outro lado, a empresa investirá 2,3 bilhões de euros na compra de participações minoritárias, com destaque para negócios na América do Sul.

O grupo italiano também enxerga “muitas oportunidades” no setor de fibra ótica no subcontinente.

Fonte: Época Negócios

Duas maiores usinas solares da América do Sul entram em operação na Bahia e Piauí

Empreendimentos da Enel terão capacidade de produzir ao todo mais de 1.150 GWh por ano quando estiverem operando plenamente

A Enel, por meio de sua subsidiária de energia renovável Enel Green Power Brasil Participações iniciou operação de 546 MW de projetos solares fotovoltaicos no Brasil, sendo 254 MW do parque solar Ituverava e 292 MW do parque solar Nova Olinda, que são os maiores parques solares da América do Sul atualmente em operação. Ituverava fica no município de Tabocas do Brejo Velho, Estado da Bahia, e Nova Olinda está localizada no município de Ribeira do Piauí, no Estado do Piauí.

“O início da operação de Nova Olinda e de Ituverava é um marco importante da nossa presença no Brasil, na medida em que confirma nossa liderança no mercado fotovoltaico do país, assim como nosso compromisso e habilidade de desenvolver de forma rápida e eficiente os projetos que ganhamos.”, afirma Antonio Cammisecra, Presidente da Enel Green Power. “Com nossos projetos e a nossa experiência, podemos estimular o desenvolvimento do setor fotovoltaico do Brasil, com o objetivo de fortalecer ainda mais o papel fundamental que a energia solar vem desempenhando na diversificação da matriz de geração de energia do país, atendendo a crescente demanda de energia.”

A Enel investiu aproximadamente US$ 300 milhões na construção de Nova Olinda, como parte dos investimentos previstos no plano estratégico da companhia, e que serão financiados por meio de recursos próprios do grupo, assim como por um empréstimo de longo prazo concedido pelo Banco do Nordeste (“BNB”). O parque solar de Nova Olinda (292 MW), que é composto por quase 930 mil painéis solares em uma área de 690 hectares na região do semiárido, será capaz de produzir mais de 600 GWh por ano quando estiver em plena operação, o suficiente para atender às necessidades de consumo de cerca de 300 mil lares brasileiros, evitando a emissão de aproximadamente 350 mil toneladas de CO2 na atmosfera.

A construção da planta solar de Ituverava exigiu investimentos de cerca de US$400 milhões, também parte dos investimentos previstos no plano estratégico do grupo. O parque Ituverava é financiado por recursos próprios do grupo, assim como por um financiamento de longo prazo fornecido pelo Banco da China e Santander, apoiado pelo China Export & Credit Insurance Corporation Sinosure e garantido pela Enel. A planta é composta de cerca de 850 mil painéis distribuídos em uma área de 579 hectares e, uma vez em plena operação, será capaz de produzir mais de 550 GWh, o suficiente para atender às necessidades de consumo de mais de 268 mil lares brasileiros, evitando a emissão de mais de 318 mil toneladas de CO2 na atmosfera.

Os dois parques solares são apoiados por um acordo de compra de energia (Power Purchase Agreement, – PPA sigla em inglês) de 20 anos com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE).

Fonte: CERNE Press com informações do Valor Econômico e Enel Green Power

 

Enel faz lance único pela Celg-D e leva distribuidora por R$ 2,187 bilhões

A empresa italiana Enel foi a única a apresentar proposta no leilão de privatização da distribuidora de eletricidade goiana Celg-D, da Eletrobras. A empresa ofereceu R$ 2,187 bilhões por 95% das ações da distribuidora goiana, um ágio de 28% – cerca de R$400 milhões. O leilão foi realizado nesta quarta-feira (30) na BM&FBovespa, em São Paulo.

Celg-D
Criada em 1956, a Celg-D atende atualmente 237 cidades goianas (98,7% do território do estado), num total de 2,6 milhões de unidades que consomem 2,4% da energia elétrica gerada no país. A companhia foi eleita pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) por 2 anos consecutivos, em 2014 e 2015, a pior distribuidora de energia do país.

A empresa, que era controlada pelo governo de Goiás, tem histórico de dificuldades financeiras. Por conta disso, em janeiro de 2015 ela foi federalizada e seu controle passou à Eletrobras.

A Eletrobras aprovou um plano de reestruturação que prevê a privatização de outros 6 distribuidoras de energia: Companhia Energética do Piauí (Cepisa), Companhia Energética de Alagoas (Ceal), Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre), Centrais Elétricas de Rondônia S.A (Ceron), Boa Vista Energia S.A. e Amazonas Distribuidora de Energia S.A.

Fonte: CERNE Press

 

Complexo eólico de 172MW tem obras iniciadas na Bahia

Teve início nesta terça-feira, 27, as obras de construção do complexo eólico Morro do Chapéu Sul, localizado nos municípios de Morro do Chapéu e Cafarnaum, no estado da Bahia, a 400 quilômetros de Salvador. O novo empreendimento terá capacidade instalada total de 172 MW e será composta por seis parques: Ventos de Santa Esperança (28 MW), Ventos de Santa Dulce (28 MW), Ventos de São Mário (30 MW), Ventos de São Paulo (28 MW), Ventos de São Abraão (28 MW) e Boa Vista (30 MW).

O complexo é de propriedade de quatro sociedades de propósito específico (SPEs) mantidas pela Enel S.p.A. (“Enel”), por meio da sua subsidiária de energia renovável Enel Green Power Brasil Participações Ltda. (“EGPB”), e é esperado que entre em operação no primeiro semestre de 2018.

Quando concluído, Morro do Chapéu Sul será capaz de gerar mais de 830 GWh por ano, o suficiente para atender à necessidade anual de consumo de energia de mais de 320.000 lares brasileiros, evitando a emissão de cerca de 225.000 toneladas de CO2 na atmosfera por ano.

Fonte: CERNE Press com informações da Agência Canal Energia e Valor Econômico