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Brasil deve reduzir em 10% emissões de carbono até o fim de 2028

O presidente Michel Temer anunciou uma nova meta para a reduzir a emissão de gás causador do efeito estufa. De acordo com Temer o Brasil vai reduzir em 10 % a emissão desses gases até o fim de 2028.

Esta é a terceira medida sobre o tema.

O Brasil se comprometeu no âmbito do Acordo de Paris, em 2015 a reduzir em 37% as emissões de gases de efeito estufa até 2025.  A meta firmada pelo governo brasileiro também estabelece que a redução deve chegar a 43% em 2030, sempre em relação às emissões de 2005.

O presidente disse ainda que a dependência externa de combustível deve cair dos atuais 11,5%  para 7 por cento.

Com essa medida, o governo espera que em 10 anos o Brasil esteja menos exposto à variação do preço do petróleo e de variações cambiais.

A variação do preço do petróleo Internacional reflete diretamente no preço do combustível no Brasil, de acordo com a política de preços adotada pela Petrobras.

Na avaliação do especialista do Greenpeace em Mobilidade Urbana, Davi Martins, as medidas do.governo ainda são tímidas. Ele lembra da aprovação da lei em São Paulo que determina ônibus limpos em até 20 anos.

A lei aprovada no inicio do ano estabelece metas claras para o fim das emissões dos ônibus e força a troca dos veículos do transporte público por modelos com tecnologias não poluentes e livres do óleo diesel.

No evento fechado à imprensa na última terça-feira(5) foi assinado o  despacho que aprovou metas para a Política Nacional dos Biocombustíveis, a RenovaBio, aprovada pelo Congresso e sancionada pelo presidente Temer no ano passado.

A política nacional  regulamenta e quer incentivar o uso de biocombustíveis pelo setor de energia para transporte e geração de eletricidade.

O biocombustível é aquele fabricado a  partir de produtos agrícolas como a cana-de-açúcar.

Também na terça-feira (5) o governo assinou dois decretos para proteção do meio ambiente.

O primeiro cria o refúgio da vida Silvestre e uma área ambiental para Ararinha Azul com quase 120 mil hectares de áreas protegidas na Bahia.

A Ararinha-Azul  é uma das espécies mais ameaçadas de extinção no mundo.

O outro cria a Reserva Extrativista Rio Branco-Jauaperi localizada na floresta Amazônica. Serão mais 581 mil hectares de áreas preservadas.

Fonte: EBC | Kariane Costa

Painéis solares substituem diesel e levam eletricidade a indígenas

Posto de saúde, escolas e casas agora têm energia 24 horas por dia

Os indígenas da comunidade Darora já não dependem mais do óleo diesel para ter garantido o seu suprimento de energia elétrica.

Localizada a cerca de 80 km ao norte do centro de Boa Vista, na porção sul da reserva indígena São Marcos, a comunidade foi escolhida para ser o projeto-piloto de um programa que vai levar energia limpa e sustentável a várias áreas remotas da região.

Os quatro enormes painéis foram instalados em meados do ano passado e começaram a funcionar parcialmente em setembro. Em março deste ano, já operando com força total, foram inaugurados oficialmente.

Com eles, o posto de saúde, as duas escolas (uma estadual e uma municipal) e várias casas têm energia 24 horas por dia. Antes, a eletricidade vinha de um gerador, que funcionava apenas algumas horas por dia e consumia 1.500 litros de diesel por mês.

AUMENTO DA DEMANDA
O projeto-piloto foi tão bem-sucedido que precisará ser ampliado em breve para responder ao aumento da demanda. Com a garantia de energia constante, os indígenas passaram a utilizar mais eletrodomésticos.

“O dimensionamento das placas solares foi feito para atender à demanda de energia que havia àquela época na comunidade. Mas, com o sucesso do projeto, a demanda energética foi crescendo, porque a comunidade viu que estava funcionando. Agora precisaremos instalar mais painéis para aumentar a oferta de energia”, explica Marlon Buss, secretário de Agricultura e Assuntos Indígenas de Boa Vista.

A primeira tuxaua (líder local) de Darora, Beni, se mostra entusiasmada com o projeto implantado pela Prefeitura de Boa Vista em sua comunidade.

“Está dando muito certo. Agora temos energia a qualquer hora. Os alunos podem, por exemplo, usar os computadores das escolas o dia todo”, afirma.

Nas duas escolas da reserva indígena, além das aulas tradicionais, as crianças também aprendem o macuxi, língua falada por seus ancestrais.

Em Darora, nome de uma árvore da região, vivem 276 pessoas, divididas em 47 famílias.

Fonte: Folha de São Paulo