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Chesf anuncia investimento de R$ 2 bilhões

Empresa energética pretende usar a verba em 30 novos empreendimentos de geração que foram obtidos em leilões

A Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) comemora, esta quinta-feira (15), seus 70 anos de atividades com boas notícias. Apesar de atravessar dificuldades econômicas, a companhia anunciou um investimento de R$ 2 bilhões para este ano, com projeção de concluir 30 novos empreendimentos arrematados em leilões de geração dos quais a estatal participou. Maior investimento dos últimos anos – em 2017 foi investido R$ 1,6 bilhão -, será destinado para o setor de linhas de transmissão, transformadores e subestações da empresa.

Após equação financeira, a Chesf conseguiu receita para realizar o investimento. “Obtivemos receita adicional para conseguir concluir os projetos, já que a companhia está com dificuldades financeiras. Então, vendemos participações em sociedades da Chesf e utilizamos o valor da indenização paga pelo Governo Federal”, explicou o presidente da Chesf, Sinval Gama. Depois da edição da Medida Provisória (MP) 579 em 2012, o governo antecipou os contratos de concessão e informou que indenizaria ativos não amortizados. “Esse valor que o governo ainda devia só começou a ser pago em julho do ano passado em parcelas mensais”, disse Gama.

A empresa deve concluir todos os empreendimentos até o primeiro trimestre de 2019. Alguns dos projetos programados são: a Plataforma Solar Petrolina, a Plataforma Solar Fotovoltaica Flutuante no Lago do Sobradinho e UFV Bom Nome e UFV Lapa Solar I. “Com a recuperação financeira da companhia, enxergamos uma vocação futura para geração da fonte solar. A Chesf é uma empresa que pode acelerar este setor se tiver receita justa”, contou Gama, ao acrescentar que a estatal estuda inaugurar neste emestre um centro de referência de negócios em energia solar.

Para o futuro, a expectativa é de resolver o problema financeiro para manter investimentos. “Hoje, a Chesf não tem competência financeira para participar de leilões. Precisamos retomar as receitas para dar continuidade em pesquisas e avanço da  tecnologia nos projetos”, disse Gama, informando que o processo de privatização que o Sistema Eletrobras atravessa, com a Chesf sendo uma das subsidiárias, não interfere no andamento dos projetos, que vão continuar em operação.

Sinval Gama fala dos desafios da empresa (Jornal do Commercio)

Ele começou a trabalhar como estagiário da Chesf, em 1976. Depois disso, passou por várias empresas, chegando à presidência da estatal em janeiro de 2017. Nessa entrevista ao Jornal do Commercio, Sinval Gama fala sobre os principais desafios da Chesf, considerando que o principal é aumentar a receita da estatal.

JORNAL DO COMMERCIO – Dá pra gente ter uma ideia do quanto esse sistema de cotas traz de prejuízo a Chesf por ano?

SINVAL GAMA – Hoje recebemos R$ 450 milhões por ano para fazer a gestão dos ativos da geração da energia que vendemos em cotas, o que corresponde a 87% de toda a energia que produzimos. Na média, essa energia é vendida por R$ 9, o megawatt-hora (MWh). É um número tão imoral. O preço da energia varia dependendo do dia, se tem menos água etc. No entanto, a preços de hoje, a Chesf poderia estar recebendo R$ 3 bilhões por ano com a venda dessa energia. Desses R$ 3 bilhões, poderíamos investir mais de R$ 2 bilhões por ano em empreendimentos de geração eólica, solar e em linhas de transmissão.

]JC – E por que a Chesf não participa mais de leilões para implantar futuros empreendimentos na área de geração de energia?

SINVAL – Não temos receitas para fazer investimentos, comprar equipamentos. Quando se trabalha com empresa, é preciso ter dinheiro para alavancar recursos. Ninguém empresta a quem não pode pagar. Atualmente, estamos fazendo empreendimentos do porte com a capacidade instalada para gerar 500 megawatts (MW) a 1 mil MW. Não é do tamanho que a Chesf quer e nem do tamanho que precisa ter uma expansão da geração no Nordeste. Uma coisa é a Chesf fazer uma expansão, outra é uma empresa italiana, chinesa, francesa. São todos bem-vindos, mas essas empresas não têm a identidade que a Chesf tem com o Nordeste.

São Francisco

JC – Nos últimos cinco anos, houve uma redução de 71% da produção de energia por causa da pouca quantidade de água no São Francisco. Como o Sr. vê isso ?

SINVAL – Estamos passando uma das maiores crises de energia. Tenho a visão que cada vez mais a água do São Francisco terá outras prioridades, como o abastecimento humano, o saneamento e a irrigação. Hoje, estamos recebendo mais água do que liberando (o reservatório de Sobradinho está com a menor vazão da sua história, de 550 metros cúbicos por segundo). A prioridade hoje é restabelecer o armazenamento de água. Quem define o regime da água não é a Chesf. Isso é feito em conjunto por várias entidades e coordenado pela Agência Nacional de Águas (ANA). <EM>

JC – E com essa crise hídrica como ficará a geração de energia na região no futuro?

SINVAL – O Nordeste é uma região privilegiada por Deus. Temos condições de gerar, em diversos pontos do Nordeste, grandes volumes de energia com geração eólica e solar. A Chesf está se desenvolvendo para se especializar em energia solar. Estamos fazendo um projeto piloto no reservatório de Sobradinho com as placas (de geração solar) dentro do lago e implantando um Centro de Referência em Energia Solar (em Petrolina) que está prestes a ser inaugurado e estudará as diversas formas de geração de energia solar.

JC – E mesmo com o problema de queda da receita, a Chesf está planejando investir R$ 2 bilhões. Como?

SINVAL – Vamos vender as participações da Chesf em Sociedade de Propósito Específicas (SPEs). Quando cheguei à presidência da Chesf, encontramos 100 obras em atraso. Fizemos um plano para terminar todas as obras em atraso até o primeiro trimestre de 2019. No ano passado, concluímos 25 obras. Este ano, estamos trabalhando com 69, das quais 35 serão finalizadas este ano e 24 a serem finalizadas no primeiro trimestre de 2019.

Fonte:

Folha de Pernambuco | Eduarda Barbosa

Jornal do Commercio | Angela Fernanda Belfort

Chesf analisa resultados do ano passado e estabelece metas para 2018

Empresa concluiu 24 obras em 2017, negocia a devolução de outras cinco e fala em entregar outras 37 neste ano

Aos poucos a Chesf vai conseguindo concluir um conjunto de obras atrasadas, mas que continuam importantes para a melhoria do sistema elétrico brasileiro. Em 2017, a estatal colocou em operação o maior número de empreendimentos entre as empresas do grupo Eletrobras, estabelecendo um novo recorde de entregas em um único ano.

Ao todo, foram 24 empreendimentos no Nordeste, um total de 433 km de linhas de transmissão, dois parques eólicos, cinco novas subestações, adicionando 61,1MW e 3.420 MVA ao Sistema Interligado Nacional (SIN). O investimento de R$ 860,7 milhões vai garantir à empresa uma receita anual de R$ 77,8 milhões ao longo do período de vigência dos contratos de concessão.

O presidente da Chesf, Sinval Zaidan Gama, explicou em entrevista à Agência Canal Energia, que o desempenho alcançado é fruto do planejamento feito no início do ano. “Mostramos quais eram os desafios que tínhamos, as receitas que teríamos, e qual era a solução econômica”, afirmou.

A transferência de um conjunto de Sociedades de Propósito Específico (SPEs) para a holding Eletrobras deu um novo folego financeiro para a Chesf. “Os recursos que entraram foram para construir as obras. Colocamos como meta concluir 24 obras”, detalhou Gama. “Hoje foi um dia muito significativo porque o balanço mostra que atingimos 100% das metas propostas”, comemorou.

Para este ano de 2018, a Chesf pretende entregar mais 37 obras e iniciar outras para que até o final do primeiro semestre de 2019 a empresa elimine todas as pendências e volte a ficar em dia com o setor elétrico.

Caducidade

A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) pediu a caducidade de cinco empreendimentos de transmissão outorgados em favor da Chesf, localizados no Nordeste, conforme publicamos em reportagem na semana passada. Algumas deveriam estar em operação desde 2008.

O presidente da Chesf explicou que esses projetos são “impossíveis” de serem concluídos, e que foi a própria empresa que procurou à Aneel para devolver as obras. “Nós tínhamos mais de 100 empreendimentos atrasados e fizemos uma estratégia para concluir todos. Contudo, nos deparamos com cinco projetos que não temos possibilidade de concluí-los, ou porque a licença ambiental é impossível, ou por questões fundiárias insolúveis.”

De acordo com Gama, como o compromisso assumido pela sua administração é de não deixar nenhuma obra atrasada, a solução foi tentar devolver as obras, para que a Aneel pudesse redefinir esses projetos. Porém, a Aneel não aceitou a devolução e instaurou um processo de caducidade. “Como esse é um processo legal, regulamentar, nós temos que tomar providências para que tanto o sistema, como agência, quanto a Chesf não tenham prejuízos com esse desdobramento.”

Capacidade ampliada

Com essas entregas, a Chesf conectou parques eólicos ao SIN, garantiu maior capacidade de transformação e com melhorou a qualidade do fornecimento de energia para consumidores residenciais, comerciais e industriais no Nordeste. Entre os destaques estão o reforço no atendimento às regiões metropolitanas de Fortaleza, Teresina, Aracaju e Salvador, além da melhoria na confiabilidade de todo o sistema da Região.

“Estamos cumprindo nosso objetivo de garantir a conclusão das obras, gerar receita e, dessa forma, nosso planejamento é entregar todos os empreendimentos da nossa carteira de investimentos até 2019. A Chesf está empenhada nas realizações que garantam energia para o desenvolvimento do Nordeste e de todo o país”, afirmou Gama.

Entre os estados com maior número de obras, estão Bahia, Rio Grande do Norte, Sergipe e Ceará. Na Bahia, estão localizados os parques eólicos de Casa Nova II e III, além das subestações de Igaporã III, Casa Nova II e linhas de transmissão respectivas.

No Rio Grande do Norte, entraram em operação a subestação de Touros e as linhas Touros/Ceará-mirim II e Mossoró IV / Mossoró II. As subestações de Jardim, na região metropolinada de Aracaju, e Itabaianinha são de grande relevância para o estado de Sergipe.

As obras realizadas nas Subestações de Fortaleza II e Pici II, no Ceará, foram fundamentais para reforçar a disponibilidade de energia na região metropolitana da capital cearense. Em Salvador, foi concluída a Subestação Cotegipe. Já na região metropolitana de Teresina, houve a entrega da nova subestação Teresina III.

Parques eólicos

Foram concluídos os parques eólicos Casa Nova II e III, localizados no município de Casa Nova, na Bahia. Com investimentos de R$ 275 milhões, os empreendimentos têm capacidade instalada total de 61,1 MW, com potencial para fornecer energia para cerca de 57 mil residências. Os últimos projetos de geração concluídos pela Chesf foram há 20 anos.

Na última sexta-feira, 29 de dezembro, foi realizada solenidade, na Sede da Chesf, no Recife, para marcar a conclusão desses empreendimentos. O evento contou com a presença do diretor de Geração da Eletrobras, Antônio Varejão (ex-diretor de Engenharia da Chesf), e do presidente da Wobben, Fernando Real, empresa responsável pelo fornecimento dos aerogeradores, e de parte da equipe que viabilizou a obra.

A finalização dessas obras faz parte da agenda de entregas da diretoria de Engenharia e Construção da Chesf, que intensificou, nos últimos dois anos, o ritmo na implantação dos empreendimentos de transmissão e geração.

O diretor de engenharia, Roberto Pordeus, reforçou a importância da companhia voltar a inaugurar empreendimentos próprios de geração. “Os parques Casa Nova II e III fazem parte do quadro de grandes realizações da empresa”, disse.

Varejão destacou a união e integração entre as várias áreas da Chesf, a dedicação, competência e sinergia no trabalho das equipes das áreas de engenharia, operação, jurídica e outras. “Esse trabalho conjunto fez a diferença no sucesso do empreendimento, pois buscaram a conclusão, com muito foco e objetivos comuns”.

Modernização

O ano de 2017 também marcou o retorno de grandes investimentos em modernização dos sistemas em operação. A Chesf investiu R$ 95,5 milhões em obras de melhoria do seu sistema de geração e transmissão de energia. Foram 62 intervenções, sendo 25 delas na área de Proteção e Automação. Esses investimentos representam mais confiabilidade no sistema Chesf, modernização de equipamentos e segurança.

O diretor de Operação João Henrique Franklin afirmou que os índices operacionais foram os melhores dos últimos anos, superando as metas estabelecidas no Contrato de Metas e Desempenho das Empresas Eletrobras.

Fonte: WAGNER FREIRE, DA AGÊNCIA CANALENERGIA, DE SÃO PAULO (SP)

Chesf lança uma usina experimental de geração solar em Pernambuco

Até o fim do ano, Petrolina ganhará um centro de pesquisas na área de energia solar e uma usina fotovoltaica com capacidade de gerar 3 mil megawatts (MW). Com um custo total de R$ 150 milhões, a primeira etapa do projeto – orçada em R$ 54,3 milhões – será lançada hoje pela Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf).  A iniciativa tem como objetivo aprofundar os estudos sobre o funcionamento desses tipos de usinas, que são comuns no Nordeste.

“Estamos colocando em prática um projeto que já tinha sido pensado há quatro anos. Nós já tínhamos apresentado à Aneel um projeto de pesquisa para implantar essa usina, mas em função de dificuldades no caixa não foi possível”, explicou Sinval Gama, presidente da Chesf. Devido ao desenvolvimento de novas tecnologias ao longo dos últimos anos, a usina será dividida em dois módulos: um com capacidade de 2,5 MW, que funcionará por meio de sistemas tradicionais  e deve ser inaugurado ainda no segundo semestre; e outro que deve gerar 0,5 MW, com uso de tecnologias mais recentes, com previsão de inauguração para o primeiro semestre de 2017.

Conforme salientou Sinval, a geração de energia não tem como objetivo a distribuição e venda para o mercado. “Queremos estudar o desempenho dessas usinas. Esperamos que seja um local onde possamos ter acompanhamento dessa tecnologia. Teremos laboratórios onde haverá os dados, as pesquisas, o desempenho e a avaliação bem detalhadas (do funcionamento da usina)”.

A análise será possível graças ao Centro de Referência em Energia Solar, que funcionará  ao lado da usina, por meio de três estruturas de pesquisa: a primeira, cuja ordem de serviço será assinada hoje, deve entrar em operação até o fim do ano. Tanto o centro quanto a usina estão orçados em R$ 54,3 milhões, recursos federais obtidos por meio do projeto da Chesf junto à Aneel. A segunda estrutura será dotada de tecnologia heliotérmica (que armazena a energia elétrica em forma de calor) de calha parabólica; já a terceira terá, além da tecnologia heliotérmica, uma torre central. Elas devem ser inauguradas nos próximos anos.

A Chesf vai chamar as universidades interessadas em formar o corpo técnico responsável pelas pesquisas, a exemplo da Universidade Federal de Pernambuco e da Vale do São Francisco. Os recursos para a conclusão do projeto, segundo Sinval, estão garantidos. Dos cerca de R$ 100 milhões, metade também será liberada por meio do convênio da Chesf com a Aneel, enquanto a outra metade está garantida em uma parceria do governo de Pernambuco e com o Centro de Pesquisa da Eletrobras.

 

Fonte: Diário de Pernambuco

 

 

Sinval Gama, da Chesf: “após 2019 vamos navegar em mares mais serenos”

Com menos de uma semana no cargo, o novo presidente da Chesf se mostra consciente das tempestades que precisará superar nos próximos dois anos para restaurar a navegabilidade da principal empresa de energia elétrica do Nordeste. Apesar do grande desafio, Sinval Gama demonstrou confiança no sucesso do plano de reestruturação definido pela Eletrobras, que inclui corte de custos, diminuição de investimentos e venda de ativos que podem chegar a R$ 3,7 bilhões. Segundo o executivo, a expectativa é que a partir do ano de 2019 a Chesf possa “navegar em mares mais serenos”.
“A grande missão que eu recebi foi implementar o plano que a casa já tinha pensado”, disse Gama, “tenho despesas operacionais superiores as receitas, tenho um volume muito grande de investimentos que necessitam de aporte de recursos para a sua viabilização e não tenho fluxo de caixa para isso.”
De acordo com o executivo, a primeira ação será cortar despesas. “Vamos diminuir funções comissionadas, vamos diminuir níveis hierárquicos, vamos otimizar alguns processos de compras.” Ele contou que a empresa está finalizando o plano de incentivo para que profissionais deixem a Chesf. “Está no nosso radar também diminuir despesas com pessoal.”
“A segunda vertente é retirar a pressão dessa necessidade enorme de investimento. Fizemos um plano que reúne um conjunto de ativos que, embora sejam operacionais e tenham receitas, podem ser desmobilizados. Vamos ao mercado para vender esses ativos.”
A terceira ação será vender projetos que ainda não foram iniciados, diminuindo assim a necessidade de investimentos da companhia. “Um terceiro passo vai ser para empreendimentos que eu ainda nem comecei, mas que vou ter pressão de recursos para construir. Vamos vender esses projetos.”
Gama evitou dar muitos detalhes sobre quais projetos serão vendidos, porém ele garantiu que o plano pode resultar em uma captação que pode variar entre R$ 1,5 bilhão a R$ 3,7 bilhões. “Esse é um conjunto de empreendimentos que vimos que seriam atrativos para o mercado, não significa que vamos vender.”
Obras – Em 2016, ainda sob a gestão de José Carlos de Miranda, a Chesf conseguiu energizar 22 empreendimentos de transmissão, sendo três novas subestações de grande porte, com 600 MVA de potência instalada, quinze subestações reforçadas, 253 quilômetros de linhas, além da recapacitação de 56 km de sistemas. Entretanto, a empresa tem mais de 30 obras que estão paralisadas por falta de recurso financeiro.
Até que a venda de ativos aconteça, Gama pretende bater na porta dos bancos para conseguir crédito e tocar os projetos. Está nos planos a emissão de debêntures e um eventual aporte da Eletrobras. “Na próxima semana já tenho essa primeira arquitetura de quando entrará o primeiro empréstimo. Todos eles estão negociados e feitos”, garantiu o executivo em entrevista à Agência CanalEnergia.
Paralelamente, a empresa procura respaldo legal para desbloquear R$ 500 milhões que estão bloqueados por conta de uma disputa judicial com construtoras envolvendo o contrato de construção da usina de Xingo. “Esse é um dos grandes torniquetes que a Chesf teve ao longo desse tempo. Temos bloqueados R$ 500 milhões. Com esse dinheiro já poderia ter feito 40% das minhas obras, mas foi bloqueado por decisão judicial.”
“Num primeiro momento seria até R$ 2 bilhões, mas conseguimos decisões para parar nesses R$ 500 milhões. Agora estamos procurando ações jurídicas para ver se retorno para o meu caixa esses R$ 500 milhões.”
O engenheiro Sinval Zidan Gama assumiu a presidência da Chesf na última sexta-feira, 13 de janeiro, em substituição a José Carlos de Miranda. O engenheiro elétrico foi presidente da Celg-D, indicado pela Eletrobras, antes da privatização, entre 2015 e 2016 e interventor nomeado pela Aneel para as distribuidoras paulistas e paranaense do antigo Grupo Rede Energia de 2012 a 2014. Entre 1976 e 2013 ocupou diversos cargos na Chesf e na Eletrobras.
O executivo é formado em Engenharia Elétrica e Administração de Empresas pela Universidade Federal de Pernambuco, com especialização em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Minas Gerais; possui especialização em Gestão de Qualidade pela George Washington University; MBA em Mercado Financeiro e de Capitais, pelo IMBEC-RJ; e é doutor em Engenharia Elétrica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.
Fonte: Wagner Freire, da Agência CanalEnergia, de São Paulo, Negócios e Empresas

Sinval Gama é o novo presidente da Chesf

O engenheiro Sinval Zidan Gama é o novo presidente da Chesf, empresa subsidiária da elétrica estatal Eletrobras com atuação focada no Nordeste do Brasil. A cerimônia de transmissão do cargo aconteceu na última sexta-feira, 13 de janeiro, na sede da companhia, em Recife.

Gama, que já havia sido indicado no final de dezembro para uma vaga no Conselho de Administração da Chesf, atuou nos últimos dois anos como diretor da distribuidora de energia goiana Celg-D, controlada pela Eletrobras. Ele substitui no cargo o engenheiro José Carlos de Miranda, que ocupava a presidência desde junho de 2015.

O executivo é formado em Engenharia Elétrica e Administração de Empresas pela Universidade Federal de Pernambuco, com especialização em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal de Minas Gerais; possui especialização em Gestão de Qualidade pela George Washington University; MBA em Mercado Financeiro e de Capitais, pelo IMBEC-RJ; e é doutor em Engenharia Elétrica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro.

Fonte: CERNE Press

 

 

Chesf vai investir em energia eólica no PI para recuperar nível de barragem

Após a barragem de Boa Esperança atingir nível mais baixo da história no ano passado (5,8%), a Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf) prevê para 2017 um investimento ainda maior nas fontes alternativas para recuperar os níveis dos reservatórios. No Piauí, a expectativa é que 50% da produção no estado venha da energia eólica.

“Este ano estamos com nível de 24% em janeiro, o que mostra 2017 mais favorável  na barragem de Boa Esperança. Apesar disso, vamos manter somente a geração de energia de 90 megawalts, 140 a menos da capacidade total. A intenção é apostar na geração eólica e térmica durante o ano para recuperar os níveis dos reservatórios do Nordeste. É uma tendência depender menos da hidroelétrica para superar estes momentos de crise”, declarou o diretor de operação da Chesf, João Henrique Franklin,.

De acordo com o diretor, o Nordeste vive um período adverso em termo de bacia hidrográfica. A situação mais crítica é na bacia do Rio São Francisco, considerada a maior da região, que desde 2013 vem registrado queda no nível de capacidade e por consequência na geração de energia. A bacia do Parnaíba também segue em baixa.

“A falta de chuvas tem feito com que o Nordeste tenha essa dependência energética de hidroelétrica, que sempre foi muito forte no país. Ano passado tívemos uma situação crítica, o nível do reservatório do Piauí atingiu 5.8% no início de 2016. Por conta disso, nós temos procurado utilizar menos energia hidrelétrica e mais de outras fontes, a exemplo da eólica”, explicou o diretor.

O Piauí iniciou o ano com 130 cidades piauienses em situação de emergência por causa da seca. O último município a ser reconhecida pelo Ministério da Integração foi Coivaras, localizada ao Norte do estado, onde as chuvas irregulares prejudicou a produção agrícola e falta água para os animais.

Para João Henrique Franklin, apesar da previsão de poucas chuvas, a estimativa do nível da barragem de Boa Esperança deve ser melhor do que 2016, quando o reservatório fechou o ano com 30% da capacidade. Segundo ele, os meses de março e abril devem recuperar o nível da barragem e o mínimo previsto é de 15%.

Produção no Litoral
Ainda tímida, a produção de energia eólica é responsável por apenas 7% da matriz elétrica no Brasil, segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica. O Piauí tem ampliado a sua participação nas energias renováveis. Um exemplo disso é a cidade de Parnaíba, cuja capacidade instalada atualmente atenderia seus mais de 140 mil habitantes, a tornando autossuficiente, caso funcionasse apenas como uma rede local. A produção dos dois parques instalados no município é de 88 megawaltts.

O Parque Eólico Complexo Delta da Ômega Energia, localizado no litoral do estado, está em processo de ampliação. Com o aumento do Delta 1 e Delta 2, os parques, que hoje têm uma capacidade instalada de 70 MW, passam a produzir mais 40 MW.

Atualmente, o complexo possui 36 turbinas eólicas, sendo que cada uma possui 90 metros de altura e gera 2 MW de energia. Para a circulação dos 110 MW, serão implantados de 20 a 25 geradores, que devem entrar em operação até o segundo semestre deste ano.

Fonte: Catarina Costa | G1 Piauí

Chesf entrega antecipadamente obra de ICG no Rio Grande do Norte

A Chesf concluiu e energizou a ampliação da ICG Lagoa Nova, no Rio Grande do Norte, com a implantação do 3º transformador de 150 MVA. A obra que foi concluída no dia 27 de novembro, tinha data autorizada, por resolução da Aneel, para conclusão em 31 de janeiro de 2017, sendo energizada com 64 dias de antecedência.

O empreendimento considerado pelo Setor Elétrico como prioritário, disponibiliza a energia dos novos parques da Força Eólica Brasil, correspondendo a um montante de geração próximo da capacidade da ampliação. O investimento aplicado foi de aproximadamente R$ 10.909.194,51, recursos frutos de financiamento obtido junto à Eletrobras, com uma receita anual permitida de R$ 1.565.228,72.

A energização antecipada ocorreu devido ao início da implantação, pela Chesf, de um novo modelo de gerenciamento de projetos, que entre outras ações, criou o gestor de empreendimento exclusivo, e ao comprometimento de todos os setores da companhia.

Fonte: Agência CanalEnergia , Operação e Manutenção

Potência eólica instalada aumenta 24MW no RN

Fonte: CERNE Press com informações do Canal Energia
A Voltalia, em parceria com a Chesf e o grupo Encalso, colocou em funcionamento os primeiros aerogeradores no Complexo Eólico Vamcruz, no município de Serra do Mel (RN). Eles estão ligados ao sistema interligado nacional por meio de uma linha de transmissão de 62 km que se conecta na Subestação de Mossoró II. A entrada em operação comercial se deu na  sexta feira (05/12). Ao todo,  24 MW de potência eólica foram instalados.
Confira a configuração dessa nova entrada em operação:
  • Parque Eólico Caiçara I :  4 aerogeradores, somando  12 MW
  • Parque Eólico Junco I: 2 aerogeradores, somando 6 MW
  • Parque Eólico Junco II: 2 aerogeradores, somando 6 MW
A Voltalia já possui um complexo em Areia Branca (RN), com 90 MW de capacidade instalada, em operação comercial desde novembro de 2014; e outro complexo em São Miguel do Gostoso (RN), em parceria com a Copel, com capacidade instalada de 108 MW.