Posts

Especialistas e gestores debatem crise hídrica no RN

As condições dos níveis de reservatórios e a atual situação das bacias hídricas e açudes do Rio Grande do Norte foi o tema da primeira edição do Ciclo de Debates do Conselho Técnico-Científico do CERNE de 2018. O auditório da Escola de Ciência e Tecnologia da UFRN ficou lotado de especialistas, pesquisadores, gestores e estudantes que debateram a crise hídrica no estado.

O Diretor do Instituto de Gestão de Águas do RN, Josivan Cardoso, apresentou números sobre a capacidade dos reservatórios hídricos monitorados pelo Governo do Estado. “A barragem Armando Ribeiro Gonçalves, maior reservatório do estado, nunca esteve com volume hídrico tão baixo em toda a história”, afirmou o diretor.

Atualmente, a barragem comporta cerca de 287 milhões de metros cúbicos de água. Em 2017 esse número chegou a 343 milhões de metros cúbicos. “Nessas condições, precisamos garantir a segurança hídrica para abastecimento das cidades. O cuidado deve ser redobrado”, disse.

Cardoso também enfatizou a importância da consciência quanto ao consumo sustentável da água diante da atual situação crítica dos níveis dos reservatórios. Dos 47 reservatórios com capacidade superior a cinco milhões de metros cúbicos no Estado, 19 continuam em volume morto e 11 estão secos.

A situação das reservas hídricas subterrâneas foi o tema apresentado pelo Técnico da SEMARH e ex-diretor da Agência Nacional de Águas, Paulo Varela. “Estudar as águas superficiais, seu potencial e fluxo é fazer gestão. As águas subterrâneas afetam diretamente a qualidade dos rios”, pontuou.

A Diretora de Empreendimentos da Companhia de Águas e Esgotos do RN (CAERN), Geny Formiga, apresentou um panorama sobre o abastecimento urbano e rural no estado e a perspectiva da CAERN para os próximos anos. “Estamos passando por uma crise hídrica que afeta grande parte do estado. São 15 municípios em colapso de abastecimento e outros 84 com o sistema de rodízio”, afirmou. Neste contexto a região oeste é a mais atingida.

O Rio Grande do Norte tem como fazer um planejamento para garantir segurança hídrica para a região do Seridó até 2070. O estudo sobre o balanço hídrico da região foi apresentado pelo Consultor e ex-Secretário da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (SEMARH), Rômulo Macedo. “Os reservatórios do Seridó, segundo a nossa pesquisa, têm capacidade de ofertar água para o consumo humano até 2070. Em breve vamos apresentar um estudo de alternativas de engenharia hídrica para resolver o problema hídrico da região, em seguida, vamos escolher as melhores e definir as questões de viabilidade econômica. Depois desses procedimentos, o estudo será entregue para a SEMARH, que vai em buscar de recursos para viabilizar os recursos para a construção das adutoras”, explicou.

Para o Gerente Regional do SEBRAE- Assu e integrante do Comitê de Águas do Centro SEBRAE de Sustentabilidade Regional, Fernando Leitão, é necessário que a sociedade possa ter maior acesso as leis que regulam o uso da água. Ele também ressaltou que esse recurso natural é insumo para empresas de todos os portes, setores e segmentos. Em alguns casos, é a própria matéria-prima. “As empresas precisam se adequar rapidamente as novas exigências para o consumo sustentável e racional da água”, afirmou.

O Ciclo de Debates terá outras edições ao longo do ano abordando temas relativos a recursos naturais e energia. Mais informações no site do CERNE em www.cerne.org.br.

Fonte: CERNE Press

Condições de abastecimento dos reservatórios no RN é tema de debate pelo CERNE

Cerca de 40% dos reservatórios do Rio Grande do Norte estão em volume morto. Assunto será discutido entre especialistas e gestores no dia 05 de abril.

Dos 47 reservatórios com capacidade superior a cinco milhões de metros cúbicos, monitorados pelo Governo do Estado do Rio Grande do Norte, 19 continuam em volume morto e 11 estão secos. Em termos percentuais, 40,42% dos mananciais potiguares estão em volume morto e 23% secos. Os dados são do Relatório da Situação Volumétrica divulgado pelo Instituto de Gestão das Águas do RN (IGARN) em 02 de abril.

Mas a atual situação enfrentada pelos principais reservatórios afetados pelo baixo volume de água foi amenizada com o retorno das chuvas ao interior de Estado, que propiciou a chegada de águas em três reservatórios anteriormente secos. Os maiores ganhos de reservas hídricas ocorreram na Bacia Apodi/Mossoró.

O aumento mais expressivo de volume de águas foi verificado no açude Santo Antônio de Caraúbas, localizado no município de Caraúbas, que recebeu 1,046 milhões de metros cúbicos, chegando a 12,26% da sua capacidade total. O reservatório saiu da situação de seco para um suporte de águas que poderá suprir o abastecimento da região dois meses, caso não ocorram mais chuvas na região.

Diante da situação, o desafio é manter o uso consciente dessas reservas. “É importantíssimo que nós comecemos a pensar na água como elemento essencial, mais do que o petróleo e a energia. O Estado ainda carece de políticas regulares e modernas para a gestão hídrica. Além disso, precisamos pensar em outras formas de se guardar e fazer o manejo deste recurso, assim como buscar a “nova água”, presente nos lençóis subterrâneos”, analisa o Diretor-Presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), Jean Paul Prates.

As condições de abastecimento das bacias hídricas e dos açudes no Estado serão discutidas durante a primeira edição de 2018 do Ciclo de Debates do Conselho Técnico Científico do CERNE. O evento, aberto ao público, acontece no dia 05 de abril na Sala 4 (primeiro andar) do prédio da Escola de Ciências e Tecnologia (ECT) da UFRN. A entrada é gratuita.

O evento contará com a participação de gestores e técnicos do Instituto de Gestão das Águas do RN, da Secretaria Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hidricos (SEMARH), da Companhia de Águas e esgotos do Rio Grande do Norte (CAERN) e SEBRAE.

O Ciclo de Debates tem o apoio da UFRN, IFRN, Sindicato das Empresas do Setor Energético do Rio grande do Norte (SEERN), Federação das Indústrias do RN (FIERN) e SEBRAE. A programação completa está disponível no site do CERNE pelo endereço www.cerne.org.br. Mais informações pelo telefone (84) 2010-0340.

Fonte: CERNE Press

Leilão da 15ª rodada marca retorno da Bacia de Campos, diz ANP

A Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) comemorou o resultado da 15ª Rodada de Licitação de blocos para exploração e produção de petróleo em bacias sedimentares brasileiras. O diretor-geral da ANP, Décio Oddone,  disse que a rodada foi espetacular, pela diversidade geográfica dos blocos arrematados e pelo interesse do mercado na Bacia de Campos.

“Foi espetacular e mostra o potencial que temos no Brasil para atrair investimento e gerar arrecadação e riqueza quando fazemos as coisas certas”, afirmou Oddone. “A grande notícia do ponto de vista de interesse das companhias é a diversidade de operadores e o interesse pela Bacia de Campos”.

De acordo com o Oddone, a retomada dos investimentos na Bacia de Campos começou na 14ª Rodada e é uma “notícia extraordinária” para o estado do Rio de Janeiro.

Ele defendeu a possibilidade de ofertar permanentemente blocos que estejam localizados no polígono do pré-sal e já tenham sido ofertados em leilão.

Atualmente, esses blocos não podem ser disponibilizados em oferta permanente, e a mudança necessitaria de aprovação do Conselho Nacional de Política Energética. Para Oddone, essa possibilidade aceleraria a retomada na Bacia de Campos, que era considerada uma área em declínio.”Uma das grandes conclusões desse leilão é o interesse das principais companhias do mundo para a exploração da Bacia de Campos e traz para o Rio de Janeiro um protagonismo que o estado já teve e que esperamos que recupere.”

O leilão dos blocos marítimos rendeu R$ 8,014 bilhões em bônus de assinatura e teve 47% dos blocos arrematados. As empresas estrangeiras tiveram forte presença na 15ª Rodada, que atraiu algumas gigantes como a ExxonMobil, a Shell, a Repsol e a Statoil.

Os 21 blocos terrestres ofertados, no entanto, não receberam propostas. Segundo Oddone, a falta de ofertas foi influenciada pela política de desinvestimentos da Petrobras, que abriu oportunidades para que empresas do setor comprem unidades já em produção. “As empresas estão divididas entre os riscos exploratórios e os desinvestimentos da Petrobras.” Oddone disse acreditar que, cada vez mais, os blocos em terra sejam ofertados de forma permanente, em vez de ocuparem leilões como este.

Para o Diretor-Presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), Jean-Paul Prates, os resultados da 15ª Rodada mostram claramente que as concessões de áreas convencionais brasileiras são muito atrativas. “Os 47 blocos marítimos oferecidos ficam fora do Polígono do Pré-sal, nas bacias sedimentares marítimas do Ceará, Potiguar, Sergipe-Alagoas, Campos e Santos”, explica Prates.

O Rio Grande do Norte e Ceará tiveram blocos exploratórios arrematados na rodada de licitação. O Presidente do CERNE destaca o retorno da empresa Wintershall, empresa do Grupo BASF (alemã), normalmente muito seletiva e criteriosa. Potencial da Bacia Potiguar e Cearense também atraiu a Shell e a Petrobras.

Fonte: CERNE Press com informações da Agência Brasil

 

CERNE e IFRN discutem parceria para oferta de cursos no setor de energia

O presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), Jean Paul Prates, esteve na última quinta-feira (01) no Instituto Federal do Rio Grande do Norte (IFRN), onde se reuniu com o reitor da instituição, Wyllys Farkatt, para discutir a oferta de capacitação na área de energia renovável no Estado.

De acordo com Prates, o CERNE é uma entidade multisetorial que tem o objetivo de manter o Nordeste Setentrional como referência na área de energias renováveis. “Não somos centro de pesquisa nem instituição de ensino. Por isso buscamos o apoio para a capacitação no setor”, comentou.

“O IFRN se insere diretamente nas discussões para o desenvolvimento tecnológico do setor. Além disso, o projeto IFRN Solar gera energia elétrica em todos os nossos 21 campi e na Reitoria e é o maior do país no setor público”, destacou o reitor da instituição.

Nessa perspectiva, a proposta é estabelecer núcleos de troca de conhecimentos entre pesquisadores do RN e de outros estados e capacitar também os gestores ou possíveis gestores de empresas da área. “O Rio Grande do Norte é o maior produtor de energia eólica do país. Precisa ser também um polo de estudo em energia eólica”, acrescentou Jean Paul Prates.

Na reunião, também foi acordada uma parceria para o desenvolvimento de um projeto piloto de site colaborativo para as empresas do setor. A intenção é que seja um espaço em que empreendedores, gestores, prestadores de serviço e funcionários possam oferecer seu serviço, com a opção de avaliação e de contratação por meio do portal.

Fonte: CERNE Press com informações do IFRN

ENERGIA: ‘O RN não está ficando para trás’, diz Jean-Paul Prates

Reconhecido no mundo por ser “um país tropical e abençoado por Deus” na abundância de belezas naturais e sol o ano inteiro, o Brasil está chamando mais atenção dos investidores internacionais com negócios ligados à geração de energia solar. Nos próximos anos, ao lado da que é gerada pela força dos ventos, essa deverá ser a modalidade com maior expansão no Rio Grande do Norte.

O sol a pino que castiga os sertanejos e seca, ainda mais, os reservatórios de água, poderá se tornar um aliado no desenvolvimento do Seridó e do Alto Oeste potiguar, em decorrência da elevada incidência de raios solares que poderão alimentar as fontes geradoras de energia. Não basta, porém, a força do sol para que o estado se torne destaque, assim como o é na eólica, na geração de energia solar.

De acordo com Jean Paul Prates, é preciso se estruturar para atrair mais investimentos. Acompanhe a análise na entrevista a seguir.

Qual o atual panorama da geração de energia solar no Rio Grande do Norte? Qual a potência instalada e o quantitativo de energia gerado nessa fonte atualmente?
Atualmente, o RN tem seis usinas fotovoltaicas em operação comercial, somando 117,10 MW em potência instalada. A matriz de oferta de energia do estado tem 84,76% de usinas eólicas, 2,79%  de fotovoltaicas e 12,44% de termelétricas. Há ainda duas usinas fotovoltaicas já contratadas no Rio Grande do Norte em construção, que deverão adicionar mais 66 MW até o fim deste ano. O estado tem atraído o interesse de investidores para geração de grande porte e deverá apresentar um número crescente de projetos fotovoltaicos nos próximos leilões federais. Em relação à geração distribuída, que é a mini/micro geração no consumidor final, o crescimento tem ocorrido também sendo de se destacar as 21 usinas próprias do IFRN instaladas em 17 municípios.

Em quais estados estão os maiores potenciais para exploração dessa fonte energética e quais são os mais evoluídos nesse processo exploratório? 
O mapa de potencial solar do Brasil aponta regiões como o Seridó (potiguar e paraibano) e a nossa “tromba do elefante” como áreas de insulação máxima. Mas há áreas de grande potencial em todo o Brasil. O recurso solar é bem mais difuso e capilarizado do que o vento, no Brasil. Estados como o Piauí e a Bahia têm trabalhado o desenvolvimento de seus interiores para empreendimentos solares. Mas o RN não está ficando para trás. A nossa liderança em eólica ajuda muito no processo de conhecimento do nosso território pelos empreendedores, e há também a possibilidade de viabilizar projetos híbridos (eólico-solares) de grande porte no curto prazo.

A burocracia brasileira impede que o setor se expanda mais rapidamente? Por quê e como e possível reverter esse quadro?
Não creio. O histórico de consolidação destes setores no Brasil foi até bastante rápido, e a curva de crescimento será bem acentuada nos próximos anos. Praticamente todos os estados brasileiros aderiram ao Convênio que isenta o ICMS da geração distribuída, onde 99% dos sistemas são solar-fotovoltaicos. Há linhas de crédito bem favorecidas para esta atividade também, já desenvolvidas – inclusive por bancos públicos como o Banco do Nordeste e o Banco do Brasil. A burocracia, no mais, é a usual de toda atividade econômica – nem maior nem menor. Já são mais de 21 mil sistemas de micro/mini geração instalados no Brasil, totalizando mais de 170 MW. Ainda são números tímidos – considerando-se o potencial imenso que o Brasil tem nesta área, mas o crescimento tem sido rápido e consistente.

A entrada do Brasil na IRENA poderá contribuir para essa transição de qual maneira e a partir de quando?
Considero a participação na IRENA um passo natural para o Brasil. Afinal, há dez anos, iniciamos este processo inédito de leilões reversos que vem ensinando ao mundo como incentivar a geração eólica e solar sem subsídios diretos. Além disso, dentre as grandes economias do mundo, o Brasil é a matriz energética mais renovável. Portanto, o Brasil tem muito a contribuir, e também tem muito a aprender, imediatamente, com os importantes projetos globais e estudos da Agência Internacional de Energia Renovável.

Em relação à formação de mão de obra para atuação nesse setor, o Brasil é bem atendido ou precisa importá-la de outros países, a exemplo do que ocorreu por muitos anos com a energia eólica?
Não creio que tenhamos que importar mão de obra, absolutamente. Apesar do crescimento acelerado nesta área, o Brasil tem plenas condições de formar pessoas para trabalhar com esta tecnologia. Entidades como o SENAI e os Institutos Federais, em todo o Brasil, assim como entidades setoriais, escolas especializadas e universidades, públicas e privadas, já oferecem uma boa quantidade de cursos teóricos e práticos a respeito. O que temos que nos preocupar é com a qualidade e a credibilidade dessas ofertas. Eu sempre recomendo que os interessados tenham cuidado ao escolher. Há muita picaretagem neste setor, devido ao rápido crescimento. Entidade sérias devem ter a prioridade na hora da escolha. Do contrário, a formação fica deficiente e o valor do certificado é posto em dúvida pelo empregador.

O Rio Grande do Norte é um dos estados brasileiros com grande potencial na geração de energia fotovoltaica. O CERNE, em parceria com a ABSOLAR, tem algum estudo específico em relação ao estado? O que ele aponta?
Sem dúvida, do ponto de vista do recurso solar em si, o RN é um dos estados brasileiros com maior potencial. No entanto, diferentemente do que acontece com o nosso vento, que é bem diferenciado de outras regiões do Brasil e do mundo, a insulação é um fenômeno bem mais comum no território brasileiro. Isso faz com que tenhamos que nos preparar ainda melhor para oferecer boas condições para o investimento e para propiciar canais para gerar trabalho e renda na economia local. Assim como ocorre com a Abeeólica, o CERNE trabalha em constante cooperação com a ABSOLAR em várias frentes de debate e concepção de diretrizes. Atualmente, estamos trabalhando na finalização de três programas regionais: um para a região do Seridó (“Seridó Solar”), outro para o Oeste Potiguar (“Oeste Solar”) e a progressão do Projeto Rota dos Ventos, na sua frente relacionada com energia solar, para o eixo de influência da BR-406, que abrange o Mato Grande e o Litoral Norte. Estes planos regionais abrangem ações governamentais locais e também a mobilização de lideranças sociais e econômicas, visando a estabelecer condições para o investimento externo e local na cadeia industrial do setor.

Existe a possibilidade de liderarmos a produção na matriz solar assim como o fazemos na eólica. Do que isso depende?
Não. Temos que ser realistas. O nosso vento é especial e só tem comparativo no nosso vizinho Ceará, no interior da Bahia e em regiões muito específicas do Piauí, da Paraíba e de Pernambuco. Somos muito especiais em matéria de vento. Tanto que a Bloomberg [um dos principais serviços de informação econômico-financeira do mundo] há algumas semanas deu uma matéria de capa sobre o RN com uma manchete que dizia: “a melhor brisa do mundo”, referindo-se à geração eólica daqui. Em relação à energia solar, temos condições de ter um aproveitamento per capita (por habitante) muito significativo, no médio prazo. Podemos desenvolver muito o nosso interior, não só em atividades econômicas como em conforto para a vida em geral, com a geração distribuída baseada em sistemas fotovoltaicos. Mas liderar o quadro nacional de geração solar de grande porte é um desafio quase impossível diante da abundância de territórios dos nossos estados vizinhos, com mesmo potencial. Além disso, temos o fato de dependermos do escoamento para outras regiões, pois o nosso consumo volumetricamente já está plenamente atendido. Precisamos de linhas de transmissão. Em regiões como Minas Gerais e o interior de São Paulo, por exemplo, há potencial solar e eles estão dentro do mercado consumidor, praticamente. Uma coisa, no entanto, é certa: somos e seremos sempre importantes neste setor – mesmo que não sejamos os líderes isolados, como na eólica. E temos muito a fazer para honrar este potencial que temos.

Quem
Jean-Paul Prates é advogado e economista. Mestre em Planejamento Energético e Gestão Ambiental pela Universidade da Pennsylvania; Mestre em Economia do Petróleo pelo Instituto Francês do Petróleo. Participou da elaboração do marco regulatório da atual indústria do petróleo do Brasil. Foi Secretário de Estado de Energia do RN. Atualmente, dirige o Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia, voltado para estratégias públicas e privadas nestes setores. Preside o SEERN – Sindicato das Empresas do Setor Energético do RN.

CERNE recebe visita de especialista da Croácia

O Presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), Jean-Paul Prates, recebeu nesta quinta-feira (08) a visita do Professor Doutor Neven Duic, da Universidade de Zagreb e presidente do Centro Internacional para o Desenvolvimento de Sistemas de Energia, Água e Meio Ambiente (SDEWES), sediado na Croácia.

Na reunião, houve apresentações mútuas sobre cada uma das entidades e o Diretor Técnico de Inovação e Tecnologia do CERNE, Olavo Oliveira, falou sobre as atividades do Conselho Técnico e Científico do CERNE.

Nos próximos meses, SDEWES e CERNE deverão intercambiar mais informações e estabelecer as bases de um acordo de cooperação envolvendo produtos acadêmicos e científicos conjuntos, participação em eventos técnicos e estudos sobre a integração de fontes renováveis – eólica e solar – ao sistema integrado de transmissão, desafio comum a nações européias como a Croácia e estados brasileiros como o Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí.

Fonte: CERNE Press

Programa Seridó Solar é apresentado a prefeitos da região

Nesta quarta-feira (07), a cidade de Currais Novos (RN) sediou a primeira reunião para a instalação do Programa Regional de Desenvolvimento das Fontes Renováveis de Energia do Seridó́ (Seridó́ Solar), que visa atrair investimentos em geração de energia a partir das fontes renováveis – solar e eólica – para a região. A iniciativa é do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) em parceria com o Sindicato das Empresas do Setor Energético do Estado do Rio Grande do Norte (SEERN) e entidades parceiras nacionais e locais.

O projeto foi apresentado pelo Presidente do CERNE e SEERN, Jean-Paul Prates, a prefeitos e lideranças da região durante reunião da Associação dos Municípios do Seridó Oriental (AMSO) e da Associação dos Municípios do Seridó do RN (AMS). O encontro também representou a união entre as duas associações, que juntas trabalharão localmente para implantação do projeto.

No centro, Luis Carlos Cheracomo, coordenador na área de Geração Solar Distribuída da ENGIE, parceira do CERNE, explica o trabalho desenvolvido pela empresa, considerada uma das maiores no ramo de energia do mundo, com presença em mais de 70 países. (Foto: CERNE Press)

Prates ressaltou que há desafios a enfrentar e, para isso, defende que a região precisa mobilizar suas lideranças e pressionar os governos estadual e federal.

Em outro momento, o presidente do CERNE se reuniu com empresários locais na sede da Câmara de Dirigentes Lojistas em Currais Novos para apresentar as diretrizes do projeto.

Presidente do CERNE, Jean-Paul Prates, apresenta o projeto Seridó Solar a empresários da região. (Foto: CERNE Press)

Seridó Solar

Os diretores e técnicos do CERNE organizaram o Programa Seridó Solar em três frentes: a primeira diz respeito à chamada geração centralizada, que são os grandes empreendimentos destinados a gerar energia para o sistema integrado nacional. A segunda e a terceira frentes dizem respeito às ações e projetos de geração distribuída, ou seja, a micro e minigeração realizadas pelos próprios consumidores finais.

Uma das iniciativas preliminares é o mapeamento das áreas com potencial para geração de energia renovável, ou seja, áreas cujos proprietários desejam saber se serviriam ou não para a instalação de empreendimentos de grande porte.

O site www.cadastresuaterra.com.br já permite submeter terrenos e propriedades que ficam diretamente disponíveis à consulta por parte das mais importantes empresas do setor.

De acordo com André Medeiros, coordenador de mobilização regional do programa, a próxima etapa será a apresentação e discussão de diretrizes específicas. “Em paralelo com o mapeamento de áreas em andamento, o Programa Seridó Solar seguirá com a discussão sobre os desafios e soluções locais, tanto para atração dos empreendimentos de grande porte quanto para a expansão consistente da geração distribuída”, explica.

Fonte: CERNE Press

CERNE, BNB e Engie discutem programa para expansão de energia renovável no Seridó

Nesta quinta-feira (08), o Diretor-Presidente do CERNE, Jean-Paul Prates, se reuniu com representantes do Banco do Nordeste e com o Coordenador de Área na Divisão de Geração Solar Distribuída da empresa Engie, Luis Carlos Cheracomo, para discutir a instalação do Programa Regional de Desenvolvimento das Fontes Renováveis de Energia do Seridó – “Seridó Solar”.

O Presidente do CERNE relatou o funcionamento do projeto, que visa a criar e organizar ambientes favoráveis ao investimento na geração de energia a partir das fontes renováveis na região do Seridó Potiguar. Prates também falou da importância da parceria com a Engie e com instituições como o Banco do Nordeste.  “Embora o crescimento do segmento solar seja extremamente positivo, é preciso cuidado para que esse crescimento seja feito de forma consolidada, criando mecanismos que ajudem a estruturar o setor com capacitação de mão de obra e programas de financiamento”, explicou Prates.

O gerente  da agência Natal-Centro do BNB, Thiago Dantas, elogiou a iniciativa e falou da seriedade do CERNE em todos os assuntos que se envolve. Na ocasião, ele apresentou o programa FNESol, linha de financiamento destinado a clientes que queiram produzir energia solar no Nordeste Brasileiro.

Seridó Solar

A iniciativa do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) em parceria com o Sindicato das Empresas do Setor Energético do Estado do Rio Grande do Norte (SEERN) e entidades parceiras nacionais e regionais foi a apresentada ontem (07) às lideranças governamentais, empresariais e rurais da região do Seridó em reunião ordinária da Associação dos Municípios do Seridó Oriental (AMSO) e da Associação dos Municípios do Seridó do RN (AMS).

Na região do Seridó, o potencial de geração de energia mais conhecido é o vento da Serra de Santana, na qual foram instaladas algumas dezenas de parques eólicos, com centenas de turbinas (aerogeradores).  Quanto à radiação solar, não chega a ser novidade para o seridoense de que se trata de um elemento abundante no seu dia a dia. No entanto, só recentemente é que o desenvolvimento tecnológico e a evolução do cenário energético global e nacional vêm fazendo do recurso solar uma fonte de energia cada vez mais competitiva.

Uma das iniciativas preliminares é o mapeamento das áreas com potencial energético, ou seja, áreas cujos proprietários desejam saber se serviriam ou não para a instalação de grande porte. O site www.cadastresuaterra.com.br já permite submeter terrenos e propriedades que ficam diretamente disponíveis à consulta por parte das mais importantes empresas do setor.

 

Fonte: CERNE Press

 

Geração solar fotovoltaica ultrapassa a marca de 1 gigawatt no Brasil

Marca histórica posiciona o país entre os 30 principais mercados do mundo

O Brasil acaba de ultrapassar a marca histórica de 1 gigawatt (GW) em projetos operacionais da fonte solar fotovoltaica conectados na matriz elétrica nacional. O levantamento realizado pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), revela que a potência é suficiente para abastecer 500.000 residências do país.

De acordo com a associação, apenas 30 dos 195 países do mundo possuem mais de 1 GW da fonte solar fotovoltaica. O marco é resultado do forte crescimento dos mercados de geração centralizada e geração distribuída solar fotovoltaica no ano de 2017.

“Na geração centralizada, contamos com a inauguração de grandes usinas fotovoltaicas localizadas nos estados da Bahia, Piauí, Minas Gerais, Rio Grande do Norte e Pernambuco e representam uma potência total de 0,935 GW”, explicou o presidente executivo da ABSOLAR, Dr. Rodrigo Sauaia.

Na geração distribuída foi registrado um forte crescimento no uso pela população, empresas e governos de sistemas fotovoltaicos em residências, comércios, indústrias, prédios públicos e na zona rural, em todas as regiões do país, resultando em uma potência total de 0,164 GW.

“Somando estes dois segmentos do mercado, atingimos praticamente 1,1 GW operacionais no país desde o início de 2018, em linha com as projeções da ABSOLAR anunciadas em janeiro de 2017”, comemora Sauaia.

Rio Grande do Norte

Em quatro anos, o Rio Grande do Norte ampliou em mais de 4000% sua capacidade instalada de geração em energia solar fotovoltaica distribuída. O estado passou de 56 kilowatts em 2013 para 2.219 kw no primeiro semestre do ano passado.

Para Jean-Paul Prates, presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), a região nordestina precisa criar um ambiente favorável, como foi feito no caso da energia eólica. Nesse sentido, ele aponta que o estado está caminhando positivamente.

“Quando nós começamos o trabalho em relação à eólica, havia um deserto de circunstância e tivemos que criar um ambiente favorável para a energia eólica. É a mesma coisa com a solar”, pontua Prates.

Em dezembro do ano passado, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) autorizou a operação comercial da usina solar Assu V, adicionando à matriz energética do estado mais 30 MW de capacidade instalada.

O empreendimento ocupa uma área de 72 hectares no município de Assú (RN) e contou com investimento de R$ 220 milhões. Certificada pela Organização das Nações Unidas (ONU) a usina vai gerar, além de energia renovável, créditos de carbono ao evitar a emissão de mais de 46 mil toneladas de CO2 por ano.

Fonte: CERNE Press com informações da Absolar

CERNE se reúne com Desenvolvimento Econômico do Ceará

Encontro tratou de ações e parcerias entre a entidade e o Governo do Estado

O Diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) e do Sindicato das Empresas do Setor Energético do Rio Grande do Norte (SEERN), Jean-Paul Prates, se reuniu na manhã desta terça-feira (01) em Fortaleza com lideranças do Estado do Ceará para discutir ações e parcerias entre as entidades setoriais e o Estado.

Dentre os pontos abordados na pauta, a mobilização do Sindicato das Indústrias de Energia e de Serviços do Setor Elétrico do Estado do Ceará (Sindienergia) e do SEERN no sentido de reforçar os pleitos para realização do leilão de energia em 2017.

A reunião também tratou sobre a participação do Ceará no contexto do REATE – Programa de Revitalização da Atividade de Exploração e Produção de Petróleo em Terra – bem como a possibilidade de realização do próximo evento para discussão do programa em Fortaleza.

Ainda na ocasião, o Governo do Estado firmou apoio oficial ao evento All About Energy 2017, que este ano está em sua décima edição e será realizado entre os dias 04 a 06 de outubro na capital cearense.

Participaram da reunião o Secretário de Desenvolvimento Econômico do Ceará, César Ribeiro, o presidente do Sindienergia, Benildo Aguiar, a Coordenadora de Relações Institucionais do CERNE, Neli Terra, e a diretora da empresa All About Eventos, Meiry Benevides.

Fonte: CERNE Press

Força das eólicas no Brasil surpreende

Usinas eólicas do país mantém produtividade em alta enquanto a região Nordeste puxa volume de produção e movimenta o setor

Ventos fortes e novas usinas eólicas operando no país se tornaram a combinação perfeita para o setor atingir o protagonismo no mercado das energias renováveis. Para se ter ideia, a produção de energia por meio da força dos ventos chegou a atender mais da metade de toda energia demandada pela região Nordeste.

No mês de junho, a região teve 14 dias com mais de 50% da energia total produzida vindo de usinas eólicas, segundo dados do Operador Nacional do Sistema (ONS). A entrada de fenômenos meteorológicos intensificou a ventania em alguns pontos e provocou rajadas de ventos, que, em picos instantâneos, fez com que os fatores de capacidade dos parques eólicos atingissem valores superiores a 70%.

Os números positivos reforçam a produtividade do setor eólico no país. O Rio Grande do Norte, Bahia e Ceará são os estados com maior número de empreendimentos em construção ou com capacidade já contratada, sendo que o RN é líder nacional em produção de energia pela força dos ventos com 3.3GW de capacidade instalada em 127 parques ​em operação, de acordo com dados do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE). Isso representa quase o dobro dos números registrados pela Bahia, segunda colocada no ranking, com 1,7GW de capacidade instalada em 71 usinas eólicas.

Com este cenário promissor, o crescimento da implantação e do uso da energia eólica no Brasil será o tema do terceiro encontro do Ciclo de Debates do Conselho Técnico-Científico do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CTC-CERNE) que será realizado dia 28 de julho, às 14 horas, no mini auditório do Instituto Federal de Educação Tecnológica do Rio Grande do Norte (IFRN) – Campus Central Natal.

O Ciclo de Debates tem como proposta debater os principais problemas do setor de recursos naturais e energia. “Nossa proposta é analisar e encontrar soluções que possam ser encaminhadas aos órgãos reguladores e executivos do setor, além de identificar potenciais parcerias entre as instituições participantes do evento”, afirmou o coordenador do CTC e Diretor de Tecnologia, Pesquisa e Inovação do CERNE, Olavo Oliveira.

Representantes confirmados de empresas como a Pacific Hydro Brasil, e instituições como UFRN, IFRN e Universidade Federal do Piauí (UFPI) debaterão sobre o cenário dos empreendimentos eólicos no ponto de vista da operação e manutenção, capacitação e formação profissional na área de energia eólica, e as possibilidades de implantação de novas tecnologias em parques híbridos.

O Ciclo é uma realização do CERNE e conta com apoio do IFRN, FIERN e SEBRAE. A programação completa está disponível no site do CERNE pelo endereço www.cerne.org.br clicando na imagem do Ciclo situado a direita da página inicial. Mais informações pelo telefone (84) 2010-0340. A entrada é gratuita.

Fonte: CERNE Press
CICLO DEBATES-03 (1)

10º All About Energy será lançado na FIEC

No mês de outubro, Fortaleza será a capital das energias renováveis. Evento celebra edição abordando o futuro da energia e sustentabilidade.

O lançamento oficial da 10ª Edição da Feira e Congresso All About Energy 2017 será realizado na próxima terça-feira, 01 de agosto,  na sede da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) às 18:30 horas. A solenidade, que marca a contagem regressiva para a realização do maior evento multisetorial de energia e sustentabilidade da América Latina, acontece no contexto da reunião de Diretoria Plena da FIEC e contará com a presença e apoio do presidente da instituição, Beto Studart.

Comemorando a sua décima edição, a Feira e Congresso All About Energy 2017 foi totalmente reconcebida com o propósito de ser um ambiente aberto para novos debates que contribuam para o avanço do setor energético. A novidade fica por conta da divisão em quatro quadrantes temáticos, sendo três voltados para energias renováveis: energia eólica, energia solar, bioenergéticos (biocombustíveis, biomassa e biogás) e um quarto quadrante tratando sobre consumo sustentável, veículos elétricos e eficiência energética.

Estão previstas conferências com investidores globais e a presença de autoridades internacionais do setor energético. O público poderá acompanhar as principais discussões sobre o cenário energético do Brasil e do mundo, bem como as novas tendências para sustentabilidade, além de poder conferir exposições de veículos elétricos, projetos de construções inteligentes como os  condomínios solares  e  aplicações  tecnológicas  para  eficiência  energética.

10º Feira e Congresso All About Energy 2017 será realizada de 04 a 06 de outubro no Terminal  Marítimo  de Passageiros, em Fortaleza. O evento te​m como co-realizadores o CERNE e a empresa All About Eventos e ​conta com o apoio da FIEC e patrocínio da Eletrobras, Wobben WindPower, Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), Banco do Nordeste, Toyota,  Sindienergia e Sindicato das Empresas do Setor Energético do Rio Grande do Norte (SEERN).

O evento também conta com o apoio confirmado da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD), Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia Elétrica (ABRACEEL), Associação Nacional dos Consumidores de Energia (ANACE), Associação Brasileira dos Grandes Consumidores Industriais de Energia (ABRACE), Associação Brasileiras de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), União das Indústrias da Cana de Açúcar (Única), dentre outros.
Fonte: CERNE Press

All About Energy 2017: Presidente do CERNE se reúne com lideranças no Ceará

WhatsApp Image 2017-06-23 at 01.35.06O Diretor-Presidente do CERNE, Jean-Paul Prates, e o Coordenador de Gestão de Projetos e Eventos Setoriais, Paulo Henrique Macedo, se reuniram com o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Beto Studart, para discutir os preparativos da décima edição do All About Energy – Congress & Expo (AAE 2017), que acontecerá no mês de outubro em Fortaleza. Neste ano o evento terá como mote principal o futuro da energia.

A reunião também contou com a participação do consultor de Energia da FIEC, Jurandir Picanço,  o presidente do Sindienergia, Benildo Aguiar, e a coordenadora da empresa All About Eventos, parceira do CERNE na realização do AAE 2017, Meiry Benevides.

 

Fonte: CERNE Press

 

Rio Grande do Norte amplia capacidade instalada de energia solar

Em quatro anos, o Rio Grande do Norte ampliou em mais de 4000% sua capacidade instalada de geração em energia solar fotovoltaica distribuída – aquela que é feita em sistemas instalados, em casas, prédios públicos, comércios e indústrias. Passou de 56 kilowatts em 2013 para 2.219 kw neste primeiro semestre de 2017, que ainda tem dois meses para acabar. As quatro unidades consumidoras instaladas naquele ano transformaram-se em atuais 168 – a grande maioria na zona urbana.

De acordo com a Absolar – Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica – o crescimento segue a tendência nacional. Nos últimos levantamentos, as taxas de avanço superam os 300% anuais. E ainda tem muito espaço para crescer, já que a fonte representa menos de 1% da matriz energética brasileira. O estado sequer figura entre os principais geradores no país.

Apesar da evolução do setor ser animadora para a indústria, ela está abaixo das projeções da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), explica o diretor-executivo da Absolar, Rodrigo Sauaia. O Brasil encerrou o ano com cerca de 7,5 mil sistemas instalados, quando o governo federal esperava ter 14 mil no mesmo período. A projeção para 2017 era de 40 mil, mas as empresas do setor preveem 21 mil sistemas instalados até o final do ano.

As razões para isso são simples, aponta Sauaia: a falta de alternativas de financiamento a juros baratos e a alta tributação sobre o setor.

Rodrigo Sauaia, diretor-executivo da Absolar. (Foto: Fábio Cortez)

Rodrigo Sauaia, diretor-executivo da Absolar. (Foto: Fábio Cortez)

“A maior parte das linhas de crédito que existem é voltada para pessoas jurídicas. Falta opção para pessoa física. Isso é importante quando a gente repara que 70% dos entrevistados em uma pesquisa do Datafolha com o Greenpeace, feita no início do ano, investiriam nesses sistemas se houvesse financiamento a juros baixos. Esses consumidores representam uma demanda reprimida”, assinala o presidente da Absolar.

De acordo com ele, a associação tem tentado dialogar com o governo federal na expectativa de que bancos públicos como Banco do Brasil e Caixa Econômica forneçam esse tipo de opção aos consumidores.

O outro ponto da pauta, a tributação, é dividido pelo representante do setor em duas áreas. A primeira é a tributação sobre os equipamentos utilizados para geração e distribuição de energia. “A fonte solar fotovoltaica não precisa de incentivos diferenciados. A gente só quer o mesmo tratamento que já é dado a outras fontes renováveis, que têm uma carga tributária muito menor que a nossa. É preciso equalizar isso”, argumenta.

Do outro lado, está a taxação sobre a energia gerada. A maior parte dos estados brasileiros já assinou o convênio do ICMS 16/2015, com exceção do Amazonas, Espírito Santo, Paraná e Santa Catarina. O acordo isenta a energia gerada pelas unidades do imposto estadual. Sauaia argumenta que, por mais que o estado perca uma parte pequena de sua arrecadação – a geração ainda é irrisória – a isenção é compensada pelo aumento da arrecadação na fabricação, distribuição e instalação dos equipamentos. “Antes de terminar a instalação, o governo já ganhou”, aponta.

Rodrigo Sauaia esteve em Natal na última sexta-feira (8), participando de um encontro promovido pelo Conselho Técnico e Científico do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne) no campus central do IFRN, em Natal. A reunião foi a segunda de uma série de cinco que serão realizadas ao longo do ano. “É um evento voltado para a interação entre a academia, a parte científica, e as empresas. Faz parte das atividades do conselho que é justamente onde estão professores, orientadores e pesquisadores que são convidados por nós para se juntarem a nós, com várias universidades do país na área de energia e recursos naturais. Esse conselho visa essa interação entre essas universidades e delas com as empresas”, explica Jean-Paul Prates, diretor-presidente do Cerne.

SETOR TEM PREJUÍZO SEM LEILÕES

Nove bilhões de reais deixaram de ser investidos ano passado no Brasil, por causa do cancelamento dos dois leilões de compra de energia que foram anunciados pelo governo federal e eram aguardados pelos investidores. O dado é da Absolar. Desse total, o setor não sabe quanto poderia ter vindo para o Rio Grande do Norte. A certeza é que seria pouco. Esse tipo de compra é o de energia concentrada, fornecida por grandes usinas construídas pelas empresas contratadas para fornecer energia ao sistema nacional.

Rodrigo Sauaia explica que o Rio Grande de Norte, assim como outras unidades federativas do Nordeste, encontra dificuldade na atração deste tipo de investimento por falta de infraestrutura, como disponibilidade de linhas de transmissão – diferente de São Paulo e Minas Gerais. Embora os estados do Sul e Sudeste tenham menos disponibilidade de sol, contam com infraestrutura, logística e demanda de consumo.

Para Jean-Paul Prates, do Cerne, a região nordestina precisa criar um ambiente favorável, como foi feito no caso da energia eólica. Nesse sentido, ele aponta que o estado está caminhando positivamente.

jean-paul_prates_consultor._fm_1_0

Jean-Paul Prates,diretor-presidente do Cerne. (Foto: Fábio Cortez)

“Quando nós começamos o trabalho em relação à eólica, havia um deserto de circunstância e tivemos que criar um ambiente favorável para a energia eólica. É a mesma coisa com a solar”, pontua Prates. Ele salienta que o estado não pode esperar apenas pelos leilões e pelo investimento do governo federal em linhas de transmissão. O diretor do Cerne considera que, sem um calendário de leilões, os fabricantes tendem a não investir no país. Isso poderia inclusive ter afastado o investimento da chinesa Chint Eletrics, que anunciou instalação de fábrica de placas fotovoltaicas no município de Extremoz, Região Metropolitana de Natal. “Os leilões são cruciais para indicar o caminho, principalmente para os fabricantes”, pondera. Sem geração concentrada e sem fornecedores, a expansão do sistemas de geração distribuída (aqueles instalados individualmente pelo consumidor final) também têm maior dificuldade de crescimento, pois se torna mais caro.

Prates atribui a garantia do investimento chinês ao trabalho da administração do estado e de instituições como da Federação das Indústrias (Fiern). “Os estados também podem se mover. E temos feito coisas acertadas. No caso da solar, é importante atrair fabricantes. Tivemos o anúncio da fábrica da Chint. É um agente muito importante e sério no mercado internacional, nessa área de fabricação de painéis e de equipamentos em geral. É um gigante na fabricação de equipamentos elétricos. Não foi dada a devida importância a esse anúncio, porque caso essa fábrica venha se viabilizar, tem um enorme potencial de geração de empregos, contratação de outros subcontratados e fornecedores que vão gravitar no entorno dela”, aponta.

Prates lembrou que, diferente da energia eólica, a matriz solar tem uma gama maior de modelos de geração e que a atração de empresas, mesmo internacionais, também pode fortalecer o parque tecnológico do estado, tornando-o referência no país.

Se na eólica o desafio era primeiro ter uma melhor infraestrutura de portos para poder atrair fabricantes, no caso da solar, o estado deve primeiro se concentrar em atrair esses fornecedores. Criando uma “massa crítica”, o Rio Grande do Norte teria maior poder de atração de infraestrutura de linhas de transmissão, destaca Prates. “Quando você tem uma tecnologia competitiva, fabricada no Brasil, você passa a dominar essa tecnologia e ter controle sobre isso. A política é diferente”.

USINAS MENORES

Para Rodrigo Sauaia, mesmo sem leilão, o estado pode aproveitar  o sol para geração concentrada.   “O estado tem dados mais granulares (mais detalhados) a respeito da sua estrutura de transmissão e distribuição, de modo que existem espaços potenciais em que usinas podem ser instaladas para atender uma demanda local. Para isso é preciso que o governo faça um mapeamento, e ajude a indicar para o setor onde existem esses espaços”, explica. De acordo com ele, a Cosern (Companhia Energética do RN) também pode ser uma base de dados para que o governo faça um mapeamento na área de distribuição: “Ele pode receber usinas de porte menor, por exemplo, de cinco megawatts. Já é um porte significativo. Essas usinas não participam de leilão, portando o fornecedor não está competindo com o custo de geração, mas com a tarifa cheia, incluindo impostos e encargos. Nesse sentido, a energia solar se mostra bastante competitiva, barata”.

Fonte: Igor Jácome | Novo Jornal

Energia solar desponta mas ainda enfrenta desafios no Brasil

A energia solar é um setor em crescimento no Brasil mas que ainda enfrenta desafios regulatórios, tributários e mercadológicos para a sua expansão. Esses e outros temas foram a pauta da segunda edição do Ciclo de Debates do Conselho Técnico-Científico do CERNE, realizado nesta sexta-feira (05), no mini-auditório do Instituto Federal de Educação Tecnológica do Rio Grande do Norte (IFRN).

Dando as boas vindas ao público, o diretor setorial de Tecnologia e Inovação do CERNE, Olavo oliveira, ressaltou a importância do evento como um espaço para o debate dos avanços e problemas do setor, buscando encontrar soluções que possam ser encaminhadas aos órgãos reguladores e executivos.

Iniciando a sequência de palestras, o presidente executivo da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Rodrigo Sauaia, deu um panorama sobre setor e elencando as oportunidades e desafios desse mercado. “Atualmente a indústria de energia solar gera cerca de 30 empregos por cada megawatt instalado no Brasil”, disse Sauaia.

Até o final deste ano espera-se um incremento de 100 MW de capacidade instalada por meio da geração centralizada. Entretanto, quando se fala em geração distribuída – que são os sistemas de placas fotovoltaicas instaladas em residências e indústrias – esse valor pode chegar a 1 GW de geração.

O presidente da Absolar também pontuou a participação do setor fotovoltaico nos leilões de energia, que passou por dificuldades no ano passado. “Mais de 13.000 megawatts de projetos fotovoltaicos foram cadastrados no 2º Leilão de Energia de Reserva (LER 2016). O certame acabou sendo cancelado cinco dias antes da data marcada. Cerca de R$9 milhões deixaram de ser investidos Brasil Isso trouxe insegurança e incerteza para o setor”, disse.

O planejamento do setor fotovoltaico para 2017 e 2018 será pautado pelo desenvolvimento e implantação de novos projetos contratados nos leilões anteriores. Mas para 2019 e 2020 o cenário será de incertezas.

No Rio Grande do Norte, a contribuição do IFRN para a expansão do setor foi o tema da palestra do professor Augusto Fialho. “Temos 12 usinas fotovoltaicas em operação produzindo 1.203MW de energia ao todo. Inauguramos mais nove usinas solares instaladas nos campi do interior do Estado”, disse.

O Professor da Universidade de São Paulo, Celso Oliveira, finalizou a sequência de palestras e apresentou os diferentes sistemas solares híbridos, em especial os que mesclam a produção de energia por células fotovoltaicas e placas heliotérmicas, além de mostrar algumas das tecnologias que estão sendo desenvolvidas na instituição.

Fonte: CERNE Press

CERNE debate os desafios e oportunidades para energia solar

Em 2017, o mercado brasileiro de energia solar deverá comemorar a produção do seu primeiro gigawatt. A entrada em operação de novas usinas e as negociações envolvendo aquisições de empreendimentos devem expandir os números do setor, que ainda cresce aos poucos no país, mas tem muito potencial a ser explorado.

No Rio Grande do Norte, líder em geração eólica, a energia solar também engatinha no segmento. Segundo dados do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), o estado conta com 1.105 MW (megawatts) de potência em operação e espera-se mais 106 MW em potência em projetos contratados.

Além do crescimento puxado pelas usinas solares, o Brasil tem demonstrado potencial para a instalação de placas solares em residências e indústrias – a chamada geração distribuída – um segmento que tem ganhado destaque e novos adeptos, registrando um aumento de 300% em 2016, segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).

O Presidente Executivo da Absolar, Rodrigo Sauaia, será um dos palestrantes convidados para discutir essas e outras questões no segundo encontro do Ciclo de Debates do Conselho Técnico-Científico do CERNE que será realizado dia 05 de maio, às 14 horas, no mini auditório do Instituto Federal de Educação Tecnológica do Rio Grande do Norte (IFRN) – Campus Central Natal.

O Ciclo de Debates tem como proposta debater os principais problemas que envolvem o setor de energia e recursos naturais, especialmente no Nordeste Setentrional, região de atuação do CERNE, buscando encontrar soluções que possam ser encaminhadas aos órgãos reguladores e executivos do setor. A iniciativa conta com a parceria do IFRN, FIERN e Sebrae/RN.

Além da Absolar, estarão presentes pesquisadores do IFRN e da Universidade do São Paulo (USP) que discutirão as oportunidades e desafios da energia solar fotovoltaica no nordeste em seus diversos aspectos – mercadológico, tributário, financeiro e regulatório – e a aplicação de sistemas híbridos, uma tecnologia inovadora no mercado brasileiro.

O Ciclo terá outras edições ao longo do ano. A programação completa está disponível no site do CERNE pelo endereço www.cerne.org.br clicando na imagem situada a direita da página inicial na sessão “Novidades”. Mais informações pelo telefone (84) 2010-0340. O evento é aberto ao publico e a entrada é gratuita.

O evento também será transmitido ao vivo pela internet através do seguinte link: https://www.youtube.com/watch?v=arJkTKnnEG8

Contribua e interaja com os debates enviando sua pergunta ou sugestão nos comentários, pelo nosso twitter (@cernebrasil) ou em nossa página no Facebook (CerneBrasil)

Fonte: CERNE Press

Automóvel Clube e CERNE firmam cooperação em mobilidade sustentável

A grande maioria das cidades e estradas brasileiras ainda não consideram, em seus projetos viários, atualizações e reformas, os inúmeros avanços em tecnologias de materiais, sinalização e rotinas de monitoramento já disponíveis na era digital. Também são deixados em segundo plano, aspectos sócio-ambientais importantes quanto à redução de poluentes atmosféricos e sonoros, novos conceitos de infra-estrutura para mobilidade eficiente e os procedimentos logísticos para a consolidação dos veículos elétricos ou híbridos, tecnologia receptiva para veículos autônomos, entre outros pontos relevantes da evolução do automóvel rumo ao seu próprio futuro entre nós.

Neste contexto, o Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE), núcleo de pensamento estratégico mantido por empresas de energia renovável e recursos naturais, com sede em Natal e área de atuação em todo o  Nordeste Setentrional brasileiro (PE, PB, RN, CE, PI, MA) firmou, nesta terça-feira (11/04), acordo de cooperação tecnológica e institucional com o Automóvel Clube Brasileiro (ACBr), associado à Federação Internacional de Automobilismo (FIA).

Pelo acordo, as entidades se comprometem a elaborar um plano de ação conjunta alinhado com os programas da FIA e da ONU – Organização das Nações Unidas para os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável 2030. As atividades conjuntas terão como foco o aprimoramento do turismo sobre rodas, a mobilidade sustentável,  a segurança no trânsito e a promoção de campanhas educativas de segurança viária e conscientização ecológica e social nas cidades e estradas.

“O Brasil, em especial o Nordeste, ainda incorpora poucos aspectos das novas tecnologias e práticas relacionadas com veículos automotores”, explica o diretor executivo do ACBr, Mario Divo Motter Junior. “Esta parceria vai propiciar a análise de novos horizontes e diretrizes para os setores automotivo e viário na região”.

Presidente do CERNE, Jean-Paul Prates (dir.) ao lado do vice-presidente da ACBr, Patrick Van de Weyer (Foto: CERNE Press)

Presidente do CERNE, Jean-Paul Prates (dir.) ao lado do vice-presidente da ACBr, Patrick Van de Weyer (Foto: CERNE Press)

O diretor-presidente do CERNE, Jean-Paul Prates, explicou que a entidade encontra um parceiro integrado com as metas globais da FIA e da ONU, às quais o ACBr está associado como representante brasileiro no setor. “Mais de 3.500 pessoas ainda morrem por dia no mundo, em acidentes rodoviários, por exemplo. Em plena era digital, com tantos recursos tecnológicos de automação, monitoramento e comunicação disponíveis, não é possível que ainda nos restrinjamos a lombadas eletrônicas e quebra-molas para planejar e controlar nossa malha viária. Nos atrasaremos para alcançar a era dos veículos ecológicos e autônomos se não pensarmos no futuro, agora.”

O plano de trabalho conjunto entre as entidades incorporará aspectos da infra-estrutura viária, regulamentação do trânsito, segurança veicular, aprimoramento estatístico, financiamento de políticas públicas, integração de ações municipais, estaduais e federais, bem como os aspectos tecnológicos, sociais e ambientais de cada um destes temas, aplicáveis à região Nordeste Setentrional do Brasil.

“Tenho a certeza de que esta cooperação viabilizará a realização de projetos voltados à queda do número de acidentes no trânsito, com educação e prudência viária. E ainda incorporar novas tecnologias e sustentabilidade ao se pensar o futuro da região”, celebrou o Vice-Presidente do ACBr, Patrick Van de Weyer.

Prates disse ainda que irá iniciar avaliações para incorporar o projeto “Rota dos Ventos”, através do qual o CERNE promove a discussão do futuro da região beneficiada pela BR-406 (Natal/RN – Macau/RN), como piloto da cooperação entre as duas entidades. “Trata-se de um importante eixo de desenvolvimento industrial e turístico para o Rio Grande do Norte, e tem todas as condições de ser um excelente laboratório de políticas públicas intermunicipais e estaduais para aplicação dos resultados desta parceria inédita entre o setor automotivo e os segmentos de energia renovável e sustentabilidade”, finalizou.

 

Fonte: CERNE Press

Energia renovável é alternativa estratégica para estabilidade no preço da conta de luz

O brasileiro teve que preparar o bolso ao se deparar com a notícia da cobrança da bandeira tarifária amarela na conta de luz do mês de março. O anúncio, feito pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), determinou a cobrança extra de R$ 2 a cada 100 quilowatts/hora (kWh) consumidos no mês.

A mudança ocorreu depois que a bandeira tarifária estava verde desde dezembro, ou seja, não havia cobrança adicional na conta de energia. Segundo a Aneel, a previsão dos níveis nos reservatórios das hidrelétricas ficou abaixo do esperado para março. A situação levou ao aumento da geração termelétrica como medida para preservar os níveis de armazenamento e garantir o atendimento ao sistema elétrico.

O sistema das bandeiras é aplicado sempre que o custo de geração de energia no país sobe. Isso acontece quando é necessário acionar mais usinas termelétricas, que geram energia mais cara devido ao alto custo associado.

Para ter uma ideia, em 2013 o total de energia produzida pelas hidrelétricas foi de 560.450 MW médios, o que correspondia a 74,02% da energia gerada no país. Em 2015 esse número caiu para 484.464 MW médios (65,66%). No mesmo período, a geração termelétrica aumentou de 187.892 MW médios (24,81%) para 194.568 MW (26,37%), segundo dados do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE).

A matriz energética brasileira hoje depende predominantemente da energia hidrelétrica, além das usinas térmicas. A adoção de fontes alternativas como a eólica e solar podem reduzir a variação no preço da energia provocada pela bandeira tarifária.

Graças ao aumento da geração de energia eólica e o crescimento da participação da fonte na matriz energética nos últimos dez anos, as energias renováveis podem ser o caminho estratégico para garantir a segurança tarifária no país.

Nesse aspecto, o Rio Grande do Norte vem se destacando notoriamente na matriz renovável como polo do setor eólico no Brasil. De acordo o CERNE, o estado é líder nacional no ranking de geração eólica com 3,3 gigawatts de capacidade em 122 parques eólicos instalados e em operação.

Sistema Interligado Nacional

Toda a energia gerada é lançada diretamente no Sistema Interligado Nacional (SIN), responsável por coordenar e controlar todo o sistema de produção e transmissão de energia elétrica oriunda das diferentes fontes energéticas, possibilitando o suprimento do mercado consumidor brasileiro.

O SIN também assegura um melhor aproveitamento da água nas usinas hidrelétricas e o uso moderado de energia térmica. Esse equilíbrio, aliado a geração alternativa – eólica, solar, biomassa – influencia diretamente na cobrança das bandeiras e no reajuste do preço da conta de luz.

Tarifa

Em 2016, o aumento médio das tarifas de energia elétrica no Rio Grande do Norte foi de 7,73%. Para os clientes residenciais o reajuste chegou a 7,78% e para as indústrias, o aumento foi menor, de 7,61%. Todos os anos, as distribuidoras passam por um processo de reajuste de suas tarifas, que pode levar a aumento ou queda, dependendo do que for apurado pela Aneel.

De acordo com a Companhia Energética do Rio Grande do Norte (Cosern) está prevista no mês de abril uma reunião entre a distribuidora e a agência reguladora para iniciar as tratativas sobre reajuste da tarifa no Estado.

Fonte: CERNE Press

CERNE recebe visita do Cônsul comercial dos Estados Unidos

O Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) recebeu na tarde desta sexta-feira, 10 de março, o novo cônsul comercial dos Estados Unidos para o Nordeste, Geoffrey Stewart Bogart, que estava acompanhado do especialista do programa SelectUSA, André Leal.

Durante a reunião, o CERNE representado pelo Vice-Presidente Diogo Pignataro de Oliveira, a Coordenadora de Relações Institucionais, Neli Terra e o Diretor Setorial de Tecnologia, Pesquisa e Inovação, Olavo Oliveira apresentaram o trabalho desenvolvido pelo centro no Nordeste Setentrional e mostraram as potencialidades do Rio Grande do Norte na área de energias renováveis.

Foto: CERNE Press

Foto: CERNE Press

Em sua primeira vinda ao Rio Grande do Norte, o Cônsul abriu diálogo para futuras ações conjuntas. ” Viemos prospectar parcerias para projetos de internacionalização. Há um notável crescimento econômico da região nordeste e acreditamos no potencial da região para atração de investimentos internacionais, em especial para energias renováveis”, afirmou  Geoffrey Bogart.

 

Fonte: CERNE Press