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Aneel libera operação em teste de duas eólicas no Ceará

EOL Bons Ventos Cacimbas 2 e 7 tiveram dois aerogeradores de 2,1 MW liberados

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)  aprovou para operação em teste as unidades UG8 e UG 7, de 2.100 kW cada, as quais compõe as usinas de geração eólica denominadas EOL Bons Ventos Cacimbas 2 e 7, a partir de 20 de março, segundo publicação do Diário Oficial da União da mesma data da liberação. Os empreendimentos, de posse da Geradora Eólica Bons Ventos da Serra 2 S.A, estão localizados no município de Ubajara, no Ceará.

Fonte: Canal Energia

Ceará concentra maior capacidade do País

O mercado de energias renováveis, atualmente, representa 47,3% da matriz energética brasileira. De acordo com a engenheira de energias, Ana Paula Silva, combinado o potencial ao uso racional e eficiente de energia, metade da demanda energética mundial poderá ser suprida em 2050, além da redução dos emissores globais de gases de efeito estufa do setor energético em até 50%. Em termos de recurso de energia eólica, o Ceará é um dos melhores do País, concentrando maior capacidade de geração na serra e litoral. O assunto foi discutido na última reunião do Pacto de Cooperação da Agropecuária Cearense (Agropacto).

Como exemplo de aproveitamento do potencial energético no Estado, Ana Paula citou, como exemplo, a instalação de uma bateria de energia solar numa fazenda de porte médio, onde a tarifa rural de energia elétrica é de R$ 0,35 por quilowatt-hora (kWh), sendo que, quando se investe em energia solar, a média é de R$ 0,13/kWh. “Normalmente o agricultor tem duas contas de energia: o do irrigante e o de energia fotovoltaica. A taxa de retorno para investidores na área rural é de oito anos, e para a área urbana e de cerca de quatro anos. A vantagem real maior é para quem utiliza a energia para irrigação, em torno de 99% de economia”, explica a especialista.

Segundo Ana Paula, a maioria dos empreendimentos agrícolas de pequeno porte fica na microgeração, podendo assim ser feito um investimento de forma mais simplificada através da energia solar financiado por programas como o Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar) e FNE (Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste).

Potencial
O potencial eólico do Brasil, destaca a especialista, é superior a 500 GW e, atualmente, existem 12 GW instalados. Ela apontou que a energia renovável pode ser utilizada em diversos ciclos, a depender da necessidade e do nível de atividade do produtor. No caso da eólica, na visão da especialista, “apesar de ser ofertada em abundância no Ceará, ainda é uma opção que não oferece muita vantagem ao produtor rural, porque ele não se encaixa na classificação de mini e micro geração de energia pela Agência Reguladora de Energia (Aneel) – e, por isso, deve levar em consideração diversas formas de geração de energia acompanhado de um estudo de viabilidade econômica”.

Outras formas de geração de energia renovável foram mencionadas, como a solar, térmica e fotovoltaica e a energia de biomassa – que são mais atrativas para o agronegócio. Destas, a solar fotovoltaica é a mais viável para micro geração (até 75 kW) e mini geração (de 75 kW até 5 MW), a partir desse limite a energia só pode ser negociada nos leilões.

Incentivos
A gestora de agronegócio do Banco do Nordeste (BNB), Geânia Gomes – presente à reunião – disse que o FNE Sol e o FNE Verde, financiam até 100% do investimento em energia solar. Além disso, ela destacou que as taxas de juros para investimento pelo FNE, “são bastante convidativas”. Por sua vez, o gestor de Agronegócio Banco do Brasil, Antônio Gomes, informou, também, que a energia eólica é, hoje, uma política de desenvolvimento de Governo, e que o banco tem linhas de crédito especiais para os produtores rurais.

O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Ceará (Faec), Flávio Saboya, destacou que a entidade – em parceria com o Sindicato dos Produtores de Ibaretama e o BNB – instalou uma unidade demonstrativa com captação de água à base de energia solar, utilizando água de um poço profundo na Fazenda Triunfo, onde a CNA e a Embrapa estão desenvolvendo duas frentes de pesquisa: o Projeto Biomas Caatinga e o Projeto de Forrageiras do Semiárido. Ele anunciou que, em breve, a Faec promoverá um dia de campo para mostrar essa tecnologia e os dois projetos em execução.

Recursos naturais são abundantes, mas pouco usados no Estado

O italiano Daniel Gallarati, da empresa Sunpa.Sa, que trabalha com energia renovável há oito anos no Ceará, disse que o Brasil tem biomassa de sobra mas utiliza muito pouco, “porque falta projeto de concretização entre agricultor, engenharia e o Governo do Estado, aplicando uma legislação ambiental adequada, abrindo, dessa forma, o mercado e atraindo novos projetos de energias sustentáveis”. No caso da energia eólica, o grande problema, segundo ele, é o custo de importação, ou seja, o imposto em cima dos produtos, já que são fabricados hoje somente na Europa. “Uma solução seria baixar os custos e os bancos agilizarem a aprovação dos projetos, com juros adequados, disse o empresário italiano”, pondera Gallarati.

“Na Itália já instalamos 340 MW. Aqui no Brasil, instalamos 23 MW de energia solar somente para o Grupo Pague Menos; a Jandaia/Sucos do Brasil já utiliza 750 MW. A cidade de Martinópole capta energia solar para um clube social, e, em Sobral, uma fábrica de gelo”, informa Daniel. Segundo ele, o Brasil tem um grande potencial de resíduos sólidos com fins energéticos, que ainda não estão sendo explorados, principalmente na parte orgânica para produção de energia ou fertilizante para a agricultura. “O grande gargalo é a educação do cidadão que precisa ser informado e as cidades que precisam se preparar para receber o produto reciclado”, asseverou.

Para o presidente do Sindicato Rural de Moraújo, Elder Aguiar, as tecnologias que o homem do campo desenvolve, hoje, ainda são muito atrasadas. “Essa palestra sobre energias renováveis representa uma tecnologia que alavancaria, bastante, nossa atividade. Pensando nisso, idealizamos o programa “Doutores do Sertão”, que visa exatamente levar novas tecnologias ao campo através dos estudantes dos Institutos Federais de Educação”, observou Aguiar. Ele sugeriu que os bancos fizessem a renúncia fiscal, apoiando essa proposta, alavancando essas tecnologias no meio rural. “Essas tecnologias também poderiam ser difundidas pelo Senar, que tem uma missão de ensinar fazendo, e os bancos teriam mais condições – inclusive de fiscalizar a atuação”, finalizou o dirigente.

Fonte: O Estado

Ceará: capacidade eólica instalada avança 10,6%

A produção de energia eólica do Ceará em operação comercial no Sistema Interligado Nacional (SIN), entre janeiro e novembro do ano passado, cresceu 6,6% em comparação a igual período de 2016, atingindo 697,29 megawatts (MW) médios. Ao fim de novembro de 2017, o Estado chegou a 2.349,24 MW de capacidade instalada, avanço de 10,6% em relação a igual período do ano anterior.

Os dados, divulgados ontem, são da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). Com isso, o Ceará permanece em terceiro lugar dentre os estados que mais geraram energia eólica de janeiro a novembro de 2017 e também entre os que atingiram as maiores capacidades instaladas do País.

A CCEE indica que o Rio Grande do Norte segue na liderança da produção eólica no País com 1.460,75 MW médios de energia no período, aumento de 22,6% na comparação anual. Em seguida, aparece a Bahia com 900 MW médios produzidos (29,3%). Atrás do Ceará, o terceiro colocado, figurou o Rio Grande do Sul com 625,94 MW médios (20%) e o Piauí com 528,07 MW médios (59,9%).

Os dados de novembro confirmam ainda o Rio Grande do Norte como o Estado a maior capacidade instalada, somando 3.495,25 MW, alta de 12,8% em relação a igual mês de 2016. Em seguida aparece a Bahia com 2.349,24 MW (34,2%). Após o Ceará, figuraram, mais uma vez, o Rio Grande do Sul com 1.777,87 MW (12,8%) e o Piauí com 1.443,10 MW (66%).

Oportunidade

A presidente executiva da ABEEólica, Elbia Gannoum, destaca que o Ceará tem a mesma competitividade que os demais situados no Nordeste em geração de energia eólica. Para que o Estado volte a atingir o topo dos rankings no setor, a presidente destaca que o governo estadual “em feito um trabalho muito importante para atrair muitas fábricas. Agora, é só uma questão de oportunidade. Tem que haver mais leilões”.

Aneel libera eólicas no Ceará para operação comercial

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) liberou para operação comercial as unidades geradoras UG1 a UG11, de 2.100 kW cada, somando 23.100 kW de capacidade instalada da usina de geração eólica Santo Inácio IV, segundo despacho publicado na terça-feira, 5 de dezembro.

Outra usina a receber a autorização da Aneel é a Santo Inácio III, que compreende as unidades UG1 a UG14, de 2.100 kW cada, formando 29.400 kW de capacidade. Os empreendimentos estão localizados em Icapuí, Ceará.

Fonte: Canal Energia

Ceará tem 247 projetos em 2 leilões de energia

Cerca de um ano após o cancelamento nas vésperas do último leilão nacional de energia renovável, a Agência Nacional de Energia Elétrica aprovou ontem (14) para dezembro deste ano mais dois novos leilões, os quais possuem 247 projetos cuja exploração de vento e sol é no Ceará. Ao todo, foram 1.092 para o A6 – cuja produção de energia deve acontecer dentro de seis anos – e 1.676 para o A4 – produção dentro de 4 anos.

98 projetos em cada um dos certames são destinados a geração de energia eólica no Ceará, enquanto outros 50 no leilão A4 são para fotovoltaica e mais um no leilão A6 será para produção termelétrica a gás. Ter a substituição de eólico por gás no A6 foi um erro na opinião do consultor em energia e cientista industrial Fernando Ximenes, uma vez que o Brasil não é autosuficiente em gás natural.

O tempo necessário para o início da produção de energia também foi criticado por Ximenes, que avalia a necessidade de um período menor: “o ideal era ter tido leilão A2 (produção em 2 anos) e A3 (produção em 3 anos), principalmente solar e eólico, pois nossos reservatórios estão com carga baixa e o indicativo é que a crise energética continua em 2018 e 2019”.

Empresas desmerecidas

O consultor também questiona a necessidade de as empresas que participam dos leilões terem 20% valor do projeto registrado. “Qualquer projeto eólico ou solar dá R$ 500 mi ou R$ 1 bi, e a empresa ter 20% é um valor muito alto. Isso afugenta as empresas nacionais”, observa.

Somado a isso, Fernando Ximenes aponta um cenário de insegurança para o setor de energia elétrica no Brasil devido especialmente às incertezas geradas pelo cancelamento do leilão de energias renováveis no ano passado às vésperas da data.

“O setor energético passou o ano aguardando esses dois leilões. No ano passado, o governo adiou três vezes e um dia antes de realizar o leilão, cancelou o certame. O cenário deste ano está praticamente igual e isso deixa uma dúvida de que o governo não faça o mesmo”, observa Ximenes, alertando para uma provável frustração.

De acordo com o aprovado e divulgado ontem (14) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), o leilão de A4 será realizado no dia 18 de dezembro de 2017, enquanto que o leilão de A6 será realizado no dia 20 do mesmo mês. Ambos vão ocorrer na sede da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), em São Paulo.

Fonte: Diário do Nordeste

Parque solar de Apodi terá capacidade de geração de 162 MW no Ceará

Com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE). O Banco do Nordeste aprovou ontem o projeto de financiamento do Complexo de Energia Solar de Apodi que está sendo construído em Quixeré, no Vale do Jaguaribe, a 218 quilômetros de Fortaleza (CE).

O contrato para liberação de R$ 477,4 milhões do foi assinado hoje (24.10.2017), na sede do banco, em Fortaleza. Esse montante representa aproximadamente 65% do custo total da planta. O restante será bancado pelos sócios na proporção da participação de cada um deles.Tem capacidade de geração de 162 MW, suficientes para para atender 160 mil residências. O projeto foi assegurado no processo de leilão licitado pela Aneel em novembro de 2015.

O projeto pertence e empresa Apodi Participações composta pela pernambucana Kroma Energia; pela paraibana Êxito Importadora e Exportadora S/A (do grupo Federal Petróleo); e pela goiana RP Participações, ligada ao grupo Total Energia. Juntas, as três empresas detêm 12,5% do negócio, enquanto as multinacionais as norueguesas Scatec Solar e Statoil respondem por 87,5%.

Rodrigo Mello, diretor da Apodi Participações, destaca a relevância do acordo com a Scatec Solar e com a Statoil. “São duas grandes corporações no mercado global de energia. O complexo, em Quixeré, é o primeiro negócio da Scatec no Brasil. Para nós, tê-los como sócios só mostra a solidez e a relevância do nosso projeto, além da possibilidade cada vez mais concreta de construirmos novas parcerias”, reforça.

Mello recorda que toda a concepção do complexo foi desenvolvida pela Kroma Energia, missão que foi delegada à empresa pelos demais sócios. “Vencemos o leilão licitado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) em novembro de 2015”, recorda. “A partir daí, caímos em campo em busca de parceiros para desenvolver o negócio. Já tínhamos uma conversa bastante adiantada com a Êxito. Na sequência, a RP Participações se integrou ao grupo”, detalha.

– Primeiro negócio concreto da parceria firmada entre o consórcio Apodi Participações e as norueguesas Scatec Solar e Statoil, o Complexo de Energia Solar Apodi deverá abrir caminho para uma união de longo termo. Essa é a intenção dos sócios brasileiros, que já vislumbram, por exemplo, a ampliação da capacidade instalada da planta de Quixeré a partir de oportunidades num novo leilão de energia elétrica a ser realizado pelo governo brasileiro ainda este ano.

Concluída a fase de projeto, a estimativa de investimento total para deixar a Apodi operacional até novembro de 2018 – data limite estabelecida no leilão –, foi de R$ 700 milhões. “Naquele momento, entendemos que deveríamos procurar sócios no mercado”, observa. Vários players do setor, dentro e fora do Brasil, foram consultados, mas a conversa com os noruegueses se mostrou mais assertiva. Aconteceu em meados de 2016. No final daquele ano, um pré-acordo foi assinado. “Em maio último, batemos o martelo”, diz.

Em paralelo, Scatec Solar e Statoil também conversavam sobre uma possível parceria no Brasil. As duas empresas formalizaram, no começo de outubro, uma joint venture para atuar no mercado de energia solar no país, especificamente no Complexo de Apodi. A Statoil assinou um acordo para adquirir 40% da participação da Scatec Solar no negócio. A Statoil também terá 50% de participação na empresa de engenharia que irá executar o projeto, permitindo-a participar da elaboração e realização de novos projetos em energia solar no futuro.

A Scatec Solar, que investe em mercados emergentes, até então não operava no País. A empresa é um produtor independente de energia solar com sede em Oslo, na Noruega. Com usinas em operação produzindo 322 MW de energia, desenvolve, constrói, possui, opera e gerencia usinas. Já tem um histórico de instalação de cerca de 600 MW.

Atualmente produz 322 MW oriundos de usinas na República Tcheca, África do Sul, Ruanda, Honduras e Jordânia. Com uma presença global estabelecida, a empresa está crescendo rapidamente com uma carteira de projetos e um pipeline de mais de 1,8 GW em desenvolvimento nas Américas, África Ásia e Oriente Médio.

Já a Statoil tem uma forte presença na exploração de petróleo no litoral brasileiro.  É uma das principais produtoras, sendo operadora do campo de Peregrino e de blocos exploratórios na Bacia de Campos, na Bacia de Santos e na Bacia do Espírito Santo. Com capacidade de produção de 100 mil barris por dia, Peregrino é um dos maiores campos de óleo operado pela Statoil fora da Noruega. O complexo de Apodi é o primeiro projeto de energia solar da multinacional no mundo.

Foi firmado um Contrato de Reserva de Energia (CER) para 20 anos com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), com preço de entrega da energia de R$ 302/MWh, corrigido pelo IPCA.

O investimento terá um impacto direto na economia de Quixeré, cidade com pouco mais de 20 mil habitantes. Durante a fase de obra, o Complexo Apodi vai gerar 1,1 mil empregos diretos. A proposta dos investidores é de que pelo menos 40% dessa força de trabalho seja oriunda da cidade.

A escolha do município aconteceu como consequência da parceria comercial desenvolvida por anos entre a Kroma e a Cimento Apodi, empresa do Grupo M. Dias Branco. O grupo é dono do terreno de 800 hectares onde está sendo instalado o complexo.  Além da preocupação na contratação da mão de obra local, outro cuidado importante foi com a questão ambiental. O projeto obedeceu a todas as regulamentações ambientais.

Fonte: Jornal do Commercio | Fernando Castilho

Ceará busca voltar ao topo no ranking de energia eólica

Figurando no terceiro lugar no ranking de produção de energia eólica do Brasil, o Ceará está atrás do Rio Grande do Norte e da Bahia. Para voltar ao topo, comitiva do Governo do Estado irá buscar novas prospecções para o mercado local.

O potencial eólico do Ceará entrará em pauta a partir de hoje, no Brazil Windpower 2017. O evento, realizado no Rio de Janeiro, é uma oportunidade para diversas empresas e governos apresentarem as melhores opções para o mercado de energia eólica.

A participação cearense começa a partir das 13 horas, com o workshop “Novos Ventos do Ceará”, ministrado pelo secretário da Secretaria do Desenvolvimento (SDE), César Ribeiro e o pelo coordenador do Núcleo de Energia da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), Joaquim Rolim. O evento segue até quinta-feira, 31.

O principal ponto a ser abordado pelo Governo do Estado na atração de investidores será, além do fator natural de intensidade dos ventos, a infraestrutura local que possui uma “cadeia produtiva completa”, como define Joaquim. A nova parceria com o Porto de Roterdã e a privatização do Aeroporto Internacional Pinto Martins são fatores que podem influenciar em leilão de energia.

“O índice do Ceará (capacidade de geração) em 2016 foi de 47,6%, a do Brasil foi 40,7% e o mundial ficou abaixo de 30%. Mostra que o Estado tem diferencial muito grande. Nós temos plena condição para expandir”, comenta. Atualmente, são 61 usinas eólicas em operação no Estado, com a maioria dos parques localizados nos municípios de Itarema, Trairi, Aracati e Beberibe. A Chapada da Ibiapaba é uma das regiões com maior potencial a ser desenvolvido.

Para fortalecer a imagem do Estado, três produtos estão em licitação para serem apresentados a eventuais investidores. São o balanço energético do Ceará e o levantamento da infraestrutura elétrica cearense, ambos realizados pela Secretaria da Infraestrutura (Seinfra). É a primeira vez que estudos do gênero serão realizados no Ceará. Em parceria com a Fiec, o Atlas Híbrido Eólico e Solar também está em fase de planejamento e deve ser licitado. Os produtos não contam com data de lançamento.

Presidente da Agência de Desenvolvimento do Estado do Ceará (Adece), que também estará no Brazil Windpower, Nicolle Barbosa conta que os estudos passarão a ser anuais, após seu início. “A gente hoje não tem informações que justifiquem investimento aqui no Estado. Esses dados vão ser consolidados, estabelecendo a demanda e oferta de energia do Ceará, por exemplo. Vai ser como uma radiografia”, diz. Um estande da Adece também estará no evento, como espaço para tirar dúvidas e apresentar projetos.

Fonte: O Povo

Décima edição do All About Energy é lançada oficialmente em Fortaleza

20431205_1645494102158397_7990026231526728949_nO auditório da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) ficou lotado durante o lançamento oficial da 10ª Edição da Feira e Congresso All About Energy 2017. A solenidade ocorreu nesta terça-feira, 01 de agosto, na sede da instituição em Fortaleza e marca a contagem regressiva para a realização do maior evento multisetorial de energia e sustentabilidade da América Latina. O lançamento foi anunciado no contexto da reunião de Diretoria Plena da FIEC.

 

“Nosso evento vem sendo realizado no Ceará porque, quando se fala em energias renováveis, o Estado está bem posicionado. Foi aqui que começou a energia eólica no Brasil, a energia solar. O Ceará é referência para o futuro da energia renovável no Brasil”, destaca Prates.

Comemorando a sua décima edição, a Feira e Congresso All About Energy 2017 foi totalmente reconcebida com o propósito de ser um ambiente aberto para novos debates que contribuam para o avanço do setor energético. A novidade fica por conta da divisão em quatro quadrantes temáticos, sendo três voltados para energias renováveis: energia eólica, energia solar, bioenergéticos (biocombustíveis, biomassa e biogás) e um quarto quadrante tratando sobre consumo sustentável, veículos elétricos e eficiência energética.

Estão previstas conferências com investidores globais e a presença de autoridades internacionais do setor energético. O público poderá acompanhar as principais discussões sobre o cenário energético do Brasil e do mundo, bem como as novas tendências para sustentabilidade, além de poder conferir exposições de veículos elétricos, projetos de construções inteligentes como os  condomínios solares  e  aplicações  tecnológicas  para  eficiência  energética.

A 10º Feira e Congresso All About Energy 2017 será realizada de 04 a 06 de outubro no Terminal Marítimo  de Passageiros, em Fortaleza. O evento te​m como co-realizadores o CERNE e a empresa All About Eventos e ​conta com o apoio da FIEC e patrocínio da Eletrobras, Wobben WindPower, Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), Banco do Nordeste, Toyota,  Sindienergia e Sindicato das Empresas do Setor Energético do Rio Grande do Norte (SEERN).

Fonte: CERNE Press

CERNE se reúne com Desenvolvimento Econômico do Ceará

Encontro tratou de ações e parcerias entre a entidade e o Governo do Estado

O Diretor-presidente do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) e do Sindicato das Empresas do Setor Energético do Rio Grande do Norte (SEERN), Jean-Paul Prates, se reuniu na manhã desta terça-feira (01) em Fortaleza com lideranças do Estado do Ceará para discutir ações e parcerias entre as entidades setoriais e o Estado.

Dentre os pontos abordados na pauta, a mobilização do Sindicato das Indústrias de Energia e de Serviços do Setor Elétrico do Estado do Ceará (Sindienergia) e do SEERN no sentido de reforçar os pleitos para realização do leilão de energia em 2017.

A reunião também tratou sobre a participação do Ceará no contexto do REATE – Programa de Revitalização da Atividade de Exploração e Produção de Petróleo em Terra – bem como a possibilidade de realização do próximo evento para discussão do programa em Fortaleza.

Ainda na ocasião, o Governo do Estado firmou apoio oficial ao evento All About Energy 2017, que este ano está em sua décima edição e será realizado entre os dias 04 a 06 de outubro na capital cearense.

Participaram da reunião o Secretário de Desenvolvimento Econômico do Ceará, César Ribeiro, o presidente do Sindienergia, Benildo Aguiar, a Coordenadora de Relações Institucionais do CERNE, Neli Terra, e a diretora da empresa All About Eventos, Meiry Benevides.

Fonte: CERNE Press

10º All About Energy será lançado na FIEC

No mês de outubro, Fortaleza será a capital das energias renováveis. Evento celebra edição abordando o futuro da energia e sustentabilidade.

O lançamento oficial da 10ª Edição da Feira e Congresso All About Energy 2017 será realizado na próxima terça-feira, 01 de agosto,  na sede da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC) às 18:30 horas. A solenidade, que marca a contagem regressiva para a realização do maior evento multisetorial de energia e sustentabilidade da América Latina, acontece no contexto da reunião de Diretoria Plena da FIEC e contará com a presença e apoio do presidente da instituição, Beto Studart.

Comemorando a sua décima edição, a Feira e Congresso All About Energy 2017 foi totalmente reconcebida com o propósito de ser um ambiente aberto para novos debates que contribuam para o avanço do setor energético. A novidade fica por conta da divisão em quatro quadrantes temáticos, sendo três voltados para energias renováveis: energia eólica, energia solar, bioenergéticos (biocombustíveis, biomassa e biogás) e um quarto quadrante tratando sobre consumo sustentável, veículos elétricos e eficiência energética.

Estão previstas conferências com investidores globais e a presença de autoridades internacionais do setor energético. O público poderá acompanhar as principais discussões sobre o cenário energético do Brasil e do mundo, bem como as novas tendências para sustentabilidade, além de poder conferir exposições de veículos elétricos, projetos de construções inteligentes como os  condomínios solares  e  aplicações  tecnológicas  para  eficiência  energética.

10º Feira e Congresso All About Energy 2017 será realizada de 04 a 06 de outubro no Terminal  Marítimo  de Passageiros, em Fortaleza. O evento te​m como co-realizadores o CERNE e a empresa All About Eventos e ​conta com o apoio da FIEC e patrocínio da Eletrobras, Wobben WindPower, Agência de Desenvolvimento do Ceará (Adece), Banco do Nordeste, Toyota,  Sindienergia e Sindicato das Empresas do Setor Energético do Rio Grande do Norte (SEERN).

O evento também conta com o apoio confirmado da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), Associação Brasileira de Geração Distribuída (ABGD), Associação Brasileira dos Comercializadores de Energia Elétrica (ABRACEEL), Associação Nacional dos Consumidores de Energia (ANACE), Associação Brasileira dos Grandes Consumidores Industriais de Energia (ABRACE), Associação Brasileiras de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), União das Indústrias da Cana de Açúcar (Única), dentre outros.
Fonte: CERNE Press

Ceará volta à vanguarda da energia renovável com mini e microgeração

Toda expertise adquirida desde o início da implantação dos primeiros projetos de energia renovável no Ceará tem ancorado e estimulado o desenvolvimento de um novo mercado para o Brasil: o da mini e microgeração distribuída no Estado. Atualmente, o território cearense conta com 472 unidades produtoras em operação, o que dota o Estado de uma potência instalada de geração de 20 megawatts (MW) e o torna novamente um pioneiro do setor.

Destas unidades, 94% são centrais geradora solar fotovoltaica, segmento que, nos últimos anos, vem se expandindo exponencialmente no País e no Estado, acompanhando o movimento já consolidado na Europa.

“Essa é a forma de distribuição de energia que está alterando o sistema de distribuição elétrica no mundo. Em países como Alemanha e Itália, por exemplo, houve um grande esforço para estimular esse tipo de geração”, diz Jurandir Picanço, consultor de Energia da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec) e presidente da Câmara Setorial de Energias Renováveis do Ceará (CSRenováveis-CE). “No Brasil, isso ainda está muito no início, e o Ceará saiu na frente, com o setor muito organizado. Então, é provável que com o tempo o Ceará perca essa segunda posição”.

No País, hoje, são 12.331 mil pequenos produtores conectados à rede de distribuição elétrica, com uma potência total de 139 MW, sendo Minas Gerais o estado com o maior número de unidades (2.653) e com a maior potência instalada (29 MW). As unidades fotovoltaicas correspondem a 69% do total no País. “Essa é a tendência, com cada unidade consumidora produzindo energia, seja uma parte do que consome ou até mais do que o próprio consumo, retornando o excedente à rede. Além disso, há a possibilidade de geração remota, no modelo de condomínio ou consórcio”, diz Picanço.

Considerando os grandes empreendimentos, o Brasil tem hoje 50 usinas fotovoltaicas, com potência instalada total de 148,2 MW, o que corresponde a apenas 0,09% da capacidade de geração do País. No entanto, nos próximos anos, o potencial solar será multiplicado por 20, passando para 3,0 gigawatts (GW). Atualmente, são 37 usinas em construção no País, com 1,06 GW, e 70 empreendimentos fotovoltaicos contratados com construção não iniciada, com potência total de 1,79 GW.

Geração no Estado

No Ceará, entre os micro e minigeradores, Fortaleza conta com o maior número de unidades geradoras, 213 (2,3 MW), mas o maior potencial instalado está em Aquiraz, cujas 24 unidades têm uma potência total de 13,0 MW. Em outubro do ano passado, o Grupo Telles inaugurou em Pindoretama, na região Metropolitana de Fortaleza (RMF), a maior usina comercial de energia solar do País, com potência instalada de 3 MW, suficiente para garantir o abastecimento da fábrica de embalagens de papelão Santa Elisa, pertencente ao grupo. Com mais de 9 mil painéis fotovoltaicos, o investimento de cerca de R$ 30 milhões prevê o aumento da capacidade para 5 MW.

Gargalos

Com relação aos grandes empreendimentos, o Estado, que conta hoje com somente um empreendimento em operação, em Tauá, com 1,0 MW de potência, terá nos próximos anos, seis usinas, com potência instalada de 180 MW. Destas, quatro serão instaladas em Quixeré, uma em Banabuiú e uma em Massapê. Cada uma delas terá 30 MW de potência instalada.

O crescimento, no entanto, poderia ser percebido já no próximo ano caso os vencedores dos leilões realizados em 2015 estivessem concluindo seus empreendimentos. No entanto, a conjuntura econômica acabou adiando os planos. “Alguns projetos desistiram de implantar por causa da grande desvalorização do real. Eram projetos para serem entregues agora”, diz João Mamede Filho, consultor em energia. “O governo sinalizou o leilão para abril deste ano, depois passou para agosto, e já adiou para setembro ou outubro. O investidor precisa de segurança”, diz.

Fonte: Diário do Nordeste | Bruno Cabral

Ceará pode atrair até R$ 400 bi em investimento em energia eólica

A exploração total do potencial eólico do Ceará representaria investimentos de R$ 400 bilhões, além da criação de cerca de 1,2 milhões de empregos, aponta a Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), com base em estudo realizado pela fabricante de aerogeradores Vestas.

O relatório traz resultados da análise dos ventos obtidos por meio do software SiteHunt, que pode fornecer desde uma visão geral do recurso de vento em um continente, país ou região até o layout de uma usina eólica em determinada localidade. O sistema foi desenvolvido pela própria Vestas, que também possui uma fábrica de aerogeradores no Ceará.

Segundo o estudo, o estado dispõe de 80 GW de potencial eólico acumulado, em velocidades superiores a 7,0 m/s, patamar de vento considerado atrativo economicamente. Os resultados demonstram que o Ceará possui condições excepcionais para a geração de energia eólica: ventos constantes, bem direcionados, com alto índice de aproveitamento e bem distribuídos na área geográfica.

“Esse enorme potencial influenciou na escolha do Ceará para sediar nossa unidade industrial no Brasil”, afirmou Adriano Barros, diretor Institucional da Vestas.

O Ceará descobriu essa vocação no final da década de 1990 e tornou-se pioneiro no estímulo à geração de energia eólica no Brasil, com a implantação dos primeiros parques comerciais. Em 2016, 21 novos parques eólicos entraram em operação no estado, totalizando 485 MW de capacidade adicional, segundo boletim anual divulgado pela Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica).

Em termos de produção efetiva de energia, as usinas do Ceará totalizaram 5,87 TWh em 2016, atrás apenas de Bahia (6,08TWh) e Rio Grande do Norte (10,59TWh). Porém, em termos de fator de capacidade, o Ceará tem o maio fator médio no período de 2016, com 47,6%, a frente de Piauí (43,7%) e Rio Grande do Norte (41,8%).

O fator de capacidade médio da fonte eólica no Brasil foi de 40,7% em 2016. Este é um resultado bem acima da média mundial, que gira ao redor de 25%. Segundo a ABEEólica, essa é a prova que o Brasil tem um dos melhores ventos do mundo.

De acordo com o Banco de Informações de Geração da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), há 444,4 MW em parques eólicos sendo construído no Ceará e outros 482,9 MW cuja obra ainda não foi iniciada. Atualmente, o Governo do Estado, através da SDE/ADECE, em conjunto com a FIEC, está implementando uma agenda para a retomada do desenvolvimento da cadeia produtiva de energia eólica.

Fonte:

Ceará será 3º maior produtor de energia eólica em 2021

Quarto maior produtor de energia eólica do País, o Ceará deve chegar atingir a marca de 2,6 gigawatts (GW) de capacidade instalada nos próximos quatro anos, passando para terceira posição entre os maiores estados produtores. O incremento de 0,9 GW da matriz eólica cearense até 2021 representa um crescimento de 62% do potencial do Estado. A projeção é do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne).

Considerando a conclusão dos atuais parques em construção e os projetos contratados nos últimos leilões de energia previstos para entrarem em operação até 2021, o Ceará, hoje com 59 parques em operação, somará até lá 105 empreendimentos, com capacidade instalada de 2.602,86 MW ficando atrás apenas da Bahia e do Rio Grande do Norte no ranking nacional.

“O setor eólico vem acompanhando com grande interesse as iniciativas que o Ceará tem empreendido para resgatar a atratividade do Estado e para criar um ambiente de investimentos favorável, principalmente através da sua federação das indústrias (Fiec) e das secretarias de governo estaduais”, destaca Jean-Paul Prates, diretor-presidente do Cerne.

“O Ceará foi o pioneiro em eólicas no Brasil e tem uma situação privilegiada quanto à atração de novos investimentos no futuro”, completa ele.

Além dos atuais 59 parques eólicos em operação, para os próximos anos, está prevista a adição de 0,9 GW na capacidade de geração do Estado, proveniente de 24 empreendimentos atualmente em construção, com 0,5 GW, e mais 22 parques eólicos já aprovados com construção não iniciada, com 0,6 GW, de acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

Geração

De janeiro a abril, a geração eólica no Ceará foi de 465 MW médios, o que representou um crescimento de 12% na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo dados consolidados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). O Rio Grande do Norte, maior produtor do País, com 1.0 GW médios em 2017, registrou um aumento de 39% na produção. Em seguida aparecem os estados da Bahia com 678 MW médios (+30%) produzidos e do Rio Grande do Sul, com 533 MW médios (+9%).

No Nordeste, considerando apenas janeiro e fevereiro, a matriz eólica foi a principal fonte de energia da Região, com participação de 36,5%, segundo relatório do Escritório Técnico de Estudos Econômicos do Nordeste (Etene), órgão de pesquisas do Banco do Nordeste. No mesmo período, as térmicas foram responsáveis por 34,1% da matriz elétrica regional e a fonte hidráulica por 29,5%. O histórico levantado no relatório revela rápido crescimento a partir de 2014, quando a fonte eólica passou de 7,8% na geração de energia elétrica para 19,2% no ano seguinte. No final de 2016, a fonte eólica já representava 37,2% da geração regional.

Ainda segundo a CCEE, no Brasil, a produção de energia eólica em operação comercial no Sistema Interligado Nacional (SIN), de janeiro a abril, foi 30% superior à geração no mesmo período do ano passado. As usinas eólicas brasileiras produziram um total de 3.286 MW médios frente aos 2.532 MW médios gerados em 2016.

No País, a fonte eólica alcançou 5,1% de toda energia gerada no período pelas usinas do SIN. A fonte hidráulica foi responsável por 79,4% do total e as usinas térmicas responderam por 15,4% da geração no País.

Ao final de abril deste ano, havia 414 usinas eólicas em operação comercial no País, que somavam 10,5 GW de capacidade instalada, aumento de 17,6% frente às 352 unidades geradoras existentes no mesmo mês do ano passado.

Fórum

Nessa terça-feira (27) e quarta-feira (28), é realizada a nona edição do Fórum Nacional Eólico – Carta dos Ventos, organizado pelo Cerne. O evento, realizado em Natal, irá discutir as perspectivas do mercado eólico no Brasil nos próximos 10 anos, como interiorização de projetos e expectativa para o mercado offshore, além de licenciamentos e gestão ambiental de empreendimentos eólicos, penalidades previstas na operação de parques, dentre outros temas.

Foto: Bruno Cabral | Diário do Nordeste

All About Energy 2017: Presidente do CERNE se reúne com lideranças no Ceará

WhatsApp Image 2017-06-23 at 01.35.06O Diretor-Presidente do CERNE, Jean-Paul Prates, e o Coordenador de Gestão de Projetos e Eventos Setoriais, Paulo Henrique Macedo, se reuniram com o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (FIEC), Beto Studart, para discutir os preparativos da décima edição do All About Energy – Congress & Expo (AAE 2017), que acontecerá no mês de outubro em Fortaleza. Neste ano o evento terá como mote principal o futuro da energia.

A reunião também contou com a participação do consultor de Energia da FIEC, Jurandir Picanço,  o presidente do Sindienergia, Benildo Aguiar, e a coordenadora da empresa All About Eventos, parceira do CERNE na realização do AAE 2017, Meiry Benevides.

 

Fonte: CERNE Press

 

Ceará tem potencial de 80GW, aponta relatório

O Ceará pode virar um gigante na geração de energia eólica se conseguir aproveitar todo seu potencial. É o que indicam dados preliminares de um estudo inédito feito pela Vestas, empresa dinamarquesa considerada uma das maiores do mundo na produção de aerogeradores.

Conforme a análise, o Estado possui 80 GW de potencial eólico acumulado, em velocidades superiores a 7,0 m/s. No entanto, atualmente, apenas 3% desse total (2,6 GW) estão em operação ou contratados.A empresa dinamarquesa analisou recurso de vento através do software SiteHunt, desenvolvido pela própria empresa para fornecer uma visão geral dos recursos eólicos em um continente, país ou região específica.

“Os resultados obtidos para o Ceará são de grande relevância, demonstrando que o Estado possui condições excepcionais para a geração de energia eólica: ventos constantes, bem direcionados, com alto índice de aproveitamento e bem distribuídos na área geográfica”, afirmou a Vestas, em nota.

No começo do ano passado, a Vestas inaugurou sua primeira fábrica no Brasil, na cidade de Aquiraz, Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), para produzir a turbina V110 2.0/2.2 MW, eleita a melhor turbina do mundo em 2015 pela Windpower Monthly. Além disso, no primeiro trimestre deste ano de 2017, a Vestas inaugurou também seu primeiro centro de serviços no Brasil, localizado no Estado do Rio Grande do Norte.

A empresa fechou 2016 com 371 MW contratados em energia eólica no País, que é o 8º maior mercado da companhia em contratos firmes.

Recorde

Receita, rendimentos e fluxo de caixa livre da Vestas aumentaram no primeiro trimestre de 2017. A receita alcançou o valor recorde de 1,885 bilhões de euros, aumento de 29% ante 2016.

Fonte: Diário do Nordeste

Ceará tem potencial para 6 usinas de dessalinização

O Ceará tem potencial para receber em sua costa seis usinas de dessalinização da água do mar. Esse foi um dos pontos citados pelo técnico de Projetos, Construções e Montagens de uma estatal, Roberto Viana Dantas, em sua apresentação realizada ontem, na sede da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), durante a 56ª reunião ordinária da Câmara Setorial de Energias Renováveis do Estado do Ceará (CSRenováveis-CE).

Segundo Dantas, essas usinas poderiam ser construídas nas regiões dos municípios de Acaraú, Trairi, Pecém, Fortaleza, Beberibe e Icapuí. O técnico ainda apontou que a água das usinas seria distribuída através da construção de uma malha de adutoras lançada na faixa de domínio das rodovias estaduais (CEs).

Dantas já enviou a sugestão ao gabinete do Governo do Estado, à Secretaria de Recursos Hídricos (SRH) e à Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior (Secitece), juntamente com outra proposta, que aponta o potencial de geração de energia solar em áreas sujeitas à desertificação.

De acordo com o técnico, o Ceará possui aproximadamente 11% de seu território (cerca de 16 mil km²) de áreas propensas à desertificação, que poderiam ter o seu potencial avaliado para a instalação de plantas solares.

Edital

O governo do Estado já havia lançado no dia 13 de março um edital para Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) a fim de selecionar a empresa responsável por elaborar os estudos para uma usina de dessalinização na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF).

O Executivo estadual prevê que a planta comece a ser construída no segundo semestre do próximo ano e entre em operação apenas no ano de 2020, devendo custar, em média, R$ 500 milhões à empresa que vencer a licitação para o investimento.

Parque Eólico Offshore

Roberto Viana Dantas também destacou em sua apresentação na Fiec a potencialidade da costa de Paracuru para a recepção de investimentos em torres eólicas offshore (no oceano).

A ideia seria aproveitar a infraestrutura da plataforma de exploração de petróleo da Petrobras localizada na região – que engloba os ativos da estatal que já foram anunciados à venda para a iniciativa privada – como parte da infraestrutura necessária para a criação de um parque eólico no mar.

O vice-presidente da CSRenováveis-CE, Adão Linhares, entretanto, contesta esse ponto, dentre outros motivos, por a estrutura já ser bastante antiga, com cerca de 35 anos de atividade. “Como não foi feito nenhuma avaliação técnica, eu não acho viável. A ideia é muito boa, no sentido de despertar essa avaliação”, destacou.

Vestas

A reunião da câmara também contou com a exposição do head of Public Affairs for South America da Vestas, Adriano Leite de Barros, que apresentou alguns números de balanço da unidade da produção de aerogeradores da empresa, situada em Aquiraz, inaugurada em janeiro de 2016. A fábrica encerrou o ano passado com mais de 130 funcionários diretos e produziu um total de 150 turbinas.

De acordo com Adão Linhares, a apresentação de ontem na Fiec fez parte das intenções da empresa de prospectar mais fornecedores locais. “Eles querem transformar o entorno da fábrica deles num grande espaço de fornecedores. A pretensão deles é que eles, de repente, não precisem mais importara nada”, salientou o vice-presidente da CSRenováveis-CE.

Fonte: Diário do Nordeste

Complexo solar de 114 MW consegue aprovação para licença no Ceará

Foi aprovado no dia 9 de março o parecer da Superintendência Estadual do Meio Ambiente do Ceará favorável ao licenciamento prévio do complexo de usinas de energia fotovoltaica Solar Res Moreira, do consórcio Russas Energia Solar SPE Ltda. O complexo formado por quatro unidades deverá ser instalado no município de Russas, numa área de 337 hectares.

As usinas gerarão juntas 114 MW de energia, o equivalente à demanda de 50 mil casas. Entre as vantagens apresentadas pelo consórcio está a localização do empreendimento, a aproximadamente seis quilômetros da subestação da Chesf. Outro aspecto destacado é a taxa de irradiação solar, considerada satisfatória para dar sustentabilidade econômica ao empreendimento, mesmo em períodos de chuva.

Segundo estudos da empresa, 600 empregos serão gerados na fase de instalação do empreendimento.

Fonte: Governo do Ceará | Superintendência Estadual do Meio Ambiente (Semace)

Piauí fornecerá minérios e produzirá energia limpa com Ceará

O secretário Estadual de Mineração, Petróleo e Energias Renováveis, Luís Coelho, esteve presente em audiência com o secretário de Relações Internacionais do Governo do Estado do Ceará, Antônio Balmahm, e o Presidente da Zona de Processamento e Exportação (ZPE) do Ceará Mário Lima. O objetivo do encontro entre gestores interestaduais, realizado no Palácio do Governo do Ceará, visa o intercâmbio entre os dois estados para o fortalecimento institucional e o melhor aproveitamento das energias renováveis e minerais entre os territórios vizinhos.

“Queremos mostrar para a ZPE e para o governo do Ceará o que nós temos e o que podemos fornecer para o estado”, explicou o secretário do Piauí.

Entre os principais pontos acordados na audiência estiveram a produção de energia eólica na Serra da Ibiapaba, a logística de câmbio de mercadorias com a TransNordestina – que ligará o Piauí ao porto cearense de Pecém -, e o fornecimento, por parte do Piauí, de matérias primas para indústrias siderúrgicas e de materiais químicos.

“Trata-se de um contato para se abrir fronteiras, abrir diálogos e negócios casados com os interesses empresariais. Eu acho de grande valia porque estamos num momento de muitos acontecimentos. No Piauí já estamos no nível de Plano de Avaliação Econômica (PAE). Já sabemos os minérios que temos e como extraí-los, agora vamos abrir as portas para saber quais serão os objetivos da nossa produção interna. Estamos mostrando e buscando nos empresários e Estados vizinhos o que necessitam para que forneçamos minérios e outras matérias”, destaca Luiz Coelho.

Com o PAE foi possível concluir que o Piauí possui duas grandes reservas de minério de ferro que abrigam uma faixa de um bilhão de toneladas cada. O Ceará possui indústrias de siderurgia, mas não possui reservas de ferro. O objetivo é abrir um leque de conversar entre o estados e fazer do Piauí um fornecedor próximo de matérias primas. Municípios piauienses como Curral Novo, Simões e outras na região de São Raimundo Nonato, como Fartura, São Lourenço e Dirceu Arcoverde podem fornecer ferro e atrair empresas siderúrgicas para o estado.

Outro ponto estratégico entre os dois estados é a ferrovia que vai ligar o Sul do Piauí ao Porto de Pecém, a Transnordestina.  A obra, com mai de 1.700 km de ferrovia liga o município de Eliseu Martins, no cerrado piauiense, aos portos de Pecém, no Ceará, e Suape, no Pernambuco.

“Essa foi só uma prévia e no final deste mês, início de fevereiro, outra conversa está agendada. Nela serão apresentadas as necessidades empresariais específicas do Estado do Ceará com o calcário, fosfato, minério de ferro e outros minerais que eles assim desejam. Não se trata só de minério de ferro, outras empresas que estão na ZPE cearense tem interesses em adquirir matérias primas que estejam mais próximas da zona de processamento. Estamos abrindo um leque de conversas no sentido de unir interesses, para saber o que pode ser feito para alinhar as classes empresariais dos dois estados”, relatou o secretário de mineração.

A energia renovável também se configura como uma importante área de convergência de interesses. O Piauí, que já é uma fronteira de produção de energia eólica pode estender sua produção com a potência da região da Serra da Ibiapaba, que faz fronteira com o estado do Ceará. Para o governo do Piauí, a serra tem potência para se tornar uma grande fonte de produção de energia eólica e um divisor das águas nas energias renováveis dos dois estados.

“No lado de cá do nosso estado nós temos um trabalho de pesquisa em fase terminal que apontam para a possibilidade de implantação de mais de 2 mil torres, algo em torno de 4 Gigas. É uma previsão para a Serra da Ibiapaba que envolve os municípios de São Miguel do Tapuio, Assunção, Buriti dos Montes e outros municípios da divisa com o Ceará”, adiantou Coelho.

Ainda de acordo com o secretário de Mineração, Petróleo e Energias Renováveis do Piauí, 2017 continua com boas notícias na área de energia eólica e solar. “Acredito que este ano será de grande avanços nesses dois setores renováveis. As empresas estão determinadas para investir no estado. Outro ponto é que estamos vendo no início do ano uma aumento na taxa de energia elétrica para o consumidor, com ao aumento das temperaturas e diminuição das chuvas. A opção é fazer que as energias renováveis sejam fundamentais para a geração de energia elétrica. Por isso devemos investir cada vez mais em energias limpas como a eólica e a solar”, concluiu o secretário.

A audiência interestadual deve ser proposta também para conciliar interesses econômicos com os estados do Maranhão e da Bahia.

Fonte: Valmir Macêdo | Governo do Piauí

CERNE e faculdade Ari de Sá firmam parceria para cursos de capacitação no Ceará

O Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (Cerne) e a Faculdade Ari de Sá assinaram convênio de cooperação entre as duas instituições para a implantação de cursos de capacitação profissional na área de energia. A parceria foi celebrada em evento realizado nesta quinta-feira, 29 de setembro, na sede da instituição de ensino em Fortaleza, no Ceará.

Diretor Setorial de Meio Ambiente e Sustentabilidade do CERNE e coordenador dos cursos RN/CE, Hugo Fonseca. (Foto: CERNE Press)

Diretor Setorial de Meio Ambiente e Sustentabilidade do CERNE e coordenador dos cursos RN/CE, Hugo Fonseca. (Foto: CERNE Press)

Com o novo convênio, o CERNE amplia a oferta de cursos de capacitação profissional para além das fronteiras do Rio Grande do Norte, buscando atender a demanda do mercado de trabalho e abrindo novas oportunidades de qualificação para quem deseja ingressar no setor energético.

Participaram da solenidade o Diretor-Presidente do CERNE, Jean-Paul Prates, o Diretor Setorial de Meio Ambiente e Sustentabilidade e coordenador dos cursos RN/CE, Hugo Fonseca, e representantes da Faculdade Ari de Sá.

Fonte: CERNE Press

 

 

Ceará tem 24 parques eólicos em construção

O Ceará detém 24 parques eólicos em construção atualmente, com uma potência de 563,13 megawatts (MW). O número de empreendimentos em obras representa um crescimento de quase 49% em relação aos 49 parques já existentes (somando 73 unidades), e um aumento de 41,6% frente ao potencial de 1,35 GW em operação hoje no Estado (somando 1,91 GW).

De acordo com o Centro de Estratégias em Recursos Naturais & Energia (Cerne), com 2,67 GW, o Ceará é o estado brasileiro com a terceira maior capacidade total de potência, contando com os parques em operação, construção, contratados e vencedores de leilão. Bahia e Rio Grande do Norte aparecem nas primeira e segunda colocações, com 5,39 GW e 4,93 GW, respectivamente.

Além dos 49 parques eólicos em operação e dos outros 24 em construção, o Ceará também conta com mais 34 empreendimentos contratados, capazes de gerar 739,20 MW. Há, ainda, um projeto vencedor de leilão mas que ainda não foi contratado, com capacidade de gerar 18,90 MW.

Atualmente, segundo o Cerne, o Rio Grande do Norte é o estado com a maior capacidade total de potência instalada em operação (2,90 GW), seguido da Bahia (1,75 GW) e do Ceará (1,35 GW).

A Bahia, porém, vem se destacando frente ao Rio Grande do Norte quando são levados em consideração a capacidade total de potência em construção (901,50 MW contra 800,20 MW) e contratada (2,74 GW contra 1,06 GW).

O Brasil está com uma capacidade eólica instalada acumulada em 9,04 GW neste ano. Em relação a 2015, que fechou em 7,67 GW, o número representa um salto de 17,7%.

Já a capacidade eólica adicionada no País, em 2016, está em 1,36 GW. Na comparação com os 2,65 GW observados no fim de 2015, o total significa uma retração de 48,5%. Conforme o Cerne, em 2015, o Brasil foi o quarto país com maior capacidade eólica instalada acumulada (MW), responsável por 5,8% do total. Os três primeiros colocados foram China (33,6%), Estados Unidos (17,2%) e Alemanha (10,4%).

No que diz respeito à capacidade de energia eólica adicionada (MW) no ano passado, o Brasil também ficou com a quarta colocação do ranking mundial (4,4%), atrás da China (48,4%), Estados Unidos (13,6%) e Alemanha (9,5%).

Empregos

Conforme o Diário do Nordeste noticiou no último mês de junho, o setor de geração eólica deverá criar mais de 15 mil empregos no Ceará até 2019, tendo em vista contratos já assumidos.

O Estado oferece cerca de 23 mil postos de trabalho (diretos e indiretos). De acordo com dados de junho de 2016 da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica), a expectativa é que, até 2019, cada MW de potência seja responsável por 15 empregos em toda a cadeia produtiva.

Brasil

Em todo o País, o setor gera hoje 145 mil empregos, dos quais 41 mil foram criados apenas no ano passado. E até 2019, a expectativa é de que a cadeia produtiva do setor eólico passe a gerar 277 mil empregos.Em 2015, segundo dados da Abeeólica, a energia eólica foi responsável por 39,3% da expansão da matriz elétrica brasileira, ficando à frente da energia hidrelétrica (35,1%), principal matriz do País, e da energia termelétrica (25,6%).

infoenergia

Fonte: Diário do Nordeste