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Hidrelétricas podem ter em 2018 melhor período de chuvas em anos, diz CCEE

Chuvas favoráveis vistas desde dezembro na região das hidrelétricas brasileiras devem continuar até abril, o que pode levar o país a ter em 2018 o melhor período úmido em termos de recuperação dos reservatórios hídricos em anos, disse à Reuters um especialista da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCCE) nesta terça-feira.

Se confirmada a projeção mais otimista, as contas de luz podem atravessar ao menos o primeiro trimestre sem cobranças adicionais das chamadas bandeiras tarifárias, que geram custos extras para os consumidores quando a oferta de energia é mais restrita devido à falta de água nas hidrelétricas.

O gerente de Preços da CCEE, Rodrigo Sacchi, disse que nesse ritmo os reservatórios do país podem fechar abril com cerca de 60 por cento da capacidade, um nível considerado “confortável”, mesmo após tocarem em novembro do ano passado o menor nível em 20 anos.

“A tendência é que, dada essa melhora hidrológica, a gente consiga atingir ao final do período úmido níveis médios de armazenamento satisfatórios… melhores que nos últimos anos”, afirmou Sacchi.

A região Sudeste, que concentra a maior parte dos reservatórios, deve receber em janeiro chuvas em 105 por cento da média histórica, que cairiam levemente em fevereiro e março para 96 por cento da média, segundo projeções da CCEE. Em abril as precipitações devem ser de 95 por cento da média.

“Isso realmente configura um período úmido bastante favorável, próximo da média histórica na região Sudeste, diferente do que vinha acontecendo nos últimos anos”, adicionou Sacchi.

A última vez em que as chuvas na região das hidrelétricas do Sudeste ficaram nesse nível foi em 2013, quando alcançaram 96 por cento da média histórica entre janeiro e abril, segundo dados do Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

A própria CCEE havia estimado anteriormente que as chuvas entre o final de 2017 e abril de 2018 ficariam abaixo da média histórica, um cenário que começou a mudar na reta final do ano passado.

O cenário mais otimista da CCEE vai na linha de projeções de especialistas de mercado publicadas pela Reuters no início de janeiro.

A hidrologia favorável ainda deve fazer com que as hidrelétricas produzam no primeiro trimestre acima de suas garantias físicas, que é o montante de eletricidade que elas podem vender no mercado, disse Sacchi.

Com isso, não haveria o chamado déficit de geração hidrelétrica no período, um problema que vem sendo registrado no país desde 2014 devido às baixas precipitações na região das usinas.

Esse cenário manteria as contas de luz em bandeira tarifária verde, já acionada em janeiro, que não gera cobranças adicionais para os consumidores.

Isso porque uma metodologia aprovada pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) no final do ano passado prevê bandeira verde nas tarifas sempre que não houver déficit hidrelétrico, uma situação conhecida no setor como produção de “energia secundária”.

“A tendência é termos secundária nos primeiros meses do ano (1° trimestre), mas ainda não temos esses números fechados”, disse Sacchi.

A CCEE terá projeções concretas sobre o déficit hídrico dos próximos meses até o início de fevereiro, quando os operadores de hidrelétricas saberão os resultados da chamada “sazonalização”– processo em que eles distribuem a garantia física de suas usinas ao longo dos meses do ano.

As hidrelétricas respondem por cerca de 60 por cento da capacidade de geração do Brasil, segundo dados da Aneel.

Fonte: Reuters

Geração de energia eólica cresce 61,5% em 2017

Usinas movidas pela força dos ventos produziram 3.495 MW médios nos dois primeiros meses do ano; capacidade instalada da fonte chegou a 10,4 GW

Dados consolidados do boletim InfoMercado mensal da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE apontam que a produção de energia eólica em operação comercial no Sistema Interligado Nacional – SIN foi 61,5%. Resultado superior à geração no mesmo período de 2016.

As usinas da fonte produziram um total de 3.495 MW médios em janeiro e fevereiro frente aos 2.164 MW médios gerados no primeiro bimestre do ano anterior. A representatividade da fonte eólica em relação a toda energia gerada no período por todas as usinas do Sistema alcançou 5,3%. A fonte hidráulica (incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas – PCHs) foi responsável por 81,7% do total e as usinas térmicas responderam por 13% da geração no país.

Ao final de fevereiro deste ano, havia 409 usinas em operação comercial no país, que somam 10.393 MW de capacidade instalada, aumento de 23% frente às 332 unidades geradoras existentes no mesmo mês do ano passado.

Eólica por Estado

Os dados da CCEE indicam que o Rio Grande do Norte permanece como maior produtor do país com a produção de 1.267,5 MW médios em 2017, aumento de 98% em relação ao mesmo período do ano passado. Em seguida, aparece o estado da Bahia com 685 MW médios (+92%) produzidos, o Ceará com 587,5 MW médios (+51%) e o Rio Grande do Sul, que alcançou 430 MW médios (-6,3%) nos dois primeiros meses do ano.

O relatório também mostra que o Rio Grande do Norte aparece no ranking dos Estados com a maior capacidade instalada, somando 3.181 MW, aumento de 25% em relação ao ano anterior. Em seguida, aparece o Ceará com 1.960 MW (+23,5%), a Bahia com 1.750 MW (+17,5%) e o Rio Grande do Sul com 1.667 MW (+10%).

Rio Grande do Norte

A análise do Centro de Estratégias em Recursos Naturais e Energia (CERNE) sobre o ranking mostra que o RN produz em eólica  praticamente o dobro da produção dos segundo e terceiros lugares juntos (Bahia e Ceará) e ainda é superior a toda a produção eólica restante dos  7 outros estados (953 MW médios).
Sem título

Fonte: CCEE

Fonte: CERNE Press com informações do CCEE

Fator de disponibilidade de eólicas e térmicas com CVU nulo ficará suspensa em 2017

Sueli Montenegro, da Agência CanalEnergia,

A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica foi autorizada a suspender, em 2017, a aplicação do Fator de Disponibilidade na contabilização da energia de usinas eólicas e termelétricas inflexíveis com Custo Variável Unitário nulo, que tiveram a garantia física estabelecida em legislação especifica. A decisão da Agência Nacional de Energia Elétrica deverá ser considerada para 15 usinas eólicas e 48 térmicas com F-Disp inferior a 1,ou seja, abaixo de 100% da disponibilidade de geração para o ano que vem. A CCEE vai adotar o valor 1.

As Regras de Comercialização de Energia Elétrica estabelecem que o cálculo da garantia física apurada – que corresponde à energia produzida por cada usina – será feito a partir da aplicação do fator de disponibilidade sobre a garantia física estabelecida para o empreendimento. Os valores são publicados pela CCEE até o dia 31 de agosto de cada ano, e valem para o ano seguinte.

No mês passado, a Câmara de Comercialização solicitou orientação da Aneel sobre o procedimento a ser adotado em relação ao fator de disponibilidade das termelétricas a biomassa com CVU nulo. Havia o receio de que, com a revisão das garantias físicas dessas UTEs a partir de janeiro de 2017, houvesse uma “possível degradação em duplicidade dos montantes” definidos para os empreendimentos. A revisão dos valores da energia destinada à contratação foi definida em setembro pelo Ministério de Minas e Energia para quatro usinas eólicas, e em outubro para 51 UTEs a biomassa.

Consumo tem queda de 2% em março, aponta CCEE

Dados preliminares de medição coletados entre os dias 1º e 15 de março apontam queda de 2% no consumo e de 1,9% na geração de energia elétrica no país, na comparação com o mesmo período de 2015, segundo a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica. A análise do desempenho da geração indica a entrega de 64.294 MW médios de energia ao Sistema Interligado Nacional em março. As usinas eólicas e térmicas movidas à biomassa aumentaram a produção em 50,5% e 18%, respectivamente, no período. Houve ainda aumento de 7,9% na geração das usinas hidráulicas, incluindo as Pequenas Centrais Hidrelétricas. Os 51.650 MW médios produzidos representam 80,4% de toda energia gerada no país, índice 7,3 pontos percentuais superior ao registrado em 2015.

Segundo a CCEE, o consumo de energia 61.780 MW médios até 15 de março. As reduções foram de 1,4% no mercado cativo e de 3,6% no mercado livre. Dentre os ramos de atividade industrial analisados pela CCEE, que considera dados dos autoprodutores, consumidores livres e especiais, houve aumento no consumo dos setores de saneamento (+4,6%), madeira, papel e celulose (+4,6%), comércio (+4,4%) e alimentício (+3,7%). A retração no consumo foi registrada nos ramos de extração de minerais metálicos (-12,1%), minerais não metálicos (-10,8%), veículos (-7,7%) e bebidas (-6,4%).

O boletim InfoMercado Semanal da CCEE também apresentou estimativa de que as usinas hidrelétricas integrantes do Mecanismo de Realocação de Energia gerem, até a terceira semana de março, o equivalente a 97,6% de suas garantias físicas, ou 52.009 MW médios em energia elétrica. Para fins de repactuação do risco hidrológico, este percentual foi de 102,8%.

Fonte: Da Agência CanalEnergia, Operação e Manutenção

Capacidade instalada de usinas eólicas cresce 45% em 2015

A capacidade instalada de usinas eólicas cresceu 45% ao longo de 2015 na comparação com 2014, saltando de 5.710 MW para 8.277 MW. Entre janeiro e dezembro do ano passado, entraram em operação 102 novos empreendimentos, somando um total de 325 geradoras eólicas em 2015. O balanço foi divulgado pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica na segunda-feira, 7 de março.

Segundo a CCEE, as usinas eólicas produziram 2.971 MW médios, crescimento de 52% em relação ao mesmo período de 2014. Vale destacar o desempenho da fonte no mês de agosto, quando a produção alcançou seu auge e entregou ao Sistema Interligado Nacional de 3.199 MW médios.

Na análise por estado, o Rio Grande do Norte fechou 2015 com a maior capacidade instalada em usinas eólicas, um total de 2.493 MW, aumento de 28,3%. Em seguida, aparecem Ceará com 1.573,5 MW (+22,8%), Rio Grande do Sul com 1.514 MW (+30,6%) e Bahia com 1.441 MW (+41,6%). Veja o ranking completo abaixo.

Os dados consolidados do boletim InfoMercado Mensal referentes à dezembro mostram ainda uma variação positiva no consumo e geração de energia do SIN. Na comparação com o mesmo período do ano anterior, houve um aumento de 0,5% no consumo (61.795 MW médios ante 61.479 MW médios) e de 0,4% na geração de energia (61.826 MW médios frente aos 61.559 MW médios).
Ranking – Os 10 maiores estados  em capacidade instalada de energia eólica
Posição             Estado               MW
1º             Rio Grande do Norte  2.493
2º             Ceará                             1.573,5
3º             Rio Grande do Sul      1.514
4º             Bahia                             1.441
5º             Piauí                              705
6º             Santa Catarina            224
7º             Pernambuco                192
8º             Paraíba                         59,5
9º             Sergipe                         34,5
10º           Rio de Janeiro            28
Fonte: Da Agência CanalEnergia, Operação e Manutenção