Posts

Energia solar e eólica serão em breve mais baratas que carvão, diz Statkraft

A elétrica estatal norueguesa Statkraft espera uma transição mais rápida para energias renováveis no mundo, uma vez que o custo de novas usinas solares e eólicas deverá cair e se tornar mais baixo que a geração a carvão na próxima década, mesmo sem subsídios, disse nesta quinta-feira o CEO da companhia, Christian Rynning-Toennesen.

“Haverá uma série de novas oportunidades de negócios emergindo dessa corrida para as renováveis. Nós precisamos nos adaptar e olhar para essas novas possibilidades”, disse ele, ao participar de uma conferência em Oslo.

“O que nós temos visto é só o começo”, adicionou o executivo.

Ele disse esperar que em cerca de sete anos as novas usinas solares possam competir com o custo operacional de usinas a carvão em operação, o que significa que será atingido um ponto em que a geração solar poderá competir com o carvão em questão de custos mesmo sem qualquer subsídio.

“Em quase todos nossos mercados, novas solares e novos projetos eólicos onshore já são as tecnologias de menor custo entre todas fontes quando pensamos em nova capacidade”, afirmou.

Ele adicionou que, nos países escandinavos, usinas eólicas onshore já são a fonte mais barata para a construção de novas usinas ligadas à rede.

“Essas também são tecnologias que não têm dificuldades de construção… então as barreiras para entrada no mercado são pequenas, as possibilidades para que novas empresas que nunca foram da indústria de energia estão lá, e a competição é extremamente forte”, concluiu.

Fonte: Joachim Dagenborg | Reuters

Mundo tem queda drástica de novas usinas a carvão

O boom das fontes de energia renovável nos últimos anos tem transformado o setor elétrico mundial radicalmente. Mas os investimentos verdes não são os únicos responsáveis por esse processo. Um forte movimento de “desinvestimento” nas fontes poluidoras mais tradicionais também contribui para a transição energética.

Só no ano passado, o número total de centrais de energia a carvão em desenvolvimento despencou em todo o mundo, com um declínio de 48% na atividade de pré-construção e um declínio de 62% em novos projetos.

Os dados são de um relatório lançado nesta semana pela Ong ambientalista Greenpeace, Sierra Club e CoalSwarm. Segundo o estudo, a  queda drástica em 2016 está associada às mudanças nas políticas energéticas em países como China e Índia, altamente dependentes dessa fonte poluente.

Houve uma dramática restrição a novos projetos de usinas de carvão pelas autoridades centrais chinesas e uma redução financeira por parte de apoiadores de usinas a carvão na Índia. Só nos dois países, mais de 100 projetos estão congelados.

Além do declínio no desenvolvimento de novos projetos, a pesquisa também aponta que um recorde de 64 gigawatts de usinas de carvão foram desativados nos últimos dois anos, principalmente na União Europeia e nos EUA, o equivalente a quase 120 grandes unidades geradoras.

De acordo com o relatório, a combinação da desaceleração no planejamento e construção de novas usinas e o aumento expressivo no número de fechamentos de unidades obsoletas traz uma esperança: de que seria possível manter o aumento da temperatura global abaixo de 2°C em relação aos níveis pré-industriais, e evitar os piores efeitos das mudanças climáticas, desde que os países continuem a acelerar a ação.

Alguns países, no entanto, não conseguiram desenvolver seus setores de energia renovável em sintonia com a tendência mundial e continuam a construir e planejar novas usinas de carvão altamente poluentes. É o caso do Japão, Coréia do Sul, Indonésia, Vietnã e Turquia.

Fonte: Exame | Vanessa Barbosa

Energia solar se torna mais barata que combustíveis fósseis

As energias renováveis atingiram um importante marco em 2016. De acordo com relatório divulgado pelo Fórum Econômico Mundial (WEF), em 30 países, incluindo o Brasil, as energias solar e eólica já podem ser produzidas gastando-se menos do que com algumas oriundas de combustíveis fósseis, caso do carvão e do gás.

Carvão e gás são responsáveis atualmente por 62% da geração total de energia do mundo, segundo dados do Banco Mundial.

Enquanto o custo da energia, o chamado LCOE (Custo Nivelado de Energia), do carvão gira em torno de US$ 100 o megawatt/hora, o preço da energia solar caiu de US$ 600, como era há uma década, para US$ 300 há cinco anos e atualmente já está próximo ou abaixo de US$ 100. O LCOE da energia eólica já chegou em alguns lugares próximo a US$ 50. A análise do WEF não leva em conta o custo da energia gerada pelo petróleo.

Foto: Época Negócios/Reprodução

Foto: Época Negócios/Reprodução

Os 30 países analisados, segundo o WEF, atingiram “um ponto de inflexão”, onde a energia solar custa o mesmo ou até menos do que a energia produzida pelas fontes tradicionais e mais poluentes. Chile, México, Brasil  e Austrália são alguns dos países citados que alcançaram o “ponto de inflexão”. O WEF projeta que dois terços dos países do mundo vão chegar neste nível em alguns anos. Em 2020, a energia solar fotovoltaica terá um custo menor que o carvão e gás em todo o mundo. “As energias renóveis atingiram esse ponto”, disse Michael Drexler, que lidera a área de investimentos de infraestrutura e desenvolvimento do WEF, ao Quartz. “Não tornaram-se apenas uma opção viável comercialmente, mas bem como uma opção atrativa, pensando no longo prazo, estabilidade e considerando a inflação futura”.

Um ponto importante é avaliar que a redução de preço ocorreu sem necessariamente incremento de subsídios. “Segundo a International Energy Agency (IEA) , os combustíveis fósseis receberam US$ 493 bilhões em subsídios em 2014, quatro vezes mais do que os subsídios endereçados às energias renováveis”, analisa o relatório.

O levantamento também cita uma análise recente da International Energy Agency mostrando que a capacidade instalada de energia limpa cresceu 153 gigawatts, superando a estrutura instalada para carvão por exemplo. Na prática, isso significa que cerca de 500 mil paineis solares são instalados no mundo todos os dias.

Segundo o Fórum Econômico Mundial, um dos maiores desafios para investidores nos próximos anos será lidar com um cenário de poucas oportunidades – e a necessidade crescente de alocar um maior capital considerando um maior número de passivos. Isso porque um dos maiores desafios do mundo é lidar com o aquecimento global e seus impactos econômicos e negativos para a humanidade.

Nesse sentido, segundo o fórum, as infraestruturas “renováveis” já atingiram um nível de maturidade que constituem um sólido investimento e aumentam as chances de reverter os impactos causados pelo aquecimento.  Entre as barreiras para esse tipo de investimento estão incertezas regulatórias, contratos não padronizados e falta de ativos específicos dentro das instituições financeiras.