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Saiba como financiar aquisição de equipamentos de energia solar a juros abaixo dos de mercado

O BNDES vai permitir que pessoas físicas tenham acesso a financiamentos para a instalação de sistemas de aquecimento solar e sistemas de cogeração (placas fotovoltaicas, aerogeradores, geradores a biogás e equipamentos necessários). O financiamento tem custo de até 4,03% ao ano, incluindo a remuneração do BNDES e dos bancos repassadores. Isso significa que o crédito tomado junto ao banco tem juro menor que a Selic, a taxa básica de juros no país, que está em 6,5% anuais. E não há exigência de investimento mínimo. Veja abaixo como proceder para obter seu financiamento:

QUEM PODE SOLICITAR O CRÉDITO: pessoas físicas residentes e domiciliadas no país, empresários individuais, entidades e órgãos públicos (com exceção do governo federal), fundações, associações e cooperativas e empresas sedidas no país.

COMO SOLICITAR: o financiamento é na modalidade indireta, ou seja, um banco intermediário repassa os recursos do BNDES e assume o risco do crédito. Neste primeiro momento, apenas bancos públicos aderiram ao programa. Logo, se você tem interesse em obter financiamento, procure uma agência do Banco do Brasil ou da Caixa Econômica Federal. Leve a especificação técnica (orçamento ou proposta técnico-comercial) do bem que vocên deseja financiar. A instituição informará a documentação necessária, analisará a possibilidade de concessão do crédito e negociará as garantias. Após aprovada, a operação será encaminhada para homologação e posterior liberação dos recursos pelo BNDES.

PROGRAMA: o financiamento se dá no âmbito do subprograma Máquinas e Equipamentos Eficientes do Fundo do Clima.

O QUE PODE SER FINANCIADO: Se o crédito for para pessoa física, podem ser financiados apenas aquisição de geradores fotovoltaicos, aerogeradores até 100kw, motores a biogás, inversores ou conversores de frequência e coletores/aquecedores solares. Os demais podem financiar outros itens como ônibus e caminhões elétricos ou híbridos e ônibus movidos a etanol.

CONDIÇÕES FINANCEIRAS: não há exigência mínima de investimento para pessoas físicas. O juro é de até 4,03% ao ano, incluindo a remuneração do BNDES e do banco intermediário. Para pessoas jurídicas, um condomínio por exemplo, o valor mínimo do investimento a ser financiado é de R$ 10 milhões e o máximo de R$ 30 milhões. O BNDES financia até 80% do valor do projeto. E a taxa de juro é de 4,55% anuais.

PRAZO: o prazo de adesão é de até 28 de dezembro. A depender do número de interessados, o prazo poderá ser prorrogado. Quem obter o crédito tem 12 anos para quitar o financiamento, incluindo carência de três a 24 meses.

ECONOMIA: a implantação de sistemas de geração de energia solar permite aos consumidores reduzirem gastos com a conta de luz, já que passam a comprar menos energia da concessionária e poderão, dependendo de sua região, fazer até uma conta corrente de energia vendendo o excedente para a distribuidora. Além disso, a geração distribuída traz um benefício para o sistema elétrico, já que conta com vários pontos de geração espalhados por residências e comércio, reduzindo o risco de interrupção do fornecimento de energia.

Fonte: O Globo | Danielle Nogueira

Ceará recebe mais de R$ 878 mi em projetos de energia eólica

Estado foi o segundo maior beneficiado do País pelo banco no ano passado; recursos vêm de green bonds

Reduto da geração de energias limpas e renováveis, o Estado do Ceará foi o segundo maior beneficiado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em 2017 em financiamento de investimentos relacionados com projetos de energia eólica. A instituição financeira captou US$ 1 bilhão no mercado internacional em green bonds, isto é, títulos de investimento voltados para projetos ambientalmente responsáveis, e aportou R$ 878,062 milhões em dois parques no Ceará.

Ontem, o BNDES divulgou pela primeira vez o Relatório Anual Green Bond, que mostra detalhes sobre os resultados da listagem de títulos verdes na Bolsa Verde de Luxemburgo. A instituição foi o primeiro banco brasileiro a emitir green bonds.

“Esses títulos promovem a reputação do BNDES no apoio à geração de energia renovável. Também consolidam a presença internacional do Banco e oferecem uma série de vantagens, tais como reforçar a prioridade atribuída à sustentabilidade socioambiental; divulgar as melhores práticas de gestão social e ambiental; e incentivar o acesso de outros emissores brasileiros ao mercado de green bonds”, afirmou o banco, na publicação.

Divisão

Para o Ceará, foram destinados R$ 652,522 milhões para a usina Rio Energy 1, em Itarema e outros R$ 225,540 milhões para o complexo Servtec 2 (Bons Ventos da Serra 2), localizado nos municípios de Ubajara e Ibiapina. Na primeira, que tem capacidade instalada de 207MW, houve redução de 66.248 toneladas deCO2 Eq ao ano. Na segunda, que ainda está em fase final de implantação e deverá operar neste ano, a capacidade de geração instalada é de 86,1 MW, e a redução prevista é de 23.292 toneladas de CO2Eq ao ano.

Segundo o BNDES, os recursos líquidos da emissão e venda dos green bonds totalizaram US$ 993.901.395 após a dedução das despesas da oferta, o correspondente a R$ 3.166.271.674.

“Os recursos foram totalmente lastreados em oito projetos de geração de energia eólica que totalizam 1.323 MW de capacidade instalada, o que corresponde a uma projeção de 421.608 toneladas de CO2 equivalente evitadas ao ano”.

O título emitido pelo BNDES no mercado internacional expira em 2024 e tem um cupom de 4,75% ao ano.

Capacidade

O secretário-adjunto de Energia da Secretaria da Infraestrutura do Estado do Ceará (Seinfra), Adão Linhares, exaltou a capacidade do Ceará no cenário de geração de energia limpa, que culminou na visibilidade para investimentos no setor. “Isso é o resultado não somente do posicionamento do Estado do Ceará como um estado com condições de investimento em energia eólica confiáveis, do ponto de vista de ventos, logística, de atração de investimentos no estado, mas também da iniciativa privada. Tem muito da atuação do Estado na atração desses investimentos para cá. A situação de gargalos de linha de transmissão está deixando de existir, prova foi o resultado do leilão em abril”.

Na opinião de Linhares, a posição de destaque do Ceará acaba influenciando positivamente inclusive na captação de recursos por parte de estados vizinhos, como Piauí, Pernambuco e Rio Grande do Norte. “Como potencial de geração de energia eólica no Ceará está se descobrindo mais agora o Interior. O Ceará é campeão em termos de potencial de geração. Tanto é de potencial bom que beneficia até os estados vizinhos, próximos às chapadas do Araripe, do Apodi e da Ibiapaba”, apontou.

Fonte: Levi Freitas | Diário do Nordeste

BNDES reduz spread e amplia prazo de financiamentos até 34 anos

BNDES baixou o juro de 1,7% para 0,9% ao ano nos empréstimos feitos pelo banco para projetos acima de R$ 20 milhões nas áreas de segurança pública, saneamento, energia solar, inovação; e nas linhas voltadas à exportação

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) anunciou nesta terça (6) a redução de taxa de juros de suas principais linhas em setores específicos.

Nos empréstimos feitos pelo BNDES, é cobrada a TLP (taxa de longo prazo válida desde janeiro), mais um spread, que remunera o banco. É esta taxa que foi reduzida nas principais linhas.

Em linhas gerais, o BNDES baixou o juro de 1,7% para 0,9% ao ano nos empréstimos feitos pelo banco para projetos acima de R$ 20 milhões nas áreas de segurança pública, saneamento, energia solar, inovação; e nas linhas voltadas à exportação.

Também nos projetos de grande porte, mas voltados às áreas de mobilidade, energia eólica, geração, transmissão e distribuição de energia, a redução foi um pouco menor, de 1,7% para 1,3% ao ano.

Em alguns dos empréstimos indiretos (aqueles que são repassados por outros bancos), como os que envolvem a compra de ônibus e caminhões por pequenas e médias empresas, a queda foi de 1,87% para 1,27% ao ano.

Em algumas linhas, no entanto, houve aumento. Como nos empréstimos para equipamentos importados sem similar nacional (de 1,7% para 2,1% ao ano), e a compra de ônibus e caminhões por grandes empresas (de 1,87% para 2,1%). A alta mais expressiva foi em capital de giro para grandes empresas, de 1,27% para 2,1% ao ano.

O BNDES também alongou o prazo de financiamento em alguns casos, como projetos de ferrovias, rodovias, hidrovias e mobilidade urbana, de 20 anos para até 34 anos. Em energias alternativas, esse prazo pode chegar a 24 anos. Capital de giro se mantém em 5 anos.

Com as mudanças, disse o presidente do banco, Paulo Rabello de Castro, o spread médio do banco caiu de 1,7% para 1,3% ao ano.

Segundo ele, cerca de 85% das operações do banco contarão com taxas mais baixas ou similares às cobradas anteriormente.

TLP Nos empréstimos feitos pelo BNDES, a TLP (taxa de longo prazo) incide desde janeiro, em substituição a TJLP. Inicialmente, ela é igual à TJLP, mas em cinco anos, gradualmente, se igualará à taxa de mercado, tomando como base um dos títulos da dívida pública, a NTN-B.

Segundo o banco, a TLP ficou em de cerca de 2,7% em janeiro, mais a inflação do período do contrato.

A diretoria aprovou as mudanças nos juros hoje, que passam a valer nos próximos dias.

O objetivo é acelerar os empréstimos do banco e o desenvolvimento da economia.

O presidente disse ainda que seria desejável conseguir influenciar a redução de taxas dos bancos comerciais.

Pagamento ao Tesouro

Rabello de Castro confirmou a devolução de R$ 30 bilhões em recursos do banco ao Tesouro.

“Acredito que hoje o BNDES, o Carlos Thadeu [diretor financeiro do banco] deve enviar o cheque de R$ 30 bilhões”, disse.

Fonte: FolhaPress | Marina Lima

BNDES prevê fechar o ano com R$ 14 bilhões em desembolsos para energia

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) espera fechar o ano com cerca de R$ 14 bilhões em desembolsos voltados para o setor elétrico, uma alta de 55% em relação aos R$ 9 bilhões do ano passado, disse Marilene Ramos, diretora de Energia, Transportes, Logística, Saneamento e Meio Ambiente do banco, ao participar de um evento em São Paulo.

Para 2018, a tendência é que o volume de desembolsos se repita, “dado o ‘pipeline’ de projetos que temos aprovados neste ano”, disse ela. “Creio que já aprovamos mais de R$ 20 bilhões em projetos neste ano, que vão começar a ter desembolsos no ano que vem”, afirmou.

Segundo Marilene, os elevados desembolsos vistos entre 2012 e 2015 dificilmente voltarão a se repetir, uma vez que, nessa época, o banco estava financiando os grandes projetos de geração hidrelétrica da região Norte. Agora, o foco está na diversificação da área de energia, com crescimento da fonte eólica e da fonte solar.

O BNDES é responsável por financiamentos de cerca de 12 gigawatts (GW) em projetos de energia eólica, 100% dos projetos implantados no país. “A parte solar também vem crescendo. Este ano aprovamos nosso primeiro projeto, mas temos mais quatro ou cinco no pipeline”, disse ela.

Logística e saneamento

Os desembolsos do banco para os segmentos de transporte, logística e saneamento devem somar R$ 8 bilhões neste ano, refletindo, em parte, os efeitos da operação Lava-Jato, que paralisaram muitos investimentos, como projetos de rodovias e de mobilidade urbana, disse Marilene.

“A boa notícia é que vários desses projetos estão em fase de conclusão da mudança de controle”, disse ela, lembrando da compra da Odebrecht Ambiental pela Brookfield, formando a BRK, e também a troca do controle do aeroporto de Galeão pela HNA.

Além disso, os leilões voltados para esses segmentos foram retomados neste ano, com as disputas de concessões de rodovias em São Paulo e o leilão de aeroportos. “Esses projetos estão em análise, mas só vão representar desembolsos no próximo ano”, disse a diretora.

Segundo ela, com essas mudanças, deve haver uma retomada dos investimentos no próximo ano.

Fonte: Camila Maia | Valor Econômico

BNDES aprova financiamento de R$ 2,56 bilhões para linha de transmissão de Belo Monte

O BNDES aprovou a concessão de financiamento de R$ 2,56 bilhões para para construção do primeiro circuito da linha de transmissão que vai interligar a hidrelétrica de Belo Monte ao Sudeste do país, com 2,1 mil quilômetros de extensão e em corrente contínua em ultra alta-tensão.

Segundo o BNDES, do valor total do investimento, de R$ 5,6 bilhões, 46% serão financiados pelo banco, sendo R$ 1,68 bilhão em operação direta e R$ 875 milhões por meio de repasse da Caixa Econômica Federal. Há ainda a possibilidade de lançamento de debêntures de infraestrutura, no valor de R$ 520 milhões.

A empresa foi enquadrada no Regime de Incentivos para o Desenvolvimento da Infraestrutura (Reidi) desde outubro de 2014.

O projeto já conta com empréstimo-ponte do BNDES, de R$ 718 milhões. Contratado em 2015, a quitação deve ser feita com parte dos recursos do financiamento de longo prazo.

As obras do primeiro circuito do linhão de Belo Monte estão previstas para serem concluídas em fevereiro do ano que vem. A linha é uma concessão da Belo Monte Transmissora de Energia (BMTE), sociedade de propósito específico liderada pela State Grid, com participação de Furnas e Eletronorte.

A linha percorrerá 65 municípios do Pará, Tocantins, de Goiás e Minas Gerais e de duas subestações conversoras: Xingu, no Pará, e Estreito, em Minas Gerais.

Fonte: CERNE Press com informações da Agência Brasil e Brasil Energia

Dez tendências para o setor fotovoltaico em 2017

A consultoria internacional Green Tech Media Research divulgou na última semana suas apostas para o mercado fotovoltaico global e norte-americano neste ano:

1 – Leilões “reversos” (com preços decrescentes) continuarão proliferando globalmente. De acordo com a consultoria, 33 países estão conduzindo algum tipo de concorrência para contratar geração solar no primeiro semestre de 2017. Outros 14 países estão discutindo ou planejando a realização de leilões, que já são rotineiros no Brasil.

2- Lances podem alcançar US$ 20/MWh, com leilões conduzindo a uma maior competitividade entre os mercados. Em 2016, recordes de preços baixos já foram registrados em leilões promovidos pelos Emirados Árabes (US$ 24/MWh) e pelo Chile (US$ 29/MWh). E a descontinuidade de políticas de subsídios em mercados mais maduros tem aumentado o interesse de investidores por mercados em crescimento.

3- Ao contrário do que ocorreu em 2016, a sazonalidade da demanda pode levar a uma estabilidade de preços em 2017. No ano passado, um primeiro semestre positivo seguido de um segundo semestre fraco adicionou risco de queda dos preços dos módulos. Para 2017, é esperado o contrário, estabilizando as comparações semestrais. Esse efeito é explicado em parte pela programação de entrada de novos projetos na China: a maior parte deve ser conectada no último trimestre.

4 – O cenário é de concentração no mercado de operação e manutenção de usinas solares centralizadas (grande escala). Esse mercado deve ultrapassar 500 MW nos próximos anos, mas as margens mais apertadas por causa da queda de preços e desaceleração de mercados mais maduros devem levar a uma consolidação.

5 – Uma “tempestade perfeita” leva os preços de instalação no mercado norte-americano a menos de US$ 1/Wp em 2017. Sobreoferta de equipamentos, desenvolvimento tecnológico e maior competição entre fornecedores devem levar a necessidades menores de investimentos. Para prrojetos que usam rastreadores solares, preço de instalação pode chegar a US$ 1,08.

6 – Investimentos em novas instalações solares centralizadas de empresesas de serviços públicos, relacionados a metas regulatórias,  serão ultrapassados por aportes realizados por outros tipos de investidores.

7 – As instalações residenciais de geração distribuída serão detidas em sua maior parte pelos próprios consumidores, e não por terceiros. A queda de custos e a maior disponibilidade de financiamento tornam mais viábel o investimento próprio em sistemas residenciais. O aluguel de sistemas perde a participação majoritária no mercado.

8 – Uso de marcas “premium” de módulos devem crescer no mercado residencial. Essa tendência é resultado da última: de acordo com a GTM, sistemas de propriedade dos consumidores tendem a usar as marcas mais conhecidas do mercado.

9 – 70% das instalações residenciais nos EUA usarão módulos com componentes eletrônicos.

10 – Novas instalações de geração solar comunitária nos EUA devem ultrapassar os 400 MW. A GTM projeta que os sistemas coletivos corresponderão a entre 20% e 25% do mercado de geração solar distribuída norte-americano nos próximos cinco anos.

Fonte: Lívia Neves | Brasil Energia

BNDES divulga novas políticas operacionais e condições de financiamento

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulga, hoje, suas novas políticas operacionais, que especificam os critérios adotados para a aprovação de financiamentos e determinam as condições para futuros empréstimos. Com isso, conclui o processo de revisão de suas políticas operacionais, uma vez que as condições para os modais aeroportuários e rodoviários, e para saneamento, mobilidade e energia já foram anunciadas em setembro de 2016.

As novas políticas entram em vigor neste mês de janeiro e refletem as mudanças na atuação do BNDES, no seu papel de indutor do desenvolvimento sustentável e da adoção das melhores práticas nas empresas apoiadas. A prioridade passa a ser a de conceder maiores incentivos, com financiamentos em TJLP, a investimentos com retornos para a sociedade superiores aos obtidos pelo investidor privado, conciliando apoio a projetos relevantes para a retomada do crescimento com retorno social expressivo, independentemente do setor em que se originam.

A expectativa é de que as mudanças contribuam para o aumento da produtividade e da competitividade das empresas, o crescimento econômico e a geração de empregos. Espera-se, ainda, ampliar a transparência nos critérios de financiamento; melhorar o gerenciamento dos projetos; simplificar formas de apoio, com consolidação de programas e linhas; obter mais agilidade nos processos de concessão de crédito; retroalimentar a atuação do Banco com a mensuração e avaliação de projetos e fortalecer a governança nas instituições apoiadas pelo BNDES.

As políticas operacionais serão revisadas anualmente. A transição tem como objetivo assegurar que todas as condições de financiamento tenham como foco os tipos de projetos e não os setores.

Atuação horizontal

As novas condições de financiamento passam a refletir atributos, qualificadores, dos projetos apoiados, e não mais a lógica setorial. Trata-se de mudança relevante que traduz uma atuação horizontal do BNDES em suas políticas operacionais, refletindo a prioridade do Banco em financiar projetos que apresentem benefícios para a sociedade e, não apenas, para o investidor, tomador do crédito.

A mudança está em linha com o processo de convergência entre os diversos setores, o que dificulta, cada vez mais, a definição de fronteiras entre eles e, portanto, a utilização de critérios setoriais na concessão do crédito.

Qualificadores de prioridades

Investimentos em educação, saúde, inovação, exportação, MPMEs e meio ambiente, assim como projetos de infraestrutura, são prioritários. Os projetos que se enquadrarem nesses qualificadores terão melhores condições de financiamento (juros e prazos).

Em função disso, projetos de setores diferentes receberão condições semelhantes, desde que estejam enquadrados no mesmo conceito dos qualificadores definidos. E projetos semelhantes podem ser tratados de maneira diferente, dependendo do seu impacto ambiental. Exemplo disso é a produção de uma máquina a diesel, em relação à produção do mesmo equipamento a biodiesel.

A ênfase do BNDES ao apoio a projetos ambientalmente limpos já se refletiu no fim do financiamento a termelétricas a carvão e, agora com as novas medidas, está presente no incentivo dado a investimentos com tecnologia verde, que terão maior parcela de crédito em TJLP.

Por exemplo, ônibus e caminhões híbridos, elétricos ou movidos a combustíveis limpos contarão com financiamento de até 80% em TJLP. O financiamento para a comercialização dos mesmos veículos movidos a diesel será de, no máximo, 50% em TJLP em 2017, decrescente ao longo dos próximos dois anos, para até, no máximo, 40% em 2018 e de até, no máximo, 30% em TJLP em 2019, para as grandes empresas.

Maior seletividade em TJLP

Nos financiamentos atrelados à TJLP haverá maior seletividade para assegurar melhores condições a investimentos com impactos relevantes sobre a geração de empregos, aumento de produtividade e melhoria de qualidade de vida da população. O apoio a projetos financiados em TJLP estará condicionado à geração de benefícios nas dimensões econômica, social, ambiental e regional.

Avaliação e monitoramento

Para aprimorar a mensuração desses impactos, o Banco criou um Departamento de Monitoramento e Avaliação. Todos os projetos terão um “quadro de resultados”, no qual serão definidas, previamente, metas a serem alcançadas nos empreendimentos financiados. Essas metas serão mensuradas e, ao seu fim, o projeto terá seu impacto avaliado.

O Banco também utilizará serviços externos de avaliação para os projetos de infraestrutura de grande porte (financiamento superior a R$ 1 bilhão), prática já adotada por outros bancos de desenvolvimento internacionais, e para projetos dos demais setores, com crédito superior a R$ 500 milhões.

Participação máxima de 80%

Com a simplificação de suas linhas, o BNDES passa a ter participação máxima de 80% em todos os projetos financiados. O nível de participação em TJLP no investimento total está atrelado à prioridade do projeto, em linha com as novas diretrizes estabelecidas.

O financiamento em condições de mercado, também com participação de até 80%, não terá restrições, a não ser as usuais, como índice de cobertura do serviço da dívida, entre outras.

Revisão de processos

Os processos de concessão de financiamentos estão sendo revistos e simplificados, com uso mais intensivo da tecnologia. Com isso, busca-se reduzir o período de tramitação interna, dando maior agilidade às operações.

Principais diretrizes estratégicas

Infraestrutura – Participação permanece relevante, com destaque para projetos de saneamento e transporte pelas suas características de grande externalidade socioambiental e impacto no aumento da competitividade e produtividade do País;

Indústria e Serviços – O BNDES mantém seu apoio à indústria, privilegiando iniciativas voltadas para o aumento de produtividade, competitividade, inovação e difusão de tecnologia. O apoio será horizontal, sem distinção de setores, tendo o projeto como foco;

Exportação – Ênfase na inserção de empresas brasileiras em cadeias globais de valor, estimulando a produtividade e competitividade;

Desestatização – O BNDES atuará como estruturador das operações de concessão ou privatização de ativos federais e estaduais. No papel de articulador, trará novos financiadores para viabilizar operações;

Fortalecimento do mercado de capitais e da governança das empresas – Estímulo ao desenvolvimento do mercado brasileiro de capitais por meio de instrumentos como debêntures e fundos, e à promoção de melhores práticas de governança corporativa;

Meio ambiente – Ênfase em energias alternativas e proteção ambiental. Prioridade para projetos de alta efetividade, que combinem as dimensões de impacto e sustentabilidade econômica, social e ambiental;

Desenvolvimento regional – Objetivo é contribuir para a elevação da presença do BNDES em territórios com predominância da população de baixa renda e nas regiões Norte e Nordeste.

Principais mudanças operacionais

1 – Novas linhas de financiamento – O BNDES passa a contar com duas linhas para financiamento direto e indireto não automático a projetos de grande porte na economia brasileira, que são: linha Incentivada e linha Padrão, subdivididas em incentivada A e B e padrão A e B. Não estão incluídos nas duas novas linhas os financiamentos a projetos de infraestrutura e os realizados de forma indireta automática.

A simplificação das políticas operacionais do BNDES decorreu da consolidação dos vários instrumentos de financiamento. O resultado foi uma maior transparência nas diversas opções disponíveis de crédito do Banco. Além de eliminar superposições de programas, produtos e linhas, a fusão permitiu maior sinergia e aproveitamento dos recursos.

Linha Incentivada – Com a criação dessa linha, o BNDES explicita os investimentos considerados prioritários pelo seu maior impacto positivo para a sociedade. As operações inseridas na linha Incentivada A terão o menor custo de financiamento do Banco, que são de, no máximo, 80% de TJLP; os da linha incentivada B, terão, no máximo, 60% em TJLP.

Linha Padrão – Os projetos inseridos na linha Padrão, aqueles com retornos sociais menos expressivos, são todos os demais que não estão incluídos na Incentivada. A linha Padrão A concederá financiamento em, no máximo, 30% a custo de TJLP. As operações da linha Padrão B não terão acesso a créditos em TJLP e contarão  com recursos a taxas de mercado.

BNDES - imagem ilustrativa

Linha de Infraestrutura – Em infraestrutura – que este ano ainda continuará parcialmente com a lógica setorial, embora já se tenha avançado no caso da energia, diferenciando as condições de financiamento para solar, hídrica e eólica – estão sendo anunciadas as condições para: financiamento a projetos de ferrovias, hidrovias, transporte e distribuição de gás e de biocombustíveis, transporte de petróleo, portos e de tecnologia da informação e da comunicação. A divulgação atual complementa as condições já anunciadas para projetos de saneamento, energia, rodovia e aeroportos.

BNDES - imagem ilustrativa

2 – Fortalecimento da governança das empresas – O BNDES vai incentivar a adoção de boas práticas corporativas por parte das empresas financiadas, que devem abranger questões relativas a melhorias dos ativos intangíveis das companhias, tais como: governança, transparência, gestão e práticas socioambientais, capital humano, competências inovadoras, relacionamento com clientes e fornecedores, entre outras. A iniciativa amplia para as operações de crédito a experiência bem sucedida da BNDESPAR na criação de valor, no mercado de capitais, por meio de incentivo às melhores práticas de governança.

3 – Alteração da classificação de porte das MPMEs – A mudança na classificação de porte das MPMES, de R$ 90 milhões para R$ 300 milhões de Receita Operacional Bruta (ROB) anual, ampliará o acesso ao crédito para esse segmento. Estima-se que cerca de 1,5 mil empresas passem a poder obter  financiamento em melhores condições no BNDES.

4 – Limitação de distribuição de dividendos – A nova política estabelece restrições ao pagamento de dividendos, além do mínimo legal de 25%, por parte dos beneficiários de empréstimos em TJLP em percentual igual ou superior a 50% do total do financiamento obtido. Caso a proporção do crédito seja superior a 50% do total, em custo de mercado, não haverá restrição a pagamento de dividendos.

Um dos objetivos é garantir que os financiamentos do BNDES gerem adicionalidades nos investimentos. Ou seja, que impulsionem bons projetos que não ocorreriam sem os recursos do Banco.  A decisão parte do princípio de que ao ter acesso ao crédito do Banco, o investidor não tenha recursos próprios para financiar seu projeto e, portanto, não consiga distribuir dividendos além do percentual mínimo legal.

5 – Capital de Giro – Progeren – Para fazer frente à redução da oferta de crédito do sistema bancário para capital de giro, a linha BNDES de Apoio ao Fortalecimento da Capacidade de Geração de Emprego e Renda (BNDES Progeren), foi ampliada e passa a ser oferecida também na modalidade direta, sem a intermediação de agentes financeiros.

A nova linha tem orçamento de R$ 5 bilhões e vigência, a princípio, até o final de 2017. O valor mínimo de financiamento é de R$ 10 milhões por operação.

A nova modalidade busca preservar a atividade econômica e os postos de trabalho em empresas com dificuldade de acesso a crédito de curto prazo. A linha poderá ser acessada, também, por empresas-âncora para financiar o desenvolvimento de cadeias de fornecedores e franqueados.

6 – Recebíveis como garantia – O BNDES poderá aceitar  a constituição de garantia sobre recebíveis, inclusive provenientes de cartão de crédito, com o objetivo de ampliar o acesso ao crédito para segmentos com forte impacto no emprego e que enfrentam restrições para obterem financiamentos, por não contarem com as garantias reais usualmente exigidas. Em tal análise serão considerados o risco da empresa/operação e a previsibilidade de sua receita de vendas.

BNDES Automático (operações com valores inferiores a R$ 20 milhões)

Consolidação de programas anteriores em quatro linhas de financiamento:

1 – Micro, Pequena e Média Empresas, que terão prioridade de financiamento em até 80% em TJLP;

2 – Grande Empresa Incentivada, com participação do BNDES de, no máximo, 60% em TJLP, se o projeto estiver nos segmentos incentivados (energia, educação, saúde, saneamento, produção de alimentos, bens de capital e produção de biocombustíveis);

3 – Grande Empresa Padrão, com participação máxima de 80% a taxas de mercado, válida para todos os projetos não incluídos na linha Incentivada;

4 – Linha Emergencial, voltada para a retomada econômica de empresas situadas em municípios afetados por calamidades naturais, com financiamento de 100% do investimento em TJLP.

Essas mudanças entrarão em vigor a partir da emissão e carta circular às instituições financeiras, o que ocorrerá na primeira quinzena de janeiro. Durante o processo de transição não haverá descontinuidade das operações em curso.

Finame

Ampliação do prazo de financiamento para 10 anos, o dobro do anterior, de cinco anos. O financiamento a máquinas e equipamentos passa a contar com apenas três linhas: aquisição de bens de capital, produção e modernização. O Finame incorpora o Finame Agrícola e extingue o Finame Leasing. O custo será integralmente em TJLP e a participação máxima do BNDES variará de acordo com as prioridades definidas abaixo.

Para aquisição de bens de capital por grande empresa, a condição padrão passa a ser de participação máxima de 60% em TJLP. Para estas empresas, as condições incentivadas (participação máxima de 80% de TJLP) serão destinadas, exclusivamente, para bens com maior eficiência energética, incluindo ônibus e caminhões híbridos, elétricos ou movidos a combustíveis limpos.

No caso da aquisição, por grandes empresas, de ônibus e caminhões movidos a diesel, o banco irá diminuir sua participação gradualmente, de, no máximo, 50% em TJLP em 2017, para, no máximo, 40% em 2018 e, no máximo, 30% em TJLP em 2019. O objetivo é incentivar o aumento da frota de caminhões e ônibus menos poluentes e com combustíveis mais limpos, como, por exemplo, os veículos elétricos e híbridos.

A mesma medida vale para as MPMEs, mas com condições de redução gradual de participação no financiamento em TJLP diferentes. O Banco reduzirá  a aquisição de ônibus e caminhões movidos a diesel de, no máximo, 80% em TJLP em 2017, para, no máximo, 70% em TJLP em 2018 e, no máximo em 60% em TJLP em 2019. Os veículos com tecnologia limpa manterão a participação máxima de 80% em TJLP.

Fonte: BNDES

BNDES divulga condições de financiamento para o leilão de reserva

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social divulgou nesta semana as condições de financiamento para os empreendimentos que se sagrarem vencedores do próximo leilão de energia de reserva, marcado para 19 de dezembro -, cujo objetivo é contratar energia de usinas eólicas e solares com início de suprimento em 1º de julho de 2019.

A participação máxima do BNDES no financiamento dos projetos será de até 80% para a energia solar fotovoltaica e de até 70% para a fonte eólica. Os projetos terão que contar com pelo menos 20% de aporte de recursos próprios.

O custo de financiamento (apoio direto) será TJLP, mais remuneração básica de 1,5% ao ano, mais taxa de risco de crédito de até 3,37% a.a., conforme o risco de crédito do cliente e do projeto. Para os casos de apoio indireto (operação feita por meio de instituição financeira credenciada), o custo será TJLP, mais remuneração básica de 1,5% ao ano, mais taxa de intermediação financeira de 0,1% a.a. para micro, pequenas e médias empresas e 0,5% a.a. para grandes empresas, além da remuneração da instituição credenciada (negociada entre as partes).

O prazo para amortização do financiamento será de até 18 anos para energia solar e de até 16 anos para fonte eólica. Será adotado o Sistema de Amortização Constante (SAC). O valor do crédito será determinado conforme a capacidade de pagamento do projeto. Deverá ser observado o atendimento de Índice de Cobertura do Serviço da Dívida Global do Projeto (ICSD) mínimo de 1,3, aferido anualmente. Os juros poderão ser capitalizados durante o período de carência, que será de até seis meses após a entrada do projeto em operação comercial.

Fonte: Canal Energia

Energia renovável terá prioridade em financiamentos do BNDES

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um aumento de até 80% no financiamento para projetos de energia solar, em Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP). Antes esse valor era de até 70%.

As novas condições de financiamento do Banco para o setor de energia elétrica vão manter em até 80% sua participação em projetos de eficiência energética e define o mesmo nível de participação para projetos de iluminação pública eficientes.

As mudanças foram divulgadas, nesta segunda-feira (3), pela diretoria do BNDES e refletem a estratégia do banco para o setor de energia em cooperação com o Ministério de Minas e Energia e Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

As alterações visam contribuir para a ampliação de fontes de energias alternativas na matriz elétrica brasileira e direcionar investimentos em TJPL para projetos com alto retorno social e ambiental. As novas condições passam a valer para os próximos leilões, que ocorrem em outubro e dezembro deste ano.

Segundo a instituição, não haverá apoio a investimentos em termelétricas a carvão e óleo combustível, usinas com maior emissão de poluentes. O banco também manteve elevada sua participação (em até 70% em TJLP) nas demais energias alternativas: eólica, PCHs, biomassa e cogeração.

O BNDES também diminuiu sua participação para até 50%, em TJLP, em investimentos em grandes hidrelétricas (era até 70%).

As condições gerais para todos os segmentos do setor de energia incluem a possibilidade de o BNDES subscrever até 50% do valor das debêntures a serem emitidas pela empresa tomadora do crédito; Índice de Cobertura do Serviço da Dívida (ICSD) mínimo de 1,3 para geração de energia e 1,5 para transmissão; e a exigência de participação mínima de 20% de recursos próprios do investidor.

O valor total do apoio do BNDES, incluindo o financiamento e as debêntures, não poderá ser superior a 80% do valor total dos itens financiáveis. O spread (diferença do que o banco paga ao captar recursos e o que ele cobra de empréstimos) será de 1,5% para todos os segmentos e não haverá a concessão de empréstimos emergenciais (também conhecidos como “empréstimos-ponte”).

Fonte: Portal Brasil, com informações do BNDES

BNDES prevê elevar em mais de 30% aprovações e liberações para usinas eólicas em 2016

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) estima elevar em mais de 30 por cento neste ano tanto as aprovações quanto as liberações de financiamentos para empreendimentos de energia eólica no Brasil.

“A gente pretende aprovar 10 bilhões de reais e liberar cerca de 8 bilhões de reais”, afirmou à Reuters a gerente do departamento de energias alternativas do BNDES, Cláudia Noel.

Em 2015, o banco registrou 7,4 bilhões em aprovações e cerca de 6 bilhões em liberações.

O forte crescimento foi previsto apesar de empresas do setor de energia eólica se queixarem de uma maior lentidão na liberação de recursos pelo banco.

Mas a gestora negou que haja problemas.

“Não faltam recursos, é prioritário para o banco apoiar esse setor de renováveis”, disse Cláudia.

Em 2015, o BNDES desembolsou 22,3 bilhões de reais para projetos no setor de energia elétrica, maior montante destinado a essa área na história do banco.

“O banco não tem nenhuma limitação, não tem nenhuma deficiência… para liberar e aprovar. Agora, às vezes os projetos não conseguem atender as condições do banco ou não estão maduros o suficiente para que sejam aprovados”, afirmou.

 Fonte: Luciano Costa | Agência Reuters