Posts

Brasil registrou mais de 3,5 mil conexões de geração distribuída até maio

Energia solar fotovoltaica é a fonte que mais se destaca, com 3.494 conexões, seguida pela energia eólica, com 37 conexões

De 2012 até o mês de maio de 2016, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) registrou 3.565 novas conexões de geração distribuída – quando a energia elétrica é gerada nos centros de consumo, muitas vezes pelo próprio consumidor.

Entre os meses de janeiro a maio de 2016, foram feitas 1.781 novas conexões, valor 6,5 superior ao mesmo período de 2015, quando foram feitas 272 conexões novas. Com as novas instalações, o País já gera, de forma distribuída, 29,7 Megawatts (MW), computa a Aneel.

Entre as energias renováveis mais utilizadas, a solar fotovoltaica é a fonte que mais se destaca, com 3.494 conexões, seguida pela energia eólica, com 37 conexões. Em termos de capacidade total instalada, a energia gerada pelo sol também saí na frente com 24,1 MW (mais de 80% do total), seguida pela energia hidráulica, com 2,5 MW. Em terceiro, o biogás soma 1,6 MW instalados.

A grande maioria das conexões de geração distribuída está nas residências. Segundo a Aneel, 79% das conexões de geração distribuída atendem a essa classe de consumo. Os comércios são responsáveis por 14% das conexões de geração distribuída no País.

Por Estado, Minas Gerais reúne o maior número de geradores distribuídos (859); seguido por São Paulo (479); Rio de Janeiro (381); e Rio Grande do Sul (369).

Geração de energia elétrica

Para ampliar e aprofundar as ações de estímulo à geração de energia pelos próprios consumidores, o Ministério de Minas e Energia (MME) lançou, em dezembro de 2015, o Programa de Desenvolvimento da Geração Distribuída de Energia Elétrica (ProGD). Com R$ 100 bilhões em investimentos do ProGD, a previsão é que, até 2030, 2,7 milhões de unidades consumidoras poderão ter energia gerada por elas mesmas.

O Banco do Nordeste também lançou uma linha de crédito que ampliará ações de estímulo à geração distribuída. O financiamento utiliza recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE) e tem prazo de pagamento de até 12 anos, com um ano de carência.

O crédito do Banco do Nordeste é destinado a empresas agroindustriais, industriais, comerciais e de prestação de serviços, além de produtores rurais, cooperativas e associações beneficiadas ou não com recursos do FNE.

Fonte: Portal Brasil e Ministério das Minas e Energia

ANEEL licita 6600 km em LT – CHESF fica de fora

Dos 22 lotes apresentados, um passa pelo Rio Grande do Norte, com duas LT de 500 Kv cada.

A ANEEL confirmou nesta quinta-feira (7/7), a realização do leilão de transmissão para o próximo dia 2 de setembro.  O edital da 2º etapa do Leilão de Transmissão nº 13/2015 foi aprovado na última terça-feira (05/07), durante Reunião Pública da Diretoria.

As instalações de transmissão deverão entrar em operação comercial no prazo de 48 a 60 meses a partir da assinatura dos respectivos contratos de concessão, prevista para 25 de novembro de 2016. Serão implantados aproximadamente 6.600 km de linhas de transmissão e 6.750 MVA em capacidade de subestações.

Nesta segunda etapa serão licitados 22 lotes de empreendimentos localizados nos seguintes estados: Bahia, Ceará, Goiás, Espirito Santo, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Piauí e Rio Grande do Norte, com expectativa de investimentos da ordem de R$ 11,8 bilhões e geração de 24.034 empregos diretos. A soma das Receitas Anuais Permitidas (RAP) máximas dos 22 lotes é de R$ 2,02 bilhões. O concessionário vencedor terá direito ao recebimento, por 30 anos, da Receita Anual Permitida pela prestação do serviço, a ser recebida a partir da operação comercial.

Dois  lotes passam pelo Ceará e um peloRio Grande do Norte, somando três empreendimentos de linhas de transmissão em 500kv:

  •  Açu III – Milagres II C2, com 292 km
  • Açu III – João Câmara III C2, com 143 km
  • Queimada Nova II – Milagres II C1, com 322 km

Segundo o Diretor Setorial de Engenharia e Infraestrutura Elétrica do CERNE, Milton Pinto, a médio e longo prazo os Estados do Rio Grande do Norte e Ceará devem ser beneficiados pelo leilão, pois já contam com  uma margem bem estreita na malha elétrica atual. “Apesar de saber de que ainda temos muito a caminhar em relação às estruturas de transmissão, o fato de termos previsão de crescimento para o RN e CE é extremamente positivo pois pode contribuir para mitigar a redução no número de projetos outorgados nos dois Estados, que vem sendo observada nos últimos leilões de empreendimentos energéticos”, explica o diretor.

Chesf fica de fora

A Companhia Hidroelétrica do São Francisco, Chesf, uma das mais cotadas para participar do leilão, ficará de fora. A proibição de participar veio da Agência Nacional de Energia Elétrica, Aneel, por conta de atrasos na execução nas obras de construção da linha de transmissão de 500 kV Recife II – Suape II C2 e problemas judiciais decorrentes de dívidas.  Pelo atraso na construção da LT, com previsão de entrega em 2017, a Chesf  terá que pagar  multa de R$ 2,3 milhões.  E a empresa segue, ainda,  com o bloqueio de R$490 milhões nas contas bancárias, ordenado pela justiça estadual por conta de uma dívida no valor de R$ 1,1 bilhão, cobrada pelo consórcio que construiu a hidrelétrica de Xingó nos anos 1990.

Detalhes dos lotes ofertados

Confira a tabela com todas as descrições dos lotes por Estado no site da ANEEL, clique aqui.

Fonte: CERNE Press

ANEEL aprova revisão de contratos entre distribuidoras e consumidores

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) aprovou na reunião desta terça-feira (10) a revisão do regulamento que trata dos contratos firmados pelas distribuidoras com os consumidores, conforme Capítulo V da Resolução Normativa nº 414/2010. Entre as inovações estão a inclusão das cláusulas do contrato de conexão no contrato de uso (CUSD), a abertura dos contratos de fornecimento de todos os consumidores do Grupo A (Alta tensão) em contrato de uso (CUSD) e contrato de energia (CCER); e, a adição de cláusulas nos contratos de uma faixa de consumidores exigidas pela Lei nº 8.666/1993. Também foi adicionada possibilidade de assinatura dos contratos do grupo B (Baixa tensão).

A norma entrará em vigor 60 dias após publicação, a partir do qual as distribuidoras devem observar as novas disposições e a substituição dos contratos de fornecimento vigentes referentes aos consumidores do grupo A.

Para atender aos dispositivos que atingem os consumidores do grupo B, inclusive os submetidos à Lei nº 8.666/1993, foi concedido o prazo de 10 meses, a partir da vigência da resolução, para que as distribuidoras promovam as adequações dos contratos.

A ANEEL espera simplificar o processo de celebração dos contratos e reduzir conflitos entre distribuidoras e consumidores, principalmente órgãos públicos.

Fonte: Portal Setor Energético

Leilão A-5 negocia 201,8 MW médios ao preço médio de R$ 198,59/ MWh

Após uma disputa de quase três horas chegou ao fim o 23º leilão de energia nova A-5 que negociou um total de 201,8 MW médios de energia que viabilizou a adição de 278,71 MW em capacidade instalada e 158,14 MW médios de garantia física. Segundo informações da agência Canal Energia, o preço médio geral do certame ficou em R$ 198,59 por MWh. O volume de energia negociado corresponde a um giro financeiro de R$ 9,772 bilhões.

A única UHE na disputa, Santa Branca (PR, 62 MW) foi negociada ao preço de R$ 150/MWh. O produto por quantidade da fonte PCH viabilizou 20 projetos o maior vencedor do certame em volume de empreendimentos. O preço médio do produto quantidade ficou em R$ 175,80/MWh.

Já nos produtos por disponibilidade, a fonte biomassa negociou sete empreendimentos e 815 lotes de 0,1 MW médio contratados. Nesse produto o preço médio ficou em R$ 235,95/MWh.  E ainda foi viabilizada uma térmica a gás natural com ciclo combinado de 5,54 MW de capacidade instalada e de propriedade da Oeste Canoas na região Norte com o preço venda no teto de R$ 258/MWh. A fonte eólica não negociou projetos.

Como esperado, houve baixa demanda com apenas sete distribuidoras comprando energia. A maior foi a Celesc-D com 13,562 milhões de MWh, seguida pela Amazonas Energia com 12,575 milhões de MWh. Participaram ainda a Boa Vista Energia, Ceal, Cepisa, Copel e ELFSM.

Segundo notícia da agência Reuters, o resultado de projetos contratados no leilão de energia A-5 foi o menor desde 2009, quando a economia estava impactada por uma das piores crises financeiras globais.

Com a recessão econômica e a crise política, a baixa contratação ficou na metade inferior das previsões de analistas, que esperavam demanda nula ou de no máximo 800 megawatts médios na licitação.

A expectativa quanto ao certame era baixa devido à redução de consumo de eletricidade no Brasil, registrada desde o ano passado devido a uma forte elevação das tarifas e à recessão econômica.

 

Fonte: CERNE Press com informações da Agência CanalEnergia e Agência Reuters

ANEEL realiza o Leilão A-5 nesta sexta-feira (29)

A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) realiza nesta sexta-feira (29) o Leilão A-5, o primeiro nessa modalidade em 2016, para contratação de energia elétrica proveniente de empreendimentos de geração a partir das fontes hidrelétrica, eólica e termelétrica a carvão, a gás natural em ciclo combinado e a biomassa, com início de suprimento em 1o de janeiro de 2021.

O leilão será realizado pela Internet, com operacionalização da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), em São Paulo. A energia elétrica gerada será objeto de Contrato de Comercialização de Energia em Ambiente Regulado (CCEAR), nas modalidades por disponibilidade para os empreendimentos eólicos e termelétricos, e quantidade de energia para os hidrelétricos.

O Preço Inicial do Produto Disponibilidade será de R$ 251/MWh para fonte termelétrica a biomassa e carvão; R$290 para fonte termelétrica a gás natural; e de R$ 223/MWh para eólicas, enquanto o Preço Inicial do Produto Quantidade, para empreendimentos hidrelétricos será de R$ 227/MWh. Há ainda preços de referência para a PCH Santa Barbara, e empreendimentos com outorga sem contrato, e com outorga com contrato.

Para este certame, a Empresa de Pesquisa Energética (EPE) habilitou 802 empreendimentos, com 693 projetos de eólicas, duas hidrelétricas, 52 pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs); 40 termelétricas a biomassa; nove termelétricas a gás natural; cinco termelétricas a carvão; e uma termelétrica a biogás.

Fonte: Setor Energético

Aneel libera funcionamento de 48MW em eólicas no RN

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) liberou, no dia 20 de fevereiro, a entrada em operação comercial dos parques eólicos Pelado, com 20 MW de potência instalada, e Lanchinha, com 28 MW.

Os empreendimentos, ambos da empresa espanhola Gestamp, estão instalados nos municípios de Bodó e Tenente Laurentino Cruz, respectivamente.

Renova obtém liberação para operação comercial de 5 parques eólicos

A Renova Energia informou que foi publicado nesta terça-feira despacho da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), datado de 31 de dezembro, que determinou a liberação, a partir de 1º de janeiro, da operação comercial de cinco parques eólicos da companhia.

Com a entrada em operação destes parques, que somam 100,8 megawatts (MW) de capacidade instalada, fica concluída o começo de operação comercial dos nove parques eólicos da Renova que comercializaram energia em leilão de energia nova de 2011.

As demais unidades iniciaram operação em março de 2015.

Fonte: Valor Econômico | Thais Carrança

Aneel libera operação comercial de complexos eólicos no Piauí e em Pernambuco

A Agência Nacional de Energia Elétrica liberou nesta sexta-feira, 18 de dezembro, o início da operação comercial dos complexos eólicos Ventos de Santa Joana e Ventos de Santo Onofre, que ficam localizadas no Piauí. Nas EOLs Ventos de Santo Onofre I, II e III, a Aneel autorizou 15 aerogeradores em cada parque, que totalizam 90 MW.  Nas EOLs Ventos de Santa Joana II, VI, VIII e XIV o aval também foi para 15 unidades em cada parque que juntas somam 120 MW.

A Aneel também liberou a operação comercial no complexo eólico Serra das Vacas, em Pernambuco. As EOLs Serra das Vacas I, II, III e IV tiveram 53 unidades liberadas, que somam 90,7 MW. Já a PCH Cantú 2, que fica em Nova Cantú e Laranjal, no Paraná, já pode operar em teste as unidades UG1, UG2 e UG3, que tem potência de 6 MW cada uma.

Fonte: Canal Energia